Joinville
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Sábado, 06 de Outubro de 2001
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
APURO TÉCNICO Baseado numa estrutura de
cordel, a trama dirigida por Ilo Kruglié,...
...explora a cultura popular
e teatro de criação estética artesanal Fotos: divulgação
Celebração de vida,
morte e renascimento
"O Mistério
das Nove Luas", em cartaz em Joinville, revigora o imaginário
Marlise Groth
Sábado
é dia de teatro para o público infanto-juvenil
em Joinville. Através do Palco Giratório, promovido
pelo Circuito Nacional do Serviço Social do Comércio
(Sesc), o grupo paulista Vento Forte faz apresentação
única na cidade. Encenando "O Mistério das
Nove Luas", no auditório do Colégio Elias
Moreira, os artistas celebram ritos de vida, morte e renascimento.
Criado em 1977, mas recebendo uma nova versão em 1999,
o espetáculo "O Mistério das Nove Luas"
estrutura-se com um prólogo - uma cena inicial que fornece
dados prévios elucidativos do enredo da peça, onde
acontece um casamento e nove cenas de gravidez, e um ponto final,
onde atores e público renascem.
Baseado numa estrutura de cordel, a trama retoma contato com
a cultura popular, teatro de criação estética
artesanal, numa grande caminhada desde espaços arcaicos
e instintivos até os nossos dias. Um dos pontos que merece
atenção é que o texto inicial foi criado
num trabalho com crianças e jovens, no Méier, um
bairro do Rio de Janeiro. Passados 24 anos de sua criação,
continua fascinante e vivo.
Segundo os diretores, a experiência estética do
grupo Vento Forte é, com certeza, um diferencial na história
do teatro brasileiro tanto para a infância e juventude,
como para adultos sonhadores. O diretor da peça, Ilo Kruglié
reconhecido nacionalmente por sua força poética
e artimanhas artísticas que impulsionaram artistas, educadores
e pensadores nos anos 60 e 70. Seu trabalho é considerado
"uma explosão de imagens, cores, sons, danças
e rituais que revigoram o imaginário". De Joinville
o grupo segue em turnê pelo Estado.
O QUÊ: Apresentação da peça
O Mistério das Nove Luas com o grupo paulista Vento Forte.
QUANDO: Sábado, às 16h. ONDE: Auditório
do Colégio Elias Moreira, rua Coronel Francisco Gomes,
1.290, bairro Bucarein, Joinville, tel.: (47) 455-2088. QUANTO:
R$ 5,00.
Turnê:
Jaraguá do Sul: dia 8 (2ª feira), 20h no Centro Cultural
de Jaraguá do Sul, rua Jorge Czerniewicz, s/nº, tel.:
(47) 275-2477 ou Sesc (47) 371-9177. Itajaí: Dia 11, 20h,
no Centro de Eventos do Shopping Itajaí. Florianópolis:
Dia 12, 16h no auditório do Colégio Menino Jesus;
dia 13 , 16h no auditório do Colégio Menino Jesus.
Blumenau: Dia 16, 19h no Teatro Carlos Gomes, rua 15 de Novembro,
1.181, tel.: (47) 326-7166 ou Sesc (47) 322-5261. Lages: Dia
17 , 20h no Teatro Marajoara, rua Presidente Nereu Ramos, 64,
tel.: (49) 224-8325 ou Sesc (49) 222- 3936. São José:
Dia 20, 20h no Centro de Eventos do Shopping Itaguaçu,
tel.: (48) 244-1370. Criciúma: Dia 22, 20h no Teatro Elias
Angeloni, rua Domênico Sônigo, 542, tel.: (48) 437-5224.
Tubarão: Dia 24, 16h no Centro Integrado da Unisul. Chapecó:
Dia 26, 20h no auditório do Lange Palace Hotel, rua Nereu
Ramos 1057-E, tel.: (49) 322-2636. Concórdia: Dia 28,
às 15h no Teatro da Fundação Cultural, rua
Abramo Eberle, 322, tel.: (49) 442-3248 ou Sesc (49) 442-3071.
Xanxerê: Dia 30, às 20h, no Clube Cultural e Recreativo
Xanxerense, rua Cel. Passos Maia, 713, tel.: (49) 433-5990.
"Literatura in Cena"
abre
primeira temporada do Ubro
Teatro da União
Beneficente Recreativa Operária é palco da encenação
de trechos de obras de escritores brasileiros
Florianópolis - Depois da reinauguração,
na última quarta-feira, com um diálogo entre os
atores Waldir Brazil e Édio Nunes, o Teatro da União
Beneficente Recreativa Operária (Ubro) volta a apresentar
um espetáculo teatral. Desta vez, é o projeto "Literatura
in Cena", que abre a primeira temporada do pequeno teatro
com trechos de obras de escritores brasileiros aclamados nacional
e internacionalmente, como Machado de Assis, Clarice Lispector,
Manuel Bandeira e Lindolf Bell.
O grupo que apresenta os trechos foi selecionado pela Áprika
Produção em Arte, responsável pelo projeto,
que visitará, depois de Florianópolis, as cidades
de Lages (dia 16 de outubro), Joinville e Blumenau. Formado por
jovens atores entre 17 e 23 anos, o elenco apresenta textos que
estão na lista de obras para o vestibular 2002 da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC). Também estão
previstas reapresentações na Capital nos dias 24
e 25, no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC),
e, no final de novembro, novamente no Teatro da Ubro.
De Machado de Assis, serão apresentados os contos "A
Cartomante" e "Um Apólogo", de Clarice
Lispector; o conto "Feliz Aniversário", do livro
"Laços de Família", de Manuel Bandeira;
dez poemas da coletânea "Estrela da Vida Inteira",
publicada por ocasião dos 80 anos do poeta; e, finalmente,
o catarinense Lindolf Bell, com fragmentos do livro "Código
das Águas".
Durante quatro meses, Rafael Pereira Oliveira trabalhou na adaptação
dos textos para o palco. Ele, que também assina o roteiro
e a direção de "Literatura in Cena",
acredita que o espetáculo será uma oportunidade
para que novos talentos do teatro possam ser descobertos pelo
público. Tanto que a intenção é aproveitar
os atores nas próximas produções realizadas
pela Áprika.
O projeto, criado pela professora Sílvia Schmidt, tem
no elenco Daniel Gross Só, Débora Cavalli Gastal,
Flávia Wagner, Graziela Meyer, Marcos Oliveira, Maria
Amália Büchele, Rafael Pereira Oliveira e Thiago
Sayão.
O QUÊ: Projeto Literatura in Cena. QUANDO:
Este sábado, amanhã, dias 12, 13 e 14 de outubro,
às 21h. ONDE: Teatro da Ubro, escadaria da rua
Pedro Soares, entre as ruas Anita Garibaldi e Artista Bittencourt,
centro, Florianópolis, tel.: (48) 222-0529. QUANTO:
R$ 10,00. Reservas: Tel.: (48) 249-0442/9997-5647. patrocÍnio:
Brasil Telecom. Apoio: Fundação Franklin Cascaes.
Nove músicas concorrem
na final de festival de samba
e pagode na Ilha
Florianópolis - Nove músicas concorrem, este
sábado, na final do 1º Festival Arte Brasil de Samba
e Pagode de Florianópolis, que acontece, a partir das
23 horas, no Arte Brasil, na Costeira do Pirajubaé. O
evento é também um dos últimos daquela casa,
que fecha as portas no dia 13 de outubro, depois de um ano de
funcionamento, reabrindo em novo local, ainda não divulgado.
A despedida será ao som dos sambistas dos grupos Bom Partido,
Canto da Razão, Bom Astral, Coisa da Antiga e músicos
convidados.
Depois de três eliminatórias realizadas nos sábados
anteriores, a comissão julgadora escolheu como finalistas
"Graças à Escravidão", de autoria
e cantada por Diogo Medeiros dos Santos; "Nada de Sofrer",
de e com Jeisson Dias Schmidt; "Particologia", de Vicente
Marinheiro e cantada pela dupla Dinho e Márcio Martins;
"Exaltação de Instrumentos", de Leco
do Cavaco e Fábio Porto Alegre, cantada pelo primeiro;
"Samba Puro Sangue Brasileiro", de Paulinho Carioca
e Lirian Goes, com Paulinho; "Coração sem
Resposta", de Gui da TV e Juninho Boleiro, com Gui; "Conduta
de Vida", de Vicente Marinheiro e cantado por Maria Helena;
"Atravessando o Portal", de e com Leonel Januário;
e "Pagode da Rabada", de Elias Marujo e com Wladimir.
Assim como nas etapas anteriores, os cantores se apresentarão
com uma banda fixa, a Canto da Razão.
Segundo Sione Márcio de Jesus, membro da comissão
organizadora do festival, foram inscritas 46 músicas de
Florianópolis, Biguaçu, São José,
Araranguá e Criciúma, mas todas as finalistas são
da Capital. Desse número, 27 foram classificadas para
as fases eliminatórias, nove em cada sábado, dias
15, 22 e 29 de setembro. O vencedor ganhará R$ 3 mil;
o segundo colocado, R$ 2 mil; e o terceiro, R$ 1 mil. O melhor
intérprete levará R$ 500,00. Entre os quesitos
que serão levados em conta estão arranjo, letra,
melodia, harmonia e melhor aceitação do público.
Depois do fechamento do Arte Brasil na Costeira, a idéia
é promover uma segunda edição do festival
no novo endereço da casa, que tem possibilidade de ir
para o Centro, Lagoa da Conceição ou Kobrasol,
em São José. O 1º Festival Arte Brasil de
Samba e Pagode de Florianópolis tem patrocínio
do Jornal A Notícia.
O QUÊ: 1º Festival Arte Brasil de Samba
e Pagode. QUANDO: Este sábado, às 23h. ONDE:
Arte Brasil, av. Governador Jorge Lacerda, 1.582, Costeira do
Pirajubaé, Florianópolis, tel.: (48) 9991-4225.
QUANTO: R$ 5,00. Patrocínio: Jornal A Notícia,
SBT Florianópolis e Koerich. Apoio: Kaiser.
Fundo de Quintal é homenageado
São José - Grupo inspirador da carreira do grupo
Número Baixo, o Fundo de Quintal será o primeiro
homenageado dos sambistas do bairro de Forquilhinhas, de São
José, este domingo, no Clube 1º de Junho. O evento
faz parte de uma série de tributos que o Número
Baixo pretende realizar, uma vez por mês, para homenagear
algumas expressões do samba nacional.
Formado há pouco mais de um ano, o Número Baixo
vem se destacando pelo resgate de composições de
samba de raiz nas apresentações que tem feito em
várias casas da região, especialmente Florianópolis
e São José. O Fundo de Quintal é um desses
casos. Criado em 1980 pelo sambista Sombrinha e formado no bairro
Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro, o grupo continua fiel aos
sambas tradicionais e de partido alto, embalados por instrumentos
como o tantã, repique de mão, pandeiro e banjo,
entre outros.
No repertório, estão sucessos da carreira de 21
anos do Fundo de Quintal, como "Volta da Sorte", "Banho
de Fé", "Romance dos Astros", "Bar
da Esquina" e "Receita da Sorte". Ao todo, o Número
Baixo pretende tocar 42 músicas no show que começa
a partir das 20h30.
O QUÊ: Homenagem ao grupo Fundo de Quintal, com
o grupo Número Baixo. QUANDO: Este domingo, às
20h30. ONDE: Clube 1º de Junho, rua Getúlio
Vargas, 362, São José, tel.: (48) 247-1944. QUANTO:
R$ 3,00.
Publicação tem idoso
como tema
Florianópolis - "Atividade Física e o Idoso"
é o livro de Giovana Zarpellon Mazo, Marize Amorim Lopes
e Tânia Bertoldo Benedetti, que será lançado
este sábado, às 19 horas, no Centro de Educação
Física, Fisioterapia e Desportos (Cefid)) da Universidade
do Estado de Santa Catarina (Udesc) de Coqueiros, em Florianópolis.
Giovana, professora do Departamento de Fundamentos Humanísticos
e Metodológicos em Educação Física
do Cefid, cursa doutorado em Portugal; Marize e Tânia são
professoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
A obra contém aspectos da gerontologia, como considerações
epidemiológicas e demográficas sobre o envelhecimento
populacional no Brasil, história dos idosos em diferentes
épocas e na sociedade brasileira, mitos, fatos e teorias
do envelhecimento.
"Atividade Física e o Idoso", de Giovana
Zarpellon Mazo, Marize Amorim Lopes e Tânia Bertoldo Benedetti,
238 páginas, R$ 24,00.
Festival mobiliza área teatral
Fecate abre inscrições
de evento catarinense
Joinville - Já estão abertas as inscrições
para o 12º Festival Catarinense de Teatro. Este ano, o festival,
que é itinerante, será realizado em Jaraguá
do Sul, de 28 de novembro a 2 de dezembro, na Sociedade Cultural
e Artística (Scar).
Aberto aos teatreiros de todo o Estado de Santa Catarina, o festival
tem inscrições gratuitas, inclusive aos grupos
não filiados. O objetivo do evento, segundo a presidente
da Federação Catarinense de Teatro (Fecate), Adriana
Rosa, é movimentar os grupos no Estado e promover a troca
de experiências. Atualmente, 50 grupos estão filiados
à entidade.
Os documentos e fichas de inscrição podem ser entregues
até o dia 11 de outubro (vale a data do carimbo do correio),
nas categorias adulto, infantil e escola. A Fecate selecionará
12 espetáculos. Cada grupo receberá ajuda de custo
no valor de R$ 1.500,00, além de hospedagem e alimentação.
As inscrições devem ser enviadas para a Federação
Catarinense de Teatro (Fecate), aos cuidados de Rogério
Alexandre Passos. A entidade está localizada na avenida
Irineu Bornhausen, 5.600, Florianópolis (SC), cep 88.025-202.
Informações podem ser obtidas pelo www.
unidavi.Edu.br/~fecate, com Adriana Rosa (48) 9982-2723 ou
Revero (48) 237-3505.
Diretoria
Recentemente a Federação Catarinense de Teatro
elegeu sua nova diretoria. Além de Adriana Rosa, que foi
empossada presidente, participam, José Sizenando Neto,
como vice-presidente, Sergio Belozupko, como tesoureiro, Rafael
Pereira Oliveira, como secretário e Fabiano Pernchi, diretor
de programação. Como conselheiros foram eleitos
Mauro Pedrosa, Sulanger Bavaresco e Nilo Correia.
Anagajanfá Univille
recebe instrumentistas
O grupo de instrumentistas Anagajanfá realiza apresentação
na próxima terça-feira, dia 9, no anfiteatro da
Universidade de Joinville (Univille). Com início às
20 horas, e entrada franca, o espetáculo conta com programa
de músicas próprias além de composições
de Hermeto Paschoal e Egberto Gismonti. A promoção
é da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc-Joinville),
através do projeto "Comunidade na Escola". Formado
por músicos locais, o grupo iniciou ensaios na Escola
de Música Villa-Lobos.
Bibi vive Amália em Joinville
Espetáculo
entra em cartaz nos dias 10 e 11
Joinville - Na quarta e na quinta-feira, dias 10 e 11 de outubro,
a primeira dama do teatro brasileiro, Bibi Ferreira sobe ao palco
do Teatro Juarez Machado, em Joinville. Dirigida por Tiago Torres
da Silva, ela apresenta o espetáculo "Bibi Vive Amália
Rodrigues", marcando seus 60 anos de palco.
Seguindo a receita de sucesso de "Bibi Canta e Conta Piaf",
a artista apresenta um concerto musical alinhavado pela narrativa
da vida de um grande mito da música mundial, a portuguesa
Amália Rodrigues, maior expoente do fado. A direção
musical e os arranjos são de Nelson Melim.
Os figurinos do espetáculo, criados e confeccionados por
Francis Fabian - que vestiu Amália em 1973, durante sua
passagem pelo Brasil - reconstituem os modelos usados pela cantora
nas diversas fases de sua carreira. O responsável pelo
visual de palco é Alexandre Murucci. Bibi será
acompanhada por Melim (piano), Vitor Lopes (guitarra portuguesa),
Silvino Pinheiro (violão), Álvaro Augusto (baixo),
Jamir Torres (bateria) e Irene Mutanen (acordeão).
A narrativa é feita pelo ator Nilson Raman, partner de
Bibi desde 1998, que contará ao público os detalhes
que fazem da vida de Amália Rodrigues uma existência
única. Já apresentado em São Paulo, Rio
de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Teresina,
Lisboa e Natal, o espetáculo chega a Joinville coincidentemente
no mês que marca os dois anos da morte de Amália.
Com início para às 21 horas, os ingressos estão
sendo vendidos ao preço de R$ 40,00. Informações
pelo tel.: (47) 433-2190 (Fundação Cultural de
Joinville, pela manhã). O Teatro Juarez Machado está
localizado na avenida José Vieira (Beira Rio), 315, anexo
ao Centreventos, em Joinville.
Seleção
Definido júri para o
10º Salão dos Novos
Joinville - A crítica de arte Nadja de Carvalho Lamas,
a professora de artes Berenice Mokross e o artista plástico
Ricardo Kolb são os responsáveis pela seleção
das obras da 10ª edição do Salão Municipal
dos Novos, promovido pela Fundação Cultural de
Joinville (FCJ). A seleção das obras inicia às
8 horas desta segunda-feira, na Casa da Cultura. Este ano, o
salão recebeu 180 inscrições, com uma média
de 500 obras. A exposição abre no dia 5 de novembro,
no Museu de Arte de Joinville (MAJ), às 19 horas.
Lançamento
Livro marca os
150 anos de Joinville
Joinville - A Editora Letradágua lança, na próxima
terça-feira, às 11 horas, o livro oficial do sesquicentenário
de Joinville. A solenidade será realizada no Arquivo Histórico
da cidade com a presença de autoridades e convidados.
A obra tem 150 páginas e reúne artigos elaborados
por 15 joinvilenses de setores específicos, selecionados
para dar um retrato de "corpo inteiro" sobre o município.
Além dos artigos, o livro também apresenta dados
socieconômicos de Joinville. Informações:
(47) 422-7542.
Obras Sacras
João Zabel mostra
talento até dia 14
Joinville - As obras sacras do artista João Zabel permanecem
no Spazio Culturale Leonardo da Vinci, em Joinville, até
o dia 14 de outubro . Completando o cenário, a floricultura
Adoro Flores expõe, no mesmo lugar, orquídeas de
diversas espécies e cores. Visitas podem ser feitas diáriamente,
das 12 às 21 horas. O Spazio Culturale Leonardo da Vinci,
está localizado na Piazza Italia, rua Anita Garibaldi,
79, Joinville. Informações pelo tel.: (47) 454-4472/426-7236
(com o artista). A entrada é franca.
Livro relata a
formação da mais relevante geração
roqueira
Janaina Rocha
Agência Estado
São Paulo - Entre os moleques roqueiros do início
dos anos 80 no Distrito Federal, o caçula deles resolveu
relatar em o "Diário da Turma 1976/1986: A História
do Rock de Brasília" a formação da
mais relevante geração de grupos do cerrado. Embora
muito já tenha sido dito, o jornalista Paulo Marchetti,
o moleque, na ocasião com 11 anos, preenche "o vácuo"
e narra hoje, aos 31 anos, a saga do lendário grupo Aborto
Elétrico até o sucesso da Legião Urbana.
"Diário da Turma" é um registro despretensioso,
porém legitima a importância do período.
O livro mostra o ponto de vista de personagens anônimos
fundamentais para a existência dos famosos e conta histórias
das quadras da jovem Brasília. Nesse cenário, foram
esses personagens secundários que uniram pessoas da região
da Colina e da 104 Sul, ambas dentro de Brasília, e, conseqüentemente,
aproximaram roqueiros de grupos como a Legião, Plebe Rude,
Paralamas e Capital Inicial. Além disso, ele não
tem um tom saudosista nem glorifica aquele momento. "A minha
preocupação era a de ser fiel aos depoimentos das
pessoas da turma, até porque são como irmãos
mais velhos para mim. Respeitei o limite de cada um", afirma
ele. "Como vivi aquele momento, sei que as histórias
anteriores ao sucesso são muito importantes para entender
o rock de Brasília."
Marchetti ordena uma série de relatos, até mesmo
de pessoas que não se viam havia mais de 15 anos, sem
uma linha narrativa rígida. O que define o sabor literário
são os testemunhos. Além do feito inédito
de transcrever curiosidades, o autor também reuniu um
material fotográfico inédito. "A sua leitura
é bem fácil, coloquial e as imagens contribuem
para deixá-lo ainda mais divertido; essa é, na
verdade, a sua proposta principal: diversão", diz
ele.
Um dos casos inéditos refere-se a uma das figuras mais
emblemáticas do rock candango, Renato Russo. Quem relata
é a "anônima" Adriane: "O Renato
tinha uma mania esquisita de gravar as conversas com as pessoas
que iam na sua casa. Uma vez eu fui lá com o Eduardo e
mais alguém e o Renato começou a fazer algumas
perguntas filosóficas. Parecia que estava manipulando
as conversas." Outra particularidade está exposta
em uma das cartas que trocava com o amigo Hermano Vianna, até
então nunca reveladas. Renato fala: "As aventuras
da nossa turma: Nossa turma tem agora identidade. Somos reconhecidos
onde quer que vamos. Não me incomodo de pensar que comecei,
mais ou menos, tudo isso com o Fê, que era hippie na época
(coitado), e André Pretórius."
Autor preserva
sigilo de fontes
Em respeito as suas fontes, Paulo Marchetti usou o pseudônimo
C.C para algumas declarações polêmicas, que
não são de uma única pessoa. C.C fala abertamente
sobre a relação de certos membros da turma com
as drogas, em especial, a cocaína, sobre os desentendimentos
entre eles e ainda o comportamento dos moleques que, em certos
momentos, era mais do que agressivo. "Essa época
skinhead foi f... Saímos para dar porrada mesmo, éramos
muito radicais. Tinha umas pessoas que não gostavam de
ficar com a gente. Foi uma época que só ouvíamos
Dead Kennedys. Adotamos uma atitude racista."
A turma, além de ter vivido ápices de rebeldia,
com superfestas, drogas e até atos constantes de depredação
e furtos
era unida pela música. O punk foi o grande elo. Há
mais histórias nessa saga. A da Plebe é uma das
bem relatadas. Por fim, uma inclusão inusitada na turma:
os Raimundos, que acabaram no mês passado. São eles
que herdam aquele espírito, concorde ou não. (JR)
"Diário da Turma 1976/1986: A História
do Rock de Brasília",Editora Conrad Livros, 199 páginas,
R$ 39,00.
Sábado de aleluia
Programação
confirma ditado de Chacrinha: "na televisão nada
se cria, tudo se copia"
Leandro Calixto
TV Press
Sábado virou a "menina dos olhos" das principais
emissoras da TV brasileira. Tudo por causa dos altos índices
de audiência do "Programa Raul Gil". As emissoras
se mexeram. Entre elas, a Globo, com o "Caldeirão
do Huck". Agora, o novo concorrente de peso é o SBT,
que estreou uma programação que leva o pouco inspirado
título de "Sábado Bom". De uma só
vez, entraram na grade o "Canta e Dança, Minha Gente",
com Carla Perez; "Programa Livre", com Babi; e "Curtindo
uma Viagem", com Celso Portiolli.
Para retomar o posto de campeão de audiência, o
veterano Raul recorreu a uma estratégia antiga: abrir
espaço para calouros. Ele tirou sumariamente do seu programa
atrações já desgastadas, como pagodeiros
e sertanejos. A iniciativa deu certo. Passaram a freqüentar
seu programa pessoas desconhecidas do grande público,
como Róbson e Liliel. Na verdade, não se pode chamar
de calouros aqueles que freqüentam a produção
da Record. Muitos já faziam shows profissionais, mas não
tinham espaço na mídia.
O primeiro reflexo da iniciativa tomada por Raul foi a projeção
dada na carreira do cantor Róbson. Depois de vencer o
concurso por mais de três meses no programa, ele assinou
contrato com uma gravadora multinacional. Mesmo se tornando,
agora de fato, um cantor profissional, o novo popstar da Record
continua freqüentando o programa do seu padrinho. Mas a
retomada de concursos de calouros no "Programa Raul Gil"
acabou tendo proporções maiores ainda. Como já
dizia Chacrinha, "na televisão nada se cria, tudo
se copia". E logo outros programas passaram a abrir espaço
para desconhecidos.
Luciano Huck foi um dos primeiros. Ele passou a diminuir a participação
de atores globais e jogadores de futebol em seu programa. Também
abriu "concursos" para novos talentos. Luciano não
ficou restrito a atrações musicais. No "Caldeirão",
promoveu um concurso para escolher uma atriz para participar
da novela "Clone", de Glória Perez. Huck, por
sua vez, desconversa quando é acusado de copiar o formato
novamente utilizado por Raul Gil. Ele alega que seu programa
sempre passa por várias transformações.
Se Huck vem adotando a mesma estratégia de Raul Gil, as
produções do SBT continuam apostando nos famosos.
Principalmente nos programas comandados por Babi e Carla Perez.
A primeira, depois de amargar baixos índices de audiência
durante as madrugadas, foi para sábado à tarde
para tentar a sorte. O programa, no entanto, continua artificial
como sempre. Babi é confusa nos debates promovidos e pouco
explora a platéia. Já Carla usa seu programa para
apresentar os mesmos pagodeiros de sempre e abrir espaço
para um verdadeiro festival de nádegas, enquanto Celso
Portiolli parece estar pouco interessado na produção
que comanda.
Na verdade, Raul Gil é o mais original no sábado
à tarde, se é que se pode chamar de "original".
Sem fazer apelo e estardalhaço, ele mostra por que há
tantos anos consegue se manter no ar. Isso sem falar na audácia
de trocar quadros consagrados, como "O Chapéu"
ou ainda no "Banquinho", pelos calouros. Mas a iniciativa
deu certo. Os expressivos números no Ibope e aceitação
do público são as maiores provas.
Juca Chaves
Humor abre
shows no novo teatro
Joinville - Já estão à venda os ingressos
para o show "Juca, O Iluminado" que acontece na terça-feira,
dia 9, às 21 horas no Teatro Juarez Machado, em Joinville.
Vendidos ao preço de R$ 30,00, podem ser adquiridos na
bilheteria do Centreventos, das 10 às 19 horas. Carioca,
Juca Chaves tornou-se célebre por suas modinhas irreverentes,
seus discos de piadas e postura debochada nos shows. Foi um dos
primeiros defensores do disco numerado. Informações
podem ser obtidas pelo (47) 433-2190, com Ivone ou Gleber.
Villa-Lobos
Projeto musical
movimenta alunos
Joinville - A Casa da Cultura Fausto Rocha Jr. e a Escola
de Música Villa-Lobos promovem, a partir desta segunda,
dia 8, a primeira edição do projeto "Música
nas Escolas". Até o dia 11, serão realizadas
25 apresentações gratuitas em nove escolas da rede
municipal de ensino, atendendo uma média de 200 crianças
por apresentação. O objetivo é estimular
o interesse pela música e familiarizar o joinvilense com
a prática do instrumento, teoria musical e disciplina.
Informações pelo (47) 433-2190, ramal 225.
Novos cantores
Sociedade Lírica
busca coralistas
Joinville - Com 40 membros, a maioria casais de meia idade,
o Coral da Sociedade Lírica, de Joinville, busca oito
tenores, cinco baixos, cinco contraltos e cinco sopranos para
completar seu quadro de coralistas. O objetivo é dar fôlego
ao grupo, despertar talentos e renovar o coro que em breve inicia
uma turnê pelo Nordeste. Interessados em participar como
voluntários não precisam ter experiência
em coral ou língua alemã. Informações
pelo (47) 422-8696.
Contemporâneo
Retrospectiva de
Schwanke no PR
Joinville - A mostra "Retrospectiva", com obras
do artista plástico joinvilense Luiz Henrique Schwanke
pode ser vista até o dia 25 de novembro, no Centro Cultural
Portão, na Sala do Acervo do Museu Metropolitano de Arte
(Muma). Aberto de terça à quinta, das 13 às
19h, e sexta, das 13 às 21 horas, sábado e domingo,
das 15 às 19h, o Muma está localizado na avenida
República Argentina, 3430, Curitiba. A entrada é
gratuita. Grupos podem agendar visitas monitoradas pelo tel.:
(41) 322-1525, ramal 2.247.