Joinville
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2001
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
CRIAÇÃO C. Ronald, autor de "A Razão do Nada",
o décimo segundo de uma carreira construída em
Biguaçu, onde o poeta vive em recolhimento Foto: Cristina
Gallo
Poesia com luz âmbar
Novo livro de C.
Ronald atesta técnica densa e apuro artesanal raro
Néri Pedroso
Uma obra pretensiosa, que se fez no mito de que é difícil.
O poeta C. Ronald, um refém que se salva porque busca
o "alcance da verdade que é o descampado da beleza",
faz uma prestação de contas neste novo "A
Razão do Nada" (Scortecci Editora), o décimo
segundo de uma carreira que se dividiu entre o exercício
da criação poética e o cargo de juiz que
desempenhou até 1975. Nascido em Florianópolis,
em 1935, o autor que vive em Biguaçu, reúne 298
poemas marcados pela grandeza. Construída a partir de
um domínio verbal, alcançado com técnica
densa e disciplinada, a poesia ronaldiana mexe no universal.
Nada de blefes, nada de meias verdades, um texto quase sem verbos,
mas contundente porque transpõe a vida como gemido, como
angústia, como inquietude. Uma criação,
enfim, que não oferece alívio. Ao contrário.
Provoca indagações, perplexidade, incômodo.
Com um apuro artesanal raro, o autor evidencia que nunca quis
ser apenas um "um juntador de palavrinhas com desfecho patético".
Complexa, a obra é filtrada de luz âmbar que entra
feito lâmina, colocando o leitor em suspenso. Silêncio
e suas variações, segredos, origem e vida, vida
e morte, enigmas, o apelo das entranhas. Estranhas combinações
elaboradas para dar vazão ao poema que nasce da intuição.
A falta de linearidade garante o fluxo do percurso feito pelo
sensível. Nasce e estanca em si mesmo. Aqui também
segue-se o desafio de desvendar o essencial alcançado
apenas pela genialidade, a compreensão do universo e da
humanidade.
Órfão neste caminho, Ronald transita com certa
amargura, diz que está cansado da estupidez humana, da
mediocridade e define precipitadamente "A Razão do
Nada" como uma apresentação de fim de vida,
um testemunho definitivo. É a única mentira assumida,
porque dominado pela impulsão criativa, ele já
prepara novo volume, incubindo injustamente a família
de publicá-lo após a sua morte.
Na fragmentação, na atemporalidade, na desconstrução,
C. Ronald comprova que Biguaçu também é
pós-moderna. Sem abrir mão da facilidade, o poeta
elabora imagens que derruba a percepção da realidade
cotidiana e estabelece a sensação de instabilidade
inerente ao novo século. Sentimentos na superfície
instauram dor, prazer, desconforto, magia - depende do perceptor.
Por isso, esses poemas nascidos de um homem que não é
inimigo de seus sonhos lembram, às vezes, naturezas mortas
existenciais que lamentavelmente conquistam só os ouvintes
capazes de introspeccção, uma minoria que não
teme acreditar no sangue e na esperança da verdade poética.
"A Razão do Nada", Scortecci Editora,
306 páginas.
"A Marmelada" ganha
montagem em janeiro
Peça de
Cleise Mendes, dirigida por Fernando Guerreiro, integra o Espetáculos
de Verão
Florianópolis - O diretor de teatro baiano Fernando
Guerreiro, da Cia. Baiana de Patifaria, vai dar cara à
montagem de "A Marmelada", peça da também
baiana Cleise Mendes prevista para estrear, em janeiro de 2002,
dentro do Espetáculos de Verão, projeto da Áprika
Produção em Arte que obteve êxito nas duas
últimas temporadas com as peças "Mágicos
Navegadores", em 2000, e "Parangolé Musical",
em 2001, ambas dirigidas por Osvaldo Gabrieli, do grupo paulista
XPTO. Desta vez, a produtora aposta num formato mais enxuto,
optando por colocar em cena apenas dois atores, numa comédia
que mostra a trajetória e os desdobramentos de um casamento
de conveniência que junta duas pessoas que mal se conhecem.
A dupla de "A Marmelada" será vivida por Cláudia
Liz e Juan Alba, ele com experiência nos palcos de Florianópolis
por ter atuado em "Parangolé Musical", e ela
uma das mais novas moradoras da Lagoa da Conceição,
para onde se transferiu, vinda de São Paulo há
cerca de dois meses. Recém-saídos de experiências
conjuntas na TV, onde atuaram na novela "Roda da Vida",
da Rede Record, e no palco, na peça "Comunhão
de Bens", ambos estão animados com o novo trabalho.
É uma expectativa que resulta de um certo tom de ineditismo
que cerca "A Marmelada", principalmente pela aventura
em uma cidade fora do eixo Rio-São Paulo e pelo fato de
a peça estar sendo estruturada para espaços alternativos,
o que possibilita apresentá-la em bares ou pequenos teatros
Para Guerreiro, a opção pelo que chama de "café
teatro" é um desafio, uma coisa que anima o grupo
envolvido no projeto, porque se propõe a ser algo diferente,
novo. Segundo ele, esse era um formato de teatro comum nos anos
70, em São Paulo, mas que acabou sendo esquecido. "No
teatro convencional, existe uma formalidade, a necessidade de
fazer a platéia relaxar", analisa o diretor, que
acredita encontrar num ambiente como um bar um público
já descontraído, preparado para um interferência
que deve durar cerca de um hora e quinze minutos.
Na gaveta há oito anos,
texto mantém atualidade
A escolha de uma comédia, gênero que consagrou
o grupo onde atua e que carrega no currículo, entre outras,
"A Bofetada", uma das mais longevas montagens do teatro
nacional, em cartaz por 12 anos, molda-se bem ao projeto nos
bares, principalmente porque é uma forma de garantir um
ritmo em que a platéia não caia em tédio.
Na gaveta há oito anos, a peça com a qual o trio
Guerreiro, Cláudia e Juan pretende ganhar Florianópolis,
Santa Catarina e, quem sabe, o Brasil, pretende ser um produto
de lazer, algo feito para divertir o público.
"A Marmelada" é, além de uma escolha
na linha do que o diretor vem fazendo ao longo de sua carreira
de 46 peças dirigidas, um chamariz para garantir platéia
cheia numa cidade em que no verão as pessoas estão
mais preocupadas se o tempo vai estar bom no dia seguinte do
que com a agenda cultural da cidade. Para ganhar ainda mais a
simpatia local e respeitando um estilo de trabalho, Guerreiro
pretende emprestar à montagem um caráter local,
inserindo uma linguagem com a qual o público se identifique.
"Apesar de ter sido escrita há tanto tempo, a peça
é atual", garante o diretor, opinião dividida
com a dupla de atores que ele vai comandar, principalmente pelas
situções que os dois devem interpretar para mostrar
os acertos e equívocos de quem resolve se casar sem ao
menos conhecer um pouco da personalidade e dos anseios do parceiro.
"Vai dar um samba gostoso", resume Cláudia.
"A Marmelada" está em fase de produção.
Diretor, atores, equipe técnica e produtores se encontraram
esta semana para conversar sobre os rumos do trabalho, cujos
ensaios devem começar em novembro.
Impedido de se dedicar exclusivamente a essa montagem por causa
de outros compromissos - dirige a peça "Três
Homens Baixos", em cartaz no Rio de Janeiro, e "O Cigano",
em Salvador", além de também estar montando
"Boca de Ouro", de Nélson Rodrigues, para ser
apresentada em um vagão de trem -, Guerreiro pretende
dar formato à peça e depois deixar em Florianópolis
um assistente de direção. Mas não deve deixar
o projeto à própria sorte, fazendo visitas temporárias
para ver como está o trabalho. "Um diretor não
dever largar sua peça nunca", sentencia. A peça
deve sair do papel graças a recursos - em fase de captação
- de patrocínios com base nas leis de incentivo cultural
do município, Estado e federal.
Público comparece ao
5º Salão Elke Hering
Joinville - O 5º Salão Elke Hering de Arte Contemporânea
prossegue, em Blumenau, até o próximo dia 28. Após
muita polêmica, manifestos e retirada de obras por três
artistas de Florianópolis, no dia da abertura, o diretor
de cultura da Fundação Cultural de Blumenau (FCB)
e atual coordenador do salão, Vilarino Wolff, agradece
a freqüência do público e da comunidade, que
não deixaram que "razões subjetivas"
interferissem no bom andamento da mostra.
Segundo ele, "o que está maculando a imagem do salão
é um esquema tramado pelas pessoas que abandonaram o evento
a dez dias de sua abertura". Wolff observa que a FCB não
quer distorcer os fatos, mas garantir a ordem. Diante da afirmação,
alega que os artistas premiados já foram informados sobre
os motivos do não-pagamento dos prêmios durante
a abertura do salão.
"Quem repassa os valores aos merecedores é a Fundação
Catarinense de Cultura (FCC), e isso exige tempo por causa da
burocracia", justifica, lembrando que o órgão
já possui o cadastro dos vencedores que, em breve, terão
o dinheiro em conta. "Se já não receberam,
deverão ter seu prêmio no banco a qualquer momento",
fala. Os interessados também podem acompanhar os trâmites
através do número do processo e portaria, dados
que podem ser obtidos junto à FCB.
Repercussão
Os problemas que envolveram a abertura do 5º Salão
Elke Hering de Arte Contemporânea, como a saída
do antigo curador, Vilson do Nascimento, já chegaram ao
Secretariado Regional da Associação Internacional
de Críticos de Arte (Aica), coordenado por José
Roberto Teixeira Leite, e ao secretário regional da Aica
para a América Latina e o Caribe, professor Horacio Safons.
Os representantes que emitiram notas de repúdio e cobraram
providências em relação à falta de
respeito a Vilson do Nascimento e aos críticos que compuseram
o júri - que não tiveram seus nomes publicados
em catálogo -, distribuíram cópias dos artigos
ao prefeito de Blumenau, Décio Lima; ao presidente da
FCB, Braulio Schloegel; para a presidência da Aica, em
Paris; e para os presidentes das seções nacionais
da entidade na Venezuela, Uruguai, Porto Rico, Peru, Paraguai,
Panamá, México, Guatemala, Espanha, Equador, República
Dominicana, Chile, Costa Rica, Colômbia, Brasil, Bolívia
e Argentina.
Apesar da repercussão internacional, Vilarino Wolff não
acredita em problemas nas próximas edições.
Para ele, o diálogo pode esclarecer fatos que foram divulgados
distorcidamente e outros que feriram acintosamento o salão.
"Não tínhamos documento liberando a publicação
do nome deles no catálogo. Já conversamos com o
crítico Osmar Pisani, que está escrevendo uma carta
para esclarecer o assunto junto às entidades envolvidas",
completa.
Universidade promove
noite multicultural
Blumenau - A Universidade Regional de Blumenau (Furb) realiza
hoje noite cultural com abertura da exposição da
artista plástica Marilu Krause, sessão de autógrafos
com 17 escritores, e apresentação dos alunos de
canto de Helena Brown. Marilu mostra seus trabalhos até
o dia 15 de outubro.
A Sociedade Escritores de Blumenau vai reunir os autores Anamaria
Kowács, Christina Baumgarten, Eduardo de Alencar, Gabriel
Corrêa Notga, Gelson Walker, Jairo Martins, Jairo Pontes,
Jesus de Oliveira, Jucélia Nones Shaade, Lorreine Beatrice,
Marcelo Steil, Mariana Klueger, Maria Fátima Hammes, Neida
Wobeto, Terezinha Manczak, Tchello d´Barros e Urda Klueger.
Os alunos de Helena Brown prepararam um repertório com
canções dos Beatles.
O QUÊ: Noite cultural. QUANDO: Hoje, às
20h. Mostra: Até dia 15, diariamente, das 8 às
22h. ONDE: Saguão da reitoria, no bloco A, rua
Antônio da Veiga, 140, Blumenau, tel.: (47) 321-0321. QUANTO:
Gratuito.
Pinóquio é tema de
exposição
Blumenau - O menininho de madeira que está no imaginário
de adultos e crianças do mundo todo é tema de uma
exposição no Mausoléu Dr. Blumenau. Em parceria
com o Serviço Social do Comércio (Sesc), a Fundação
Cultural de Blumenau, promove até o dia 24 de outubro,
a mostra Pinóquio. Para marcar este Dia da Criança,
paralelamente estão acontecendo oficina de brinquedos,
contação de histórias e exibição
de um filme sobre o personagem infantil que, quando mente, o
nariz cresce.
A magia do personagem é apresentada em 15 painéis.
Além da exposição, contadores de histórias
percorrem as escolas, até amanhã, com vídeos
e oficina de brinquedos para crianças de três a
dez anos. Diariamente, na Sala de Teatro Edith Gaertner, a exibição
do filme sobre Pinóquio tem entrada gratuita.
O QUÊ: Mostra Pinóquio. ONDE: Mausoléu
Dr. Blumenau, rua 15 de Novembro, 161, centro, Blumenau, tel.:
(047) QUANDO: De segunda a sexta, das 8 às 17h; sábados,
das 8 às 11h. QUANTO: Gratuito.
Com um palco móvel,
pianista Arthur Moreira Lima inicia no Brasil novo projeto em
favor da música erudita
Sônia Pillon
Jaraguá do Sul - O pianista carioca Arthur Moreira
Lima, 61 anos, dono de uma das carreiras mais respeitadas no
País e no exterior, com mais de 60 discos gravados, está
prestes a iniciar novo momento de sua carreira, onde pretende
popularizar a música erudita, levando-a para todos os
recantos do País. O projeto, em parte será executado
graças à aquisição de uma carroceria-palco
de 40 m2, produzida por uma empresa de Jaraguá do Sul.
Na última semana, o pianista visitou a Carroçarias
Argi, responsável pelo projeto. O resultado do trabalho
anima Arthur que agora poderá realizar o sonho de popularizar
a música erudita com um espaço adequado para apresentações
ao ar livre, em praças, escolas, universidades e até
em balneários. De acordo com o diretor da empresa, Richard
Hermann, a produção feita sob encomenda especial
exigiu um investimento em torno de R$ 100 mil.
A carroceria, "uma verdadeira jóia feita a mão",
comemora, tem forração de madeira cedrinho, e inclui
camarim e banheiro, totalizando 48 m2. Ela está acoplada
a um chassi Scania P 94 vermelho, com suspensão a ar.
Agora o artista terá a possibilidade de poder transportar
seu inseparável piano Steinway estrada afora com segurança.
"Já estou cansado de me apresentar em ambientes fechados.
Quero democratizar a música clássica, que ainda
não faz parte da cultura brasileira", declarava o
músico. Domiciliado no Rio de Janeiro, Moreira Lima também
adotou o Costão do Santinho, em Florianópolis,
como sua segunda residência, e foi numa apresentação
que assistia na Capital catarinense que teve a inspiração
que resultou na carroceria-palco.
O artista revela que costuma fazer uma média de 40 apresentações
por ano, no Brasil, Estados Unidos e Europa. Por mais de 20 anos,
viveu no circuito Paris, Moscou, Viena e Barcelona. Até
o final do ano ainda tem agendadas apresentações
em São Paulo, Bahia, Brasília e Estados Unidos.
Villa Lobos, Chico Buarque, Antônio Carlos Jobim, Gilberto
Gil, Dorival Caymi e Roberto Carlos são os compositores
nacionais preferidos, incluídos em uma coletânea
lançada pela Sony, no ano passado. Assegura que pelo menos
por enquanto não pensa em lançar novo CD. Defende
que a música erudita "tem que ser tropicalizada,
adaptada", para assim cair no gosto popular.
O empresário Rolf Hermann, que integra a Sociedade Cultural
Artística (Scar), não descarta a possibilidade
de trazer Arthur Moreira Lima para a Scar no próximo ano,
motivado pela reação do músico ao visitar
as obras. Na ocasião, o pianista festejou os projetos
da cidade. "Com certeza, o Centro Cultural será um
dos melhores do Brasil, e não apenas um dos melhores do
Sul do País", disse ele.
"Billy Elliot" nas locadoras
Produto comercial,
feito por encomenda, mas que agrada e seduz quando visto
Luiz Carlos Merten
AgÊncia Estado
São Paulo - Qual é a mágica que faz de
"Billy Elliot" um filme tão idolatrado pelo
público? No ano passado, a estréia do diretor Stephen
Daldry dividiu, com outros dois filmes, o troféu Bandeira
Paulista como o melhor (ou os melhores) da Mostra Internacional
de Cinema São Paulo. Os outros dois foram "Tempo
de Embebedar Cavalos", de Bahman Ghobadi, e "Capitães
de Abril", de Maria de Medeiros. Alguns críticos
acharam a escolha do júri equivocada.
Para eles seria impossível comparar um filme denso como
o do iraniano ("Tempo") ou mesmo uma reconstituição
tão vibrante de um episódio histórico como
a produção portuguesa ("Capitães")
a um produto comercial como a história do pequeno bailarino.
Mas a escolha do júri não foi apenas soberana:
foi unânime e respaldada, a seguir, pelo sucesso do filme
nos cinemas do País e pela repercussão alcançada
quando foi indicado para o Oscar. Agora, "Billy Elliot"
confirmou a preferência em DVD e vídeo. Em apenas
uma semana nas locadoras.
Diretor de teatro, Stephen Daldry admite que "Billy Elliot"
não foi um projeto pessoal, mas uma encomenda que aceitou.
Gostou da história do filho de mineiro que quer trocar
as chuteiras pela sapatilha, mas antes precisa vencer a resistência
do pai, que não aceita a idéia de um filho bailarino.
Ele teme, na verdade, pela preferência sexual do filho.
Acha que, por ser bailarino, talvez seja gay. Billy não
é, mas seu amigo, que não vira bailarino, sim.
É a forma com que o diretor enfrenta o preconceito. Se
é isso mesmo, ele pode estar estimulando outro.
O filme é simpático, leve, divertido. O garoto
que faz Billy (Jamie Bell) é maravilhoso. Tudo isso explica,
senão exatamente justifica, o sucesso na mostra, nos cinemas
e nas locadoras. Mas não elimina o que o gracioso "Billy
Elliot" tem de perigoso ou polêmico. Há um
background social, de mineiros em greve. O pai, convencido da
sinceridade do filho, fura a greve para garantir a realização
do seu sonho. Há uma montagem paralela, que opõe
o mundo da arte ao do trabalho, que é particularmente
equivocada. Mas o desfecho é tão lindo. Pensando
bem: racionalmente, há muitos elementos para não
gostar de "Billy Elliot". Mas quem diz que é
possível manter sempre a racionalidade diante dos filmes?
O que faz o sucesso do filme é a humanidade dos personagens
e, também, o prazer que o ato de vê-lo proporciona.
Jurados se reúnem em Joinville
Joinville - Em virtude do grande número de inscritos
ao 10º Salão Municipal dos Novos, promovido pela
Fundação Cultural de Joinville (FCJ) e Casa da
Cultura Fausto Rocha Júnior, a divulgação
dos nomes dos artistas premiados, que aconteceria esta quarta-feira,
só deve ocorrer após nova reunião entre
os jurados, marcada para hoje, para uma segunda avaliação
das obras. Este ano foram inscritos 506 trabalhos de 185 artistas
de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Dos inscritos,
40 artistas, responsáveis por 75 obras, foram selecionados.
Informações pelo (47) 433-2266.