Joinville         -          Domingo, 22 de Dezembro de 2002         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




Rústico
CL-244 foi feito para enfrentar qualquer terreno: além da robustez e da tração 4 x 4, conta com motor turbodiesel de 2.8 litros
Fotos/Carta Z Notícias Luis humberto

Cross Lander,
o jipe das selvas
brasileiras

Modelo CL-244, montado em Manaus, chega ao mercado para conquistar amantes do off-road

Junte chassis, carroceria e tecnologia "off-road" da marca romena Aro com um vigoroso motor diesel de 132 cv produzido pela International no Rio Grande do Sul. Adicione uma transmissão Eaton, faróis General Eletric, direção hidráulica TRW, bateria Moura e pneus de uso misto da Goodyear, num total de 37 fornecedores estabelecidos no Brasil, até atingir 70% de nacionalização. Tempere com o marketing de um veículo "made in Amazônia" e ofereça preferencialmente ao voraz mercado americano, sempre curioso por exotismos. Reserve uma parte para saciar os brasileiros saudosistas do rústico Toyota Bandeirante, que saiu de linha no ano passado.
Essa receita singular define a estratégia da Cross Lander, que fabrica na Zona Franca de Manaus o jipe CL-244, aguardado nas revendas da marca no fim de dezembro. Para o final de janeiro, está agendado o desembarque da picape CL-330.
A composição acionária da Cross Lander Indústria e Comércio Ltda. ajuda a explicar essa estratégia aparentemente complexa. Trata-se de uma joint-venture entre a empresa brasileira Samambaia, com 70% do capital, e a norte-americana Lacaro Auto, com os restantes 30%. A Samambaia fabrica na Zona Franca de Manaus barcos da marca Bayliner e ainda controla 30% do capital da Kia Motors do Brasil.
Já a Lacaro Auto é uma distribuidora de veículos sediada em Miami que se dedica à comercialização de off-roads da Aro e de outras marcas. Pode parecer estranho que um mercado sofisticado como o americano acolha um modelo tão rústico como o Cross Lander CL-244. Afinal, trata-se de um veículo projetado para uso militar há 40 anos e exportado pela Aro desde 1965, com o nome de CL 24, para mais de 50 países de todo o mundo.
Os únicos reforços de modernidade ao veteraníssimo lameiro romeno são o motor, transmissão e os outros equipamentos "made in Brazil". Veículos 4X4 despojados como o Cross Lander CL-244 são enquadrados no mercado americano na categoria "truck light heavy", que é isenta de uma série de exigências em termos de segurança, emissões de poluentes, etc. Para o americano que compra modelos dessa categoria, tecnologia demais é vista como "frescura" - o que importa é robustez e preço baixo. Embora seja um pequeno nicho do mercado americano, já é um negócio que deve justificar o investimento de US$ 32 milhões feito em Manaus pela Cross Lander. "A produção prevista é de 3 mil unidades em 2003 e 5 mil em 2004", explica José Oliveira Neto, diretor comercial da Cross Lander.
Não por acaso, José Oliveira Neto foi "importado" da Toyota, onde durante anos foi responsável pelas estratégias de comercialização do Bandeirante. Desde o ano passado, com a decisão da montadora japonesa de desativar a produção do utilitário no Brasil, algumas marcas se habilitaram a atender à demanda por veículos robustos, rústicos e não tão caros quanto os Land Rover, por exemplo. Assim, em breve a cearense Troller e a amazonense Cross Lander podem ganhar a concorrência do Jalapão. Derivado do espanhol Santana Hanibal, o novo utilitário deve ser produzido em 2003 pela Fabral na cidade de Palmas, no Tocantins.

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Instantâneas

- A Rede Autorizada Cross Lander é formada por 18 concessionários nas cidades de Aracaju/SE, Blumenau/SC, Campo Grande/MS, Cuiabá/MT, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Joinville/SC, Manaus/AM, Manhuaçu/MG, Natal/RN, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio de Janeiro, Salvador/BA, Santarém/PA e dois postos na cidade de São Paulo.

- O galpão que abriga a fábrica da Cross Lander na Zona Franca de Manaus é o mesmo onde, nos anos 90, chegou a ser montada em CKD a Kia Besta.

- A americana Lacaro Auto possui 28 concessionárias espalhadas por 16 estados americanos, além de atender a América Central, o Caribe e parte da América do Sul.

- As dimensões do CL-244 são 4,32 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,89 m de altura, entreeixos de 2,35 m e vão livre do solo de 20 cm.

- Segundo a Cross Lander, o ângulo de ataque do CL-244 é de 35º e o ângulo de saída é de 24º.

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Tecnologia nacional
para um veículo europeu

Como o reconhecimento da marca romena Aro por aqui é nenhum, os atrativos do CL-244 para o mercado nacional são os equipamentos feitos no Brasil. A começar pelo motor International HS 2.8 L turbodiesel intercooler. Sua potência máxima é de 132 cv a 3.800 giros e o torque máximo é de 36,2 kgfm a 1.600 rotações. Sem a turbina variável do motor Powerstroke, que se tornou a atração da Ford Ranger, essa motorização conta com cabeçote de alumínio, virabrequim temperado por indução e injetores de duplo estágio.
Já a transmissão é uma Eaton FSO-2405D, com tração 4X4 selecionável - traseira no modo 4X2 - e cinco marchas mais uma. Da TRW vem a direção hidráulica, com esfera recirculante. Para encarar charcos e asfaltos, o carro sai de fábrica com pneus de uso misto Goodyear Wrangler ATS 235/75 R15.
Mas tantas referências da tecnologia automotiva nacional pouco significam se o preço não for competitivo, como era o do extinto Bandeirante. A Cross Lander estima que o CL-244 seja oferecido por R$ 55.400,00 com CD player e ar-condicionado de série. Já a picape CL-330 deve chegar em janeiro custando a partir dos R$ 48 mil.


Comemoração
Representantes das montadoras recebem troféus durante a quarta edição da premiação
Foto: Divulgação

Os melhores
carros do ano foram
eleitos por jornalistas

Abiauto realiza Prêmio Imprensa Automotiva 2002

Luís Meneghim
Editor do AN Veículos

São Paulo (SP) - A mais representativa eleição da indústria automobilística, o Prêmio Imprensa Automotiva 2002, apontou na última quarta-feira os modelos vencedores nas categorias carro nacional, popular, importado, picape e utilitário-esportivo. A eleição foi promovida, pelo quarto ano consecutivo, pela Abiauto (Associação Brasileira da Imprensa Automotiva), que reúne representantes de jornais, revistas, sites e emissoras de rádio e televisão de todo o País.
A eleição e entrega dos troféus foram feitas com uma grande festa no Buffet Colonial, em São Paulo, com patrocínio da Goodyear. De Santa Catarina, foram jurados dois profissionais de imprensa: Luís Meneghim, de A Notícia e Wilson Libório, de "O Estado". Os 26 veículos finalistas do Prêmio Imprensa Automotiva 2002 foram escolhidos durante a realização do Salão do Automóvel, dia 9 de outubro em São Paulo.
Na categoria carro nacional, o eleito foi o Fiat Stilo, com 20 votos, que concorreu com o Ford Fiesta, o Citröen Picasso, o Volkswagen Polo, o Toyota Corolla e o Ford Focus. Desde o seu lançamento, em setembro de 2002, o Stilo já recebeu outros importantes prêmios: Melhor Carro Nacional, pelo Top Car TV; Carro do Ano; pela revista "Auto Esporte"; Melhor Auto Mercosul, pela imprensa especializada argentina e Principal Lançamento Nacional do Ano, pelos internautas do site da revista "Quatro Rodas".
Do ponto de vista do mercado, o Stilo é também um sucesso de vendas. Em menos de três meses de mercado já somou, no atacado, 6.304 unidades. Mas o ponto forte do Stilo é a tecnologia: o compacto médio italiano inovou com o sistema de direção Dual Drive e função City, que reduz em 50% o esforço em manobras,. ar condicionado "Dual temp", oito airbags e o teto solar Sky Window, com cinco lâminas de vidro.
O vencedor na categoria Popular foi o Ford Fiesta ( que também concorreu na categoria nacional ), somando 29 votos dos 35 eleitores. O popular da Ford concorreu com o Peugeot 206, Renault Clio, Volkswagen Polo e Fiat Palio. O novo Fiesta conta com dois motores "populares", o 1.0 ( 66 cv) de aspiração natural e o inédito 1.0 Supercharger ( 95 cv), uma evolução em termos de engenharia, já que a potência final pode ser comparada a motores de 1.6 litro. Além disso, o novo Fiesta vem atingindo volumes crescentes de vendas. Desde que foi lançado, em junho, ajudou a Ford a conseguir uma grande virada: sair de 8,7% para 11,3% de participação no mercado nacional.
No segmento das picapes, os jornalistas escolheram a Ford Ranger, que somou 30 votos, concorrendo com Chevrolet S10, Fiat Strada. Toyota Hilux e Mitsubishi L200. A motorização é o principal diferencial que coloca a linha Ford Ranger à frente das concorrentes. Em todas as três versões disponíveis -, 2.3 de quatro cilindros 16V e 4.0 V6, a gasolina, e 2.8 Power Stroke turbodiesel - ela é a mais potente da categoria.
Na categoria dos importados, a vitória ficou com a nova Mercedes-Benz Classe E, que recebeu 21 votos de um total de 35. Ficaram na segunda colocação, empatados, Alfa Romeu 147 e Citröen C5. Vendido no Brasil desde julho, o novo Classe E trouxe várias inovações tecnológicas. Uma delas é o sistema de frenagem eletroidráulico Sensotronic Brake Control, o SBC, desenvolvido especialmente pela Mercedes-Benz e que é equipamento de série no Classe E.
O novo Jeep Cherokee Sport foi vencedor da categoria Utilitário-esportivo, derrotando o Mitsubishi Pajero TR-4, BMW X5, Jeep Cherokee Sport, Audi Allroad e Toyota RAV 4. O modelo, que chegou ao mercado brasileiro em abril de 2002, mais uma vez revolucionou os conceitos de engenharia e estilo, criando uma combinação única de robustez, capacidade "off-road" e excepcional dirigibilidade na estrada. É equipado com um novo motor V6, de 3.7 litros, de 211 cv, e transmissão automática de quatro velocidades.

Os vencedores
Categoria / modelo

  • Nacional / Fiat Stilo
  • Popular / Ford Fiesta
  • Importado / Mercedes-Benz Classe E
  • Picape / Ranger
  • Utilitário-esportivo / Jeep Cherokee Sport


Autovia

Vontade aventureira

A Volkswagen resolveu investir no ainda tímido segmento dos crossovers - veículos que reúnem dois conceitos em um só. A marca está lançando a Parati Crossover, (Foto) que chega ao mercado para brigar diretamente com o Fiat Palio Weekend Adventure. Assim como o rival - e como qualquer veículo com proposta on/off-road -, o modelo da Volks vem com suspensão elevada em 2,7 cm, pneus mais largos e rodas aro 15. Os detalhes estéticos, porém, são bem discretos. Ao contrário da Adventure, a Parati Crossover não traz estribos nem quebra-mato. Por dentro, a Parati Crossover recebeu um acabamento nos bancos com detalhes em vermelho. Como opcionais, airbag duplo, ABS, retrovisores elétricos e rádio/CD player com controle no volante. A Parati Crossover vai ser comercializada com motor 1.0 16V turbo e 2.0, ambas de 112 cv, e custando R$ 34.950,00.

Liderança consolidada
O ano de 2002 será histórico para a Toyota do Brasil. A marca passa a liderar um dos mais competitivos segmentos de veículos: o de sedãs médios. Nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, o novo Corolla assumiu a liderança deste segmento registrando uma média de participação neste mercado da ordem de 25%. Em novembro, segundo números do varejo, o Corolla totalizou 2.536 unidades vendidas, ficando em segundo lugar o Honda Civic, com 1.845, seguido do Chevrolet Astra, com 1.843, e Santana, da Volkswagen, com 1.728 carros colocados no mercado. O Vectra, que já foi líder nesse segmento, teve apenas 215 unidades vendidas. Devido à surpreendente demanda, a Toyota é a única montadora instalada no País com fila de espera para entrega de veículos. Atualmente, mais de três mil clientes que já deram sinal em dinheiro aguardam as chaves do carro. Para atender à demanda, em fevereiro, será implantado o segundo turno na fábrica de Indaiatuba (SP), onde o modelo é fabricado.

Placa

Em casa - O Honda Accord foi eleito o Carro do Ano no Japão. O modelo ganhou a tradicional eleição pela terceira vez, repetindo a primeira colocação obtida em 1985, quando o carro estava em sua terceira geração, e em 1993, já na quinta geração - o Accord atual é a sétima geração do modelo. O julgamento foi feito por jornalistas especializados em veículos da terra do Sol Nascente e levou em conta quesitos como performance, conforto, segurança e níveis de emissões de poluentes.

Estratégico - A General Motors aproveitou as mudanças nas alíquotas de IPI para ressuscitar o motor 2.0 na linha 2003 do Vectra. No final de janeiro, as concessionárias da marca Chevrolet voltam a comercializar a versão CD do sedã com o propulsor de oito válvulas e 110 cv. A montadora ainda não divulgou os preços do modelo, mas graças ao menor IPI - motores acima de 1.0 até 2.0 pagam 16%, contra 25% dos propulsores superiores - o Vectra 2.0 deve ficar mais em conta que os "salgados" R$ 56.697,00 da versão 2.2 16V.

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