Joinville         -         Sexta-feira, 7 de maio de 2004        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




CULT

Em "Kill Bill", de Quentin Tarantino (acima), Uma Thurman (abaixo) aprende artes marciais para se vingar dos seus desafetos
Fotos: Adrian Dennis/AFP

SEM MODÉSTIA: MAIS UMA
OBRA-PRIMA DE UM GÊNIO

Lola Aronovich
Especial para A NOTÍCIA

Joinville - Está em cartaz, em Blumenau e Joinville, o super esperado "Kill Bill - Volume 1". Se não estrear na sua cidade, esperneie. Afinal, o troço foi lançado na Argentina e no Uruguai faz quase meio ano, acredite se quiser. E o que esses países têm que o nosso não tenha? "Kill Bill" é o mais recente filme do Quentin Tarantino, o diretor dos fantásticos "Pulp Fiction", "Cães de Aluguel" e até "Jackie Brown" (muita gente torceu o nariz, mas eu amo). A única coisa que o Taranta fez de ruim foi um episódio no pavoroso "Grande Hotel". O resto do conjunto da obra o coloca fácil fácil como um dos cineastas mais influentes da década de 90, se não o número um mesmo.
E é por isso, por causa desse prestígio tamanho família, que o Taranta pode filmar quanto quiser e depois, quando não sabe o que cortar na sala de edição, o estúdio o deixa fazer dois filmes. O "Volume 1" é o primeiro, e já vá avisado que é incompleto. O "Volume 2" estreou há pouco nos EUA, tá indo muito bem de bilheteria, sabe-se quando chegará aqui, e os críticos americanos que não haviam percebido o brilhantismo do primeiro, agora se derretem em elogios.
"Kill Bill" é de encher os olhos, apesar da história bastante banal: uma moça grávida, a Uma Thurman, é quase massacrada no dia do seu casamento. Apesar de tudo, ela sobrevive e, após quatro anos em coma (com um enfermeiro que aluga o corpo dela pra tarados!), ela renasce pra se vingar dos seus algozes. E dá-lhe golpes de kung-fu, mulher batendo em mulher, mulher batendo em centenas de japoneses (acho que o Neo lutando contra os infinitos agentes Smith em "Matrix" perde), cabeças decapitadas, sangue jorrando, e a saga de uma de suas rivais contada via desenho animado. É um estouro. Sei que não parece nada de mais, mas é. Vai por mim.
"Kill Bill" é tão lotado de referências que seria preciso uma tese de mestrado pra identificar todas. Se você não conseguir sacar nem um terço, não tem problema. Sem as referências, é apenas um filme de artes marciais acima da média, com ritmo febril e seqüências de luta incríveis. Com as referências, é melhor ainda, porque aí a gente entende o estilo do Taranta. É mais do que o fascínio pela violência - é uma paixão por toda uma cultura pop, da música às histórias em quadrinhos. Um leitor meu, que já viu uma versão pirata, disse que "Pulp Fiction" é Pelé, "Kill Bill" é Garrincha (e o Maradona, coitado?). Seja lá o que for, é o melhor filme do ano passado. Indo direto ao clichê: não perca.

Lola Aronovich, cronista de cinema.

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COMPLEXIDADE

"As Bicicletas de Belleville" (acima e abaixo) é uma animação para adultos, que aborda, entre outros temas, as relações humanas.
Fotos: Divulgação

A fantasia contra a
mediocridade do cotidiano

Luiz Carlos Merten
AgÊncia Estado

São Paulo - Indicado para o Oscar nas categorias de animação e canção original, "As Bicicletas de Belleville" é o primeiro desenho de Sylvain Chomet a estrear no Brasil. Agora está em cartaz em Blumenau. No dia 15, entra no Cine Clube Nossa Senhora do Desterro, em Florianópolis, integrando o ciclo O Polar Francês. Chomet é consagrado autor de histórias em quadrinhos, mas seus álbuns, quase sempre em parceria com Nicolas de Crécy, também nunca foram editados no País. Está na hora de você descobrir esse autor tão jovem - nasceu em 1963 - quanto talentoso.
Chomet precisa de pouquíssimo tempo para mostrar, no começo, o tédio do órfão Champion, que vive com a tia, Madame Souza. Ela lhe dá um cachorrinho de presente. O enfado continua. Titia descobre que o sonho do garoto é ter uma bicicleta. Ela lhe dá uma. Chomet não precisa de muito tempo para esculpir, a seguir, a passagem dos anos. A casa fica ilhada no meio da cidade, que cresce desmesuradamente. O cachorro engorda à força de comer demais e fazer exercícios de menos - são engraçados os planos do animal correndo para postar-se à janela e ver a passagem do trem. Nesta nova etapa de sua vida, Champion, sempre em companhia da tia, participa do Tour de France, uma grande corrida de bicicletas. Ele é seqüestrado pela Máfia e Madame Souza ganha ajuda não só do cachorro, o velho e fiel Bruno, mas também de três senhoras que integram uma bizarra banda de jazz, para localizar o sobrinho.

BURLESCO

Tal é a história de "As Bicicletas de Belleville", mas a história é só um suporte para que Sylvain Chomet desenvolva seu thriller burlesco sobre relações e sobre, justamente, o inusitado e as formas como ele irrompe na vida cotidiana. O próprio fato de trabalhar com quadrinhos e com animação já é, para Chomet, um signo dessa opção pelo 'diferente'. "Belleville" não recebeu o Oscar - que foi para o sensacional "Procurando Nemo" -, mas você terá um prazer todo especial em assistir ao filme. É outra animação para o público adulto, mais até do que as do japonês Hayao Myiazaki. O recente "A Viagem de Chihiro" pode abordar o universo infantil, mas possui níveis de informação e complexidade dramática e visual, que o credenciam como diversão para adultos. "Chihiro", que ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim, não fez, nos cinemas brasileiros, o sucesso esperado pela distribuidora Europa.
Assim como é importante dizer quem é Sylvain Chomet, talvez seja necessário acrescentar que "As Bicicletas de Belleville" foi produzido pelos criadores de "Kiriku" e "Príncipes e Princesas", os dois desenhos de Michel Ocelot que fizeram sucesso no circuito mais alternativo da cidade. Há vida à margem da produção de empresas como a Disney e a Pixar, que trabalham principalmente com as novas linguagens disponibilizadas pelo desenvolvimento tecnológico. O desenho de "Belleville" é mais tradicional, o que não quer dizer que seja acadêmico. O traço de Chomet liga-se muito à experiência dos quadrinhos, com sua beleza e acúmulo de informações.
É interessante analisar o filme à luz das diferenças entre os sistemas americano e europeu de animação. Os desenhos, como os quadrinhos europeus, são essencialmente experiências autorais, de duplas. Um assina o desenho, outro, o texto. Com Chomet e De Crécy funciona assim. O álbum mais famoso dos dois, "Léon-la-Came", ganhou o prêmio René Goscinny, em homenagem ao criador de Astérix, em 1996. É um estilo de quadrinho e, agora, de animação alternativo à hegemonia de Hollywood. Vale a pena acompanhar as aventuras de Champion, de Madame Souza, das velhinhas jazzistas e de Bruno. Um pouco de fantasia pode subverter a mediocridade do cotidiano - tema do megassucesso "Amélie Poulain" que Chomet retoma. Para melhor, você vai ver.

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A aventura de
Che na América Latina

Florianópolis - Estréia hoje, na Capital, o esperado "Diários de Motocicleta", dirigido por Walter Salles e com Gael García Bernal, Rodrigo de la Serna e Mía Maestro no elenco. O filme é baseado nos diários de Ernesto "Che" Guevara - que se tornaria um dos rostos mais reproduzidos do mundo - e Alberto Granado, e narra uma aventura que mudou os dois jovens: em confronto com a realidade social e política da América Latina, eles alteraram sua percepção do mundo. Na primeira grande viagem de suas vidas, eles se depararam com as raízes profundas de um continente, despertando, nessa experiência de um ano, novas vocações, associadas ao desejo de justiça social.
Era 1952 quando dois jovens argentinos decidiram se aventurar numa viagem de descobrimento pela complexa geografia física e humana latina. O meio de transporte: uma velha motocicleta Norton 500, ano 1939, conhecida como La Poderosa. O piloto: Alberto Granado, 29 anos, um bioquímico que se auto-define como "cientista vagabundo". O co-piloto: Ernesto Guevara de la Serna, 23 anos, El Fuser, estudante de medicina especialista em lepra, prestes a se formar. O plano de viagem: percorrer 8 mil quilômetros em quatro meses. O objetivo: desvendar um continente conhecido apenas pelos livros.

A programação de cinema está na CINEMA.


Duofel arrasa em
show que empolga a platéia

Dupla mostra virtuosismo na arte dos violões

WLADIMIR SOARES
Especial para A NOTÍCIA

Florianópolis - O circuito europeu de música instrumental já está bastante familiarizado com a criativa sonoridade da dupla de violonistas que forma o Duofel. No Brasil, infelizmente, os músicos do Duofel ainda não atingiram o status de celebridade que a qualidade de sua música deve proporcionar. Em qualquer teatro da Europa, suas apresentações estão sempre lotadas. Pena que isso não aconteceu no concerto que o Duofel apresentou na noite de quarta-feira no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), na Capital. Mas o público que foi ficou deslumbrado com o show oferecido. A melhor demonstração desse entusiasmo foi a fila que se formou, após o show, para comprar os CD que a dupla gravou ao longo de seus 26 anos de carreira.
O show do Duofel é realmente empolgante e flui com uma leveza que confere à sua proposta estética uma dignidade invejável. Luís Bueno, o L do Duofel, assume a direção do espetáculo, criando uma atmosfera luminosa bastante simples e eficiente. Colocou, na frente do palco, uma ilha de luz para destacar os dois solistas e seus seis violões. No fundo, projetou cinco colunas de luz verde, sugerindo a imagem da floresta amazônica, tão presente no texto do show. Foi muito bom o efeito obtido com o uso desses refletores, que ganhava mais significado estético quando as luzes de trás eram apagadas, projetando no espaço cênico a ilha dos instrumentos. E a programação sonora esteve perfeita, privilegiando a limpeza de audição exigida pelo requintado toque do Duofel.
A presença de seis violões no procênio fornece o cenário essencial para o espetáculo que vai ser desenvolvido. Luís Bueno e Fernando Melo inventam tantos sons e demonstram tanto respeito pelo público que acabam concluindo que sua criatividade não pode ficar limitada a dois únicos violões. E vão exibindo suas múltiplas sonoridades ora em violões de corda de nylon, ora em violões de corda de aço,transformando-os também em instrumentos percussivos, adotando posições pouco ortodoxas, segurando-os ora como piano, ora como cellos. A intenção, claro, não é exibir virtuosismos técnicos (e nisso eles são imbatíveis), mas deixar bem evidente que o Duofel faz uma música que, respeitando o tripé melodia, harmonia e ritmo, explora ao máximo toda a sua potencialidade.
O Duofel é fã de Ornette Coleman e Hermeto Paschoal, músicos que elevaram a gloriosos extremos os conceitos do free jazz. O duo gravou um de seus discos no estúdio americano de Ornette Coleman e já tocou, com bastante frequência, com Hermeto Paschoal. Com eles, a dupla aprendeu a experimentar, a ousar, a buscar sempre a sonoridade mais apropriada ao arranjo que está sendo estabelecido. A lição foi aprendida com maestria e, hoje, o Duofel está no mesmo e elevado nível de seus dois ídolos.
Assim, no show que Florianópolis teve o privilégio de assistir esta semana, o Duofel apresentou sua música, inventiva e intelectualizada, de uma maneira bastante simples e comunicativa. É muito fácil se apaixonar por essa música e, parafraseando Zeca Baleiro, percebe-se que "a platéia pega fogo quando rolam" os sons inventados em cima de duas canções dos Beatles, as delicadas "Norwegian Wood" e "Eleanor Rigby".
O Duofel toca composições próprias e músicas de outros autores com o único propósito de evidenciar sua capacidade de tecer arranjos harmoniosos e originais. A música dos Beatles encontra uma identificação mais fácil com a platéia mas não é superior, em termos de arranjo, às outras composições mostradas no show..

Wladimir Soares, crítico de música.

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Eletrônico
vira novo suporte

O espetáculo começa com a apresentação de músicas que fazem parte do CD "Suite Manaura" - que só vai ser comercializado a partir de agosto - e ali estão temas instrumentais bastante poéticos, numa demonstração evidente de que a poesia não está nas palavras mas no sentimento que a sonoridade pode provocar.
A exuberância da floresta amazônica está presente em temas como "Sarau no Parque Dez", "A Caminho de Iracema" ou "Rio Negro e Solimões - O Encontro". Das consagradas, também foram mostradas versões free e fortes de "Disparada" e Procissão". Mas é a composição "Azul da Cor da Manteiga", que o Duofel escreveu inspirado em Hermeto Paschoal, que melhor retrata a proposta musical que vem sendo trabalhada, há mais de 25 anos, por Luís Bueno e Fernando Melo.
E, como que a mostrar que não acredita em acomodação, mesmo depois de tantos anos de estrada, a dupla encerra o show mostrando o início de uma nova etapa, uma incursão pela música eletrônica, onde o batecum da bateria eletrônica se transforma em uma nova moldura, um novo suporte, para as inventividades permitidas pelo free jazz que o Duofel leva a consequências altamente sedutoras. (WS)

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Crônica

Olsen Jr. - Especial para A Notícia

Blumenau, adeus

Meu pai nasceu em 1929 na Maternidade de Johannas Tift, que posteriormente se transformou no "Cavalinho Branco" que, segundo a turma do "Pasquim", servia o melhor chope de Santa Catarina e onde, com o artista plástico Telomar Florêncio e os jornalistas Horácio Braun e Arthur Monteiro tivemos muitas idéias. Quando era criança e visitei a cidade de Blumenau pela primeira vez (década de 50), as construções da rua 15 me impressionavam. Depois, pelas surpresas do destino, ingressei na primeira turma da recém-criada Faculdade de Engenharia Civil, na igualmente nova Fundação Educacional da Região de Blumenau (Furb), em 1973. Os cursos de engenharia (civil e química) alteraram a pacata cidade. Explico: como o vestibular foi realizado após outras universidades de renome, todos os estudantes egressos destas acorreram a Blumenau. Então, após o resultado, verificou-se a grande "legião estrangeira" que passou a habitar na cidade, originária do Rio Grande do Sul, interior de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro...
Idéias diferenciadas, culturas ricas, insatisfação com o regime militar, capacidade de mobilização, articulação fácil, despreendimento em seu ousar sair do lugar comum. A cidade começou a vivenciar uma greve de estudantes, abaixo-assinado para questionar professores e métodos didáticos, passeatas, jornais conclamando para a tomada de consciência, festivais de música, cooperativa de livros, encontros de estudantes objetivando a reaglutinação da União Nacional dos Estudantes (UNE), as eleições diretas para a reitoria, uma vida cultural intensa. Blumenau vanguardou quase tudo no Estado. Estive neste olho do furacão, participei ativamente de tudo. Por conta disto, fui estigmatizado, era chamado de comunista (aliás, toda crítica ao status quo era tida como sintoma de uma ideologia esquerdizante), perdi oportunidades de trabalho, amizades, enfim, foram 12 anos de lutas sem tréguas dadas ou recebidas contra o obscurantismo. Algumas pessoas se afastavam para não serem confundidas, os políticos que poderiam alterar o quadro se omitiam porque as pessoas que possuem idéias próprias são perigosas.
Todavia, os tempos mudaram, a liberdade que ajudamos a construir triunfou; hoje, o maior pecado é não ter idéias. Paralelamente, casei na terra, tive dois filhos, o Charlie e a Michelle, e num balanço frio sopesando os revéses e dissabores com os ideais e sonhos alimentados pela perspectiva de um mundo melhor, acredito, fomos felizes; o resultado de nosso esforço gerou pessoas melhores, mais lúcidas, conscientes de que, afinal, somos os artífices de nosso destino e ninguém foge do seu. Desde que saí de Blumenau por razões profissionais em 1983, mantive o vínculo com a cidade, seja pelas amizades, seja pelo domicílio eleitoral, sempre fiz questão de votar nas pessoas que conheci, no Teatro Carlos Gomes, e ultimamente no Colégio Santo Antônio. Nunca se entendeu muito esta minha paixão por Blumenau, os nativos aqui da Ilha, por exemplo. Claro, poderia falar da disciplina que aprendi a cultivar, da organização, do respeito com a natureza, do carinho com as tradições, mas é algo pessoal, intransferível. Sempre protelei qualquer iniciativa para cortar este cordão umbilical com tudo que durante os melhores anos de minha vida, de aprendizado e da formação do "ser" aprendi a respeitar, mantive os referentes e a minha história para contar.
Agora, todavia, os últimos acontecimentos políticos apressaram a decisão. Ver o P (MDB), partido que ajudei a consolidar (gratuitamente e sem interesses políticos ou outros, coisa rara) e no qual estou filiado há mais de 30 anos, rastejar e vir a reboque de outro com uma figura inexpressiva, que na época de estudante na Furb nunca fez nada por ninguém, a não ser por si próprio, menos pela aliança em si, mas pelos interesses que ela abriga, não posso compactuar; penso, parodiando conhecido personagem do Jô Soares, "o exilado" : "não querem que eu volte"...e não volto mesmo: dia 4, às 10h40, transferi o meu domicílio eleitoral para Florianópolis, há três dias sou um cidadão florianopolitano, mas tenho ainda a minha história para contar!

Olsen Jr., escritor.

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Múltiplas

Eletrônico

Hoje à noite, o Café Cancun, em Florianópolis, promove 12 horas ininterruptas de música eletrônica, na festa Electronic Music Quality. O evento começa às 19 horas no pátio do local, com os DJs Xanduda e JazzDelic. Às 22 horas, na pista, o som fica por conta dos DJs Peter Petah, Davis, Antek, Gavinha e André Neto, da Agência Vibe's. Rua Almirante Lamego, 1.147, tel.: (48) 225-1266. R$ 10,00 (fem.) e R$ 15,00 (masc.) antecipado/R$ R$ 15,00 (fem.) e R$ 20,00 (masc.) na hora.

Noivas
Vai até este domingo a Feira de Noivas e Outras Festas (foto) no Beiramar Shopping, em Florianópolis. Durante o evento, serão apresentadas ao público as novidades em filmagem, organização de cerimônias, trajes para noivas e noivos, trajes de festas e formaturas e lingerie. Na feira, também é possível obter dicas sobre decoração de ambientes, hospedagem para noivos, gráficas, floricultura, formaturas, doces, bolos, serviço de bufê, calçados, aliança e jóias, espaços para festas e estúdios fotográficos, entre outros. Das 14h às 22h, no 6o piso do Shopping Beiramar, av. Bocaiúva, 2468, centro, Florianópolis, tel.: (48) 248-5838. Gratuito.

Semana do cinema
A exibição do filme "Guerra de Canudos" encerra, hoje, a Semana do Cinema Nacional, na Casa de Cultura Dide Brandão, em Itajaí. As sessões ocorrem às 10, 16 e 18 horas. A partir do dia 17, inicia a Semana do Cinema Internacional no local. Serão exibidos, até o dia 21, os filmes "Sociedade dos Poetas Mortos", "Mr. Holland - Adorável Professor", "E la Nave Va", "Louca Obsessão" e "Sonhos". Rua Hercílio Luz, 323, Centro, tel.: (47) 349-1665.

Cristaloterapia
Teorias e práticas sobre cristaloterapia são os temas da palestra que a terapeuta Dagmar Zanini profere amanhã, às 10 horas. O evento ocorre na Livraria Caminho Sagrado, em Florianópolis. É necessário confirmar presença antecipadamente. Rua Vítor Meireles, 98, Centro, tel.: (48) 3028-4927. Gratuito.

Black Jack
Na noite de hoje, a banda Black Jack traz seu repertório de rock nacional e internacional para a Cachaçaria da Ilha, em Florianópolis. Rod. Admar Gonzaga, 3.595, Itacorubi (Morro da Lagoa). R$ 12,00 (masc.)/R$ 8,00 (fem.).


Atrações internacionais
na agenda do Norte de SC

Joinville confere banda Vivisick, do Japão, e Hellnation, dos Estados Unidos

Joinville - Se a capital paranaense pega fogo com Pixies e Teenage Fanclub encabeçando o Curitiba Pop Festival, Joinville também respira rock'n'roll no final de semana. Nada menos que quatro eventos do gênero estão agendados, com destaque para a festa de cinco anos da Primitive Skates, sábado, no Garage. Tocam Mukeka di Rato (ES), os japoneses do Vivisick e os americanos do Hellnation, com abertura dos grupos joinvilenses Os Carademarte e Graduação Alcóolica.
O Mukeka di Rato é figura carimbada na cena hardcore brasileira, completando quase dez anos de intensa atividade. Com três discos lançados, a banda acaba de lançar o split CD/Lp com os nipônicos do Vivisick, pela gravadora americana Sound Pollution. Formado em 1996, em Tokyo, e influenciado por bandas americanas dos anos 80 como Bad Brains e Minor Threat, o Vivisick pretende mostrar porque o hardcore japonês da atualidade é considerado um dos mais furiosos e criativos. Já o Hellnation vem ao Brasil pela segunda vez, trazendo na bagagem 14 anos de estrada e cinco álbuns lançados. Depois de deixar muito brasileiro assustado com tamanha violência, rapidez e precisão, os americanos retornam com o repertório de seu último CD, "Dynamite up your Ass".
No sábado, o som pesado dita as normas também na Double Phase. O 1o Heavy Metal Gods joga diferentes tendências do estilo numa mesma noite ao trazer para o palco Transylvania, de Joinville, Mastervoid e Perpetual Dreams, ambas de Blumenau. Na Estrada da Ilha, o peso e a velocidade são menores, mas o senso de diversão prevalece no Rock Sítio. Isso porque Os Depira, TPM e Reino Fungi, de Joinville, e a banda florianopolitana Os Importantes passeiam por duas décadas de rock em meio à natureza exuberante.
Hoje, no Cais 90, é a mistura de ritmos que dá o tom. No 2o Psycho Tattoo Rock, reggae (Adamaqua), grunge (Johny Challera) e nu-metal (Fugoz) promovem a união de tribos. Ainda hoje, só que em Curitiba, o RG 2004 - Rock Garagem Festival se apresenta como uma opção para quem não vai (ou vai depois) ao Curitiba Pop Festival. Até domingo, no Cine, 20 bandas se apresentam, entre elas estrelas da cena independente nacional como MQN, Walverdes, Detetives, Leela e Faichecleres. De Santa Catarina tocam Os Ambervisions, Reino Fungi e Os Jeans, todos escaladas para domingo.

O QUÊ: 2º PSYCHO TATTOO ROCK. QUANDO: Sexta, 23h30. ONDE: Cais 90 Bar, rua Conde d'Eu, 90, Bucarein, Joinville, tel.: (47) 423-2058. QUANTO: Não divulgado.

O QUÊ: RG 2004 - ROCK GARAGEM FESTIVAL. QUANDO: Sexta (1h), sábado (1h) e domingo (17h45). ONDE: Av. João Gualberto, 81 (em frente ao portal do Passeio Público), Curitiba, tel.: (41) 3024-8081. QUANTO: R$ 10,00 (7,00 com bônus).

O QUÊ: FESTA 5 ANOS DA PRIMITIVE SKATES. QUANDO: Sábado, 23h30. ONDE: Garage, rua dos Esportistas, 130, Itinga, Joinville, tel.: (47) 465-0061. QUANTO: R$ 10,00.

O QUÊ: Show com OS DEPIRA, REINO FUNGI TPM e OS IMPORTANTES. QUANDO: Sábado, 23h. ONDE: Estrada da Ilha (logo após o pátio da PM), Joinville. QUANTO: R$ 7,00 (masc.) e R$ 5,00 (fem.).

O QUÊ: 1º HEAVY METAL GODS. QUANDO: Sábado, 23h30. ONDE: Double Phase, rua Aubé, 577, Boa Vista, Joinville, tel.: (47) 433-5089. QUANTO: R$ 5,00 (masc.) e R$ 3,00 (fem.), antecipados no local; R$ 7,00 e R$ 5,00 (na hora).

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Euthanasia é uma das bandas incluídas em encontro musical, em São José, que propõe mistura de ritmos
Foto: Divulgação

São José sedia festivais

Florianópolis - Musicalmente, um fim de semana variado. Em São José, dois festivais animam o público. O primeiro reúne cinco bandas do segmento underground e reforça o movimento que padece de mais espaço para trabalhar no Estado. Em outro, a primeira edição do Festival Músicos Floripa, reúne outras cinco bandas que tocam de rock a funk.
Na noite de hoje, a florianopolitana Tijuquera divulga seu segundo disco, "Os Deuses não são os Homens", no Espaço Fios & Formas, na Capital. A festa marca o retorno às origens, depois dos quatro anos que a banda passou no Rio de Janeiro, estudando música e ganhando experiência, que culminaram com a gravação do CD. Amanhã, o grupo se apresenta junto a Landau 76, Mary Black, Sallamantra e Os Beterrables na primeira edição do Festival Músicos Floripa, no Cantuária, em São José. O município sedia, também amanhã, uma festa com cinco grupos alternativos da Grande Florianópolis. O evento ocorre no Plataforma Bar, propondo uma mistura hard core, punk rock e hip hop das bandas Euthanasia, Vortex e Samadhi. Além delas, Squadrão da Rima e Bonnagent dão uma idéia do rap produzido na região.
O evento produzido pelos próprios integrantes dos grupos busca fortalecer o espaço em São José, depois que foram fechadas as portas do Underground Rock Bar, tradicional reduto alternativo de Florianópolis.
O horário especial procura evitar problemas com os vizinhos e facilitar a chegada e saída do público ao local. "A festa acaba perto das 22 horas; dá tempo do pessoal pegar ônibus e voltar para casa", justifica Mancha, baixista da Euthanasia. Ele destaca também a fórmula do festival, que mistura estilos. "No Brasil não é muito comum, mas na Inglaterra e nos Estados Unidos, por exemplo, é possível ver Alanis Morissete e Metallica tocarem no mesmo festival", explica o músico.

O QUÊ: Show do CD OS DEUSES NÃO SÃO OS HOMENS, da banda TIJUQUERA. QUANDO: Hoje, 23h. ONDE: Espaço Fios & Formas, av. Oswaldo Rodrigues Cabral, 402 (sob a ponte Hercílio Luz), tel.: (48) 225-1661. QUANTO: R$ 15,00.

O QUÊ: Shows de EUTHANASIA, SQUADRÃO DA RIMA, BONNAGENT, VORTEX e SAMADHI. QUANDO: Sábado, 18h. ONDE: Plataforma Bar, rua Heriberto Hulse, 3.299, Barreiros, São José, tel.: (48) 246-5025. QUANTO: R$ 4,00.

O QUÊ: 1º FESTIVAL MÚSICOS FLORIPA, com LANDAU 76, MARY BLACK, OS BETERRABLES, SALLAMANTRA e TIJUQUERA. QUANDO: Amanhã, 23h. ONDE: Cantuária, rua Assis Brasil,
1.408, Ponta de Baixo, tel.: (48) 343-1230. QUANTO: R$ 13,00 (masc.)/R$ 5,00 (fem.).

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Daniel Bortolossi comanda batuta da Orquestra Filarmônica
Foto: Amarildo Forte 11/10/2000


Harmonicista Ronald Silva: participação especial na Scar
Foto: Marcelo Caetano 21/3/2001

Scar promove música clássica

Joinville - A música clássica volta ao palco da Sociedade Cultura Artística (Scar), neste sábado, com a apresentação do Concerto de Gala da Filarmônica de Jaraguá do Sul. Sob regência do maestro Daniel Bortolossi, o espetáculo conta com a participação do harmonicista paranaense Ronald Silva. Um dos fundadores do grupo musical curitibano "Troupe de Gaita", Ronald Silva é conhecido na região por ministrar aulas de harmônica em centros educacionais, em Joinville, por coordenar o projeto "Harmonicas de Curitiba" e por integrar concertos da orquestra daquele município.
No programa da noite, peças como a "Valsa do Imperador", de Johann Strauss, "Marcha", de Ernest Mahler, "Sinfonia no 5", de Beethoven, "Concerto para Harmônica e Orquestra", de Radamés Gnatalli e "Quinteto para Violas" de Bach. Fundada em 1999, a orquestra realizou seu primeiro concerto em 2000, sendo um dos primeiros espetáculos a utilizar das instalações do grande teatro da instituição. Atualmente, 55 músicos intregram o conjunto, atendendo eventos de menor porte realizados em Jaraguá do Sul e região. Seu objetivo, além de estimular o gosto pela música na comunidade, é fomentar a criação de novos grupos de Câmara nos naipes de cordas, sopros de madeira, sopros de metal e percussão.

O QUÊ: CONCERTO DE GALA DA FIRLARMôNICA DE JARAGUá DO SUL. QUANDO: Sábado, 20h30. ONDE: Grande teatro da Sociedade Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz, 160, Jaraguá do Sul, tel.: (47) 275-2477. QUANTO: R$ 10,00 (platéia); R$ 8,00 (lateral e fundos); R$ 5,00 (balcão, estudantes com carteirinha e idosos).

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"Revue" dá continuidade às Temporadas Teatrais em Itajaí; "As Sereias da Zona Sul" (ao lado e abaixo) é atração no CIC e "A Farsa do Advogado Pathelin" está no Espaço Cohab, no Estreito
Fotos: Divulgação

Sobe o pano

Florianópolis - Comédias e teatro do absurdo devem garantir a diversão neste fim de semana em Florianópolis e Itajaí, que são destaque da agenda de lazer. Eleita como melhor comédia em 1997 pelos leitores do suplemento "Folha Teen", da "Folha de S. Paulo", em 1997, o espetáculo "As Sereias da Zona Sul" é o destaque do Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). As apresentações ocorrem hoje, amanhã e domingo. Na montagem, as atrizes Rosi Campos (a Mamuska, de "Da cor do Pecado") e Claudia Borioni encarnam duas mulheres em quatro histórias.
A primeira delas, "A Sauna", reúne duas dondocas emergentes. Em seguida, duas colegas dos tempos de escola se reencontram como sacoleiras em "Cristal Japonês". Logo, são encenadas "O Gabinete da Dra. Hully Gully", que aborda a história de uma doação de rim, e "Não se Fuma em Cingapura", sobre uma viagem àquele país. Os textos da peça são de Vicente Pereira e Miguel Falabella, que também assina a direção.
O Grupo Teatro Sim... Por Que Não?!!! volta a apresentar neste fim de semana, na Capital, "A Farsa do Advogado Pathelin", atração do projeto 3 X Teatro Sim... Por Que Não?!!!, que retoma as montagens de sucesso do grupo. Com oito anos de encenação, a comédia traz um texto escrito em torno de 1460, de um autor desconhecido.
Em Itajaí, seguem as Temporadas Teatrais, promovidas pela Associação Itajaiense de Teatro, na Casa de Cultura Dide Brandão. Amanhã e domingo, a Cia. E. T.C.I. Tal traz o espetáculo "Revue", que encena esquetes da obra do escritor Haroldo Printer e mais outras concepções da companhia. Inserida no gênero absurdo, "Revue" traz situações do cotidiano humano, suas loucuras, tristezas e outros fatos nem sempre explicáveis.

O QUÊ: Espetáculo AS SEREIAS DA ZONA SUL. QUANDO: Hoje e amanhã, 21h, e domingo, 19h. ONDE: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme, 26, praça Pereira Oliveira, centro, tel.: (48) 224-3422. QUANTO: R$ 25,00 + 1 kg de alimento não perecível ou R$ 50,00 (platéia)/R$ 20,00 + 1 kg de alimento não perecível ou R$ 40,00 (balcão).

O QUÊ: Espetáculo A FARSA DO ADVOGADO PATHELIN, do grupo Teatro Sim... Por que Não?!!!. QUANDO: Hoje e amanhã, 21h, e domingo, 20h. ONDE: Espaço Cohab/SC, rua Gaspar Dutra, 746, Estreito, Florianópolis, tel.: (48) 9972-3052. QUANTO: R$ 10,00 (inteira)/R$ 5,00 (meia).

O QUÊ: ESPETÁCULO REVUE, da Cia. E.T.C.I. Tal. QUANDO: Amanhã e domingo, 20h30. ONDE: Casa de Cultura Dide Brandão, rua Hercílio
Luz, 323, centro, tel.: (47) 341-6134. QUANTO: R$ 8,00/ R$ 4,00
(estudantes e idosos).

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Peça "O Terceiro Dia" abre, amanhã, em Jaraguá do Sul, o projeto Palco Giratório

Grupo pernambucano
traz "O Terceiro Dia"

Joinville - Catarinenses de 16 municípios têm a oportunidade de assistir, a partir deste final de semana, ao espetáculo "O terceiro Dia", uma produção do grupo Engenho, de Pernambuco. A peça circula pelo Estado inserida no projeto Palco Giratório, do Serviço Social do Comércio (Sesc), começando sua turnê neste sábado, em Jaraguá do Sul. A apresentação ocorre no pequeno teatro da Sociedade Cultura Artística (Scar) e os ingressos já estão à venda.
O enredo é inspirado no conto "A Terceira Margem do Rio", de Guimarães Rosa. Fala de perdas ao abordar a história de um homem que decide abandonar a família e ir viver numa canoa, em meio a um rio. Segundo os produtores, "a peça aposta no clima intimista instigando a memória da platéia. Por sua vez, os diálogos utilizam a tradição da oralidade popular, além de metáforas e neologismos presentes na linguagem de Rosa". De Jaraguá, o espetáculo segue para Blumenau, Brusque, Rio do Sul, Itajaí, Joinville, Bombinhas, Florianópolis, São José, Laguna, Tubarão, Criciúma, Lages, Caçador, Xanxerê e Chapecó.

O QUÊ: O TERCEIRO DIA, espetáculo do Palco Giratório com o grupo pernambucano Engenho. QUANDO: Sábado, 20h30. ONDE: Pequeno teatro da Sociedade Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz, 160, Jaraguá do Sul, tel.: (47) 275-2477. QUANTO: R$ 5,00 e R$ 2,50 (para associados e estudantes).

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DVD em Foco

Rubens Ewald Filho
www.comunic.com.br


Foto: Divulgação

"Matrix Revolutions"
"The Matrix Revolutions", 2003

Dos Irmãos Wachowski. Com Keanu Reeves, Carry Ann Moss, Laurence Fishburne, Mary Alice, Monica Bellucci, Jada Pinkett Smith, Harold Perrineau Jr, Hugo Weaving, Lambert Wilson, Anthony Zerbe. (Warner)
Num determinado momento do filme, me dei conta de que finalmente eles tinham assumido que aquilo tudo era uma grande bobagem, que não era para ter maior transcendência, que não passava de mais um filminho de ação caça-níqueis feito apenas para tirar o dinheiro da gente. Certamente de forma mais criativa e fora do comum do que o costume. Mas no fundo, não passava de um sub-Paulo Coelho para as massas. E me pergunto, se o hype, todo o mito criado em torno da trilogia não se deveu mais à expectativa criada (falsamente) pelo público, que estava ansioso para ver um a obra com mensagem esotérica e mística. Ou seja, os autores, os Irmãos Warchowski, criaram um monstro maior do que eles mesmos pensaram. O que era uma aventura cyber-futurista acabou virando realmente uma espécie de Oráculo da Nova Era (talvez simplesmente pelo fato de ser obscuro e misterioso. O público adora ficar se achando burro, pensando que o filme traz mais mistérios do que ele foi capaz de decifrar). Os extras estão no disco 2: em tela cheia e 2.0.: "Revolutions Recalibrado" (o making of), "Revolução em CG" (sobre efeitos especiais), "Super Luta" (luta final entre Neo e Smith), "Future Game"; "Matrix on Line" (uma visão do videogame, "Matrix on Line"), "Antes da Revolução" (a linha do tempo de Matrix), "Evolução em 3D" (todos legendados em português e espanhol, menos os dois últimos).

"Amor, Sublime Amor"
"West Side Story", 1961
De Robert Wise e Jerome Robbins. Com Natalie Wood, Richard Beymer, Russ Tamblyn, Rita Moreno, George Chakiris, Simon Oakland. (Mirisch/United/MGM/Fox)
No bairro Oeste de Nova York, duas gangues de jovens, de porto-riquenhos, os Sharks, e de outra origem, os Jets, lutam pelo controle do lugar. Mas um rapaz que largou a gangue dos Jets se apaixona por Maria, irmã do líder dos Sharks, provocando a tragédia. Versão musical de "Romeu e Julieta" de Shakespeare, transposta para o palco por Arthur Laurents e depois para o cinema por Ernest Lehman, com o mesmo coreógrafo Jerome Robbins (que fez parceria com o diretor Robert Wise). Na verdade, o filme é melhor que a peça, dramaticamente mais ajustado e muito cinemático. Embora Natalie e Richard tenham sido dublados (respectivamente por Marnie Nixon e Jim Bryant), isso não perturba o esplêndido resultado, que inclui os letreiros de abertura e final de Saul Bass (a fita tem overture como era moda na época), a idéia genial de começar a narrativa do outro lado do rio e depois contando a rivalidade entre as gangues através de uma longa coreografia. Premiado com dez Oscar: de melhor filme, direção, um especial para a coreografia de Robbins, atores codjuvantes (Rita e George), fotografia, figurinos, direção de arte, montagem, arranjos musicais. Trilha musical do maestro Leonard Bernstein e Stephen Sondhein. Edição restaurada do original em 65 mm, com trilha Dolby 5.1, trazendo inclusive musica do intervalo original, em dois discos: o filme no primeiro; no segundo disco, excelente making of retrospectivo (legendado), montagem comparativa de storyboards, trailers, galeria de fotos, trailers de outros produções. A versão americana vinha trazendo também o roteiro original do filme. 32 capítulos.

"Os 5 Venenos de Shaolin"
"The Five Venoms/The Five Deadly Venoms,/Ng Duk", 1978
De Chang Cheh. Com Chiang Sheng, Sun Chien, Phillip Kwok, Lo Meng, Lu Feng, Wai Pak, Dick Wei, Johnny Wang, Suen Shu Pau, Guk Fung. (China Video)
Antes de morrer, velho mestre envia seu último pupilo para descobrir o paradeiro de seus antecessores, cinco guerreiros do chamado "clã do veneno", e constatar se todos utilizam suas habilidades únicas para o mal. Grande clássico dos Shaw Bros. e provavelmente uma das mais cultuadas fitas de artes marciais de todos os tempos graças à visão do lendário diretor Chang Cheh, que reuniu um singular time de atores/dublês (que depois ficaria conhecido entre os fãs como "Venom Mob") para criar filmes que pudessem revitalizar o estúdio, que perdeu espaço para a Golden Harvest quando esta lançou o fenômeno chamado Bruce Lee. Ainda que a performance do grupo não se destaque tanto quanto em fitas posteriores, eles conseguem dar um brilho especial a outro aspecto inovador do filme, que é o enredo de mistério, algo até então inédito no gênero. É mais um trabalho seminal de Chang Cheh que merece destaque na coleção de qualquer fã de filmes de aventura, mesmo que hoje tudo pareça um pouco ingênuo. A obra faz parte do pacote da Shaw Bros. com filmes remasterizados pela empresa Celestial e traz ótima qualidade de imagem em formato original widescreen e o disco ainda traz como extras vários trailers.

"As Sete Colinas de Roma"
"The Seven Hills of Rome ou Arriverderci Roma", 1958
De Roy Rowland. Com Mario Lanza, Marisa Allasio, Renato Rascel, Peggie Castle, Clélia Matania, Rossela Como, Carlo Giuffré. (Classicline - originalmente Metro, atualmente Turner).
Último sucesso do tenor Mario Lanza (1921-1959), cuja popularidade já estava em declínio. Mas ele teve ainda uma canção tema de sucesso numa fita romântica e turística embora seja curioso também ver sua imitação de outros cantores da época (como Perry Como, Frankie Laine, Dean Martin, Louis Armstrong). Marisa era na época a grande estrela italiana do momento (ela largou tudo para se casar e nunca mais voltou ao cinema). Lanza era um horrível canastrão,de tope insuportável e voz poderosa. Também mal educado, tinha problemas com excesso de peso e morreu de enfarto em outubro de 1959. O problema com o filme é adivinhar sua origem. Como não existe em DVD fora, a matriz pode ter sido VHS ou mesmo Laser. A qualidade portanto irá variar. Melhor checar antes.

Manchetes AN

 Das últimas edições de Anexo
06/05 - Investimento na sensibilidade
05/05 - Anjo ausente
04/05 - Para ouvir e aprender
03/05 - História viva
02/05 - Livros fora da lei
01/05 - Sempre a mil pelo Brasil
30/04 - Mudança de regras

Leia também

ZAP

ESPECIAL
Giuseppe Oristânio: participação em novela
Foto: Carta Z Notícias/Pedro Paulo Figueiredo

Papel de pai

De férias da TV desde "Malhação", onde permaneceu por mais de dois anos como o diretor do Múltipla Escolha Afonso, Giuseppe Oristânio volta à ativa fazendo uma participação em "Da Cor do Pecado". Ele será Sérgio, pai de Moa, vivida por Alinne Moraes. O ator, um workaholic assumido, gostou de retornar à TV por pouco tempo. "É legal voltar devagar para desvincular a minha imagem do Afonso. Mas pode ser que eu fique mais tempo na trama porque a menina está doente, muita coisa deve acontecer", imagina ele, que começa a aparecer no capítulo de terça.

Boa platéia
Brigas entre mulheres continuam rendendo bons índices de audiência para "Celebridade". Depois da surra de Maria Clara em Laura, personagens de Malu Mader e Cláudia Abreu, que registrou 67 pontos, o melhor índice da novela até então, o "pega para capar" entre Ana Paula e Eliete manteve a boa média da novela, que gira em torno de 50 pontos. A cena em que as personagens de Ana Beatriz Nogueira e Isabela Garcia se atracaram por causa de Nelito, vivido por Taumaturgo Ferreira, marcou 55 pontos na última segunda.

Casal aprovado
Em uma pesquisa realizada na Internet sobre quem os internautas consideram o par ideal para Bárbara, personagem de Giovanna Antonelli em "Da Cor do Pecado", o vencedor foi Tony, de Guilherme Weber. Talvez porque os dois sejam farinha do mesmo saco e Kaíke, vivido por Tuca Andrada, esteja se mostrando cada vez mais humano. Entre os 6 mil votos computados, 51% disseram que Bárbara deve ficar com Tony. Já 17,7% afirmaram que ela pode ser amante de Kaíke enquanto estiver casada com Tony. Por fim, 17,8% optaram pela volta de Bárbara para Kaíke e 13,9% querem que a loura má encontre um novo amor.

Foi bem
A paródia feita por Mu Chebabi para a música "Minha Alma", do grupo O Rappa, no último "Casseta & Planeta, Urgente!", da Globo. A sátira foi uma espécie de "declaração de amor" do vocalista da banda, Marcelo Falcão, para a atriz Deborah Secco. Provocativa e engraçada.

Foi mal
A falta de harmonia entre o casal Nelito e Eliete, interpretados por Taumaturgo Ferreira e Isabela Garcia em "Celebridade". Os personagens não combinam por serem diametralmente opostos um do outro. Por isso mesmo, o súbito grande amor que surgiu entre eles não convence.

Em doses curtas
Neste domingo, Denise Fraga retorna ao "Fantástico" no quadro "Álbum de Casamento", uma adaptação para a televisão do livro "Pequenos Amores", de José Roberto Torero. A atriz vive uma fotógrafa que conta as histórias de amor que presenciou enquanto registrava casamentos. Os quadros têm apenas de um a dois minutos de duração e, a cada domingo, serão exibidos dois. Ao todo, serão 16. "Estou muito contente porque esse trabalho possui um formato diferente, mas a gente continua trabalhando com a mesma equipe, tão unida e comprometida", elogia Denise.

"Pessoas de idade me agradecem pela oportunidade de poder rever a novela."
Autor Benedito Ruy Barbosa, sobre o remake de "Cabocla", que estréia nesta segunda

Rápidas

Huck - Pietra Ferrari, ex-assistente de palco do "Caldeirão do Huck",
assinou contrato com a Band. Ela fará reportagens para o "Dia Dia", apresentado por Viviane Romanelli.

Alagoas - O Sportv exibe no "Rolé" desta sexta-feira o quinto e último programa da série gravada em Alagoas. Desta vez, Luize Altenhofen e Lívia Lemos praticam escalada indoor, surfam de wakeboard na Lagoa do Mundaú e andam de skate na orla de Maceió.

Paquera - O programa "Ao Ponto - Informação do Jeito Que Você Gosta", exibido pelo canal Futura nesta quinta, às 22 horas, dará dicas de paquera. Durante o bate-papo, o apresentador Jairo Bouer vai contar algumas histórias de paqueradores.

Barcelos - A Rede TV! apresentou proposta ao jornalista Caco Barcelos
para comandar o "Repórter Cidadão", atualmente nas mãos de Gil Gomes. Caco, que ainda não deu resposta, é correspondente da Globo em Paris.

Galisteu - Corre nos bastidores do SBT que Adriane Galisteu, apresentadora do "É Show", da Record, está negociando sua ida para a emissora. Em setembro, termina o contrato dela com a Record.

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Sitcom
local com negros
terá sabor americano

São Paulo - Não está definida a emissora que abrigará a primeira sitcom brasileira com negros no mesmo formato americano. Mas que ela existirá, já está certo. Quem está à frente do projeto é a Picante Pictures, produtora independente com sede em Miami, que produz conteúdo para o mercado latino-americano. O nome do programa, que começa a ser gravado neste domingo, é "Jornal Feliz".
A produtora promoveu no ano passado um workshop coordenado pela veterana Debbie Allen - americana que produziu e dirigiu diversos programas, entre eles "The Fresh Prince of Bel-Air" e "That's so Raven" - para formar autores brasileiros de sitcom. A atividade foi apadrinhada por Netinho, mas o apresentador não estará em "Jornal Feliz", apenas fará participações especiais.
O protagonista da série é Luciano Quirino, que interpreta Jorge, um apresentador de infomerciais, que se torna âncora de um noticiário. Ele mora num conjunto habitacional com seu irmão, sua mãe e sua filha. Outros personagens aquecem a história, que será gravada em um estúdio da GGP, a produtora de Gugu Liberato, com direito a platéia e claque - o animador de auditório -, assim como nas tradicionais sitcoms americanas como "Friends".
Os primeiros dois episódios serão filmados neste fim de semana e no próximo, com direção da própria Debbie Allen, que está no Brasil. "Acho que o programa funcionará bem aqui porque combina com os brasileiros. Os personagens são coloridos e alegres e as situações trazem alto grau de realidade", fala a criadora de "Jornal Feliz", que inclusive trabalhou com Steven Spielberg em "Amistad".
Como a gravação será em estúdio com platéia, três cenários farão parte da trama. A casa dos Santos - onde mora Jorge -, o bar do Keka e o jornal. São 12 os autores responsáveis pelo roteiro da atração, que tem profissionais do Rio e de São Paulo. Até agora, nenhuma emissora fechou contrato para exibir "Jornal Feliz". Segundo um dos sócios da Picante Pictures, David Morales, três canais estão na mira: Globo, SBT e Record. "Principalmente as duas primeiras", diz ele. (AE)

 

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