Joinville         -         Quarta-feira, 28 de abril de 2004        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




CORPO
Coração é reproduzido em desenhos em preto e branco assinados por Vera
Fotos: Divulgação/Originais em PB

Coração de papel

Vera Bagatoli expressa em arte sua visão do mais importante órgão humano

Florianópolis - O coração é o tema. Longe dos românticos, dos doces-quase-melados corações dos amantes ou do clichê "que bate forte" cantado por muitos músicos, as obras de Vera Bagatoli mostram um órgão de verdade. O coração físico, em gorduras, tecidos e veias é o estímulo pulsante às peças da exposição Metamorfose do Olhar, que ela apresenta, a partir de hoje, no Espaço Cultural Fernando Beck, da Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina (Badesc), em Florianópolis.
Apesar da anatomia crua e viva vista nas produções, Vera esclarece que o "trabalho não choca, é poético", e, por isso, tem sido bem aceito. Junto ao esclarecimento, a artista aproveita para dizer que sempre pensou no coração como elemento, como "coisa". Para obter mais fidelidade à "coisa" real, Vera visitou inúmeras vezes o centro de anatomia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Curtitiba, no Paraná, onde estudou. A visita mais marcante ao local foi quando pôde ter em suas mãos um coração humano "super-leve e frio", como descreve. "Sempre busco detalhes; quando me deparei com isso fiquei encantada", relembra.
Na exposição, figuram dez gravuras em metal, em que foram utilizadas ponta seca e água forte, e mais meia-dúzia de desenhos a carvão. O estilo "davinciano" de expor o corpo em suas obras, não é assumido pela artista. "Não partiu disso." Ela credita como estímulo às criações uma aula que teve nos tempos de faculdade, em meados da década de 90, quando um professor de artes pediu que trabalhassem sobre "algo da cintura para cima" em um corpo.
Esta é a primeira vez que essas peças são expostas em Santa Catarina - com exceção da obra com que a artista foi premiada no Salão Schwanke, em 2002. As obras datam entre 1996 e 2000 e, em princípio, nenhuma delas está à venda.

O QUÊ: Abertura da exposição METAMORFOSE DO OLHAR - VERA BAGATOLI. QUANDO: Hoje, 19h. Até 30 de maio, 8 às 18h. ONDE: Espaço Cultural Fernando Beck (Badesc), rua Almirante Alvim, 491, centro, Florianópolis, tel.: (48) 216-5000. QUANTO: Gratuito.


VOLUME

Obras expostas em Criciúma são inspiradas nos corredores de mina de carvão
Fotos: Gilvan de França

Elke Hülse recria
textura do centro da terra

Criciúma - Resultado de um curso que vem fazendo pela Internet, com a professora americana Mary Lane, "Série Olhos" é uma das atrações que a artista plástica Elke Hülse apresenta na exposição Mina de Cores, na Galeria de Artes do Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma. Depois de passar por Joinville, Balneário Camboriú e Florianópolis, a tapeçaria da artista é apresentada em Criciúma, cidade onde essa blumenauense vive há 17 anos.
Elke utiliza um tear de alto liço, que, como ela mesma define, "é rudimentar, mas permite desenvolver a criatividade". É a mesma prática dos persas, que produzem os mais belos tapetes do planeta. A técnica ortodoxa aliada ao que há de mais moderno nas comunicações, a rede mundial de computadores, está permitindo que a artista realize um curso a distância, proporcionado pela revista "Americam Tapestri Aliance" (EUA), especializada no assunto.
"É uma oportunidade interessante. Historicamente o Brasil, até por questões de clima, nunca desenvolveu a tapeçaria. Nos anos 50 e 60 até havia alguns grupos em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, mas não temos com quem dividir ou acrescentar informações ou experiências e nesse curso estou tendo essa condição", explica Elke, que produz pequenas peças, as fotografa e envia à sua professora o material pela internet.
"Série Olhos" ocupa apenas uma das paredes da galeria. O restante das outras seis salas é ocupado por Mina de Cores, reproduzindo o "claustrofóbico ambiente", como define a criadora, da Mina Modelo, uma mina de carvão desativada, ponto turístico de Criciúma. O local possibilitou à artista ver cores, formas e texturas que passaram sempre despercebidas por mineiros que durante mais de 40 anos. "Quando olhamos para as paredes laterais da mina vemos várias camadas de pedras e terra de diferentes tonalidades e espessuras. Por incrível que pareça a camada de carvão é uma das menores", relata a artista.

O QUÊ: Exposição MINA DE CORES, tapeçarias de Elke Hülse. QUANDO: Até 14 de maio, em horário comercial. ONDE: Galeria do Centro Cultural Jorge Zanatta, rua Cel. Pedro Benedet, 25, centro, Criciúma, tel.: (48) 445-8840. QUANTO: Gratuito.



Fotos: Divulgação

Arte catarinense nos açores

A arte de Vera Sabino, inspirada na cultura açoriana é um dos destaques da Semana do Brasil, que ocorre até sexta-feira, simultaneamente, nas ilhas de São Miguel, Faial, Pico e Terceira, no Arquipélago de Açores. A artista expõe dez quadros, em acrílica sobre eucatex, retratando temas religiosos, personagens e lendas da Ilha de Santa Catarina. O fotógrafo Joi Alves, e o músico Jorge Coelho, também integram a programação, que inclui conferências e debates.


Voluntariado
garante trabalho de instituto

Assembléia, em Joinville, faz balanço das atividades de entidade que preserva obra de Luiz Henrique Schwanke

Joinville - Integrantes e apoiadores do Instituto Luiz Henrique Schwanke (ILHS) reunem-se, hoje à noite, na Cidadela Cultural Antarctica, em Joinville, em encontro para apresentação do balanço de 2003 e projetos para 2004. Além de mostrar os livros e toda a documentação que regulamenta o funcionamento da entidade, os organizadores farão uma retrospectiva do trabalho através de uma projeção de imagens que fazem parte da recente trajetória da organização: a cerimônia de posse, participação em outros eventos culturais, exposições estimuladas por centros culturais vizinhos, entre outros.
O jornalista Gléber Pieniz e a artista plástica Alena Marmo também apresentam uma prévia do seminário sobre o artista, que está sendo elaborado para difundir o nome e a obra de Schwanke (1951-1992) em outras regiões. O artista plástico e educador Carlos Franzoi fala da interação do instituto com a comunidade acadêmica. Foi através de um projeto dele, desenvolvido em parceria com os alunos da Universidade da Região de Joinville (Univille) que o ILHS conseguiu estampar uma série de camisetas que divulgam o nome e a obra de Schwanke.
"O trabalho dos estudantes de arte foi fundamental nesse primeiro momento e esperamos que eles continuem acreditando em nosso projeto", resume a irmã e guardiã das obras do artista, Maria Regina Schwanke Schroeder. Das 600 camisetas - que estão sendo vendidas em vários museus e galerias do País, incluindo o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (Margs), em Porto Alegre, ainda restam algumas unidades em Joinville, onde elas podem ser adquiridas no Museu de Arte (MAJ), entidade que está servindo de sede provisória do instituto.
De acordo com a diretora do MAJ, Marina Mosimann, outro trabalho a ser lembrado é o do poeta Dennis Radünz, que com outros dez escritores contemporaneos está divulgando o nome de Schwanke pelo Estado através da poesia. "Aos poucos o movimento em prol do instituto ganhou corpo. E com a conquista da legalidade, ou seja, a superação de toda a burocracia que envolve a área jurídica, estamos abrindo uma nova campanha de associação", observa Maria Regina.

SÓCIOS

Atualmente, o ILHS conta com 219 sócios. O valor arrecadado com a primeira contribuição está depositado em conta própria e ainda não tem previsão de uso. A idéia é fazer um caixa para os próximos meses, quando o instituto conquista o registro de utilidade pública e o documento que fixa, definitivamente, o prédio central da antiga fábrica da Antarctica, como sede da entidade e futuro Museu de Arte Contemporânea de Joinville (MAC). "Estamos trabalhando de forma voluntária e até o momento a adesão tem sido muito boa", registra Maria Regina.

O QUÊ: REUNINÃO DO INSTITUTO LUIZ HENRIQUE SCHWANKE. QUANDO: Hoje, 19h30; segunda convocação, 20h. ONDE: Sala de Cinema da Cidadela Cultural Antarctica, rua 15 de Novembro, 1.383, centro, Joinville. QUANTO: Gratuito.


Blumenau faz desfiles
de moda com 12 coleções

Blumenau - As coleções de outono/inverno de 12 lojas do Shopping Neumarkt e de dois estilistas convidados serão apresentadas em mais uma edição do N. Moda, entre hoje e sexta-feira, em Blumenau. Cada noite do evento contará com três desfiles para 450 convidados.
Na praça da Fonte (segundo piso do shopping), estará funcionando um lounge music para performances de DJs e apresentações nas tardes dos desfiles. O local abrigará exposição de looks dos estilistas Marcus Marquetti e Soon (de Blumenau), Luciana Andrade (de Florianópolis) e Luciano Navarro (Balneário Camboriú), bolsas artesanais de Rose Borges (estudante de moda) e apresentação das três malas produzidas por artistas plásticos catarinenses em comemoração aos 450 anos de São Paulo, apresentadas no Sesc-Pompéia, em São Paulo.
Na passarela, roupas das lojas e grifes Albori/Albori Donna, M.Officer, Arezzo, Happy Man, Hering, Naguchi, Carmen Steffens, Someday, Beagle, Ellus e Colcci. Os estilistas Marcus Marquetti e Soon (marca Marcusson), de Blumenau, e Luciana Andrade, de Florianópolis, farão desfiles com suas coleções.
A produção é da GH7, que assina a realização revista "N. Mag" e Shopping Neumarkt. O casting de modelos foi selecionado em agências de Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú, Blumenau e São Paulo.

O QUÊ: N. MODA. QUANDO: Abertura hoje, 20h. Quinta e sexta, a partir das 19h. ONDE: Shopping Neumarkt, rua 7 de Setembro, 1.213, centro, Blumenau, tel.: (47) 326-5566. QUANTO: Gratuito (convites antecipados nas lojas participantes).


Sessões de autógrafos na noite da Ilha

Florianópolis - Dois livros, um de poemas e outro sobre pessoas bem-sucedidas, serão lançados hoje na Capital. "Dia de Morrer aos Poucos" (Editora Spectro), é a estréia de Sigval Schaitel. Aos 29 anos, natural de Joaçaba, já havia conquistado espaço em revistas com alguns poemas avulsos - três deles estão no livro, com outros inéditos -, e feito a tradução de um livro de poemas de Charles Bukowski. Nessa edição, numerada e com apenas cem exemplares, Schaitel fala sobre a vida, a morte, e seus diversos momentos de agonia, como nos poemas em que descreve a ida ao trabalho ou fala sobre a pessoa que espera, deitada em lençóis sujos.

Eficaz

"Pessoas de Resultado - O Perfil de Quem se Destaca Sempre" (Editora Gente), do administrador de empresas Luiz Fernando Garcia, mostra como desenvolver condutas orientadas para resultados eficazes, abordando desde a superação dos desafios até a manutenção do foco. "O que distingue aqueles que crescem, que se desenvolvem e se tornam grandes executivos e homens de negócios bem-sucedidos é o fato de terem sempre o foco na solução, e não no problema", afirma o autor.

O QUÊ: Lançamento de DIA DE MORRER AOS POUCOS, de Sigval Schaitel. QUANDO: Hoje, 19h. ONDE: Hall do centro de comunicação e expressão - B, UFSC, Florianópolis, (48) 331-9000. QUANTO: R$ 12,00 (livro).

O QUÊ: Lançamento de PESSOAS DE RESULTADO - O PERFIL DE QUEM SE DESTACA SEMPRE, de Luiz Fernando Garcia. QUANDO: Hoje, 19h. ONDE: Livrarias Catarinense, Beiramar Shopping, rua Bocaiúva, 2.468, centro, Florianópolis, (48) 271-6000. QUANTO: R$ 26,50 (livro).


Crônica

Rubens da Cunha - Especial para A Notícia

Segredo: sinfonia de intimidade

Nada liga mais duas pessoas que um segredo: esta cisterna que doamos ao outro. É onde está nossa água mais límpida, mais distanciada do sol.
Segredarmo-nos a uma pessoa é um ato de coragem, de confiança no silêncio. É desacreditar na natureza geralmente comunicativa e distraída do humano.
Mário Quintana, com aquele seu humor quase impiedoso, nos aconselha: "Não te abras com teu amigo / Que ele um outro amigo tem. / E o amigo do teu amigo / Possui amigos também." Então, confiar a alguém o que nos habita os recônditos, exige uns assassinatos internos: precisamos matar a dúvida, a insegurança, o temor de sermos revelados a qualquer hora. A verdadeira traição é desnudar um segredo. É ser possuidor da fragilidade alheia e jogá-la à fome pública.
Por outro lado, carregar um segredo de alguém é trabalho de semideus. É como assumir um escuro que não nos pertence. Ser parte de outro caos.
Aquilo que um indivíduo mantém escondido, ainda não é o segredo, mas apenas quando ele entrega seu mistério a um outro. Neste momento, lavram-se as terras propícias para a confiança e o segredo nasce.
Aparentemente, o amor é o campo mais propício ao segredo, mas de maneira geral, ele reserva muitos pastos para o egoísmo e não resiste às coisas que o ferem diretamente. O amor é frágil, precisa de canduras. Quase sempre, segredos trazem tristezas, covardias, derrotas: uns tais desmazelos que fazem o amor sucumbir.
A família também não é terra propícia para segredos graves. Os pequenos, sem envergadura, até não mancham as relações familiares. Mas os pesados, os que desafiam a capacidade de perdão, podem gerar manchas difíceis de sair. A família aceita carregar o segredo, mas existirá no olhar um misto de culpa e condenação. Melhor seria não saber.
Por certo, é difícil desafiar as palavras de Quintana: compartilhar um segredo incorre em perigos vastos, imaginar público o que temos de mais secreto causa um estranhamento considerável. Mas andar por aí, com algo que nos desmonta, que nos pesa a alma, também não é fácil. Por isso, é na amizade que se configura o grande espaço para o segredo. Este tipo de relação humana tem um poder de aceitação do semelhante maior do que qualquer outro sentimento. A amizade, por sua natureza mais doadora que receptora, agüenta coisas que podem transitar entre a vergonha e o medo, que podem impor rédeas à vontade de julgar, que podem ultrapassar o entendimento, mas jamais irão ultrapassar a aceitação.
A amizade não se perturba com o segredo, na verdade se fortalece com ele. Ao dividi-lo, amigos compõem uma sinfonia de intimidade que se não for rompida por um desafinamento qualquer, permanece como o mais alto grau de proximidade entre duas pessoas.

Rubens da Cunha, escritor


Múltiplas

Pós-modernismo

"Pós-Modernismo" é o título da exposição que o artista plástico Lúcio Fábio de Oliveira apresenta no Beiramar Shopping, em Florianópolis, até o dia 2 de maio. As oito pinturas em óleo sobre tela podem ser conferidas entre às 10 e às 22 horas. Beiramar Shopping (piso térreo), Av. Bocaiúva, 2.468, centro, tel.: (48) 223-6425. Gratuito.

Música
O Centro Universitário de Jaraguá do Sul (Unerj) está com as inscrições ao Vestibular de Inverno do Sistema Acafe abertas. Este ano, a Unerj lança o curso de artes com licenciatura em música, em convênio com a Universidade Regional de Blumenau (Furb). Até 12 de maio, no site www.unerj.br ou nas agências do Besc. R$ 55,00 (site) ou R$ 65,00 (esc). Mais informações no tel.: (47) 275-8200.

Projeto
O Projeto 12h30 da Universidade Federal de Santa Catarina
(UFSC), em Florianópolis, traz, hoje, ao meia-dia e meia, à Concha Acústica o grupo Dose Tripla, em frente ao centro de comunicação e expressão (CCE), campus Trindade, tel.: (48) 331-9348. Amanhã, o 12h30 acústico traz a Metal Brasil, no mesmo horário, no Teatro da Igrejinha, praça Santos Dumont, 117. Gratuitos.

Pimenta
Mulheres com entrada livre até a meia-noite e com direito a dois vales-cerveja é o chamariz da Quarta com Pimenta, no Café Cancun, em Florianópolis. R$ 20,00 (homens) e R$ 15,00 (mulheres, após a meia-noite). Rua Almirante Lamego, 1.147, centro, tel.: (48) 225-1266.

Poesia
Estão abertas, até 15 de julho, as inscrições para o 6o FestCampos de Poesia Falada. O festival é voltado a poetas brasileiros ou estrangeiros, residentes no Brasil há mais de dois anos. A premiação total é de R$ 13,5 mil. Cada autor pode inscrever, no máximo, três poesias, que devem estar assinadas com pseudônimo, em cinco vias - digitadas em espaço 2, acompanhadas da ficha de identificação do autor - e encaminhadas à Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, praça da Bandeira, s/no, Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro. Mais informações em www.fcultural.com.br ou tel.: (22) 2723-3571. O primeiro lugar leva R$ 2,5 mil.

Comunicação
O Senac promove hoje, em Florianópolis, a peça "Comunicando para Vencer", que aborda com bom humor questões de comunicação que atrapalham o desenvolvimento das empresas, como os vícios da linguagem na conversa com o cliente, relacionamento com pessoas difíceis e informações que correm de boca em boca. Informações e ingressos pelo telefone (48) 229-322830. Teatro Ademir Rosa, Centro Integrado de Cultura (CIC), Av. Irineu Bornhausen, 5.600, Agronômica, tel.: (48) 212 2300. R$ 30,00 (individual) - grupos de cinco a dez pessoas R$ 25,00 por ingresso.

Manchetes AN

 Das últimas edições de Anexo
27/04 - Comédia romântica sem grandes novidades
26/04 - Sensualidade feminina inspira Joel Figueira
25/04 - Beleza andrógina
24/04 - Mestre na arte de criar
23/04 - Paredes da memória
22/04 - Sonoridade universal
21/04 - Criação que embeleza a paisagem humana

Leia também

ZAP

BODAS
Renato Mendes e Laura se casam no capítulo de hoje
Foto: Carta Z Notícias/Luiza Dantas

Cilada

Demorou, mas Renato Mendes finalmente vai dar o troco em Laura em "Celebridade". Hoje, vão ao ar, na novela das oito, as cenas do casamento dos dois maiores vilões da história de Gilberto Braga. O personagem de Fábio Assunção consegue provas que incriminam a vilã vivida por Cláudia Abreu no caso da prisão de Maria Clara, de Malu Mader, além de documentos que comprovam que ela também "aprontou" nos Estados Unidos e levou um banqueiro ao suicídio. Casada, Laura não poderá mais se encontrar com o "cachorrão" Marcos, de Márcio Garcia, e será monitorada por seguranças e câmeras instaladas em sua mansão. "É o casamento das cobras da novela. Mas os dois são amorais e se merecem", disse Cláudia Abreu.

Foi bem
O quadro "As 50 Leis do Amor", exibido no "Fantástico". Após o segundo episódio, já deu para sentir que as situações criadas por Alexandre Machado e Fernanda Young, mesmos autores de "Os Normais", ainda podem render bastante. Mesmo assim, o trabalho anterior era bem mais ousado e engraçado.

Foi mal
O estilo moderninho de Márcia Goldschmidt para apresentar o programa "Jogo da Vida", na Band. Embora não revele de jeito nenhum sua idade, a apresentadora já não é mais nenhuma garotinha. Por isso mesmo, o figurino, sempre generoso com saias curtas e amplos decotes, não é um dos mais indicados.

Compasso de espera
Cláudia Jimenez garante que não vai ficar afastada da TV por muito tempo. O programa "Papo de Anjo" não entrou na grade da nova programação da Globo, mas o diretor Guel Arraes está às voltas com um projeto para a atriz. Ela também se prepara para voltar aos palcos, mas prefere não falar sobre a peça por enquanto. Devido a preocupações com a saúde, Cláudia entregou seu posto ao lado de Miguel Falabella na peça "Batalha de Arroz num Ringue para Dois", em cartaz em São Paulo, para Cláudia Raia. Os projetos de teatro e TV, no entanto, só devem se concretizar no segundo semestre.

Crescente
A Band está comemorando as audiências do último final de semana. Praticamente todos as atrações obtiveram desempenho melhor que o habitual. No sábado, o programa de Gilberto Barros permaneceu 17 minutos em segundo lugar, atrás apenas da Globo, com quatro pontos de média e sete de pico. Outro programa que perdeu apenas da Globo foi o "A Noite É uma Criança", de Otávio Mesquita, pelos mesmos 17 minutos, com média de quatro e pico de cinco. Já no domingo, a estréia de Leão Lobo no "De Olho nas Estrelas" rendeu média de dois e pico de três, enquanto os documentários do Discovery Channel oscilavam em torno de 1,5. Em seguida, o "Jogo da Vida", de Márcia Goldschmidt, garantiu à Band o terceiro lugar durante toda a sua exibição, das 15h30 às 19 horas de domingo, graças à média de seis pontos.

Rápidas

FÉRIAS - Carolina Dieckmann vai tirar um mês de férias das gravações de "Senhora do Destino", próxima novela das oito da Globo. Com suas cenas como Maria do Carmo já gravadas, ela descansará no arquipélago de Fernando de Noronha. Depois, volta para encarnar a filha de Maria do Carmo, até o final da novela.

CASA NOVA - O diretor Deto Costa, que já teve passagens pelo SBT e Rede Globo, ingressa na Record e integra o núcleo criativo da Emissora. Convidado por Hélio Vargas, responsável pela área artística e de programação da Record, o novo diretor assume todo o setor de criação e redação.

SOCIAL - A TV Cultura e a Rede Brasil estréiam hoje, às 22h30, o programa "Diálogo Nacional", com debates sobre temas de relevância social. Com mediação do jornalista Florestan Fernandes Jr, o programa será ao vivo e contará com a participação de convidados de diferentes Estados e do telespectador.

COTADA - Corre nos bastidores da Globo que Marília Gabriela estaria cotada para apresentar um talk-show dentro do "Jornal Hoje", aos sábados.


EX-GLOBAIS
Luciano Szafir e Vanessa Lóes reforçam casting
Foto: Carta Z Notícias/Roberto Assunção

Vítima da soberba

Mesmo com elenco importante, investimento em marketing e tecnologia, "Metamorphoses" não decola

Rio de Janeiro - Quando estreou, em pleno domingo, "Metamorphoses" até parecia ter grandes chances de engrenar. A novela registrou média de 11 pontos e picos de 17, números altos para o padrão da Record, principalmente em teledramaturgia. Sem tradição no gênero, a emissora nunca conseguiu mais de dez pontos com uma novela. Além da estratégia de estrear "Metamorphoses" no dia em que a TV aberta oferece suas piores opções, a emissora investiu pesado para divulgar o produto. Foram mais de R$ 1 milhão gastos em outdoors e anúncios em revistas e jornais. Também contratou um elenco repleto de ex-globais, como Paulo Betti, Luciano Szafir e Vanessa Lóes. E ainda utiliza tecnologia de cinema - é a primeira novela totalmente produzida em alta definição - HDTV.
Tudo isso, pelo visto, atiçou a curiosidade dos telespectadores para assistir ao primeiro capítulo, como comprovou a audiência. Mas não foi suficiente para sequer segurá-los até o dia seguinte. Do segundo capítulo até o fim da semana, a média da novela caiu para seis pontos. Aos poucos a audiência se fixou em cinco e agora não passa dos quatro. Às sextas, por exemplo, costuma registrar pífios três pontos. Em alguns dias, a emissora chega até a perder para a Rede TV!, que freqüenta habitualmente o sexto lugar no ranking do Ibope.
A principal explicação para esse fiasco está no próprio texto. A trama, que mistura cirurgia plástica e máfia japonesa, é rocambolesca. Para piorar ainda mais a situação, a história é contada de forma linear, como se fosse um filme. Os folhetins, desde sempre, têm a característica de a cada capítulo recontar toda a trama para quem está vendo, ouvindo ou vendo pela primeira vez. Tanto que é possível acompanhar qualquer novela normal assistindo a um capítulo por semana, por exemplo. A forma como a repetição das informações é feita - se vai abusar ou não da paciência do espectador - depende do talento de cada autor, mas a redundância está na essência do gênero.
O que a novela da Record faz é desprezar a técnica desenvolvida desde os primeiros folhetins, ainda nos jornais. E consegue com isso afastar quem não é telespectador assíduo. Ou seja: "Metamorphoses" é uma novela hermética. Mas como desgraça pouca é bobagem, a produtora Casablanca decidiu que não deveria divulgar os capítulos através da imprensa.
A trama mirabolante de "Metamorphoses" é fruto do desejo - quase capricho - de Arlette Ciaretta, dona da produtora Casablanca, de virar autora de telenovelas. Ela até contratou conhecidos autores de novela, mas a função deles era apenas passar para o papel a "brilhante" história que ela tinha em mente. Essa relação, como era previsível, não deu certo. Todos abandonaram o barco. Primeiro foi Marcílio Moraes, depois Mário Prata e, por último, José Louzeiro. Hoje, a novela é escrita por um time de menor renome - sob o pseudônimo de Charlotte K. A autora mais conhecida é Yoya Wursch, que participou de tramas como "Mandacaru", da extinta Manchete, "Colégio Brasil" e "Dona Anja", ambas do SBT. Com tanta confusão e despreparo, seria surpreendente se a novela tivesse emplacado.
Agora, até a direção pode ficar comprometida. A experiente Tizuka Yamasaki deixou a novela para se dedicar à finalização do longa "Gaijin 2". Ela alegou também que só ficaria - como seu contrato previa - o tempo suficiente para dar formato ao produto. Todos os percalços de "Metamorphoses" podem justificar o fracasso, mas, curiosamente, o mesmo não ocorre com as novelas mexicanas exibidas pelo SBT. Apesar da qualidade infinitamente inferior, tem uma fatia de público que rende sempre audiência garantida para a emissora. A Record, antes de mais nada, tem de adquirir tradição em novelas. Resta saber se a emissora vai desanimar com o desempenho de "Metamorphoses" e não dar continuidade à produção de teledramaturgia, como fez depois de sucessivas tentativas com "Marcas da Paixão", "Vidas Cruzadas" e "Roda da Vida" - essa última exibida em 2001. (TV Press)

 

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