Joinville         -          Sábado, 9 de Junho de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Caixa eletrônico
tem novo horário

BC permite atendimento livre em locais determinados

O Banco Central decidiu fazer nova alteração no horário de atendimento ao público pelos bancos e caixas eletrônicos que entrará em vigor na segunda-feira (11). Mediante circular divulgada ontem, o BC permitiu que os postos de atendimento eletrônicos instalados em hospitais, aeroportos e estações rodoviárias, ferroviárias e rodoferroviárias funcionem em horário diferenciado, podendo, inclusive, operar fora do período previsto anteriormente, que era das 6 às 22 horas.
Nestes locais, portanto, se as instituições financeiras quiserem, os caixas eletrônicos poderão funcionar livremente, como era antes do racionamento de energia elétrica, ou seja, permanecerem abertos ao público 24 horas.
Outra novidade é que as agências bancárias e os postos de atendimento localizados em recintos de acesso controlado, como shopping centers, empresas privadas ou repartições públicas estão autorizados a ter um horário de atendimento ao público diferente do já estabelecido, que é das 9 horas às 15 horas (e das 9 horas às 14 horas para as praças que ficam abertas ao público cinco horas).
A dor de cabeça dos executivos catarinenses
Turbulências nos ambientes econômico e político estão obrigando as empresas a reverem suas estratégias.  AN_Economia 
Também para não prejudicar os aposentados e pensionistas da Previdência Social, o BC deu condições aos bancos de cumprirem o contrato feito com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No período de pagamento dos benefícios, que vai do 1º ou 10º dia útil de cada mês, os bancos conveniados com o INSS abrem uma hora mais cedo para o atendimento aos aposentados. De acordo com o diretor de Normas do BC Sérgio Darcy as instituições bancárias poderão manter esse atendimento especial, inclusive estendendo o horário de atendimento.

VBC compra
controle de hidrelétrica

Florianópolis - O grupo paulista VBC Energia S.A./Serra da Mesa - formado por Votorantin, Bradesco e Camargo Correia - assumiu ontem o controle acionário da usina hidrelétrica de Campos Novos, projeto de R$ 1,2 bilhão e com capacidade de geração média de 380 megawatts/hora (MW/h). A VBC comprou 67% do total das ações que estavam em posse da Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc, 15%) e Onix, Inepar, Energia, CTEE e Desenvix (52%). O grupo arcará com investimentos de R$ 800 milhões para que a hidrelétrica saia do papel até março de 2006.
O diretor administrativo e financeiro Norberto Schaefer explica que 10% da energia (38 MW/h) será destinada para Santa Catarina, 8% (30,4 MW/h) para Rio Grande do Sul e 15% para o Paraná (57 MH/h). O restante, 67% ou 254,6 MW/h, irá para o mercado do Sudeste. Apesar de o prazo de conclusão da obra ser de 54 meses, Schaefer diz que existe possibilidade de antecipação.
De acordo com ele, o grupo não tem problemas com licenças ambientais. O próximo passo é realinhavar os acordos financeiros com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para repasse de R$ 800 milhões em créditos para a obra. Os sócios da Campos Novos Energia entrarão com R$ 400 milhões e terão 35 anos para explorar a usina.
Mesmo com a transferência acionária de 15%, a Celesc mantém-se como sócia com 10%. Os outros 23% são rateados pela Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel, 15%) e a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE, 8%), do Rio Grande do Sul. A previsão é que a obra comece ainda este mês. A usina será montada no rio Canoas, entre os municípios de Campos Novos e Celso Ramos. O reservatório terá 32 quilômetros quadrados. A VBC Energia ganhou uma concessão de 35 anos para explorar a usina que, durante sua fase de obras, irá gerar 4,5 mil empregos direitos e indiretos.
A VBC Energia S.A. também faz parte do Grupo de Empresas Associadas Barra Grande (Geab) - consórcio formado ainda pelas empresas Alcoa Alumínio S.A., Camargo Corrêa Cimentos S.A. e Valesul - que ganhou concessão para construção da usina hidrelétrica de Barra Grande, entre os municípios de Anita Garibaldi (SC) e Pinhal da Serra (RS).

Celesc tenta
renegociar US$ 61,2 mi

Florianópolis - A Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A. (Celesc) luta contra o tempo para renegociar no mercado os papéis comerciais (Euro Commercial Paper), no valor corrigido de US$ 61,2 milhões, que vencem na próxima quinta-feira (14). O diretor econômico-financeiro da empresa, Enio Branco, passou a semana em reuniões com instituições financeiras para tentar negociar a dívida, contraída em junho de 1998, no valor de US$ 50 milhões.
O governador do Estado, Esperidião Amin (PPB), afirma que existiu desvio de finalidade. "Isto é um caso de premeditada operação ruinosa. Sugiro ação saneadora, apurando responsabilidades", escreveu o governador no despacho emitido à Procuradoria Geral do Estado (PGE). Segundo informou o presidente da estatal, Francisco Küster, os recursos foram usados para pagar dívidas e não para plano de investimentos daquele ano (1998). Hoje, Küster não quis comentar sobre o assunto. Um calote teria resultados nefastos para a Celesc, como queda do valor das ações na Bolsa de Valores; perda de credibilidade e dificuldade para captar de novos recursos.
O presidente da empresa na época da operação financeira, Oscar Falk, garantiu que a operação foi legal e que investiu mais em infra-estrutura do que foi captado no mercado. Ele garante investimentos de R$ 203,7 milhões em distribuição, transmissão e geração de energia.

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Bancos mudam de horário
a partir de segunda-feira

Agências vão passar a funcionar a partir das 9 horas para se adequarem às metas de redução no consumo de energia

Joinville - A partir de segunda-feira, os clientes terão que se adaptar aos novos horários bancários. As agências do interior do Estado vão funcionar das 9 às 14 horas e na Capital das 9 às 15 horas. Os caixas eletrônicos também terão seu horário reduzido e ficam ligados apenas das 6 às 22 horas. A medida foi tomada para antecipar o horário de compensação dos bancos, exigindo o uso menos constante de energia elétrica em horários de pico nas agências. Contudo, os sindicalistas contestam a decisão do governo e dizem que isso é apenas uma manobra para unificar o tempo de atendimento e reduzir o quadro de pessoal nos postos.
"A administração da Federação Nacional de Bancos (Fenaban), que decidiu o novo horário com o Conselho Monetário Nacional (CMN), tem um plano político de reduzir ainda mais esse atendimento. O objetivo é atender das 12 às 15 horas. Não acredito que essa medida vá, na prática, diminuir sensivelmente o consumo de energia nas agências, que ficaram funcionando até as 18 horas", revela o presidente do sindicato dos bancários da grande Florianópolis, Rogério Soares Fernandes. Para o superintendente regional de Joinville do Banco do Brasil, Carlos Antônio Decezaro, num primeiro momento é possível o movimento se concentre no período da tarde.
"Com o tempo, a sociedade vai se adaptar aos novos horários. O que deve crescer em todo país é o número de acessos ao banco via Internet e nos terminais eletrônicos depois das 15 horas. Até mesmo as empresas devem usar essa solução com mais intensidade, pois os pagamentos, transferências e outras atividades podem ser feitos até às 20 horas pela rede mundial de computadores", avalia Decezaro. O horário de acesso bancário a Internet também deve ser encurtado em pelo menos uma hora, segundo ele. O Banco do Brasil conta com 35 pontos de atendimento eletrônico em Joinville.
Hoje, a compensação dos documentos em Santa Catarina está concentrada na central do Banco do Brasil em Florianópolis. Mesmo com a medida de redução no horário de atendimento o fechamento das compensações será mantido nessa central. "Normalmente, os malotes chegam entre 19 horas e 21h30 e a compensação termina à meia-noite. Com a chegada dos documentos pelo menos uma hora antes também adiantaremos nosso trabalho. Mas, o horário de envio das informações para a central nacional será mantido.

As mudanças no sistema bancário
Os efeitos do racionamento no setor

Horário

  • Como era
    Os bancos funcionam das 10 horas às 15 horas no interior e das 10h às 16 horas na Capital
  • Como ficou
    Em Florianópolis, as agências bancárias vão funcionar das 9 horas às 15 horas e no restante das cidades catarinenses das 9 horas às 14 horas

Caixas eletrônicos

  • Como era
    A maioria dos caixas eletrônicos funcionavam durante 24 horas
  • Como ficou
    Agora, eles só poderão funcionar das 6 horas às 22 horas.

Compensação

  • Como era
    O processo de compensação começava às 19 horas
  • Como ficou
    Com a medida, deve começar às 18 horas

Relação entre cliente e banco

  • Como era
    A preferência por ir ao banco, mesmo com a facilitação e ampliação dos serviços na Internet, ainda era maior
  • Como deve ficar
    Alguns especialistas apontam para uma nova relação entre cliente e banco, apostando no aumento de acessos pela Internet e uso dos caixas eletrônicos nas transferências, depósitos e pagamentos

Relação entre comércio e bancos

  • Como era
    O comércio deixava para fazer seus depósitos na agência no tempo limite de fechamento
  • Como deve ficar
    Agora, é possível que mudem sua rotina fazendo os depósitos pela manhã, acumulando dinheiro em seus caixas. O risco de assaltos aumenta


Produção de
tomate deve cair 5,7%

Florianópolis - A produção brasileira de tomates em 2001 deverá ser 5,7% menor que a do ano passado. As estimativas são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, a partir do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de abril. O País deverá produzir cerca de 2, 81 milhões de toneladas, contra 2,98 milhões no ano passado.
Segundo o especialista em tomaticultura do Instituto de Planejamento e Economia Agrícola (Cepa), Admir Tadeo de Souza, as piores performances foram registradas em Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e Bahia. A produção cresceu apenas em Santa Catarina e do Espírito Santo. " O aumento no Estado deverá ser de 18%, o maior índice entre todos os estados da Federação", frisou o técnico. Goiás e São Paulo, as duas maiores expressões na produção do fruto, deverão obter a mesma produção do ano anterior.


Para Besc, pendências não
devem afetar privatização

Lages - As pendências no plano de demissão incentivada (PDI) não devem atrasar o processo de privatização do Besc, avalia o presidente do banco, Luiz Carlos de Brito Lourenço. Segundo ele, o cronograma está em dia e não será prejudicado. Os auditores devem concluir os levantamentos em cerca de 150 dias e em novembro o Besc será levada o privatização."
As maiores pendências no plano são o pagamento dos funcionários com base no salário bruto ou no líquido e o patrimônio líquido do banco que não pode cobrir os custos do plano de demissão ainda não foram solucionadas. O executivo acredita que cabe a União resolver a questão em parceria com o Estado.
Quanto à questão previdenciária, Lourenço deixou claro que, de acordo com a secretária da Secretaria de Previdência Complementar, do Ministério do Planejamento, Solange Paiva Ribeiro, a situação vigente deverá sofrer alterações. " O banco e a Fundação Codesc de Seguridade Social (Fusesc) foram alertados pela secretária Solange para seguirmos as orientações em curso. Houve uma liminar que permitiu o descumprimento do decreto 3.721, mas o governo federal interpreta diferente. O ideal seria encontrar uma fórmula de acordo entre o Estado e o governo federal para que o Besc atendesse as contribuições sem afetar os funcionários."
Ele afirmou ainda que o Besc quer garantir todo o funcionalismo, mas é preciso saber o que a lei obriga. "Não se pode pagar a mais ou a menos do que prevê a lei". Com relação q adesão dos funcionários ao plano de demissão, Lourenço diz que a decisão é individual e só será possível precisar a quantidade de funcionários no final. " Mesmo assim, quem define a época em que o funcionário deve sair é o gerente dele", explica.

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Mais 1.400 quilos de carne são apreendidos

Situação preocupa os pequenos produtores que pedem a volta da vacinação no Estado

Chapecó/Itajaí - A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) apreendeu ontem aproximadamente 1.400 quilos de carne. O órgão apreendeu e incinerou cerca de 1.300 quilos de carne bovina, que estavam numa distribuidora em Itajaí, a maior quantidade retida no município este ano. A carne não tinha o carimbo de inspeção e procedência e nem nota fiscal. A apreensão aconteceu na manhã de ontem, no bairro Cordeiros, em Itajaí. Os fiscais da Cidasc chegaram até o estabelecimento de propriedade de Carlos Hortmann depois de várias denúncias.
Segundo o coordenador de pecuária da Cidasc, Norberto Valentini, a distribuidora abastecia as churrascarias e açougues da região. O proprietário disse aos fiscais que a carne foi apenas comprada sem nota, mas que é de gado da região. Mas Valentini acredita que a carne venha de outro Estado, talvez Mato Grosso do Sul. "Os cortes de costelas encontrados tem características de carne de fora do Estado. Aqui na região não temos gado desta qualidade", explicou.
A carne foi incinerada ontem mesmo, em um moinho de Balneário Camboriú. O dono da distribuidora foi multado em cerca de R$ 2 mil, mas poderá ter a multa dobrada, pois é reincidente. No ano passado, os fiscais da regional de Joinville, apreenderam um caminhão dele carregado de carne sem procedência, na serra Dona Francisca. A preocupação dos fiscais da Cidasc é evitar que o vírus da febre aftosa possa chegar ao Estado.
No Oeste, mais 124 quilos de carnes clandestinas foram aprendidos. A carga estava no porta-malas de um táxi. A Cidasc afirma que a
controle, com as barreiras montadas em pontos estratégicos e equipes móveis realizando patrulhas.

Preocupação

A situação está preocupando os pequenos produtores. Segundo Federação da Agricultura Familiar (Fetraf-Sul), o sistema de barreiras de fiscalização sanitária, montado pelo governo do Estado, nas fronteiras com a Argentina e o Rio Grande, não deve ser suficiente para manter os rebanhos de Santa Catarina livres da Febre Aftosa. Os agricultores familiares defendem a retomada imediata das vacinações, como forma de prevenção contra futuros prejuízos. O governador Esperidião Amin descartou a possibilidade nesta semana.
O coordenador da Fetraf-Sul, Dirceu Dresch, explica que os agricultores familiares estão preocupados com a possível perda dos animais - especialmente suínos e vacas de leite - que vêm garantindo o sustento das famílias. "O risco é muito grande. O vírus pode entrar facilmente no Estado, trazido nos pés de uma ave ou nos pneus de uma automóvel que não receba tratamento".
Dresch diz que o Estado perderá muito pouco se voltar a vacinar. Terá muito mais a perder se os focos da doença forem identificados e os animais forem abatidos. "Se o foco ocorrer entre Concórdia e Xavantina, onde os rebanhos suínos são numerosos, o dinheiro que o governo diz que tem (R$ 2 milhões) não será suficiente para as indenizações". Vacinar agora, ainda conforme o dirigente, evitaria a repetição do erro cometido pelo Ministério da Agricultura, no ano passado, no Rio Grande do Sul. "Se os gaúchos tivessem vacinado os rebanhos quando os focos apareceram em Jóia, o problema já teria sido resolvido e os rebanhos estariam imunes".


Justiça decreta prisão de dono de posto em Lages

Joinville - O juiz da 3ª Vara Criminal de Lages, José Everaldo Silva, decretou ontem no início da noite a prisão preventiva do proprietário de um posto de gasolina da cidade, Osmar Dematé. O comerciante é acusado de evitar a livre concorrência do combustível no município. A decisão atendeu o pedido do promotor de Defesa do Consumidor, Andrey Cunha Amorim, que ofereceu denúncia por prática de cartel e formação de quadrilha contra nove varejistas no início da semana.
O promotor acredita que com a prisão de Dematé a quadrilha será desmontada. Amorim não descarta, porém, a hipótese de pedir novas prisões caso a prática de cartel continue na cidade. As investigações começaram há dois meses. A Justiça só chegou aos varejistas após interceptar ligações telefônicas de donos de postos.
Segundo o material coletado pelo Ministério Público, um grupo de comerciantes ameaçava quem queria reduzir os preços e combinava o valor a cobrar pelo combustível.

 
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