Joinville         -          Terça-feira, 25 de Setembro de 2001         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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PT julga hoje
recurso de Carlito

Deputado cobra validação de votos de inadimplentes para mudar resultado de eleição ao diretório estadual

A direção nacional do PT decide hoje em São Paulo o futuro da eleição petista em Santa Catarina. Durante reunião da comissão eleitoral, a partir das 11 horas, o partido analisa recurso do deputado federal Carlito Merss, segundo colocado na eleição à presidência do PT catarinense. Carlito não se conforma com a anulação dos votos de nove municípios inadimplentes, cuja votação lhe colocaria no segundo turno contra Milton Mendes.
"Se os votos não eram para ser considerados, então que os filiados não votassem. As regras do jogo têm de ser respeitadas", diz Carlito. "Não concordo com Carlito e acredito que a executiva nacional vai manter a decisão catarinense, que homologou minha vitória. Mas se isso não ocorrer, estou pronto para o segundo turno", afirmou Mendes.
Na tarde de ontem, durante encontro da direção estadual do PT, Carlito sofreu duas derrotas: o seu recurso apresentado à executiva estadual, com reivindicação semelhante à apresentada no diretório nacional, foi rejeitado por nove votos a cinco; e os três outros candidatos - Jaci Zimmer, Cedenir Simon e Serge Goulart - reconheceram a vitória de Mendes.
Atual presidente, Mendes recebeu 50,59% dos votos dos petistas catarinenses em dia com as contribuições do partido. Caso os votos dos municípios inadimplentes fossem computados, Mendes teria de enfrentar o segundo turno contra Carlito Merss, segundo colocado.
O atual presidente acredita que a validação dos inadimplentes poderá romper com posições "históricas" do PT. "Seria como rasgar o estatuto. Estar em dia para votar sempre foi uma exigência do PT", diz Mendes. As contribuições ao PT em média representam 1% do salários do filiados. No caso de ocupantes de cargos públicos, o percentual sobe para 25%.
Mendes explica que foi enviado o kit de votação foi enviado aos municípios antes do prazo final para quitação das dívidas. "A eleição foi realizada em um domingo. Até a sexta-feira anterior era possível o pagamento", alega Mendes. (Jefferson Saavedra)


Números nacionais saem até sexta

São Paulo - O resultado da eleição direta do PT a primeira na história da legenda, deverá ser divulgada até sexta-feira, dia 28, segundo informou ontem a assessoria de imprensa do diretório nacional do partido. O pleito foi realizado no último dia 16. Na ocasião, cerca de 200 mil filiados votaram, em mais de 2.800 municípios, para escolher diretórios zonais, municipais, estaduais e o nacional.
Cerca de 58% dos filiados usaram urnas eletrônicas cedidas pela Justiça Eleitoral. A eleição era o principal evento do calendário petista neste ano. Na semana passada, o presidente de honra do PT e provável candidato petista à Presidência em 2002, Luís Inácio Lula da Silva, admitiu ter havido falhas no sistema eletrônico de apuração da eleição direta para renovar a direção nacional do partido. "Pagamos um mico e não adianta tentar esconder", disse Lula.
O deputado federal José Dirceu deverá ser reeleito presidente nacional da legenda, conforme resultado parcial das eleições.


Resultado nacional sai até sexta

São Paulo - O resultado da eleição direta do PT a primeira na história da legenda, deverá ser divulgada até sexta-feira, dia 28, segundo informou ontem a assessoria de imprensa do diretório nacional do partido. O pleito foi realizado no último dia 16. Na ocasião, cerca de 200 mil filiados votaram, em mais de 2.800 municípios, para escolher diretórios zonais, municipais, estaduais e o nacional.
Cerca de 58% dos filiados usaram urnas eletrônicas cedidas pela Justiça Eleitoral. A eleição era o principal evento do calendário petista neste ano. Na semana passada, o presidente de honra do PT e provável candidato petista à Presidência em 2002, Luís Inácio Lula da Silva, admitiu ter havido falhas no sistema eletrônico de apuração da eleição direta para renovar a direção nacional do partido. "Pagamos um mico e não adianta tentar esconder", disse Lula.
O deputado federal José Dirceu deverá ser reeleito presidente nacional da legenda, conforme resultado parcial das eleições.


Servidor debate novo
sistema previdenciário

Florianópolis - A possibilidade de privatização da previdência pública está mobilizando os servidores públicos estaduais. Hoje, a partir das 15 horas, o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual (Sintespe) realiza debate com o escritor Serge Goulart, autor do livro "Devolvam a nossa previdência - dossiê histórico da destruição/privatização da previdência pública e solidária".
"Vamos orientar os servidores sobre o perigo da privatização e a necessidade dela se manter pública e solidária", explicou o presidente do Sintespe, Maurino Silva.
O governo do Estado deverá remeter à Assembléia Legislativa um projeto prevendo modificações no atual sistema previdenciário, através da criação de um fundo. O projeto deverá abranger os servidores aposentados, da ativa e também os futuros contratados. "Não conhecemos detalhes do projeto. mas sabemos que não vai beneficiar o servidor. É a venda da previdência pública estadual", acredita Silva.
Hoje o debate será direcionado aos aposentados e depois, estendido a todos os servidores. "Será o início de uma série de debates sobre o tema", projeta o sindicalista.
O desconhecimento do projeto suscita dúvidas entre os próprios servidores. Ainda não está claro de que forma o governo pretende modificar a previdência pública estadual. Como precaução, os servidores já começam os debates para aprofundar a análise sobre o assunto.
"O governo pode até dizer que não, mas o projeto vai prever a privatização", reforça Silva. Na reunião de hoje, o Sintespe espera a participação de, pelo menos, 80 aposentados. Será o primeiro de uma série de debates que será estendido aos demais servidores públicos estaduais.


Aécio Neves pede apuração
de denúncias de extorsão

Brasília - A Câmara deu ontem o primeiro passo para que seja apurada denúncia de que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras Públicas Inacabadas, Damião Feliciano (PMDB-PB), tentou extorquir empreiteiras. O presidente da Casa, Aécio Neves (PSDB-MG), encaminhou ao corregedor-geral Barbosa Neto (PMDB-GO) um pedido para que o caso seja apurado.
A assessoria jurídica da Corregedoria sugeriu que, depois de aberto o procedimento de investigação, sejam tomados os depoimentos, ainda nesta semana, de Feliciano e do relator da CPI, Anivaldo Valle (PSDB-PA). Em meio a um clima de constrangimento na base aliada, o deputado João Coser (PT-ES) levantou ontem suspeitas de envolvimento da liderança do governo na prática de extorsão.
"Acho muito estranho o fato de o vice-líder do governo, deputado Luciano Pizzatto (PFL-PR), ter feito um apelo, em nome da liderança, para que não fossem aprovados requerimentos para a quebra de sigilo bancário e fiscal de algumas empreiteiras", acusou Coser. Segundo Coser, Pizzatto montou uma estratégia, em sessões da CPI realizadas nos dias 13 e 18, para impedir a apreciação dos polêmicos requerimentos pelos integrantes da comissão de inquérito.
Ontem, o autor dos requerimentos, deputado Norberto Teixeira (PMDB-GO), confirmou que, nas duas reuniões da CPI, as votações das quebras de sigilo bancário e fiscal da construtora Bolognesi Engenharia, do diretor-presidente da empreiteira, Ronaldo Bolognesi, e do consórcio formado pelas empresas CBPO, Sultepa, Carioca, Christian Nielsen e Ivaí, não aconteceram porque foi pedida a verificação de quórum das reuniões, instrumento regimental usado por parlamentares para derrubar as sessões das comissões ou do plenário da Câmara.
Nas duas oportunidades, Teixeira retirou de pauta os requerimentos sob o argumento de que queria evitar a interrupção da sessão.
O corregedor da Casa decidirá hoje se abre inquérito administrativo, com base num pedido do líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), para apurar as acusações. Ele tem duas alternativas: arquivar o pedido ou propor à mesa diretora a aplicação de uma pena - que pode ser advertência escrita ou verbal, perda temporária de mandato ou cassação - contra Feliciano e outros parlamentares que forem denunciados.

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Salário duplo

Prefeito denuncia ex-vice

Caibi - O prefeito de Caibi, no Extremo-oeste do Estado, Darci Lazaretti (PPB), denuncia que o ex-vice-prefeito na gestão 96/2000, Gabriel Gandolfi, recebeu indevidamente duplo salário da Prefeitura como vice-prefeito e também como diretor geral de Agricultura da Prefeitura, durante os últimos dois anos de mandato do ex-prefeito Albeniz Fernandes Varella (PMDB). De acordo com Darci, a irregularidade foi constatada em uma auditoria contratada pela administração para investigar as contas do governo passado.
O município entrou com uma ação judicial, pedindo que Gabriel Gandolfi devolva aos cofres do município R$ 40.573,00, valor que teria ganho com a duplicidade de funções. Segundo apontou a auditoria, o ex-vice-prefeito exerceu o cargo de diretor da Secretaria da Agricultura de janeiro de 1997 a dezembro de 2000.
Ainda de acordo com a denúncia, Gandolfi recebeu em fevereiro de 99, quando assumiu a Prefeitura por um mês, R$ 3.319,00, quando o correto seria R$ 1.580,00. Segundo Darci Lazaretti, o ex-vice-prefeito foi notificado para que explicasse as razões de ter recebido os dois salários, mas preferiu ficar em silêncio. Por isso, acrescenta, o município resolveu entrar com uma ação de ressarcimento.
Gabriel Gandolfi, que foi candidato a prefeito nas eleições de 2000, disse que vai esperar a manifestação da Justiça. Ele explica que é um direito da atual administração questionar na Justiça qualquer ato que considere irregular, mas salienta que somente recebeu salários de acordo com a legislação vigente. Ele disse que vai lutar na Justiça para restabelecer a verdade.


Presidente de CPI
extinta alega perseguição

Brasília - O presidente da dissolvida CPI das Obras Inacabadas, deputado federal Damião Feliciano (PMDB-PB), usou a tribuna da Câmara dos Deputados ontem para afirmar que está sofrendo uma perseguição por tentar "perfurar o esgoto da corrupção brasileira". Feliciano foi acusado no final da semana passada de extorquir dinheiro de empresários envolvidos com obras inacabadas sob investigação da CPI.
Diante disso, o presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG) dissolveu a comissão, pondo um ponto final nos trabalhos. Segundo Damião Feliciano, a CPI vinha trabalhando sem contar com o apoio de governos estaduais, municipais e federal.
O presidente da CPI denunciou da tribuna que vem sendo vítima de pressões por causa do trabalho da comissão. "Arrombaram a minha casa aqui no Lago Sul (bairro nobre de Brasília), arrombaram a casa e não levaram nada, para me intimidar, para me ameaçar", revelou o parlamentar. Feliciano fez questão de solicitar em seu discurso que a empresa que teria sido extorquida tenha o seu nome revelado.
"Não há problemas, não há o menor problema, eu quero ser investigado", garantiu. "Da mesma forma como devem ser investigados todos os deputados que integram a CPI", pediu.
O único deputado catarinense que integrava a CPI, João Matos (PMDB), saiu em defesa de Damião Feliciano. "Não se brinca com a honradez das pessoas", disse ao afirmar ainda que Aécio Neves não poderia dissolver a CPI sem que as denúncias contra Damião Feliciano fossem apuradas.
Matos pretende reunir os parlamentares da CPI ainda hoje para pedir ao presidente Aécio Neves que reveja a sua decisão e retome os trabalhos da CPI. "Isso é um desrespeito e leva ao descrédito das outras CPIs", disse.
O parlamentar garantiu que irá empenhar todos os esforços para que a CPI continue ativa. "Não há consistência nas denúncias nem provas evidentes", salientou o deputado, que questiona a serviço de quem está Aécio Neves. (Jefferson Dalmoro, especial para A Notícia)


PPB gaúcho lança
Bernardi ao governo

Porto Alegre - Com mais de um ano de antecipação às eleições de 2002, o PPB lançou ontem pré-candidato a governador do Rio Grande do Sul. O presidente licenciado estadual do partido, Celso Bernardi, foi escolhido por 78% dos 47 mil filiados que participaram da prévia no Estado para disputar a sucessão estadual em 2002.
Ele venceu o deputado federal Adolfo Fetter Júnior, que conquistou 20% dos votos. A disputa ocorreu em 492 dos 497 municípios gaúchos. O PPB é a legenda com o maior número de prefeituras no RS. São 174 prefeitos, 153 vices-prefeitos e 1.452 vereadores.

 
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