Joinville
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2001
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
E
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A
Emprego industrial
cresceu 4,53% em 2000
Empresas criaram
7.777 postos de trabalho; expansão é a maior desde
a adoção do real
O
emprego industrial no ano passado registrou um crescimento de
4,53% no ano passado, segundo levantamento da Federação
das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc). As
empresas do setor criaram 7.777 novos postos de trabalho. O crescimento
é o maior desde o lançamento do Real.
O presidente da federação, José Fernando
Xavier Faraco, aposta em um cenário positivo para este
ano. "Com o índice positivo em 2000 e as perspectivas
de conclusão da duplicação da BR-101, ampliação
da participação do gás natural como fonte
de energia para as indústrias, modernização
dos portos e o anúncio de investimentos das indústrias
já instaladas em Santa Catarina da ordem de R$ 352,79
milhões em 2001, pode-se projetar um aumento de empregos."
A expansão do setor têxtil, que entre janeiro e
novembro, vendeu 1,95% a mais que em 1999, foi um dos fatores
que impulsionou a geração de novos postos de trabalho
na indústria.
O segmento foi responsável pela criação
de 1.498 novos empregos no período, com crescimento de
4,69%.
Outros setores que se destacaram foram o metalúrgico -
favorecido pela retomada da indústria automotiva -, que
criou 940 vagas (9%) e de material de transporte - impulsionada
pelos novos contratos da Busscar no exterior -, com 919 novos
empregos (16,53%).
As maiores altas em termos relativos foram registradas pelas
carboníferas, com crescimento de 23,62% no número
de postos; material de transporte, com 16,53%; e vestuários
e calçados, com 10,68%, registraram as maiores altas em
termos relativos.
Regiões
As microrregiões do Extremo Sul com um acréscimo
de 57,54% de trabalhadores na indústria de transformação
e do Extremo Oeste com incremento de 20,35%, foram os destaques,
em termos relativos. Já em números absolutos ,o
Nordeste e do Médio Vale somam um acréscimo de
3.517 novos postos de trabalho, 45,22% do total gerado no Estado.
Dezembro quebra ciclo de
11 meses de saldos positivos
Apesar de fechar o ano em expansão, dezembro quebrou
um ciclo de 11 meses consecutivos de crescimento no mercado de
trabalho. O nível de emprego fechou em queda de 0,78%,
o que significa uma redução de 1.406 postos de
trabalho.
Segundo o presidente da Fiesc, José Fernando Faraco, o
índice negativo observado em dezembro é normal,
pois neste período as indústrias dispensam os trabalhadores
que foram contratados temporariamente para atender ao aumento
dos pedidos de final de ano.
As maiores quedas ocorreram no setor de alimentos (-511), vestuário,
calçados e artefatos de tecidos (-242) e produtos de minerais
não-metálicos (-228). Em termos relativos, as maiores
variações negativas foram registradas em pesca
(-17,17%) e vestuário, calçados e artefatos de
tecidos (-2,85%). Os setores de material de transporte e diversos,
foram as exceções para dezembro
Apenas as microrregiões do Meio-oeste (23 postos), Vale
do Rio Tubarão (3 postos) e Extremo Sul (43 postos) apresentaram
ampliação na oferta de mão-de-obra. A Foz
do Itajaí (-268 postos), o Médio Vale (-229 postos)
e o Sul (-204 postos), foram as microrregiões que apresentaram
maior queda no número de trabalhadores em dezembro.
Fonte: Federação das Indústrias do Estado
de Santa Catarina (Fiesc)
... ... ...
Chuvas ameaçam
mineradores
Nível de
emprego nas carboníferas catarinenses registrou um crescimento
de 23,62% em 2000
Silvia Pinter
Joinville - O setor carbonífero começou 2001
em baixa. As chuvas dos últimos dois meses do ano passado
foram suficientes para derrubar o volume de vendas, que se manteve
numa média de 290 mil toneladas por mês até
outubro de 2000. E de quebra devem ser demitidos 20% dos mineradores,
segundo calcula o secretário-executivo do Sindicato das
Indústria da Extração de Carvão do
Estado de Santa Catarina (Siecesc), Fernando Zancan.
"Mesmo que os reservatórios de água da Gerasul
voltem a baixar não vamos recuperar o que perdemos. Não
bateremos o ano passado", diz Zancan. A seca prolongada
que comprometeu a agricultura em 2000 foi de extrema importância
para o segmento carbonífero. As vendas do carvão
aumentaram 58% em relação ao ano anterior. "Já
esperávamos por esse crescimento porque no final de 1999
estávamos no limite das vendas", lembra o executivo.
A partir de novembro, porém, os reservatórios da
Gerasul começaram a encher com as chuvas que caíram
no Estado e a quantidade de carvão comercializado decaiu.
"Das 300 mil toneladas passou para 250 mil. E neste mês
de janeiro já baixou para 200 mil toneladas."
A queda nas vendas reflete diretamente no emprego dos mineradores.
Segundo o executivo, as demissões já começaram
e devem continuar caso as chuvas do Sudeste começarem
a cair como o setor está prevendo. "Mas não
são todos os empresários que optam pela demissão.
Alguns preferem estocar, porém não por muito tempo.
O custo para isso é muito alto."
Zancan lembra que quando o segmento está indo bem, como
aconteceu no ano passado, os postos de trabalham se ampliam.
Apenas a título de comparação: "Em
agosto de 1999 o setor empregava 2,6 mil pessoas. Um ano depois
houve um incremento de mil mineradores".
A solução para o problema, segundo o executivo,
seria a construção de termelétricas movida
a carvão. A região de Criciúma já
dispõe o projeto de uma delas, que deve começar
a sair do papel ainda este ano. "
O executivo garante que a região tem capacidade para comportar
dois ou mais termelétricas, dependendo do seu porte. "Temos
duas empresas na região que tem capacidade para até
500 MW durante uns 40 anos", exemplifica Zancan, lembrando
que além de competitividade o setor teria mais segurança.
"Só no ano passado perdemos 4% do preço do
carvão em função das negociações
contratuais com a Gerasul", afirma. 97% do carvão
produzido na região vai para a empresa.
Itagres amplia
volume de exportações
Tubarão - A Itagres Revestimentos Cerâmicos,
que há pouco mais de dois meses inaugurou a planta industrial
cerâmica mais moderna do País em Tubarão,
está comemorando o primeiro grande arranque de participação
externa da empresa no mercado internacional.
A empresa, que até outubro vendia 6% da produção
no exterior, já está comercializando fora do País
15% do que é fabricado. O incremento é resultado
de um programa intenso de vendas e divulgação da
cerâmica catarinense nos Estados Unidos, Mercosul e Caribe.
Hoje, o maior mercado receptor dos produtos Itagres é
ainda o Mercosul, com destaque para a Argentina, mas a empresa
quer expandir os negócios principalmente nos Estados Unidos,
onde a aceitação da cerâmica em residências
e instalações comerciais tem sido cada vez mais
alta.
Mercado do dólar paralelo
vive dias agitados na Capital
Florianópolis - A chegada dos argentinos em Florianópolis,
em geral, movimenta um mercado bastante particular: a cotação
do dólar paralelo. Desde o dia 5, o câmbio informal
tem sofrido a influência da entrada do dólar trazido
pelos argentinos. Mas, neste ano, a chegada da moeda norte-americana
não tem sido suficiente para compensar a procura pela
moeda.
Antes do final do ano foi registrada uma queda no câmbio
paralelo do dólar, mas nos primeiros dias de 2001, o aumento
na compra da moeda norte-americana, acabou novamente elevando
a sua taxa. Ontem, o dólar estava sendo comercializado
a R$ 2,16.
A explicação para este aumento, segundo os próprios
doleiros, é o fato de por ser férias e ter muito
turista brasileiro em Florianópolis, eles estão
aproveitando para comprar a moeda para viajar ou guardar. Justamente
por circular mais dólares em Florianópolis, tradicionalmente
a Capital tem uma das cotações do câmbio
paralelo mais baixo do País.
O mecanismo de controle de câmbio paralelo, por ser informal
acontece de uma forma um tanto inusitada. A cada manhã,
os doleiros da cidade lêem a cotação comercial
e paralela nos jornais, mas no meio da manhã, seguindo
a lei de oferta e procura e também a nova cotação,
que é divulgada às 11 horas, a taxa é modificada.
Segundo o professor do Departamento de Economia da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) Pedro Moreira, a existência
do câmbio paralelo, que é ilegal, se deve a vários
fatores, entre eles o fato de ser necessário provar viagens
ou transações financeiras para o Governo Federal
permitir a compra de dólares. "Mas, como há
pessoas que querem usar o dólar como aplicação
financeira devido a inflação, aí o câmbio
paralelo surge em função da estrutura da economia
brasileira."
Brasil Telecom
disputa leilão
Rio - A participação da Brasil Telecom no leilão
das bandas C, D e E está praticamente garantida. Depois
de uma série de reuniões, os sócios da companhia
- Telecom Italia, Opportunity e fundos de pensão - aprovaram
ontem a criação de subsidiárias para concorrer
nos leilões. O conselho de administração
da empresa aprovou ainda a elaboração de um plano
de negócios sobre os planos da Brasil Telecom a ser apresentado
aos conselheiros na quinta-feira. Essas informações
deverão ser fornecidas aos conselheiros 24 horas antes
das reuniões.
Mas a Telecom Italia deixou claro que não pretende discutir
as estratégias da operadora em assembléias de acionistas,
como foi proposto pelo presidente do conselho de administração
da Brasil Telecom, Luís Octavio da Motta Veiga. Pela segunda
vez, a companhia italiana não compareceu à assembléia-geral
da empresa.
A ausência da Telecom Italia chegou a deixar o clima tenso,
mas os ânimos foram acalmando quando os representantes
da empresa aceitaram negociar nas reuniões do conselho
de administração da Solpart, holding da Brasil
Telecom.
No final de semana, a Telecom Italia divulgou nota em que esclareceu
que a assembléia-geral da Solpart não é
o fórum competente para discutir e deliberar a participação
da Brasil Telecom nos leilões do Serviço Móvel
Pessoal (SMP). De acordo com a nota, os fóruns competentes
são os Conselhos de Administração das companhias
envolvidas: Brasil Telecom, Brasil Telecom Participações
e Solpart.
O argumento é que a convocação da assembléia-geral
foi irregular e feita "como ato singular do presidente do
conselho e não deliberada previamente pelo Conselho de
Administração, como mandam as leis brasileiras
e o estatuto social da companhia".
Os desentendimentos entre os sócios da Brasil Telecom
vieram a público na compra da Companhia Riograndense de
Telecomunicações (CRT). Um dos principais problemas,
agora, é que a Brasil Telecom poderá concorrer
com a Telecom Itália no leilão da banda D no Estado
de São Paulo.
Lista de CPF
cancelado já na Internet
Brasília - Está disponível no site da
Receita Federal na Internet o Cadastro da Pessoa Física
(CPF) atualizado com os documentos que foram cancelados em 2000.
Amanhã, a Receita Federal deve divulgar oficialmente quantos
dos 12 milhões de CPFs em situação considerada
pendente foram cancelados. A estimativa do coordenador nacional
do Programa do Imposto de Renda (PIR), Luiz Carlos Rocha de Oliveira,
é de que aproximadamente 4 milhões do total de
documentos pendentes sejam cancelados.
Desde 2000, quando a Receita iniciou a "faxina" dos
CPFs, até a semana passada haviam sido cancelados 32 milhões
de documentos. Para saber se o documento está cancelado,
pendente ou regular é preciso acessar o site e digitar
o número do CPF.
Os documentos são cancelados quando o contribuinte deixa
de apresentar as declarações de Imposto de Renda
ou de Isentos por dois anos consecutivos, a partir de 1998. Para
regularizar a situação, o contribuinte que ganha
acima de R$ 10.800,00 anuais deverá entregar as declarações
pendentes pela Internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou na Receita.
No caso de isentos (com renda mensal abaixo de R$ 900 00), é
preciso recadastrar o CPF. Esse serviço está sendo
feito nas agências do Banco do Brasil, da Caixa Econômica
Federal ou dos Correios. A taxa de recadastramento é de
R$ 4,50. Além dessa situação, a Receita
também cancela o CPF se há constatação
de fraude na inscrição.
Movéis - Um projeto desenvolvido
pelo Centro Tecnológico do Mobiliário de São
Bento do Sul está chamando a atenção do
Ministério do Desenvolvimento. A iniciativa é estabelecer
um programa de parcerias com laboratórios internacionais
para de atestar qualidade total para móveis brasileiros.
O projeto integra um conjunto de oito propostas elaboradas pelo
Senai dos três estados do Sul. De Santa Catarina também
partiram projetos para capacitação em reflorestamento
e treinamento da indústria moveleira.
INSS - O aumento do número
de trabalhadores com carteira assinada contribuiu para estabilizar
o rombo da Previdência Social, que fechou 2000 com um déficit
nominal de R$ 10,072 bilhões, equivalente a 0,9% do produto
interno bruto (PIB). Embora superior, em valores absolutos, ao
déficit verificado em 1999, que foi de R$ 9,412 bilhões,
foi a primeira vez em cinco anos que o déficit da Previdência
caiu em relação ao PIB.
Governador vai
avaliar modelo de gestão da estatal antes de encaminhá-lo
a FHC
Florianópolis - O presidente da Celesc, Francisco Küster
entregou na tarde de ontem ao governador Esperidião Amin
a proposta de nova gestão da empresa. Küster foi
com uma comitiva até o Palácio Santa Catarina depois
do conselho de administração da Celesc ter aprovado
a proposta.
Depois de receber o documento o governador pediu para que fosse
feita uma reunião entre governo e diretoria da Celesc
para um maior aprofundamento na situação da empresa.
"Precisamos procurar uma alternativa viável para
a Celesc. Pelo que vejo a proposta é boa, vamos ver se
é possível viabilizá-la", argumentou
Amin preocupado com o fato de que a proposta feita por um comitê
encabeçada pelo presidente da Fiesc, José Fernando
Faraco com a anuência de Küster prevê refinanciamento
da empresa de R$ 230 milhões e R$ 120 milhões de
investimentos.
"Estamos há dois anos sem financiamento algum. O
BC discrimina por nos impedir de fazer empréstimo",
falou Küster durante a reunião, defendendo que a
Celesc entrasse num modelo de exceção, onde inclusive
o BNDES pudesse financiá-la.
A proposta entregue ao governador prevê uma gestão
regida pelas leis do mercado, e que com a injeção
de capital pudesse aumentar em até 90% sua capacidade
de geração de energia elétrica. "Assim,
a empresa não ficaria dependente das taxas de suas fornecedoras",
argumenta Faraco.
O governador se mostrou bastante preocupado com as dívidas
da Celesc. Em 21 de junho, a empresa precisa pagar R$ 113 milhões
em dinheiro captado na Europa.
Caso Amin aceite a proposta e a encaminhe para o presidente Fernando
Henrique Cardoso, o poder executivo terá que retirar o
projeto de lei que prevê a cisão da empresa. O projeto
foi encaminhado à Assembléia no final do ano passado.
Eletrificação rural
será ampliada
Lages - O presidente da Celesc, Francisco Küster, assinou
ontem à tarde, em Lages, contratos que no total representam
mais 3.000 quilômetros de rede elétrica no programa
Luz no Campo. Trata-se de projetos que representam energia elétrica
para cerca de 4 mil novas propriedades rurais, em municípios
do Alto Vale e do Planalto Serrano.
Com as novas ligações, cuja implantação
deverá estar concluída até o final deste
ano, o déficit catarinense de energia elétrica
para o meio rural deve cair em 30%. "Hoje ainda temos um
déficit de 9.000 ligações em todo o Estado."
Nos projetos assinados, o Governo entra com 62% dos custos da
rede. A Celesc banca outros 13%, sobrando ao proprietário
30%. Os investimentos serão de R$ 25 milhões.
Portugueses fecham compra da Global
Telecom
Jeferson Ribeiro
Joinville - O grupo Portugal Telecom, que controla a Telesp
Celular Participações., passou a ser o principal
acionista da Global Telecom, uma das empresas de telefonia móvel
do Paraná e de Santa Catarina. O grupo comprou 100% das
ações preferenciais (PN) e 49% das ações
ordinárias (ON), que dão direito a voto, da empresa.
A aquisição do capital da empresa custou US$ 556
milhões e a Telesp Celular ainda vai assumir uma dívida
líquida de US$ 654 milhões. O contrato assinado
ontem também prevê a compra dos 51% restantes das
ações ordinárias.
Para o consumidor nada vai mudar, pelo menos por enquanto. Mas
os clientes Global Telecom poderão, no futuro, usufruir
dos serviços oferecidos pela empresa paulista a todos
os seus usuários e terão sua área de cobertura
expandida.
A transação, conforme o presidente da Global Telecom,
Yuji Tsuda, "representa a união de forças
com a maior operadora brasileira de telefonia celular, parte
de um dos principais grupos de telecomunicações
da Europa, ultrapassando, em conjunto, a marca de 4,7 milhões
de clientes no Brasil".
As empresas utilizam o mesmo tipo de tecnologia de telefonia
móvel, a CDMA, o que, também, facilitou o fechamento
do negócio. Atualmente, a Global Telecom tem aproximadamente
500 mil clientes, dos quais 76% são usuários de
celulares pós-pagos e 24% de pré-pagos.
A conclusão das operações de compra e venda
das ações será efetivada tão logo
seja possível, dependendo da legislação
vigente, das obrigações contratuais de ambas as
partes e da aprovação da Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), para avaliação
posterior do controle acionário total.
Investimentos
A Portugal Telecom deverá melhorar a rede da Global
Telecom em Santa Catarina e Paraná. "Pretendemos
investir 500 milhões de reais na rede da Global Telecom",
afirmou Pedro Dias, diretor de Relação com o Mercado
da empresa portuguesa.
Segundo Dias, a Global vai passar a ter uma atitude agressiva
para conquistar o mercado: "O principal investimento será
em marketing. Pretendemos duplicar o número de assinantes
em 2001". (Colaborou Agência Estado)
Pronaf sob suspeita no Estado
Odacir Zonta recebe
denúncias sobre desvio de verba
Florianópolis, Chapecó - O secretário
da Agricultura de Santa Catarina, Odacir Zonta, admite ter recebido
denúncias de desvio de verba destinada ao Programa Nacional
de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no Estado,
mas evita falar de onde elas partiram e aprova a iniciativa do
Ministério do Desenvolvimento Agrário de solicitar
auditoria para apurar se os desvios realmente existem.
"Só espero que, se forem encontradas irregularidades,
apenas os fraudadores sejam responsabilizados, e não o
Estado nem os agricultores." O secretário informou
que até ontem não havia recebido qualquer comunicado
sobre a vinda de auditores. Quando eles chegarem, encontrarão
o trabalho iniciado pelo Tribunal de Contas da União em
Santa Catarina, numa parceria com a Federação dos
Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetaesc).
O presidente da Fetaesc, Maurício Aristides Sobczak, calcula
que cerca de 60% das 180 mil famílias de pequenos agricultores
catarinenses recebam o benefício, que este ano vai ultrapassar
R$ 150 milhões para custeio.
A disposição do Ministério do Desenvolvimento
Agrário em promover auditorias nas operações
de crédito do Pronaf deve trazer benefícios para
o setor agrícola catarinense. A opinião é
do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar
de Chapecó e Região, Volmir Santolin. O dirigente
acredita que o Estado ganhará em credibilidade e passará
a ser respeitado pelo governo quando cobrar a liberação
dos recursos para os agricultores.
Em todo o Estado cooperativas e até sindicatos participam
da elaboração dos projetos de crédito. Os
pedidos são entregues ao Banco do Brasil que analisa a
viabilidade e repassa os recursos recebidos do governo. Santolin
não acredita na existência de contratos fraudulentos
como os identificados no interior de Pernambuco, mas defende
que a auditoria seja estendida às demais linhas crédito
da carteira agrícola.
Dinheiro
BB liberou R$ 1,5 bi em 2000
Joinville - O Banco do Brasil fechou o ano com mais de R$
1,5 bilhão destinados aos setores do comércio,
indústria e rural de Santa Catarina. A previsão
é fechar 2001 com um volume 30% maior que o registrado
em 2000. "Essa é uma meta pé no chão,
pois no ano passado crescemos 70% em comparação
com 99", disse o superintendente regional da instituição,
José Aparecido Batinga, ontem de manhã durante
a inauguração de mais uma agência em Joinville,
no shopping Cidade das Flores.
Nos últimos 30 dias o BB inaugurou sete agências
no Estado. Segundo Batinga, não há perspectiva
para novas instalações até o final do ano.
Mas faz questão de frisar que a empresa já dispõe
de 172 agências em Santa Catarina, o que totaliza 7,5
mil pontos de atendimento em todo o País, sem contabilizar
as 33 agências no exterior. "E ainda temos as menores
taxas de juros do mercado, apesar de ainda serem salgadas",
admite o executivo.
As taxas variam de 2,10% a 7,9% dependendo da linha de crédito
- a expectativa é de que esses percentuais baixem ao longo
do ano. A mais nova linha de financiamento instituída
pelo banco foi há uma semana destinada para as prefeituras
(PMAT).
"Para alguns municípios como o de Joinville já
foi aprovado", diz o superintendente, que não quis
informar o valor do financiamento. Estima-se, porém, que
o prefeito Luiz Henrique da Silveira conseguiu um crédito
de R$ 7 milhões, que poderão ser pagos em oito
anos com juros de 2,5% mais a TJLP.