Joinville
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Domingo, 30 de Setembro de 2001
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
P
O
L
Í
T
I
C
A
Casal Amin lidera
1ª pesquisa para 2002
Prefeito LHS aparece em
2º lugar na corrida ao governo
O
governador Esperidião Amin (PPB) lidera a primeira pesquisa
A Notícia/Instituto Mapa sobre as eleições
2002. Faltando pouco mais de um ano do pleito, marcado para 6
de outubro do próximo ano, Amin recebeu 47% da preferência
do eleitorado na pesquisa estimulada, modalidade em que é
apresentada uma lista de candidatos aos consultados. O mesmo
desempenho é alcançado pela prefeita de Florianópolis,
Angela Amin (PPB), se resolvesse concorrer no lugar do marido.
O prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), surge
na segunda colocação, com 23%, na disputa com Esperidião.
Na terceira posição, os entrevistados apontaram
o prefeito de Chapecó, José Fritsch (PT), com 11%.
Em caso de confirmação dos prognósticos,
não haveria necessidade de segundo turno, pois Amin teria
um percentual acima da soma dos adversários. O número
de indecisos ou que pretendem votar em branco chegou a 18%.
Os dados da pesquisa AN/Mapa foram coletados em 45 municípios
entre os dias 21 e 27 de setembro. Com margem de erro de 2,7%
(para cima ou para baixo), o levantamento ouviu 1.320 pessoas,
divididos conforme a região e sua respectiva densidade
eleitoral, sexo, faixa etária, grau de escolaridade e
renda.
Na pesquisa estimulada, Amin vence em todos os quesitos. Seus
melhores resultados ocorrem na região Sul e Grande Florianópolis
e na classe C (renda entre R$ 601 e R$ 1.300,00 mensais). O prefeito
de Joinville teve melhor desempenho na região do Vale
do Itajaí e Norte. Se for levado em conta a renda, o mais
alto percentual de Luiz Henrique ocorre na classe A (acima de
R$ 3.700,00 mensais).
Os melhores índices do terceiro colocado, José
Fritsch, ocorrem na faixa etária entre 16 e 24 anos e
entre eleitores com formação superior.
Cautela
Amin mantém cautela sobre sua candidatura à
reeleição. O governador tem afirmado que somente
após o Carnaval de 2002 aceita discutir as eleições
publicamente. Luiz Henrique é o pré-candidato do
PMDB e inclusive está licenciado do cargo de prefeito
de Joinville para se dedicar à costura de alianças.
Fritsch também aceita a disputa pelo governo do Estado,
mas a discussão dentro do PT só deve avançar
no primeiro trimestre de 2002. Ainda existe a possibilidade de
lançamento de uma quarta candidatura, apoiada por partidos
pequenos como PV e PSB.
A liderança de Esperidião Amin também se
repetiu na pesquisa espontânea. O governador chegou a 22%,
com Luiz Henrique na segunda posição, lembrado
por 10% dos entrevistados. A prefeita de Florianópolis
atingiu 3%. Os petistas José Fritsch, Décio Lima
(prefeito de Blumenau) e Carlito Merss (deputado federal) chegaram
a 1% cada um, mesmo percentual do ex-governador Paulo Afonso
Vieira (PMDB). Os indecisos somaram 53%.
Sem pepebistas, Luiz
Henrique alcança a dianteira
A substituição de Esperidião pela sua
mulher Angela não tira a liderança da aliança
Mais Santa Catarina. A prefeita de Florianópolis - que
poderá concorrer em caso de renúncia do marido
seis meses antes da eleição - atinge 47%, exatamente
o mesmo percentual de Esperidião. Nessa simulação,
o prefeito de Luiz Henrique se mantém em segundo lugar,
com 23%. O deputado federal Carlito Merss ficou em terceiro nessa
simulação estimulada, com 9%.
A situação se inverte com o casal Amin fora da
disputa. Em uma simulação com Luiz Henrique, o
vice-governador Paulo Bauer (PFL) e o prefeito de Chapecó,
José Fritsch (PT), o prefeito de Joinville atinge 35%.
Bauer e Fritsch empatam na segunda colocação com
17%. Até o momento, o vice-governador Bauer se diz candidato
a cargos na majoritária (governo do Estado, vice ou Senado),
mas garante que seu candidato ao governo estadual é Esperidião
Amin.
REJEIÇÃO
O prefeito de Blumenau, Décio Lima - também
apontado com pré-candidato do PT ao governo do Estado
- foi o mais rejeitado na pesquisa AN/Mapa, com 22%, empatado
tecnicamente com Fritsch (20%). No ranking da rejeição,
a terceira posição é ocupada por Esperidião
Amin, Paulo Bauer e Luiz Henrique, todos com 18%.
Angela Amin enfrenta a rejeição de 14% dos entrevistados.
Para 19% dos consultados, nenhum candidato merece a rejeição.
Prefeita e Maldaner
se destacam ao Senado
Angela Amin lidera a pesquisa para o Senado com 42%. Nas eleição
de 2002, encerram os mandatos de Casildo Maldaner (PMDB) e Geraldo
Althoff (PFL), deixando evidentemente duas vagas em disputa.
O senador Jorge Bornhausen (PFL) tem mais quatro anos de mandato
a partir de 2002. Na simulação com uma lista ampla
de candidatos, o peemedebista Maldaner e o deputado estadual
Paulo Bornhausen (PFL) empatam tecnicamente na segunda posição
com 17%.
A quarta colocação pertence a Milton Mendes, atual
presidente estadual do PT, com 13%. Lembrada por 10% dos eleitores
entrevistadas, a deputada federal Luci Choinacki (PT) ficou em
quinto.
O prefeito de Balneário Camboriú, Leonel Pavan
(PSDB), atingiu 9%, seguido de perto por Geraldo Althoff, com
8%. O deputado federal Édison Andrino (PMDB), o presidente
de honra do PPS, Sérgio Grando, e suplente de senador
Vasco Furlan (PPB) foram citados por 7% dos consultados. O deputado
federal Fernando Coruja Augustini (PDT) recebeu 4% e o deputado
estadual Gilmar Knaesel (PPB) ficou com 3%.
Com Angela Amin de fora, Casildo Maldaner passar a liderar a
corrida pelo Senado com 22% da preferência dos eleitores
ouvidos por AN/Mapa. O petista Milton Mendes recebe 15%, cinco
pontos percentuais acima do vice governador Paulo Bauer. Pavan
ocupa a quarta colocação com 9% e o deputado federal
Hugo Biehl surge em seguida com 8%. Fernando Coruja foi lembrado
por 5% dos consultados.
Lula
Luís Inácio Lula da Silva (PT) tem a preferência
do eleitorado na disputa pela Presidência da República.
Na eleição estimulada, o provável candidato
do PT foi apontado por 31% dos entrevistados. A segunda posição
é dividida entre a governadora do Maranhão, Roseana
Sarney (PFL), e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PPS),
ambos com 14%.
O governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), é
o quarto colocado com 8%, seguido de perto pelo ministro da Saúde,
José Serra (PSDB). Anthony Garotinho, governador do Rio
de Janeiro, teve 6% da preferência. O ex-ministro do Planejamento
e o deputado federal Delfim Netto atingiu 2%. O número
de indecisos ou eleitores que pretendem votar em branco ou nulo
foi de 17% na pesquisa AN/Mapa.
Pesquisa
AN/Mapa
Os números da prévia
eleitoral 2002 em Santa Catarina
Governo do Estado
Estimulada
Simulação A Se os candidatos a
governador forem estes, para quem você daria o seu voto?
Esperidião Amin (PPB) 47%
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 23%
José Fritsch (PT) 11%
Branco/nulo 8%
Não sabem/não responderam/indecisos 10%
Simulação B E se forem estes os
candidatos a governador?
Angela Amin (PPB) 47%
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 25%
Carlito Merss (PT) 9%
Branco/nulo 10%
Não sabem/não responderam/indecisos 9%
Simulação C E se forem estes os
candidatos a governador?
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 35%
Paulo Bauer (PFL) 17%
José Fritsch (PT) 17%
Branco/nulo 17%
Não sabem/não responderam/indecisos 15%
Espontânea
Se a eleição
para governador de Santa Catarina fosse hoje, para quem você
daria o seu voto?
Esperidião Amin (PPB) 22%
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 10%
Angela Amin (PPB) 3%
José Fritsch (PT) 1%
Décio Lima (PT) 1%
Carlito Merss (PT) 1%
Paulo Afonso Vieira (PMDB) 1%
Outros candidatos 3%
Branco/nulo 5%
Não sabem/não responderam/indecisos 53%
Rejeição
Entre estes possíveis
candidatos, para quais deles não daria o seu voto de jeito
nenhum?
Décio Lima (PT) 22%
José Fritsch (PT) 20%
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 18%
Paulo Bauer (PFL) 18%
Esperidião Amin (PPB) 18%
Angela Amin (PPB) 14%
Todos 2%
Não rejeita ninguém 19%
Vai votar em branco/anular 2%
Não sabem/não responderam 10%
Senado
Simulação A Para senador, entre
esta lista de possíveis candidatos, qual seriam os dois
que poderia dar o seu voto?
Angela Amin (PPB) 42%
Casildo Maldaner (PMDB) 17%
Paulinho Bornhausen (PFL) 17%
Milton Mendes (PT) 13%
Luci Choinacki (PT) 10%
Leonel Pavan (PSDB) 9%
Geraldo Althoff (PFL) 8%
Edison Andrino (PMDB) 7%
Sérgio Grando (PPS) 7%
Vasco Furlan (PPB) 7%
Fernando Coruja (PDT) 4%
Gilmar Knaesel (PPB) 3%
Branco/nulo 8%
Não sabem/não responderam 12%
Simulação B Entre estes possíveis
candidatos ao Senado, para qual daria o seu voto?
Casildo Maldaner (PMDB) 22%
Milton Mendes (PT) 15%
Paulo Bauer (PFL) 10%
Leonel Pavan (PSDB) 9%
Hugo Biehl (PPB) 8%
Fernando Coruja (PDT) 5%
Branco/nulo 12%
Não sabem/não responderam 19%
Presidência
da República
Espontânea
Se a eleição
fosse hoje, para quem daria o seu voto?
Luís Inácio Lula da Silva (PT) 25%
Ciro Gomes (PPS) 6%
Roseana Sarney (PFL) 5%
Anthony Garotinho (PSB) 4%
Itamar Franco (PMDB) 3%
José Serra (PSDB) 3%
Fernando Henrique (PSDB) 3%
Esperidião Amin (PPB) 1%
Outros 4%
Branco/nulo 5%
Não sabem/não responderam 42%
Estimulada
Entre estes atuais pré-candidatos
a presidente, para qual deles para o seu voto se a eleição
fosse hoje?
Luís Inácio Lula da Silva (PT) 31%
Roseana Sarney (PFL) 14%
Ciro Gomes (PPS) 14%
Itamar Franco (PMDB) 8%
José Serra (PSDB) 7%
Anthony Garotinho (PSB) 6%
Delfim Neto (PPB) 2%
Branco/nulo 9%
Não sabem/não repsonderam 8%
Preferência
partidária
Entre os partidos políticos,
qual tem a sua preferência?
PMDB 19%
PT 18%
PPB 9%
PFL 8%
PSDB 3%
PTB 1%
PDT 1%
PPS 1%
Outros 1%
Nenhum 33%
Não sabem/não responderam 5%
Postura ideológica
Quanto a sua postura
ideológica, se considera:
De direita 21%
De centro 16%
De esquerda 13%
Nenhuma destas 9%
Não tem 28%
Não sabem/não responderam 14%
1320 entrevistados
21 a 27 de setembro - período de coleta de dados
Mais de
83 mil processos
judiciais envolvem o Estado
Conflitos com servidores
públicos representam o maior número de litígios.
Procuradoria assume, em média, 300 novos casos por mês
Aline Felkl
A cultura paternalista, segundo a qual o Estado é responsável
por toda a mecânica de funcionamento da sociedade, é,
na visão do procurador-geral do Estado, Walter Zigelli,
o principal motivo para os 83.540 processos que o governo de
Santa Catarina tem em curso nas várias instâncias
judiciais, nos quais se busca incessantemente responsabilizar
a máquina estatal por uma gama variada de deficiências
sociais.
A maioria esmagadora do assombroso volume de litígios,
de caráter indenizatório, é constituída
por ações ajuizadas contra o Estado. A Procuradoria-geral
do Estado (PGE) assume em média 70 novos processos por
semana, aproximadamente 300 a cada mês.
Nos 17 anos de atuação da PGE foram cadastrados
107 mil processos, movidos tanto pelo Estado quanto contra o
Estado. Deste total, 66 mil estavam tramitando no início
desta administração, em 1999. Somente este ano,
deram entrada 7.809 novas ações. A estatística
mostra que, além do grande volume de peças judiciais,
o governo tem como desafio a lentidão da Justiça:
apenas 24 mil de todos estes processos já foram solucionados.
Execução fiscal
Das peças iniciadas este ano, 5,6 mil se referem a
ações de execução fiscal, movidas
pela PGE para cobrar impostos, espécie que demanda uma
fatia importante deste bolo. O governo de Santa Catarina está
ainda entre o 3º e 4º lugares dos principais clientes
dos tribunais superiores de Brasília: Supremo Tribunal
Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Historicamente, os conflitos judiciais com os servidores do Estado,
tanto na esfera trabalhista (amparados pela Consolidação
das Leis do Trabalho - CLT), como na administrativa (tendo por
base o Estatuto do Servidor Público), foram sempre maioria
dos casos. Zigelli, que assumiu a PGE com o desafio de reduzir
o volume global de ações, só consegue comemorar
a diminuição no ajuizamento de ações
de funcionários contra o Estado, que estima em 90%.
"Quando o governo assumiu, entendeu que era altamente negativo
o Estado litigando com seu funcionalismo", lembra o procurador.
Os números
Valores perdidos pelo Estado em processos judiciais desde
1996
R$ 130 milhões, aproximadamente
Valores impugnados pelo Estado em processos judiciais desde
1996
Total: R$ 211,14 milhões
ANO - R$
1996 - 6.615.191,39
1997 - 15.592.440,32
1998 - 17.382.610,74
1999 - 21.503.961,41
2000 - 139.302.654,71
2001 - 10.744.715,91
FONTE: Gerência de
Cálculos em Contas e Perícias da Procuradoria-geral
do Estado (PGE)
Êxito da Procuradoria-geral do Estado
(PGE) nos embates judiciais(janeiro a agosto de 2001)
Sentenças (Fóruns das comarcas)
Favoráveis: 225
Desfavoráveis: 158
Favoráveis em parte: 32
Execução extinta pelo pagamento: 199
Acórdãos (Nos Tribunais de Justiça)
Favoráveis: 645
Desfavoráveis: 825
Favoráveis em parte: 118
Liminares
Obtidas: 5
Cassadas: 8
FONTE: Corregedoria-geral
da Procuradoria-geral do Estado (PGE)
"Ação por dano
moral virou uma
indústria hoje", diz corregedor
Continuam crescendo as ações oferecidas por
particulares, tendo como motivação a reparação
de danos morais e materiais, sempre indenizatórias. "Ação
por dano moral virou uma indústria hoje", aponta
o corregedor da PGE, procurador João dos Passos Martins
Neto. "A estabilidade econômica enxugou muitas possibilidades
de ações trabalhistas e patrimoniais, como as motivadas
por correções salariais. Então hoje os advogados
buscam outras possibilidades", completa o procurador Fernando
Athayde.
"As deficiências do Estado em outros setores acabam
tendo conseqüência na Procuradoria. Se a Justiça
funciona mal, o Estado acaba sendo responsabilizado", continua
o procurador-geral Walter Zigelli.
Um exemplo de ação movida contra o Estado na semana
passada é citada por Zigelli: um funcionário de
banco privado está exigindo reparação de
danos, através de indenização, porque um
juiz teria levado mais de um ano para julgar um processo de sua
autoria, o que o teria prejudicado. Neste caso, o Estado está
sendo responsabilizado pelo quadro enxuto de magistrados, que
provocou a demora.
A farra-do-boi, proibida em Santa Catarina há pelo menos
três anos, ainda oferece dezenas de ações
contra o Estado por cidadãos que tiveram seu patrimônio
danificado durante perseguições aos animais - como
casas, veículos e outros. Há casos até de
réus que exigem indenização do governo após
longo processo criminal do qual foram absolvidos das acusações.
"Há um espírito reivindicatório muito
grande", avalia Martins. "São resquícios
de uma cultura de que o Estado é o grande provedor e deve
ser responsabilizado por tudo, incluindo aí erros do Legislativo
e Judiciário", diz o procurador-geral.
Para Martins, a Constituição de 1988 estimulou
a posição do Estado como "alvo". "As
constituições anteriores eram bem mais contidas.
A atual criou este modelo normativo altamente paternalista, ao
invés de gerar espírito de auto-responsabilidade.
As petições hoje têm sempre fundamento em
normas constitucionais", informa.
Porque a Constituição diz que todos têm direito
à saúde, ilustra, o Estado responde a processos
que exigem a distribuição de medicamentos cuja
lista é cada vez maior. Um universo que vai se alargando
à medida que magistrados e tribunais criam jurisprudência
nas questões. (AF)
Perdas de R$ 130 milhões
nos últimos seis anos
O custo de todo este enfrentamento judicial é incalculável
levando-se em conta o desgaste da máquina estatal. Alguns
números, porém, dão dimensão ao problema.
Nas ações liquidadas de 1996 até o momento,
o Estado já perdeu aproximadamente R$ 130 milhões,
que correspondem hoje a precatórios (dívidas decorrentes
de ações judiciais). Esta quantia somente começou
a ser quitada em setembro, com repasse da primeira parcela de
R$ 3,03 milhões à Justiça.
Por outro lado, a implantação há seis anos
da Gerência de Cálculos em Contas e Perícias,
um órgão da PGE onde três peritos refazem
todos os cálculos apresentados em ações
judiciais contra o Estado, possibilitou uma economia de R$ 211,14
milhões aos cofres públicos desde 1996 - um placar
com saldo positivo para a PGE.
Foram recursos que deixaram de ser pagos em 1.608 processos,
através da impugnação de cálculos
iniciais. Deste total, somente R$ 139,30 milhões referem-se
a julgamentos do ano passado. Nestes números, no entanto,
ainda não estão incluídos os litígios
acompanhados pelas empresas estatais, onde o principal problema
é o passivo trabalhista, que apenas entre a Casan e a
Celesc supera os R$ 170 milhões.
Com um quadro de 205 funcionários (66 procuradores) em
todo o Estado, que é considerado enxuto, a PGE gasta mensalmente
R$ 1 milhão em folha salarial e cerca de R$ 200 mil em
manutenção da estrutura. Deste total, 66 são
servidores lotados em outras repartições e atualmente
à disposição da Procuradoria. O déficit
de procuradores, segundo Walter Zigelli, é de 25. O salário
máximo de um procurador de Estado é de R$ 4,3 mil,
equivalente ao de secretário de Estado.
Um quadro maior, lembra Zigelli, proporcionaria um controle mais
eficaz das ações, evitando a perda de dinheiro
público em ações vultosas. Levantamento
mostra que, de janeiro até agosto deste ano, a PGE obteve
êxito em 225 sentenças em primeiro grau, enquanto
perdeu em outros 158 casos na primeira instância judicial.
Já nos tribunais de Justiça brasileiros, perdeu
825 causas, ganhando 645 e obtendo 118 acórdãos
parcialmente favoráveis ao Estado. Obteve ainda cinco
liminares e a cassação de outras oito. Neste período,
teve julgadas 2.016 ações. (AF)