Joinville
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Domingo, 18 de Agosto de 2002
-
Santa Catarina - Brasil
ANotícia
P
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Í
T
I
C
A
Pesquisas
- Veja as pesquisas eleitorais publicadas em edições
anteriores. Em Breve.
Aviso
"Espaço do Candidato"
Serão divulgados, em 500 caracteres, nome, partido, região
que representa e propostas do candidato a uma das 16 vagas à
Câmara dos Deputados ou das 40 cadeiras à Assembléia
Legislativa. Basta que envie o material para o e-mail politica@an.com.br,
ou para o jornal A Notícia, caderno AN
Eleições, rua Caçador, 112, bairro
Atiradores, CEP 89.230-610, Joinville, Santa Catarina.
Pesquisa aponta
vitória de Amin
Governador venceria
em 1º turno, segundo AN/Brasmarket. LHS tem 23% das intenções
de voto
Joinville
- Na última pesquisa antes do início do horário
eleitoral em rádio e televisão, o governador e
candidato à reeleição Esperidião
Amin (PPB) mantém a liderança e a possibilidade
de vencer a eleição ainda no primeiro turno. Conforma
a pesquisa A Notícia/Brasmarket, Amin conta com 48% da
intenção de voto, dez pontos percentuais acima
da soma dos concorrentes. O levantamento foi realizado entre
os dias 11 e 15 em 60 municípios de Santa Catarina. Com
2.394 entrevistas, a margem de erro é de 2%.
Na pesquisa estimulada, a segunda colocação é
do ex-prefeito de Joinville Luiz Henrique da Silveira (PMDB),
com 23%, um ponto acima do levantamento anterior, publicado no
final de julho. Amin passou de 46% para 48%. A terceira colocação
permanece com José Fritsch (PT), que cresceu de 8% para
10%. Sérgio Grando (PPS) ficou em quarto, com 4%. Gilmar
Salgado (PSTU) atingiu 1%. Sem atingir 1%, Antônio Bello
Júnior (PSB) ficou na lanterna. Outros 4% dos eleitores
entrevistados afirmaram que votariam em branco ou anulariam o
voto. O percentual de indecisos é de 10%. Na pesquisa
anterior, os indecisos somavam 18% dos consultados.
A Brasmarket questionou a consolidação dos votos.
Entre os eleitores de Luiz Henrique, 76% garantiu "certeza"
no voto no candidato. O percentual é de 74% no caso de
Amin e de 70% em relação a Fritsch. Menos da metade
dos eleitores de Grando, 46%, atestaram certeza no voto. Entre
os eleitores de Luiz Henrique e Fritsch, 15% afirmaram que podem
mudar de candidato. No eleitorado de Amin, o percentual é
de 16% e no caso de Grando, 41%.
Rejeição
Amin também lidera a pesquisa espontânea, na
qual os eleitores não têm acesso aos nomes dos candidatos.
O governador atingiu 30% nessa modalidade, seguido por Luiz Henrique,
com 16%. Fritsch foi citado por 6% dos entrevistados e Grando
ficou com 4%. Os demais candidatos não atingiram 1%.
O ranking da rejeição é liderado por Amin,
com 15%. Na segunda posição, ocorre empate técnico
entre Fritsch (9%), Luiz Henrique e Grando, ambos com 8%. Os
outros dois candidatos não atingem 5% de rejeição
e metade dos eleitores entrevistados não souberam responder
a pergunta ou afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos.
Veja a pesquisa no final desta página.
PMDB e PFL
lideram ao Senado
Bornhausen e Maldaner
somam maiores índices em pesquisa
Joinville - O deputado estadual Paulo Bornhausen (PFL) e o
senador candidato à reeleição Casildo Maldaner
(PMDB) estão na liderança na disputa pelas duas
vagas ao Senado. Em relação à pesquisa A
Notícia/Brasmarket publicada no final do mês passado,
Bornhausen cresceu de 31% para 33% na preferência do eleitorado,
que terá a possibilidade de votar em dois nomes para o
Senado no dia 6 de outubro. O peemedebista manteve 26% e a segunda
colocação. O terceiro colocado é o ex-prefeito
de Balneário Camboriú, Leonel Pavan (PSDB), com
16%, dois pontos percentuais acima do levantamento anterior.
Na quarta posição, empate técnico entre
o deputado federal Hugo Biehl (PPB) e o ex-deputado Milton Mendes
(PT): 13% a 12%, respectivamente. A deputada estadual Ideli Salvatti
(PT) recebeu 10% das indicações de voto. Nenhum
dos outro cinco candidatos chegou a 3% das lembranças.
Paulo Bornhausen, com 19%, também tem a preferência
como "primeiro voto". Casildo é o segundo com
15% e Pavan tem 8%. Hugo Biehl foi indicado por 6% dos entrevistados
e os petistas Milton e Ideli obtiveram 5% cada um. Mais de um
terço dos entrevistados, 34%, não soube indicar
nenhum nome, e 4% anularia ou votaria em branco.
Embora ocupa a sexta colocação na pesquisa ao Senado,
Ideli tem o índice mais alto de voto consolidado, com
83% do seus eleitores garantindo que não pretendem mudar
o voto. Esse índice de consolidação é
de 71% no caso de Pavan e Milton e de 70% em relação
a Casildo. Paulo Bornhausen tem 67% de consolidação
de votos entre seus eleitores e Hugo Biehl, 63%. Esses percentuais
são referentes ao primeiro voto ao Senado.
Lula amplia a preferência
entre eleitores catarinenses
Poucas mudanças na disputa pelo Palácio do Planalto.
A queda de Luiz Inácio Lula de Silva (PT) foi estancada
e o candidato mantém a liderança com folga na disputa
para a Presidência da República, entre o eleitorado
de Santa Catarina. Lula caiu nas pesquisas de junho e julho e
agora, com crescimento de dois pontos percentuais, está
com 37% da preferência do eleitorado catarinense. São
27 pontos percentuais acima do recebido pelo candidato petista
ao governo do Estado, José Fritsch.
Ciro Gomes (PPS) manteve a segunda colocação com
o mesmo percentual observado em julho, 24%. Além dos demais
partidos da Frente Trabalhista, PDT e PTB, o candidato tem o
apoio de grande parte do PFL do senador Jorge Bornhausen em Santa
Catarina. O candidato do PPS ao governo estadual, Sérgio
Grando, tem 4% da intenção de voto na pesquisa
AN/Brasmarket.
Mesmo com o apoio dos dois líderes na pesquisas para o
governo estadual, Esperidião Amin (PPB) e Luiz Henrique
da Silveira (PMDB), José Serra (PSDB) enfrenta dificuldades
para crescer em Santa Catarina. O candidato governista à
Presidência tem 12% da preferência do eleitorado,
exatamente o mesmo percentual do último levantamento.
Anthony Garotinho (PSB) foi indicado por 5% dos eleitores entrevistados.
Os demais candidatos não atingiram 1%. O índice
de indecisos é de 18% e 4% afirmaram que votariam em branco
ou anulariam o voto.
Com 30%, Lula lidera também a pesquisa espontânea
(entrevistados não têm acesso ao nome dos candidatos),
seguido por Ciro, com 17%. Serra tem 8% e Garotinho 3%.
Lula está na dianteira na rejeição. Um quarto
dos eleitores, 25%, afirmaram que não votariam no candidato
do PT em "hipótese alguma". Garotinho e Serra,
com 18% e 17% respectivamente, dividem a segunda colocação
no ranking da rejeição. O índice para Ciro
é de 8%.
Voto impresso
em três municípios
Eleitores de Balneário
Camboriú, Laguna e Brusque vão testar neste ano
o novo modelo de urna
Fabrício Rodrigues
Especial para A Notícia
Florianópolis - Os municípios de Balneário
Camboriú, Laguna e Brusque serão os primeiros de
Santa Catarina a testarem nestas eleições as urnas
eletrônicas com módulo impressor de voto. A novidade
é uma sugestão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
para garantir a eficiência e a segurança da votação
eletrônica.
Em Santa Catarina, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) irá
disponibilizar um total de 463 urnas impressoras de voto para
estas cidades, que totalizam 142,9 mil eleitores, ou 3,75% do
colégio eleitoral catarinense. A escolha dos municípios
a testarem a nova tecnologia é explicada por questões
históricas, turísticas e de pioneirismo, informa
o coordenador de Eleições do TRE, Gonsalo Ribeiro.
O pioneirismo se deve a Brusque, cidade onde o TRE realizou pela
primeira vez eleições informatizadas, no início
da década de 90, em pleitos internos da Justiça
Eleitoral. Em 1996, com a utilização da urna eletrônica
nas eleições municipais para prefeito e vereador,
a cidade do Vale repetiu o pioneirismo. A escolha de Balneário
Camboriú se explica pelo fato da cidade ser a que mais
atrai turistas no Estado. Laguna foi eleita pela importância
histórica de Anita Garibaldi e das batalhas que levaram
à proclamação da República Juliana.
Nestes municípios, o eleitor terá a oportunidade
de conferir no "espelho" do voto todos os candidatos
que escolheu na urna eletrônica, embora não possa
ter contato físico com o papel impresso. Caso o eleitor
discorde, ele poderá cancelar o processo e reiniciar a
votação para todos os seis cargos. Este procedimento
só poderá ser feito duas vezes e, se for solicitado
mais um cancelamento aos mesários, o eleitor terá
que votar em cédula.
Apenas 3% do total de votos serão recontados pelos espelhos,
no dia seguinte às eleições, e a escolha
das urnas a serem abertas será definida em sorteio. Oito
turmas com quatro funcionários, coordenadas pelo juiz
eleitoral do município, serão as responsáveis
pela recontagem dos votos. No final de julho, o TRE fez demonstrações
práticas da urna impressora nos três municípios.
A logística das eleições em toda Santa Catarina
vai demandar um contingente de aproximadamente 15 mil urnas,
dos modelos 1996, 1998, 2000 e 2002. Mas duas mil destas (cerca
de 15% do total) deverá ficar à disposição
da Justiça Eleitoral para substituição em
casos de falhas dos aparelhos e também para os eleitores
que forem justificar o voto.
De acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral
(TSE), serão utilizadas aproximadamente 400 mil urnas
eletrônicas em todo o país, sendo que cada uma delas
tem custo de R$ 1 mil.
A legislação eleitoral prevê que a impressão
do voto seja adotada em todos os municípios brasileiros
a partir das eleições para prefeito e vereador,
em 2004. Neste ano, o Distrito Federal e o Sergipe já
terão 100% das seções eleitorais equipadas
com as urnas que imprimem o voto.
Resultado deve
sair até meia-noite do
dia 6 de outubro
Florianópolis - O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC)
espera concluir até a meia-noite do dia 6 de outubro a
totalização dos 3,8 milhões de votos do
Estado. Com isso, o trabalho não deverá durar mais
do que sete horas, já que a apuração inicia
a partir do momento em que o prazo para votação
se encerrar, às 17 horas. Para o coordenador de Eleições
do Tribunal, Gonsalo Ribeiro, a maioria das cidades já
deverá ter suas urnas contabilizadas horas antes do prazo
estimado.
Nos municípios que utilizarem urna eletrônica com
voto impresso - Balneário Camboriú, Laguna e Brusque
-, a Justiça Eleitoral fará no dia seguinte às
eleições um trabalho de conferência do "espelho
do voto", o papel que contém a escolha do eleitor
impressa. Apenas 3% das urnas destas cidades serão verificadas
e a escolha será feita por sorteio.
O coordenador afirma que, mesmo se houver alguma discrepância
entre o espelho e o que foi contabilizado na urna eletrônica,
o resultado das eleições não será
alterado. "A não ser que a diferença seja
significativa e possa interferir no resultado", comenta.
A Justiça Eleitoral, porém, acredita que o sistema
informatizado de eleição é seguro.
Cédulas
O TRE mandou confeccionar um total de 500 mil cédulas
de votação, para casos de emergência como
falha mecânica nas urnas. Isto corresponde a aproximadamente
15% do número de eleitores catarinenses. Para Ribeiro,
a substituição de uma urna eletrônica pelo
voto em cédulas só ocorrerá em casos de
falha irreversível do equipamento. Há também
a opção de substituir estas por outras urnas eletrônicas,
já que o contingente de reserva é de aproximadamente
2 mil urnas.
"Na última eleição, trabalhamos com
quase 14 mil urnas e apenas oito delas tiveram que ser trocadas
por cédulas", comenta o coordenador. Estas urnas
têm uma autonomia elétrica de 12 horas, o que deve
evitar imprevistos como falta de luz ou queda de energia na seção
eleitoral. (FR)
Corrida presidencial
esquenta debates
Crescimento econômico
é unanimidade entre candidatos
Jefferson Saavedra
Joinville - Precoce e cada vez mais apaixonada, como
convém a um país do Terceiro Mundo, a eleição
presidencial de 2002 domina como nunca os debates sobre os rumos
do País. Os oito anos da era FHC consolidaram a inevitabilidade
da internacionalização da economia, a necessidade
de políticas compensatórias como mecanismos de
distribuição de renda e a racionalidade na administração
pública.
Os objetivos podem não ter sido atingidos, mas nenhum
dos candidatos com chances de alcançar o Palácio
do Planalto chega a mostrar caminhos radicalmente diferentes.
Todos apontam a obviedade do crescimento econômico como
a panacéia para o desemprego, concentração
de renda e miserabilidade de expressiva parcela da população.
Como vamos "crescer" é o diferencial entre os
pretendentes a substituir Fernando Henrique Cardoso.
Nesse momento, as pesquisas se encarregaram de apontar apenas
três dos seis candidatos com viabilidade de chegar ao segundo
turno. A foto de Luiz Inácio Lula da Silva estampada nas
urnas eletrônicas no dia 27 de outubro (data do segundo
turno) seria quase uma certeza e faltaria apenas indicar seu
concorrente, Ciro Gomes (PPS) ou José Serra (PSDB). O
tucano está praticamente empatado como o quarto colocado,
Anthony Garotinho (PSB), mas dispõe de mais tempo na televisão,
um leque ainda amplo de aliados e, principalmente, é o
candidato do governo. Os candidatos da extrema-esquerda, José
Maria de Almeida (PSTU) e Rui Pimenta (PCO), não têm
qualquer chance.
Qualquer que seja o eleito, terá um mandato difícil.
As reformas necessárias, da Previdência e tributária
- nessa ordem - demandam uma capacidade de diálogo
impressionante. Os passivos, acompanhado da previsão de
queda de receitas, serão ainda mais dolorosas. E tudo
isso com 115 milhões de eleitores cobrando as promessas
que estão sendo assistidas nesse momento. (JS)
Os perfil Conheça um pouco
mais dos candidatos que disputam a vaga ocupada hoje por Fernando
Henrique Cardoso
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Coligação
Lula Presidente (PT/PMN/PC do B/PL)
O líder máximo do PT nunca teve chance tão
real de chegar à Presidência. Aos 56 anos de idade,
Lula lidera as pesquisas. O ex-metalúrgico se convenceu
de que o rigor ideológico nas campanhas de 89, 94 e 98
jamais surtiria efeito. Passou a adotar uma postura mais conciliatória
e chegou a se aliar a um partido de direita, o PL, para ter um
empresário como vice, na tentativa de afastar os temores
da classe média. Promete modificar o "eixo"
de desenvolvimento do País, privilegiando a produção
à "especulação". Pode representar
a primeira vitória da esquerda em eleição
presidencial do País. Vice: José Alencar (PL). Dono da Coteminas, um
dos maiores conglomerados têxteis do País, é
senador em Minas Gerais e defensor da indústria nacional.
Ciro Gomes (PPS) Coligação
Frente Trabalhista (PPS/PDT/PTB)
Candidato à Presidência pela segunda vez - ficou
em 3º quatro anos atrás -, Ciro Gomes ocupa a segunda
colocação nas pesquisas e tem chances de chegar
ao 2º turno, apesar do bombardeio que tem recebido desde
o crescimento na intenção de votos. Alicerça
a campanha na necessidade da reforma tributária e da Previdência,
redução da taxa de juros e fim da dependência
do capital especulativo externo. Promete se utilizar de mecanismos
de consulta popular, como plebiscitos, para definir os rumos
do mandato. Seus adversários apontam a proposta como "anti-democrática"
por ofender as instituições. Conta com a adesão
de parte significativa do PFL e tem na namorada, a atriz Patrícia
Pillar, o principal cabo eleitoral. Vice: Paulo Pereira da Silva (PTB) - Presidente da Força
Sindical, central nascida para se contrapor à CUT, Paulinho
já foi militante de esquerda e hoje defende o sindicalismo
de resultados.
José Serra (PSDB) Coligação
Grande Aliança (PMDB/PSDB)
O senador José Serra tenta reverter no horário
eleitoral a queda nas pesquisas. Líder estudantil na juventude,
foi ministro de Fernando Henrique e teve de enfrentar adversários
como Paulo Renato e Tasso Jereissati para ficar com a vaga de
candidato do PSDB. Não chega a se identificar totalmente
com a política econômica de FHC, mas pretende manter
as linhas mestras do atual presidente. A partir delas, pretende
implantar um novo ciclo de desenvolvimento. Quanto aos investimentos
sociais, usa como exemplo sua atuação no Ministério
da Saúde. Vice: Rita Camata (PMDB) - Depois de várias
desistências, restou ao PMDB indicar a deputada federal
pelo Espírito Santo. Ainda não surtiu efeito nas
pesquisas como agregadora de votos.
Rui Costa Pimenta (PCO)
De extrema-esquerda, o nanico Partido da Causa Operária
promove acampamentos para discutir a Revolução
Cubana e o futuro do marxismo e adota lemas como "Quem bate
cartão, não vota em patrão". Rui Costa
Pimenta acusa o PT de estar se "decompondo" politicamente.
Prega a revolução socialista e defende salário
mínimo de R$ 1,5 mil. Vice: Pedro Paulo de Abreu Pinheiro (PCO). Servidor público
federal.
José Maria de Almeida (PSTU)
À esquerda do PT, o PSTU é socialista e revolucionário.
Acusa o PT de não passar de reformista e adota refrões
do tipo "Contra Burguês, vote 23". Zé
Maria é contra Alca, FMI, bancos, empreiteiras e tem uma
agenda totalmente estatizante. O aumento imediato dos salários
seria possível, porque os custos com mão-de-obra
nas empresas não passam de 10% do total de despesas dos
empresários. Nas eleições presidenciais
de 1998, ficou com 0,3% dos votos válidos. Vice: Dayse Oliveira Gomes (PSTU). Professora.
Anthony Garotinho (PSB) Coligação
Frente Brasil Esperança (PSB-PGT-PTC)
O candidato, que já esteve em segundo nas pesquisas,
passa agora parte da campanha garantindo que não desiste.
Anthony Garotinho ingressou no PSB no ano passado justamente
para disputar a Presidência. Aos 42 anos de idade, Garotinho
foi radialista e deputado estadual aos 26 anos, de onde saiu
para ocupar dois mandatos - não consecutivos - na Prefeitura
de Campos. Na primeira campanha ao governo do Rio, em 94, quase
teve o braço decepado em um acidente. O episódio
o converteu à Igreja Presbiteriana. Chegaria ao governo
fluminense em 98. Usa o mandato de governador como indicativo
do que poderia fazer caso eleito presidente e faz uma campanha
com promessas populistas. Vice: José Antônio Figueiredo de Almeida
Silva (PSB) - Garotinho tentou outros nomes, mas acabou ficando
com o deputado federal pelo Maranhão.
... ... ...
Pesquisa Confira os números
para a Presidência da República e para o Senado
em SC
Presidência
da república
Se as eleições fossem hoje
e os candidatos fossem estes, em quem você votaria?
(estimulada)
Nome / abril / maio / junho / julho / agosto
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) / 40.7 / 47 / 37 / 35 /
37
José Serra (PSDB) / 21.5 / 18 / 19 / 12 / 12
Ciro Gomes (PPS) / / 9.2 / 10 / 16 / 24 / 24
Anthony Garotinho (PSB) / 11 / 7 / 7 / 5 / 5
José Maria de Almeida (PSTU) / 1 / *
Rui Costa Pimenta (PCO) / - / *
Votaria em branco / / 1
Anularia o voto / / 3
Não sabe/não respondeu / 18
Rejeição
Dos candidatos a Presidência, em
qual deles você não votaria em hipótese alguma?
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 25
José Serra (PSDB) 17
Ciro Gomes (PPS) 8
Anthony Garotinho (PSB) 18
José Maria de Almeida - Zé Maria (PSTU) 3
Rui Costa Pimenta (PCO) 3
Nenhum deles/não tem antipatia 11
Não sabe/Não respondeu 14
Onze tentam
vaga ao Senado
Joinville - Onze candidatos disputam as duas vagas ao Senado.
O mandato de Jorge Bornhausen (PFL), eleito em 1998, se encerra
somente em 2006. Até o momento, as pesquisas apontam apenas
seis candidatos com maiores possibilidades de eleição.
Os deputados estaduais Paulo Bornhausen (PFL) e Ideli Salvatti
(PT); o senador candidato à reeleição Casildo
Maldaner (PMDB); o ex-prefeito de Balneário Camboriú
Leonel Pavan (PSDB); o deputado federal Hugo Biehl (PPB); e o
ex-deputado Milton Mendes (PT).
Ainda concorrem Evaldino Leite (PSD); Gerson Basso (PV); Carlos
Rogério Müller e Viviani Remor, ambos pelo PSTU;
e Elisiani Schmidt Sanches (PPS). Em 1994, quando também
estavam em jogo duas vagas, concorreram oito candidatos.
Nos levantamentos de intenção de votos, o Senado
apresenta o maior número de indecisos. De acordo com os
candidatos, a indecisão é motivada pelo fato de
que grande parte do eleitorado desconhece que duas vagas em estão
em jogo: a maioria tem ainda apenas um candidato.
Cada Estado da Federação conta com três vagas
no Senado. Nestas eleições, a renovação
será de dois terços (equivalente a duas vagas).
No próximo pleito, uma vaga será renovada, pois
o mandato do senador é de oito anos. Enquanto Jorge Bornhausen
tem mais quatro anos e Casildo Maldaner tenta a reeleição,
Geraldo Althoff (PFL), suplente que assumiu o cargo com a morte
de Vilson Kleinübing, não disputa nenhum cargo eletivo
em 2002.
Além da prerrogativa de processar as mais altas autoridades
da República, o Senado é responsável pela
autorização de operações de financiamento
externo. Como todos os presidenciáveis prometem reformas
profundas, como mudanças tributárias e na Previdência
Social, o Senado terá participação decisiva
nos rumos do novo governo. A imagem da Senado ficou desgastada
com a cassação de Luiz Estevão e as renúncias
de Antônio Carlos Magalhães e de José Roberto
Arruda no ano passado. (JS)
AN Eleições
priorizará discussão de programas de governo
Joinville - A cobertura eleitoral do jornal A Notícia
será ampliada e centralizada no caderno AN Eleições,
que passa a circular diariamente a partir deste domingo. Serão
oito páginas dedicadas à cobertura da disputa eleitoral
em Santa Catarina e em todo o País.
O caderno priorizará a apresentação e discussão
dos programas de governo dos seis candidatos ao Palácio
Santa Catarina e textos de serviço ao eleitor catarinense.
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket apontará
as áreas consideradas prioritárias para os catarinenses
no futuro governo. Os programas de governo serão detalhados
a partir dessas necessidades indicadas pelo cidadão catarinense.
O leitor também encontrará no AN Eleições
informações relacionadas à campanha em todas
as regiões no Estado, à agenda dos candidatos ao
governo e às decisões da Justiça Eleitoral.
Divulgação no "Espaço
do Candidato"
Os candidatos a deputado federal e estadual terão uma
seção especial para apresentar suas propostas de
trabalho. No "Espaço do Candidato" serão
divulgados, em 500 caracteres, nome, partido, região que
representa e propostas do candidato a uma das 16 vagas à
Câmara dos Deputados ou das 40 cadeiras à Assembléia
Legislativa. Basta que envie o material para o e-mail politica@an.com.br,
ou para o jornal A Notícia, caderno AN Eleições,
rua Caçador, 112, bairro Atiradores, CEP 89.230-610, Joinville,
Santa Catarina.
Os programas eleitorais gratuitos no rádio e na televisão,
que iniciam neste dia 20, serão comentados pelo jornalista
Celso Machado na coluna "No Ar".
No Ar
Celso Machado
Ou vai, ou racha
Luiz Henrique da Silveira (PMDB/PSDB) abre nesta terça-feira
o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão
dos candidatos ao governo do Estado. Inversamente a índices
revelados por institutos de pesquisas, LHS começa em vantagem
sobre seu suposto maior rival, Esperidião Amin (PPB/PSL/PST/PFL/PRTB
e PT do B), o último do dia a falar. O ex-prefeito de
Joinville terá 28 segundos a mais por causa da representatividade
parlamentar da coligação: 6m29seg contra 6m1seg.
Vale comparação com a Fórmula 1: não
raro, vantagem assim é certeza de bandeirada. Mas já
se provou que o horário eleitoral também pode levar
candidatos a sucessivos pit stops não previstos. Tanto
pode alavancar como enterrar uma candidatura. E isso vale para
todos. José Fritsch (PT/PL/PMN e PC do B) tem o terceiro
melhor tempo: 3m27seg. Antônio Bello Júnior (PSB/PSD),
1m40seg; e Sérgio Grando (PPS/PSDV e PV), muito mais cabo
eleitoral de Ciro Gomes que candidato, 1m13seg. Gilmar Salgado
(PSTU) terá 1m06seg.
Congestionado
Jaraguá do Sul, com cerca de 76 mil eleitores, é
um dos municípios com maior densidade de candidatos por
metro quadrado. Sete disputam a Assembléia Legislativa
pelo PSDB, PFL, PPB, PT, PTB, PMDB e PPS. Outros dois postulam
a Câmara dos Deputados pelo PSDB e PT, numa frenética
procura por patrocinadores. A penúria financeira da maioria
deixa empresários gráficos com um pé atrás.
Invasão
A região também sofre grande assédio de
candidatos de partidos lançados por Joinville e São
Bento do Sul. A proximidade destes municípios facilita
a presença deles que, em alguns casos, chegam a ter mais
apoio de políticos locais que os candidatos da cidade.
Essa é umas das razões de não ter vingado
reedição de campanha pelo voto útil encabeçada
pela Associação Comercial e Industrial de Jaraguá
do Sul.
Eleitor escolherá 6 candidatos
Dificuldade com
número de toques preocupa a Justiça
Joinville - A definição dos rumos do País
e de Santa Catarina nas urnas neste ano exigirá um esforço
a mais do eleitor. Serão, ao todo, 25 toques na urna eletrônica
para escolher e confirmar o voto para presidente da República,
governador do Estado, dois senadores, deputado federal e deputado
estadual. Ao todo, 470 candidatos disputam a eleição
em Santa Catarina, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Preocupada com a possibilidade de dificuldades e atrasos no dia
da votação, a Justiça Eleitoral está
estimulando o uso da "cola" para auxiliar o eleitor
na hora de lembrar o número de seus candidatos. O Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) também decidiu mudar as cabines
de votação nesta eleição. O TSE vai
mandar aos TREs do Brasil cabines com 90 centímetros de
altura e 38 centímetros nas laterais. Os modelos utilizados
até 2000 mediam aproximadamente 55 cm de altura e 25 cm
nas laterais. "É uma forma de dar mais segurança
ao eleitor na hora da votação", adianta o
coordenador de Eleições do TRE catarinense, Gonsalo
Ribeiro.
Inovação
Outra novidade será o uso de urnas eletrônicas
com módulo impressor de voto, com o objetivo de atestar
a segurança do processo informatizado de votação.
Em Santa Catarina, eleitores de três municípios
terão acesso à inovação: Brusque,
Laguna e Balneário Camboriú. Nestas urnas são
computados apenas os votos em todos os candidatos. No caso do
eleitor escolher apenas parte dos cargos, o voto será
anulado. Após digitar o número de todos os candidatos,
o voto do eleitor é impresso, confirmado, se os dados
checarem, e direcionado, eletronicamente, a uma urna acoplada.
Depois, a Justiça vai conferir os votos registrados pela
urna e os impressos.
Mais de 72 mil pessoas vão trabalhar nestas eleições,
segundo estimativas do Tribunal Regional Eleitoral, que centraliza
em Florianópolis todos os julgamentos referentes ao processo
eleitoral.
Voto feminino
em alta em SC
O voto feminino ganhou força nestas eleições.
As mulheres representam a maioria do contingente de eleitores
no Brasil e em Santa Catarina. Dos 115.271.753 milhões
de eleitores no País, 58.610.906 são mulheres,
representando 50,84%, e 56.443.272 são homens. Em Santa
Catarina, dos 3.817.977 eleitores aptos a votar, 1.910.887 são
mulheres e 1.907.077, homens.
Os jovens, na faixa etária dos 16 aos 34 anos, totalizam
1.720.025 eleitores catarinenses. Segundo o TRE, o número
de solteiros chega a 1,9 milhão, enquanto que os casados
somam 1,7 milhão. O restante se divide em viúvos,
separados e divorciados.
Disputa ao
governo inicia
polarizada
Seis candidatos
brigam pelo Palácio SC, mas o PPB de Amin e o PMDB de
LHS lideram pesquisas
Jefferson Saavedra
Joinville - Mais de 3,8 milhões eleitores de Santa
Catarina estão habilitados a participar da primeira eleição
estadual do século 21. O futuro governador tem o desafio
de ampliar para todos os catarinenses as benesses da qualidade
de vida destaque no País: cerca de 15% da população
ainda está abaixo da linha de pobreza, sobrevivendo com
menos de R$ 80 mensais.
Desde 1982, as eleições para o governo do Estado
podem ser resumidas no confronto entre o PMDB de um lado e o
hoje PPB de Esperidião Amin e o atual PFL de Jorge Bornhausen
de outro. Naquele ano, Amin foi eleito o sucessor de seu aliado
Bornhausen, derrotando o peemedebista Jaison Barreto. Nas eleições
de 1986, chegava a vez do PMDB, com a vitória de Pedro
Ivo Campos. Amin preferiu lançar Amílcar Gazaniga
para sua sucessão e o recém-criado PFL de Bornhausen
foi de Vilson Kleinübing. No entanto, mesmo se somadas as
votações de Gazaniga e Kleinübing, deu Pedro
Ivo.
Quatro anos depois, Amin e Bornhausen estiveram juntos novamente
e elegeram Vilson Kleinübing. Em 1994, novo racha entre
os dois caciques: Amin se lançou à Presidência
e quis fazer a mulher, Angela, como sucessora. Bornhausen concorreu
ele mesmo ao Palácio Santa Catarina. O pefelista fez apenas
240 mil votos, mas ajudou a eleger Paulo Afonso Vieira (PMDB)
no segundo turno contra Angela. Quatro anos depois, Amin e Bornhausen
estariam novamente juntos: Amin venceria Paulo Afonso e Bornhausen
voltaria ao Senado.
Nesta eleição, as pesquisas apontam novamente Amin
e o PMDB, com o ex-prefeito de Joinville, Luiz Henrique da Silveira,
na duas primeiras colocações. De acordo com os
levantamentos divulgados até agora, Amin pode vencer a
disputa ainda no primeiro turno, embora os peemedebistas apostam
no horário eleitoral gratuito para reverter o prognóstico.
O ex-prefeito de Chapecó José Fritsch é
a nova tentativa do PT de tentar acabar com a polarização
entre PPB-PFL e o PMDB. Os petistas sonham na transferência
da intenção de votos de Lula - o líder
nas pesquisas para a eleição presidencial no Brasil
e no Estado - para Fritsch, o que colocaria o partido no segundo
turno. Os demais candidatos são Sérgio Grando,
pelo PPS, Gilmar Salgado (PSTU) e Antônio Bello Júnior
(PSB).
... ... ...
A pesquisa Os números do levantamento
de A Notícia/Brasmarket ao governo do Estado, Presidência
da República e ao Senado
Governo do
Estado
Se as eleições fossem hoje
e os candidatos estes, em quem você votaria?
(estimulada)
Nome / abril / maio / junho / julho agosto
Esperidião Amin (PPB) / 49 / 51 / 48 / 46 / 48
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) / 20.2 / 20 / 23 / 22 / 23
José Fritsch (PT) / 9 / 9 / 10 / 8 / 10
Sérgio Grando (PPS) / 4.4 / 6 / 3 / 3 / 4
Gilmar Salgado (PSTU) / * / 1 /
Antônio Bello Júnior (PSB) / * / *
Votaria em branco / 1
Anularia o voto / 3 /
Não sabe/não respondeu / 10
Se as eleições fossem hoje,
em quem você votaria para governador de Santa Catarina?
(espontânea)
Esperidião Amin (PPB) 30
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 16
José Fritsch (PT) 6
Sergio Grando (PPS) 2
Gilmar Salgado (PSTU) *
Antonio Bello Junior (PSB/PSD) *
Votaria em branco 1
Anularia o voto 4
Não sabe/não respondeu / 41
Voto Consolidado
Luiz Henrique da Silveira (PMDB)
Tem certeza de que votará no candidato / 76
Certamente votara no candidato 8
Talvez mude de candidato 15
Não sabe/não respondeu / 1
Esperidião Amin (PPB)
Tem certeza de que votará no candidato / 74
Certamente votará no candidato 9
Talvez mude de candidato 16
Não sabe/não respondeu / 1
Sérgio Grando (PPS)
Tem certeza de que votara no candidato / 46
Certamente votara no candidato 10
Talvez mude de candidato 41
Não sabe/não respondeu / 2
José Fritsch (PT)
Tem certeza de que votara no candidato / 70
Certamente votara no candidato 9
Talvez mude de candidato 15
Não sabe/não respondeu / 6
... ... ...
Rejeição
Dos candidatos a governador, em quem você
não votaria em hipótese alguma?
Esperidião Amin (PPB) / 15
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) 8
José Fritsch (PT) 9
Sérgio Grando (PPS) 8
Gilmar Salgado (PSTU) / 5
Antonio Bello Junior (PSB/PSD) 4
Nenhum deles/não tem antipatia / 22
Não sabe/não respondeu / 28