Joinville         -          Terça-feira, 10 de Setembro de 2002         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Remédios não
aumentam, diz Negri

Ministro da Saúde resiste às pressões da indústria

Rio - O ministro da Saúde, Barjas Negri, garantiu ontem que não haverá aumento no preço dos remédios até o fim do ano, apesar das pressões da indústria farmacêutica. Ele informou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária está acompanhando as oscilações do câmbio para avaliar o impacto da alta do dólar e calcular o reajuste dos medicamentos. "Nesse momento não há nenhuma autorização (para aumento). Não é para fazer elevação de preços até o fim do ano", disse.
A indústria farmacêutica vem pleiteando a flexibilização da política oficial para preços de medicamentos, congelados desde fevereiro. Argumenta que a alta da moeda norte-americana teria provocado uma defasagem nos preços de 15%, pois grande parte dos insumos é importado.
A Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma) informou em nota, assinada pelo presidente da entidade, Ciro Mortella, que pode processar o Ministério da Saúde pelos prejuízos acumulados. "O mais preocupante é que, agora, autoridades governamentais simplesmente declaram que não haverá reajuste nos preços dos medicamentos até o final de 2002, em total conflito com as informações anteriores que jogavam o reajuste para o período pós-eleitoral. Continuamos abastecendo o mercado com nossos produtos, essenciais à população, mesmo acumulando perdas que afetam a saúde econômica de nossas empresas e continuaremos com essa atitude, ainda que sob as atuais condições adversas", diz o texto.

Câncer

Barjas Negri esteve no Rio para inaugurar o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A intenção é ampliar e melhorar o atendimento para doentes de câncer.
"Os casos de câncer crescem. Não fazemos adequadamente uma campanha de combate ao fumo e as pessoas continuam adoecendo", reconheceu Barjas Negri. Ele alegou a proximidade das eleições para não ampliar campanhas contra o cigarro. "Nesse momento não pode haver campanha comunitária, mas o Tribunal Eleitoral abriu excessão para pólio e dengue", afirmou.
Outras 55 unidades como a do Hupe serão inauguradas em todo o País até o fim do ano. Serão investidos R$ 220 milhões em equipamentos.
O ministro Barjas Negri lamentou que o governo de Anthony Garotinho, no Rio, tenha deixado de investir cerca de R$ 10 milhões que o Ministério da Saúde havia liberado para o combate à dengue no Estado. "Estamos reunidos com o secretário atual, Leôncio Feitosa, para refazer o planejamento e tentar fazer o Rio aproveitar a verba", afirmou.


Monomotor cai e
mata duas pessoas em SP

São Paulo - Um monomotor, de prefixo PT-DTN, que levava quatro pessoas, caiu no fim da tarde de ontem num sítio na Estrada José Lopes, próximo ao Pico do Jaraguá, na zona Oeste de São Paulo. Sobreviveram o piloto João Roberto Inglesa Silva, que sofreu fraturas, e o dono do avião, José Pereira, retirado do aparelho em estado grave. O avião havia decolado às 17h09 do Campo de Marte com destino à cidade de Marília, no interior do Estado.
No momento da queda, a visibilidade estava prejudicada, segundo o Serviço Regional de Proteção ao Vôo. De acordo com testemunhas, o avião estava voando muito baixo e sumiu repentinamente na cerração. Às 19 horas, os bombeiros conseguiram retirar a primeira vítima das ferragens.
O coronel Wagner Ferrari, comandante do Corpo de Bombeiros, disse que o local é de difícil acesso. "O avião caiu no meio da mata e os soldados chegaram de carro até um ponto e tiveram de andar por cerca de 400 metros até o local."

Fokker

Em Mato Grosso do Sul, um Fokker 100 da TAM teve problemas, ontem, após aterrissar no Aeroporto Internacional de Corumbá. A porta traseira da aeronave foi danificada. Segundo representante da empresa, na hora de encaixar a escada para o desembarque dos passageiros a aeronave andou alguns centímetros, provocando o problema. O Fokker 100 foi substituído por um Air Bus-320. O atraso foi de duas horas. Não houve problemas com os passageiros.
Logo após o incidente, Alfredo Fernandes, um dos passageiros, deu outra versão para o problema. Ele disse que o comandante informou tratar-se de despressurização da aeronave.


Corpo de d. Lucas Neves
será sepultado em Salvador

Salvador - O corpo de dom Lucas Moreira Neves, ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), será sepultado na Catedral Basílica, antigo Colégio dos Jesuítas, no centro histórico da capital baiana, em Salvador. D. Lucas foi arcebispo de Salvador durante 11 anos. A Igreja Católica decidiu manter a tradição de sepultar os arcebispos dentro da catedral, construída no século 17 com pedras lioz importadas de Portugal.
A cerimônia de sepultamento será presidida pelo cardeal-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, d. Geraldo Majella, que sucedeu d. Lucas na arquidiocese baiana. O corpo de d. Lucas está sendo velado no Colégio Pio Brasileiro, região Norte de Roma, na Itália. Amanhã, o papa João Paulo 2º celebrará, no Vaticano, a missa de corpo presente. Depois, o corpo do religioso será transladado para o Brasil, onde deve chegar na sexta-feira. Dom Geraldo Majella acredita que o sepultamento na Catedral Basílica seja no sábado.

ABL

O cardeal dom Lucas Moreira Neves representava o setor mais conservador da igreja brasileira e havia sido indicado, antes de sua doença, como um dos possíveis sucessores de João Paulo 2º, de quem foi fiel colaborador. Moreira Neves morreu domingo, aos 76 anos, numa clínica de Roma, em conseqüência das complicações do diabetes que sofria há anos.
A posse do historiador e jurista Raymundo Faoro na Academia Brasileira de Letras (ABL) foi adiada de hoje para o dia 17, por causa da morte do cardeal. D. Lucas foi eleito para a academia em 18 de julho de 1996, na sucessão de Abgar Renault, para ocupar a cadeira de número 12, cujo patrono é França Júnior.

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Congresso
terá impasse sobre MP

Brasília - O Congresso Nacional poderá viver logo depois das eleições o primeiro impasse em torno da perda de eficácia de uma medida provisória desde que a emenda constitucional que limita o poder do presidente da República em editar MPs foi promulgada, em setembro do ano passado. "Quando a emenda foi aprovada, alertei para o fato de que essa nova forma de apreciação de MPs aumenta a responsabilidade do Congresso", afirmou ontem o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP).
Segundo ele, a perda de eficácia das MPs não votadas fará surgir "fatos novos que vão precisar de interpretação jurídica". Um dos pontos que está causando controvérsia é o que preserva os atos jurídicos constituídos durante a vigência das MPs quando os parlamentares não disciplinam o assunto no prazo adequado.
Uma medida provisória tem efeitos imediatos quando apresentada pelo Executivo, mas precisa ser votada até 120 dias depois. Caso o prazo caduque, o Legislativo tem mais 60 dias para editar um decreto legislativo regulamentando o que fica valendo dos atos praticados. Se isso não ocorre, a Constituição diz que "os atos praticados durante sua vigência conservar-se-ão por ela regidos", sem definir por quanto tempo. Atualmente existem 32 medidas provisórias em tramitação e no dia 10 se esgota o prazo para os deputados aprová-las ou rejeitá-las.


Fogo destrói
vegetação de parque no PR

Curitiba - Um incêndio, que começou na quarta-feira e foi controlado ontem pela manhã, destruiu a vegetação de cerca de 27 mil dos 78 mil hectares (35%) do Parque Nacional de Ilha Grande, na divisa entre Paraná e Mato Grosso do Sul. A Polícia Federal está apurando as causas do incêndio. Há indícios de ação criminosa - fogo intencional.
O fogo atingiu principalmente a Ilha Grande, a maior do arquipélago, que tem cerca de 300 ilhas, e a Ilha Bandeirante, a segunda maior. De acordo com o pesquisador do parque Kauê Cachuba de Abreu há denúncias de que caçadores estariam agindo nas áreas limítrofes do parque, para onde os animais de maior porte podem ter fugido por causa dofogo. A maior parte da área queimada é vegetação de várzea, que se regenera. Este foi o maior incêndio no parque desde 1999.

 
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