Joinville         -         Quinta-feira, 17 de Julho de 2003        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  



AN Festival
Veja tudo sobre os últimos festivais.
2002 - 20º Festival de Dança
2001 - 19º Festival de Dança
2000 - 18º Festival de Dança
1999 - 17º Festival de Dança
1998 - 16º Festival de Dança

 




Foto: Divulgação

Magia circense
no palco da dança

"O Grande Circo Místico" abre a 21ª edição do festival mais importante do País

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Respeitável público,

O ESPETÁCULO
vai começar

Balé do Teatro Guaíra abre o festival com uma das maiores produções nacionais

O Balé do Teatro Guaíra, de Curitiba, com o espetáculo "O Grande Circo Místico", é a companhia que abre hoje a 21ª edição do Festival de Dança de Joinville. A peça trata de uma história de amor entre um aristocrata e uma acrobata. A montagem que será apresentada em Joinville é uma segunda versão do espetáculo criado originalmente há 20 anos.
A obra foi composta especialmente para o Guaíra por Chico Buarque e Edu Lobo, com roteiro de Naum Alves de Souza e coreografia de Carlos Trincheiras (na época, diretor da companhia, já morto). A trilha sonora inclui canções como "A Valsa dos Clowns" (com Jane Duboc), "Sobre Todas as Coisas" (Gilberto Gil), "Meu Namorado" (Simone), "O Grande Circo Místico" (Zizi Possi), "Na Carreira", com Chico e Edu, entre outras.
Nessa nova versão de "O Grande Circo Místico", considerada pela crítica como "menos acadêmica" que a anterior, a dança se une à acrobacia ao apresentar evoluções no solo e no ar. A montagem envolveu mais de 70 pessoas e tem cerca de 1h40 de duração. O espetáculo acontece em dois atos e é apresentado por 34 bailarinos.
O resgate da montagem foi feito no ano passado, durante a gestão de Suzana Braga, que hoje está fora da companhia. Suzana explica: "Chamei Edu e Chico para retomarem o espetáculo. Edu arejou a música, mantendo rigorosamente todas as canções e reorquestrando a peça, que passou para uma trilha mais compacta e mais moderna. A anterior era como se você escutasse um vinil: uma faixa, outra faixa etc. Para fazer essa liga musical, Edu criou oito novas peças instrumentais e teve de refazer algumas gravações. A faixa do Tim Maia teve de ser regravada e, desta vez, foi Marco Nanini que fez uma interpretação vocal muito boa do tema dos homens maus. Para coreografar a obra, chamei Luís Arrieta e Dani Lima, sendo que Luís assinou também a direção. Naum Alves de Souza manteve o roteiro e foi nosso consultor. Os cenários e figurinos são de Rosa Magalhães."
"Assim, depois de 20 anos, 'O Grande Circo Místico' reergueu a sua lona dentro da modernidade exigida no século 21 e no terceiro milênio. Para ser conivente com uma produção moderna, o circo deveria estar realmente presente e não sugerido como uma dança romântica. Dani Lima deu oficinas de circo para o elenco e é responsável por toda a coreografia aérea. Luís Arrieta fez a ponte entre a dança e a acrobacia além das coreografias. Mauro Zanatta deu oficina de clowns e Luiz Stein se encarregou de todo o projeto gráfico. Ficou um luxo!"
Depois da saída de Suzana, algumas mudanças foram feitas, mas a essência do espetáculo é a mesma. "O Guaíra no momento está um pouco desfalcado, mas será um bom espetáculo porque o conteúdo é bom", diz Suzana.





Cenas de uma das apresentações de "O Grande Circo Místico", que já foi visto por mais de 100 mil pessoas em todo o País
Foto: Divulgação/Tom Lisboa

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Grandiloqüência e ilusão

Joel gehlen

"O Grande Circo Místico" é um espetáculo delicioso que marcou uma geração e fez história no âmbito da dança e da música popular brasileira. Ao mesmo tempo em que é circo e não lhe faltam a grandiloqüência e o arrojo característicos à arte circense, ele também é mágico e ilusório, destilando os delicados fluidos do mistério. Nesta remontagem de Suzana Braga, os momentos de força e delicadeza se cadenciam, com os naipes masculino e feminino revezando-se na exibição do pleno vigor de uma companhia revigorada e talentosa com instantes de sedução, delicadeza, fantasia e uma deliciosa malícia.
Em sintonia com a pujança que a companhia recobrou nos últimos anos, essa remontagem de "O Grande Circo Místico" apresenta elementos também revigorantes emprestados da linguagem cinematográfica e de ambientes de HQs. A iluminação, o figurino e, evidentemente, os rearranjos musicais e coreográficos conferem ao espetáculo um espírito de modernidade. Nascido no mesmo ano de surgimento do Festival de Dança, 1983, apresentar "O Circo" na abertura dessa 21ª edição do evento é mais que uma coincidência, é uma inescapável homenagem ao talento brasileiro na música e na dança.
Montagem experimentada nos mais diferentes palcos em dois anos de estrada, cada nova apresentação não foge à simbiótica dependência de uma boa performance do elenco. A conferir, depois da tempestuosa mudança em sua direção com a saída de Suzana Braga. Trata-se de um espetáculo arrojado que tem, como no picadeiro, uma estrutura tensionada em que as partes se sustentam em seqüências de vôos de trapezistas, onde o risco constitui-se em sua grande arte e maior perigo.

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Um coral para
amaciar sapatilhas

Diogo Vargas

A música de 174 crianças carentes de Florianópolis estará presente na noite de abertura do festival. A inserção do coral Vozes do Amanhã na programação aconteceu na última hora, a pedido do governador Luiz Henrique da Silveira, que se emocionou ao assistir recentemente a uma apresentação do grupo na Capital.
O coral ficará cerca de dez minutos no palco, cantará três músicas e o hino do festival. Pertence ao Instituto Estadual de Educação e foi formado há quase três anos. Os integrantes têm entre 9 e 15 anos e a regência é do professor Robson Medeiros Vicente. O coordenador, Albani Felisbino, diz que o principal objetivo do coral é estimular a auto-estima da criança através da música. O repertório inclui um pot-pourri dos anos 60, a canção "Amigo do Sol, Amigo da Lua", de Benito di Paula; uma versão da música "Cio da Terra", de Milton Nascimento; e o hino do Festival de Dança de Joinville.
O grupo tem se exibido em todo o Estado e em eventos internacionais promovidos em Florianópolis, além de apresentar todos os anos a Cantata de Natal. Faz também um trabalho comunitário desenvolvido em hospitais, asilos e praças. A direção do evento enfatizou que a apresentação representa a visão comunitária do festival e a oportunidade de espaço aos participantes de Santa Catarina. "Não foi algo de improviso. Na verdade, procurávamos uma alternativa para dar espaço a cantores na noite de abertura, o que tradicionalmente acontece", garantiu o diretor-executivo Ely Diniz.
Além da importância de se apresentar na noite de abertura, o Vozes do Amanhã terá pela frente o grande público de 4,5 mil pessoas e, sobretudo, os olhares e ouvidos atentos de quem os convidou para acrescentar, a um espetáculo de dança, a magia sedutora da voz humana.

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Maior e mais concentrado

Vigésima primeira edição cresce em número de bailarinos e aumenta rigor na seleção

Martín Fernandez

Anunciado como o "festival da maioridade", apesar de o novo Código Civil ter reduzido a maioridade civil para 18 anos, o 21º Festival de Dança de Joinville fica maior e mais concentrado. Terá 800 bailarinos a mais do que no ano passado. Os grupos que se apresentarão nos palcos alternativos passaram por uma seleção e vários dos eventos que antes ocorriam na Univille estarão concentrados nas redondezas do Centreventos Cau Hansen. É o caso dos cursos e oficinas, que agora serão realizados na Casa da Cultura, no Complexo Cultural Antarctica e na Escola Bolshoi, todos próximos do "centro nervoso" do festival.
A programação dos palcos alternativos também sofreu alterações. Dos 1.519 trabalhos inscritos, 222 foram selecionados para a mostra competitiva - que ocorre sempre à noite, no Centreventos. Outras 50 companhias, que receberam notas ente 5 e 7, vão se apresentar nos palcos alternativos. "Essa foi uma forma que encontramos de prestigiar os grupos que não conseguiram entrar na mostra competitiva", diz o diretor-executivo do Instituto Festival de Dança, Ely Diniz. "É uma forma de eles fazerem parte do festival".
Outra mudança apontada pela organização é o novo local da Feira da Sapatilha. Antes armada no piso térreo do Centreventos, a feira passa para o Expocentro Edmundo Doubrawa, ao lado do teatro. "O expocentro é um local adequado para esse tipo de evento", resume o presidente da Fundação Cultural de Joinville, Carlos Adauto Virmond Vieira. "Antes era apertado, incômodo, os comerciantes queixavam-se de que não conseguiam vender e os visitantes de que não conseguiam comprar".
O novo local terá 40 estandes de produtos relacionados à dança e outros dez que formarão uma "praça de alimentação". Virmond comemora antecipadamente: "Será o grande ponto de encontro do festival". Para garantir o acesso, foi construída uma passarela ligando os dois prédios.
O festival também ficou mais caro. Orçado em R$ 1,9 milhão, custará R$ 200 mil a mais do que ano passado. Segundo os organizadores, R$ 1,3 milhão vêm das cotas de patrocínio e os demais R$ 600 mil do que se arrecada com ingressos, inscrições, cursos e Feira da Sapatilha.
A Petrobras, principal patrocinadora do evento com uma cota de R$ 500 mil, chegou a anunciar durante este ano um corte de R$ 300 mil do patrocínio ao Festival de Dança, o que preocupou a organização. "Se a empresa não tivesse voltado atrás nessa decisão e mantido o patrocínio total, hoje não estaríamos apresentando tudo isso", declarou Ely Diniz.
A exemplo do que ocorreu ano passado, o festival de 2003 tem atrações de 13 Estados brasileiros e do Paraguai. A "nacionalização" do evento, segundo o diretor de produção Victor Aronis, se explica por dois motivos: a pouca divulgação no exterior e a inviabilidade financeira. "Toda a comunicação do festival foi feita pela Internet. Não enviamos nenhum material impresso para o exterior", argumenta Aronis. "No mais, os critérios foram técnicos: muitos se inscreveram, alguns foram selecionados". Mas o critério financeiro também pesou. "O dólar cotado a quase R$ 3,00 e a quantidade de impostos que se paga inviabilizou a vinda de mais grupos de fora".

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Equipe técnica vai auxiliar os grupos a usarem adequadamente a estrutura do Centreventos
Foto: Arquivo AN 30/7/2002

Estímulo à criatividade

Novo regulamento dá espaço para coreógrafos criarem alternativas de som, luz e efeitos de palco

Leandro S. Junges

Na tentativa de fazer com que os grupos utilizem todas as possibilidades de que dispõe o Centreventos Cau Hansen, o conselho consultivo do Festival de Dança decidiu alterar o regulamento da 21ª edição e "estimular" coreógrafos a criar alternativas de som, luz e efeitos de palco. "São pequenos detalhes que podem somar pontos e fazer a diferença aos olhos dos jurados", diz a coordenadora-executiva Iraci Seefeldt.
A partir de agora, uma equipe técnica ficará disponível durante os ensaios para auxiliar e, se for preciso, sugerir o uso da estrutura do Centreventos, como iluminação horizontal e vertical e efeitos sonoros. "Acostumados a ensaiar em palcos menores e sem muitas condições, os coreógrafos acabam não utilizando toda a estrutura disponível", explica Iraci.
Essa postura tímida foi detectada pelo conselho consultivo, que decidiu provocar o envolvimento de conselheiros e técnicos com os grupos durante os ensaios de palco e nas noites da mostra competitiva. No regulamento, foram incluídas informações técnicas detalhadas sobre a estrutura de palco. E um técnico de som e outros dois de iluminação trabalharão juntamente com os coreógrafos e coordenadores.

Formação

"É uma novidade que precisa ser acompanhada", alerta a coordenadora. "A idéia é fazer com que os grupos se preparem melhor e que novos profissionais sejam formados a partir do festival, gente com condições de pensar em todas as possibilidades do espetáculo". Embora não tenha sido promovida qualquer alteração nas categorias de disputa, uma espécie de mesa-redonda será realizada no dia 22 para discutir um dos pontos mais criticados na edição anterior do festival: a pouca diferença entre as apresentações de jazz e dança contemporânea. "Poderíamos ter alterado o regulamento, mas preferimos provocar e convocar especialistas para discutir, juntos, o que fazer. Não é só o jazz que está muito próximo da dança contemporânea. Está acontecendo o mesmo com o sapateado e a dança de rua, que também estão sendo influenciados", explica.

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Mudança também
na idade dos competidores

Outra diferença em relação ao ano anterior diz respeito à diferença de idade dos competidores. Ao invés de utilizar como critério de inscrição a "data de nascimento" do bailarino, o regulamento prevê o critério de "ano de nascimento". Assim, mesmo que um dançarino faça aniversário dois ou três dias antes do festival, poderá concorrer na mesma categoria que os demais bailarinos que nasceram no mesmo ano que ele.
Mas as alterações não são propriamente uma novidade. Todo o texto foi discutido a partir de setembro do ano passado, logo após o 20º Festival, e apresentado no final de 2002.
As mudanças foram analisadas por Carlos Moraes, coreógrafo da Orquestra Afro-baiana do Pelourinho e maître de balé do Teatro Castro Alves; Ivonice Satie, coreógrafa, professora e diretora da Cia. de Dança de Diadema; Roseli Rodrigues, professora de jazz e de dança contemporânea, coreógrafa e diretora do Raça; e Alejandro Ahmed, coreógrafo e diretor do Cena 11. (LSJ)

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Apresentações não-competitivas em shoppings, praças e empresas
Foto: Arquivo AN 31/7/2002

O Festival
longe do centreventos

Extensa programação está prevista para palcos alternativos também em cidades da região

Nem só de Centreventos vive o Festival de Dança. Uma extensa programação vai entreter o público que circula pela cidade e região. Longe do Cau Hansen, outros 50 grupos brasileiros vão se apresentar nos palcos alternativos. Os espetáculos, neste ano, serão realizados em 17 locais instalados na área central de Joinville - dois a mais do que em 2002 - e em outras três estruturas montadas em regiões próximas (São Francisco do Sul, Pirabeiraba e Balneário Camboriú).
Os bailarinos que participam desta atividade não concorrem a nenhum troféu. Todos, porém, são submetidos a testes de seleção. O importante para esses artistas é ter a oportunidade de divulgar o trabalho. E no que depender da programação, locais adequados não vão faltar. Em Joinville, por exemplo, grande parte das apresentações ocorre em área nobre: shoppings Mueller, Cidade das Flores e Americanas, praça Nereu Ramos, Mercado Municipal e Expocentro Edmundo Doubrawa (anexo ao Centreventos).
Os coordenadores também pretendem desenvolver uma programação diferente em dois hospitais e três empresas da cidade. Nos palcos construídos em outros municípios, as apresentações serão realizadas na Petrobras (São Francisco do Sul), no Parque Unipraias (Balneário Camboriú) e na praça Caetano Évora da Silveira (Pirabeiraba). O acesso a esses locais é gratuito.
Outras informações podem ser obtidas na página virtual www.festivaldedanca.com.br ou no Instituto Festival de Dança (telefone 47 423-1060). Confira, em quadro nesta página, onde alguns dos grupos irão se apresentar amanhã.

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Programação especial
para os pequenos bailarinos

Marlise groth

Os pequenos bailarinos, de 10 a 12 anos, também ganham espaço para apresentar sua arte principiante na cidade da dança. Levando em consideração a idade e até mesmo os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que regulamenta horários para as crianças que ficam fora de casa, foi criado o Festival Meia-ponta.
Na quarta edição, o Meia-ponta tem estrutura própria e reúne as modalidades de balé clássico de repertório, balé clássico e danças populares. Em 2003, 20 grupos foram classificados. Eles representam nove Estados brasileiros e o Paraguai. Embora Joinville seja a cidade-sede do festival, nenhum grupo do município foi classificado nessa categoria. De Santa Catarina, o único representante é o Lampel Grupo de Dança, de Gaspar. São Paulo é quem domina a cena, com nove selecionados.
Segundo a comissão organizadora, o evento "possibilita o desenvolvimento artístico dos participantes, a experiência de palco e proporciona a vivência do clima do grande festival". A principal diferença entre o Meia-ponta e o evento principal são os critérios que um concurso infantil deve obedecer, entre eles as características físicas relativas à idade dos participantes. Indicados pelo conselho consultivo do Festival de Dança, os jurados do Meia-ponta são Marisa Estrella, Maria Angélica Fiorani, Eleonora Oliosi e Joyce Kermann.
O Festival Meia-ponta começa amanhã e vai até domingo. Nos dois primeiros dias serão realizadas as mostras competitivas e no domingo voltam ao palco as coreografias vencedoras. As apresentações ocorrem no Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos Cau Hansen, sempre às 15 horas. O ingresso custa R$ 6,00.

Primeiro passo

Participantes do 4º Festival Meia Ponta

Espírito Santo
Escola Dançar
Vila Velha

Goiás
Balé Infantil do Centro
Cultural Gustav Ritter
Goiânia

Minas Gerais
Ballet Infantil Sesiminas
Belo Horizonte

Compasso Academia de Dança
Belo Horizonte

Paraná
Juvenil do Guaíra
Curitiba

Pernambuco
Companhia de Dança Fátima Freitas
Jaboatão dos Guararapes

Rio de Janeiro
Grupo Petite Danse Infantil
Rio de Janeiro

Rio Grande do Sul
Ballet Lenita Ruschel Pereira
Porto Alegre

Soarte
Porto Alegre

Santa Catarina
Lampel Grupo de Dança
Gaspar

São Paulo
9.8 Grupo de Dança
São Paulo

Academia de Ballet Elisa
São Bernardo do Campo

Academia de Ballet Tânia Ferreira
São Paulo

Ballet Márcia Lago
São Paulo

Ballet Silvana Franzoi
Guarulhos

Grupo Ballet Expressão
São Carlos

Grupo Pavilhãozinho
São Paulo

Phocus Cia. de Dança
Pré-compassinho Irlandês
Sorocaba

Studio Dança Viwa Ballet
São Paulo

Paraguai
Puro Flamenco

Programação

Confira as apresentações nos palcos alternativos

Dia 18
Shopping Mueller
Apresentações às 11 horas, 13h30, 16 horas e 18 horas.
Rua Visconde de Taunay, 235, centro

Shopping Cidade das Flores
Apresentações às 13h30, 15h30, 16h30 e 18h30. Rua dos Ginásticos, 155, centro

Shopping Americanas
Apresentações às 15 horas e 19 horas. Avenida Getúlio Vargas, 1446, centro.

Praça Nereu Ramos
Apresentações iniciam às 11 horas. Rua do Príncipe, S/N, centro.

Expocentro Edmundo Doubrawa
Apresentações às 16h30 e 18 horas. Avenida Beira-rio, 1.473, centro.

Datasul
Apresentações iniciam às 18 horas. Avenida Santos Dumont, 831, Bom Retiro

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Boicote aos cambistas

Possíveis aproveitadores terão número da identidade impressa nos bilhetes

Diego Santos

Quem tem cara de cambista vai ter de apresentar a carteira de identidade na hora de entrar no Centreventos Cau Hansen. A novidade foi introduzida pela direção do festival para coibir a venda irregular de bilhetes e evitar os problemas ocorridos no ano passado. "Se desconfiarmos da pessoa que estiver comprando os ingressos, faremos a impressão do RG no bilhete", avisa a coordenadora de bilheteria, Caroline Luiz Pereira. "Assim, apenas uma pessoa poderá usar e a revenda será impedida".
Sempre que um espectador apresentar um bilhete com o RG impresso, o fiscal vai exigir a apresentação da carteira de identidade. "Se o número não conferir, a pessoa não entra", diz Caroline, que garante conhecer boa parte dos aproveitadores. "Com essa atitude, já afugentamos os cambistas. Eles foram até o Procon reclamar da iniciativa, mas não voltaremos atrás em nossa decisão". A coordenadora garante que todas as atendentes são experientes e estão instruídas sobre esse procedimento.
Como medida de precaução contra atropelos na entrada do Centreventos, quatro fiscais estarão trabalhando em cada portão. "Talvez, enfrentaremos algum problema na primeira noite. Mas não acreditamos em grandes filas", afirma Caroline Pereira. Os portões abrirão sempre uma hora e meia antes do início do espetáculo. Por isso, a coordenadora recomenda: "Pedimos que o público chegue cedo para evitar atropelos".
Outra inovação do 21º Festival de Dança é no sistema de venda de ingressos, que agora podem ser comprados também via Internet. O público pode usar o serviço acessando as páginas virtuais www.ticketcenter.com.br ou www.festivaldedanca.com.br. A compra pode ser feita com dois cartões de crédito cadastrados ou por depósito bancário. Basta preencher um formulário. Pelos cálculos de Caroline, até agora cerca de 30% dos ingressos foram comprados pela Internet. Os bilhetes também podem ser adquiridos no próprio Centreventos Cau Hansen, no Shopping Mueller ou pelo telefone (47) 423-1838.
As noites de apresentação de dança de rua continuam sendo as mais procuradas. Os ingressos para os dias 21 e 26 já estão esgotados. E mesmo para as outras noites restam poucos lugares.

Ingressos

Quanto custa assistir ao 21º Festival de Dança

17/7
Noite de abertura
Horário: 20 horas
Poltrona: R$ 40,00
Cadeira estofada: R$ 30,00Cadeira Plástica: R$ 12,00
Arquibancada: R$ 12,00

18, 19, 20 e 21/7
Noites competitivas
Horário: 19 horas
Poltrona: R$ 20,00
Cadeira estofada: R$ 15,00
Cadeira Plástica: R$ 6,00
Arquibancada: R$ 6,00

22/7
Noite de gala
Horário: 20 horas
Poltrona: R$ 40,00
Cadeira estofada: R$ 30,00
Cadeira Plástica: R$ 12,00
Arquibancada: R$ 12,00

23, 24, 25 e 26/7
Noites competitivas
Horário: 19 horas
Poltrona: R$ 20,00
Cadeira estofada: R$ 15,00
Cadeira Plástica: R$ 6,00
Arquibancada: R$ 6,00

27/7
Apresentação dos grupos classificados em 1º lugar
Horário: 20 horas
Poltrona: R$ 40,00
Cadeira estofada: R$ 30,00
Cadeira Plástica: R$ 12,00
Arquibancada: R$ 12,00

18, 19 e 20/7
Teatro Juarez Machado (anexo ao Centreventos)
Festival Meia ponta
Horário: 15 horas
ingresso: R$ 6,00

23, 24, 25 e 26/7
Teatro Juarez Machado (anexo ao Centreventos)
Mostra de Dança Contemporânea
Horário: 22 horas
ingresso: R$ 12,00

Onde comprar:
pela Internet: www.ticketcenter.com.br
www.festivaldedanca.com.br

No telefone:
(47) 423-1838 ou nos locais:
Centreventos Cau Hansen
Shopping Mueller

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Marcela, Lívia e Cintia chegaram de madrugada em Joinville: "Sempre somos as primeiras"
Foto: Pena Filho

Novamente,
as primeiras a chegar

Martín Fernandez

A cidade ainda estava dormindo quando chegou na rodoviária um ônibus de Campinas (SP) trazendo Marcela Beenvegnu, 22 anos, Lívia Telles, 15, e Cintia Nogueira, 14. Elas partiram de Piracicaba às 17 horas de terça-feira, trocaram de ônibus em Campinas e chegaram às 3h30 de quarta em Joinville. "Ano passado fizemos a mesma coisa", dizem, em coro. "Sempre somos as primeiras".
As bailarinas fazem parte do grupo Studio 415 Ballet, que veio para se apresentar nos palcos alternativos. "Mas, para nós, o que mais importa são os cursos", diz Lívia. As outras duas que completam o grupo chegam quinta-feira.
As três esperaram até as 8h30 na rodoviária, acordadas. Pegaram um táxi e chegaram ao Centreventos, que estaria vazio não fossem as senhoras que fazem a faxina todas as manhãs. Depois de alguma procura, encontraram a responsável pelos alojamentos, que providenciou o credenciamento e as encaminhou ao Colégio Celso Ramos, onde estão hospedadas.
"Ano passado chegamos no mesmo horário, mas às 7 horas a organização nos buscou de ônibus. Agora tivemos de pegar um táxi", relata Marcela. "E quase tivemos de pegar dois, um para nós e outro para a bagagem".
De fato, o que mais chama a atenção na sala de aula onde estão instaladas é a quantidade de malas. "Colchão, colchonete, saco de dormir, roupa de cama, toalha, roupa de frio, roupa de calor, a gente tem que estar preparada para tudo", justifica Marcela.

"Paitrocínio"

Cada um delas vai desembolsar cerca de R$ 1 mil do próprio bolso - "paitrocínio", como dizem - para ficar em Joinville durante todos os dias do festival. "A gente gosta mesmo é da Feira da Sapatilha", diz Cintia. "Tem de tudo para nós, e sempre mais barato do que em São Paulo".
Além da feira, os gastos incluem as passagens, a alimentação, os cursos e o divertimento. A organização oferece transporte do Centreventos para o alojamento. Outros "passeios" ficam por conta de quem os fizer.
Mas seja como for, as meninas de Piracicaba não devem voltar no ano que vem. "Gostamos de Joinville, a cidade é bonita, limpa, a arquitetura é fascinante. Mas em 2004 vamos para o Festival de Brasília, que ocorre na mesma data", conta Marcela. "No outro, quem sabe, a gente volta".

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Entrevista / Alejandro Ahmed


Coreógrafo discorda da concepção de dança apenas como entretenimento
Foto: Pena Filho

Dança é conhecimento

Leandro S. Junges

A polêmica e irreverente assinatura artística do coreógrafo Alejandro Ahmed é uma das novidades nos bastidores do 21º Festival de Dança. O uruguaio radicado em Florianópolis é, a partir deste ano, um dos membros do conselho consultivo do festival. Uma de suas tarefas será ajudar os grupos concorrentes a garantir mais qualidade cênica às apresentações. Nascido em 1971, Ahmed começou a coreografar em 1988, no Grupo Cena 11, de Florianópolis. A irreverência e a rebeldia com que caracterizou o seu trabalho chamou a atenção da crítica e o elevou rapidamente ao cenário nacional. Um ano depois, ele conquistaria o segundo lugar no 7º Festival de Dança. A dedicação à coreografia e à dança como um conhecimento o levou a especializar-se, entre 1990 e 1993, com os professores Ismael Guiser, Ivonice Satie, Yoko Okada e Roseli Rodrigues, Sasha Waltz e Bert Gztettner. Com "IN'Perfeito" (1997), foi selecionado pela Fundação Vitae para participar do programa International Coreographers Residency no American Dance Festival (Carolina do Norte - EUA).

AN Festival - No início da década passada, você conquistou a crítica e ganhou projeção nacional pela irreverência e rebeldia com que coreografou o Cena 11, de Florianópolis. Há espaço para este tipo de rebeldia no Festival de Dança de Joinville?
Alejandro Ahmed
- Na realidade, a única revolução na qual eu acredito é na cognitiva, ou seja, naquela revolução do aprendizado. Digamos que revolução seja uma palavra mais apropriada do que rebeldia. Minha participação é neste sentido. Eu entendo que a dança é uma área de conhecimento e eu quero, mesmo num percentual baixo, poder conversar e ressaltar esse aspecto de dança como conhecimento e não apenas como entretenimento, simples entretenimento. Pode haver espaço para rebeldia, para revolução, se pensarmos na dança dessa forma. Eu não concebo a dança como sonho... como magia... Essa maneira de conceituar a dança não diz nada, é inútil. Dança é conhecimento.

ANF - Você levou para o palco, numa aproximação entre o teatro e a dança, assuntos polêmicos, como violência e urbanidade. A dança pode ajudar a entender a contemporaneidade, a atualidade?
Ahmed
- Acho que o tratamento dado atualmente para este tipo de assunto é bastante superficial. Mesmo quando se vêem algumas iniciativas, de colocar gladiadores e outros seres nas apresentações, isso é feito sem se saber exatamente o que se está fazendo. Eu não acredito que seja o melhor caminho provocar apenas como um ato intuitivo. Veja bem, não estou dizendo que não se deva incluir gladiadores, por exemplo, nas apresentações. Não é isso. O que quero dizer é que as pessoas precisam saber exatamente o que estão fazendo, conhecer bem os motivos e não fazer esse tipo de experimento apenas superficialmente.

ANF - Você deve fazer parte de uma equipe técnica que terá condições de opinar sobre o uso de aparelhos do Centreventos, especialmente de iluminação e som. Como isso deve acontecer?
Ahmed
- Não vamos interferir no trabalho nem na criação dos grupos. A idéia é auxiliar no que for possível, dentro de um entendimento prévio com os grupos. O Centreventos oferece hoje uma série de possibilidades comparáveis aos melhores teatros e espaços disponíveis em todo o Brasil. É um ótimo espaço que pode ser melhor aproveitado e o nosso papel é ajudar para que isso aconteça. Mas o objetivo é formar, capacitar as pessoas para que elas criem. Não vamos interferir no trabalho, mas ajudar.

ANF - Como está o nível técnico dos grupos que disputam este ano?
Ahmed
- A base técnica é muito boa. Os grupos que se apresentam no festival normalmente não assumem posturas técnicas inovadoras, nem utilizam muito o que possa se chamar de técnicas mais avançadas. Não é isso. A peculiaridade do festival é outra e, dentro dessa perspectiva, acho que está muito bom o nível técnico dos grupos.

ANF - Qual a sua avaliação sobre o espaço conquistado pela dança no Brasil?
Ahmed
- Acho que a dança está em stand by. Os grupos, as companhias, os coreógrafos, todo mundo está em compasso de espera. Há uma série de coisas acontecendo, e as leis de mecenato e de incentivo à cultura, por exemplo, estão sendo repensadas e aperfeiçoadas. Vejo que uma ou duas companhias de dança estão hoje em condições de manter um trabalho contínuo e num mesmo nível. Mas não é isso o que acontece com a maioria. Hoje todos estamos em stand by. Sem uma estabilidade financeira razoável, acho que é difícil permanecer no Brasil por muito tempo. A dança nem sempre é vista na sua possível abrangência. Em alguns setores públicos é possível se fazer um bom trabalho por um tempo maior. E, além disso, ainda há uma certa confusão quanto ao investimento no setor.

ANF - Você é um dos novos integrantes da equipe que coordena todo o Festival de Dança. Como será essa participação e qual a sua expectativa em relação a esta atividade?
Ahmed
- Eu já vinha trabalhando em algumas edições, já participei de vários festivais de dança em Joinville. Primeiro como concorrente, há alguns anos [o coreógrafo conquistou o segundo lugar no 7º Festival de Dança, em 1989, e o 3º lugar no 12º Festival, em 1994], e depois para apresentações como convidado, dando aulas e ministrando cursos (especialmente em 1999 e 2001). Portanto, não é uma novidade estar entre os organizadores do festival. É um orgulho ter a oportunidade de trabalhar na coordenação. Eu acho que tenho muito a contribuir e as pessoas respeitam essa minha contribuição. Se não fosse assim, ou se isso não for assim algum dia, aí eu saio.

Manchetes AN

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Foto: Arquivo An

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Assistir a um espetáculo de dança exige regrinhas básicas de comportamento

Marlise Groth

O Festival de Dança começa hoje, os espetáculos são lindos e você quer aproveitar bem. Para que tudo ocorra da melhor forma possível, é bom lembrar que a sua liberdade termina onde começa a do vizinho de platéia. Afinal, assistir a um espetáculo no teatro é muito diferente de ver pela televisão, em casa, esparramado no sofá. Segundo as professoras da Escola do Teatro Bolshoi, que desenvolvem um projeto de formação de platéia, "são a interação e o respeito entre a companhia que está no palco e o público que garantem a emoção e a beleza".
Assim, além de caprichar no visual, o momento pede algumas regrinhas básicas, desde quando se entra na sala de espetáculo até a hora do aplauso. Isso porque ir ao teatro, ao Festival de Dança ou ao cinema é uma experiência incomparável. Trata-se de um ritual, com regras de convivência, bom senso e certa organização.
Se em casa você está acostumado a comer pipoca, abrir a embalagem de celofane de uma dúzia de balas e se deliciar com o rompimento do lacre da latinha de bebida, o recado é simples: "Você não está em casa". O barulhinho que a sua família tolera por questão de afinidade atrapalha quem está ao seu lado.
"É preciso aprender a usufruir da arte", arremata a professora Maristela Teixeira, do Bolshoi. Para quem já sabe, não custa reforçar os conhecimentos.

Organize-se

O que fazer para assistir a um bom espetáculo

1 Adquira o ingresso com antecedência

2 Confira a data, o local e o horário

3 Verifique se a sua cadeira é numerada. Se não for, chegue uma hora antes ao espetáculo para garantir um bom lugar

4 Em caso de cadeira numerada, chegue ao teatro 30 minutos antes para se localizar

5 Não faça lanchinhos dentro da sala de espetáculos. Coma antes de se dirigir ao teatro ou ao cinema

6 Balas, salgadinhos e latinhas de bebida também estão proibidas.
O barulho atrapalha quem está próximo a você

7 Evite conversas paralelas

8 Antes de apagarem as luzes, leia o programa. Caso não seja possível, utilize uma pequena lanterna de bolso, tomando o cuidado de abafar o foco de luz

9 O espetáculo começa após a terceira chamada da sirene

10 Por medida de conforto, leve uma almofadinha para sentar

11 Seja precavido, use roupas confortáveis e, contra o calor, utilize um leque discreto

12 Se sentar em lugar distante do palco ou laterais, utilize binóculos

13 Desligue o aparelho celular

14 Vá ao banheiro fazer xixi ou retocar a maquiagem antes do início da peça ou no intervalo. Nunca levante no meio do espetáculo

15 Não tire fotografias. O flash atrapalha a visão dos atores e bailarinos que estão no palco e tira a atenção do público

16 Se você está resfriado ou com tosse, pondere se não é melhor adiar o seu programa

17 No caso de crianças pequenas, verifique se não vão se assustar com os efeitos de som e luz. Sente num lugar estratégico, próximo à porta. Pondere se a presença delas é recomendável

18 Aplauda nos momentos certos: com moderação, no intervalo entre uma cena e outra, e com euforia ao final do ato

19 Havendo atraso para o início da peça, você pode começar, educadamente, uma série de aplausos cadenciados

20 Se você gostar do que viu, parabenize os atores ou peça bis. Se não gostou, o melhor gesto é o silêncio

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Passarela liga o Centreventos ao Expocentro: caminho das sapatilhas
Foto: Pena Filho


Conurb modificou 160 floreiras e replantou canteiros em 50 rótulas
Foto: Cleber Gomes

A cidade se enfeita

À espera de 4 mil bailarinos e 50 mil visitantes, Joinville passa por uma maquiagem

Joinville se enfeitou para receber os participantes do 21º Festival de Dança. Os preparativos, que vão da manutenção de canteiros de flores à decoração de vitrines, também alteraram o dia-a-dia dos moradores. Nada que lembre o passado já distante, quando havia até concurso para embelezar a cidade, mas de qualquer forma, as mudanças são visíveis.
Um olhar atento revela o quanto foi feito para dar as boas-vindas aos 4 mil bailarinos e 50 mil visitantes previstos. A surpresa só não é maior do que a quantia investida no festival, que somando recursos públicos e privados é de R$ 1,9 milhão, ou seja, R$ 200 mil a mais do que o valor gasto em 2002. Apenas a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Joinville (Conurb) despendeu cerca de R$ 250 mil na modificação de 160 floreiras e no replantio de flores em outras 50 rótulas das principais vias públicas. O dinheiro também foi utilizado na reestruturação do Centreventos Cau Hansen e na alteração da sinalização e instalação de novas placas de trânsito nas ruas centrais.
Um investimento menor, mas não menos importante, vem sendo feito pelos comerciantes e hoteleiros da cidade. E vale tudo. Sapatilhas viram objeto de decoração de qualquer ambiente e servem de apelo até para a venda de guloseimas, contra-indicadas para bailarinos.
Alguns dos 40 hotéis de Joinville, entretanto, adotaram uma outra tática e estão despertando o interesse do turista com preços mais baixos e pacotes especiais. "Os hotéis menores estão lotados", afirma o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Santa Catarina, Fernando Sanjuan. Dos 4.500 leitos disponíveis na cidade, 60% estão reservados para os próximos dias. Mas a expectativa da categoria não é superar a média dos anos anteriores. Ao contrário. A crise econômica deve prejudicar o rendimento dos hoteleiros, que ainda perdem a disputa pela preferência dos bailarinos para os alojamentos municipais.

Novidades

Nem mesmo o ainda novo Centreventos Cau Hansen foi poupado das obras e reparos. Uma equipe Conurb trabalhou durante dois meses na reestruturação do local. Uma das novidades é a redistribuição dos sanitários, que ficaram mais bem preparados para atender a homens e mulheres. O caos de anos anteriores não se repetirá, garante a Conurb. A sinalização também foi alterada e deve facilitar o deslocamento de bailarinos e do público pelas dependências do Centreventos.
Outra novidade é a transferência da praça de alimentação e Feira da Sapatilha para o Expocentro Edmundo Doubrawa, que fica ao lado do Centreventos. O acesso foi facilitado pela construção de pequenas passarelas entre os dois conjuntos. No lado externo, o estacionamento foi reprojetado e deve voltar a ter capacidade para abrigar 450 automóveis - o espaço havia sido reduzido após a inauguração do expocentro. As floreiras e canteiros próximos ao Cau Hansen também receberam um tratamento especial e estão mais floridas do que nunca.

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O Big Bowlling vai garantir entrada livre para todos que apresentarem o crachá do 21º Festival de Dança: exceção
Foto: Arquivo AN

Boates mudam o ritmo

Opções para bailarinos nas casas noturnas de Joinville foram reduzidas

Diego Santos

As principais boates da região central de Joinville abertas durante todos os dias do Festival de Dança. Entrada livre para bailarinos com crachá e uma festa que ia muito além do palco oficial do Centreventos Cau Hansen, invadindo as madrugadas. Coisas do passado. Neste ano, as opções para os bailarinos mostrarem seus passos também nas pistas das casas noturnas estão reduzidas.
Apenas uma boate traçou uma programação para os dez dias de espetáculo: o Big Bowlling. A grande maioria das casas noturnas não vai alterar o horário normal de funcionamento, adotado durante o ano inteiro. O Big Bowlling também será a única boate a garantir a entrada livre para todos que apresentarem o crachá do 21º Festival de Dança.
"Abrir todos os dias durante o Festival de Dança é uma tradição de nossa casa. No ano passado, foi a mesma coisa e no dia de menor público, uma segunda-feira, 1.200 pessoas vieram nos prestigiar, provando que o resultado é sempre positivo. Tenho certeza de que este ano não será diferente", observa o coordenador de eventos do Big Bowlling, Carlos Fischer.
A programação da casa inclui uma seletiva para o "Criança Esperança", da Rede Globo. Os dois primeiros colocados estarão classificados para dançar no programa. Entre outras atrações, quem for ao Big Bowlling poderá acompanhar a eleição da Gata do Festival, o Concurso Nacional de Street Dance e a apresentação de grupos que participam do evento. "Só não queremos deixar nossos turistas e bailarinos sem opção nas noites joinvilenses durante os dez dias em que estarão por aqui", ressalta Fischer.
A Mansão Getúlio abre em oito das dez noites do Festival de Dança. O problema para os bailarinos será o valor que pagarão para entrar na casa. Como o crachá não vai valer para nada, o ingresso feminino custará R$ 15,00 e o masculino, R$ 20,00. Quem tiver bônus, que pode ser adquirido na própria Mansão, ganha um desconto de R$ 5,00.
Outras duas casas noturnas da cidade vão oferecer um tratamento diferenciado aos participantes do festival. A boate da Bierø abre nas quartas e sextas-feiras de festival e no dia 24 promove uma festa de boas-vindas aos bailarinos. O crachá vale como bônus: o homem paga R$ 5,00 e a mulher tem entrada livre. Na Seven Club, o valor da entrada é o mesmo para quem apresentar o crachá. A boate abre na quinta, sexta e sábado.
Casas como Rutana e Hanna abrem normalmente nos finais de semana, mas não apresentaram alterações nas programações durante os dias de Festival de Dança.

Agende a festa

Depois da dança, uma esticada nas boates

Big Bowlling
O Big Bowlling é a única boate da cidade a oferecer entrada grátis para quem apresentar o crachá do 21º Festival de Dança. É também a única casa noturna a abrir em todas as noites do festival. A programação inclui apresentações de grupos que participam do festival, escolha da Gata do Festival, seletiva para o programa "Criança Esperança" e Concurso Nacional de Street Dance.
O Big Bowlling fica na rua São Paulo, 185. Fone 433-1233.

Mansão Getúlio
Abre em oito das dez noites de festival. O ingresso feminino custará R$ 15,00, e o masculino, R$ 20,00. Quem tiver bônus, que pode ser adquirido na própria Mansão, ganha um desconto de R$ 5,00. A Mansão fica na rua Getúlio Vargas, 145. Fone 422-3311.

Seven Club
A Seven Club abre nas quintas, sextas e sábados. Os bailarinos pagam R$ 5,00 e mulheres com crachá têm entrada livre. As noites da Seven são embaladas por DJs convidados. A Seven fica na rua João Colin, 1090. Fone 433-7177.

Bierø
Na boate, o crachá do 21º Festival de Dança vale como bônus. Assim, mulheres não pagam a entrada e o ingresso masculino vale R$ 5,00.
A Bierø fica na rua Ministro Calógeras, 971. Fone 422-3016.

Hanna
Abre normalmente nos finais de semana, mas sem tratamento diferenciado para os bailarinos.
A Hanna fica na rua Abdon Batista, 121, 21º andar. Fone 422-2704.

Rutana
Mantém o funcionamento normal nos finais de semana, também sem diferenciação aos participantes do festival. A Rutana fica na rua Visconde de Taunay, 523. Fone 433-6796.

 
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