Joinville
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Sexta-feira, 7 de maio de 2004
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
CULT Em "Kill Bill", de Quentin Tarantino (acima), Uma
Thurman (abaixo) aprende artes marciais para se vingar dos seus
desafetos Fotos: Adrian Dennis/AFP
SEM MODÉSTIA: MAIS UMA
OBRA-PRIMA DE UM GÊNIO
Lola Aronovich
Especial para A NOTÍCIA
Joinville
- Está em cartaz, em Blumenau e Joinville, o super esperado
"Kill Bill - Volume 1". Se não estrear na sua
cidade, esperneie. Afinal, o troço foi lançado
na Argentina e no Uruguai faz quase meio ano, acredite se quiser.
E o que esses países têm que o nosso não
tenha? "Kill Bill" é o mais recente filme do
Quentin Tarantino, o diretor dos fantásticos "Pulp
Fiction", "Cães de Aluguel" e até
"Jackie Brown" (muita gente torceu o nariz, mas eu
amo). A única coisa que o Taranta fez de ruim foi um episódio
no pavoroso "Grande Hotel". O resto do conjunto da
obra o coloca fácil fácil como um dos cineastas
mais influentes da década de 90, se não o número
um mesmo.
E é por isso, por causa desse prestígio tamanho
família, que o Taranta pode filmar quanto quiser e depois,
quando não sabe o que cortar na sala de edição,
o estúdio o deixa fazer dois filmes. O "Volume 1"
é o primeiro, e já vá avisado que é
incompleto. O "Volume 2" estreou há pouco nos
EUA, tá indo muito bem de bilheteria, sabe-se quando chegará
aqui, e os críticos americanos que não haviam percebido
o brilhantismo do primeiro, agora se derretem em elogios.
"Kill Bill" é de encher os olhos, apesar da
história bastante banal: uma moça grávida,
a Uma Thurman, é quase massacrada no dia do seu casamento.
Apesar de tudo, ela sobrevive e, após quatro anos em coma
(com um enfermeiro que aluga o corpo dela pra tarados!), ela
renasce pra se vingar dos seus algozes. E dá-lhe golpes
de kung-fu, mulher batendo em mulher, mulher batendo em centenas
de japoneses (acho que o Neo lutando contra os infinitos agentes
Smith em "Matrix" perde), cabeças decapitadas,
sangue jorrando, e a saga de uma de suas rivais contada via desenho
animado. É um estouro. Sei que não parece nada
de mais, mas é. Vai por mim.
"Kill Bill" é tão lotado de referências
que seria preciso uma tese de mestrado pra identificar todas.
Se você não conseguir sacar nem um terço,
não tem problema. Sem as referências, é apenas
um filme de artes marciais acima da média, com ritmo febril
e seqüências de luta incríveis. Com as referências,
é melhor ainda, porque aí a gente entende o estilo
do Taranta. É mais do que o fascínio pela violência
- é uma paixão por toda uma cultura pop, da música
às histórias em quadrinhos. Um leitor meu, que
já viu uma versão pirata, disse que "Pulp
Fiction" é Pelé, "Kill Bill" é
Garrincha (e o Maradona, coitado?). Seja lá o que for,
é o melhor filme do ano passado. Indo direto ao clichê:
não perca.
Lola Aronovich, cronista de cinema.
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COMPLEXIDADE "As Bicicletas de Belleville" (acima e abaixo) é
uma animação para adultos, que aborda, entre outros
temas, as relações humanas. Fotos: Divulgação
A fantasia contra a
mediocridade do cotidiano
Luiz Carlos Merten
AgÊncia Estado
São Paulo - Indicado para
o Oscar nas categorias de animação e canção
original, "As Bicicletas de Belleville" é o
primeiro desenho de Sylvain Chomet a estrear no Brasil. Agora
está em cartaz em Blumenau. No dia 15, entra no Cine Clube
Nossa Senhora do Desterro, em Florianópolis, integrando
o ciclo O Polar Francês. Chomet é consagrado autor
de histórias em quadrinhos, mas seus álbuns, quase
sempre em parceria com Nicolas de Crécy, também
nunca foram editados no País. Está na hora de você
descobrir esse autor tão jovem - nasceu em 1963 - quanto
talentoso.
Chomet precisa de pouquíssimo tempo para mostrar, no começo,
o tédio do órfão Champion, que vive com
a tia, Madame Souza. Ela lhe dá um cachorrinho de presente.
O enfado continua. Titia descobre que o sonho do garoto é
ter uma bicicleta. Ela lhe dá uma. Chomet não precisa
de muito tempo para esculpir, a seguir, a passagem dos anos.
A casa fica ilhada no meio da cidade, que cresce desmesuradamente.
O cachorro engorda à força de comer demais e fazer
exercícios de menos - são engraçados os
planos do animal correndo para postar-se à janela e ver
a passagem do trem. Nesta nova etapa de sua vida, Champion, sempre
em companhia da tia, participa do Tour de France, uma grande
corrida de bicicletas. Ele é seqüestrado pela Máfia
e Madame Souza ganha ajuda não só do cachorro,
o velho e fiel Bruno, mas também de três senhoras
que integram uma bizarra banda de jazz, para localizar o sobrinho.
BURLESCO
Tal é a história de "As Bicicletas de Belleville",
mas a história é só um suporte para que
Sylvain Chomet desenvolva seu thriller burlesco sobre relações
e sobre, justamente, o inusitado e as formas como ele irrompe
na vida cotidiana. O próprio fato de trabalhar com quadrinhos
e com animação já é, para Chomet,
um signo dessa opção pelo 'diferente'. "Belleville"
não recebeu o Oscar - que foi para o sensacional "Procurando
Nemo" -, mas você terá um prazer todo especial
em assistir ao filme. É outra animação para
o público adulto, mais até do que as do japonês
Hayao Myiazaki. O recente "A Viagem de Chihiro" pode
abordar o universo infantil, mas possui níveis de informação
e complexidade dramática e visual, que o credenciam como
diversão para adultos. "Chihiro", que ganhou
o Urso de Ouro no Festival de Berlim, não fez, nos cinemas
brasileiros, o sucesso esperado pela distribuidora Europa.
Assim como é importante dizer quem é Sylvain Chomet,
talvez seja necessário acrescentar que "As Bicicletas
de Belleville" foi produzido pelos criadores de "Kiriku"
e "Príncipes e Princesas", os dois desenhos
de Michel Ocelot que fizeram sucesso no circuito mais alternativo
da cidade. Há vida à margem da produção
de empresas como a Disney e a Pixar, que trabalham principalmente
com as novas linguagens disponibilizadas pelo desenvolvimento
tecnológico. O desenho de "Belleville" é
mais tradicional, o que não quer dizer que seja acadêmico.
O traço de Chomet liga-se muito à experiência
dos quadrinhos, com sua beleza e acúmulo de informações.
É interessante analisar o filme à luz das diferenças
entre os sistemas americano e europeu de animação.
Os desenhos, como os quadrinhos europeus, são essencialmente
experiências autorais, de duplas. Um assina o desenho,
outro, o texto. Com Chomet e De Crécy funciona assim.
O álbum mais famoso dos dois, "Léon-la-Came",
ganhou o prêmio René Goscinny, em homenagem ao criador
de Astérix, em 1996. É um estilo de quadrinho e,
agora, de animação alternativo à hegemonia
de Hollywood. Vale a pena acompanhar as aventuras de Champion,
de Madame Souza, das velhinhas jazzistas e de Bruno. Um pouco
de fantasia pode subverter a mediocridade do cotidiano - tema
do megassucesso "Amélie Poulain" que Chomet
retoma. Para melhor, você vai ver.
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A aventura de
Che na América Latina
Florianópolis - Estréia hoje, na Capital, o
esperado "Diários de Motocicleta", dirigido
por Walter Salles e com Gael García Bernal, Rodrigo de
la Serna e Mía Maestro no elenco. O filme é baseado
nos diários de Ernesto "Che" Guevara - que se
tornaria um dos rostos mais reproduzidos do mundo - e Alberto
Granado, e narra uma aventura que mudou os dois jovens: em confronto
com a realidade social e política da América Latina,
eles alteraram sua percepção do mundo. Na primeira
grande viagem de suas vidas, eles se depararam com as raízes
profundas de um continente, despertando, nessa experiência
de um ano, novas vocações, associadas ao desejo
de justiça social.
Era 1952 quando dois jovens argentinos decidiram se aventurar
numa viagem de descobrimento pela complexa geografia física
e humana latina. O meio de transporte: uma velha motocicleta
Norton 500, ano 1939, conhecida como La Poderosa. O piloto: Alberto
Granado, 29 anos, um bioquímico que se auto-define como
"cientista vagabundo". O co-piloto: Ernesto Guevara
de la Serna, 23 anos, El Fuser, estudante de medicina especialista
em lepra, prestes a se formar. O plano de viagem: percorrer 8
mil quilômetros em quatro meses. O objetivo: desvendar
um continente conhecido apenas pelos livros.
A programação de cinema está na CINEMA.
Duofel arrasa em
show que empolga a platéia
Dupla mostra virtuosismo
na arte dos violões
WLADIMIR SOARES
Especial para A NOTÍCIA
Florianópolis - O circuito europeu de música
instrumental já está bastante familiarizado com
a criativa sonoridade da dupla de violonistas que forma o Duofel.
No Brasil, infelizmente, os músicos do Duofel ainda não
atingiram o status de celebridade que a qualidade de sua música
deve proporcionar. Em qualquer teatro da Europa, suas apresentações
estão sempre lotadas. Pena que isso não aconteceu
no concerto que o Duofel apresentou na noite de quarta-feira
no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), na Capital. Mas o
público que foi ficou deslumbrado com o show oferecido.
A melhor demonstração desse entusiasmo foi a fila
que se formou, após o show, para comprar os CD que a dupla
gravou ao longo de seus 26 anos de carreira.
O show do Duofel é realmente empolgante e flui com uma
leveza que confere à sua proposta estética uma
dignidade invejável. Luís Bueno, o L do Duofel,
assume a direção do espetáculo, criando
uma atmosfera luminosa bastante simples e eficiente. Colocou,
na frente do palco, uma ilha de luz para destacar os dois solistas
e seus seis violões. No fundo, projetou cinco colunas
de luz verde, sugerindo a imagem da floresta amazônica,
tão presente no texto do show. Foi muito bom o efeito
obtido com o uso desses refletores, que ganhava mais significado
estético quando as luzes de trás eram apagadas,
projetando no espaço cênico a ilha dos instrumentos.
E a programação sonora esteve perfeita, privilegiando
a limpeza de audição exigida pelo requintado toque
do Duofel.
A presença de seis violões no procênio fornece
o cenário essencial para o espetáculo que vai ser
desenvolvido. Luís Bueno e Fernando Melo inventam tantos
sons e demonstram tanto respeito pelo público que acabam
concluindo que sua criatividade não pode ficar limitada
a dois únicos violões. E vão exibindo suas
múltiplas sonoridades ora em violões de corda de
nylon, ora em violões de corda de aço,transformando-os
também em instrumentos percussivos, adotando posições
pouco ortodoxas, segurando-os ora como piano, ora como cellos.
A intenção, claro, não é exibir virtuosismos
técnicos (e nisso eles são imbatíveis),
mas deixar bem evidente que o Duofel faz uma música que,
respeitando o tripé melodia, harmonia e ritmo, explora
ao máximo toda a sua potencialidade.
O Duofel é fã de Ornette Coleman e Hermeto Paschoal,
músicos que elevaram a gloriosos extremos os conceitos
do free jazz. O duo gravou um de seus discos no estúdio
americano de Ornette Coleman e já tocou, com bastante
frequência, com Hermeto Paschoal. Com eles, a dupla aprendeu
a experimentar, a ousar, a buscar sempre a sonoridade mais apropriada
ao arranjo que está sendo estabelecido. A lição
foi aprendida com maestria e, hoje, o Duofel está no mesmo
e elevado nível de seus dois ídolos.
Assim, no show que Florianópolis teve o privilégio
de assistir esta semana, o Duofel apresentou sua música,
inventiva e intelectualizada, de uma maneira bastante simples
e comunicativa. É muito fácil se apaixonar por
essa música e, parafraseando Zeca Baleiro, percebe-se
que "a platéia pega fogo quando rolam" os sons
inventados em cima de duas canções dos Beatles,
as delicadas "Norwegian Wood" e "Eleanor Rigby".
O Duofel toca composições próprias e músicas
de outros autores com o único propósito de evidenciar
sua capacidade de tecer arranjos harmoniosos e originais. A música
dos Beatles encontra uma identificação mais fácil
com a platéia mas não é superior, em termos
de arranjo, às outras composições mostradas
no show..
Wladimir Soares, crítico de música.
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Eletrônico
vira novo suporte
O espetáculo começa com a apresentação
de músicas que fazem parte do CD "Suite Manaura"
- que só vai ser comercializado a partir de agosto - e
ali estão temas instrumentais bastante poéticos,
numa demonstração evidente de que a poesia não
está nas palavras mas no sentimento que a sonoridade pode
provocar.
A exuberância da floresta amazônica está presente
em temas como "Sarau no Parque Dez", "A Caminho
de Iracema" ou "Rio Negro e Solimões - O Encontro".
Das consagradas, também foram mostradas versões
free e fortes de "Disparada" e Procissão".
Mas é a composição "Azul da Cor da
Manteiga", que o Duofel escreveu inspirado em Hermeto Paschoal,
que melhor retrata a proposta musical que vem sendo trabalhada,
há mais de 25 anos, por Luís Bueno e Fernando Melo.
E, como que a mostrar que não acredita em acomodação,
mesmo depois de tantos anos de estrada, a dupla encerra o show
mostrando o início de uma nova etapa, uma incursão
pela música eletrônica, onde o batecum da bateria
eletrônica se transforma em uma nova moldura, um novo suporte,
para as inventividades permitidas pelo free jazz que o Duofel
leva a consequências altamente sedutoras. (WS)
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Crônica
Olsen Jr. - Especial para A Notícia
Blumenau, adeus
Meu pai nasceu em 1929 na Maternidade de Johannas Tift, que
posteriormente se transformou no "Cavalinho Branco"
que, segundo a turma do "Pasquim", servia o melhor
chope de Santa Catarina e onde, com o artista plástico
Telomar Florêncio e os jornalistas Horácio Braun
e Arthur Monteiro tivemos muitas idéias. Quando era criança
e visitei a cidade de Blumenau pela primeira vez (década
de 50), as construções da rua 15 me impressionavam.
Depois, pelas surpresas do destino, ingressei na primeira turma
da recém-criada Faculdade de Engenharia Civil, na igualmente
nova Fundação Educacional da Região de Blumenau
(Furb), em 1973. Os cursos de engenharia (civil e química)
alteraram a pacata cidade. Explico: como o vestibular foi realizado
após outras universidades de renome, todos os estudantes
egressos destas acorreram a Blumenau. Então, após
o resultado, verificou-se a grande "legião estrangeira"
que passou a habitar na cidade, originária do Rio Grande
do Sul, interior de Santa Catarina, Paraná, São
Paulo, Mato Grosso, Rio de Janeiro...
Idéias diferenciadas, culturas ricas, insatisfação
com o regime militar, capacidade de mobilização,
articulação fácil, despreendimento em seu
ousar sair do lugar comum. A cidade começou a vivenciar
uma greve de estudantes, abaixo-assinado para questionar professores
e métodos didáticos, passeatas, jornais conclamando
para a tomada de consciência, festivais de música,
cooperativa de livros, encontros de estudantes objetivando a
reaglutinação da União Nacional dos Estudantes
(UNE), as eleições diretas para a reitoria, uma
vida cultural intensa. Blumenau vanguardou quase tudo no Estado.
Estive neste olho do furacão, participei ativamente de
tudo. Por conta disto, fui estigmatizado, era chamado de comunista
(aliás, toda crítica ao status quo era tida como
sintoma de uma ideologia esquerdizante), perdi oportunidades
de trabalho, amizades, enfim, foram 12 anos de lutas sem tréguas
dadas ou recebidas contra o obscurantismo. Algumas pessoas se
afastavam para não serem confundidas, os políticos
que poderiam alterar o quadro se omitiam porque as pessoas que
possuem idéias próprias são perigosas.
Todavia, os tempos mudaram, a liberdade que ajudamos a construir
triunfou; hoje, o maior pecado é não ter idéias.
Paralelamente, casei na terra, tive dois filhos, o Charlie e
a Michelle, e num balanço frio sopesando os revéses
e dissabores com os ideais e sonhos alimentados pela perspectiva
de um mundo melhor, acredito, fomos felizes; o resultado de nosso
esforço gerou pessoas melhores, mais lúcidas, conscientes
de que, afinal, somos os artífices de nosso destino e
ninguém foge do seu. Desde que saí de Blumenau
por razões profissionais em 1983, mantive o vínculo
com a cidade, seja pelas amizades, seja pelo domicílio
eleitoral, sempre fiz questão de votar nas pessoas que
conheci, no Teatro Carlos Gomes, e ultimamente no Colégio
Santo Antônio. Nunca se entendeu muito esta minha paixão
por Blumenau, os nativos aqui da Ilha, por exemplo. Claro, poderia
falar da disciplina que aprendi a cultivar, da organização,
do respeito com a natureza, do carinho com as tradições,
mas é algo pessoal, intransferível. Sempre protelei
qualquer iniciativa para cortar este cordão umbilical
com tudo que durante os melhores anos de minha vida, de aprendizado
e da formação do "ser" aprendi a respeitar,
mantive os referentes e a minha história para contar.
Agora, todavia, os últimos acontecimentos políticos
apressaram a decisão. Ver o P (MDB), partido que ajudei
a consolidar (gratuitamente e sem interesses políticos
ou outros, coisa rara) e no qual estou filiado há mais
de 30 anos, rastejar e vir a reboque de outro com uma figura
inexpressiva, que na época de estudante na Furb nunca
fez nada por ninguém, a não ser por si próprio,
menos pela aliança em si, mas pelos interesses que ela
abriga, não posso compactuar; penso, parodiando conhecido
personagem do Jô Soares, "o exilado" : "não
querem que eu volte"...e não volto mesmo: dia 4,
às 10h40, transferi o meu domicílio eleitoral para
Florianópolis, há três dias sou um cidadão
florianopolitano, mas tenho ainda a minha história para
contar!
Olsen Jr., escritor.
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Múltiplas
Eletrônico
Hoje à noite, o Café Cancun, em Florianópolis,
promove 12 horas ininterruptas de música eletrônica,
na festa Electronic Music Quality. O evento começa às
19 horas no pátio do local, com os DJs Xanduda e JazzDelic.
Às 22 horas, na pista, o som fica por conta dos DJs Peter
Petah, Davis, Antek, Gavinha e André Neto, da Agência
Vibe's. Rua Almirante Lamego, 1.147, tel.: (48) 225-1266. R$
10,00 (fem.) e R$ 15,00 (masc.) antecipado/R$ R$ 15,00 (fem.)
e R$ 20,00 (masc.) na hora.
Noivas
Vai até este domingo a Feira de Noivas e Outras Festas
(foto) no Beiramar Shopping, em Florianópolis. Durante
o evento, serão apresentadas ao público as novidades
em filmagem, organização de cerimônias, trajes
para noivas e noivos, trajes de festas e formaturas e lingerie.
Na feira, também é possível obter dicas
sobre decoração de ambientes, hospedagem para noivos,
gráficas, floricultura, formaturas, doces, bolos, serviço
de bufê, calçados, aliança e jóias,
espaços para festas e estúdios fotográficos,
entre outros. Das 14h às 22h, no 6o piso do Shopping Beiramar,
av. Bocaiúva, 2468, centro, Florianópolis, tel.:
(48) 248-5838. Gratuito.
Semana do cinema
A exibição do filme "Guerra de Canudos"
encerra, hoje, a Semana do Cinema Nacional, na Casa de Cultura
Dide Brandão, em Itajaí. As sessões ocorrem
às 10, 16 e 18 horas. A partir do dia 17, inicia a Semana
do Cinema Internacional no local. Serão exibidos, até
o dia 21, os filmes "Sociedade dos Poetas Mortos",
"Mr. Holland - Adorável Professor", "E
la Nave Va", "Louca Obsessão" e "Sonhos".
Rua Hercílio Luz, 323, Centro, tel.: (47) 349-1665.
Cristaloterapia
Teorias e práticas sobre cristaloterapia são os
temas da palestra que a terapeuta Dagmar Zanini profere amanhã,
às 10 horas. O evento ocorre na Livraria Caminho Sagrado,
em Florianópolis. É necessário confirmar
presença antecipadamente. Rua Vítor Meireles, 98,
Centro, tel.: (48) 3028-4927. Gratuito.
Black Jack
Na noite de hoje, a banda Black Jack traz seu repertório
de rock nacional e internacional para a Cachaçaria da
Ilha, em Florianópolis. Rod. Admar Gonzaga, 3.595, Itacorubi
(Morro da Lagoa). R$ 12,00 (masc.)/R$ 8,00 (fem.).
Atrações internacionais
na agenda do Norte de SC
Joinville confere
banda Vivisick, do Japão, e Hellnation, dos Estados Unidos
Joinville - Se a capital paranaense pega fogo com Pixies e
Teenage Fanclub encabeçando o Curitiba Pop Festival, Joinville
também respira rock'n'roll no final de semana. Nada menos
que quatro eventos do gênero estão agendados, com
destaque para a festa de cinco anos da Primitive Skates, sábado,
no Garage. Tocam Mukeka di Rato (ES), os japoneses do Vivisick
e os americanos do Hellnation, com abertura dos grupos joinvilenses
Os Carademarte e Graduação Alcóolica.
O Mukeka di Rato é figura carimbada na cena hardcore brasileira,
completando quase dez anos de intensa atividade. Com três
discos lançados, a banda acaba de lançar o split
CD/Lp com os nipônicos do Vivisick, pela gravadora americana
Sound Pollution. Formado em 1996, em Tokyo, e influenciado por
bandas americanas dos anos 80 como Bad Brains e Minor Threat,
o Vivisick pretende mostrar porque o hardcore japonês da
atualidade é considerado um dos mais furiosos e criativos.
Já o Hellnation vem ao Brasil pela segunda vez, trazendo
na bagagem 14 anos de estrada e cinco álbuns lançados.
Depois de deixar muito brasileiro assustado com tamanha violência,
rapidez e precisão, os americanos retornam com o repertório
de seu último CD, "Dynamite up your Ass".
No sábado, o som pesado dita as normas também na
Double Phase. O 1o Heavy Metal Gods joga diferentes tendências
do estilo numa mesma noite ao trazer para o palco Transylvania,
de Joinville, Mastervoid e Perpetual Dreams, ambas de Blumenau.
Na Estrada da Ilha, o peso e a velocidade são menores,
mas o senso de diversão prevalece no Rock Sítio.
Isso porque Os Depira, TPM e Reino Fungi, de Joinville, e a banda
florianopolitana Os Importantes passeiam por duas décadas
de rock em meio à natureza exuberante.
Hoje, no Cais 90, é a mistura de ritmos que dá
o tom. No 2o Psycho Tattoo Rock, reggae (Adamaqua), grunge (Johny
Challera) e nu-metal (Fugoz) promovem a união de tribos.
Ainda hoje, só que em Curitiba, o RG 2004 - Rock Garagem
Festival se apresenta como uma opção para quem
não vai (ou vai depois) ao Curitiba Pop Festival. Até
domingo, no Cine, 20 bandas se apresentam, entre elas estrelas
da cena independente nacional como MQN, Walverdes, Detetives,
Leela e Faichecleres. De Santa Catarina tocam Os Ambervisions,
Reino Fungi e Os Jeans, todos escaladas para domingo.
O QUÊ: 2º PSYCHO TATTOO ROCK. QUANDO:
Sexta, 23h30. ONDE: Cais 90 Bar, rua Conde d'Eu, 90, Bucarein,
Joinville, tel.: (47) 423-2058. QUANTO: Não divulgado.
O QUÊ: RG 2004 - ROCK GARAGEM FESTIVAL. QUANDO:
Sexta (1h), sábado (1h) e domingo (17h45). ONDE:
Av. João Gualberto, 81 (em frente ao portal do Passeio
Público), Curitiba, tel.: (41) 3024-8081. QUANTO:
R$ 10,00 (7,00 com bônus).
O QUÊ: FESTA 5 ANOS DA PRIMITIVE SKATES. QUANDO:
Sábado, 23h30. ONDE: Garage, rua dos Esportistas,
130, Itinga, Joinville, tel.: (47) 465-0061. QUANTO: R$
10,00.
O QUÊ: Show com OS DEPIRA, REINO FUNGI TPM e
OS IMPORTANTES. QUANDO: Sábado, 23h. ONDE:
Estrada da Ilha (logo após o pátio da PM), Joinville.
QUANTO: R$ 7,00 (masc.) e R$ 5,00 (fem.).
O QUÊ: 1º HEAVY METAL GODS. QUANDO:
Sábado, 23h30. ONDE: Double Phase, rua Aubé,
577, Boa Vista, Joinville, tel.: (47) 433-5089. QUANTO:
R$ 5,00 (masc.) e R$ 3,00 (fem.), antecipados no local; R$ 7,00
e R$ 5,00 (na hora).
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Euthanasia é uma das bandas incluídas em encontro
musical, em São José, que propõe mistura
de ritmos Foto: Divulgação
São José sedia festivais
Florianópolis - Musicalmente, um fim de semana variado.
Em São José, dois festivais animam o público.
O primeiro reúne cinco bandas do segmento underground
e reforça o movimento que padece de mais espaço
para trabalhar no Estado. Em outro, a primeira edição
do Festival Músicos Floripa, reúne outras cinco
bandas que tocam de rock a funk.
Na noite de hoje, a florianopolitana Tijuquera divulga seu segundo
disco, "Os Deuses não são os Homens",
no Espaço Fios & Formas, na Capital. A festa marca
o retorno às origens, depois dos quatro anos que a banda
passou no Rio de Janeiro, estudando música e ganhando
experiência, que culminaram com a gravação
do CD. Amanhã, o grupo se apresenta junto a Landau 76,
Mary Black, Sallamantra e Os Beterrables na primeira edição
do Festival Músicos Floripa, no Cantuária, em São
José. O município sedia, também amanhã,
uma festa com cinco grupos alternativos da Grande Florianópolis.
O evento ocorre no Plataforma Bar, propondo uma mistura hard
core, punk rock e hip hop das bandas Euthanasia, Vortex e Samadhi.
Além delas, Squadrão da Rima e Bonnagent dão
uma idéia do rap produzido na região.
O evento produzido pelos próprios integrantes dos grupos
busca fortalecer o espaço em São José, depois
que foram fechadas as portas do Underground Rock Bar, tradicional
reduto alternativo de Florianópolis.
O horário especial procura evitar problemas com os vizinhos
e facilitar a chegada e saída do público ao local.
"A festa acaba perto das 22 horas; dá tempo do pessoal
pegar ônibus e voltar para casa", justifica Mancha,
baixista da Euthanasia. Ele destaca também a fórmula
do festival, que mistura estilos. "No Brasil não
é muito comum, mas na Inglaterra e nos Estados Unidos,
por exemplo, é possível ver Alanis Morissete e
Metallica tocarem no mesmo festival", explica o músico.
O QUÊ: Show do CD OS DEUSES NÃO SÃO
OS HOMENS, da banda TIJUQUERA. QUANDO: Hoje, 23h. ONDE:
Espaço Fios & Formas, av. Oswaldo Rodrigues Cabral,
402 (sob a ponte Hercílio Luz), tel.: (48) 225-1661. QUANTO:
R$ 15,00.
O QUÊ: Shows de EUTHANASIA, SQUADRÃO DA
RIMA, BONNAGENT, VORTEX e SAMADHI. QUANDO: Sábado,
18h. ONDE: Plataforma Bar, rua Heriberto Hulse, 3.299,
Barreiros, São José, tel.: (48) 246-5025. QUANTO:
R$ 4,00.
O QUÊ: 1º FESTIVAL MÚSICOS FLORIPA,
com LANDAU 76, MARY BLACK, OS BETERRABLES, SALLAMANTRA e TIJUQUERA.
QUANDO: Amanhã, 23h. ONDE: Cantuária,
rua Assis Brasil,
1.408, Ponta de Baixo, tel.: (48) 343-1230. QUANTO: R$
13,00 (masc.)/R$ 5,00 (fem.).
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Daniel Bortolossi comanda batuta da Orquestra Filarmônica Foto: Amarildo Forte 11/10/2000
Harmonicista Ronald Silva: participação especial
na Scar Foto: Marcelo Caetano 21/3/2001
Scar promove música clássica
Joinville - A música clássica volta ao palco
da Sociedade Cultura Artística (Scar), neste sábado,
com a apresentação do Concerto de Gala da Filarmônica
de Jaraguá do Sul. Sob regência do maestro Daniel
Bortolossi, o espetáculo conta com a participação
do harmonicista paranaense Ronald Silva. Um dos fundadores do
grupo musical curitibano "Troupe de Gaita", Ronald
Silva é conhecido na região por ministrar aulas
de harmônica em centros educacionais, em Joinville, por
coordenar o projeto "Harmonicas de Curitiba" e por
integrar concertos da orquestra daquele município.
No programa da noite, peças como a "Valsa do Imperador",
de Johann Strauss, "Marcha", de Ernest Mahler, "Sinfonia
no 5", de Beethoven, "Concerto para Harmônica
e Orquestra", de Radamés Gnatalli e "Quinteto
para Violas" de Bach. Fundada em 1999, a orquestra realizou
seu primeiro concerto em 2000, sendo um dos primeiros espetáculos
a utilizar das instalações do grande teatro da
instituição. Atualmente, 55 músicos intregram
o conjunto, atendendo eventos de menor porte realizados em Jaraguá
do Sul e região. Seu objetivo, além de estimular
o gosto pela música na comunidade, é fomentar a
criação de novos grupos de Câmara nos naipes
de cordas, sopros de madeira, sopros de metal e percussão.
O QUÊ: CONCERTO DE GALA DA FIRLARMôNICA
DE JARAGUá DO SUL. QUANDO: Sábado, 20h30.
ONDE: Grande teatro da Sociedade Cultura Artística
(Scar), rua Jorge Czerniewicz, 160, Jaraguá do Sul, tel.:
(47) 275-2477. QUANTO: R$ 10,00 (platéia); R$ 8,00
(lateral e fundos); R$ 5,00 (balcão, estudantes com carteirinha
e idosos).
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"Revue"
dá continuidade às Temporadas Teatrais em Itajaí;
"As Sereias da Zona Sul" (ao lado e abaixo) é
atração no CIC e "A Farsa do Advogado Pathelin"
está no Espaço Cohab, no Estreito Fotos: Divulgação
Sobe o pano
Florianópolis - Comédias e teatro do absurdo
devem garantir a diversão neste fim de semana em Florianópolis
e Itajaí, que são destaque da agenda de lazer.
Eleita como melhor comédia em 1997 pelos leitores do suplemento
"Folha Teen", da "Folha de S. Paulo", em
1997, o espetáculo "As Sereias da Zona Sul"
é o destaque do Teatro Álvaro de Carvalho (TAC).
As apresentações ocorrem hoje, amanhã e
domingo. Na montagem, as atrizes Rosi Campos (a Mamuska, de "Da
cor do Pecado") e Claudia Borioni encarnam duas mulheres
em quatro histórias.
A primeira delas, "A Sauna", reúne duas dondocas
emergentes. Em seguida, duas colegas dos tempos de escola se
reencontram como sacoleiras em "Cristal Japonês".
Logo, são encenadas "O Gabinete da Dra. Hully
Gully", que aborda a história de uma doação
de rim, e "Não se Fuma em Cingapura", sobre
uma viagem àquele país. Os textos da peça
são de Vicente Pereira e Miguel Falabella, que também
assina a direção.
O Grupo Teatro Sim... Por Que Não?!!! volta a apresentar
neste fim de semana, na Capital, "A Farsa do Advogado Pathelin",
atração do projeto 3 X Teatro Sim... Por Que Não?!!!,
que retoma as montagens de sucesso do grupo. Com oito anos de
encenação, a comédia traz um texto escrito
em torno de 1460, de um autor desconhecido.
Em Itajaí, seguem as Temporadas Teatrais, promovidas pela
Associação Itajaiense de Teatro, na Casa de Cultura
Dide Brandão. Amanhã e domingo, a Cia. E. T.C.I.
Tal traz o espetáculo "Revue", que encena esquetes
da obra do escritor Haroldo Printer e mais outras concepções
da companhia. Inserida no gênero absurdo, "Revue"
traz situações do cotidiano humano, suas loucuras,
tristezas e outros fatos nem sempre explicáveis.
O QUÊ: Espetáculo AS SEREIAS DA ZONA SUL.
QUANDO: Hoje e amanhã, 21h, e domingo, 19h. ONDE:
Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme,
26, praça Pereira Oliveira, centro, tel.: (48) 224-3422.
QUANTO: R$ 25,00 + 1 kg de alimento não perecível
ou R$ 50,00 (platéia)/R$ 20,00 + 1 kg de alimento não
perecível ou R$ 40,00 (balcão).
O QUÊ: Espetáculo A FARSA DO ADVOGADO
PATHELIN, do grupo Teatro Sim... Por que Não?!!!. QUANDO:
Hoje e amanhã, 21h, e domingo, 20h. ONDE: Espaço
Cohab/SC, rua Gaspar Dutra, 746, Estreito, Florianópolis,
tel.: (48) 9972-3052. QUANTO: R$ 10,00 (inteira)/R$ 5,00
(meia).
O QUÊ: ESPETÁCULO REVUE, da Cia. E.T.C.I.
Tal. QUANDO: Amanhã e domingo, 20h30. ONDE:
Casa de Cultura Dide Brandão, rua Hercílio
Luz, 323, centro, tel.: (47) 341-6134. QUANTO: R$ 8,00/
R$ 4,00
(estudantes e idosos).
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Peça "O Terceiro Dia" abre, amanhã, em
Jaraguá do Sul, o projeto Palco Giratório
Grupo pernambucano
traz "O Terceiro Dia"
Joinville - Catarinenses de 16 municípios têm
a oportunidade de assistir, a partir deste final de semana, ao
espetáculo "O terceiro Dia", uma produção
do grupo Engenho, de Pernambuco. A peça circula pelo Estado
inserida no projeto Palco Giratório, do Serviço
Social do Comércio (Sesc), começando sua turnê
neste sábado, em Jaraguá do Sul. A apresentação
ocorre no pequeno teatro da Sociedade Cultura Artística
(Scar) e os ingressos já estão à venda.
O enredo é inspirado no conto "A Terceira Margem
do Rio", de Guimarães Rosa. Fala de perdas ao abordar
a história de um homem que decide abandonar a família
e ir viver numa canoa, em meio a um rio. Segundo os produtores,
"a peça aposta no clima intimista instigando a memória
da platéia. Por sua vez, os diálogos utilizam a
tradição da oralidade popular, além de metáforas
e neologismos presentes na linguagem de Rosa". De Jaraguá,
o espetáculo segue para Blumenau, Brusque, Rio do Sul,
Itajaí, Joinville, Bombinhas, Florianópolis, São
José, Laguna, Tubarão, Criciúma, Lages,
Caçador, Xanxerê e Chapecó.
O QUÊ: O TERCEIRO DIA, espetáculo do Palco
Giratório com o grupo pernambucano Engenho. QUANDO:
Sábado, 20h30. ONDE: Pequeno teatro da Sociedade
Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz, 160,
Jaraguá do Sul, tel.: (47) 275-2477. QUANTO: R$
5,00 e R$ 2,50 (para associados e estudantes).
"Matrix Revolutions"
"The Matrix Revolutions", 2003
Dos Irmãos Wachowski. Com Keanu Reeves, Carry Ann Moss,
Laurence Fishburne, Mary Alice, Monica Bellucci, Jada Pinkett
Smith, Harold Perrineau Jr, Hugo Weaving, Lambert Wilson, Anthony
Zerbe. (Warner)
Num determinado momento do filme, me dei conta de que finalmente
eles tinham assumido que aquilo tudo era uma grande bobagem,
que não era para ter maior transcendência, que não
passava de mais um filminho de ação caça-níqueis
feito apenas para tirar o dinheiro da gente. Certamente de forma
mais criativa e fora do comum do que o costume. Mas no fundo,
não passava de um sub-Paulo Coelho para as massas. E me
pergunto, se o hype, todo o mito criado em torno da trilogia
não se deveu mais à expectativa criada (falsamente)
pelo público, que estava ansioso para ver um a obra com
mensagem esotérica e mística. Ou seja, os autores,
os Irmãos Warchowski, criaram um monstro maior do que
eles mesmos pensaram. O que era uma aventura cyber-futurista
acabou virando realmente uma espécie de Oráculo
da Nova Era (talvez simplesmente pelo fato de ser obscuro e misterioso.
O público adora ficar se achando burro, pensando que o
filme traz mais mistérios do que ele foi capaz de decifrar).
Os extras estão no disco 2: em tela cheia e 2.0.: "Revolutions
Recalibrado" (o making of), "Revolução
em CG" (sobre efeitos especiais), "Super Luta"
(luta final entre Neo e Smith), "Future Game"; "Matrix
on Line" (uma visão do videogame, "Matrix on
Line"), "Antes da Revolução" (a
linha do tempo de Matrix), "Evolução em 3D"
(todos legendados em português e espanhol, menos os dois
últimos).
"Amor, Sublime Amor"
"West Side Story", 1961
De Robert Wise e Jerome Robbins. Com Natalie Wood, Richard Beymer,
Russ Tamblyn, Rita Moreno, George Chakiris, Simon Oakland. (Mirisch/United/MGM/Fox)
No bairro Oeste de Nova York, duas gangues de jovens, de porto-riquenhos,
os Sharks, e de outra origem, os Jets, lutam pelo controle do
lugar. Mas um rapaz que largou a gangue dos Jets se apaixona
por Maria, irmã do líder dos Sharks, provocando
a tragédia. Versão musical de "Romeu e Julieta"
de Shakespeare, transposta para o palco por Arthur Laurents e
depois para o cinema por Ernest Lehman, com o mesmo coreógrafo
Jerome Robbins (que fez parceria com o diretor Robert Wise).
Na verdade, o filme é melhor que a peça, dramaticamente
mais ajustado e muito cinemático. Embora Natalie e Richard
tenham sido dublados (respectivamente por Marnie Nixon e Jim
Bryant), isso não perturba o esplêndido resultado,
que inclui os letreiros de abertura e final de Saul Bass (a fita
tem overture como era moda na época), a idéia genial
de começar a narrativa do outro lado do rio e depois contando
a rivalidade entre as gangues através de uma longa coreografia.
Premiado com dez Oscar: de melhor filme, direção,
um especial para a coreografia de Robbins, atores codjuvantes
(Rita e George), fotografia, figurinos, direção
de arte, montagem, arranjos musicais. Trilha musical do maestro
Leonard Bernstein e Stephen Sondhein. Edição restaurada
do original em 65 mm, com trilha Dolby 5.1, trazendo inclusive
musica do intervalo original, em dois discos: o filme no primeiro;
no segundo disco, excelente making of retrospectivo (legendado),
montagem comparativa de storyboards, trailers, galeria de fotos,
trailers de outros produções. A versão americana
vinha trazendo também o roteiro original do filme. 32
capítulos.
"Os 5 Venenos de Shaolin"
"The Five Venoms/The Five Deadly Venoms,/Ng Duk", 1978
De Chang Cheh. Com Chiang Sheng, Sun Chien, Phillip Kwok, Lo
Meng, Lu Feng, Wai Pak, Dick Wei, Johnny Wang, Suen Shu Pau,
Guk Fung. (China Video)
Antes de morrer, velho mestre envia seu último pupilo
para descobrir o paradeiro de seus antecessores, cinco guerreiros
do chamado "clã do veneno", e constatar se todos
utilizam suas habilidades únicas para o mal. Grande clássico
dos Shaw Bros. e provavelmente uma das mais cultuadas fitas de
artes marciais de todos os tempos graças à visão
do lendário diretor Chang Cheh, que reuniu um singular
time de atores/dublês (que depois ficaria conhecido entre
os fãs como "Venom Mob") para criar filmes que
pudessem revitalizar o estúdio, que perdeu espaço
para a Golden Harvest quando esta lançou o fenômeno
chamado Bruce Lee. Ainda que a performance do grupo não
se destaque tanto quanto em fitas posteriores, eles conseguem
dar um brilho especial a outro aspecto inovador do filme, que
é o enredo de mistério, algo até então
inédito no gênero. É mais um trabalho seminal
de Chang Cheh que merece destaque na coleção de
qualquer fã de filmes de aventura, mesmo que hoje tudo
pareça um pouco ingênuo. A obra faz parte do pacote
da Shaw Bros. com filmes remasterizados pela empresa Celestial
e traz ótima qualidade de imagem em formato original widescreen
e o disco ainda traz como extras vários trailers.
"As Sete Colinas de Roma"
"The Seven Hills of Rome ou Arriverderci Roma", 1958
De Roy Rowland. Com Mario Lanza, Marisa Allasio, Renato Rascel,
Peggie Castle, Clélia Matania, Rossela Como, Carlo Giuffré.
(Classicline - originalmente Metro, atualmente Turner).
Último sucesso do tenor Mario Lanza (1921-1959), cuja
popularidade já estava em declínio. Mas ele teve
ainda uma canção tema de sucesso numa fita romântica
e turística embora seja curioso também ver sua
imitação de outros cantores da época (como
Perry Como, Frankie Laine, Dean Martin, Louis Armstrong). Marisa
era na época a grande estrela italiana do momento (ela
largou tudo para se casar e nunca mais voltou ao cinema). Lanza
era um horrível canastrão,de tope insuportável
e voz poderosa. Também mal educado, tinha problemas com
excesso de peso e morreu de enfarto em outubro de 1959. O problema
com o filme é adivinhar sua origem. Como não existe
em DVD fora, a matriz pode ter sido VHS ou mesmo Laser. A qualidade
portanto irá variar. Melhor checar antes.
ESPECIAL Giuseppe Oristânio: participação
em novela Foto: Carta Z Notícias/Pedro
Paulo Figueiredo
Papel de pai
De férias da TV desde "Malhação",
onde permaneceu por mais de dois anos como o diretor do Múltipla
Escolha Afonso, Giuseppe Oristânio volta à ativa
fazendo uma participação em "Da Cor do Pecado".
Ele será Sérgio, pai de Moa, vivida por Alinne
Moraes. O ator, um workaholic assumido, gostou de retornar à
TV por pouco tempo. "É legal voltar devagar para
desvincular a minha imagem do Afonso. Mas pode ser que eu fique
mais tempo na trama porque a menina está doente, muita
coisa deve acontecer", imagina ele, que começa a
aparecer no capítulo de terça.
Boa platéia
Brigas entre mulheres continuam rendendo bons índices
de audiência para "Celebridade". Depois da surra
de Maria Clara em Laura, personagens de Malu Mader e Cláudia
Abreu, que registrou 67 pontos, o melhor índice da novela
até então, o "pega para capar" entre
Ana Paula e Eliete manteve a boa média da novela, que
gira em torno de 50 pontos. A cena em que as personagens de Ana
Beatriz Nogueira e Isabela Garcia se atracaram por causa de Nelito,
vivido por Taumaturgo Ferreira, marcou 55 pontos na última
segunda.
Casal aprovado
Em uma pesquisa realizada na Internet sobre quem os internautas
consideram o par ideal para Bárbara, personagem de Giovanna
Antonelli em "Da Cor do Pecado", o vencedor foi Tony,
de Guilherme Weber. Talvez porque os dois sejam farinha do mesmo
saco e Kaíke, vivido por Tuca Andrada, esteja se mostrando
cada vez mais humano. Entre os 6 mil votos computados, 51% disseram
que Bárbara deve ficar com Tony. Já 17,7% afirmaram
que ela pode ser amante de Kaíke enquanto estiver casada
com Tony. Por fim, 17,8% optaram pela volta de Bárbara
para Kaíke e 13,9% querem que a loura má encontre
um novo amor.
Foi bem
A paródia feita por Mu Chebabi para a música "Minha
Alma", do grupo O Rappa, no último "Casseta
& Planeta, Urgente!", da Globo. A sátira foi
uma espécie de "declaração de amor"
do vocalista da banda, Marcelo Falcão, para a atriz Deborah
Secco. Provocativa e engraçada.
Foi mal
A falta de harmonia entre o casal Nelito e Eliete, interpretados
por Taumaturgo Ferreira e Isabela Garcia em "Celebridade".
Os personagens não combinam por serem diametralmente opostos
um do outro. Por isso mesmo, o súbito grande amor que
surgiu entre eles não convence.
Em doses curtas
Neste domingo, Denise Fraga retorna ao "Fantástico"
no quadro "Álbum de Casamento", uma adaptação
para a televisão do livro "Pequenos Amores",
de José Roberto Torero. A atriz vive uma fotógrafa
que conta as histórias de amor que presenciou enquanto
registrava casamentos. Os quadros têm apenas de um a dois
minutos de duração e, a cada domingo, serão
exibidos dois. Ao todo, serão 16. "Estou muito contente
porque esse trabalho possui um formato diferente, mas a gente
continua trabalhando com a mesma equipe, tão unida e comprometida",
elogia Denise.
"Pessoas
de idade me agradecem pela oportunidade de poder rever a novela."
Autor Benedito Ruy Barbosa, sobre o remake de "Cabocla",
que estréia nesta segunda
Rápidas
Huck - Pietra Ferrari, ex-assistente de palco do "Caldeirão
do Huck",
assinou contrato com a Band. Ela fará reportagens para
o "Dia Dia", apresentado por Viviane Romanelli.
Alagoas - O Sportv exibe no "Rolé"
desta sexta-feira o quinto e último programa da série
gravada em Alagoas. Desta vez, Luize Altenhofen e Lívia
Lemos praticam escalada indoor, surfam de wakeboard na Lagoa
do Mundaú e andam de skate na orla de Maceió.
Paquera - O programa "Ao Ponto - Informação
do Jeito Que Você Gosta", exibido pelo canal Futura
nesta quinta, às 22 horas, dará dicas de paquera.
Durante o bate-papo, o apresentador Jairo Bouer vai contar algumas
histórias de paqueradores.
Barcelos - A Rede TV! apresentou proposta ao jornalista
Caco Barcelos
para comandar o "Repórter Cidadão", atualmente
nas mãos de Gil Gomes. Caco, que ainda não deu
resposta, é correspondente da Globo em Paris.
Galisteu - Corre nos bastidores do SBT que Adriane
Galisteu, apresentadora do "É Show", da Record,
está negociando sua ida para a emissora. Em setembro,
termina o contrato dela com a Record.
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Sitcom
local com negros
terá sabor americano
São Paulo - Não está definida a emissora
que abrigará a primeira sitcom brasileira com negros no
mesmo formato americano. Mas que ela existirá, já
está certo. Quem está à frente do projeto
é a Picante Pictures, produtora independente com sede
em Miami, que produz conteúdo para o mercado latino-americano.
O nome do programa, que começa a ser gravado neste domingo,
é "Jornal Feliz".
A produtora promoveu no ano passado um workshop coordenado pela
veterana Debbie Allen - americana que produziu e dirigiu diversos
programas, entre eles "The Fresh Prince of Bel-Air"
e "That's so Raven" - para formar autores brasileiros
de sitcom. A atividade foi apadrinhada por Netinho, mas o apresentador
não estará em "Jornal Feliz", apenas
fará participações especiais.
O protagonista da série é Luciano Quirino, que
interpreta Jorge, um apresentador de infomerciais, que se torna
âncora de um noticiário. Ele mora num conjunto habitacional
com seu irmão, sua mãe e sua filha. Outros personagens
aquecem a história, que será gravada em um estúdio
da GGP, a produtora de Gugu Liberato, com direito a platéia
e claque - o animador de auditório -, assim como nas tradicionais
sitcoms americanas como "Friends".
Os primeiros dois episódios serão filmados neste
fim de semana e no próximo, com direção
da própria Debbie Allen, que está no Brasil. "Acho
que o programa funcionará bem aqui porque combina com
os brasileiros. Os personagens são coloridos e alegres
e as situações trazem alto grau de realidade",
fala a criadora de "Jornal Feliz", que inclusive trabalhou
com Steven Spielberg em "Amistad".
Como a gravação será em estúdio com
platéia, três cenários farão parte
da trama. A casa dos Santos - onde mora Jorge -, o bar do Keka
e o jornal. São 12 os autores responsáveis pelo
roteiro da atração, que tem profissionais do Rio
e de São Paulo. Até agora, nenhuma emissora fechou
contrato para exibir "Jornal Feliz". Segundo um dos
sócios da Picante Pictures, David Morales, três
canais estão na mira: Globo, SBT e Record. "Principalmente
as duas primeiras", diz ele. (AE)