Joinville         -         Sexta-feira, 30 de abril de 2004        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




CRÍTICAS

Programação do Teatro Ademir Rosa divide opiniões entre os produtores da Capital
Foto: Ricardo Mega 2/3/2001

OBRA

Teatro Álvaro de Carvalho foi restaurado sem prever bilheteria para compra de ingressos
Foto: James Tavares 22/3/2004

Mudança de regras

Agenda do teatro do Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis, voltará a receber eventos sem caráter cultural

Luiz Christiano

Florianópolis - Formaturas, congressos, simpósios e feiras. Houve época em que foi proibida a realização de eventos sem caráter cultural no Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), na Capital. Agora, eles voltam à agenda do local no chamado período "morto", entre os meses de janeiro e fevereiro. O assunto tem conflitado opiniões entre os profissionais que promovem espetáculos artísticos.
A produtora Eveline Orth não vê problemas na decisão, mas contesta se a agenda ficar disponível exclusivamente para eventos comerciais, entre janeiro e fevereiro. "No fim do ano passado, deixei de realizar o show do cantor Zeca Baleiro com Fagner porque não havia disponibilidade na pauta do teatro", reclama, referindo-se ao Ademir Rosa, no CIC. Se não houver programação cultural agendada nos meses de verão não há problemas em sediar congressos e formaturas, mas a exclusividade, segundo ela, não é aceitável.
A produtora reconhece que a criação da comissão cultural integrando os representantes de teatros de todo o Estado é importante, mas o tema não pode ser esquecido. Orth defende que a verba injetada no teatro do CIC com eventos comerciais deve ser revertida em melhorias da estrutura do local, principalmente para os banheiros destinados ao público e para os camarins. "No show da Companhia Déborah Colcker, em março, os bailarinos tiveram de tomar banho gelado", exemplifica. Outra questão que ela condena é o uso da agenda para eventos artísticos não profissionais. "Isso é um absurdo. Tem coisas [espetáculos] de escola sendo apresentadas lá."

Oposição

O secretário da Associação dos Produtores Teatrais da Grande Florianópolis (Gestos), Rafael Pereira Oliveira, concorda com agenda voltada a eventos não culturais "somente quando não houver espetáculos agendados", opinião que dá em nome da Gestos. Particularmente, o discurso é duro. "Sou contra a ocupação do teatro por eventos comerciais. Prefiro que fique fechado", afirma. Segundo Oliveira, deveria haver uma reserva técnica para eventuais espetáculos que viessem a ocorrer durante o período. O produtor aproveita para divulgar um dos projetos da Gestos, que está sendo preparado e deve promover a arte no verão, inclusive, com a ocupação dos teatros.
A iniciativa de criar uma comissão cultural em Santa Catarina, elogiada por Eveline Orth, é arranhada por Rafael. "Não vi nada de concreto até agora. Só há burocracia", analisa. Segundo ele, é válido os representantes terem contatos e articularem os mesmos espetáculos nas agendas, mas ele condena a dependência de várias pessoas para se tomar uma decisão regional, por exemplo.
O produtor Luiz Alves é menos radical. "Eu acho justo", avalia, sobre os meses dedicados aos congressos e formaturas. Segundo ele, é difícil virem eventos ao Estado no referido período. "Nos outros meses, entre março e dezembro, eu sou totalmente contra", pondera.
O gerente do CIC, Caio Cavichiolli, afirma que "não há na agenda qualquer evento comercial marcado até dezembro". Neste ano foram realizadas "apenas duas formaturas entre janeiro e fevereiro", diz ele, argumentando que, durante os primeiros dias do ano, um festival de teatro ocupou o espaço do CIC "por três dias e teve público pagante de 50 pessoas".
Sobre o show de Zeca Baleiro e Fagner citado por Eveline Orth, o gerente acha que é muita coincidência que a apresentação somente pudesse ser marcada para uma data em que já estivesse agendada uma formatura. Ele aproveita para esclarecer que não há exclusividade de agenda entre janeiro e fevereiro para eventos comerciais. "Tivemos Maria Rita em fevereiro", relembra. "Não tem procura."

Dinheiro

Para Cavichiolli, a abertura da agenda para eventos não artísticos é necessária. "Temos de pensar no lado do dinheiro também", explica. "Uma formatura 'dá' entre R$ 7 e R$ 9 mil. É complicado deixar fechado o teatro", considera ele, lembrando outro agravante à programação cultural no período "morto": a dificuldade em conseguir descontos ou parceiras com hotéis, restaurantes e locadoras de veículos, que querem faturar mais na temporada de verão. "Os eventos comerciais também ajudam a trazer público para outras áreas do CIC, como exposições e cinema", argumenta Cavichiolli, que aproveita para esclarecer que, se não for formatura, esses eventos apenas podem ter aberturas ou encerramentos (nunca perduração) se envolveram alguma apresentação artística.
A comissão responsável pela agenda dos dois teatros na Capital é composta por 15 integrantes, entre eles o presidente Caio Cavichiolli. Desde dezembro, quando foi criada, o grupo realizou três encontros de trabalho: o primeiro ocorreu em dezembro. Os outros dois foram em janeiro e fevereiro.

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TAC funciona
desde março sem gerente

Com o cargo de gerente ainda em aberto, quem tem respondido interinamente pelo Teatro Álvaro de Carvalho (TAC) é o cenotécnico Osni Cristóvão. Trabalhando há 24 anos no local, Cristóvão assume com tranqüilidade o posto e garante que a agenda do teatro está 80% ocupada. Para selecionar os espetáculos que estarão na pauta, ele leva em conta também os eventos que vão a outras cidades do Estado. Essa integração minimiza os custos das produções à cidade e é possível devido à comissão cultural, que reúne representantes de todos os teatros de Santa Catarina.
Desde quando foi reinaugurado, em março deste ano, foram apresentados no local 22 espetáculos com venda de ingressos. Outras 14 performances foram apresentadas durante a "Semana Cultural", no mês da reinauguração, gratuitamente. O evento agendado no TAC na noite de hoje é vetado ao público e ocorre em comemoração ao aniversário de 25 anos de uma empresa de comunicação no Estado, que contratou a Orquestra Sinfônica de Santa Catarina (Ossca) atração da festa.
A principal ação no TAC, que escapou às recentes reformas, é a construção de uma bilheteria, reclamada pelo público. Para não alterar a arquitetura original, uma cabine em ferro está sendo feita no estilo do prédio e será colocada à porta esquerda do teatro. A bilheteria - que deve ser entregue nos próximos dias - funcionará entre 13 e 19 horas. Em dias de espetáculos, a cabine é reaberta a partir das 20 horas.

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Comissão

Integrantes que cuidam da pauta dos teatros Ademir Rosa e Álvaro de Carvalho

Caio Cavichiolli, presidente

Margarett Westphal, responsável pelo Teatro Ademir Rosa, do Centro Integrado de Cultura (CIC)

Osni Cristóvão, responsável pelo Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)

José Ronaldo Faleiro, chefe do departamento de artes cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc)

Sérgio Belozzuco, do setor de artes cênicas da Fundação Franklin Cascaes (FFC)

Margit Olsen, diretora de fomento e promoção da Fundação Cultural de
Joinville (FCJ)

Elisete Beck, diretora de eventos do Teatro Carlos Gomes de Blumenau

Carla Cristina Z. Oliveira, diretora do Teatro Marajoara de Lages;

Érica Veiga de Oliveira, diretora do Teatro Adolpho Mello de São José

Antônio Carlos Floriano, superintendente da Fundação Cultural de Itajaí (FCI)
Cibeli Reynaud, diretora do Teatro Elias Angeloni de Criciúma

Jorge Luiz Cevinscki, presidente da Fundação Cultural e secretário de turismo de São Francisco do Sul

Rosane Isidoro, responsável por eventos da Scar, de Jaraguá do Sul

Jaime Teles, diretor da Sociedade de Cultura Artística Joaçaba (SCAJHO), Erval do Oeste

Celso Cecchin, gerente de Organização e Lazer da Secretaria de Desenvolvimento Regional de Chapecó


Noite das "luluzinhas"
é sucesso em Florianópolis

Festa na qual os homens não têm vez mobiliza público feminino

Deluana Buss

Florianópolis - Terça-feira, passados poucos minutos das 20 horas. A festa está marcada para dentro de meia-hora, mas várias mulheres já batem ponto no local, esperando a chegada de uma das vans que fazem o transporte entre o portão e a mansão, uma construção em estilo colonial com mais de 1,5 mil m2 de área construída, plantada num grande terreno na subida do morro da Lagoa da Conceição, na Capital. É na parte dos fundos que será realizada a TPM, ou Tudo Para Mulheres, um verdadeiro Clube da Luluzinha onde os únicos homens presentes são os garçons e manobristas.
Não demora muito para o salão estar fervilhando de conversas e gargalhadas femininas, vindas de um público que pagou R$ 75,00 o convite que dá direito a beliscar petiscos, tomar coquetéis, escutar bandas formadas só por mulheres, assistir a show humorístico, cujo tema é, claro, o universo feminino. As idades variam bastante, mas quase todas usam jóias - umas, grandes e brilhantes, outras, discretas - e saltos altos. Entre elas, houve até quem tirou as peles dos guarda-roupas. Stands ofereciam cabeleireiro, pintura, massagem, artigos eróticos, tudo com os nomes das lojas bem divulgados, inclusive com oferta de brindes.

Agradável

O fato é que a ausência do público masculino não tirou o prestígio do evento. "Falamos de tudo, inclusive sobre homens", diz Ana Pach, uma das atrizes do show, realizado desde o ano passado em São Paulo. Na expectativa de saber "segredos" do sexo oposto e conhecer novas pessoas, a agente de viagens Eliete Vieira, de 36 anos,compareceu com uma amiga. "O ambiente está bem agradável, e os homens estão de serviçais, como a gente quer. Fui bem recebida por eles quando cheguei, abriram a porta do carro, limparam o champagne que derrubei. Além disso, dá para ver que foram escolhidos a dedo", diverte-se a solteira confessa.
Artigo raro, os homens presentes não se incomodavam em servir. "Trabalho em restaurante. Me falaram que ia rolar a festa, fiz a inscrição e fui chamado. Isso aqui está uma maravilha, já recebi até convites para esperar no final da festa", conta, rindo, o garçom Amauri Rodrigues, 20 anos. Ao seu lado, o colega Alexandre Nunes, 25, faz coro. "Já perguntaram se eu estava servindo só bebida ou tinha algo mais", revela. Mas a maioria das presentes não parecia estar se incomodando com a predominância feminina. "Viemos por causa do ambiente diferente", resumem as amigas Dete Viegas, 76, e Denise Lepri, 46, depois de adquirir uma engenhoca para massagens na cabeça.


Gianecchini
desfila em Florianópolis

Florianópolis - Casacos aconchegantes, malhas confortáveis e muitas cores vibrantes marcam a chegada do inverno nas lojas da rede Havan, que apresenta sua coleção, hoje, no Centrosul, em Florianópolis. O desfile tem, além das roupas, como principal atração o ator Reynaldo Gianecchini, protagonista da novela "Da Cor do Pecado", na qual interpreta o atormentado Apolo/Paco.
Gianecchini desfilará ao lado de modelos da Mega, que estarão mostrando as composições para os segmentos infantil, juvenil e adulto (feminino e masculino) das marcas By Hang, List, By Dellano e Yoyo Kids. A produção do evento é de Juan Castiglione, o mesmo que assinou a apresentação na Feira Nacional da Indústria Têxtil (Fenit). Ex-bailarino respeitadíssimo, integrante do Balé Stagium, Juan é preparador corporal de atores, tem uma visão cênica incomum e traz no currículo a assinatura de algumas da mais elogiadas vitrines e produções de moda do Brasil.
Neste trabalho em Florianópolis, ele contará com a assessoria de moda de Márcio Miranda, responsável pela edição do desfile. Uma estrutura semelhante a de grandes shows nacionais será montada no salão A do CentroSul.

O QUÊ: DESFILE DA COLEÇÃO INVERNO DA HAVAN, com Reynaldo Gianeccini. QUANDO: Hoje, 21h. ONDE: Salão A do CentroSul, aterro da baía Sul, centro, Florianópolis. QUANTO: Gratuito.


Crônica

Olsen Jr. - Especial para A Notícia

"Os males da
bebida, ah, ah, ah!"

Calma leitor, sempre quis começar uma crônica causando uma certa perplexidade nas pessoas que me conhecem. O jornalista Paulo Francis, no livro "Waal" lá pelas tantas afirma que, quando bebia, a idéia era sempre embriagar-se, aliás, ratifica, a única razão para um indivíduo beber é buscar esse estado, o da embriaguez, não há outra. Bem, no final da vida ele, que apreciava um bom uísque, já não bebia mais. Cada um justifica "sua" escolha de uma maneira. Quando queremos sempre conseguimos bons argumentos para tudo. Penso nisto enquanto observo aquele cidadão que chegou "meio alto" e está no canto do balcão esperando para beber mais uma. As pessoas estão almoçando ainda e ele não toma a decisão de pedir. Na verdade deve estar aguardando uma alma caridosa para tomar sua cachaçinha derradeira, quando o proprietário do bar "Goiano", o Charlon um pouco irritado com a presença inoportuna do halterocopista livra-o daquela angústia diante do copo vazio, vai até a prateleira e apanha uma garrafa de plástico, dessas comuns, que contêm um aguardente barato, está cheia, junta um copo descartável e um limão. "Toma, vê se não me aparece mais aqui hoje." O sujeito mal cabia de contente, só faltou beijar a mão do que, acreditava ser, o "seu" benfeitor. Após alguns salamaleques gestuais, mesuras com a cabeça, saiu agradecendo. Todos ali no balcão ficaram impressionados com a generosidade e a artimanha do Charlon para despachar o bêbado do estabelecimento. Alguém até comentou, "esse indivíduo vota em você para qualquer cargo...até para porteiro de boate", como estamos em época de eleições a observação pareceu redundante. Ninguém deu muita importância para as gargalhadas do proprietário do bar quando o cliente faceiro com o presente se retirou, acreditando ser uma decorrência da sugestão para que se candidatasse a algum cargo eletivo. Cerca de uma hora depois, não tínhamos pedido o almoço ainda e aparece o indivíduo com a garrafa de cachaça, tinha uns quatro dedos de líquido na embalagem de plástico. Este cara é um louco, pensei, naquele breve lapso de tempo ter emborcado quase uma garrafa sozinho era uma proeza. Visivelmente irritado, entrou no bar chingando: "Isto aqui é água pura"...aí ninguém se conteve. Ele tinha bebido todo aquele tempo e só no finalzinho percebera que estava ingerindo água. O ato havia curado o "seu" porre e isto é o que o deixara mais puto. "Vou ter de começar tudo de novo", exclamou enquanto abandonava o local chateado. No meio de toda a gargalhada que se seguiu, lembrei do "Hägar, o Horrível", quadrinho criado por Dick Browne, um viking simpático, cujo maior prazer é encontrado no balcão de uma taverna e com o qual sou, invariavelmente associado, em que ele em uma de suas tiras saiu-se com esta: quadro 1 "prometi para o padre falar sobre os males da bebida"; quadro 2 "...os males da bebida" grita para uma platéia atenta; quadro 3, diante do silêncio do ambiente, o próprio padre sugere "se ninguém se opõe então, passemos logo ao bar".

Olsen Jr., escritor


Múltiplas

Oportunidade

Hoje, entre as 14 e as 17 horas, o Grupo de Teatro Novas Caras estará selecionando atores na Casa de Cultura Estácio de Sá, em São José. A seleção é exclusivamente destinada a jovens entre 15 e 18 anos. Os três primeiros colocados receberão bolsa integral para as oficinas de teatro, dança, percussão, danças brasileiras e maquiagem. Os candidatos passarão pelo crivo dos atores Ricardo von Busse, Andréa Padilha e Marcelo Perna. Informações pelo telefone (48) 259-3253. Praça Arnoldo de Souza, 10, centro histórico, São José, tel.: (48) 247-9718. Gratuito.

3 + 1
Três bandas fazem a festa na noite de amanhã, no Red Café, em Florianópolis. Sobem ao palco Jeans, Os Cafonas e Doroteia Vai à Praia. Além delas, haverá participação da Borboletas Acrobáticas, a partir das 23 horas. Red Café, av. Madre Benvenuta, 777, Trindade, tel.: (48) 234-6528. R$ 7,00 (antecipados na loja Hot Music)/R$ 10,00 (na hora).

Rock no Sul
Na noite de hoje, a banda Os Chefes se apresenta no Mate's, em Criciúma. No repertório estarão as músicas do recente CD "As 7 canções", além de clássicos de Beatles, Rolling Stones, Creedence Clearwater Reviver e Elvis, entre outras misturas de rock, country e soul. Rodovia Luís Rosso, 439, São Luís, tel.: (48) 9911-3111. R$ 15,00.

Música
Abre hoje a primeira etapa da exposição fotográfica Poética do Movimento, em Itajaí, a partir das 20 horas. A mostra reúne 15 fotografias coloridas de Danísio Silva, que retratam os mínimos e sutis detalhes da performance do maestro e dos músicos da Camerata Florianópolis durante as apresentações. Casa da Cultura Dide Brandão, rua Hercílio Luz, 323, centro, tel.: (47) 341-6134/49-1665. Gratuito.

Homenagem aos compositores
Hoje, a partir das 22 horas, tem tributo aos cantores e compositores catarinenses no bar Ponto de Vista, em Florianópolis. No local, Denise Castro e Cláudia Zininho apresentam o show "Nossos Compositores". Bar Ponto de Vista, rod. Jornalista Manoel de Menezes, 1.800, Barra da Lagoa, tel.: (48) 232-5207. R$ 10,00.



Integrantes da banda Pipodélica, que toca clássicos nacionais e internacionais, no sábado, em bar em Florianópolis
Foto: Divulgação

Feriado musical

Shows com bandas catarinenses são uma ótima pedida para as noites de hoje e sábado

Florianópolis - Muita música marca o fim de semana nas boates e bares de Santa Catarina. Com o feriado deste sábado, muita gente ganha dispensa e pode festejar o Dia do Trabalho antecipamente, em festas programadas para a noite de hoje. Nos bares, há despedidas, como a da Pipodélica, que se deixa o Estado para começar nova turnê. Nas boates, a festa privilegia as mulheres, mas também há desde matinê a homenagens ao trabalho.
Apesar de apostar a carreira em composições próprias, a Pipodélica, de Florianópolis, sempre dá um jeito de prestar reverência a seus artistas preferidos. Para tanto, o grupo realiza a segunda edição do "Pipodélica Toca Clássicos". A apresentação ocorre neste sábado, no bar Drakkar, na Lagoa da Conceição, na Capital.
No repertório, covers de Tim Maia, Ira!, Secos & Molhados, Blur, Kings of Lion, The Strokes, mais Beatles e Mutantes e algumas outras surpresas. Para os fãs, os músicos garantem não esquecer suas próprias canções, como "Blá, Blá, Blá", "Meio sem Fim", "Órbita" e "Primeiro de Abril". A apresentação deste sábado será a última do grupo em solo catarinense antes da turnê que passará por Curitiba, Porto Alegre e São Paulo. A banda aproveita a turnê para se dedicar a outros compromissos profissionais com o lançamento do clipe da canção "Histeria Coletiva".

Gaspar

O Dia do Trabalho serve de inspiração para o show da banda curitibana Ipsis Litteris, em Gaspar, no Vale do Itajaí. No palco, estarão também as bandas Armagedon e Nômades. A apresentação é gratuita.

Florianópolis

Para os adeptos de um bom pagode, a pedida de hoje é conferir a apresentação do Grupo Swing Maneiro, na Cachaçaria da Ilha, em Florianópolis. No repertório, os pagodeiros trazem sucessos do samba de raiz e do partido alto. Amanhã, no mesmo local, quem faz a festa é o Quarteto Banho de Lua. No repertório, rock e pop nacional e internacional.

O QUÊ: PIPODÉLICA TOCA CLÁSSICOS v.2. QUANDO: Sábado, 23h. ONDE: Bar Drakkar, Av. Afonso Delambert Neto, 607, Lagoa da Conceição, (48) 232-1504. QUANTO: R$ 5,00.

O QUÊ: Show SWING MANEIRO. QUANDO: Hoje, meia-noite. ONDE: Cachaçaria da Ilha, rod. Admar Gonzaga (subida do morro da Lagoa da Conceição), 3.595, Itacorubi, Florianópolis, tel.: (48) 334-4208. QUANTO: R$ 18,00 (masc.)/R$ 12,00 (fem.).

O QUÊ: Show das bandas IPSIS LITTERIS, ARMAGEDON e NÔMADES. QUANDO: Sábado, 18h. ONDE: Centro Integrado de Eventos Prefeito João dos Santos, s/n, Rodovia Jorge Lacerda, Gaspar. QUANTO: Gratuito.

O QUÊ: Show QUARTETO BANHO DE LUA. QUANDO: Sábado, meia-noite. ONDE: Cachaçaria da Ilha. QUANTO: R$ 12,00 (masc.)/R$ 8,00 (fem.).



Banda Mirábilis mostra covers e composições próprias
Foto: Divulgação

Mirábilis divulga CD

Florianópolis - Segue a luta independente da banda Mirábilis, que divulga seu primeiro CD esta noite, em Joinville, na Rutana. Os músicos da banda passam por um momento diferente na carreira. Após tirarem a palavra Jalapa do nome do grupo, os seis músicos de Florianópolis buscam reconhecimento e prospectam uma "virada de página na história da música pop catarinense".
No repertório desta noite, além das 12 faixas do recém-lançado trabalho, eles prometem trazer covers rearranjados como "Exagerado", de Cazuza, e "Que Maravilha", de Jorge Benjor. A maioria das músicas já é conhecida por quem foi aos shows ou baixou na Internet versões de um ensaio "com a qualidade bem baixa", como destaca o baterista Daniel.
Após a turnê de divulgação do disco pelo Estado - que envolve Criciúma, Jaraguá do Sul, Lages e Balneário Camboriú -, a Mirábilis grava em meados de maio o vídeo-clipe da música de trabalho "Sempre tão Linda".

O QUÊ: Show de lançamento do CD da banda MIRÁBILIS. QUANDO: Hoje, 22h. ONDE: Boate Rutana, rua Visconde de Taunay, 523, centro, Joinville. QUANTO: R$ 5,00 (antecipado nas lojas Damyller)/R$ 12,00 (na hora).



Engenho aposta em canções com ritmos de caráter regional
Foto: Arquivo AN 9/7/1999

Grupo Engenho anima Jaraguá

Joinville - Sucesso nos anos 80, o Grupo Engenho volta ao Norte do Estado, hoje à noite, com show, gratuito, no Centro Cultural da Sociedade Cultura Artística (Scar).
Em sua trajetória, o Engenho vendeu mais de 100 mil discos, contabiliza 398 shows pelo País e, recentemente, lançou seu quarto CD que leva o título "Movimento", com 12 músicas. Numa referência à música popular brasileira (MPB), divulga canções que destacam ritmos variados, lendas, costumes e poesia. Através destes conceitos, surgem os ritmos reggae-mamão, techno-reis e o pop-xote, entre outros. Entre os sucessos mais conhecidos da banda estão "Vou Botar meu boi na rua" e "Engenho: Força Madrinheira". Os ingressos limitados devem ser retirados antecipadamente na recepção da Unerj.

O QUÊ: Show com o grupo ENGENHO. QUANDO: Hoje, 20h. ONDE: Pequeno Teatro da Scar, rua Jorge Czerniewiecz, 160, Jaraguá do Sul, tel.: (47) 275-2477. QUANTO: Gratuito (convites na Unerj, tel.: 47-275-8200).


Rock curitibano no Norte

Joinville - Um pouco do melhor do rock curitibano atual estará se apresentando em Joinville, amanhã. Velho conhecido do público local, o Relespública divide o palco do Cais 90 com o Bad Folks, combo de folk-rock-country cada vez mais celebrado na capital paranaense. "As Histórias São Iguais", terceiro disco da Relespública, lançado em 2003, mostra o trio de volta à simplicidade áspera, mas coberta de melodia e tons nostálgicos.
O Bad Folks, formado em 2002 por figuras carimbadas da cena rocker curitibana, mistura folk com rock indie e pitadas de country, "fórmula" desenhada em seus dois EPs lançados - o último deles, com seis faixas, saiu no início do ano. Para o segundo semestre, a banda planeja um disco completo. Em junho, embarca para uma mini-turnê pela Europa.

O QUÊ: Show com RELESPÚBLICA e BAD FOLKS. QUANDO: Amanhã, 23h30. ONDE: Cais 90 Bar, rua Conde d'Eu, 90, Bucarein, Joinville, tel.: (47) 423-2058. QUANTO: R$ 6,00.


Aeromodelismo em Gaspar

Gaspar - Considerado o terceiro maior evento do mundo e o primeiro do Brasil, o 19o Festival Brasileiro de Aeromodelismo começa hoje, em Gaspar, no Vale do Itajaí. Todos os hotéis da cidade estão lotados para esse fim de semana. A expectativa dos organizadores é que mais de 20 mil pessoas apreciem as performances dos pilotos que enfeitam o céu com manobras radicais.
O Festival ocorre no Clube Asas do Vale, que possui pistas asfaltadas e de terra para prática de aeromodelismo e automodelismo, além de lago para uso de nautimodelistas. Diversas atrações são aguardadas durante o evento. Os pilotos mais renomados na categoria e modelos de última geração são aguardados. No local, uma área de 140 mil metros quadrados, foi montada uma estrutura para camping, estacionamento, banheiros, restaurante, lanchonetes e lojas.

O QUÊ: 19º FESTIVAL BRASILEIRO DE AEROMODELISMO. QUANDO: De hoje a domingo, a partir das 8h. ONDE: Clube Asas do Vale, rodovia Jorge Lacerda, s/n. QUANTO: Gratuito.


Sallamantra é atração do
Cantando a Ilha que Encanta

Florianópolis ­ O projeto Cantando a Ilha que Encanta tem seqüência neste fim de semana, na Capital. A apresentação ocorre na praça da Lagoa da Conceição, com a banda Sallamantra, no final da tarde de domingo. Esta é a quarta edição do projeto, que tem como objetivo a realização de shows de artistas da cidade em lugares históricos e pitorescos da Ilha, a fim de valorizar a cultura local.

O QUÊ: Projeto CANTANDO A ILHA QUE ENCANTA - com a BANDA SALAMANTRA. QUANDO: Domingo, 18h. ONDE: Praça Bento Silvério, Lagoa da Conceição, Florianópolis. QUANTO: Gratuito.


Molière
solidário em Canoinhas

Canoinhas - Arte e solidariedade prometem ser a tônica da noite teatral beneficente que ocorre hoje, a partir das 20 horas, na Sociedade Beneficente Operária, em Canoinhas. Acadêmicos do curso de artes visuais da Universidade do Contestado (UnC) encenam a peça "Escola de Mulheres", um grande clássico da dramaturgia, baseado na obra de Molière. O ingresso é um quilo de alimento não-perecível, que será destinado a entidades assistenciais do município.
A apresentação faz parte do Projeto Teatro na comunidade, desenvolvido pela UnC. "Queríamos participar mais ativamente deste final de semana marcado pela Festa do Dia de Santa Cruz e propusemos esta apresentação beneficente", explica o acadêmico Marcio Luis Correa de Oliveira, um dos atores da peça.
A peça "Escola de Mulheres" estreou no Salão Metzger, no distrito Marcílio Dias, em Canoinhas, e teve apresentação no Caic , em Três Barras. A montagem conta a história de um machista que adota uma criança de quatro anos e a coloca em uma escola só de mulheres, para que aprenda apenas a bordar, rezar e obedecer, com a intenção de mais tarde desposá-la e ter a certeza de que jamais será traído.

O QUÊ: Peça ESCOLA DE MULHERES. QUANDO: Hoje, 20h. ONDE: Sociedade Beneficente Operária, rua Vidal Ramos, 566, tel.: (47) 622-0313. QUANTO: 1 kg de alimento não-perecível.


Cortejo inclui teatro

Canoinhas - Fé e história são os dois ingredientes da procissão que faz parte da programação da Festa de Santa Cruz, neste fim de semana, em Canoinhas. O Núcleo de Criação Teatral da Universidade do Contestado (UnC), formado por acadêmicos e pessoas da comunidade, apresenta peça "O Contestado", em três atos, durante o cortejo, que ocorre na manhã de domingo.
O primeiro ato mostra a chegada do Monge João Maria à região do conflito, que começou em 1912, na divisa de Santa Catarina com o Paraná, numa faixa que se estendia do Planalto Norte até o Oeste catarinense. O segundo ato será encenado no momento em que a procissão chegar na praça Lauro Müller, em frente à Sociedade Beneficente Operária, tendo como tema "A Batalha". A procissão prossegue e a terceira parte se passa em frente da igreja Matriz, com "A União do Povo e a Construção da Igreja".
Pela primeira vez, a encenação ocorre "em contato direto com o público", segundo a coordenadora do Núcleo, a arte-educadora Nádia Régia Neckel.
"Estamos inovando; além de um exercício acadêmico, a peça tem objetivo de divulgar a história do conflito, que foi muito mais que uma mera disputa de terra por parte dos estados de Santa Catarina e Paraná", diz Nádia Régia.
Participam da encenação 19 atores. À tarde, dois atores, acadêmicos do curso de artes visuais da UnC, permanecem caracterizados como o Monge João Maria e Chica Pelega, os mais celebrados personagens da Guerra do Contestado, posando com os participantes da Festa de Santa Cruz para fotografias.

O QUÊ: Peça O CONTESTADO e FESTA DE SANTA CRUZ. QUANDO: Domingo, 8h. ONDE: Em vários pontos do centro de Canoinhas. QUANTO: Gratuito.


Peças para
todo tipo de platéia

Florianópolis - Além de Canoinhas, onde serão encenadas duas peças, outras três opções teatrais valem ser conferidas. Em Florianópolis, a cultura andina estará representada por meio da dança, narração e encenação na peça "O Lago do Fim do Mundo", produzido pelo Grupo Conta Contos. Seguem também as encenações de "Às Avessas", em Jaraguá do Sul, e "Máscara na Segunda, Devaneio na Luz (Negra)" e "Livres e Iguais", em Florianópolis.

JARAGUÁ

Segue no Museu Histórico Emílio da Silva, em Jaraguá do Sul, a peça "Às Avessas". O espetáculo é produzido pela Associação dos Poetas e Escritores Independentes de Jaraguá do Sul (Apeijas), pelo Núcleo de Dramaturgia Álvaro de Carvalho e pela Cia. Resistência Teatral. O texto faz uma mescla de suspense e humor, com um final surpreendente.

FLORIANÓPOLIS

No Teatro da Igrejinha da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estréia a peça "O Lago do Fim do Mundo". A encenação do conto de fadas andino tem seis crianças e 11 adultos no elenco.
O enredo celebra as culturas nativas do continente sul-americano. As trilhas da montagens são tocadas ao vivo, com instrumentos típicos da América do Sul, como charango, quena, zampoña, trutruca, ronroco, harpa e moxeño. Em cena, o império Inca e seus mitos são evocados através da narração, da dança, personagens, bonecos e coral. A história está registrada no CD de homônimo, que o grupo gravou em 2002, com o apoio da lei estadual de incentivo à cultura.
Leituras curtas de cenas do cotidiano compõem a montagem "Máscara na Segunda, Devaneio na Luz (Negra)". A peça é montada pelo Grupo Pesquisa Teatro Novo e pela Oficina Permanente de Teatro da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). As apresentações ocorrem entre hoje e domingo, no Teatro da Igrejinha, em Florianópolis.
O Grupo Teatro Sim...Por que Não?!! abre com "Livres e Iguais" a temporada de repertório com três peças. O projeto também marca o fechamento do espaço Cohab, que a companhia de Florianópolis vinha usando há algum tempo para suas montagens.

Formas animadas

Nesse espetáculo, formas animadas, inspirado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, os personagens estão longe de terem seus direitos básicos reconhecidos. Indicada para qualquer idade, fala da manipulação rotineira dos princípios básicos da dignidade humana, das pessoas obrigadas a sobreviver do lixo, da disputa por um lugar para morar, da falta de trabalho, etc. "A Farsa do Advogado Pathelin" e "Rei Frouxo, Rei Posto!", completam a trilogia.

O QUÊ: Peça ÀS AVESSAS. QUANDO: Amanhã, 20h. ONDE: Museu Histórico Emílio da Silva, centro, Jaraguá do Sul. QUANTO: R$ 7,00.

O QUÊ: Peça O LAGO DO FIM DO MUNDO. QUANDO: Amanhã e domingo, 16h. ONDE: Teatro da Igrejinha da UFSC, praça Santos Dumont, 117. QUANTO: R$ 10,00 (inteira)/R$ 5,00 (meia).

O QUÊ: Peça MÁSCARA NA SEGUNDA, DEVANEIO NA LUZ (NEGRA). QUANDO: De hoje a domingo, 21h. ONDE: Teatro da Igrejinha, praça Santos Dumont, 117, Trindade, Florianópolis, tel.: (48) 331-9348.. QUANTO: R$ 3,00.

O QUÊ: Peça LIVRES E IGUAIS. QUANDO: Hoje e amanhã, 21h; domingo, 20h. ONDE: Espaço Cohab/SC, rua Gaspar Dutra, 746, Estreito (em frente ao Exército), Florianópolis. QUANTO: R$ 10,00/R$ 5,00 (meia).



Jim Caviezel (D) interpreta Rennie Cray, um homem obcecado pela vingança da morte da mulher
Foto: Divulgação

Três estréias
nos cinemas do Estado

Florianópolis - Três filmes estréiam hoje nos cinemas catarinenses. A comédia romântica "Como Se Fosse a Primeira Vez" traz Adam Sandler e Drew Barrymore no elenco. Já em "Velozes e Mortais", o protagonista é James Caviezel, o mesmo que foi crucificado em "A Paixão de Cristo". A terceira novidade é "Roubando Vidas", que traz Angelina Jolie no papel de uma agente do FBI.
Em "Como Se Fosse..." Adam Sandler vive um veterinário paquerador, que mora no Havaí e é famoso pelo grande número de garotas que conquista. Seu novo alvo é Lucy Whitmore (Drew Barrymore), que está de férias no local e por quem ele se apaixona perdidamente. Porém, há um problema: Lucy sofre de falta de memória de curto prazo, o que faz com que ela rapidamente se esqueça de fatos que acabaram de acontecer. Com isso , Henry é obrigado a conquistá-la, dia após dia, para ficar ao seu lado.
"Velozes e Mortais" traz Jim Caviezel no papel de Rennie Cray, um homem que sai pelas estradas dirigindo seu Plymouth 1970 à procura de vingança. Ele quer encontrar o maníaco que atropelou e matou sua mulher, um assassino que se desloca em um Cadillac 1972 verde e gosta de perseguir e matar mulheres que simbolizam aquela que partiu seu coração.
A grande atração de "Roubando Vidas" é Angelina Jolie, que no filme interpreta uma agente do FBI perita em perfil criminal. Ela se envolve com uma importante testemunha quando está na perseguição de um serial killer que há 20 anos vem assumindo as identidades de suas vítimas, e acaba não podendo confiar em ninguém.

Veja programação de cinema na página CINEMA.

  • Excepcionalmente hoje não é publicada a coluna DVD.


Noite dedicada às
mulheres em Blumenau

Blumenau - Hoje, a noite de Blumenau é das mulheres. A boate Rivage encerra sua série de promoções especiais e promove mais uma edição da festa "Ladies Free Eletron". Serão distribuídos mil ingressos às mulheres que estiverem no local.
Dentro da casa, a diversão fica por conta da banda Provisório e dos DJs residentes. O grupo de Blumenau traz no repertório rock nacional e internacional. Nas picapes, o comando fica a cargo dos DJs Marky Gy e Volnei Souza na pista Dreams, e de Charles Frillmann e dos convidados Yenzen, Diego e Sarchas.
No sábado, os alunos do terceirão do Colégio Sagrada Família promovem a "Noite da Isometria". A festa será trilhada por duas bandas formadas dentro do tradicional educandário: Med Gandhi e Laskeiras. Além do pop e rock dos grupos, os DJs residentes também discotecam na casa. No domingo, o local será tomado pela matinê "Teen Party Rivage Cara Limpa", evento que não permite a venda ou consumo de bebidas alcoólicas e cigarros.

O QUÊ: Festa LADIES FREE ELETRON. QUANDO: Hoje, 23h. ONDE: Boate Rivage, rua 25 de Julho, 907, Itoupava Norte, Blumenau, tel.: (47) 323-2296. QUANTO: R$ 7,00 (antecipados)/R$ 10,00 (fem., sem convite)/R$ 12,00 (masc.).

O QUÊ: NOITE DA ISOMETRIA. QUANDO: Sábado, 22h. ONDE: Boate Rivage, rua 25 de Julho, 907, Itoupava Norte, Blumenau, tel.: (47) 323-2296. QUANTO: R$ 7,00, antecipados/R$ 10,00 (fem.) e R$ 11,00 (masc.), na hora.

O QUÊ: TEEN PARTY RIVAGE. QUANDO: Domingo, 15h. ONDE: Boate Rivage, rua 25 de Julho, 907, Itoupava Norte, Blumenau, tel.: (47) 323-2296. QUANTO: R$ 5,00.


Hits dos anos
80 e 90 em B. Camboriú

Florianópolis - Reviver o passado. Essa é a intenção da festa Túnel do Tempo, na boate Baturité, em Balneário Camboriú. Hoje e amanhã, os DJs Cabelito e Dalmir, relembram as primeiras batidas eletrônicas das pistas do local, com sucessos que marcaram a noite de Balneário Camboriú.
A seleção musical contará com hits de Billy Idoll, REM, Prince, New Order, Depeche Mode e até os mais modernos como Snap, Dee Lite e Haddaway. A banda Red Fones também se apresenta no local, no Lounge Bar, trazendo sucessos do rock and roll dos anos 80 e 90, com Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ira! e Plebe Rude.
Amanhã, a festa é tocada pelas picapes do DJ Handerson na pista principal, mesclando estilos do eletrônico. No Lounge Bar, o show fica por conta da banda Hypnose, de Brusque. Nas pistas Xpand, os moderninhos podem conferir house e hard techno do DJ Illan e a mistura de deep, tribal e tech house de Raul Aguilera.

O QUÊ: FESTA TÚNEL DO TEMPO. QUANDO: Hoje e amanhã, meia-noite. ONDE: Boate Baturité, Av. Atlântica, 5.900, Barra Sul, Balneário Camboriú, (47) 367-4897. QUANTO: Antecipados, R$ 15,00 (fem)/R$ 20,00 (masc), nas Lojas Época, Pit Stop e Lojas Someday. Na hora, R$ 20,00 (fem.)R$ 25,00 (masc.).

Manchetes AN

 Das últimas edições de Anexo
29/04 - Joinville em cena
28/04 - Coração de papel
27/04 - Comédia romântica sem grandes novidades
26/04 - Sensualidade feminina inspira Joel Figueira
25/04 - Beleza andrógina
24/04 - Mestre na arte de criar
23/04 - Paredes da memória

Leia também

ZAP

CASA NOVA
Carla Regina mudou para SP para fazer novela
Foto: Pedro Paulo Figueiredo/Carta Z Notícias

Agradável

Protagonista de "Seus Olhos", próxima novela do SBT, Carla Regina teve de se mudar para São Paulo por conta das gravações. Mas isso não é nenhum sacrifício para essa "quase carioca", que nasceu em Limeira, no interior de São Paulo, mas foi morar no Rio de Janeiro com apenas dez dias de nascida. Carla diz que adora o dia-a-dia agitado de São Paulo e, principalmente, a noite paulistana. "A cidade tem boates, restaurantes e lojas maravilhosas. E também é um local mais propício para o trabalho", acredita. Além da estréia da novela, ainda sem data certa, Carla aguarda o lançamento do longa "São Francisco - um Rio Cheio de Histórias", de Marcos Vinícius César, que estrela ao lado de Fábio Assunção.

Além da música
Os irmãos Zezé Di Camargo e Luciano gravaram uma participação em "Chocolate Com Pimenta". Na trama de Walcyr Carrasco, eles serão a dupla sertaneja Casca e Cascudo, que aparece no sítio de Seu Margarido, personagem de Osmar Prado, cantando a música "Tristeza do Jeca", que faz parte da trilha sonora da novela. Toda a situação não passa de um pretexto para desencalhar Dália, vivida por Carla Daniel. Depois da cantoria, um deles - a emissora ainda não revelou qual - sairá com a moça nos braços.

Cheia de gás
A apresentadora Xuxa vai retomar em junho a turnê do show "Só para Baixinhos" pelo Brasil. Ela vai se apresentar em Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Brasília. Além do repertório, o cenário será o mesmo de 2003. No fim do ano, no entanto, ela começará outra turnê com um espetáculo sobre o circo, reproduzindo todo o ambiente dentro de uma lona.

Rápidas

MAIS UM - Depois de Martinho da Vila e Simone, Dudu Nobre será o próximo a se apresentar no já famoso Sobradinho do Andaraí em "Celebridade". O sambista gravou participação na recém-inaugurada casa de samba da novela das oito. Recordista em participação de figuras do showbizz, a trama de Gilberto Braga já recebeu Lulu Santos, Ana Carolina, Titãs, Roberto Carlos e até atrações internacionais, como a cantora Alanis Morissette e o grupo Simply Red.

CONVIDADO - Adriane Galisteu gravou ontem para o "É Show" de amanhã uma entrevista com o diretor de TV Nilton Travesso. No programa, a moda vai ganhar destaque com o desfile do estilista Reinaldo Lourenço.

SENNA - Também amanhã, às 20 horas, a Rede Brasil exibe um documentário da National Geographic, inédito na TV aberta, que disseca as causas do acidente que matou o piloto brasileiro Ayrton Senna.

ENFIM, JUNTOS - Situação prevista ainda na temporada passada de "Malhação", Cabeção e Miyuki, personagens de Sérgio Hondjakoff e Danielle Suzuki, finalmente começam a namorar nos capítulos da próxima semana. Quem dá uma de cupido é Drica, vivida por Gisele Frade, que diz a Cabeção que a japonesinha gosta dele, mas o considera muito infantil.


ESTRÉIA

"Domingo Espetacular": quatro apresentadores e deslizes

TELINHA

Chitãozinho e Xororó comandam o "Raízes do Campo"
Fotos: Divulgação

Prêmio à
falta de ousadia

As novas atrações dominicais da Record não primam pela novidade, mas garantem audiência

Rio de Janeiro - As duas mais recentes produções da Record deixam claro que a emissora não está muito preocupada em inovar. "Domingo Espetacular", a revista eletrônica que estreou no último dia 18, é visivelmente "inspirada" no "Fantástico", da Globo - apesar de o diretor Carlos Amorim insistir em afirmar que se trata de um formato novo. Já o "Raízes do Campo", programa de Chitãozinho e Xororó que a emissora estreou no sábado, dia 24, é "a cara" do "finado" "Amigos", também exibido pela Globo, sob o comando da mesma dupla e mais Leandro, Leonardo, Zezé di Camargo e Luciano.
Nos dois casos, os números do Ibope não deixam dúvida sobre a eficiência da "estratégia": os dois obtiveram oito pontos de audiência, número expressivo para a Record. No caso do programa sertanejo, o índice representou o segundo lugar de audiência, empatado com o SBT. O sucesso da empreitada, quando comparado aos índices obtidos pela "revolucionária" "Metamorphoses", pode indicar duas linhas de raciocínio. A primeira seria a de que o melhor é não ousar. Afinal, a trama, anunciada pela emissora como "a novela que vai mudar sua vida", tem se debatido nos quatro pontos no Ibope.
Outra linha de raciocínio diria que fazer televisão não é loteria. Para se criar uma nova concepção de produção é necessário, antes, dominar o assunto. Não adianta atirar a esmo. Basta analisar a novela: a história é confusa, o texto é fraco e trocas nos bastidores, com a saída de autores e diretora, impedem qualquer esboço de coerência na produção. E as novidades não são tão atraentes assim. Exibição de cenas reais de cirurgias e depoimentos de pacientes operados ficam melhor no canal Discovery Health. Não por acaso, a Record se saiu melhor reproduzindo velhas fórmulas já testadas e aprovadas pelo público. O problema nessa linha de ação é que as pretensões da emissora devem ser modestas. Não se briga pela liderança copiando antigos programas de concorrentes.
Para uma emissora sem excelência em nenhum tipo de produção, como a Record, os dois novos programas deram resultados satisfatórios. O "Domingo Espetacular", por exemplo, faz a mistura clássica de grandes reportagens sobre atualidades, política e comportamento, além de "pílulas" de curiosidades, aventura e turismo. Exatamente como ensina o "manual" do "Fantástico". Também estão lá os cenários virtuais e a postura descontraída dos apresentadores. E os gols das rodadas da semana, que, se não são "fantásticos", "fazem o domingo espetacular", slogan fraquinho que os apresentadores repetem à exaustão. De um modo geral, o programa aproveita muito bem a equipe de jornalismo da emissora, em matérias densas e bem produzidas.

Falhas

Os apresentadores Celso Freitas, Lorena Calábria, Otaviano Costa e Amália Rocha funcionam todos muito bem, com alguns pequenos deslizes de equilíbrio entre as posturas e entonações. Otaviano, por exemplo, parece estar num programa de ação. Mas o fato parece atender aos interesses da direção, já que as matérias que cabem a ele apresentar têm sempre um tom de curiosidade ou aventura. Mas o fato é que Celso e Lorena - que são realmente os melhores apresentadores, ela ainda um pouco "engessada" - comandam sozinhos a maior parte do dominical, com Amália e Otaviano se limitando a algumas inserções.
No caso de "Raízes do Campo", os resultados são melhores quando Chitãozinho e Xororó realmente se rendem às curiosidades sobre a vida do sertanejo. Os números musicais soam forçados e não parecem levar em conta a linguagem da TV. Mas os encontros musicais em torno de "pretextos" como uma bela panelada de arroz de carreteiro mesclam a naturalidade das canções que parecem surgir do acaso ao necessário apelo para o telespectador televisivo. Só fica difícil agüentar o oportunismo de quadros como o "Momento de Felicidade", em que os irmãos visitam a casa de um sertanejo para ao final "presenteá-lo" com produtos que ganham um forçado e risível merchandising. Afinal, não há como não achar graça de ver os milionários Chitãozinho e Xororó, trajados como cowboys, chegando à casa visitada sobre bicicletas e repetindo que aquele é o melhor meio de transporte para a vida no campo. (TV Press)

 

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