Joinville         -          Domingo, 10 de Novembro de 2002         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




Vitaminado
Além do motor mais potente, por fora, o Clio RT 1.6 16 válvulas tem linhas mais agressivas e, por dentro, conjunto de acessórios mais completo que os concorrentes
Fotos/Pedro Paulo Figueiredo

Clio RT
1.6 ---- 16V

Compacto "top" da Renault se destaca pelo conjunto equilibrado e pela ampla lista de acessórios. Bom desempenho minimiza o preço, o maior em seu segmento

O Clio RT 1.6 16 válvulas tem uma responsabilidade muito clara na linha Renault: ser uma espécie de "vitrine" do potencial de sofisticação do carrinho. Além disso, existe também para tornar mais cômoda a vida dos consumidores que desejam comprar o compacto da marca já completinho de fábrica, sem se preocupar com listas de itens de série e opcionais, limitações do motor e, claro, o alto preço cobrado por isso tudo. Aliás, nem a Renault parece se preocupar muito em vendê-lo, visto que não baixou o preço do carro significativamente mesmo depois das mudanças nas alíquotas de IPI. Sendo assim, o Clio RT 1.6 16 válvulas justifica sua posição de "top" de linha em todos os aspectos: exibe um conjunto muito equilibrado, que concilia um farto "recheio", com um desempenho bastante satisfatório. E, "c'est la vie", um preço um tanto elevado.
O Renault Clio RT 1.6 16V custa R$ 29.490,00. Ou seja, é mais caro que o Ford Fiesta 1.6 8V, de R$ 26.867,00; que o Fiat Palio Stile 1.6 16V, de R$ 26.410,00; que o Corsa hatch 1.8 8V, de R$ 24.640,00; que o Volkswagen Gol Power 1.6 8V, de R$ 22.446,00; e até mesmo que o Volks Polo 1.6, de R$ 26.946,00. É mais barato apenas que o Peugeot 206 1.6 16V Passion, de R$ 30.550,00. Mas vale destacar que todos os rivais com preços menores têm bem menos itens de série. E, ao receberem os opcionais necessários para equipararem-se ao Clio RT, ainda ficariam devendo em equipamentos ou alcançariam preços semelhantes ou superiores. O único opcional do Clio RT é a pintura metálica, que acrescenta R$ 620,00 ao preço de tabela, chegando a R$ 30.110,00.
O Clio RT, porém, tem alguns predicados que ajudam a reduzir o impacto do seu preço um tanto elevado. Sob o capô, por exemplo, o carro abriga um eficiente motor de quatro cilindros em linha com 1.6 litro e 16 válvulas, que dá conta do recado com vigor e em nada lembra as versões "populares" do modelo. São satisfatórios 110 cv de potência máxima a 5.750 giros e 15,2 kgfm de torque a 4.250 giros, gerenciados por um câmbio mecânico de cinco marchas.
Já no habitáculo, como um legítimo "top" de linha que se preze, o Clio hatch RT 1.6 16 V possui um "recheio" interessante. Tem os necessários ar-condicionado, trio elétrico e direção hidráulica e ainda uma longa listinha de "mimos" que ajudam a tornar a vida do motorista melhor, como alarme de luzes acesas, volante com regulagem de altura e rádio CD player, entre muitos outros. Na parte de segurança, além do realmente importante airbag duplo, traz apenas o normal: faróis de neblina, brake-light, barras de proteção nas portas e quatro apoios de cabeça. Freios com ABS, porém, não são oferecidos nem como item opcional.
Já no que se refere ao design exterior, o pedigree do Clio RT é denunciado pelos pára-choques e carcaças dos espelhos pintados na cor do carro e conjuntos óticos compostos por dois pares de refletores redondos, abrigados por sobrelentes. Nas versões mais "básicas" do compacto da Renault, pára-choques e espelhos são pretos, e os faróis não são subdivididos. (Roberto Dutra)


Boa disposição em
centros urbanos e estradas

O Renault Clio RT 1.6 16V justifica sua posição de "top" de linha não só no "recheio", mas também no desempenho. O carro não é um bólido, mas o motorzinho de 110 cv e 15,2 kgfm lhe confere uma performance vigorosa tanto na cidade quanto na estrada. Em ambiente urbano, por exemplo, o Clio RT 1.6 16V disputa os espaços com larga vantagem sobre os "populares" e suas dimensões enxutas o favorecem também frente aos modelos maiores. O modelo cabe em qualquer vaga, é fácil de guiar e não exige esforços do motorista tanto na condução quanto no controle de seu ímpeto.
Já na estrada o Clio RT também se sai bem, permitindo uma velocidade de cruzeiro de 120 km/h com comodidade e segurança, exibindo ainda surpreendente estabilidade. Registra a boa aceleração de zero a 100 km/h em 10,2 segundos, mas somente com muito esforço chega à máxima de 180 km/h. Ao abastecer, o Clio RT lembra a tradição da linha Clio: anotou a elevada média de 7,8 km/h.
Por dentro, porém, o Clio RT deixa a desejar em alguns aspectos de conforto, apesar do generoso pacote de itens de série. No banco traseiro, ocupantes com mais de 1,75 m de altura raspam a cabeça no teto. Além disso, apenas dois passageiros ficam cômodos - três já sentem apertos. E o motorista, embora disponha de agradável posição de dirigir, precisa se esticar para acessar os botões da trava central e dos vidros elétricos, instalados na parte frontal do console central. (RD)


Detalhes

Na Europa, o Clio passou por uma discreta reestilização no ano passado. Embora a Renault não confirme, essa "nova geração" deverá chegar por aqui no segundo trimestre de 2003.

A primeira geração do Renault Clio foi lançada em 1990. Desde então, o modelinho já vendeu mais de 5 milhões de unidades em todo o mundo.

O Clio hatch tem 3,77 metros de comprimento, 1,63 m de largura e 1,43 m de altura, com 2,47 m de distância entreeixos. O modelo pesa 1.015 kg em ordem de marcha.

O porta-malas do Clio RT hatch comporta 255 litros de bagagens, capacidade que chega a 596 litros com os bancos traseiros rebatidos. Já o tanque de combustível carrega 50 litros.

Os pára-lamas do Renault Clio - como os da Scénic - são feitos em Noryl, um composto plástico feito para suportar pequenos impactos de até 5 km/h, deformando-se e voltando em seguida à forma original.

O índice de nacionalização do Clio fabricado no País já é de aproximadamente 85%.

O Renault Clio tem garantia de um ano sem limite de quilometragem, com revisão gratuita aos 40 mil km e primeira troca de óleo aos 20 mil km. A carroceria tem garantia de seis anos contra corrosão.

As portas do Clio RT se travam automaticamente quando o carro atinge os 6 km/h.

Além do Clio, a Renault vende no Brasil o Twingo, Mégane, Scénic, Laguna, Nevada, Kangoo, Master e Traffic.


Motor
Smart City-Coupé deve usar motor 1.6 litro da Tritec
Fotos/Divulgação

Anabolizado
Modelo ganhou 1,15 m e ficou maior que o Classe A

Um inglesinho com sotaque
mineiro para americano ver

Smart City-Coupé entra na linha de produção de Juiz de Fora em 2004 e será exportado aos EUA

Após dois anos de estudos, a Daimler-Chrysler decidiu qual será o novo carro que será produzido na fábrica de Juiz de Fora (MG). O eleito foi a versão quatro lugares do subcompacto Smart City-Coupé - que leva apenas duas pessoas. O novo modelo será baseado no carro-conceito Tridion 4, exibido no Salão de Frankfurt do ano passado. O modelo é a esperança da Daimler-Chrysler aumentar a produção da unidade que tem capacidade instalada de 70 mil veículos por ano, mas não passou de 15 mil unidades, somando a produção do Classe A e Classe C, em 2001.
A Daimler-Chrysler pretende investir cerca de US$ 500 milhões para preparar a fábrica brasileira para ser a primeira fora da Europa a produzir um veículo da Smart. O modelo nacional deve chegar ao mercado em 2004 já com "passaporte" para ser exportado aos Estados Unidos. Como os americanos gostam de carros grandes, a Smart nunca ousou mandar para lá o diminuto City-Coupé, de apenas 2,50 m de comprimento.
Outro obstáculo: o projeto do City-Coupé não atende a algumas normas de seguranças americanas. Por isso, quando desenvolveu o "concept" Tridion 4, a Smart procurou não só "espichar" o carro, como também deixá-lo pronto para seguir tanto as normas européias quanto as ianques. Com 3,65 m de comprimento e 1,79 m de largura, o Smart Tridion 4 é 8 cm maior e 7 cm mais largo que o Classe A. Mas com 1,45 m de altura, o carro da Smart é 15 cm mais baixo. Com linhas bem arredondadas, o Tridion 4 mantém o estilo bonachão característico dos veículos da Smart: os faróis redondos e a grade do motor comprida e arredondada parecem olhos e uma boca, no melhor estilo do bugre de desenho animado Willy. Já a traseira, exibe lanternas redondas instaladas na última coluna e tem teto em vidro.
Até agora, todos os modelos da Smart são feitos em plástico e usam diminutos motores a gasolina de três cilindros em linha com 600 cc ou 800 cc. O Tridion 4 deve ganhar um propulsor de maior cilindrada, já que o carro tem o dobro dos assentos do City-Coupé. Por isso, no Brasil, o carro pode receber o motor 1.6 16V de 115 cv feito pela Tritec.


Auto Via

Coletivo híbrido

A gaúcha Marcopolo está terminando o ano preparando as novidades que pretende colocar no mercado nacional no início de 2003. Uma delas é o ônibus Viale Híbrido, que mescla o uso de um motor elétrico com um propulsor diesel da International, de 135 cv de potência. Segundo a Marcopolo, a motorização híbrida do ônibus reduz em 30% o consumo de combustível e em 70% a emissão de gases poluentes. Além disso, o Viale Híbrido tem um piso interno mais baixo, o que facilita o acesso dos passageiros.

O próximo passo
A espanhola Seat vai transformar o carro-conceito Tango (foto), apresentado no Salão de Frankfurt no ano passado, em modelo de produção em série. A montadora do Grupo Volkswagen, que é gerenciada pela Audi, anunciou que o roadster será lançado no início de 2005 na Europa. Apesar do nome ser inspirado em uma gênero de música melancólica, o Seat Tango não tem nada de lânguido. Ao contrário, o carro é bastante "caliente". O Seat Tango é montado sobre a plataforma do Ibiza, mas tem carroceria em alumínio e design bem original. Sob o capô, o Seat Tango será equipado com o propulsor 1.8 turbinado já usado pelo Audi A3, Audi TT e Volkswagen Golf GTi. Este propulsor desenvolve 180 cv de potência a 5.600 rpm e 24 kgfm de torque entre 2.100 rpm e 5 mil rpm. Assim, segundo a Seat, o modelo acelera de zero a 100 km/h em 7 segundos e atinge a velocidade máxima de 235 km/h.

Estilo vendedor
A Fiat já começa a colher os frutos de ter apostado no lançamento do modelo Stilo (foto). Em outubro, seu primeiro mês de vendas "cheio", o Stilo superou as expectativas da própria montadora e anotou nada menos que 1.372 unidades comercializadas no varejo - das concessionárias para os consumidores finais. É mais do que o Brava conseguiu mensalmente em quase toda a sua história: a última vez em que o Brava passou das mil unidades em um só mês foi em agosto de 2001. E neste ano, registra a modesta média de 530 unidades vendidas por mês.

Luxo reduzido
A alemã BMW vai apresentar no Salão de Frankfurt, em setembro de 2003, a sua linha de carros compactos, que será batizada de Série 1. Os modelos terão como base o carro-conceito CS1, que foi um dos principais destaques do Salão de Genebra deste ano. A tática da montadora para o lançamento da Série 1 será semelhante ao que já faz com as linhas maiores. Com isso, a BMW pretende lançar um modelo de cada vez. Assim, o primeiro carro da nova série será um hatch. Depois devem surgir um cupê e um conversível. E não está descartada a idéia de lançar também um pequeno três-volumes.

Fúria incrementada
Os engenheiros da Ferrari estão preparando uma injeção extra de potência nos modelos F360 Modena e Spider. A partir de 2003, os superesportivos "básicos" da marca do "cavallino rampante" terão a cilindrada de seus propulsores de oito cilindros em V elevada dos atuais 3.6 litros para 4.2 litros. Com isso, a potência dos propulsores das versões cupê e conversível da F360, atualmente de 400 cv, ultrapassará os 500 cv.

Destino selado
A Volkswagen não vai lançar novas gerações dos modelinhos Volks Lupo e Seat Arosa. Os dois carrinhos funcionavam como modelos subcompactos "básicos" das linhas Volks e Seat na Europa, mas resultados de vendas considerados decepcionantes pelo Grupo Volks selaram o destino de ambos. A longo prazo, os dois - que foram lançados no mesmo ano de 1998 - serão substituídos por modelos um pouco maiores.

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