Joinville         -          Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Fracassa leilão de
19,7% das ações da Casan

Papéis de propriedade da Celesc devem ser postos novamente à venda no próximo ano

Silvia Pinter

O leilão de 19,7% do capital da Casan foi um fracasso. Os papéis, pertencentes à Celesc, foram a leilão ontem na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), mas não houve interessados. A empresa de energia não esperava tamanho insucesso. "Passamos seis meses tratando com as principais operadoras e investidores do setor", diz o diretor-financeiro da companhia, Ênio Branco.
O resultado sepultou a esperança da Celesc pagar ainda este ano parte da dívida de R$ 350 milhões com fornecedores e bancos. A companhia estimava conseguir com a venda, pelo menos, R$ 110 milhões. Apesar do fracasso, Branco não perde a esperança de vender as ações em leilão. "Vamos esperar um momento mais adequado e levar os papéis a um novo leilão no próximo ano", garante. Leia-se por momento mais adequado a aprovação da regulamentação do setor de saneamento, cujo projeto tramita no Congresso , e a participação do possível acionista na gestão da empresa.
Essas foram as duas justificativas listadas pelos operadores que se diziam interessados nos papéis. "Vamos dar ciência desse resultado ao acionista majoritário da Casan (governo do Estado) e aguardar uma orientação", observa o diretor, que acompanhou o processo na Bovespa junto com o presidente da estatal, Francisco Küster.
O analista de saneamento do banco Sudameris, João Costa Marques, agrega à lista de justificativas o preço estipulado às ações. Segundo ele, R$ 110 milhões é um valor muito alto para ser pago à uma empresa da qual o acionista não terá poder de gestão. Para ele, o preço máximo que a companhia conseguiria atualmente pelos papéis seria R$ 76,2 milhões. "Se os papéis forem a leilão no próximo ano com as mesmas condições de hoje acho difícil vendê-los"
O analista do banco Brascan, André Segadilha, segue o mesmo raciocínio. "Para dar poder de gestão ao acionista a Casan tem que ser privatizada. Ter como sócio uma instituição estatal só gera limitações. Essa característica impõe regras e impede a rentabilidade." O secretário da Fazenda, Antônio Carlos Vieira, diz que só pode falar sobre o assunto quando receber as informações do diretor-financeiro da Celesc. "Não sei qual será minha posição, mas quando receber dados sobre o leilão irei examiná-los."

Casan lança programa
para incentivar demissão

Na tentativa de tornar a Casan mais lucrativa, o presidente da estatal, José Carlos Vieira, está incentivando a demissão voluntária dos funcionários. O programa (PDI) foi lançado internamente essa semana. A direção espera que 20% dos 2,177 mil empregados aderem ao plano. "Assim teremos uma redução expressiva na folha. De R$ 3,8 milhões vamos baixar para R$ 3 milhões mensais", calcula Vieira. A direção do sindicato dos empregados não sabiam do plano até ontem. Mesmo assim, já se posicionou contrário a medida.
Para colocar em prática o PDI, a Casan conseguiu um empréstimo em forma securitizada de R$ 8 milhões da Caixa Econômica Federal. O programa na realidade, segundo Vieira, já vem sendo implantado timidamente desde 1991. "Cerca de 30 pessoas vêm aderindo ao plano anualmente. Agora queremos uma adesão mais maciça. Tanto que já temos uma lista de interessados", diz.
O plano não traz restrições, garante Vieira. "Mas queremos manter em nosso quadro pessoas estratégias, como os que trabalham com projetos e qualidade", complementa, listando mais uma série de procedimentos tomados para tentar evitar mudanças no atual estatuto da empresa que possam conceder poder de gestão ao novo acionista, caso os 19,7% do capital da estatal forem vendidos.
"Conseguimos limpar um passivo trabalhista de R$ 36 milhões do nosso balanço. Vamos pagá-lo em 50 parcelas em condições vantajosas (o valor negociado foi de R$ 15 milhões)", cita Vieira. Ele lembra ainda que está implantando um sistema totalmente computadorizado para facilitar o atendimento aos clientes e o BOT (construir, operar e transferir, em inglês), modelo de gestão que atrairá capital privado.
Enquanto a Casan tenta se tornar lucrativa, o diretor-financeiro da Celesc, Ênio Branco, aposta na aprovação do projeto que divida a estatal elétrica em duas empresas de geração e uma de telecomunicação para conseguir aporte financeiro e pagar parte da dívida de R$ 350 milhões.
A venda dos 23% dos ativos que detém da hidrelétrica Dona Francisca e a possível federalização da dívida de R$ 600 milhões que o Estado tem com a empresa também fazem parte do rol de possíveis investimentos que podem ajudar a amenizar o impacto do fracasso do leilão de ontem.

Os números das estatais

Situação em 2000

CASAN

  • Receita Líquida:
    1999: R$ 286,5 milhões
    2000: R$ 273 milhões (4,7% menos)*
  • Prejuízo líquido
    R$ 6,8 milhões
  • Dívidas
    R$ 220 milhões

CELESC

  • Receita Líquida
    1999: R$ 1,12 bilhão
    2000: R$ 1,2 bilhão (7,6% a mais )*
  • Lucro líquido
    R$ 4 milhões
  • Dívidas
    R$ 232 milhões

*O crescimento é real, isto é, já descontada a inflação

Fonte: Balanço Anual Gazeta Mercanti


Dez recebem Top de Marketing

Melhores cases foram premiados ontem em Blumenau

Blumenau - A Associação dos Dirigentes de Vendas de Santa Catarina (ADVB-SC) entregou, ontem, em Blumenau, o Top de Marketing para as 10 melhores campanhas desenvolvidas durante o ano no Estado. Os vencedores da 16ª edição do Top de Marketing, evento realizado anualmente, receberam um troféu durante jantar de confraternização da ADVB, primeiro realizado fora da capital. A intenção, segundo o vice-presidente da ADVB/SC, Giancarlo Tomelin, é de a cada ano realizar a entrega do prêmio em uma cidade diferente.
Em 2001, 23 empresas se inscreveram. As dez premiadas foram a Associação Catarinense de Empresas de Radiodifusão, RBS TV, Tim Telesc Celular e Vonpar Refrescos, todas de Florianópolis; Anjo Química, de Criciúma; Duas Rodas Industrial; de Jaraguá do Sul; Karsten, de Blumenau; Portobello, de Tijucas; Univali, de Itajaí; e Unisul, de Tubarão.
Neste ano houve menos premiados do que na edição passada. Até 2000, recebiam o troféu empresas que atingissem a nota mínima. Agora, a seleção ficou mais rigorosa e recebem a premiação apenas as melhores médias obtidas depois de analisados todos os requisitos exigidos pela ADVB. O prêmio foi criado em 1986 e já homenageou 128 cases de sucesso em todo o estado.
A Duas Rodas, de Jaraguá do Sul, foi uma das contempladas ao prêmio Top de Marketing com o case ``Programa Fidelidade Selecta e Algemix. O diretor-superintendente da empresa, Leonardo Zipf, explica que através do call center e de mala direta a empresas identificou clientes que deveriam receber um cartão de fidelidade.
Os cartões, divididos nas categorias ouro, prata e bronze, foram distribuídos para 2.000 clientes consumidores de matéria-prima para sorvete. Quanto mais o cliente compra, mais pontos ele soma para trocar em prêmios. Com esta campanha, segundo o diretor, a empresa obteve uma fidelização de 49% entre os clientes e um acréscimo de 17% no volume de vendas. O objetivo da campanha é de tornar a Duas Rodas a única fornecedora de matéria-prima para sorvetes desses clientes.

Top de Marketing

Os cases premiados pela ADVB

Associação Catarinense de Empresas de Radiodifusão
Acaert 2001: A boa onda da radiodifusão

Anjo Química do Brasil
Primer PU5:1

Duas Rodas Industrial
Programa Fidelidade Selecta e Algemix

Karsten
Sempre Limpa

Portobello
Marmi Portobello - Uma nova era no mercado

RBS TV Florianópolis e Biscoitos Parati
Moleque bom de bola - Bom de marca, bom de escola

Tim Telesc celular
Lideranças sem fronteiras

Univali
A nova marca da qualidade da pós-graduação catarinense

Unisul
Cinco anos da Unisul na Grande Florianópolis -

Vonpar Refrescos
Kuat, o guaraná do século 21

Fonte: ADVB/SC


Crédito e imposto
dificultam exportação

88% das empresas que comercializam fora do país prevêem aumento nas vendas

Florianópolis - Dificuldades de conseguir financiamentos e pesada carga tributária são os dois maiores obstáculos para aumento das exportações das empresas catarinenses, segundo pesquisa divulgada ontem pela Diretoria de Desenvolvimento, da Fiesc. Na mesma pesquisa, respondida por 221 empresas que venderam produtos ao mercado externo em 2000, 88% delas acreditam que as exportações crescerão, apesar dos problemas apontados como limitadores de uma atuação mais agressiva. As importações entre janeiro e agosto atingiram US$ 2,01 bilhão, 12,31% a mais que no mesmo período do ano passado.
O estudo revelou um setor industrial que se depara com obstáculos à competitividade devido a fatores de caráter sistêmico, comuns a todos os ramos industriais e que requerem mudanças em políticas macroeconômicas, como queda da taxas de juros e reforma no sistema tributário.
A bruxa passou pelo comércio em 2001
Se pudesse lojista riscaria este ano do calendário.  AN_Economia 
A presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante, ressalta que a correção desses problemas é fundamental para alavancar as exportações brasileiras de forma geral e catarinenses em particular. Um dos dados da pesquisa revela que 52,5% das empresas sentem necessidade de melhorar sua competitividade e dizem que conseguiriam isto se tivessem acesso a linhas de financiamento com juros iguais aos praticados no exterior. Para ela, "falta ao governo fazer a lição de casa porque os empresários já fizeram a sua".
Maria Teresa ressaltou a necessidade de as empresas catarinenses buscarem a diversificação de mercados de atuação para fugir da dependência de um único parceiro comercial. Das empresas pesquisas, 19,5% exportam para a Argentina. Em tempos de crise e instabilidade econômica no país vizinho, esse índice preocupa.
Segundo ela, os principais alvos dessa investida comercial são India, China e México. Este última para compensar a balança por conta das exportações de carros. India e China porque têm enorme mercado consumidor: juntos somam mais de 2 bilhões de habitantes. "Agora nosso trabalho é mapear os nichos de mercado mais promissores para alavancarmos as exportações", diz Maria Teresa.


Pesca da sardinha é a
pior dos últimos 30 anos

Itajaí - A pesca de sardinha no ano passado foi a pior dos últimos 30 anos. Segundo levantamento sobre o setor pesqueiro catarinense, apresentado ontem pela Univali e Ministério da Agricultura, foram pescadas 6.000 toneladas. A produção estadual em 2000 ficou em torno de 71 mil toneladas de pescado. Os pesquisadores avaliaram 520 embarcações.
"Esses dados estatísticos vão ajudar o setor a direcionar a pesca e fazer projeções e ao governo definir políticas de investimentos. No Brasil se faz projeções para os produtos agrícolas, com esse trabalho de estatística também será possível fazer essas projeções no setor pesqueiro", explicou o coordenador do projeto, Paulo Ricardo Pezzuto
Durante o lançamento do relatório também foi realizada uma reunião com representantes do Departamento da Pesca e Aquicultura (DPA) do Ministério da Agricultura, Ibama e Univali com o objetivo de unificar as ações de coleta de dados das informações da pesca. O relatório mostra informações preliminares da produção pesqueira em 2001. A captura do peixe-sapo cresceu mais de três vezes e meia em relação ao ano passado. O volume pescado médio subiu para 250 toneladas/mês.


Hering adere a
campanha contra pirataria

Blumenau - O Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) está com uma ampla campanha em âmbito nacional para combater a pirataria. O executivo da campanha "O Câncer de Mama no Alvo da Moda`, Onésimo Affini Júnior, se reuniu com a Hering, sua principal parceira, para discutir adesão à campanha. A empresa se comprometeu a entrar nessa luta em conjunto com o instituto, até porque a região com o maior número de piratarias é o Vale do Itajaí, em virtude da proliferação das pequenas malharias e serigrafias.
A estimativa é de que, pelo menos, 80 mil camisetas falsificadas sejam comercializadas por ano, o que representa 10% das 800 mil unidades vendidas pela Hering. Em cada camiseta vendida, o IBCC ganha R$ 6,50 que são investidos em equipamentos e prestação de atendimento gratuito na prevenção e combate ao câncer de mama. De acordo com Júnior, 80 mil camisetas falsificadas representam R$ 520 mil que o IBCC deixou de ganhar e que poderia ser usado na compra de cinco mamógrafos e realização de 300 cirurgias.
Para combater a pirataria, a Hering está diversificando os produtos e materiais utilizados com o intuito de dificultar a cópia. Além disso, a empresa colocou à disposição do IBCC a assessoria jurídica para auxiliar nesse processo. Júnior diz que também está sendo estudada, em conjunto com a Hering, a possibilidade de se criar uma linha mais popular, com preços menores, para reduzir a compra de produtos piratas.
No entanto, o executivo alerta os consumidores a exigirem a tag com o slogan da campanha e a etiqueta com explicações sobre como fazer o auto-exame. "Imprimir este material sai muito caro, por isso os falsificadores não usam essas etiquetas."


Autorização para comércio
na temporada cresce 40%

Joinville/Balneário Camboriú - A crise econômica da Argentina parece não preocupar os comerciantes de ocasião nesta temporada. A procura por alvarás de funcionamento temporário no litoral catarinense explodiu este ano. Só na região de Florianópolis o número de autorização aumentou quase 40%. No ano passado, a 1ª região fiscal da secretaria da Fazenda estadual contabilizou 1,8 mil estandes provisórios. Agora já são 2,5 mil.
"Chega a ser um absurdo a quantidade de pessoas que nos procuram. Só na terça atendemos mais de 50", diz o controlador da 1ª região fiscal, Timolau Adada. O alvará temporário tem validade de apenas seis meses. Os interessados em explorar o verão devem ter licença de funcionamento sob pena de pagar multa de no mínimo R$ 532,05 e mais 30% do valor das mercadorias em estoque. "
Para adquirir a liberação o comerciante precisa pagar uma taxa de R$ 143,65 e desembolsar antecipadamente o imposto que varia de acordo com o porte do comércio. O Shopping Andorinha, em Itapema, já está na sua 12ª temporada. No Andorinha estão instaladas 166 lojas, na praça de alimentação são sete opções de gastronomia, sem falar do espaço para o pipoqueiro, vendedor de milho, picolé. A feira que funciona na avenida Nereu Ramos, abriu a temporada 2001/02, no dia 1 de dezembro e prossegue até 28 de fevereiro, podendo ser prorrogada até a Páscoa. Segundo Irio Donato Pereira, da administração do Shopping Andorinha, 50% dos lojistas que participam da feira são de Santa Catarina.
E de olho numa fatia desse mercado, abre no dia 27, no Parque da Santur, na rodovia BR-101, em Balneário Camboriú, o Shopping das Fábricas. Um empreendimento que vai reunir cerca de 200 empresários dos setores de vestuário, móveis e decorações. E para atrair o turista que está na praia, o diretor do shopping, Joaquim Peroni, vai realizar dois grandes eventos o 1º Campeonato de Marcas de Balonismo em Balneário Camboriú e o 1º Rodeio Country do Shopping das Fabricas.

Brusque aposta no turista interno

Brusque - Os centros comerciais de Brusque apostam nesta temporada no turismo nacional e na vinda de chilenos e uruguaios. A expectativa é que as vendas cresçam até 25% em relação ao verão passado. Segundo o administrador do Stop Shop, Delamar Zucco, a expectativa quanto à vinda dos argentinos é muito grande, mesmo com a grave crise financeira naquele país. "Aqueles que já pagaram suas viagens devem vir. Mas temos a sorte de não precisar contar somente com eles. O turismo interno também será reforçado, já que muitos que viajavam para o exterior esse ano vão preferir ficar no Brasil", indica.
Para aumentar o movimento no verão, o centro comercial aposta na realização de eventos semanais, promoções, música todos os dias, distribuição de brindes e divulgação em estados próximos.
Kia Sportage não é líder por acaso
Modelo tem bom conjunto e preço mais baixo que os seus rivais.  AN_Veículos 
O centro comercial Bruem resolveu investir no conforto de seus clientes e instalou o ar condicionado central. "Acreditamos que o turista deva permanecer mais tempo em nosso estabelecimento", informou o gerente, Evandro Flora. Segundo ele, o aumento das vendas deve ficar entre 15% e 20%. O público deve mudar: a maioria deve ser de estados próximos. Nos últimos anos prevaleciam os argentinos.
O secretário de Desenvolvimento, João Beuting, aposta no turismo interno. Ele acredita que o movimento de Balneário Camboriú deve render bons números a Brusque. "A praia já está com hotéis e casas de aluguel reservadas, o que nos deixa em grande expectativa", completa.
A secretaria está divulgando a cidade junto aos hotéis das praias próximas e agências de viagens. Entre os atrativos para o verão, a secretaria promove a 22ª Feira Industrial de Brusque, entre 4 de janeiro e 16 de fevereiro. No dia 19, realiza reunião com os lojistas, para definir normas e horário de funcionamento da feira.

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Preço da gasolina vai cair até 25% a partir de janeiro

Motivo é mudança nas taxas sobre combustíveis

Brasília - O secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, afirmou ontem que com a nova Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que vai incidir sobre os combustíveis a partir de janeiro, o preço da gasolina deverá ter uma redução de 20% a 25% nas refinarias. Ele acrescentou que o governo se empenhará para que a mesma redução chegue aos preços cobrados ao consumidor final nos postos de abastecimento.
A queda de preço prevista por Pinheiro é maior do que a estimada por outros integrantes do governo. Para o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera, a redução no preço da gasolina poderá ficar próxima de 16%. O projeto de lei que regulamenta a Cide foi aprovado quarta-feira pela Câmara dos Deputados, em votação simbólica. Ele será agora enviado ao Senado, onde deverá ser aprovado até quinta-feira.
Segundo Pinheiro, a queda dos preços da gasolina vai ocorrer porque, na atual estrutura, a Parcela de Preço Específica (PPE), cobrada sobre o preço da refinaria, corresponde ontem a R$ 0,60 por litro. A PPE será substituída pela Cide, cuja incidência será de R$ 0,28 por litro. Ou seja, haverá uma redução de R$ 0,32. Também haverá diminuição de preços do óleo diesel. "Na formação dos preços da gasolina e do diesel, a Cide terá menor participação do que a PPE", disse o secretário.
Ricardo Pinheiro explicou que a participação da PPE no preço da gasolina varia, ao longo do ano, em função da oscilação do preço do petróleo no mercado internacional e da cotação do dólar em relação ao real. Essas duas variáveis integram o custo de produção da Petrobras.
Como atualmente o dólar está mais estável e as cotações do petróleo estão baixas, estes dois fatores também deverão pesar significativamente na redução esperada dos preços dos combustíveis.
Embora a lei que regulamenta a Cide permita que as alíquotas incidentes sobre os combustíveis sejam reduzidas, o governo não pretende fazê-lo tão cedo. "Essas alíquotas deverão permanecer as mesmas durante todo o ano de 2002", afirmou Pinheiro.
O secretário-adjunto disse ainda que a queda no preço da gasolina será possível a partir do ano que vem porque o acordo fechado na Câmara para aprovar o projeto permitiu uma redução na expectativa de arrecadação com a nova contribuição. Ele não quis dizer qual era o valor inicial da receita que seria obtida, mas explicou que, com a redução da Cide para R$ 0,28 no litro da gasolina, a receita anual chegará a R$ 7,25 bilhões por ano.
O deputado Eliseu Resende (PFL-MG) chegou a afirmar que, se fosse mantida a participação de R$ 0,467 por litro (a mesma da atual PPE), essa receita poderia chegar a até R$ 12 bilhões.


Santa Catarina está em sétimo no PIB nacional

Rio - O Estado de Santa Catarina está na sétima colocação no ranking nacional do produto interno bruto, sendo responsável por 3,66% do PIB nacional. O Estado mantém a colocação desde 1985, quando detinha 3,30% do PIB brasileiro. Os dados, divulgados ontem nas Contas Regionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são referentes a 1999. Considerando o valor por habitante, isso representa cerca de R$ 6.676,00 anuais. No total, a soma de todos os bens e serviços produzidos no Estado em 99 totalizaram R$ 35,32 bilhões.
Segundo o IBGE, a expansão nas plantações de milho, soja e algodão, fez com que a a agricultura do Mato Grosso registrasse um crescimento de 260% nos anos 90, levando a um aumento no PIB estadual de 87% na década. O Estado elevou a participação no PIB nacional de 0,69% em 1985 para 1,20% em 1999.
No caso do Amazonas, a conclusão da pesquisa do IBGE é que a produção de aparelhos de TV, vídeo e som e telefones celulares foi a responsável por um crescimento de 122% na economia do Estado na década de 90. Entre 1985 e 1999, a participação amazonense no PIB nacional cresceu de 1,52% para 1,60%.
Houve também uma mudança regional em termos de participação no PIB ao longo da década. A participação dos quatro maiores Estados do País (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul) no PIB brasileiro caiu de 65,3% em 1990 para 64,08% em 1999, segundo o IBGE.

Deslocamento de riqueza

De acordo com Nunes, as riquezas dessas regiões foram em parte deslocadas para o Centro-oeste, Amazonas, Pará e Goiás. Em termos regionais, entre 1990 e 1999, ocorreram as seguintes mudanças nas participações: Norte (4,94% em 1990 para 4,45% em 1999); Nordeste (12,86% para 13,11%); Centro-Oeste (5,16% para 6 44%); Sudeste (58,83% para 58,25%) e Sul (18,21% para 17,75%).
O maior parque industrial brasileiro, o Estado de São Paulo, perdeu participação no PIB nacional e modificou sua estrutura econômica ao longo da década de 90. A pesquisa do IBGE revela que a contribuição estadual para o PIB do País caiu de 37,02% em 1990 para 34,95% em 99. A perda dos dois pontos percentuais representa cerca de R$ 20 bilhões anuais que deixaram de ser gerados no Estado. No que diz respeito aos principais setores de atividade, houve significativa queda da participação da indústria de transformação no PIB estadual, de 41,18% em 1990 para 28,69% em 1999.


Taschibra

Fábrica é inaugurada

Blumenau - Com um investimento de R$ 1,5 milhão a Taschibra, que tem unidade em Indaial, inaugurou ontem uma nova fábrica de luminárias. A empresa sempre revendeu luminárias, mas compradas de terceiros. "Na verdade, funcionávamos como uma montadora, agora vamos fabricar as peças", diz o diretor Afonso Luiz Schreiber. A Taschibra é especializada na comercialização de microlâmpadas de Natal e modelos fluorescentes, conhecidas como econômicas.
A nova fábrica estava funcionando desde abril em caráter experimental. O diretor conta que somente agora foram feitas as adaptações necessárias aos equipamentos para funcionar com toda a capacidade. A fábrica tem potencial de produzir 300 mil luminárias mensais, com três turnos de trabalho. Por enquanto, está produzindo 100 mil peças/mês.
De acordo com o diretor, o mercado está retraído, principalmente as exportações. A nova fábrica entra em férias coletivas na próxima semana e volta no dia 15 de janeiro. O empresário afirma, porém, que existe mercado para as luminárias, por isso o investimento na fábrica.
A Taschibra construiu a fábrica de luminárias com o objetivo de atender, principalmente, o mercado externo. Mas, no momento, 60% a 70% ainda é direcionado para o mercado interno. A crise na Argentina é outro fator que afetou o desempenho da nova fábrica. Para contornar esse problema, a Taschibra está investindo em outros países da América do Sul e parte da América Central.
A projeção do diretor é de que 70 novos empregos sejam gerados, que vão se somar aos 150 já existentes. Para o primeiro ano, a expectativa é de que sejam obtidos R$ 8 milhões em faturamento na nova planta. A estimativa é fechar 2001 com faturamento aproximado de R$ 40 milhões, R$ 10 milhões abaixo do estimado no início do ano.
O principal problema apontado pelo diretor da empresa para não alcançar o valor estimado foi o racionamento de energia, que reduziu a procura por lâmpadas natalinas. "Caso não trabalhássemos também com as lâmpadas econômicas, a redução teria sido pior." Para o próximo ano a expectativa é de um incremento de 20% no faturamento. A empresa pretende investir cerca de R$ 3 milhões na construção de uma fábrica para produção de circuitos para lâmpadas eletrônicas. O bulbo da lâmpada continuará sendo importado. (Liliani Bento, especial para A Notícia)


Sobretaxa em compra a cartão é ilegal

São Miguel do Oeste - O promotor da Defesa do Consumidor de São Miguel do Oeste, Jean Michel Forrest, divulgou ontem um esclarecimento aos consumidores usuários de cartões de crédito, aconselhando-os a exigir dos comerciantes o mesmo preço praticado nas chamadas vendas à vista, com dinheiro ou cheque. Segundo ele, está se tornando comum em São Miguel do Oeste e mesmo em outras cidades do Estado a prática de uma parcela de lojistas que cobra preços diferenciados ou juros quando a venda é feita pelo cartão de crédito, em um pagamento único.
Forrest alerta que caso sejam acionados no Procon ou mesmo no Ministério Público poderão ser penalizados com multa, ação civil pública e estarão sujeitos até a detenção de três meses a um ano. Segundo ele, isso está na legislação e não há o que discutir. O promotor cita o caso dos mercados, cuja maioria aceita cartões de crédito e nem por isso coloca preços diferenciados nas mercadorias. Ele explica que em território nacional qualquer negócio fechado para pagamento em 30 dias ou menos o valor é considerado à vista.
Segundo ele, a pessoa deve primeiro pedir qual o preço à vista da mercadoria e se resolver fechar o negócio deve apresentar o cartão de crédito apenas na hora do pagamento. "Se houver negativa por parte do vendedor ou mesmo do proprietário, alegando que o cartão de crédito não pode ser considerado pagamento à vista, o consumidor deve insistir e em último caso procurar uma unidade do Procon ou o Ministério Público para fazer valer o seu direito", prega. Jean ressalta que a mesma lei vale também para os postos de combustível que trabalham com cartões de crédito.
O promotor ressalta que a alegação dos lojistas de que vão receber o valor da compra somente em 30 dias é um problema resultante de contrato feito entre as administradoras de cartões e os estabelecimentos comerciais, mas os consumidores nada têm a ver com a questão.

 
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