Joinville         -         Quarta-feira, 24 de Setembro de 2003        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  

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Campos de concentração em SC

14/09

15/09

16/09

17/09

 



Encontrado em
matagal corpo de
menina desaparecida

Aniara, de 11 anos, estava sumida desde 7 de setembro

José Carlos Goes
Especial para A Notícia

Blumenau ­ Ontem, exatamente no dia em que completou um ano do desaparecimento da menina Pamela Thays Cunha, 9 anos em Gaspar, outro crime, envolvendo uma menina de 11 anos aterrorizou a população do Médio Vale do Itajaí. O corpo de Aniara Scheimann, que estava desaparecida desde o dia 7 de setembro, foi encontrado por policiais militares às 10h32 jogado em um matagal próximo a uma estrada que sobe o Morro do Gato, no limite entre os bairros Velha e Garcia.
Aniara foi vista última vez no final da tarde do domingo de feriado, quando deixou a casa do pai para retornar à casa da mãe, com quem morava. Como os pais são separados, a menina passava os finais de semana com o pai. Logo após o desaparecimento, o operador de máquinas Valdeci Scheimann, 33 anos, passou a distribuir cartazes com a foto da filha, na tentativa de encontrá-la. "Não quero pensar no pior, mas tenho medo dessa demora", dizia ele aos conhecidos. Ontem, ele precisou de atendimento médico ao reconhecer o corpo de sua filha no Instituto Médico Legal de Blumenau (IML)
O corpo, em adiantado estado de decomposição, estava coberto por capim. Apenas os pés e os braços ficaram para fora. Parte dos dedos, tanto dos pés como das mãos, já haviam sido devorados pelos bichos e pelas bactérias. A menina trajava uma calça jeans verde, um moleton azul com vermelho e um tênis claro.
De acordo com a diretora técnica do IML, Lúcia Beduschi, devido ao estado de desintegração do corpo, não foi possível apurar se houve violência sexual. "Seu pescoço estava todo esburacado e o médico legista Sérgio Marcos Vieira não conseguiu detectar se ela foi morta por asfixia", comentou.
Lúcia Beduschi disse também que não havia sinais de perfuração por objetos cortantes e nem de disparos de arma de fogo. Outro fato curioso é o de ela se encontrar totalmente vestida, inclusive com os calçados. A perícia técnica da polícia de Blumenau colheu material e enviou ao laboratório da Polícia Técnica Científica em Florianópolis. "Somente após o resultado desses exames laboratoriais é que poderemos detectar a causa mortis da menina", completou ela.
O corpo de Aniara está sendo velada em caixão lacrado na capela Santa Cruz do bairro da Velha Central e vai ser enterrado hoje às 9 horas no cemitério Santa Cruz.

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Descoberta
só na segunda

Rodrigo Pereira
Especial para A Notícia

Blumenau - Ninguém esperava um final tão trágico para o drama vivido desde o dia 7, quando a estudante Aniara Scheimann desapareceu após uma visita ao pai. Os pais Valdeci Scheimann e Simone Aparecida Schneider chegaram a demonstrar desconfiança um do outro quando Aniara sumiu, acreditando que pudesse tratar-se de uma armação. Como brigavam na Justiça pela guarda da criança, acreditavam que o desaparecimento pudesse ser temporário e planejado para interferir na decisão judicial. "É preciso fazer justiça e punir o responsável por este crime", desabafou o pai, ontem.
Simone disse que chegou a pensar que sua filha pudesse ter preparado a própria fuga como um protesto ao rigor com que era cobrada por ela pelo desempenho escolar. Já o pai de Aniara queixou-se da demora com que a polícia iniciou a investigação do caso. "Começaram a procurar ela só cinco dias depois do desaparecimento", reclamava.
Aniara desapareceu num domingo, por volta das 18 horas. Neste dia, ela saiu da casa do pai, onde ia passar os finais de semana, para tomar o ônibus que a levaria à casa da mãe, com quem vivia. Os dois endereços ficam a cerca de cinco quilômetros um do outro, no bairro Velha Central. Simone diz que a esperou naquele dia até 20 horas, aproximadamente. Neste horário, segundo ela, resolveu pôr o jantar à mesa achando que a menina decidira passar a noite com o pai para ir à escola no outro dia pela manhã. A mãe da garota afirma que só percebeu o desaparecimento quando foi buscar a estudante na escola e não a encontrou, na segunda-feira.
O pai da menina diz que o vizinho de Simone, um garoto de 12 anos, afirmou ter visto Aniara chegando em casa no domingo, depois da visita ao pai. A mãe da criança assassinada garante, contudo, que estava lá com o companheiro e seus dois filhos e que ninguém a viu chegar. Ela atribui o depoimento do garoto a uma eventual coação e questiona sua veracidade.

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Pais mostram medo em Blumenau

Blumenau/Gaspar ­ Uma onda de temor tomou conta das famílias do Médio Vale do Itajaí, principalmente daquelas que possuem crianças e adolescentes. O caso Pamela continua vivo na lembrança de todos, principalmente quando a mídia lembrou o primeiro aniversário da tragédia que tomou conta do lar de Lupércio Cunha e Iara, em Gaspar. Como se isso não bastasse, surge agora o caso de Aniara Scheimann encontrada morta ontem.
"Dá medo até de mandar a filha da gente para a escola", dizia ontem o operador têxtil Gustavo Bizarri, 36 anos, pai de Priscilla Bizarri, 11 anos, que estuda na Escola Estadual Max Tavares do Amaral, localizada no bairro Itoupava Norte. Ela estuda pela manhã e nas terças e quintas-feiras faz curso de dança na Associação 25 de agosto, à tarde. "Estou pensando em até tirá-la da dança, para ficar menos tempo na rua", reflete o pai.
Já em Gaspar, o caso Pamela ainda continua vivo na lembrança de todos os pais. Este ano a maioria deles contratou transporte escolar para levar e trazer seus filhos da escola.
Aniara participava do programa "Dança nos bairros" promovido da Secretaria da Criança e do Adolescente. Ontem, o secretário Daniel Régis lamentou profundamente o fato. "As vezes nos sentimos impotentes diante da violência, que é originada por inúmeros fatores que vão desde a questão social até a inversão dos valores na família, que hoje sofre uma lamentável desustruturação". Entretanto, Régis acha que os casos de Pamela e Aniara são isolados. (JCG)

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Polícia não liga casos

Florianópolis/Blumenau/Gaspar ­ Na avaliação do delegado-geral da Polícia Civil, Dirceu Silveira Júnior, ainda é "prematuro" estabelecer qualquer relação entre os crimes de estupro e assassinato de Pamela e homicídio de Aniara, cujo corpo foi encontrado ontem. "Primeiro tem que ser verificado todo o quadro. O trabalho preliminar está sendo feito pela delegacia local e, se houver, necessidade de incremento de alguma atividade específica isso será feito assim que a delegacia solicitar", disse Silveira Júnior.
Já o secretário estadual de Segurança Pública e Defesa do Cidadão, João Henrique Blasi, preferiu não fazer nenhuma declaração oficial sobre o assunto. Comentou apenas que "todas as providências foram adotadas".
Existe uma semelhança do caso Aniara com o de Pamela na forma em que elas foram encontradas no matagal, mas os crimes são diferentes, conforme interpreta a polícia num primeiro momento. Enquanto a primeira tinha todas as suas roupas, a segunda estava despida da cintura para cima. Pamela foi violentada sexualmente e morta por asfixia conforme perícia policial, enquanto que no da menina encontrada morta ontem está descartado num primeiro momento o crime sexual.
A bolsa de Aniara encontrada por populares na segunda-feira serviu de pista para a Polícia Militar chegar até o corpo de menina, ontem. O objeto foi encaminhado à Base Operacional da Polícia Militar que designou uma guarnição para realizar buscas nas imediações do Morro do Gato. A presença de urubus no alto do morro deram o direcionamento das buscas. Os policiais encontraram o cadáver deitado de lado, coberto por capim e terra.
Já o corpo de Pamela foi encontrado no dia 8 de outubro do ano passado, jogado em uma ribanceira próximo a uma estrada que sobe o Morro Parapente, distante cinco quilômetros do centro de Gaspar. Ela estava desaparecida desde o dia 23 de setembro quando saiu de casa para comprar biscoitos em uma padaria localizada a 1,3 mil metros de sua casa, no bairro Gasparinho. O corpo de Pamela também estava em decúbito lateral, porém sem roupa da cintura para cima.

Investigação

A Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente é a encarregada de investigar o caso Aniara Scheimann. Apesar do inquérito ter sido instaurado ontem, os depoimentos e diligências começam a ser executados somente à partir de hoje, já que ontem aconteceu a troca de delegados: saiu Ivete Costa, que acumulava o cargo de delegada da 3ª DP, entrou Henrique Stodiek Neto, há duas semanas em Blumenau, vindo de Florianópolis.
Neto aguarda para hoje o resultado dos exames feitos pela Polícia Técnica e Científica. O passo seguinte será tomar o depoimento dos familiares. (JCG com colaboração de Fabiana de Liz)

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Escola suspende aulas

Florianópolis - Desde segunda-feira estão suspensas as aulas no Colégio Estadual Dayse Werner Salles, em Capoeiras, região continental da Capital, por causa da ocorrência de uma série de atos violentos que resultaram em agressões a professores e estudantes. Entre os casos mais graves estão o de um professor que teve o braço quebrado por uma aluna e o de uma estudante que ateou fogo em um dos banheiros. Na última segunda-feira, dois policiais militares apanharam de um grupo de alunos ao tentar retirar do local um adolescente que não estuda na instituição e que havia invadido o pátio do colégio para jogar bola.
Os casos são relatados pela presidente da Associação de Pais e Professores (APP), que prefere não se identificar por medo de represálias. Com a tensão criada no estabelecimento, as aulas foram suspensas. A Gerência Regional de Ensino e Inovação de São José (Gerei), que abrange a Grande Florianópolis, decidiu afastar do cargo a diretora-geral da escola, Maura Petters. "Assim que soubemos dos problemas da última segunda-feira, procuramos o 7º Batalhão da Polícia Militar, que vai reforçar a segurança da escola essa semana e acompanhará o estabelecimento através do programa de ronda escolar", destaca Ari Cézar da Silva, coordenador da Gerei.


Dor e muita saudade
na missa para Pamela

Familiares e amigos participaram de celebração que marcou um ano da morte da menina em Gaspar. Crime ainda é mistério

Marco Aurélio Braga
Enviado especial

Gaspar - Quando ao som de um violão a música religiosa foi cantada pelos presentes na missa de um ano da morte da estudante Pamela Thays Cunha, na igreja matriz São Pedro Apóstolo, a mãe Iara Soraia Goll Cunha, de 33 anos, não resistiu ao choro. Familiares também acompanharam o momento de emoção. Nem mesmo o frei Elziário Schimitt, que celebrou a missa, conseguiu esconder a voz embargada e o sentimento de revolta. Mesmo um ano após a morte, a população da cidade não se conforma que a tragédia. "A dor já passou. O sentimento é de muito saudade, muita saudade", disse Iara logo após a missa.
A pequena Vitória, de apenas quatro meses, nasceu como uma espécie de conforto para a família Cunha. Iara estava grávida quando Pamela desapareceu na ensolarada tarde de 23 de setembro. Juntamente com Vitória e a outra filha, Thainara, Iara saiu ontem de casa para não ficar lembrando da ausência da filha mais velha. Refugiou-se na casa de um parente. Só saiu para ir à igreja, por volta das 19 horas. A mãe não se desgrudou de Vitória da durante toda a celebração.
A igreja matriz, no alto de um morro no centro da cidade, ficou lotada. Na primeira manifestação do frei Elziário um desabafo e um alerta: "Um crime terrível contra as nossas crianças. Protejam seus filhos dos malfeitores". A missa seguiu com uma alta carga de emoção. A canção religiosa que diz no refrão "tu és Senhor o meu pastor, por isso nada em minha vida faltará", foi à senha para que Iara e o marido Lupércio Cunha derramassem lágrimas. "Pamela está entre os anjos e Deus", finalizou Elziário.
No final da celebração, por volta das 20 horas, os parentes se reuniram e foram até o cemitério evangélico onde Pamela foi enterrada. "Esse é nosso lugar de conforto. Sempre que a saudade aperta estamos aqui", desabafou Elziário, na frente do túmulo da filha, que estava repleto de flores e mensagens de colegas. Os parentes permaneceram no lugar durante um bom tempo, onde prestaram algumas homenagens e comentaram outros casos de crimes contra crianças.
O sentimento da família contra Dinart Fernandes Júnior, acusado de ser o autor do crime, é de pena. Os pais estão mais conformados com a morte, mas ainda não perdoaram o Dinart, que está preso no Presídio Regional de Blumenau. A mulher do acusado deve prestar depoimento na próxima semana, na 2ª Vara Crime de Gaspar. "A gente sente mais pena são dos cinco filhos dele. Eles não merecem ter um pai criminoso",
desabafa Iara.

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Estudantes relembram
momentos com a colega

Gaspar - As estudantes Bianca Silveira e Maria Luiza Junges, de 11 anos, estavam na missa vestindo camisas estampadas com a foto da colega Pamela Thays. No ano passado, as três amigas - então na 4ª série do ensino fundamental - apresentaram na Escola Norma Mônica Sabel uma performance de dança. A maior diversão do trio era justamente ensaiar para fazer apresentações na escola. Bianca e Maria Luiza lembraram ontem os momentos de diversão. Bianca tinha um pouco mais de saudade. Afinal, também era prima de Pamela. Daquelas primas inseparáveis.
As duas amigas organizaram uma manifestação de homenagem à amiga durante a missa de um ano da sua morte. Elas estudavam na mesma escola, na mesma série. Hoje, farão parte de um manifesto que acontece na frente a Igreja Matriz São Paulo Apóstolo - organizado pelo Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil com o apoio do Ministério Público Estadual. O movimento é para lembrar um ano da morte de Pamela, o fim da violência urbana e contra crianças. Os alunos da Escola Norma Sabel também farão homenagens. (MAB)

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Cronologia
Entenda o caso Pamela

2002

23 de setembro ­ Pamela Tahys Cunha desaparece após comprar orelhas-de-gato em uma padaria a 1,3 mil metros de onde morava.

25 de setembro ­ Agentes da Divisão de Investigações Criminais (DIC) e da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) entram nas investigações.

27 de setembro ­ Mandado de prisão de um suspeito é expedido pela Justiça de Gaspar.

1º de outubro ­ Polícia admite a existência de um suspeito, que seria conhecido de Pamela.

3 de outubro ­ Policiais deixam a casa da família de Pamela.

8 de outubro ­ Corpo de Pamela é localizado em estado de decomposição em uma ribanceira do Morro do Parapente, a cinco quilômetros do centro de Gaspar.

9 de outubro ­ Polícia vasculha local onde corpo foi encontrado e constata que Pamela foi morta em outro lugar ­ apenas o corpo foi abandonado no local.

22 de outubro ­ Polícia técnica coleta material de quatro suspeitos em Gaspar e envia para o laboratório para ser checado com o de Pamela.

29 de novembro ­ O caso Pamela toma um novo rumo. As provas científicas foram descartadas em função de que o laboratório da PUC de Brasília não conseguiu isolar os cromossomos da duas células coletadas da roupa da menina.

2003

2 de janeiro ­ Delegado Waldir César Padilha deixa a DIC de Blumenau para assumir a Deic com a promessa de que não abandonaria o caso. Pelo contrário, reforçaria as investigações.

27 de janeiro ­ Uma equipe de policiais da Deic, por determinação do delegado Waldir César Padilha chega a Gaspar para reforçar as investigações.

25 de março ­ Polícia intensifica investigações em torno de um novo suspeito, acusado de tentativa ao pudor contra uma menina de oito anos apanhada em Balneário Camboriú e levada para Bombinhas.

12 de junho ­ Suspeito é preso através de dois mandados um da justiça de Gaspar pelo envolvimento no caso da menina de Bombinhas e outro pela justiça de Florianópolis pelo envolvimento no caso Pamela.

15 de julho ­ Diretoria de Investigação Criminal (Deic) entrega relatório do inquérito policial à justiça de Gaspar. Suspeito manteve silêncio em todo o inquérito.

8 de agosto ­ Primeiro interrogatório em juízo. Suspeito nega seu envolvimento com o caso.

15 de setembro ­ Testemunhas são colocadas frente à frente com o suspeito e confirmam que viram-nos no velório de Pamela. Uma delas disse ter visto um carro desgovernado no dia 23 de setembro de 2002, quando desapareceu a menina.


Mobilização no Estado

Florianópolis/Brasília - Com o apoio do Ministério Público do Estado (MPE) o Fórum Catarinense pelo Fim da Violência e Exploração Sexual Infanto-juvenil realiza hoje mobilização em todos os municípios para chamar a atenção da sociedade e estimular a promoção de ações de combate a problemas dessa natureza que atingem crianças e adolescentes.
Dados do relatório anual de atividades do Ministério Público Estadual revelam que, em 2002, foram denunciados 616 tipos penais (descrição legal de uma infração) tendo crianças e adolescentes como vítimas. O dia de mobilização, que faz parte do calendário oficial do Estado por força da Lei Estadual 11.460, de 28 de junho de 2000, acontecerá nas escolas, ruas e associações comunitárias, através de palestras e distribuição de panfletos de orientação.
A Secretaria de Saúde e Assistência Social de Gaspar, juntamente com o Conselho Tutelar, promove a manifestação com a participação de escolas e várias entidades, às 9 horas na escadaria da igreja matriz São Pedro Apóstolo.
Já o governo federal lançou ontem a publicação "Métodos para a identificação de sinais de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes". A publicação foi feita em parceria entre a Secretaria de Inclusão Educacional do Ministério da Educação e a Secretaria Especial dos Direitos Humanos


Bebê sobrevive
a queda de gestante

Grávida cai de uma altura de cinco metros em Rio Negrinho

Marília Maciel

Rio Negrinho - Uma mistura de alívio e preocupação tomou conta da família de Jurema Saturno Silva, 32 anos, de Rio Negrinho. Grávida de oito meses, ela caiu de uma altura de cinco metros na segunda-feira e por pouco não perde a vida e o bebê. No hospital, o médico Gilberto Ortiz, da Fundação Hospitalar de Rio Negrinho, realizou uma cesariana de emergência e conseguiu salvar o bebê. Sem sensibilidade nas pernas, Jurema precisou ser transferida para a unidade de tratamento intensivo (UTI) do Hospital Cajuru, em Curitiba (PR), onde passou por uma cirurgia na tarde de ontem. O estado de saúde damulher não foi divulgado pelo hospital.
Jurema subiu ao segundo piso de sua casa, no bairro Industrial Sul, em Rio Negrinho, para pendurar algumas roupas e um par de tênis no varal, improvisado na sacada da janela. Eram aproximadamente 10h40 de segunda-feira. A gestante sentiu-se mal e caiu, atravessando o telhado de amianto até o piso da garagem. O filho Leonardo, 10 anos, encontrou a mãe caída. "Corri até o vizinho para pedir ajuda, fiquei apavorado", contou o menino. Quando os bombeiros chegaram, encontraram Jurema acordada, mas confusa e sem conseguir mexer as pernas. "Os socorristas imobilizaram a vítima e imediatamente levaram-na para o hospital, para verificar o estado do bebê", explica o comandante dos bombeiros de Rio Negrinho, tenente Diogo Losso.
A mãe de Jurema, Leopoldina Cordeiro dos Santos, veio de Timbó, Médio Vale, assim que soube do acidente. Enquanto o marido de Jurema acompanhou-a até Curitiba, Leopoldina e os netos Leonardo e Jaqueline, 15 anos, ficaram encarregados de acompanhar o estado do bebê. O nascimento do garoto estava previsto para 5 de outubro. Mesmo vindo ao mundo antes do tempo, Mateus Henrique, nome escolhido antes pela mãe, passa bem e não precisou ficar na encubadora. A expectativa da avó e dos irmãos é levá-lo para casa ainda nesta quarta-feira.
Hoje, às 8 horas, a adolescente Jaqueline vai à Fundação Hospitalar com a avó para receber orientações das enfermeiras da maternidade. "Vão mostrar para a gente como fazer os curativos no umbigo e como amamentar meu irmãozinho", explica. Até o retorno de Jurema, o bebê receberá leite do banco mantido pelo hospital de Rio Negrinho.
O pequeno Leonardo também quer participar da responsabilidade de cuidar do irmãozinho até a chegada da mãe. "Vou ajudar em tudo o que for preciso", promete.

Sonhos ruins

Mateus Henrique é o 15º neto de Leopoldina. A avó conta que, na semana passada, teve vários sonhos ruins com Jurema. "Comentei com minha outra filha e oramos bastante pela Jurema. Parece que estávamos adivinhando que ela ia precisar de ajuda", afirma. Apesar da preocupação com a saúde da filha, Leopoldina agradece a Deus. "É um milagre os dois estarem vivos", afirma.
O comandante do corpo de bombeiros de Rio Negrinho, tenente Diogo Losso, explica que cair de uma altura correspondente a uma vez e meia o tamanho do corpo já é perigoso. "No caso de Jurema, além da altura elevada, cinco metros, também havia mais dois fatores de risco: a superfície (no caso o piso da garagem), e o modo como ela caiu, batendo as costas e a cabeça", comenta o tenente.


Parto em
Joinville emociona paramédicos

Joinville - Os paramédicos da Polícia Militar de Joinville atenderam uma ocorrência que deixou a equipe emocionada, no final da manhã de ontem. Os soldados Idésio da Silva, 29 anos, João Carlos Pedroso da Cruz, 40, e Paulo César Vicente, 34, foram acionados para ir até a residência da dona-de-casa Sirlene Sales de Oliveira, 27 anos, na rua Santa Izabel, no bairro Paranaguamirim, onde a mulher estaria entrando em trabalho de parto.
Quando os paramédicos chegaram na casa, o filho de Sirlene já estava nascendo. Como não daria tempo de chegar em nenhuma unidade hospitalar, os soldados tiveram de ajudar o parto, na residência da gestante.
Depois de cinco minutos, nasceu o pequeno Gabriel, com 3,1 quilos e 49 centímetros. O garoto é o nono filho de Sirlene de Oliveira. Os paramédicos encaminharam a mulher e o bebê para a Maternidade Darci Vargas, onde mãe e filho foram examinados por um médico. Os dois passam bem.
Embora atendam principalmente a acidentes, os paramédicos da Polícia Militar receberam treinamento para realizar partos e carregam na ambulância um kit com material esterilizado. Este é o primeiro parto que eles auxiliaram em 2003, mas o transporte de gestantes para hospitais é freqüente.
"A emoção é inesquecível", diz o paramédico Idésio da Silva. Há 10 anos na equipe, o soldado conta que a corporação auxiliou pelo menos seis partos na última década. (Silvério Morais)


Repasse de
verba para hospitais

Meta do governo estadual é quitar AIHs represadas

Florianópolis - O governo do Estado firmou um termo de compromisso com diversos hospitais catarinenses para quitar dívidas referentes a cerca de 53 mil laudos represados desde 1999. Pelo acordo, serão repassados cerca de R$ 17,5 milhões que poderão se parcelados em até 12 vezes. A assinatura do documento foi realizada ontem, com a presença do governador em exercício, Eduardo Pinho Moreira, do secretário de Saúde, Fernando Agustini, da presidente do Conselho Estadual de Saúde, Marlene Foschiera, e o presidente da Federação dos Hospitais de Santa Catarina, Tércio Kasten.
Segundo o secretário Fernando Agustini, esse pagamento só foi possível a partir de uma ação para sanar as finanças da pasta. Mas destaca que essa atitude não se resume a quitação das contas. "Precisamos discutir ações para melhorar a Saúde e gerenciar os hospitais. A situação hospitalar é difícil, houve um encarecimento dos serviços e a demanda é cada vez maior", afirma.
De acordo com a legislação do Sistema Único de Saúde (SUS), o Estado determina a quantidade de autorizações de internação hospitalar (AIHs) que cada município irá receber, levando em conta o número de habitantes, históricos de doenças e a quantidade de instituições hospitalares. Portanto, cada hospital pode efetuar internações de acordo com sua cota mensal. Na prática, isso nem sempre ocorre, pois há muitos casos de emergência que necessitam de internação sem um planejamento prévio.


Auditoria vai definir valores

Florianópolis - A princípio, o valor de R$ 17 milhões é considerado provisório, pois foi baseado em documentos enviados pelos hospitais, sendo que os recursos só serão repassados após o resultado de auditoria da Secretaria de Saúde. "Fazemos questão de auditar cada laudo", destaca a presidente do Conselho Estadual de Saúde, Marlene Foschiera.
Segundo o presidente da Federação dos Hospitais de Santa Catarina, Tércio Kasten, esses recursos somados a empréstimos serão utilizados, principalmente, para o pagamento de salários e do 13º. "Será montada uma comissão provisória que terá a incumbência de fazer um estudo de impacto para a criação de um sistema de pagamento fixo para hospitais com até 50 leitos", completa.


Estiagem continua
a castigar municípios

Situação preocupa no Alto Uruguai, Sul e em Rio do Sul. Em Concórdia, Defesa Civil já foi acionada

Concórdia - A estiagem que predominou no inverno continua a castigar o Estado. A situação mais difícil é no Alto Uruguai (principalmente nos municípios de Seara e Concórdia) e em Rio do Sul, mas há problemas também no Sul. A previsão é de que a escassez de chuva permaneça até novembro. Em Concórdia, a Defesa Civil anunciou ontem que o município vive "uma situação preocupante". No início da tarde, a Defesa Civil reuniu-se com órgãos públicos municipais e estaduais para avaliar a situação do abastecimento de água no município. "Ainda não estamos numa situação crítica, mas é necessário que a população da cidade e do interior não desperdice mais nenhuma gota de água", avisou o coordenador municipal da Defesa Civil, Bodo Matter. A previsão do tempo indica chuva para hoje em Concórdia e região. Segundo o secretário de Agricultura de Concórdia, Antônio Colussi, a região que mais problemas enfrentará caso continue chovendo pouco é a de Lajeado dos Pintos. Outra dificuldade é o nível do lago da hidrelétrica de Itá, hoje 14 metros abaixo do normal.
A Defesa Civil também montou uma estratégia de atendimento aos produtores rurais caso a crise se agrave. "Há uma tendência forte de que a curto e médio prazo a chuva continue escassa", disse Bodo Matter. Ficou definido que os pedidos de transporte de água serão feitos através dos técnicos das agroindústrias e Prefeitura. O Corpo de Bombeiros ficará encarregado do atendimento. Será solicitado ainda que empresas que trabalham com os agricultores, como a Sadia, contratem caminhões-pipa para auxiliar na distribuição.
A situação nos demais municípios do Alto Uruguai também se agravou ontem. Em Ipumirim, a Secretaria Municipal da Agricultura transportou água para cerca de 10 propriedades. Em Seara, a Prefeitura levou para o interior através de caminhões-pipa mais 30 mil litros de água. A chegada da primavera e o retorno do calor aumentaram a preocupação das secretarias municipais da Agricultura. Além de influenciarem na evaporação das reservas de água, as altas temperaturas fazem com que os suínos, aves e bovinos consumam mais líquidos.

Rio Itajaí-açu

A Defesa Civil de Rio do Sul está novamente em alerta desde ontem. É que o nível do Itajaí-açu em Rio do Sul está novamente em 86 centímetros, mesma marca registrada na primeira semana de setembro. Em alguns pontos, como nos rasos da rua 15 de Novembro, nos fundos da Secretaria de Obras e próximo da ponte da avenida Ivo Silveira, é possível atravessar praticamente com água na canela.
O secretário-executivo da Defesa Civil, Márcio Lucas, considera a repentina diminuição do nível preocupante. Ele observou que durante 10 dias permaneceu em um metro. Mas, de segunda-feira para ontem, baixou quatro centímetros. A situação é crítica quando o nível atinge a 60 centímetros, quando o sistema de captação de água da Casan.

Manchetes AN
Das últimas edições de Geral
23/09 - Produtores do Alto Uruguai sofrem com falta de chuva
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21/09 - Primavera chega com previsão de pouca chuva
20/09 - Nova polêmica com reserva indígena
19/09 - Contrabando de armas alimenta criminalidade
18/09 - Famílias carentes recebem leite com validade vencida
17/09 - Perseguição começava na escola

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Desfile de 2 horas
nos 130 anos de São Bento

Banda Treml abriu a parada pela rua Barão do Rio Branco por onde passaram 1500 pessoas mostrando o passado e a cultura da cidade

São Bento do Sul - Um desfile com duração de duas horas e quinze minutos foi o ponto alto das comemorações do aniversário de 130 anos de fundação de São Bento do Sul, no Planalto Norte. Mesmo com o feriado municipal, os são-bentenses saíram cedo de casa para garantir lugar na rua Barão do Rio Branco. Aproximadamente 1,5 mil pessoas desfilaram para mostrar a história da cidade e seu potencial artístico, esportivo e cultural.
A banda Treml, fundada em 1913, abriu o desfile com a execução do hino de São Bento do Sul. O prefeito Sílvio Dreveck (PP) destacou, em seu pronunciamento, o trabalho dos imigrantes e também de brasileiros vindos de outros estados para construir a cidade, famosa por seus móveis e pela preservação de grupos folclóricos. Um grupo de soldados do 5º Regimento de Carros de Combate de Rio Negro/PR executou evoluções de ordem unida, sem comando de voz. A banda do 62º Batalhão de Infantaria de Joinville e um helicóptero da Marinha completaram a representação das Forças Armadas na comemoração.
Ao todo, 13 bandas e fanfarras passaram pelo centro da cidade, além dos alunos da Escola de Música Donaldo Ritzmann. Entre os dez carros alegóricos, a igreja evangélica quadrangular relembrou personagens históricos do município como o médico Felipe Maria Wolf, republicano e fundador da primeira tipografia da cidade, famílias de pioneiros e o engenheiro Carl Wunderwald. A primeira serraria, as 21 cervejarias da cidade e os processos agrícolas rudimentares também foram temas do desfile. Em outro carro alegórico, dois atletas jogaram tênis-de-mesa e os judocas demonstraram golpes no tatame ambulante.
O desfile também serviu para mostrar a preservação das tradições folclóricas, com grupos de dança germânicos, poloneses e gaúchos. Atores do grupo teatral do Colégio Roberto Grant animaram o público com suas performances. Trabalhos sociais, como o do grupo Gerando Amor, de incentivo à adoção, as crianças com peso recuperado e monitorado pela Pastoral da Saúde e as artesãs dos clubes de mães também participaram. A cooperativa de catadores de material reciclável trouxe seus carrinhos e os resultados obtidos pelas campanhas de reciclagem no município.
Os esportistas também mostraram suas conquistas. O piloto Mateus Greipel, que disputa o Campeonato Brasileiro de Stock Car, trouxe seu carro para o desfile. Grupos de jipeiros, motociclistas e o clube de Fuscas atraíram a atenção do público.
O jogo amistoso entre São Bento x Joinville, programado para a tarde de ontem, precisou ser cancelado, pois o time da casa joga hoje pelo Estadual da Segunda Divisão. Hoje, a banda sinfônica da Escola de Música Donaldo Ritzmann, realiza concerto na Sociedade Bandeirantes, às 20 horas. Amanhã a Orquestra de Câmara da mesma escola apresenta-se na Sociedade Ginástica, às 20 horas.


Mais de 25 mil
pessoas percorrem a Expoama

São Bento do Sul - Terminou ontem, em São Bento do Sul, 11ª Exposição Agropecuária e do Meio Ambiente (Expoama). Em cinco dias de feira, cerca de 25 mil pessoas passaram pelo pavilhão de eventos da Promosul. Este foi o primeiro ano em que o evento foi realizado no local. Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do município, José Roberto Olsen de Araújo, apesar do balanço positivo, para o próximo ano, o evento passará por algumas adaptações e mudanças.
Melhorar o conforto de quem visita a festa é a principal meta dos organizadores do evento para 2004. Segundo Araújo, aumentar ainda mais o número de animais em exposição é outro objetivo da comissão organizadora da Expoama. Este ano foram 130 animais, o dobro do ano passado. Até 2002 a festa acontecia no Parque de Exposições Bela Aliança, ao lado da Promosul. Este ano o parque abrigou apenas as provas de rodeio crioulo.
Além de bailes e apresentações musicais, ontem aconteceram as finais do rodeio country, na arena montada na Promosul. Pelos cálculos dos organizadores, cerca de três mil pessoas acompanharam as disputas de montaria em touros e cavalos.
Entre as mudanças previstas para 2004 está o investimento em shows com grupos de renome nacional. Ainda para o próximo ano, a intenção dos organizadores é levar as provas de rodeio crioulo para a Promosul, pois o Parque Bela Aliança, que pertencia ao Governo do Estado, foi negociado com uma empresa da cidade. "Este foi o primeiro ano da festa aqui na Promosul. Justamente por isso pudemos detectar algumas falhas, as quais serão corrigidas no próximo ano", garante o secretário.


Pavilhão para Kegelfest
fica pronto esta semana

Rio do Sul - As obras de reforma do pavilhão da antiga empresa Frahm Eletrônica, onde fica o Centro de Eventos de Rio do Sul, ficarão concluídas até o final de semana. A previsão é do coordenador Élvio Meurer. O local vai sediar a partir deste ano a Kegelfest (Festa Nacional do Bolão), que inicia no próximo dia 2, data que coincide com a sua inauguração oficial. A parte do complexo conta com área de 3 mil metros quadrados, sendo a metade para a pista de dança e no restante funcionará restaurante, cancha de bolão com duas pistas e estande de tiro, além de espaço reservado para as mesas.
O custo da reforma deve ficar em torno de R$ 300 mil. Meurer adiantou que na parte interna está faltando o término da construção do palco com 120 metros quadrados e a colocação das luminárias. As obras na parte externa do pavilhão encontram-se em ritmo acelerado, inclusive nas ruas próximas que servirão de estacionamento. Para este ano será construída provisoriamente cancha de bolão para bola 23 centímetros, com duas pistas. Anexo também estande de tiro. O coordenador diz que a decoração começa a ser colocada no domingo. Ele observou que será bastante simples, mas bem original.
A festa será realizada em duas etapas. A primeira será de 2 a 4 de outubro. A segunda de 9 a 11 de outubro. A grande atração no primeiro dia será a apresentação da banda Cavalinho, de Blumenau, animando o baile depois da banda Hanover. O preço do ingresso foi estipulado em R$ 5,00. O copo de chope com 400 ml custa R$ R$ 2,50 e de refrigerante R$ 1,50. O quilo do bufê com pratos da comida típica alemã é de R$ 9,00. O valor do estacionamento é de R$ 3,00.


Natal Cor será mais uma
atração em Bal. Camboriú

Balneário Camboriú - A secretaria de Turismo de Balneário Camboriú apresentou ontem, o projeto Natal Cor, que pretende transformar a cidade num grande reino do Papai Noel. Pelo projeto, as rótulas, avenidas e a Estrada da Rainha, que liga a praia central à praia dos Amores, vão receber decoração e iluminação padronizada como velas, bengalas, guirlandas, Papai Noel e árvores de Natal. A intenção do município é transformar o Natal Cor em mais um atrativo da temporada de verão. "Queremos criar uma tradição nas pessoas, para que elas venham todos os anos para apreciar a decoração de Natal de Balneário Camboriú", afirma Susana Japur, secretária-adjunta de Turismo.
Um dos destaques do Natal Cor será uma praça localizada no Pontal Norte, onde será instalada uma árvore de 30 metros de altura decorada e iluminada. Às margens do canal do rio Marambaia será montada a casa do Papai Noel e um bosque com árvores decoradas. "Neste local vamos fazer a encenação diária da chegada do Papai Noel em uma barca", conta Susana. O projeto do Natal Cor está orçado em R$ 600 mil e a Prefeitura espera contar com o patrocínio da iniciativa privada para viabilizá-lo. "Vamos buscar parceiras com o comércio. A decoração e iluminação da avenidas deverá ser em parceira com os empresários", afirma a secretária-adjunta.
Pelo projeto, a iniciativa privada deve financiar 50% do projeto. "Caso não tenhamos o apoio do comércio, vamos ter que reduzir o projeto e ficar apenas com a decoração do Pontal Norte e das rótulas", explica Susana. A abertura do Natal Cor está marcada para o dia 15 de novembro. "Queremos antecipar o fluxo de turistas na cidade", comenta Susana.


Visita

Professores e pesquisadores do Centro de Ciências Tecnolgógicas da Terra e do Mar (CTTMar), da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) apresentaram ontem à direção do jornal A Notícia o 2º Simpósio Brasileiro de Engenharia Ambiental, evento que acontece de 5 a 8 de outubro e deve reunir mais de duas mil pessoas em Itajaí. O diretor do Centro, Fernando Luiz Diehl, o cordenador do laboratório de impactos ambientais, Antônio Carlos Beaumord, a oceanógrafa Camila Spech e o coordenador de marketin Oswaldo Ribeiro Júnior foram recebidos pelo presidente Moacir Thomazi e por diretores da empresa.


Primavera
com cara de verão

Termômetros de rua chegaram a marcar 44°C em Joaçaba, no Meio-oeste

Joaçaba/ Herval do Oeste - A primavera chegou trazendo muito calor para Joaçaba e região. No observatório meteorológico instalado junto ao Aeroporto Santa Terezinha de Joaçaba, localizado na parte alta da cidade, a temperatura máxima registrada ontem foi de 33,2°C (graus centígrados). Porém, o termômetro instalado na praça da Catedral, na área central da cidade, chegou a marcar ontem, ao meio-dia, 44°C. O calor era tanto que até a sombra do próprio termômetro era disputada por alunos que esperavam pelo transporte escolar. O clima era tipicamente de verão, com pessoas circulando pelas ruas com roupas próprias da estação, fazendo de tudo para fugir do calor excessivo.
As altas temperaturas fora de época também estão agravando os problemas com as queimadas. Segundo o tenente Marcos Alves da Silva, o Corpo de Bombeiros de Herval do Oeste e de Joaçaba tem atendido de três a quatro ocorrências por dia. Conforme o tenente, o que tem causado estas queimadas é a irresponsabilidade dos agricultores que, para facilitar o processo de roçada, colocam fogo nos campos. "As geadas registradas até 15 dias atrás secaram as plantações e com a estiagem prolongada e os constantes ventos o fogo se alastra facilmente e fica muito difícil controlar as queimadas."
De fevereiro a agosto, conforme dados do Corpo de Bombeiros, aproximadamente 375 mil metros quadrados de vegetação foram danificados por incêndios. Segundo o tenente, alguns cuidados básicos antes de fazer as queimadas, podem evitar problemas a propagação do fogo. Construir aceiro em torno da área a ser queimada é uma delas. O aceiro deve ter no mínimo três metros de largura - essa largura deve ser duplicada nos casos de áreas florestais, de vegetação natural, de preservação permanente e das protegidas pelo poder público.
Também é importante providenciar pessoal treinado, com equipamentos apropriados para atuar no local da queima, evitando que o fogo passe dos limites estabelecidos, além de avisar aos vizinhos a data e a hora da realização da queima. Em caso de incêndio acionar imediatamente os bombeiros pelo número 193.


Fogo destrói 50
hectares de mata em Blumenau

Blumenau - Um incêndio florestal atingiu parte de uma área urbana de Mata Atlântica em Blumenau, ontem, no bairro Vorstadt, numa das maiores reservas naturais da parte central do município. O primeiro foco da queimada foi identificado pelo Corpo de Bombeiros na rua Avaré, nas proximidades da rua Pedro Kraus Sênior, depois de um alerta feito por moradores através do telefone. De acordo com a Central de Operações dos Bombeiros (Cobom), foram mais de 200 ligações em menos de três horas.
A área atingida, segundo informações do Cobom, tem mais de 50 mil metros quadrados e deve ser sido causada de forma criminosa. "Tem gente que liga dizendo quem é o responsável mas não tem coragem de denunciar", afirmou o soldado que ontem atendeu aos chamados telefônicos da população durante o incêndio. Para ele esse tipo de ocorrência geralmente é proposital, dada as características da mata onde é registrada - fechada e densa, com muita umidade em seu interior.
A corporação blumenauense dos bombeiros deslocou 16 homens para combater o incêndio de ontem no bairro Vorstadt, que teve a propagação bastante - e perigosamente -favorecida pelo forte vento que soprava sobre o Vale do Itajaí, onde as temperaturas voltaram a se aproximar dos 30°C (graus centígrados). Com abafadores e enxadas, a guarnição designada para o combate às chamas atuou na linha de alastramento do fogo, apagando as labaredas menores e fazendo valas superficiais para evitar que as mais altas atingissem as áreas adjacentes.
A impossibilidade de chegar ao local com os caminhões de combate ao fogo dificultou bastante os trabalhos do Corpo de Bombeiros.
Pelo telefone, alguns moradores das áreas próximas ao fogo pediam instruções aos bombeiros para tentar proteger suas propriedades, e eram aconselhados a abrir valas com uma enxada. Outros ligavam para denunciar supostas iniciativas criminosas. Também ontem, antes do incêndio do Vorstadt, outros dois focos menores foram identificados na cidade, um às margens da BR-470, na entrada da localidade de Belchior, e outro nas proximidades da empresa Rigesa.


Meio ambiente
em debate na Serra

Lages - Vai ser realizada nesta quinta- feira, no salão de atos da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), a pré-conferência regional que levantará subsídios e propostas para a 1ª Conferência Estadual do Meio Ambiente de Santa Catarina (Cemasc), marcada o final de outubro. Um público superior a 600 pessoas está sendo esperado para os debates. Os participantes serão divididos em seis grupos de discussão.
A realização das pré-conferências regionais e da etapa estadual fazem parte da estratégia do Ministério do Meio Ambiente, que pretende realizar em todo o País um grande debate sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, responsável pela preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. Com isso será possível diagnosticar e mapear a situação socio-ambiental e promover um processo de mobilização e educação ambiental.


Lobo-marinho visita SC

A praia dos Amores, em Balneário Camboriú, recebeu a visita de um lobo-marinho. O animal apareceu nos costões no final da tarde de segunda-feira e passou o dia de ontem entre as pedras, descansando. De acordo com o biólogo Eduardo Cartamil, da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, o lobo-marinho não apresenta sinais de ferimentos. "Ele deve estar apenas cansado. Assim que se recuperar, deve ir embora", afirma Cartamil. Segundo o biólogo, é um macho adulto e deve medir cerca 1,80. O lobo-marinho deve ter viajado cerca de cinco mil quilômetros até Balneário Camboriú. Este ano é o primeiro aparecimento.


Lixo - Resultado do Programa Lixo Nosso de Cada Dia, lançado em 2001 pelo ministério público, mais um centro de triagem de resíduos sólidos será inaugurado nesta quinta-feira, o de Imbuia. Também será entregue o aterro sanitário de Anchieta, que atenderá a cerca de 10 municípios.

 
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