Joinville
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Terça-feira, 16 de Janeiro de 2001
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
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Cartilha alerta colegiado
sobre penas da LRF
Governador Esperidião
Amin realizou ontem a primeira reunião do ano com a equipe
de governo
Mirela Maria Vieira
Gestores
públicos que compõem a estrutura do governo estadual
começaram a receber uma espécie de cartilha, elaborada
pela Procuradoria-geral do Estado (PGE), com orientações
sobre as penalidades criminais previstas para quem desobedecer
as determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal
(LRF).
Com 61 páginas, o "livreto" contendo as penalidades
e as circunstâncias para sua aplicação, além
de comentários sobre a lei 10.028, de outubro do ano passado,
foi apresentado pelo próprio governador Esperidião
Amin (PPB), em conjunto com o procurador-geral do Estado, Walter
Zigelli (PFL), na primeira reunião do colegiado estadual
deste ano.
A cartilha foi elaborada pelos procuradores Angela Pelicioli
e Cláudio Zoch, que integram a Comissão de Legalidade
e Eficiência da PGE. Esta é a terceira cartilha
do gênero produzida pela PGE. Só no ano passado,
a Procuradoria elaborou a cartilha sobre a lei eleitoral (as
proibições para os ocupantes de cargos públicos)
e outra com comentários sobre a LRF.
Redes
Ainda durante a reunião de ontem, que durou cerca de
duas horas, o secretário da Administração
e da Casa Civil, Celestino Secco (PPB), apresentou o projeto
de interligação de todos os órgãos
estaduais através de um programa de computador, semelhante
ao funcionamento da Internet. A "rede de governo",
como foi denominado por Secco, integra o chamado Programa Cidadão,
de modernização do setor público engendrado,
em essência, pelo então secretário da Administração
nos primeiros seis meses do atual governo, Ubiratan Simões
Rezende.
Desde então, as dificuldades para incrementar investimentos
que tirem a máquina estatal do ostracismo não deram
brecha para que Secco pudesse implementar partes importantes
do programa, fundamentais para agilizar a remodelagem do modelo
estatal. "O grande objetivo é adequar o setor público
às novas tecnologias, beneficiando diretamente o cidadão
que precisa ter acesso efetivo", salientou o secretário.
Verbas do Bird para saneamento
Depois de obter a inédita sinalização
do Banco Mundial (Bird) em conceder financiamento para projetos
da Companhia de Águas e Saneamento (Casan), o governador
Esperidião Amin (PPB) deve definir junto com o presidente
da estatal, José Carlos Vieira (PFL), a contratação
de uma consultoria para definir um modelo de gestão economicamente
viável, e que mantenha a empresa pública. O financiamento
do Bird pode começar pelo pagamento da própria
consultoria, revelou o governador em coletiva na tarde de ontem,
que contou com a presença do vice-governador Paulo Bauer
(PFL), em seu primeiro dia de retorno ao cargo depois de 15 dias
fora do País.
"Sou completamente contra a privatização deste
setor. O serviço deve permanecer público, sob uma
gestão eficiente que garanta o fornecimento à população",
assinalou Amin.
Na última década, a política adotada pelos
organismos internacionais de financiamento e os nacionais nos
países que recorreram ao Fundo Monetário Internacional
(FMI) fechou as portas para empréstimos ao setor, enquanto
se mantivessem sob controle estatal, seguindo a cartilha das
privatizações em setores básicos (telecomunicações
e energia). (MMV)
Serviço concedido
para parceiros
"Aproveitamos para conversar com o vice-presidente do
Banco Mundial do setor de Águas, que estava presente na
audiência em que buscamos nos credenciar para o financiamento
do Microbacias 2, e ele se mostrou interessado", revelou
o governador Esperidião Amin em coletiva ontem.
A consultoria que o Bird se propôs a pagar pode resultar
dos estudos de viabilidade de subconcessão dos serviços
de saneamento a parceiros da iniciativa privada, autorizados
pelo governador à estatal na semana passada, antes de
sua viagem aos EUA. Na conversa com os representantes do banco
em Washington, o governador expôs a proposta apresentada
pelo presidente da Casan, José Carlos Vieira.
Necessitando de R$ 550 milhões para os dois próximos
anos somente para suprir os pontos mais críticos e o déficit
proporcional ao crescimento econômico e populacional do
saneamento e abastecimento de água no Estado, Vieira projeta
investimentos de R$ 1 bilhão em cinco anos.
Apesar da situação das estatais de energia (Celesc)
e de água e saneamento, Amin voltou a descartar ontem
a necessidade de convocar os parlamentares antes do dia 15 de
fevereiro, quando reinicia o ano legislativo. Enquanto exercia
o governo interinamente na semana passada, o presidente da Assembléia
Legislativa, Gilmar Knaesel (PPB), afirmou que caso o governador
avaliasse que fosse necessário votar o projeto de cisão
da Celesc, não havia dúvidas de que os parlamento
se autoconvocaria, economizando R$ 480 mil. (MMV)
Delegado ouve vereadores hoje
Inquérito
apura irregularidades em eleição em Criciúma
Criciúma - O delegado do 2º Distrito Policial
de Criciúma, Alexandre Kale, começa a ouvir hoje
os vereadores envolvidos na polêmica eleição
da mesa diretora da Câmara no início do mês.
Ele investiga denúncia de irregularidade que aponta o
uso de assinaturas falsas durante o processo pelos quatro parlamentares
vencedores da disputa.
A eleição somente foi possível a partir
de liminar concedida pela juíza Janice Ubialli ao mandado
de segurança ajuizado pelos vereadores Antônio Izidório
(PPS), Wilson Faraco (PPB), Pedro César Faraco (PDT) e
Itamar da Rosa (PPS), que venceram a eleição e
são, respectivamente, presidente, vice-presidente, primeiro
e segundo secretários da Câmara de Criciúma.
O inquérito policial, presidido por Kale, foi aberto por
decisão do Ministério Público Estadual,
que não descarta a possibilidade de cassação
dos vereadores, caso a denúncia se confirme.
De acordo com a denúncia do advogado Ivo Carminatti, para
não perder o prazo previsto no regimento interno da Câmara
para o registro da nominata, um assessor da chapa 1 apelou para
a falsificação de assinaturas por causa da ausência
de alguns integrantes. A estratégia, de acordo com Carminatti,
que defende a chapa 2, derrotada, foi logo descoberta pelos adversários,
que requereram a impugnação das candidaturas. O
requerimento foi acatado e Izidório e seu grupo se retiraram
do plenário, impedindo que a sessão continuasse
por falta de quórum. No dia seguinte, a chapa impugnada
foi à Justiça e conseguiu a liminar que possibilitou
a sua participação na eleição.
O delegado vai ouvir hoje o presidente da sessão de instalação
da legislatura, o mais votado da campanha eleitoral, Acélio
Casagrande (PMDB). Amanhã, será a vez do vereador
Vanderlei Zilli (PMDB), candidato a presidente derrotado, que
requereu a impugnação da chapa 1 e autor da denúncia
de falsificação de assinaturas.
O mandato de segurança, por outro lado, depende ainda
do julgamento do mérito da questão. O processo
está com o promotor Henrique Limongi, que deve dar parecer
até o final desta semana.
Integrantes da chapa 2 também aguardam manifestação
do Tribunal de Justiça (TJ) sobre o agravo de instrumento,
que contestou a liminar que possibilitou a participação
da chapa 1 na eleição.
Ivo Carminatti afirmou ontem que enviou os documentos com assinaturas
contestadas ao Instituto Del Picchia, em São Paulo, especializado
em análises grafotécnicas. "Esperamos o laudo
em no máximo dez dias e, com a confirmação
da falsificação, iniciaremos uma ação
de anulação de ato jurídico", explica
o advogado da chapa 2.
Antônio Izidório não retornou os contatos
telefônicos feitos por A Notícia ontem à
tarde.
Fritsch vê brechas na Lei
Fiscal
Chapecó - Com menos de 20 dias de mandato, os novos
prefeitos estão começando a desmistificar e identificar
as brechas existentes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
O prefeito reeleito de Chapecó, José Fritsch (PT),
com a ajuda de assessores da Associação dos Municípios
do Oeste (Amosc) e de pareceres de outros especialistas, encontrou
uma fórmula para encaminhar a quitação dos
restos a pagar e evitar que a sua administração
seja penalizada.
Ontem, ele anunciou a convocação extraordinária
da Câmara de Vereadores para a apreciação
de um projeto de lei que autoriza o executivo a remanejar parte
do orçamento de 2001 para o pagamento das dívidas
do ano passado. A verba a ser remanejada é de R$ 2,022
milhões.
Embora não conte com a maioria no Legislativo, o prefeito
está confiante na aprovação do projeto.
Segundo Fritsch, na prática pouca coisa vai mudar. Depois
da autorização, cada departamento pagará
o que deve aos seus fornecedores como já era feito em
anos anteriores. "Os recursos virão do pagamento
do IPTU e de outras receitas que o município deve receber
no começo desse ano", explica.
Fritsch acredita que o remanejamento não afetará
a realização das obras e os projetos previstos
para 2001. O melhor de tudo, de acordo com ele, é que
a operação não precisará se repetir
no ano que vem. "Estaremos adequados à Lei de Responsabilidade
Fiscal e isso é muito importante", afirma.
Os R$ 2,022 milhões em dívidas são despesas
normais da Prefeitura, assegura o prefeito, como compra de materiais,
serviços prestados, obras de pavimentação
e combustível. Fritsch diz que teve que investir os recursos
no pagamento dos salários dos servidores e nas contas
que venceram nos três últimos meses de seu mandato.
Ele acredita que, agindo dessa forma, também conseguiu
atender à outra exigência da lei, que exige o equilíbrio
financeiro a partir do último trimestre de 2000.
A convocação extraordinária da Câmara
terá início no dia 22 e deve durar três dias.
Partidos
Diferenças desafiam em Timbó
Timbó - As diferenças partidárias com
o governo estadual e na própria Câmara são
apontadas pelo prefeito reeleito de Timbó, Valdi Ladehoff
(PMDB), como o maior desafio para seu segundo mandato. Na legislatura
passada, Ladehoff diz ter enfrentado oposição sistemática,
especialmente do PPB. Mesmo assim, conseguiu formar uma bancada
de apoio para votação dos principais projetos.
Na última eleição não conseguiu maioria.
Seu partido tem apenas três cadeiras na Câmara e
o PFL, com que fez uma aliança na majoritária,
conseguiu apenas duas para um total de 13. Em função
deste cenário, o prefeito está tendo encontros
individuais com os vereadores na tentativa de uma relação
mais equilibrada, mas ele tem consciência de que "não
será fácil".
Em relação ao governo do Estado, o prefeito de
Timbó desabafa que o município é "discriminado",
apesar de o "governador Esperidião Amin ter conseguido
em 1998 a terceira melhor votação de Santa Catarina
em Timbó".
A única obra de vulto com participação estadual
em Timbó, indica, foi a pavimentação da
rodovia que liga o município a Pomerode, porque o projeto
era antigo e "os recursos em parte financiados pelo Banco
Mundial". Fora isso, diz que os poucos convênios estão
com "repasses atrasados" e até a construção
do quartel para implantação do Corpo de Bombeiros
"continua em compasso de espera, porque há alegação
do Estado de que o projeto foi executado em desacordo",
reclama.
A coligação com o PFL para a obtenção
do segundo mandato no Executivo de Timbó, afirma Ladehoff,
é sua esperança de uma aproximação
com o governo Amin. Mas se esta não ocorrer, pelo menos
aumenta a chance de Timbó obter dotações
federais para projetos como o do anel viário do município,
a sua principal meta até 2004. São mais de 30 quilômetros
num novo acesso, a partir do trevo principal de Timbó
na BR-470, até o trecho da estrada com Pomerode. Esta
obra está orçada em R$ 12 milhões.
A intenção do prefeito de Timbó é
de prosseguir no plano de saneamento financeiro da administração
municipal. Quando assumiu em 1997, a dívida da Prefeitura
era de R$ 5 milhões, reduzida para R$ 1,5 milhão
no final de 2000. Para 2001, quer zerar o débito e então
ter caixa para investimentos na área urbana e social e
partir de 2002.
Vereadores votam redução
de salários em Itapoá
Itapoá - Para economizar cerca de R$ 2.100,00 por mês
e tentar colocar em dia a folha de pagamento dos funcionários
públicos - atrasada desde outubro do ano passado -, o
prefeito de Itapoá, Ervino Sperândio (PSDB), está
propondo a redução dos salários dos sete
secretários recém-nomeados, do vice-prefeito e
dele próprio em aproximadamente 20%.
Para isso, ele convocou uma sessão extraordinária
da Câmara de Vereadores e enviou projeto revogando o aumento
concedido pela lei municipal 054, de junho do ano passado.
Tempo bom para economia do Estado
Ano promete ser um dos melhores para a indústria.
Se a bola de cristal dos bancos e analistas de mercado confirmarem
as previsões, 2001 será um dos melhores anos dos
últimos tempos.
AN_Economia
A sessão está marcada para as
9 horas de amanhã. De acordo com a legislação
em vigor, o prefeito, que antes recebia R$ 3,8 mil, tem direito
a R$ 5 mil. O vice-prefeito, que no mandato anterior recebia
R$ 1,7 mil, receberá R$ 2,2 mil e os secretários,
que recebiam em torno de R$ 1,4 mil, têm direito ao pagamento
mensal de R$ 1,8 mil.
Segundo o chefe de gabinete Marlon Roberto Neuber, o prefeito
deve apresentar um cronograma de pagamento dos salários
atrasados do funcionalismo até o final do mês. Mas
isso dependerá da aprovação do projeto nesta
quarta-feira.
Na avaliação do prefeito, a dívida do município
chega a R$ 4 milhões. Entre as prioridades de Esperândio
estão a compra de veículos, especialmente uma ambulância.
A arrecadação média mensal de Itapoá
gira em torno de R$ 400 mil.
Junto com o primeiro projeto enviado ao Legislativo, Esperândio
também solicitou que os vereadores fizessem o mesmo, reduzindo
os salários e as despesas. O presidente da Câmara,
Wagner Tadeu Marcondes (PTB), também espera a aprovação
do projeto, mas disse não estar em discussão qualquer
redução dos salários dos vereadores, que
recebem R$ 1,6 mil.
Sindicância
- O prefeito de Rio do Sul, Jailson Lima da Silva (PT), determinou
a instalação de duas sindicâncias internas
na semana passada para apurar irregularidades nas secretarias
de Obras e de Agricultura ocorridas no final da administração
anterior.
Com telefones cortados,
nova administração passou as duas primeiras semanas
trabalhando de um orelhão
Mirim Doce - Depois de passar as duas primeiras semanas trabalhando
de um telefone público, já que as linhas da Prefeitura
foram cortadas no dia 3 por falta de pagamento, o prefeito de
Mirim Doce, Henrique Peron (PPB), decidiu decretar situação
de emergência no município. É o quarto prefeito
catarinense a apelar para a medida, sob o argumento de caos financeiro
e administrativo. Itapema foi o primeiro município, seguido
de Papanduva e Presidente Nereu.
Com o repasse da primeira parcela do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM), na sexta-feira, foram pagas as faturas
telefônicas em atraso desde setembro, que já acumulavam
dívida de R$ 11,6 mil. "Pagamos somente até
novembro, o suficiente para efetuar as religações,
já que a situação é caótica",
reclamou o prefeito que aguardava ontem apenas o parecer da assessoria
jurídica para publicar o decreto de emergência.
Peron disse que sabia que a última administração
tinha dívidas que não seriam saldadas até
o final da gestão, mas desconhecia a gravidade da situação.
O montante dos débitos, segundo Henrique Peron, ultrapassam
R$ 800 mil, dos quais R$ 182.207,00 se referem a 1995 e R$ 311.100,35
são do ano passado. Fora isso, Peron afirmou ter sido
informado pelo próprio antecessor da existência
de débitos não empenhados referentes à gestão
93/96.
Mirim Doce tem uma arrecadação média mensal
de R$ 185 mil, subindo para R$ 200 mil no mês de dezembro.
O constrangimento de ter começado a administrar utilizando
o orelhão instalado defronte o prédio da Prefeitura
foi partilhado com secretários e outros membros da equipe
de governo, já que ao todo cinco linhas foram desligadas.
Os cortes das linhas de telefone convencionais ocorreram no dia
3 e pelo mesmo motivo foram seguidos da suspensão de dois
aparelhos celulares pertencentes à administração.
Ajuda
Ao decretar emergência, o prefeito espera obter ajuda
para efetuar reparos na frota de ônibus e especialmente
do maquinário, para colocar em condições
de tráfego a malha viária, danificada pelas chuvas
de verão. As estradas são a principal preocupação
do prefeito. Em março começa a safra de arroz irrigado,
principal fonte de arrecadação do município.
As estradas também servem para o escoamento da produção
agropecuária.
Nos 15 primeiros dias de governo, Peron garantiu que só
foi possível garantir atendimento no setor de saúde.
Saldar a folha de pagamento de dezembro, rescisões, débitos
com INSS e fornecedores também são prioridades
para o prefeito.
Ontem, de volta ao gabinete, depois de duas semanas mantendo
contatos via orelhão, o prefeito observou que trabalhando
em rigoroso sistema de contenção de custos, até
2004, a Prefeitura de Mirim Doce poderá no máximo
colocar as contas em dias, sem perspectiva de obras.
A alternativa de decretar emergência permite aos prefeitos
que sejam feitas compras e obras sem a necessidade dos demorados
processos de licitação. A medida também
facilita a obtenção de recursos a fundo perdido,
de acordo com o assessor parlamentar da Casa Civil do governo
estadual, Gley Sagaz.
Colombo contrata
auditoria em Lages
Lages - O prefeito de Lages, Raimundo Colombo (PFL), anunciou
ontem a contratação de uma fundação
da Universidade Federal de Santa Catarina (Fepese) para realizar
uma auditoria completa na Prefeitura. Essa comissão, composta
por cinco especialistas, terá 120 dias para apurar a situação
financeira, administrativa e patrimonial da máquina municipal.
"Tomamos a medida, uma vez que encontramos uma série
de dificuldades para levantar os dados em alguns órgãos,
como a extinta Serratur e junto à Sociedade de Apoio ao
Menor Trabalhador", argumentou Colombo. "Não
queremos fazer uma caça às bruxas. Mas, se forem
comprovadas irregularidades, vamos encaminhar os casos à
Justiça, que buscará punir os responsáveis",
garantiu.
Colombo apontou outras questões para justificar a contratação
da auditoria. "Até agora, a Prefeitura não
tinha sequer um fluxo de caixa mensal, que é um documento
fundamental na contabilidade de qualquer órgão
público e que levanta as despesas e receitas, mês
a mês. Além disso, encontramos 13 contabilidades
na administração, o que é um absurdo. A
educação tinha uma contabilidade, a saúde
outra, e assim por diante. Era uma bagunça geral, com
custos elevados apenas em burocracia administrativa. Faremos
uma centralização da contabilidade, com controle
rígido do Executivo", afirmou.
"Só vamos comprar ou contratar serviços depois
de muita negociação e sabendo exatamente quando
e quanto vamos pagar", prometeu Colombo.
13º salário
Acompanhado pelo vice Renato Nunes de Oliveira (PPB) e pelos
secretários de Administração e de Agricultura,
Raimundo Colombo informou que deverá pagar o 13º
salário atrasado dos servidores na sexta-feira, dia 19.
"Serão R$ 1,152 milhão que vamos pagar só
de 13º", explicou o prefeito. "E também
vamos pagar o salário de janeiro no dia 31 deste mês",
acrescentou.
Colombo disse que ainda não sabe quando poderá
pagar os salários de dezembro. "Não há
condições de pagar três folhas num único
mês. Faremos o pagamento do salário de dezembro
quando houver disponibilidade de caixa, o que está impossível
no curto prazo", sentenciou.
Prefeito de Caçador
contempla aliados
Caçador - Os partidos que integraram a coligação
Todos por Caçador (PMDB, PPB, PFL, PDT e PSDB) garantiram
participação na equipe de governo do prefeito Onélio
Menta (PMDB), reeleito em outubro. Ontem, Menta nomeou seu colegiado.
O prefeito manteve dois secretários: Diogo Bitencourt
(PDT), na pasta de Indústria, Comércio e Turismo,
e Círio de Almeida (PMDB), na Saúde. Os demais
integrantes do primeiro escalão são Lucir Telmo
Christ, do PPB (Obras, Infra-estrutura e Planejamento); Silvia
Linhares Martelo, do PPB (Bem-estar Social); Salésio Kindermann,
do PFL (Administração e Finanças); Sheilla
Marins, do PFL (Educação); e Luiz Antônio
Bordignon, do PSDB (Agricultura).
O advogado Imar Rocha (PMDB) acumulará duas funções:
a chefia do gabinete e a assessoria jurídica. A ex-chefe
de gabinete Silvane Panceri (PMDB) vai ocupar a função
de diretora-geral de Pessoal; o ex-diretor de Administração
e Fazenda Antônio Schmitz (PMDB) será o diretor-geral
de Finanças; e Romualdo Machado (PMDB), assessor jurídico
adjunto.
Além dos secretários, Menta também aproveitou
a solenidade de ontem para nomear cargos de segundo e terceiro
escalão.
IPTU é esperança
Joaçaba A Prefeitura de Joaçaba espera
arrecadar, com a primeira parcela do Imposto Predial e Territorial
Urbano (IPTU) que vence amanhã, quarta-feira, cerca de
R$ 500 mil. A cobrança do imposto é uma das poucas
formas que o município tem para arrecadar recursos e pagar
pelo menos parte das folhas de pagamento dos servidores atrasadas,
referentes aos meses de novembro, dezembro, 13º salário
e rescisões. O valor total da dívida com o funcionalismo
chega a cerca de R$ 2 milhões.
Como a cobrança de taxas de serviços - de coleta
de lixo, limpeza pública e de conservação
- deixaram de ser feitas junto aos carnês do IPTU, a arrecadação
este ano deverá sofrer uma queda de mais de R$ 300 mil.
A forma de cobrança foi alterada, por causa das reclamações
de contribuintes.
Segundo o vice-prefeito Jorge Dresch (PSDB), o município
deve encontrar uma outra forma de cobrar as taxas, "porque
a falta destes recursos deve trazer ainda mais problemas para
a administração".
Como ocorre todos os anos, os 12 mil carnês foram entregues
pelos Correios. A arrecadação prevista é
de R$ 1,5 milhão.