Joinville
-
Terça-feira, 13 de Agosto de 2002
-
Santa Catarina - Brasil
ANotícia
P
O
L
Í
T
I
C
A
Aviso
Por recomendação da Associação Nacional
de Jornais (ANJ), A Notícia deixa de publicar na página
OPINIÃO
artigos de candidatos até o fim da campanha eleitoral.
FHC falará
com presidenciáveis
Proposta é
de discutir o recente acordo com o FMI
Brasília
- O presidente Fernando Henrique Cardoso está tentando
agendar encontros com os quatro principais candidatos à
sucessão presidencial para conversar sobre os termos do
acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o processo
eleitoral brasileiro. O candidato da Frente Trabalhista (PPS/PTB/PDT),
Ciro Gomes, foi procurado por emissários do governo e
aceitou o convite de Fernando Henrique. A expectativa é
de que os demais candidatos não ofereçam resistência
ao encontro.
A data em que Fernando Henrique se reunirá com os candidatos
e o formato da reunião ainda não estão definidos.
O presidente do PPS, Roberto Freire, comentou que o convite não
causa qualquer problema à Frente Trabalhista. Segundo
Freire, o encontro entre Ciro e o presidente Fernando Henrique
não deverá confundir o eleitorado, que hoje apóia
o candidato do PPS. "Trata-se de uma conversa com o presidente
da República e Ciro foi o único que disse claramente
que não pretende manter o acordo com o FMI se o interesse
público indicar o contrário", disse Freire.
"É importante demonstrar que queremos dialogar. É
importante que tenhamos um bom diálogo com o governo",
disse o presidente do PPS, ao lembrar que em países de
tradição democrática é comum o diálogo
entre governo e oposição. A possibilidade de um
encontro do presidente com os principais candidatos à
Presidência - Luiz Inácio Lula da Silva (PT), José
Serra (PSDB), Ciro Gomes (PPS) e Anthony Garotinho (PSB) - está
sendo analisada pelo governo há algum tempo.
Inicialmente, a proposta considerava que o encontro deveria ocorrer
após o segundo turno das eleições. A intensidade
de contaminação do processo político nos
rumos da economia do País, no entanto, imprimiu a necessidade
de antecipar a reunião. O governo está preocupado
e se empenhará para evitar que o processo eleitoral contamine
a estabilidade econômica e atuará para reverter
os indicadores do mercado, que não evidenciam a resposta
esperada com a formalização do acordo com o FMI,
semana passada.
O acordo com o Fundo, na avaliação de fontes do
governo, foi um importante instrumento para conferir tranqüilidade
financeira ao mercado, mas não afastou as dúvidas
dos investidores estrangeiros e nacionais a respeito do compromisso
dos candidatos em manter os termos negociados com o FMI. O formato
do encontro com os candidatos poderá ser o de uma reunião
coletiva ou individual, mas o enfoque será o de que os
candidatos assegurem tranqüilidade ao mercado para a transição
política.
Gravação
Apesar do acompanhamento atento à evolução
do mercado ontem, o presidente Fernando Henrique Cardoso atendeu
ao pedido do comitê de campanha do candidato a presidente
José Serra (PSDB-PMDB), na manhã de ontem, e gravou
diversas inserções para serem veiculadas na publicidade
eleitoral gratuita, que começa dia 20.
Ao contrário do costume, FHC cancelou os despachos previstos
para serem realizados ontem no Planalto, preferindo ficar à
tarde no Palácio da Alvorada. Com isso, ele pôde
deixar de lado as questões burocráticas e intensificar
as articulações que entende necessárias
para tentar evitar que os tão propalados US$ 30 bilhões,
obtidos para garantir uma transição tranqüila
e assegurar o primeiro ano da próxima administração,
por meio do acordo com o FMI, sejam consumidos com as reservas
ainda existentes para conter a especulação com
a alta do dólar.
Serra diz que
manterá candidatura
São Paulo - O candidato a presidente José Serra
(PSDB-PMDB) afirmou ontem, em São Paulo, que manterá
a candidatura e que não está preocupado com o resultados
das recentes pesquisas eleitorais, que o colocam em terceiro
lugar, ao lado do candidato da Frente Brasil Esperança
a presidente, Anthony Garotinho (PSB-PGT-PTC). Segundo Serra,
os boatos de sexta-feira (09) sobre a renúncia são
"de adversários e de gente que quer ganhar dinheiro".
Ele reiterou, em entrevista ao jornal "Gente", da Rádio
Bandeirantes: "Treino é treino, jogo é jogo;
ainda estamos na fase de treino; o jogo começa mesmo no
horário eleitoral gratuito", numa referência
à célebre frase do ex-jogador Didi, bicampeão
das Copas do Mundo de 1958 e 1962. Serra lembrou que o ex-governador
de São Paulo Mário Covas, nas eleições
de 1998, ficou em quarto lugar nas pesquisas de intenção
de voto até duas semanas antes do primeiro turno e, no
fim, venceu.
O candidato da coligação PSDB-PMDB disse também
que o acordo do Brasil com o Fundo Monetário Internacional
(FMI) não deverá "amarrar" o próximo
governo. "É um bom acordo e não implica sacrifício
e nem amarração adicional das metas já previstas,
tais como inflação, déficit público
e câmbio flutuante." Para Serra, o pacto dá
segurança e deverá favorecer o aumento dos investimentos
estrangeiros no País. Além disso, afirmou que
a meta de superávit de 3,75% do Produto Interno Bruto
(PIB), prevista no acordo é "plenamente administrável":
"Não é nada do outro mundo".
Críticas
José Serra voltou a dizer que o candidato da Frente
Trabalhista, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), não diz a verdade.
"Não vamos escolher atiradores de pedra para governar
o Brasil; não basta apenas a boa crítica",
disse.
Serra afirmou, novamente, que Ciro tem hoje um discurso diferente
do que fazia quando era ministro da Fazenda. "Naquela ocasião,
Ciro fez tudo aquilo que hoje critica, como, por exemplo, o escancaramento
da economia totalmente irracional."
O candidato do PSDB elogiou ao secretário de Saúde
da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Jorge. Ao comentar
o combate à dengue, Serra disse: "Exemplo de onde
melhorou foi a cidade de São Paulo; não foi como
no resto do País porque o secretário Eduardo Jorge
trabalhou direitinho, com recursos em parte nossos (governo federal),
fez campanha, preveniu e esclareceu".
Ciro
passa Lula no RS
Porto Alegre - O candidato da Frente Trabalhista a presidente,
Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB), passou o candidato da coligação
Lula Presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PL-PC do
B-PCB-PMN), na corrida presidencial no Rio Grande do Sul. Em
pesquisa Vox Populi divulgada pelo jornal "Correio do Povo"
ontem, Ciro tem 34,8% das intenções de voto dos
gaúchos, contra 27,5% de Lula.
É a primeira vez que o candidato da coligação
Lula Presidente perde o primeiro lugar no Estado neste ano. Nos
levantamentos anteriores, Lula teve 36% (Instituto Brasileiro
de Opinião Pública e Estatística, em 8 de
julho), 30,1% ("Correio do Povo", em 15 de julho) e
31% (Ibope, em 5 de agosto).
O candidato da Frente Trabalhista a presidente saltou, respectivamente,
do terceiro lugar, com 20%, para o segundo, com 26,9%, e um empate
técnico, com 30%. A exemplo do candidato da coligação
Lula Presidente, o senador José Serra (PSDB-PMDB) perdeu
em torno de dez pontos porcentuais no Estado, passando da segunda
posição
com 25%, no primeiro levantamento, para os atuais 14,7%. Já
o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (Frente Brasil Esperança)
manteve-se sempre em quarto lugar, com índices variando
entre 6% e 7%.
Denúncia de
improbidade em Itapoá
MP acusa políticos
de beneficiar loteadores com IPTU
Itapoá - O Ministério Público Estadual
está pedindo a indisponibilidade dos bens dos ex-prefeitos
de Itapoá Sérgio Ferreira de Aguiar (PFL) e Ademar
Ribas do Valle (PPB), do atual prefeito Ervino Sperandio (PSDB)
e de outras 16 pessoas, entre ex-vereadores e vereadores do município,
todos acusados de improbidade administrativa. A denúncia,
assinada pelo procurador Assis Marciel Kretzer, relaciona a criação
de leis dirigidas a beneficiar loteadores com descontos no Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU) que, desde 1993, teria lesado
o município em aproximadamente R$ 3,11 milhões.
O procurador também protocolou uma ação
direta de inconstitucionalidade (Adin) com o objetivo de tornar
sem efeito o conjunto de leis do município que, pelo menos
até o momento, autoriza a administração
pública a oferecer descontos aos empresários do
ramo imobiliário.
A primeira legislação criada para oferecer os descontos,
classificados de "inusitados e flagrantemente inconstitucionais"
pelo Ministério Público Estadual (MP), foi criada
com a lei municipal 18/93, de 2 de junho de 1993. Segundo ela,
os loteadores e proprietários de imóveis em Itapoá
que estivessem com seus impostos em dia pagariam aquele ano apenas
10% do IPTU devido. A lei foi proposta pelo prefeito Sérgio
Ferreira de Aguiar e aprovada pelos vereadores de então,
de acordo com o MP: Pedro Istanislau Alves (PPB), Ivo Alcides
Cezarotto (PPB), Ademar Cadore (PDT), Almir Speck (PFL), Carlos
Alberto Viscaychipi de Aguiar (PMDB), Ilson Pereira (PFL), Izael
Nascimento da Silva (PPB) e Joselito Nunes Barbosa (PFL).
O mesmo recurso foi repetido com o IPTU de 1994, e voltou a ser
aplicado nos anos seguintes, até que, em 1997, a Câmara
voltou a analisar nova lei que tratava do imposto. Só
que, ao contrário das expectativas, a nova fórmula
foi classificada como "vergonhosa" pelo procurador:
concedeu desconto de 90% apenas nos tributos dos grandes loteadores.
"Para gozar do benefício, a empresa ou incorporadora
não pode possuir menos de 30 lotes", dizia o texto.
O MP lembra que esta nova lei, de autoria do ex-prefeito Ademar
Ribas do Valle, foi aprovada pelos vereadores Izael Nascimento
da Silva, Milton Klinkerfus Filho (PMDB), Maria Semilda da Cunha
Reinert (PMDB), Daniel Silvano Weber (PFL), Wilberto José
Speck (PFL), Wilson Rubens Moretti Garcia (PPB), Izabel Correia
da Silva (PPB) e Pedro Istanislau Alves.
Em 2001, o vereador Renato Viana (PT) apresentou o projeto 01/2001
acabando com o desconto. Aprovado pela Câmara, o projeto
foi vetado pelo prefeito Ervino Sperandio, alegando que ocasionaria
"conflitos na esfera administrativa". De volta à
Câmara, o veto foi mantido e a lei dos descontos continua
valendo. Conforme as diligências do promotor, Itapoá
tem cadastrado 124 loteadores, dos quais, 63 possuem mais de
30 lotes.
O prefeito Ervino Sperandio e seu secretário de Agricultura,
o ex-prefeito Sérgio Ferreira de Aguiar, estavam viajando
ontem e não foram encontrados para comentar a denúncia.
O ex-prefeito Ademar Ribas do Valle disse que ainda não
foi citado pela Justiça, que desconhece a acusação
e que vai se manifestar após conhecer detalhes do processo.
(Antônio Anacleto)
Juiz anula cessão
de área para empresa
Ibirama - O contrato entre a Confibras Confecções
e a Prefeitura de Ibirama, para a concessão de imóvel
destinado à construção de sua unidade fabril,
foi anulado. A decisão do juiz Mauro Ferrandin baseou-se
na ação civil pública impetrada contra o
secretário de Desenvolvimento Econômico, Jair Francisco,
e os proprietários da empresa Osmar Wagner e Marlete Gonçalves
de Araújo.
Apesar das benfeitorias realizadas, pela sentença, os
donos da empresa foram condenados a devolver o imóvel
ao município. Francisco teve os direitos políticos
suspensos por cinco anos, além de perder a função
pública que exerce. O Ministério Público
Estadual impetrou ação civil com base no ato praticado
pelo secretário, que concedeu aos donos da Confibras um
terreno da municipalidade para a instalação da
empresa, no distrito de Dalbérgia, sem a observância
do preceito licitatório, em prejuízo ao erário.
O MP apurou que o termo de cessão foi confeccionado e
aprovado pelo Executivo e Legislativo depois de iniciada a construção.
Nos autos, Marlete disse que não paga aluguel do imóvel
e que tinha conhecimento que para a cessão de uso haveria
contrato de licitação. O juiz decretou a perda
da construção para a Prefeitura como forma de reparação
ao dano causado.
O secretário ainda não foi notificado oficialmente
da sentença. Ele entende que agiu acertadamente para evitar
que a empresa se instalasse em outro município. O secretário
anunciou que vai recorrer da sentença, alegando, em sua
defesa, os benefícios que o empreendimento gera à
sociedade e a ausência de danos ao poder público.
Os empresários não foram localizadas ontem por
telefone para comentar a decisão.
Câmara volta a
analisar cassação dia 16
Barra Velha - A Câmara de Barra Velha deve voltar a
analisar no dia 16 o processo de cassação do prefeito
Walter Marino Zimmermann e de seu vice, Luiz Pacheco de Souza,
ambos do PFL. O juiz Edson Luiz de Oliveira, da Comarca de Barra
Velha, determinou o cancelamento da sessão da Câmara
da última sexta-feira, data em que cinco vereadores cassados
em junho voltaram à casa por força de outra decisão
judicial.
Reintegrados, os vereadores não acataram o encerramento
da sessão pelo presidente da casa, Eunildo dos Santos
(PSDB), e tentaram derrubar o processo de cassação.
Foram impedidos pela decisão do juiz de Barra Velha.
Falta de
transmissão é questionada
Florianópolis - A assessoria do candidato ao governo
da coligação Por Toda Santa Catarina, Luiz Henrique
da Silveira (PMDB), buscou ontem explicações para
saber o motivo pelo qual o debate de domingo à noite,
transmitido em rede estadual pela TVBV (Barriga-Verde) não
foi ao ar pelo sistema de cabo em Joinville. O candidato foi
informado do fato logo ao término do programa e lamentou
a oportunidade de não ser assistido justamente no maior
colégio eleitoral do Estado, na cidade que administrou
até renunciar para concorrer ao governo.
Ontem, ainda chateado, segundo sua assessoria, Luiz Henrique
recebeu como explicação que a Net em Joinville
tem administração subordinada ao grupo de comunicação
da TV Globo, que priorizou a transmissão do debate entre
candidatos ao governo de São Paulo, gerado pela TV Bandeirantes,
embora as imagens da TVBV estivessem chegando à operadora
de televisão à cabo local. Na central de atendimento
da operadora, ontem no final do dia, a explicação
era de o debate não foi transmitido pelo fato da TVBV
não ter liberado a programação.
Para o candidato, o debate possibilitou a apresentação
de sua proposta de governo de forma "concisa e esclarecedora".
Luiz Henrique lembrou que pode discorrer sobre a proposta de
descentralização administrava que vem pregando,
a unificação do comando das polícias, a
valorização da educação e a geração
de empregos em larga escala.
Ontem, Luiz Henrique passou o dia envolvido com a visita do ministro
dos Transportes, João Henrique de Almeida Sousa (PMDB),
a Joinville, e hoje permanece na cidade até o início
da tarde gravando programas para o horário eleitoral.
Depois, viaja para São Miguel do Oeste de avião,
para, à noite, participar de uma programação
com empresários locais. O roteiro no Oeste se estende
até quinta-feira.
As definições
Confira como ficará
o programa eleitoral gratuito que inicia no rádio e na
TV no dia 20
Ordem de aparição dos candidatos
Governador
- Luiz Henrique da Silveira (PMDB-Por Toda Santa Catarina),
- Gilmar Salgado (PSTU)
- José Fritsch (PT-Frente Popular)
- Antônio Bello Júnior (PSB-Fé no Brasil)
- Sérgio Grando (PPS-Frente Ecológica Popular)
- Esperidião Amin (PPB-Santa Catarina Melhor)
Senador
- Por Toda Santa Catarina
- Fé no Brasil
- Frente Popular
- PSTU
- Frente Ecológica Popular
- Santa Catarina Melhor
Deputado federal
- Frente Ecológica Popular
- PMDB
- PSTU
- PSDB
- Santa Catarina Melhor
- Aliança Trabalhista Cristã
- Frente Trabalhista
- Aliança por Santa Catarina
- PSC
- Fé no Brasil
- Frente Popular
Deputado estadual
- PSDB
- PFL
- Fé no Brasil
- Frente Trabalhista
- PSL
- PPB
- Aliança por Santa Catarina
- PSTU
- Frente Popular
- PSC
- Frente Ecológica Popular
- PMDB
- Aliança Trabalhista Cristã
REGRAS DA PROPAGANDA ELEITORAL GRATUITA
(Período de veiculação: 20 de agosto a 3
de outubro)
POR TODA SANTA CATARINA (PMDB/PSDB) - 6m29seg
SANTA CATARINA MELHOR (PPB/PSL/PST/PFL/PRTB/PTdoB) - 6m01seg
FRENTE POPULAR (PT/PL/PMN/PCdoB) - 3m27seg
FE NO BRASIL (PSB/PSD) - 1m40seg
FRENTE ECOLÓGICA POPULAR (PPS/PSDC/PV) - 1m13seg
PSTU - 1m06seg
SENADOR (Redefinido pelo TRE):
POR TODA SANTA CATARINA (PMDB/PSDB) - 3m14seg
SANTA CATARINA MELHOR (PPB/PSL/PST/PFL/PRTB/PTdoB) - 3min
FRENTE POPULAR (PT/PL/PMN/PCdoB) - 1m43seg
FE NO BRASIL (PSB/PSD) - 50seg
FRENTE ECOLÓGICA POPULAR (PPS/PSDC/PV) - 36seg
PSTU - 33seg
Eleitor poderá
conferir programas políticos no rádio e na televisão
a partir do dia 20
Florianópolis - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC)
definiu ontem, por sorteio, a ordem de aparição
dos candidatos ao governo no primeiro programa eleitoral gratuito
no rádio e TV, que começa na terça-feira,
dia 20, e vai até o dia 3 de outubro. O primeiro candidato
a aparecer será Luiz Henrique da Silveira (Por Toda Santa
Catarina), seguido por Gilmar Salgado (PSTU), José Fritsch
(Frente Popular), Antônio Bello Júnior (Fé
no Brasil), Sérgio Grando (Frente Ecológica Popular)
e Esperidião Amin (Santa Catarina Melhor).
Também foi definido em sorteio a ordem de aparição
para os candidatos ao Senado, Câmara dos Deputados e Assembléia
Legislativa. Após a ordem determinada para o primeiro
dia, o último candidato a aparecer no programa (no caso,
o governador Esperidião Amin) inicia a sequência
no dia seguinte, e assim por diante.
A propaganda eleitoral gratuita para governador tem duração
de 20 minutos e vai ao ar nas segundas, quartas e sextas.
Com a desistência de Magnus Guimarães (PDT) e o
registro de candidatura de Eno José Tavares (PRP) indeferido,
a Justiça Eleitoral redefiniu a distribuição
de tempo para senador aos outros seis partidos e coligações
que têm candidatos inscritos (ver quadro).
Inserções
Também foi definido pela Justiça Eleitoral o
formato das inserções para rádio e televisão.
O TRE havia informado há duas semanas o total de inserções
a que cada partido tinha direito e estabeleceu prazo até
ontem para que as legendas definissem seus planos de mídia.
Como cada inserção tem duração de
30 segundos, foi determinado que este espaço poderá
ser dividido em dois blocos de 15 segundos, desde que as emissoras
sejam informadas a respeito.
Ficou definido também que todo o material deverá
ser entregue às emissoras de TV até as 14 horas
do dia anterior da veiculação. No caso de programas
que vão ao ar no domingo e na segunda, o material deverá
ser encaminhado na sexta-feira à tarde.
A Associação Catarinense das Emissoras de Rádio
e Televisão (Acaert) sugeriu que os partidos políticos
encaminhem seus programas eleitorais para rádio via e-mail,
no formato mp3. Alguns representantes de emissoras, porém,
lembram que em algumas cidades do interior os servidores de internet
não suportariam receber o material de todos os partidos.
A determinação da Justiça Eleitoral é
que as rádios que não tiverem condições
de utilizar o formato mp3 deverão receber o material diretamente
dos partidos, que poderá fazer a entrega pessoalmente
ou por Sedex. (Fabrício Rodrigues, especial para A Notícia)
Entidades
empresariais
listam prioridades
Blumenau - As quatro maiores entidades empresariais do Vale
do Itajaí lançaram ontem, em Blumenau, um documento
chamado Carta de Princípios Políticos de Blumenau,
que contém 15 reivindicações da região
metropolitana do Itajaí. Em conjunto, a Associação
Comercial e Industrial (Acib), Câmara de Dirigentes Lojistas
(CDL), Intersindical e Associação das Micro e Pequenas
Empresas (AMPE) de Blumenau entregarão as sugestões
aos candidatos a deputado estadual e federal do Vale do Itajaí.
"Queremos o apoio e o comprometimento político dos
candidatos com estas questões fundamentais para o desenvolvimento
da região metropolitana do Vale do Itajaí. Queremos
criar o compromisso agora para cobrar depois", disse o presidente
da Acib, Hans Dieter Didjurgeit. Ele lembrou que a região
tem cerca de um milhão de habitantes e representa um terço
da economia do Estado.
A Carta de Princípios Políticos de Blumenau fala
de reforma tributária e política, construção
civil, saneamento básico, meio ambiente, tecnologia, comércio
exterior e infra-estrutura, entre outros assuntos. Lista ainda
reivindicações antigas, como a duplicação
da BR-470 entre Blumenau e Indaial e a ampliação
do aeroporto de Navegantes.
A proposta das entidades patronais de Blumenau foi bem aceita
pelos candidatos da região. O vereador blumenauense Rolf
Sprung (PT), candidato a deputado estadual, concordou que a iniciativa
contribui para as discussões políticas da região.
"Atividades organizadas por setores representativos da sociedade
são sempre importantes", ponderou ele, cuja campanha
é feita em parceria com os candidatos a deputado federal
pelo PT Luci Choinacki, Roberto Imme e Manoel Jesus da Conceição,
o Maneca do PT.
Debates pelo País
São Paulo - No momento mais polêmico do debate
de domingo à noite, na Rede Bandeirantes de Televisão,
entre os candidatos a governador de São Paulo, o governador
Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição,
protagonizou um bate-boca. Não com o principal adversário,
o candidato Paulo Maluf (PPB), que sequer compareceu ao encontro,
mas sim com o jornalista e escritor Fernando Morais (PMDB), candidato
do ex-governador Orestes Quércia (PMDB). Ao responder
a uma questão sobre o Rodoanel, Morais afirmou que a obra,
uma das principais do governo tucano em São Paulo, estava
envolvida em denúncias de corrupção. Alckmin
respondeu com veemência. "Corrupção
é no quintal de outras pessoas", disse. "Ele
(Morais) deveria procurar corrupção no seu quintal."
Morais respondeu com dureza. "Não lhe dou o direito
de se dirigir a mim dessa maneira insultuosa", disse. A
surpresa na platéia do debate entre os candidatos a governador
de São Paulo foi a presença do candidato a presidente
José Serra (PSDB-PMDB). Ao procurar um lugar para sentar
na platéia, Serra deparou-se com o candidato a senador
Orestes Quércia (PMDB), arquiinimigo do PSDB. Serra o
cumprimentou e também a Enéas Carneiro, o ex-candidato
à Presidência pelo Prona.
Paraná - Num debate em que o respeito aos adversários
foi a tônica, sem qualquer discussão mais acalorada,
o atual governo do Paraná foi o mais atingido. Praticamente
todos os sete candidatos que participavam do programa, na Rede
Bandeirantes, fizeram críticas ao governo Jaime Lerner
(PFL), citando, entre outras, a situação financeira;
a tentativa de privatizar a Copel; a cobrança supostamente
alta de pedágio; o desemprego e a questão da segurança
pública. Mas prevaleceu a tentativa de apresentar parte
das propostas de governo. Nenhum candidato apareceu para defender
Lerner. A única acusação, que só
foi feita porque o candidato foi instigado a isso, Severino Araújo
(PSB) disse que, em 1985, quando teria dirigido um comitê
para a eleição de Roberto Requião (PMDB)
como prefeito de Curitiba, pagou uma dupla sertaneja e os valores
não foram registrados no Tribunal Regional Eleitoral.
"Caixa dois é corriqueiro, existe, existiu e vai
existir em todas as campanhas", disse. O senador Requião,
que é candidato ao governo, no direito de resposta, afirmou
desconhecer que ele tivesse dirigido qualquer comitê.
Rio Grande do Sul - Oito dos 12 candidatos ao governo do Rio
Grande do Sul participaram do debate na TV Bandeirantes, mas
os momentos mais picantes ficaram, como previsto, restritos às
falas de Antônio Britto (PPS) e Tarso Genro (PT). Apenas
um concorrente, Germano Rigotto (PMDB), tentou bater nos dois
líderes nas pesquisas para chamar a atenção
para uma alternativa à bipolarização, qualificando
o governo de Britto - 1995 a 1998 - de "arrogante"
e o de Olívio Dutra (PT) - 1999 a 2001 - de "incompetente
e autoritário". Diante de uma pergunta de Celso Bernardi
(PPB), sobre sua saída da Prefeitura de Porto Alegre,
Tarso acusou Britto de ter saído pela porta dos fundos
do Palácio Piratini, por não ter passado o cargo
a seu sucessor. Diante de uma pergunta de Rigotto, sobre o tratamento
que dava à oposição, Britto preferiu olhar
para Tarso e dizer que não tem a esconder o Clube de Seguros
da Cidadania, entidade acusada de comprar um prédio, cedido
ao PT até maio deste ano, com doações do
jogo do bicho.
Ataques em debate não
desagradam a governador
Florianópolis - O governador Esperidião Amin
(PPB), que não participou do primeiro debate televisivo
entre candidatos ao governo na eleição de 6 de
outubro, transmitido domingo à noite pela TV Barriga Verde
em rede estadual, também não assistiu ao desempenho
de seus adversários. "No momento do debate, tive
o privilégio de estar recepcionando o Paulo Autran",
desfez Amin ontem, priorizando a visita do ator ao Palácio
Residencial da Agronômica.
Dizendo-se a favor dos debates, o governador-candidato disse
que participará de futuros encontros, "a partir da
divulgação do plano de governo". Inteirado
dos temas discutidos por seus adversários, considerou-se
satisfeito por ser foco de constantes ataques. "Ninguém
atira pedra em árvore que não dá frutos.
Nosso governo tem índices de no mínimo 65% de aprovação,
por isso a minoria que não está satisfeita tenta
fazer barulho", avaliou. "As verdades que dizem me
ajudam, e as mentiras o povo logo percebe", completou Amin.
Ontem à noite, a coligação Santa Catarina
Melhor promoveu um jantar por adesões ao custo de R$ 500
o convite, no Lagoa Iate Clube, na Lagoa da Conceição,
onde eram esperados cerca de 2 mil pessoas. Metade da verba arrecadada
seria para a campanha de Amin, e o restante dividido entre os
candidatos ao Senado, Hugo Biehl (PPB) e Paulo Bornhausen (PFL).
Ontem, Amin foi o primeiro candidato ao governo a participar
da rodada de entrevistas que será realizada esta semana
pela RBS TV no "Jornal do Almoço". Para ele,
os índices crescentes de criminalidade em Santa Catarina
refletem o problema em todo o País.
"Não se trata de investir mais. É necessário
que a polícia de resolutividade, como a nossa, encontre
no sistema prisional um escoadouro de reeducação",
afirmou. "O que é preciso é que a sociedade
ajude a combater a violência no nascedouro", defendeu.
Hoje será a vez de José Fritsch (PT), da Frente
Popular, ser ouvido.