Joinville         -          Quinta-feira, 2 de Maio de 2002         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




Amor desajeitado

Companhia belga encena no Teatro Juarez Machado espetáculo energético que discute tema universal

A companhia belga Abel e Gordon apresenta hoje, no Teatro Juarez Machado, "A Dança das Galinhas". Comédia burlesca, o espetáculo já foi encenado no Teatro Ademir Rosa, em Florianópolis. A peça conta a história de Charles e Rosy, dois amantes desajeitados unidos pelo mago vegetariano Cupidon. Charles é um belga solitário e lunático, Rosy é uma escocesa grandalhona, ruiva e sexualmente tímida. O casal vive uma história de amor estranhamente reconhecível, repleta de gafes, às margens da catástrofe. A trama é transportada para o palco através de um trabalho simples mas energético, baseado na arte dos palhaços. A promoção é da Prefeitura de Joinville, Fundação Cultural (FCJ) e Aliança Francesa.

O QUÊ: Espetáculo A DANÇA DAS GALINHAS. QUANDO: Hoje, às 20h. ONDE: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos Cau Hansen, av. José Vieira (Beira-rio), 315, Joinville, tel.: (47) 433-2190 (FCJ, pela manhã). QUANTO: R$ 15,00.


Quinteto Villa-Lobos
toca em Joinville

Considerado o melhor grupo camerístico do Brasi, banda carioca faz apresentação única hoje, no Cine Teatro do Sesc

Joinville - O Quinteto Villa-Lobos, do Rio de Janeiro, considerado o melhor grupo camerístico do País, é a atração de hoje no projeto Sonora Brasil, em Joinville. O espetáculo que reúne música de câmara brasileira e inclui composições populares, acontece no Cine Teatro do Serviço Social do Comércio (Sesc), a preços acessíveis.
Em quatro décadas de trabalho, o Quinteto gravou nove discos com obras de Villa-Lobos, Raphael Baptista, Edino Krieger, K-Ximbinho, Anacleto de Medeiros, Benedito Lacerda, Pixinguinha, entre outros compositores nacionais, tendo-lhe sido dedicadas obras de autores como Radamés Gnattali, Guerra-Peixe, Ronaldo Miranda e Mário Tavares.
Com apresentações realizadas de Norte a Sul do País, em 1987 o Quinteto Villa-Lobos realizou uma turnê pela América do Sul. A promoção foi do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e também abriu as comemorações do ano Villa-lobos, em Paris, na Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e Cultura (Unesco). Em julho do ano passado, o grupo se apresentou com Egberto Gismonti no Festival Tocar La Vida, na Argentina.
Apoiados pela Prefeitura do Rio de Janeiro, entre os anos de 1998 e 2000, os músicos também realizaram apresentações didáticas em escolas do município, sempre enfatizando o repertório brasileiro, inclusive encomendando obras inéditas de compositores cariocas. Dentro desta proposta, foram realizadas audições em espaços tradicionais do Rio de Janeiro como a sala Cecília Meirelles, o Teatro do Planetário da Gávea e o Teatro Carlos Gomes. Em 2001, na primeira edição nacional do Prêmio Carlos Gomes, o Quinteto recebeu do governo de São Paulo o título de melhor grupo camerístico do País.

Choro

Na década de 70, os instrumentistas do grupo enriqueceram a proposta de divulgar a música brasileira com a inclusão de compositores populares em seus programas. Assim, ele ultrapassou o primeiro contato com o choro, feito através de Radamés Gnattali e Heitor Villa-Lobos, realizou a primeira gravação de "Choros de Câmara" e interpretou o gênero não apenas de forma estilizada (erudita), mas principalmente na forma original, ou seja, a popular.
O trabalho do Quinteto Villa-Lobos e de seus instrumentistas, todos professores univesitários, é conhecido entre os mais importantes festivais de música do Brasil, como o de inverno de Campos do Jordão, em São Paulo, a Oficina Orquestra Jovem, de Curitiba, no Paraná, o de inverno de Londrina (PR), o de música de câmara da Paraíba e o Curso de Verão de Brasília, no Distrito Federal.

O QUÊ: Apresentação do QUINTETO VILlA-LOBOS. QUANDO: Hoje, às 20h. ONDE: Cine Teatro do Sesc Joinville, rua Itaiópolis, 470, América, Joinville, tel.: (47) 433-3100. QUANTO: R$ 5,00 e R$ 2,50 (comerciários e estudantes).


Aroeira volta com fome de
palco e abrilhanta projeto Quinta Jam

Joinville - O que antes era para acontecer apenas uma vez ao mês passa agora a ser semanal. Isso graças ao ex-Expresso Daniel Lucena, que na semana passada lotou o Big Bowlling de Joinville na estréia do projeto Quinta Jam, programado inicialmente para a última quinta-feira de cada mês. Para marcar a mudança de planos, a casa apresenta hoje o grupo Aroeira, que aos poucos vai retornando ao cenário musical joinvilense.
Surgido em 1995 com o intuito de fazer MPB com sotaque próprio, o Aroeira se tornou um dos mais aclamados grupos locais dos últimos. Além de apresentações regulares e concorridos, o quinteto fez parte do Projeto Pixinguinha (promovido pela Funarte), chegou várias vezes à final do Festival de Música Brasileira de Maringá (PR) e tocou na Europa. Em 1996, o Aroeira chegou a montar um show ("Música Brasileira"), apresentado na Sociedade Harmonia Lyra.
No entanto, em 2000 a banda foi obrigada a parar. "Estava difícil arrumar palco para tocar", esclarece o vocalista/violonista Dentinho. Há cerca de um mês, ela fez um retorno tímido no Cais 90 Bar, com Dentinho, Formiga (baixo) e Jonas (percussão), da formação original, ao lado de André (bateria) e Edinho (teclado). A partir do show no Big Bowlling, o grupo espera retomar as atividades e se concentrar no futuro, que inclui a gravação de seu primeiro CD, a ser lançado até outubro. "Dos Porões da Alforria", "Nos Trilhos da Estação", "Valentia", "Maria Fumaça" e "Pêndulo" são algumas das músicas que estarão no disco e também no show desta noite, que terá ainda canções de Alceu Valença, Gilberto Gil, Caetano Veloso e Chico Buarque.

O quê: Quinta Jam, com o grupo Aroeira. Quando: Hoje, às 21h. Onde: Big Bowlling, rua São Paulo, 185, centro, Joinville, tel.: (47) 433-1233. Quanto: Gratuito.


Coral da Univali
prepara quarto CD da carreira

Joinville - O coral da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) está em estúdio gravando seu quarto CD. Um ano depois do lançamento de "Bem Brasil", trabalho que reverenciou ritmos e harmonias dos quatro cantos do País, o novo disco ainda não tem título definido. Fruto do Projeto Cultural Seara Univali, parceria entre a universidade e a empresa de produtos alimentícios, o álbum terá repertório popular nacional e internacional, com músicas de artistas brasileiros consagrados, sucessos da música italiana e hits da black music americana.
O resultado reserva surpresas, mas uma característica já pode ser vislumbrada: a variedade musical e cultural. O lançamento deverá acontecer em agosto, coincidindo com o 14º aniversário de existência do grupo. Com uma proposta inovadora no canto coral, o Coral da Univali usa a expressão corporal como pano de fundo em seus espetáculos, sempre evidenciando seu principal atrativo, a qualidade vocal.


Abertas
inscrições para seminário

Joinville - Estão abertas até 7 de maio as inscrições ao 1º Seminário Nacional de Violão Vital Medeiros. O seminário será realizado no Teatro Municipal Paschoal Carlos Magno, em Mogi das Cruzes, São Paulo. Um dos diferenciais do evento é que as inscrições são gratuitas, sem limite de idade. Os cursos de aperfeiçoameno acontecem nos dias 11 e 12 de maio. A comissão organizadora oferece alojamento.
No cronograma de atividades estão previstos cursos de masterclass com Fábio Zanon e Tadeu do Amaral e workshop de gravação em estúdio com Ricardo Marui. Maurício Orosco ministra a palestra "Isaías Sávio e o desenvolvimento do violão erudito brasileiro no século 20", enquanto o professor da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), Giácomo Bartonoli apresenta um recital de violão. Gilson Nunes aborda a história do violão no Brasil e a figura de Vital Medeiros em São Paulo. Informações pelo (11) 4723-2320 ou pelo (11) 5536-4160, ramal 2018.


Conservatório
promove recital

Joinville - A beleza da arte de relembrar músicas que marcam a infância, o passado e os momentos especiais é o tema do espetáculo "Minhas Lembranças", que os alunos e professores da escola de música Conservatório Belas Artes de Joinville apresentam sábado no Teatro Juarez Machado.
O recital está sendo organizado desde o início do ano letivo. Os músicos estudaram a melhor forma de trazer para o palco a grande diversidade de estilos musicais (infantil, gospel, forró, samba, MPB e erudito).

O quê: Recital Minhas Lembranças. Quando: Sábado, às 20h. Onde: Teatro Juarez Machado, avenida José Vieira (Beira-rio), 315, Joinville, tel.: (47) 433-2190. Quanto: Gratuito. Ingressos no 2º piso do Shopping Cidade das Flores. Informações: (47) 422-1816.


Regente 1- A maestrina catarinense Mércia Mafra Ferreira rege a Camerata Antíqua, de Curitiba, amanhã e sábado, a convite da Secretaria Municipal de Cultura da capital paranaense, dentro de um projeto que consiste em oito apresentações com regentes convidados de outros estados. As audições serão na igreja Comunidade de Cristo, às 20 horas de sexta, e no Teatro Londrina (no Memorial de Curitiba), às 18h30 de sábado.

Regente 2 - "Esta oportunidade é muito importante para mim, já que a Camerata Antíqua é o mais importante grupo do sul do Brasil em seu gênero", diz a maestrina, ressaltando também que os eventos acontecem numa cidade de grande tradição na música erudita. Na primeira parte, ela regerá o coro e a orquestra para tocar os Botetos de Bruckner e as Seis Canções de Hendemith. Na segunda parte, Mércia incluirá três peças do maestro brasileiro Ernani Aguiar.

Regente 2 - Mércia Mafra Ferreira nasceu na cidade fluminense de Itaperuna e graduou-se em piano no Rio de Janeiro. Estudou regência coral com Isaac Karabtchewsky e também atuou como professora de educação musical no Rio e em Florianópolis. Entre outros corais, regeu o Coro Pró-Música de Florianópolis, entre 1990 e 1999, e atualmente está na direção do Polyphonia Khoros e do coral Julinda Ribas Camargo, da Igreja Presbiteriana de Florianópolis.

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Espetáculo

"Francisco de Assis", que será apresentado sexta, sábado e domingo em Florianópolis, não tem conotação religiosa e reúne 19 músicos e atores
Foto: Divulgação - Rodrigo da Costa

Santo pop

São Francisco de Assis é tema de um musical que entra em cartaz no Teatro Ademir Rosa, na Capital

Florianópolis - Musical com uma linguagem "sacro popular brasileiro", o espetáculo "Francisco de Assis" será apresentado sexta, sábado e domingo no Teatro Ademir Rosa, do Centro Integrado de Cultura (CIC), na Capital. A trilha sonora com 17 músicas é interpretada ao vivo 19 músicos e atores. No papel principal o ator Ciro Barcelos, que também assina o roteiro e a direção.
A concepção do espetáculo surgiu depois de uma viagem de Barcelos à cidade de Assis, na Itália, em 1994, quando passou seis meses dormindo em conventos, fazendo jejum e retiros. Se aprofundou na história de Francisco Bernardone, nascido em 1182 e que abandonou todas as suas posses para propagar a palavra de Deus. Morreu em 1226, aos 44 anos, praticamente cego e tomado por chagas.
De volta ao Brasil, o ator e bailarino estreou o musical em 1996 e desde então, mais de 500 pessoas já assistiram o musical. Com a indumentária clássica dos franciscanos é quase impossível reconhecer em Barcelos bailarino que integrou o Dzi Croquetes na década de 70 se vestindo de Carmem Miranda e de prostituta. Apesar de trazer a trajetória do santo, o espetáculo não tem uma conotação religiosa.

O QUÊ: MUSICAL FRANCISCO DE ASSIS. QUANDO: Sexta, sábado às 21h e domingo, às 19h. ONDE: Teatro Ademir Rosa, do Centro Integrado de Cultura (CIC), av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, tel.: (48) 333-2166. QUANTO: R$ 40,00 e R$ 20,00 (levando um quilo de alimento não perecível).


Calouros modernos

Novos reality-shows da Globo e do SBT apostam em gente talentosa

Rodrigo Teixeira
TV Press

Rio de Janeiro - Com a estréia de "Fama", na Globo, e "Popstars", no SBT, outro gênero de reality-show chega a televisão brasileira. Agora, em vez de os telespectadores assistirem a pessoas confinadas, disputando provas estapafúrdias atrás de cachês vultosos, as novas produções de Globo e SBT investem no "assistencialismo cultural". Ou seja, revelar talentos artísticos. A sensação ao se assistir "Fama" e "Popstars" é a de que são produtos com embalagens novas, mas com conteúdos nem tão desconhecidos assim. Mostrar revelações musicais na tevê é um negócio explorado desde a década de 40, no rádio, na década de 60 por Chacrinha, nos anos 70 por Silvio Santos e, recentemente, por Raul Gil nas tardes de sábado da Record. A diferença agora é que os calouros de "Fama" e "Popstars" não ficam apenas o tempo de cantar no palco, receber um pequeno cachê e ir embora da emissora sonhando em ficar famoso.
Como reality-show, aparentemente, é bem mais agradável acompanhar uma turma que "canta, toca e improvisa" do que as do tipo do "Big Brother Brasil" e "Casa dos Artistas", que não têm qualquer talento. Nesses, os integrantes mais convivem numa ociosidade hiperexposta do que criam algo de útil. De uma maneira ou de outra, tanto "Fama" quanto "Popstars" chegam em uma hora em que os programas musicais minguam na tevê aberta. Fora "Bem Brasil" e "Musikaos", ambos da TV Cultura, não há produção que abra espaço ao vivo para músicos. Na Globo, por exemplo, não existe hoje em dia um programa realmente musical, como os extintos "Som Brasil", "Chico & Caetano" ou mesmo o "Globo de Ouro", que pecava pelos playbacks. Ao colocar "Fama" no ar, a emissora deixa evidente que só o fez por modismo, já que tem estrutura de sobra para realizar este tipo de produção a qualquer momento.
Por isso, comparar "Fama" a "Popstars" chega a ser covardia. O padrão de qualidade da Globo deixa evidente a discrepância de imagem e som em relação à emissora de Silvio Santos. "Fama" parece infinitamente superior a "Popstars" e traz integrantes surpreendentemente bem escolhidos. Sem exceção, todos sabem cantar, tocar vários instrumentos e dançar razoavelmente. A diferença para o SBT é que a Globo pulou a parte da "peneirada" e foi logo apresentando o elenco do programa. Já Silvio Santos preferiu exibir a prova em que reuniu milhares de meninas no Sambódromo de São Paulo para tentar uma vaga em "Popstars".
As duas emissoras, porém, não evitaram o sensacionalismo, mesmo que em escalas diferentes. Em "Fama", por exemplo, foi exibido o momento em que os competidores contavam por telefone aos pais o resultado da prova global. "Eu não vou cantar, pai, não vou cantar", informava aos prantos uma eliminada da Globo. Já em "Popstars", muitas concorrentes lembravam como conseguiram dinheiro emprestado para virem de ônibus, de lugares distantes de São Paulo, para o teste do SBT. "Minha família ficou sem dinheiro, mas eu vim", relatava, chorosa, uma das concorrentes.

 
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