Joinville         -          Quarta-feira, 21 de Março de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 
ANotícia  













Equipe de apoio
Da esquerda para direita: Odair (tratamento de imagem), Roberto (Edição de fotografia), Fernando (coordenação e edição), Rodrigo (arte e ilustrações), Anderson (programação visual), Sandro (cartunista)
Foto: Pedro Paulo

Chega o outono,
termina o AN Verão

Projeto de A Notícia registrou durante três meses lugares de beleza ímpar

Fernando Pinto Júnior e Débora Sabino
Especial para o AN Verão

Desde o dia 22 de dezembro, A Notícia trouxe informações sobre as praias do litoral catarinense. De uma forma séria e criteriosa, o AN Verão registrou momentos de rara beleza. Cenas que encheram olhos e corações dos leitores. Foram mostrados recantos para muitas pessoas ainda desconhecidos, estimulando o turismo. Um dos comentáros mais comuns do público leitor foi: "Gostei do caderno porque tive a oportunidade de conhecer lugares até então desconhecidos".
O verão terminou e junto com ele o AN Verão deixa de circular a partir de hoje, sendo esta a última edição desta estação. Resta agora reunir os erros e acertos e se preparar para o final do ano, quando esse caderno volta a ser publicado. Mas os momentos propiciados pelas belas paisagens de Santa Catarina continuarão sendo divulgados nas páginas do AN Turismo, todas as quartas-feiras, e nas edições diárias de A Notícia.
Com a chegada do outono, que começou ontem, extamente às 10h31, a duração do dia será igual à noite e os dias vão ficando, gradativamente, cada vez mais curtos. A temperatura tende a baixar. A mudança acontece, conforme explica o astrônomo do Observatório Astrômico de Brusque, Silvino de Souza, quando o Sol cruza a linha do Equador Celeste, encerrando a estação no dia 21 de junho, às 4 h38, chegando, então, o inverno.
"As noites vão ficando cada vez mais longas, com a chegada do equinócio, e teremos menos horas de insolação", explica Silvino. Segundo ele, isto acontece porque à medida que o Sol está passando para outro hemisfério, os raios solares passam a incidir com a mesma proporção nos dois hemisférios, inclinando-se mais, a partir de agora para o Norte, culminando com a entrada na estação do inverno, em 21 junho, quando ocorrerá a noite mais longa do ano.
Enquanto no hemisfério Sul começa o outono, no Norte acontece o contrário, iniciando a primavera. "Aqui, as folhas das árvores começam a cair. Lá, as flores exibem toda a exuberância", esclarece Silvino. O astrônomo explica ainda que as estações do ano só ocorrem devido à inclinação da Terra sobre seu eixo, que é de 23 graus e 27 minutos, mais o fato de que ela gira em torno do Sol. "Se tal fato não ocorresse, teríamos sempre duas estações no planeta, ou só inverno e verão, ou outono e primavera", fala. Com a chegada do outono, a queda gradativa da temperatura, com o ar ficando mais seco, propicia as observações astronômicas.

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Saudades

Itajaí - Produzir o AN Verão foi mais que um trabalho. Foi a possibilidade de conhecer lugares novos e paradisíacos, que no corre-corre do dia-a-dia passam despercebidos. Além de resgatar um pouco da história desses lugares. Era interessante perceber os olhares curiosos das pessoas, quando chegávamos às praias. Um dia de sol escaldante, todos aproveitando a praia e dois malucos, andando com máquina fotográfica e bloco de anotação de um lado para outro, subindo e descendo pedras. Durante o período em que trabalhamos no caderno, São Pedro foi muito generoso, mas teve ocasiões que ele não quis colaborar de jeito nenhum. Era só nos programarmos e lá vinha a chuva. Perdemos as contas de quantas vezes adiamos a matéria em Navegantes. Em outras vezes, ele era extremamente generosos nos proporcionando dias maravilhosos e perfeitos para fotos. Em Camboriú, o problema foram os mosquitos, que pareciam beija-flores de tão grandes. Mas foram meses muito legais.
E depois de tanta areia, para fechar nossa participação resolvemos mudar de ares. Fazer uma caminhada ecológica ao pico do morro do Gavião, em Balneário Camboriú. E esta repórter que morre de medo de altura, se viu obrigada a fazer um rapel de 15 metros. Ufa, sobrevivi. Já o nosso fotógrafo, Marcos Trevisan, gostou tanto da aventura que desceu o paredão duas vezes. Que coragem! Enfim, chegamos ao fim do verão e nos despedimos já com uma pontinha de saudade. Até o próximo verão!!!

  • Aline Parodi e Marcos Trevisan

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Relatos
Equipes de repórteres que atuaram durante o verão relatam objetivamente o que viveram durante as andanças que fizeram para fazer as matérias que foram publicadas no dia-a-dia do AN Verão. Não houve sol ou chuva que os desanimasse para levar à redação informações sobre as dezenas de recantos de Santa Catarina
Foto: Carlos Alberto da Silva

 

Impressões

Joinville - Fazer o AN Verão é, definitivamente, um sufoco. Sol escaldante, pessoas repetindo sempre a mesma coisa na hora da entrevista: "Estou achando ótimo!", editor cobrando texto em plena segunda-feira de manhã (pode?), secretarias de Turismo em ponto facultativo e mais um punhado de outras coisas que nem posso mencionar aqui. Mas, apesar desses "detalhes", colocar o pé na estrada e dar uma de repórter itinerante também proporciona momentos de muito prazer.
Para mim, que venho de uma fazenda no interior das Minas Gerais, essa coisa de andar no meio da cidade provoca uma sensação de estar sendo o tempo todo seguida. Prefiro as praias (acho que é uma espécie de compensação, já que não tinha nenhuma por perto). Nelas, pelo menos, a área de visão é mais ampla e os veranistas, quase sempre, estão indiferentes a quem passa.
De qualquer modo, esses 110 dias de reportagem vão deixar algumas marcas - sardas e pitiríase versicolor (micose de praia), por exemplo. Mas há o lado cativante desse trabalho. As histórias que ouvimos, as pessoas simples com quem passamos horas aprendendo, os cenários deslumbrantes que tivemos a chance de observar. Certamente, tudo isso ficará guardado na memória (e no arquivo do jornal, caso a primeira falhe). Quem sabe um dia possa até usar algumas das experiências para seduzir meus netos a irem pra cama mais cedo.
Como me pediram apenas 15 ou 20 linhas, vou parar por aqui. Espero que no próximo verão possa estar de volta. Afinal, é minha melhor chance de curtir água de coco, espetinhos de camarão e marisco ao bafo sem ter de recorrer ao 13º terceiro. Até lá!

  • Hildy Vieira e Rogério Maciel

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Foto: Guilherme Ternes

Andando quilômetros

Florianópolis - Verão, sol a pino e praia cheia. Estas foram as condições que encontramos para trabalhar entre os meses de dezembro a março. Começamos o milênio andando por quilômetros nas areias escaldantes das praias da Ilha de Santa Catarina e, em alguns lugares, literalmente queimamos nossos pés. Alguns dias pareciam intermináveis. Saíamos cedo com um roteiro a ser cumprido. Praias, campos, trilhas ou passeios de barco, não importava o que fôssemos fazer, o objetivo era sempre o mesmo: mostrar ao leitor o melhor ângulo e contar a melhor história dos recantos de Florianópolis e região.
Muitas vezes escutamos piadinhas dos amigos dizendo que trabalhar na praia era moleza ou que trabalho bom era o que estávamos fazendo. Realmente, foi muito bom, mas tudo o que fizemos passou longe de ter sido fácil de realizar. Entretanto, tivemos muitas recompensas para os dias em que chegávamos em casa absolutamente exaustas. A oportunidade de ir a lugares lindos como Naufragados, Guarda do Embaú ou Saquinho e de conhecer as pessoas que vivem e fazem as histórias destes recantos não teve preço.
Jamais esqueceremos Seu Modesto e Dona Mimosa e o quintal cheio de orquídeas do antigo engenho do Muquém, no Rio Vermelho, ou então Seu Machadinho, diretor do Museu Municipal de São José e figura das mais carismáticas. Homens e mulheres que guardam a memória dos lugares que visitamos e mais do que ninguém fizeram este caderno acontecer e nos mostraram que não há nada melhor do que conhecer, respeitar e admirar o litoral catarinense.

  • Cristina Gallo e Debora Sanches


Variando
Nem só de praia vive quem mora ou freqüenta Balneário Camboriú. A prática do rapel tem sido uma opção para quem gosta de curtir bons momentos com sabor de aventura
Fotos: Divulgação

Emoção nas alturas

Rapel no Morro do Gavião oferece visão privilagiada de Balneário

Aline Machado Parodi
Especial para o AN Verão

A maravilha do Atlântico Sul, Balneário Camboriú, não tem atrativos apenas na orla marítima. Para os adeptos dos esportes radicais há ótimas opções, como um vôo de parapente, ultraleve ou uma caminhada ecológica com rapel. E foi atrás da emoção do rapel que a reportagem do AN Verão aceitou o convite do Grupo Águia Dourada, para um passeio até o Pico da Teta, no Morro do Gavião.
O pico está a aproximadamente 300 metros de altura e tem uma visão privilegiada da cidade. O Cristo Luz, um dos monumentos mais bonitos da cidade, fica pequenino lá de cima. Para chegar é preciso subir por uma trilha, no meio da mata. O instrutor do Águia Dourada, Sandro Marco da Silva, informou que a trilha é uma das mais fáceis da região. Mas de fácil não tem nada!. bastante íngreme e, como choveu no dia anterior, estava uma lama só. Foi mais de uma hora de caminhada morro acima.
Mas quem tem um bom preparo físico faz em 40 ou 50 minutos. A trilha tem três níveis. O primeiro está no meio do morro. Quando você já está prestes a desistir, aparece a primeira clareira, um bom ponto para descansar e recobrar as energias, pois o pior ainda está por vir. Deste ponto em diante, a trilha fica mais íngreme. É preciso subir com cuidado. Mas os integrantes do Águia Dourada estão sempre atentos a qualquer problema.
Quando chega-se ao topo, a vista de Balneário Camboriú compensa qualquer esforço. O paredão de cimento que se forma defronte à praia contrasta com as casa ao fundo. É possível observar os navios que estão esperando para entrar no Porto da vizinha Itajaí. No topo há dois pontos para fazer rapel. Um com 50 metros e outro mais fácil com 15 metros. Depois de checar todos dos equipamentos de segurança, começa a descida. É difícil descrever a sensação, é um misto de medo e liberdade. É adrenalina pura. Na volta, todos recolhem o lixo deixado pelos outros visitantes. Sandro reclama bastante do descaso com o lugar. Muitas pessoas sobem até o morro para pichar as pedras.

Serviço

  • O quê
    Trilha ecológica do Morro do Gavião
  • Como chegar
    Fica atrás do colégio Ivo Silveira, no bairro dos Estados. A trilha começa dentro de uma propriedade particular.
  • Como fazer o passeio
    Com o grupo Águia Dourada. Contato pelo telefone 47-360-7192.
  • O que levar
    Repelente para mosquitos, água, lanche e, principalmente, saco plástico para trazer o lixo de volta, e máquina fotográfica para registrar a bela vista.

Manchetes AN
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Habla hermano

Al sabor

Opción de entretenimiento con una pizca de aventura e mucha adrenalina

Usted embarcaría en un viaje a 200 metros de altura sin saber la velocidad, cuánto va a durar el recorrido y dónde va a parar? Pasear en aerostato es así: entrar en una cesta que alberga media docena de personas, incluyendo al piloto, y dejarse llevar al sabor del viento. Opción de entretenimiento con una pizca de aventura, el vuelo en aerostato es un éxito en varios países del mundo hace bastante tiempo.
En Brasil, esta forma de diversión actualmente está creciendo. Ya existen empresas de turismo ofreciendo paseos en aerostato. Un viaje generalmente dura de una a tres horas, dependiendo del viento y de la temperatura. ¿ El lugar para aterrizar? Bueno, el más antiguo medio de transporte aéreo continúa indirigible. De cualquier manera, nadie precisa preocuparse por embarcar en una ciudad del interior de Santa Catarina e ir a parar en el Triángulo de las Bermudas. Incluso porque, siempre que el aerostato despega es seguido por un equipo de rescate, encargado de buscar a los pasajeros sea donde sea el final del trayecto.
Para evitar sorpresas, los pilotos eligen la altitud en la cual el viento sopla hacia la dirección deseada. El vuelo es permitido para personas de cualquier edad, incluso niños, siempre y cuando se encuentren acompañadas por los padres. Según los practicantes con más experiencia, no existen riesgos. Pero si el tiempo no está en perfectas condiciones, la sugerencia es postergar el paseo. Una de las pocas recomendaciones de seguridad para los pasajeros es evitar el uso de ropas de nailon, que se incendian con facilidad.
Los vuelos generalmente comienzan al amanecer, que es cuando los vientos se encuentran más tranquilos, ideales para un viaje sosegado y contemplativo. La vista es deslumbrante. Quien ya probó cuenta que es como navegar en las alas del viento, observando desde arriba, como un caminante del cielo, todo el encanto del planeta azul.

Fuentes: Internet y revistas especializadas
Tradución: Valéria Herzberg

 
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