Joinville         -          Domingo, 7 de Janeiro de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

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Editorial

O otimismo econômico

Previsões econômicas se transformaram tão inconfiáveis quanto as meteorológicas. Em ambos casos, a multiplicidade de fatores que interfere na economia, como no clima, é apontada como justificativa para eventuais deslizes. No entanto, otimismo é sempre bem-vindo, como demonstra a edição de hoje de A Notícia. A aposta no futuro - representada pelas estimativas otimistas na economia - não deixa de ser um incentivo para a sociedade. O ano e século começam com a perspectiva de um horizonte mais agradável. Lamentavelmente, a expectativa de que toda a sociedade brasileira venha a ser beneficiada igualitariamente pelas benesses do crescimento econômico é nebulosa.
Queda na escorchante taxa de juros, com conseqüentes benefícios à expansão da produção; crescimento acima de 4% do produto interno bruto (PIB); e azul no saldo da balança comercial são as esperanças da iniciativa privada e metas do governo. Depois de pacotes e fórmulas heterodoxas aplicadas sucessivamente durante décadas - tentando dominar o mercado apenas por decreto -, a economia brasileira ganhou musculatura e estabilidade para que até previsões mais ou menos confiáveis sejam formuladas. Somos economicamente mais consistentes.
No entanto - e talvez não seja mais possível que um dia esse panorama se altere -, a interdependência com fatores externos complica a tarefa de prever. Afinal, mais de um quarto do petróleo consumido no País vem do exterior. Dois dos maiores parceiros comerciais brasileiros, os Estados Unidos e a Argentina, vivem turbulências: enquanto o gigante americano tentar transformar em pouso suave a desaceleração recorde de sua economia nos últimos anos, o país vizinho se debate no meio de uma crise grave. Evidentemente, tremores nesses países serão sentidos no Brasil.
Pelo ângulo mais otimista, a fase aguda e dolorosa da adaptação da economia brasileira à crescente competitividade internacional parece ter sido superada, embora a transformação continue indefinidamente. Em Santa Catarina, o horizonte é carregado de otimismo. Na Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas, a estimativa é de crescimento de 15% em todos os segmentos. A indústria aponta índice de 6%. Os anúncios do governo federal de investimentos pesados em infra-estrutura ajudam a compor o cenário otimista. Pena que não venham acompanhados da iniciativa de adoção de uma reforma tributária, uma unanimidade do País não reconhecida no Palácio do Planalto.
Obviamente, é excelente que as previsões otimistas se confirmem, embora em caso de concretização nada aponte que uma expressiva parcela da população brasileira se mantenha à margem do consumo. É claro que, sem crescimento econômico e conseqüente aumento da riqueza, não haverá nada para distribuir. Só que muitos estão esperando há muito tempo. E talvez não tenham motivo para comemorar previsões otimistas.

Em Santa Catarina, o horizonte é carregado de otimismo. Na Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas, a estimativa é de crescimento de 15% em todos os segmentos. A indústria aponta índice de 6%. Os anúncios do governo federal de investimentos pesados em infra-estrutura ajudam a compor o cenário otimista


Artigos

Os intocáveis:
juros e carga tributária!


Antonio Ermírio de Moraes

Todos os negócios tem seus acertos e seus tropeços. O risco é inerente a qualquer transação comercial. Isso vale também para os bancos.
O Brasil assistiu nos últimos anos a vários fracassos na atividade bancária. Mas registrou também retumbantes sucessos, que ocorreram nas mais variadas conjunturas. Com inflação alta, estável e baixa. Com petróleo em alta e em queda. Na hora da recessão e nos períodos de retomada. Os bancos bem-sucedidos parece terem tomado uma espécie de vacina contra a crise ou, mais do que isso, parecem possuir um organismo que se nutre das crises.
Será que isso é assim em outros países? Será que foi assim no passado? Na forma como o conhecemos hoje, o banco nasceu em Veneza, em 1587, e logo se espalhou por várias cidades da Itália, desabrochando em Florença e espalhando-se por toda a Europa ao longo dos séculos 16 e 17. Nos Estados Unidos, o primeiro banco (Bank of North America) foi fundado em 1782 sob a inspiração do então secretário do Tesouro, Alexander Hamilton.
Os primeiros bancos aceitavam depósitos e faziam transferências, mas não concediam empréstimos. Mas logo entraram no ramo do crédito. Daí para frente, seu papel foi crucial no desenvolvimento das nações. A principal função do sistema bancário passou a ser a de emprestar dinheiro para viabilizar os negócios de produtores e consumidores que se inclinam a correr riscos.
O Brasil do tempo de Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, também contava com os bancos para financiar a economia nacional. Durante um bom tempo os bancos brasileiros viabilizaram o plantio e a comercialização das safras agrícolas, o desenvolvimento das indústrias e a expansão do comércio.
Nos últimos 40 anos, porém, o quadro mudou. O setor bancário passou a se alimentar basicamente do governo. Em lugar de alocar a maioria dos seus recursos no lado real da economia, os bancos passaram a viver da inflação, do floating e dos juros cobrados a um governo endividado e que representa risco.
Esse quadro se perpetuou. Até hoje o governo precisa dos bancos. Os altos juros cobrados do governo se disseminam por toda a sociedade como uma doença que penetra nas entranhas do corpo para minar suas energias.
Atualmente os juros brasileiros são 200% mais altos do que os estrangeiros (isto sem falarmos em cheques especiais e cartões de crédito). Haja coragem para tomar um empréstimo! O pior é que, dentro desse quadro conspiratório, vêem os governadores para dizer que os produtores brasileiros produzem e exportam pouco porque são ineficientes e que os consumidores compram pouco porque os preços são muito altos, esquecendo, porém, da brutal carga tributária.
O mais comum é que a área financeira defende, com justa razão, a necessidade da globalização, mas nada se faz de prático em relação aos próprios juros.
O que se pode dizer de tamanha ironia?

  • Antônio Ermírio de Moraes, empresário/SP


Vou-me embora pra Pasárgada...

Carlos Damião

Morar e trabalhar num Estado como Santa Catarina tem seu preço - e que preço. Na semana passada, fui visitar um grupo de amigos, que alugou uma casa no balneário de Ingleses. Levei exatos 30 minutos para percorrer três quilômetros, entre o trevo de acesso à praia e o local em que os amigos estavam. Na volta, levei outros 40 minutos para retornar à rodovia. Na primeira semana deste primeiro mês do terceiro milênio, a Prefeitura da Capital anunciou a solução para o problema: a rua de acesso virou mão única. Uma outra via, paralela, servirá para o sentido contrário. Não é a melhor saída, mas é a possível para enfrentar a emergência.
Viajo com freqüência para Itajaí, utilizando a mal-duplicada BR-101, que precisa ser triplicada muito mais cedo do que se imagina. Para escapar dos engarrafamentos - no ano passado, por causa de um acidente, levei quatro horas para cumprir o trecho de 100 quilômetros que separa a cidade portuária da Capital -, tenho acordado às 5 da manhã, cumprindo o trajeto em meros 50 minutos. Madrugar é o único jeito de driblar a crise que o turismo provoca no trânsito.
Acompanho pelos jornais e telejornais o drama dos turistas que vêm para Santa Catarina, enfrentam engarrafamentos, falta de água, bancas de jornais e revistas que fecham para o almoço, restaurantes que não abrem para o almoço, entre outros problemas graves de infra-estrutura. Não gostaria de estar na pele deles, que deixam suas cidades estressantes para aliviar a cabeça em nosso magnífico litoral. Melhor dizendo, gostaria de ser também um turista, com o bolso recheado de dinheiro, para sair de Santa Catarina durante a temporada, deixando-a livre para que os "hermanos" e irmãos pudessem aproveitá-la sem nossa presença incômoda.
Sim, nossa presença - nós, que nascemos, vivemos aqui e trabalhamos durante o verão - é incômoda o suficiente para não deixar espaço nas ruas, nos cinemas, nas praças de alimentação, nos estacionamentos, nas rodovias, nos supermercados, para os turistas que aqui chegam todos os dias.
Na verdade, somos presenças incômodas porque vendemos uma imagem de Santa Catarina que não corresponde à realidade fria dos fatos: não temos estrutura para, todos os anos, receber tanta gente de fora. Não fazemos um marketing de qualidade, de rigorosa verdade: algo que dissesse, por exemplo, que Santa Catarina é uma maravilha, mas tem limitações e limites extremos, que precisam ser observados pelo visitante.
É claro que a Santur e os órgãos de turismo municipais cumprem seu papel, de planejar e divulgar a imagem do Estado. Mas não precisam exagerar, sob pena de que o dito acima venha a se transformar em realidade daqui a poucos anos: os catarinenses caindo fora para que os turistas possam aproveitar as belezas do paraíso.
Não se trata de egoísmo. Trata-se de uma verdade indiscutível. Se nada for feito (planejado seriamente; executado seriamente), Santa Catarina corre o risco de tornar-se inviável para seus habitantes e para os turistas durante a temporada de verão.

  • Carlos Damião, jornalista/Florianópolis


Os mandamentos de Chicago

Luiz Henrique da Silveira

Richard Dailey alcançou notoriedade nos Estados Unidos, primeiro por ter sido eleito prefeito de Chicago; segundo pelas idéias que vêm pondo em prática na administração daquela megacidade.
Recentemente, publicou seis regras, que defende como básicas para o bom desempenho de governos municipais: manter-se atualizado, antecipando-se ao futuro; priorizar a educação; fazer bem as coisas; investir na qualidade de vida; desenvolver uma economia variada; e atrair gente diversificada.
Meu governo em Joinville adota a mesma receita, com o acréscimo de outros ingredientes, para mim muito importantes, como as parcerias e a participação comunitária.
Tenho sempre afirmado que governar, hoje, não é, como há uma década, apenas saber escolher as prioridades. Mais do que isso, o governante contemporâneo precisa antecipar-se às posteridades, sendo capaz de diagnosticar o futuro. O prefeito de Chicago afirma que "os governantes precisam estar à frente de seus eleitores e dos que os criticam". E acrescenta: "As estratégias para melhorar a qualidade de vida de uma cidade e o investimento no futuro podem não ser populares".
Dailey afirma, com precisão, que "a qualidade de vida de uma cidade dependerá da qualidade da educação que ela dá aos seus futuros cidadãos". Não é outra coisa o que pensamos e fazemos em Joinville. No primeiro governo, instituí o estatuto do magistério, que, além de estabelecer bases dignas de remuneração do professor, estabeleceu princípios incentivadores da excelência didática. Hoje, além de receberem 130% a mais que seus colegas do Estado, 81% dos professores de Joinville têm nível superior e 49% são pós-graduados, o que, por si só, já garante um ensino público de altíssima qualidade.
O americano afirma, também, que a competência executiva importa mais do que a atitude política. A população deve confiar que os gastos locais sejam bem dirigidos a suas necessidades". Não tem sido outra a nossa preocupação e nossa ação. Foi nesse rumo que fizemos, no início do governo, uma reforma administrativa, que, revogando vícios e privilégios, reduziu significativamente o tamanho da burocracia, e, além de trazer a folha de pagamento para comportados 45% (não obstante dois aumentos salariais), melhorou radicalmente a máquina fiscal, implementando forte aumento das receitas.
O investimento na qualidade de vida é outra regra defendida pelo prefeito de Chicago. Não é outra coisa que temos feito, com obras e serviços públicos de primeiro nível, na educação, na saúde, nos transportes coletivos, na cultura, no turismo, no lazer. Só a Escola Bolshoi trouxe, do Brasil e da Rússia, dezenas de profissionais de alta qualificação. E isso não tem preço.
Manda o burgomestre Dailey que a cidade deva desenvolver uma economia variada. O Centreventos Cau Hansen e os futuros Teatro Juarez Machado e Megacentro Ulisses Guimarães dão bem uma dimensão desse processo de economia diversificada que estamos implementando em Joinville, seja pela diretriz do desenvolvimento cultural e das indústrias do turismo e do lazer, seja pela recuperação da área agrícola, com novidades tecnológicas, como a hidroponia.
Por último, manda o prefeito Dailey que se procure incentivar a diversificação étnica, religiosa, profissional, etc., como se advinhasse o que estamos fazendo em Joinville, para onde centenas de pessoas qualificadas têm acorrido, atraídas pelo "boom" do desenvolvimento cultural e tecnológico. Executivos, médicos, advogados, engenheiros, professores, gente das mais diversas e elevadas especializações chegam, todo o dia, em Joinville, que, hoje, é um pouco suíça, bastante portuguesa, alemã e italiana, e, agora, começa até mesmo a ser um pouquinho russa...

  • Luiz Henrique da Silveira, prefeito de Joinville


Cartas

Remendos fiscais

Mais uma vez a história se repete. É só haver aumento das despesas públicas que o governo começa a imaginar formas de criar tributos e contribuições para fazer mais um remendo fiscal. O caso mais recente são as propostas com vistas a financiar o salário mínimo.
Entre as pérolas, estão sugestões para alterações no Imposto de Renda, prevendo cobrança sobre o faturamento das empresas, independentemente de elas terem lucro ou não. Mesmo propostas novas de alterações de lei devem ter respaldo constitucional. O que está faltando mesmo é uma reforma tributária completa, desburocratizada e justa. Se os parlamentares de todos os partidos vivem fazendo discursos inflamados a favor da reforma tributária, se a sociedade clama e o próprio governo se manifesta a favor, por que ele não sai?
Não podemos esquecer que o presidente Fernando Henrique está entrando na segunda metade de seu segundo mandato e nada de reforma tributária. Será que a reforma precisará ser uma bandeira de um candidato a presidente da República para ela sair do papel?
Roberto Breithaupt, presidente da Federação das Associação Comercial e Industriais de Santa Catarina (Facisc)

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LRF

Se FHC mudou a lei em benefício próprio, para permanecer no poder, por que não podemos mudar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), para beneficiar as prefeituras já endividadas no passado? Ou será que FHC quer maiores sacrifícios da população, para dar mais riqueza e poder aos agiotas internacionais? A quem FHC serve?
Francisco Anéas, Garuva/aneasfco@uol.com.br

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Difícil de entender

É tudo isso que falam? Comenta-se tanto agora sobre prefeituras falidas, sobre desvio e mau uso do dinheiro público. Por que tudo isso vem à tona depois que os prefeitos foram empossados? Como é que ninguém viu isso antes? Será que o caos e a falência agora anunciados só não aparecem no papel? Por que será que todo o político luta tanto para conquistar o poder, ganhar as eleições, se tudo está falido? Existe político masoquista? Como está, fica difícil entender este País.
Verli Antônio de Araújo, Joinville

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Apontamentos

Novas metas
do Projeto Âncora

O Projeto Âncora, uma iniciativa coordenada pela Associação Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul (Acijs) com o objetivo de promover a ressocialização dos apenados do presídio local, de desarmamento da população e de melhoria das condições da polícia, terá continuidade em 2001. No ano que passou, o projeto obteve êxito, graças à parceria entre a classe empresarial, Prefeitura, Justiça e Governo do Estado. Com as doações de empresas ao longo do ano, foi possível entregar à Polícia Militar equipamentos como 10 pistolas automáticas, um visor noturno a laser, além de motos e viaturas repassados pelo governo estadual. Em dezembro, empresas como a Weg, bancos Bradesco, Santander, Meridional e HSBC, além da Associação das Pequenas Empresas do Vale do Itapocu (Apevi), repassaram à Acijs R$ 18 mil para a compra de novos armamentos pesados que serão utilizados pelo grupo de operações especiais da 3ª Companhia de Polícia Militar, com sede no município. O vice-presidente de Assuntos de Segurança da Acijs, Nílton Zen, diz que a prioridade em 2001 será a compra de submetralhadoras e escopetas. Há também uma preocupação com os detentos que cumprem penas no presídio, que este ano passam a ser beneficiados com cursos profissionalizantes e poderão trabalhar numa ala que será construída no local. A empresa Tritec Industrial, fabricante de embalagens, construirá o pavilhão em terreno doado pelo município e utilizará em sua linha de produção mão-de-obra carcerária.

Carnaval ameaçado

Acostumadas a receber dinheiro vivo e sem maiores burocracias da Prefeitura para organizar o Carnaval de rua, as escolas de samba de Lages, este ano, poderão não ter assegurado o privilégio. Acontece que o novo prefeito Raimundo Colombo (PFL) pretende primeiro pagar os salários atrasados dos servidores municipais e outras dívidas, para só depois pensar nesse tipo de gastos. Com quadro que se apresenta, ou as escolas de samba se mobilizam para conseguir apoios e realizar promoções até o Carnaval ou os lageanos ficarão sem desfile.

Postos de saúde

A Policlínica de Especialidades Lindolf Bell, os ambulatórios gerais dos bairros Badenfurt, Centro, Fortaleza, Garcia, Itoupava Central e Velha e os 21 postos do Programa Saúde da Família (PSF) estão atendendo normalmente durante as férias coletivas da Prefeitura de Blumenau, que se estendem até 14. Durante esse período, o atendimento nos ambulatórios gerais é de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, inclusive nos do Centro, Fortaleza e Garcia. Nesses locais, o expediente normal, até às 22 horas, será retomado a partir do dia 15.

Tratores

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento da Prefeitura de Itajaí adquiriu dois tratores agrícolas traçados 4 x 4, com recursos provenientes do orçamento da União e da própria administração municipal. Segundo o secretário Tarcízio Zanelatto, os dois novos tratores vão incrementar ainda mais a patrulha mecanizada, beneficiando principalmente os pequenos agricultores das comunidades Rio Novo, São Roque, Espinheiros, Salseiros e Volta de Cima. Um dos tratores é mais leve e facilita os trabalhos de preparo de solo.

Educação

A secretária estadual da Educação, Miriam Schlickmann, embarcou neste final de semana para Atlanta, Estados Unidos, onde participa da 6ª Reunião da Comissão para Implementação da Parceria em Educação (Cipe) e do 6º Diálogo Binacional. No dia 11, no Banco Mundial, em Washington, com a presidente do Inep, Maria Helena Guimarães de Castro, a secretária participa de uma mesa-redonda sobre formação inicial e continuada de professores. Da reunião do Cipe, participa uma delegação composta pelo ministro da Educação, Paulo Renato, cinco secretários estaduais e mais 27 educadores ligados ao MEC.

Dívida

A divida da Prefeitura de Joaçaba ultrapassa os R$ 11 milhões. Só com a folha de pagamento atrasada, correspondente aos meses de novembro, dezembro, 13º e rescisões dos funcionários contratados, o município tem um débito de R$ 2 milhões, o que representa dois meses de arrecadação. O prefeito Armindo Haro Neto (PPB) determinou contenção de despesas em caráter de urgência. Durante o primeiro semestre, vai trabalhar para pagar contas. Contratações nesse período, nem pensar. Haro Neto vai trabalhar apenas com o quadro efetivo da Prefeitura.

IPTU

A Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, espera arrecadar R$ 18 milhões este ano com o Imposto Predial Territorial e Urbano (IPTU). O valor corresponde à expectativa de pagamento de 60 mil carnês que começam a ser distribuídos nesta segunda-feira. Em 2000, a inadimplência foi de 28%. O prefeito Dário Berger espera reduzir esse índice em 2001, com o oferecimento de descontos generosos: quem não devia nada em 31 de dezembro, poderá pagar o imposto em cota única com 50% de desconto. Quem optar pelo parcelamento, poderá conseguir um desconto de 20%. Os inadimplentes que quiserem saldar o débito em cota única também terão desconto: 30%.


Frases

"Pela Constituição, incorre em crime de responsabilidade quem impede o livre exercício do ministério público."
Carlos Frederico Santos
, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, ao anunciar que a categoria estuda representação contra o presidente FHC

"O otimismo do governo está em alta."
Pimenta da Veiga
, ministro das Comunicações, após reunião na qual foram analisados os últimos fatos políticos e os indicadores da economia


Curtas

CERTIFICADOS - A Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo de Itajaí está entregando os certificados de conclusão dos cursos realizados durante o ano de 2000 em parceria com a Univali. Os participantes podem retirar seu certificado na própria secretaria, na avenida República Argentina, 110.

AUXÍLIO - Apesar do ano-novo, a equipe do Projeto João de Barro, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Itajaí, como em 2000, continua buscando o auxílio da comunidade para as famílias de baixa renda do município que vivem em áreas de risco ou que são atingidas por algum tipo de fenômeno natural, como as enchentes e enxurradas.

 
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