Joinville         -          Domingo, 18 de Agosto de 2002         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




Sensualidade revisitada
Globo reprisa a minissérie "Engraçadinha", primeiro papel de destaque de Alessandra Negrini.
Foto
: Pedro P.Figueiredo

"Engraçadinha ainda é o papel de maior representatividade na minha carreira", avalia Alessandra, que ainda pode ser vista em "Desejos de Mulher"
Foto: Arq. AE/ 28/03/02

Engraçadinha, outra vez

Série que consagrou a beleza da atriz Alessandra Negrini volta a ser exibida

Rodrigo Teixeira
TV Press

O belo corpo mignon de Alessandra Negrini perde na disputa de atenção para o olhar enigmático. Nas vezes em que encara para explanar suas opiniões, revela olhos negros perturbadores. Na verdade, esta paulistana prestes a completar 32 anos exala a mesma sensualidade que empresta aos seus papéis televisivos. Tanto faz se for a desequilibrada Selma, de "Desejos de Mulher", ou a selvagem Isabel, da minissérie "A Muralha". Para reforçar ainda mais a imagem de "mulher fatal", Alessandra vai ser revista em "Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados" a partir desta terça. A Globo exibe a série pela terceira vez em homenagem aos 90 anos do dramaturgo Nélson Rodrigues. Na produção de 1995, com 20 capítulos e um grande elenco, Alessandra se destacou pela primeira vez na televisão. "Engraçadinha ainda é o papel de maior representatividade na minha carreira", avalia.
A atriz não tem uma passagem ou cena específica que a tenha marcado na minissérie. O que faz Alessandra reviver o clima das gravações são os tangos de Astor Piazzolla, que embalaram a maioria das cenas de Engraçadinha. Ela lembra bem, no entanto, é da insegurança que sentiu. Além da pouca experiência na TV, a série global era o seu primeiro contato com o universo "rodrigueano". "Não sabia se já era atriz o suficiente. Mais em relação à linguagem da TV, pois vinha do teatro", lembra Alessandra. Em 2002, aliás, a atriz encerrou a temporada de dois anos da peça "O Beijo no Asfalto", também de Nélson Rodrigues, em que interpretou outra Selma. "O Nélson é um gênio. Sem querer desmerecer ninguém, mas somos pobres mortais perto dele. Eu, os autores, o público, todo mundo...", empolga-se.
Exausta após uma jornada de mais de oito meses de "Desejos de Mulher", Alessandra não esconde que a novela de Euclydes Marinho foi trabalhosa para toda a equipe. Isto porque a produção passou por várias transformações para conquistar audiência e se manter acima dos 30 pontos. A atriz garante que os atores sentem a pressão pela audiência e que o clima geral de trabalho acaba afetado. "Às vezes, você se sente um soldado em um campo de batalha. E você tem de vencer!", relata. Por isso, Alessandra se diz na expectativa de que "Desejos de Mulher" chegue ao fim. "Quero ter férias e esquecer esta coisa de atriz do momento. Quero ser gente, só", fala baixinho.
Mesmo assim, Alessandra jura que vai sentir saudade de Selma. A personagem aprontou mil e uma na trama da novela, como trocar de identidade, roubar o marido da irmã e internar a mãe em um manicômio. No entanto, Alessandra ressalta que houve uma integração com o autor da novela para decidir qual o caminho que a personagem iria tomar durante a produção. Para Alessandra, foi um risco modificar o estilo da personagem e que nestas horas é preciso ter em cena "bons jogadores". "Se só houver um bando de modelos e gente bonitinha, que não têm este jogo de cintura, as novelas não darão mais certo", alfineta. Segundo a atriz, não existe mais espaço para atores sem poder de raciocínio. "Um ator que não pensa não tem oficina da Globo que dê jeito", detona. Alessandra também acredita que é quando se encara os percalços de uma novela que se avalia a qualidade de um ator. "Fazer minissérie é mais fácil. Quero ver se o ator é bom fazendo uma novela", provoca.
Alessandra afirma que não é do tipo de atriz que assiste à novela em que está atuando. Além do dia-a-dia atribulado, a atriz confessa que não gosta de se ver no vídeo, pois se critica. Por isso, se contenta com umas olhadelas esporádicas na novela. Prefere dar atenção ao filho Antônio, de 5 anos, ou ao músico pernambucano Otto, que ela namora há cerca de seis meses. "Se além de decorar o texto for assistir à novela, a minha vida pessoal acaba. Não tem homem que fique e nem filho que agüente", pondera.
Com planos para fazer cinema e produzir uma peça após um período de férias, Alessandra é direta em esclarecer quais os critérios para aceitar um próximo trabalho na TV. "Não entro em produção para não aparecer. Se me chamou é para me dar um bom personagem e espaço, senão estou fora", avisa.


Na opinião do ator, novela de Antônio Calmon não passa de uma grande brincadeira
Foto: Carta Z Notícias Luiza Dantas

Veterana criatura da noite

Eterno galã, Tarcísio Meira agora vive a experiência de ser um vampiro

André Bernardo
TV Press

Houve tempo que Tarcísio Meira só fazia papel de galã. Seus personagens, invariavelmente, era sempre heróicos, românticos, impolutos... Hoje, aos 63 anos, ele já se dá ao luxo de interpretar tipos asquerosos, como o Dom Jerônimo de "A Muralha", um fanático religioso que morreu na fogueira da Inquisição, ou simplesmente cômicos, como João Medeiros, um fotógrafo bon vivant que trazia piercings na orelha. Mas Tarcísio Meira nunca foi tão longe. Em "O Beijo do Vampiro", ele interpreta uma autêntica criatura das trevas, que se alimenta de sangue humano. "Num certo momento da carreira, tive o maior cuidado em não desapontar o público. Ele esperava de mim uma postura de super-herói. Hoje, ele já espera qualquer coisa de mim", brinca. Mesmo sem se importar em manter a imagem de "homem-dos-sonhos-das-donas-de-casa", Tarcísio pediu ao autor Antônio Calmon que o protagonista da próxima novela da novela das sete fosse um "vampiro comedido", desses que não machucam nem crianças nem velhinhos. "Não é o fato de ser ou não mau-caráter que torna o personagem bom. Ele é bom quando você acredita nele e, principalmente, quando o público acredita no que estou fazendo", teoriza.

Entrevista / Tarcísio Meira

Com mais de 40 anos de TV, já tinha passado pela sua cabeça fazer um vampiro numa novela?
Tarcísio Meira - Nunca em tempo algum. Mesmo porque vampiros não fazem parte da cultura brasileira. Essa novela não passa de outra grande brincadeira do Antônio Calmon. Assim como "Um Anjo Caiu do Céu". Quando recebi o convite, pensei logo: "Como vou fazer para compor um vampiro?" Sei lá! Nunca vi um... Como eu posso saber? Não sei. O jeito é brincar em cima disso. Não tenho outra intenção senão me divertir e divertir o público também com essa história de vampiros.

Você costuma dizer que o mais importante na profissão de ator é fazer o público acreditar nos personagens que interpreta. Como pretende fazê-lo acreditar num vampiro?
Tarcísio - Felizmente, nós, atores, estamos nos sentindo muito calçados. Afinal, reconheço o quanto é difícil para mim interpretar um personagem tão fora do comum. Do pouco que sei, vampiros costumam beber sangue. E não morrem jamais, não é mesmo? Eles não são eternos? São mortos-vivos que renascem a cada instante. Não há muito o que dizer sobre vampiros.

Você tinha o hábito de assistir a filmes do gênero, como aqueles protagonizados no cinema por Christopher Lee ou Bela Lugosi?
Tarcísio - Não. Nunca gostei muito de histórias de vampiros. Nunca fui um aficcionado pelo gênero. Dos poucos que vi, não lembro de quase nada. Achava divertido e só. Mas também não quis ver ou rever nenhum deles. Não julguei necessário. Vi a novela "Vamp", mas só alguns capítulos. Eu me divertia muito. A história era muito engraçada.

Qual foi sua reação ao se ver no espelho com olhos demoníacos e dentes pontiagudos?
Tarcísio -Barbaridade! Na primeira vez que me olhei no espelho, levei um susto. Tive medo de mim mesmo. Cheguei a ter pesadelos à noite. Mais tarde, quando fiz o implante de cabelo, me senti o próprio sobrinho do Rei Arthur. Nunca estive tão cabeludão no vídeo. Ter cabelos compridos é muito chato. Sinceramente, não sei como as mulheres agüentam... Além disso, a armadura que uso compõe muito bem o personagem, com direito a elmo e a espada. Acho tudo muito divertido. Só não é mais divertido porque a armadura impede os movimentos. Às vezes, fica difícil até para andar...

As primeiras cenas de "O Beijo do Vampiro" foram produzidas em Portugal. Como foram as gravações?
Tarcísio - As gravações foram ótimas. Quebrei duas costelas lá. Levei um escorregão no banheiro do hotel. Os banheiros de lá não têm chuveiro. O chuveiro deles fica em cima da banheira. E a banheira não tem qualquer proteção antiderrapante. Na hora que fui lavar a cabeça, meu pé escorregou e caí para trás. O chão devia estar todo ensaboado. Quando caí no chão, não lembro de mais nada. Foi horrível! Bati as costas, quebrei duas costelas... Doeu muito. Doeu não, ainda dói. Felizmente, não bati a cabeça nem a coluna.


Jurássicos
e perigosos

"Parque dos Dinossauros" e cinebiografia de Bruce Lee são as atrações do domingo na Globo

A seleção de filmes no domingo volta a ganhar atenção especial das emissoras. Neste dia, a Globo tem investido em recordistas de bilheteria para atrair toda a família e faturar em audiência. Desta vez, o "Temperatura Máxima" exibe o peso-pesado "Parque dos Dinossauros", de Steven Spielberg. O filme de 1993 é uma adaptação do best-seller de Michael Crichton e faturou os Oscars de Melhor Som, Edição de Som e Efeitos Visuais. De fato, as criaturas, criadas em computador, dão um banho de interpretação no elenco, que não é lá essas coisas. À noite, a emissora exibe "Dragão: A História de Bruce Lee". Baseado no livro de Linda Lee Cadwell, o filme conta a história do lendário astro de filmes de Kung-Fu. Imperdível para os aficcionados no gênero pancadaria, mas também para quem adora um drama "baseado em fatos reais".


Rombo na grade

Horário eleitoral mexe de forma radical na programação

Roberta Brasil
TV Press

O horário eleitoral gratuito não é exatamente encarado com simpatia pelos profissionais de televisão. Ele altera a programação e gera constrangimentos, em função dos programas que são reduzidos ou retirados da grade. Sem contar a queda de audiência. De noite, com os programas "empurrados" para mais tarde, pode representar uma redução de 10% a 20% no Ibope de cada emissora. Pior: o horário eleitoral, que começa nesta terça, causa prejuízos mais palpáveis, em dinheiro. Em função das duas inserções diárias de 50 minutos - entre 13 e 13h50 e 20h30 e 21h20 -, os contratos comerciais precisam ser renegociados. "A maior dor de cabeça é esta. Cada minuto representa uma grana e, por mais que as alterações sejam bem-planejadas, o prejuízo é inevitável", diz o diretor de programação da Band, Rogério Gallo.
Mas poucos aceitam falar oficialmente sobre as mudanças. A Globo, por exemplo, divulgou um boletim com as alterações na grade com 15 dias de antecedência. Só que não explica os critérios de escolha. A Central de Comunicação limita-se a anunciar que "as decisões de programação são estratégicas e a grade é adaptada para proporcionar o melhor ao público". Assim, tenta evitar o burburinho em torno dos programas preteridos e defenestrados. Já Record, SBT e Rede TV! parecem ter encontrado sérias dificuldades em fazer os ajustes. Mesmo com os horários de programação política previamente estabelecidos e anunciados pelo Tribunal Superior Eleitoral, as emissoras aguardaram a reunião com o TSE, na semana passada, para planejar as mudanças. O argumento em comum - e oficioso - foi de que a ordem de aparição dos candidatos poderia influir na programação.
Na MTV não houve drama. Durante a semana, o "Central" absorve a primeira edição do TSE e, à noite, o "Control Freak" perde meia hora. Já no sábado, quem perde duas horas é o "Comando", que termina às 17 horas e antecipa todos os programas seguintes. Mas a Band foi a que menos mudou. A primeira interrupção acontece no meio do "Melhor da Tarde". À noite, o "Esporte Total" perde meia hora e sai do ar às 20h30. Já o "Sob Controle" vai começar mais tarde, às 21h20, e termina às 22h15, quando entram os filmes.
A mexida na grade também serve de desculpa para uma "limpeza geral". Alguns programas são apenas suspensos. Outros, porém, continuam de fora após as eleições. É o que a Globo pretende fazer com "Linha Direta". Apesar da audiência, em torno dos 30 pontos, o programa - que dramatiza crimes hediondos - enfrenta a oposição de jornalistas dentro da própria emissora. A informação sobre o fim do programa não é oficial. Outro que sai da programação da Globo e não tem retorno confirmado - pelo menos para este ano - é "Fama". Com a final, do dia 17, o programa deixa a grade de segunda a sábado mais folgada para a emissora. No fim da noite, entra de terça a sexta a reprise da minissérie "Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados" - um tempero erótico para tentar manter o público desperto. Já "Brava Gente" e "Os Normais", apesar de suspensos, têm retorno garantido.

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Novidades

Nas bocas

A modelo Daniella Cicarelli foi uma das sensações da São Paulo Fashion Week, estrelou o catálogo da grife Spezatto e agora está cotada para fazer parte da novela "A Pequena Travessa". Daniella fez teste para a próxima trama adaptada pelo SBT, que tem estréia prevista para outubro no lugar de "Marisol".

Prestígio
Daniela Escobar está na mira de duas produções globais. A atriz está cotada para fazer um personagem em "A Casa das Sete Mulheres", minissérie de Walter Negrão e Maria Adelaide Amaral que deve estrear no final do ano. Manoel Carlos também deve chamá-la para atuar na novela que está desenvolvendo para substituir "Esperança".

Assediada
Sem contrato com a Globo desde o final de " O Clone", Solange Couto vem sendo sondada por Band e Record para apresentar um programa feminino. Já o SBT estaria pensando em Solange para o elenco da sua próxima novela, "Pequena Travessa".

Animados
A Rede TV! está tão entusiasmada com o sucesso de "Betty, A Feia", que já está pensando em importar outro dramalhão, dessa vez colombiano. Trata-se de "Pedro, El Escamoso". A Record também estaria de olho na novela, que vem fazendo sucesso em outros países latino-americanos.

Externas
Luciana Gimenez vai sair mais do estúdio. A apresentadora da Rede TV! vai começar a fazer matérias para o "Superpop". Na pauta, matérias variadas, desde assuntos do cotidiano a temas polêmicos e questões sociais. As primeiras matérias estão sendo feitas em São Paulo, mas a produção já estuda fazer outras fora da cidade nos finais de semana.


A semana

Poeta popular
O "Curta Brasil" deste domingo, à meia-noite, na Cultura, presta uma homenagem ao poeta popular Patativa do Assaré, que morreu no último dia 8 de julho, aos 93 anos. O curta "Patativa" é uma cinebiografia com animação feita por Ítalo Maia e narração do próprio Patativa. Suas poesias cantam o sertão, a natureza árida da terra e ficaram nacionalmente conhecidas nas vozes de intérpretes como Luiz Gonzaga, Raimundo Fagner, Sérgio Reis e Daúde.

Aniversário
O programa "Eliana e Alegria" desta segunda, às 14 horas, na Record, atinge a milésima edição. A produção será apresentada ao vivo. Para comemorar a data, a apresentadora Eliana vai receber vários artistas. Entre eles, os cantores Alexandre Pires, Wanessa Camargo e Gil, além de atrações do Beto Carrero World.

Alteração
"A Grande Família" vai ser exibida em novo dia e horário. O programa agora passou para quarta-feira, logo depois da novela "Esperança". O humorístico vai mostrar o episódio "Vai Pra Casa, Beiçola", que terá participação especial da atriz Thaís Araújo. Ela vive Maria da Graça, menina que chega do Nordeste para trabalhar na pastelaria de Beiçola (Marcos Oliveira) e acaba noiva do comerciante.

Corrida musical
A MTV exibe ao vivo o oitavo "Video Music Brasil" nesta quinta, às 22 horas. A emissora vai premiar os melhores clipes nacionais em uma festa que vai durar uma média de duas horas e meia. A apresentadora do evento será a gaúcha Fernanda Lima, que vai contar também do pessoal do grupo humorístico Hermes & Renato para animar a platéia.

 
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