Joinville         -          Segunda-feira, 22 de Outubro de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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PASSADO E PRESENTE
Sulanger Bavaresco (c) com o primeiro elenco de "Agnus Dei" que volta ao palco
Foto: Divulgação/ original em PxB

Os 20 anos do
Dromedário Loquaz

Grupo de teatro da Capital comemora com retrospectiva da trajetória

Ana Cláudia Menezes

O grupo teatral Dromedário Loquaz comemora os 20 anos de carreira mostrando ao público alguns dos textos que marcaram a sua trajetória. As apresentações do Ciclo de Leituras Dramáticas Dromedário Loquaz 20 anos iniciam hoje e seguem até sábado no recém-inaugurado Teatro da União Beneficente Recreativa Operária (Ubro), no centro de Florianópolis.
Para o repertório da semana, foram convidados seis profissionais da cidade para dirigir os textos selecionados pelo grupo. Entre eles, Fátima Lima, diretora da peça "A Importância de Estar de Acordo", que abre o ciclo, na noite de hoje. De autoria do dramaturgo Bertold Brecht, o texto tem no elenco vários atores que desenvolvem trabalhos em diferentes grupos teatrais em Florianópolis, como Andréia Padilha, Edinho Roldan, Édio Nunes, Denise Bendiner, Janaína de Sousa, Jane Goeth, JB Costa e Toni Edison.
Os outros diretores são Rafael Pereira Oliveira, da Áprika Produção em Arte (de "Doce Vampiro", amanhã); Vera Collaço, ex-diretora do "Entre Atos e Retratos" e professora do Centro de Artes da Universidade do Estado (de "Curto Circuito", na quarta-feira); Carmem Lúcia Fossari, do Grupo Pesquisa e Teatro Novo (de "Ato Cultural", na quinta), e André Carreira, do (E)xperiência Subterrânea (de "Agnus Dei", na sexta).
O Ciclo de Leituras Dramáticas Dromedário Loquaz 20 anos encerra no sábado com a apresentação de "Quinnipak Mundos de Vidro", peça que estréia no próximo ano em Florianópolis. Dirigida por Sulanger Bavaresco, que adaptou o texto da obra do italiano Alessandro Baricco, "Quinnipak" mistura elementos líricos e dramáticos para mostrar a vida dos habitantes de uma cidade imaginária do século 19, perseguidos por causa de seus sonhos.
A peça será encenada em 2002 em mais um "local inusitado", ainda não divulgado, característica que marcou as produções do Dromedário Loquaz, explica o ator e cenógrafo Sylvio Mantovani, no grupo desde 1983. "Sempre procuramos textos com conteúdo, com vinculação com o momento que a sociedade está vivendo, apresentando em lugares alternativos", diz.
Cinco profissionais fundaram o Dromedário Loquaz em 1981, Isnard Azevedo e Ademir Rosa, já falecidos, Piero Falci, Jane De Bem e Lilian Dell'Antônio. Os quatro últimos participaram do primeiro trabalho levado ao palco, "Importância".


Programação

Ciclo de Leituras Dramáticas
Quando
: De hoje a sábado, sempre às 19h30. Onde: Teatro da União Beneficente Recreativa Operária (Ubro), escadaria da rua Pedro Soares, centro, Florianópolis, tel.: (0xx48) 222-0529. Quanto: Gratuito.

Hoje
"A Importância de Estar de Acordo"
Autor: Bertold Brecht
Direção: Fátima Lima
Elenco: Andréa Padilha, Edinho Roldan, Édio Nunes, Denise Bendiner, Janaína de Sousa, Jane Goeth, JB Costa, Toni Edison

Amanhã
"Doce Vampiro"
Autor: Carlos Carvalho
Direção: Rafael Pereira Oliveira
Elenco: Andréia Rilh, Jaqueline Valdívia, Márcio Corrêa, Marisa Naspolini, Sylvio Mantovani, Tânia Kuhnen

Quarta-feira
"Curto Circuito"
Autor: Timochenko Wehbi
Direção: Vera Collaço
Elenco: Cesar Refosco, Janio Roberto de Souza, João Vieira Zica, Jorie Costa, Marcelo Perna, Sassá Moretti, Solange Adão, Zeula Soares

Quinta-feira
"Ato Cultural"
Autor: José Ignacio Cabrujas
Direção: Carmem Fossari
Elenco: Leslie Romann, Luis Carlos Conti, Luizir Charão, Revero Ribeiro, Sérgio Bellozupko, Silvana Ferreira

Sexta-feira
"Agnus Dei"
Autor: Leonore Fleischer (Adaptação de Sulanger Bavaresco)
Direção: André Carreira
Elenco: Jaqueline Valdívia, Karem Suyan, Regina Prates

Sábado
"Quinnipak Mundos de Vidro"
Autor: Alessandro Baricco (Adaptação de Sulanger Bavaresco)
Direção: Sulanger Bavaresco
Elenco: Adriana Rosa, Antônio Cunha, Berna Sant'Anna, Jaime Ba, Marlete Duarte, Regina Prates, Sandro Maquel, Sérgio Bellozupko, Sylvio Mantovani, Yara Pires

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Até que a
novela os separe

Dobradinhas que têm sucesso numa novela nem sempre repetem o mesmo êxito em outra

Fernando Miragaya
TV Press

Até que a morte os separe. A tradicional frase de cerimônias de casamento já não é tão definitiva assim na tevê. Pares de atores unidos pelos personagens em novelas ou minisséries não estão tendo mais uma lua-de-mel em outras produções. Experiências malsucedidas em produções recentes podem explicar por que dobradinhas, como Eva Wilma/John Herbert, Glória Menezes/Tarcísio Meira, Regina Duarte/Cláudio Marzo ou Ioná Magalhães/Carlos Alberto não costumam se repetir. "Os casais antigamente faziam uma novela atrás da outra e ganhavam uma força muito grande", compara Walcyr Carrasco, autor de "A Padroeira".
Mas tentativas em repetir casais nos últimos anos não faltaram. Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis conquistaram a empatia do público em "Por Amor", formando o fogoso casal Milena e Nando. Poucos meses depois, eles foram chamados para protagonizar Lucinha e Carlão no remake de "Pecado Capital". No repeteco, o casal não emocionou. "Tudo depende do intervalo de tempo que o casal ficou fora do ar e do quanto os personagens anteriores marcaram os atores", acredita Sílvio de Abreu, autor de "As Filhas da Mãe". Mas antigamente a proximidade entre duas novelas não era empecilho nem provocava saturação no público. Ioná Magalhães e Carlos Alberto, entre 1966 e 1970, fizeram par romântico em cinco novelas.
Glória Perez tentou repetir outro casal: Fábio Assunção e Ana Paula Arósio. Mas a própria dupla, que fez o par romântico principal da minissérie "Os Maias", declinou do convite para protagonizar "O Clone". A alegação oficial era que tinham outros compromissos, mas chegaram a confessar, extra-oficialmente, que não queriam repetir a dobradinha para não haver um desgaste. Mesmo Helena Ranaldi e José Mayer só aceitaram repetir o par em "Presença de Anita" porque os personagens eram bem diferentes.
Das novelas no ar, o único casal repetido é Mário Frias e Priscila Fantim, como Diego e Joana em "As Filhas da Mãe". Os dois atores faziam par romântico também em "Malhação", como Rodrigo e Tatiana. Mas Sílvio de Abreu garante que não foi proposital. "Foi coincidência", jura.
Em "Força de um Desejo", Malu Mader e Fábio Assunção não tiveram metade da empatia obtida na minissérie "Labirinto". Tentar repetir o sucesso de coronelzinho José Inocêncio e Santinha, interpretados por Leonardo Vieira e Patrícia França em "Renascer", foi o lado menos onírico de "Sonho Meu". "Depende muito dos personagens. Se não têm empatia, pode botar quem quiser que não vai dar certo", vaticina Benedito Ruy Barbosa.
Dobradinhas de atores em novelas era quase uma regra entre as décadas de 60 e 80 e, muitas vezes, ultrapassavam os sets de gravação. Muitos atores que começaram fazendo pares românticos nas tramas acabaram dizendo o "sim" no altar. Eva Wilma e John Herbert ficaram famosos no seriado "Alô Doçura". Depois, casaram-se, e a lua-de-mel se estendeu por mais duas novelas: "Prisioneiro de um Sonho" e "Comédia Carioca", ambas exibidas pela Record em 1964 e 1965. No entanto, a repetição do casal nas novelas não obteve o mesmo sucesso do seriado.
Tarcísio Meira e Glória Menezes, casados há quase 40 anos, protagonizaram o casal romântico da primeira novela diária da tevê brasileira: "2-5499 Ocupado", veiculado pela extinta Excelsior em 1963. A empatia inicial se transformou numa seqüência de pares românticos em novelas, totalizando 15 ao todo, sem contar o seriado "Tarcísio & Glória" que a Globo exibiu em 1989 e talvez o único que não deu certo. "Eu e a Glória somos indispensáveis um ao outro. Adoro trabalhar com ela não só por ser minha esposa, mas também por ser uma grande atriz", desmancha-se Tarcísio.


 
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