Joinville         -         Sexta-feira, 27 de agosto de 2004        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 





DO MAL
Em "Colateral", Tom Cruise é um assassino de aluguel que seqüestra um táxi em Los Angeles
Foto: Divulgação

Reflexão
sobre a juventude

Tendo como tema o massabre da escola Columbine, "Elefante", de Gus van Sant, é um dos destaques das estréias nos cinemas do Estado

Florianópolis - "Colateral", de Michael Mann, "Elefante", de Gus van Sant, "Janela Secreta", de David Koepp, "De Corpo e Alma", de Robert Altman e "Efeito Borboleta", de Eric Bress e J. Mackye Gruber, são as estréias das salas de cinema catarinense desta semana.
Palma de Ouro em Cannes, 2003, "Elefante" é atração na tela do Clube de Cinema Nossa Senhora do Desterro (Cinema do CIC), na Capital. O filme de Van Sant recria a tragédia da Columbine High School, no Colorado, Estados Unidos, quando dois alunos mataram 13 pessoas e em seguida se suicidaram. O incidente foi objeto do documentário "Tiros em Columbine", de Michael Moore, premiado com o Oscar 2003. Ao contrário da obra de Moore, que formula hipóteses em torno da gênese da violência na cultura americana, "Elefante" não entra na psicologia e nem avança em explicações sobre o comportamento dos dois assassinos, deixa apenas uma inquietação no ar.
Gus Van Sant faz um mergulho vigoroso no universo adolescente. Com elenco de novatos, destaque para Alex Frost e Eric Deulen, reconstitui o universo de uma escola de classe média alta em Portland, Oregon. O diretor esmiuça o cotidiano dos jovens, suas manias, futilidades, namoros, problemas com as autoridades e conversas banais, com uma riqueza de detalhes que aproxima o longa-metragem de um tom quase documental.
"Colateral" traz o astro Tom Cruise em papel de vilão. Ele encarna um assassino de aluguel que seqüestra um táxi em Los Angeles para cumprir uma missão: assassinar cinco testemunhas de processo contra um cartel do narcotráfico. O motorista do carro (Jamie Fox), é obrigado a seguir as ordens do criminoso e ainda lidar com a possibilidade de ser morto a qualquer momento, já que o passageiro pode usá-lo para proteção pessoal.
Robert Altman está de volta à cena com "De Corpo e Alma", que conta o drama de uma bailarina (Neve Campbell). Os conflitos começam logo após ela se tornar a estrela principal de uma conceituada companhia de dança.
"Efeito Borboleta" retoma o tema de infâncias problemáticas. Narra as dificuldades de um homem (Asthon Kutcher), que luta para esquecer fatos de sua infância. Para tanto, ele decide realizar uma regressão onde volta também fisicamente ao seu corpo de criança, tendo condições de alterar seu próprio passado.
Johnny Deep protagoniza o suspense "Janela Secreta". Interpreta um escritor em crise, que acaba de se separar de sua mulher (Maria Bello). Ele decide se isolar em uma cabana, mas um homem misterioso (John Turturro), começa a atormentá-lo.


Recepção negativa não
deve atrapalhar "Procuradas"

LUIZ CHRISTIANO

Florianópolis - A recepção negativa por parte da crítica do longa-metragem catarinense "Procuradas", dirigido por Zeca Pires e José Frazão, durante o Festival de Gramado - Cinema Brasileiro e Latino, encerrado no domingo, pode render bons frutos. Pelo menos, essa é a opinião dos dois cineastas, que esperam se valer da polêmica em torno do filme para lançá-lo nacionalmente. Após a exibição no festival, algumas resenhas na imprensa do País chegaram a incluir o filme no rol das "pornochanchadas" e dirigiram críticas ao fato de a produção não se definir nem como ficção e nem como documentário.
Para Frazão, que está no Rio de Janeiro, a "polêmica sempre ajuda". "A gente não fez qualquer divulgação por aqui (Rio) antes de Gramado, mas muita gente sabe de 'Procuradas', sabe que causou polêmica. Achei proveitoso (receber as críticas). O filme tem um potencial comercial muito grande porque despertou curiosidade", avalia. "Estive em Floripa depois de Gramado, e fui a uma locadora na Lagoa. A dona comentou que quatro pessoas já haviam pedido por 'Procuradas'", destaca o diretor, lembrando que a produção ainda não está disposta para locação.
Zeca Pires lembra que até o quarto dia de exibições em Gramado, "Procuradas" figurava com 57% de preferência do público, em uma pesquisa de opinião na página na Internet de um jornal gaúcho. "A repercussão junto ao público que assistiu ao filme foi boa. Já a da crítica foi dividida", ressalta. É com base nessas evidências que os cineastas esperam um resultado positivo da reunião que Pires terá, na próxima segunda-feira, com uma distribuidora, cujo nome prefere não revelar.
Além desse encontro, outra audiência está programada com um representante da empresa Arcoíris Cinemas, proprietária de salas de projeção em Estados como Santa Catarina, Brasília, São Paulo e Paraná, entre outros. Em princípio, Zeca e Frazão almejam lançar o filme apenas em salas catarinenses, a fim de alcançar uma boa média de público por cópia, fator preponderante para que consiga distribuição em todo o Brasil.
Por ora, Pires sente-se dividido. Quer mostrar logo o filme em Florianópolis, numa forma de prestar contas aos espectadores sobre a produção, propagandeada à exaustão nos últimos meses. Ao mesmo tempo, quer colocá-la nas salas imediatamente depois da estréia, até para "aproveitar a mídia espontânea", como diz. Enquanto o colega negocia distribuição e exibição do longa, Frazão trabalha as traduções para futuras legendas em inglês e francês, com o objetivo de levar "Procuradas" a festivais internacionais.


"Olga" privilegia
romance e não a história

LOLA ARONOVICH
Especial para A NOTÍCIA

Depois de passarem o trailer de "Olga" 572 vezes, finalmente chega o filme em si. E é uma decepção. Quer dizer, eu imaginava que a prévias era cheia de lugar-comum pra chamar público, mas supunha que o longa fosse mais profundo. E não é. Eu não li o best-seller do Fernando Morais, mas tudo que a gente precisa saber sobre Olga Benário está em qualquer resenha sobre o livro: que a comunista alemã e judia se apaixonou por Luís Carlos Prestes, que ele perdeu sua virgindade com ela aos 37 anos, que ela engravidou dele, e que foi deportada por Getúlio Vargas de presente para Hitler, que a assassinou num campo de concentração. Aí vem o diretor Jayme Monjardim declarar que fez um filme pra quem nunca ouviu falar de Olga.
O drama não se cansa de mostrar tudo aquilo que a gente já conhece. E reduz o passado de dois revolucionários, Olga e Prestes, à uma mera história de amor que podia ser sobre qualquer casal. Qual a vantagem de contar a trajetória de um par de guerreiros e deixar de lado a política? O belo "Diários de Motocicleta" não nos fazia pegar em armas, mas causava uma certa nostalgia. A gente no mínimo saía com saudade do Che. A gente sai de "Olga" achando o quê? Ah, que o amor é lindo. E que o nazismo é mau. Eu já sabia disso.
O filme comete vários clichês pequeno-burgueses pra falar de uma revolucionária. Mostra um pedacinho do treinamento militar da durona Olga, antes que ela conheça Prestes, caia de amores por ele, e decida que o valor mais importante do mundo é, no fundo, a maternidade. E tirando o sacrifício físico da Camila Morgado (perder alguns quilos, raspar a cabeça), a atriz não tá grande coisa, já que mantém sempre o mesmo tom de voz. Claro que, comparada à atuação da Fernanda Montenegro, a Camila merece um Oscar. Nunca pensei que algum dia eu ia desmerecer a Fernanda, mas eis a única novidade que o filme nos proporciona. Quem se sai melhor é Caco Ciocler, que faz Prestes.
Alguns espectadores que amaram "Olga" andam dizendo que ele é tão maravilhoso em termos de fotografia e som que nem parece filme brasileiro. Eu não posso compartilhar de um argumento preconceituoso desses porque acho que o cinema nacional tá indo muito bem, obrigado. Mas espero sinceramente que uma multidão lote os cinemas pra ver "Olga", ainda mais agora em que se discute o meio século da morte de Getúlio. Nem que seja pra essa multidão sair falando "Olha só! Os comunistas também amam!" e "Uau! Filme brasileiro pode ter padrão americano!". E como pode...


Jorge Pedro Sousa
analisa as técnicas do jornalismo

Pesquisador do tema, autor português lança, hoje, três livros nos quais aborda vícios e virtudes da imprensa

Florianópolis - O jornalismo ganha três novos estudos sobre sua existência. O pesquisador e professor de comunicação Jorge Pedro Sousa lança, hoje, na Capital, uma coleção de obras que podem servir tanto para estudantes quanto para leigos interessados em saber como funcionam algumas técnicas e alguns vícios da imprensa.
Em uma das publicações, com o título auto-explicativo de "Fotojornalismo: Introdução à História, às Técnicas e à Linguagem da Fotografia na Imprensa", Sousa faz uma quase-enciclopédia sobre o uso das imagens nos jornais impressos, abordando suas mensagens intrínsecas, os gêneros e a ética que se deve seguir. Já "Introdução à Análise do Discurso Jornalístico Impresso: um Guia para Estudantes de Graduação" é um auxílio aos futuros jornalistas, que, enquanto estudam, se empenham em esmiuçar a escrita na imprensa, um dos assuntos mais explorados nas ciências humanas.

PESQUISA

O mais complexo dos títulos lançados hoje, "Elementos de Teoria e Pesquisa da Comunicação e da Mídia", foi escrito para ser um apoio à disciplina de teoria da comunicação, na Universidade Fernando Pessoa, na cidade do Porto, em Portugal, onde leciona. O resultado foi tão satisfatório que o pesquisador resolveu publicá-lo e difundi-lo entre estudantes.
Antes de ingressar definitivamente na área da pesquisa em comunicação, o professor português trabalhou nas redações dos diários lusitanos "Primeiro de Janeiro" e "Notícias", na editoria de Política e também como repórter fotográfico, e na "Rádio Press", com informação geral. Em conversa com o jornalista Jeferson Lima, disse, que "ser jornalista é prestar um serviço público", na edição de 28 de maio de 2001, de A Notícia. "O jornalista deve ser um prestador de informação necessária para que os cidadãos possam viver a sua cidadania", discursou.

O QUÊ: Lançamento dos livros FOTOJORNALISMO..., 128 páginas, DISCURSO JORNALÍSTICO IMPRESSO..., 224 páginas, e DA COMUNICAÇÃO E DA MÍDIA..., 456 páginas, de Jorge Pedro Sousa, editora Letras Contemporânes. QUANDO: Hoje, das 20h30 às 22h. ONDE: Livraria Livros & Livros, rua Jerônimo Coelho, 215, Centro, Florianópolis, tel.: (48) 3028-6244. QUANTO: R$ 26,00, R$ 36,00 e R$ 61,00, respectivamente.


Corpo inspira
desenhos de João Evangelista

Florianópolis - A Aliança Francesa da Capital sedia, a partir de hoje, mostra de arte com trabalhos assinados por João Evangelista de Andrade Filho. O administrador do Museu de Arte de Santa Catarina (Masc) comemora 60 anos de arte com a exposição Do traço, do Pincel e das Penas, na qual apresenta desenhos criados compulsivamente em cinco fins de semana.
Desde 1941, João Evangelista se dedica ao desenho, que estudou com Judith Fortes, aluna predileta de Franz Pelitcheck. Sua primeira exposição foi realizada em 1946, em Porto Alegre. De 1949 é o desenho que faz parte do acervo do Masc. As inúmeras atividades as quais desde meados dos anos 50 tem se dedicado, o distanciaram no desenho, agora retomado.
O artista está entre os professores fundadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade de Brasília (UnB). Fundou e dirigiu o Museu de Arte de Brasília e foi, por duas vezes, diretor do Masc. Tornou-se historiador, ensaísta, poeta e paleógrafo.
À atual série de desenhos teve início com um vidro de tinta nanquim, usada durante cinco fins de semana em mais de 200 trabalhos, que correspondem a diversas experiências e linguagens. Na exposição, que tem um caráter didático, o tema é um só: o corpo humano, que funciona como pretexto, quer represente um nu, quer seja a figura de uma pessoa que revele em sua atitude a profissão ou condição de vida.

IRONIA

Ilustrador de livros, assinou os desenhos que aparecem em seu auto tragicômico "Brazil 500 annús", que escreve em português arcaico e lançou por ocasião das comemorações pelo descobrimento do Brasil, em 2000.

O QUÊ: Exposição DO TRAÇO, DO PINCEL E DAS PENAS, de João Evangelista de Andrade Filho. QUANDO: Abertura hoje, 19h. Até 6/ 9. ONDE: Aliança Francesa, rua Visconde de Outro Preto, 282, centro, Florianópolis. QUANTO: Gratuito.


Crônica

Olsen Jr. - Especial para A Notícia

Não aceito devoluções

Certas situações se reproduzem no cotidiano e você fica com a impressão de que aquilo só poderia ter ocorrido no cinema. Dia desses fui visitar uma tia (irmã de minha mãe) em Mafra, Planalto Norte do Estado. Ela estava fazendo 82 anos, e isto pensei, não é para qualquer um. Ainda bem que foi só um dia, porque com tantas "guloseimas" elaboradas para a ocasião, mais um pouco e teria que ser internado num spa. Na volta, visita a um irmão em Rio Negrinho e outro em São Bento do Sul. Sigo a viagem para Florianópolis. Em Itapema, paro no Café Colonial ao lado do Flamingo, cujo ecônomo, Sr. Rudibert (um alemão da gema, queria o quê?) é uma pessoa muito divertida, gosta muito de contar "piadas de alemão", e como afirmava o crítico americano H.L.Mencken "quando um homem ri de seus problemas, perde um monte de amigos. Eles nunca o perdoam pela perda de suas prerrogativas".
Inverno, anoitece cedo, uma fina garoa polvilha os vidros das vitrinas e o capô dos carros. Decido fazer uma ligação no telefone público em frente, antes de entrar no Café, desço do Hägar (um poderoso Gol 1000 de cor preta) e me dirijo até a cabine. Tento três vezes uma ligação para a Musa. Em todas as tentativas, a mesma voz na secretária eletrônica, "não foi possível fazer sua ligação, favor consultar a lista telefônica", ora, pensei, então não vou saber o telefone da Musa, era só o que me faltava. Decido voltar até o "Hägar" e consultar a agenda. Chego no estacionamento, abro a porta do carro e vejo aquela bagunça, revistas para todos os lados, jornais, bolachas... olho em torno e me surpreendo dizendo "este carro não é meu". Saio apressado, fecho a porta e me dirijo para o outro veículo ao lado onde reconheço o velho "Hägar" de guerra. Levo um susto. Fico imaginando se o carro onde entrei fosse de um policial, e vendo alguém dentro, poderia concluir que estivesse sendo furtado, e naturalmente, teria o direito de salvar o "seu" patrimônio. Observo os dois automóveis, da mesma cor, do mesmo modelo e da mesma marca. Estranho que a minha chave funcionava em ambos. Comecei a rir sozinho, enquanto me dirigia ao café, faria a ligação lá dentro, e fiquei pensando - se fosse mais distraído - entrava no carro, e partia. Chegando em casa perceberia que tinha uma companhia, pergunto quem é? Ela diria "credo, querido, não reconhece a sua mulherzinha", rio e penso estar ficando louco. Depois percebo que o veículo não é o meu e tampouco a mulher. Tento desfazer o equívoco, ligo para o "cara" e digo: desculpe fulano, mas peguei o teu carro no estacionamento e a tua mulher veio junto, você ficou com o meu, precisamos fazer a troca. Ele dará uma sonora gargalhada e dirá, "problema seu, gostei do teu carro, embora ele tenha estranhado a maneira espalhafatosa com que dirijo, parece que me rejeita"...e quanto a mulher? - Insisto, "estás brincando, não aceito devolução, troca é troca e bate o telefone na minha cara.
Contei para o Rudibert a história, mas ele pensa que estou inventando.

  • Olsen Jr., escritor


Múltiplas

Meireles na internet

Está lançado o endereço na Internet do museu Vítor Meireles: www.museuvictormeirelles.org.br. A página foi criada e desenvolvida pela artista Aline Dias e tem por objetivo ampliar a divulgação das atividades do museu e contribuir com uma fonte de pesquisa sobre o local e o pintor na rede. O endereço virtual conta com programação semanal e relação de obras dispostas à visitacão. O espaço físico funciona na casa em que morou o pintor de "Primeira Missa no Brasil", em Florianópolis. O prédio fica na antiga rua do Açougue, que hoje leva o nome do artista, e abrigava também a mercearia do pai de Meireles. Rua Vítor Meireles, 59, centro, tel.: (48) 222-0692.

Ator preso
O ator Danny Glover (foto) foi preso em um protesto, quarta-deira, em frente à embaixada do Sudão, em Washington, nos Estados Unidos. No local, ele falava para uma multidão, que se reuniu para exigir o envio de uma força para manter a paz e interromper a violência na região sudanesa de Darfur. Calcula-se que um milhão de sudaneses abandonaram suas casas para escapar dos ataques de milícias árabes, que têm apoio do próprio governo do Sudão. O ator, conhecido no cinema por sua atuação na série de filmes "Máquina Mortífera", foi acusado pelo serviço secreto dos EUA de promover a desordem e de reunir pessoas de forma ilegal. Em 2003, ele também criticou a postura dos Estados Unidos em relação a países como Iraque e Cuba.

Moda
Jackson Araújo, editor de moda da página Érika Palomino na Internet e da revista "Moda", do jornal "Folha de S. Paulo" realiza hoje, às 18 horas, a palestra A Importância da Identidade Regional, no Sindicato do Vestuário de Jaraguá do Sul. O evento, aberto a profissionais e estudantes da área, é promoção do grupo Santa Catarina Moda Contemporânea, formado por 11 empresas do ramo têxtil, que visa resgatar o conceito de que o Estado faz e dita moda. Rua Francisco Fischer, 60.



Durante nove dias, mais de 30 mil pessoas assistiram as peças apresentadas tanto em espaços oficiais quanto nas ruas da cidade
Foto: Divulgação

Teatro aberto
para as crianças

Festival em Blumenau encerra com programação especial que inclui a encenação de "Megera quem Dera... Preguiça já Era"

LILIANi BENTO
especial para a notÍcia

Blumenau - O 8o Festival Nacional de Teatro Infantil de Blumenau (Fenatib) fecha as cortinas hoje, totalizando 30 apresentações em diferentes palcos da cidade. Esta edição bateu recorde de público, com aproximadamente 30 mil espectadores, entre crianças e adolescentes. Durante todo o dia haverá uma extensa programação. 
Um dos espetáculos que será apresentado hoje é "Megera quem Dera... Preguiça já Era!", do grupo O Grito - Cia. De Theatro. Em 2003, a peça foi apresentada e fez grande sucesso com a história de Maria Moça e Moça Maria, duas irmãs ricas e conhecidas como a Megera e a Preguiçosa. No enredo, dois jovens irmãos pobres, enamoram-se das Mariazinhas e vão pedi-las em casamento a seu pai. O casamento ocorre e os dois rapazes adotam estratégias parecidas, mas com métodos diferenciados, para corrigir o defeito de suas esposas.
Além das apresentações teatrais, durante o Fenatib houve oficinas, mesas-redondas e debates. A coordenadora do Fenatib, Teresinha Heimann, diz que a dramaturgia infantil - com ênfase no ponto "como fazer teatro para crianças" - foi um dos principais temas debatidos. Este ano, o evento durou nove dias, em vez de sete, com apresentações pela manhã, tarde e noite. "Aumentamos a freqüência dos espetáculos para que mais crianças pudessem assistir", explica a coordenadora. Entre os trabalhos que chamaram a atenção do público infantil está "Os Cenouras", do grupo Valdevinos de Oliveira, do Rio de Janeiro. Utilizando clowns (palhaços), Afonso Xodó e seu ajudante Prego não precisaram fazer esforço para prender a atenção do público. Em sua aula sobre a importância da reciclagem do lixo, divertiram e ensinaram.

O QUÊ: 8º FESTIVAL NACIONAL DE TEATRO INFANTIL (FENATIB). QUANDO: Último dia. ONDE: Fundação Cultural de Blumenau, rua 15 de Novembro, 161, centro, e Teatro Carlos Gomes, rua 15 de Novembro, 1.181, centro, Blumenau, tel.: (47) 326-6874. QUANTO: Gratuito.

Programação Fenatib

Atrações do último dia do evento

"Espalhando Sonhos"
Cia. Seres de Luz Teatro
8h30 - Teatro Carlos Gomes

"Boi Viramundo"
Grupo Abaréteatro
9h30 e 15h30 - Teatro Carlos Gomes

"El Niño de Areia (Ilusiones Y Mareas)"
Compañia Omar Álvares Títeres
15h30 - Fundação Cultural de Blumenau

"Megera Quem Dera...Preguiça Já Era!"
O Grito Cia. De Theatro
20h - Teatro Carlos Gomes


"A Balsa dos Mortos"
é destaque em Joinville

Joinville - Espetáculo inédito na Oficina de Teatro da Cidadela Cultural Antarctica, amanhã e domingo, em Joinville. "A Balsa dos Mortos" será apresentada pelo Grupo Cia. Oani de Teatro - Chile/Brasil, radicada em Blumenau. Ambientado em 2050, o texto é voltado para o público adulto e fala sobre a catástrofe da Terra e suas conseqüências pelos maus tratos ao meio ambiente.
Por intermédio da manipulação de bonecos, os atores decrevem o planeta após o holocausto na chamada zona imbatível e a luta de três amigos para reverter essa situação. Com crítica positiva, o trabalho já foi apresentado, recentemente, nos festivais de Formas Animadas, em Jaraguá do Sul, e no Festival Itinerante de Teatro de Bonecos, em Joaçaba.

O QUÊ: Teatro de bonecos A BALSA DOS MORTOS. QUANDO: Amanhã e domingo, 20h. ONDE: Oficina de Teatro da Cidadela Cultural Antarctica, rua 15 de Novembro, 1.383, centro, Joinville. QUANTO: R$ 10,00 ( até uma hora antes do espetáculo).


Peças com temas
variados nos palcos catarinenses

Florianópolis - Além do encerramento do Fenatib, em Blumenau, o fim de semana reserva uma programação eclética nos palcos do Estado. Peças infantis, dramas adultos e show de humor fazem parte dos roteiros em Blumenau, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e na Capital. Os estudantes de teatro da Escola Anabá voltam a subir ao palco com a montagem "O Truão Panfalão", no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), na Capital, de hoje a domingo. O enredo tem como base o altruísmo de um humilde palhaço, que vive para alegrar a vida das pessoas, numa lição de amor incondicional, puro e verdadeiro.
Ainda em Florianópolis, a companhia de teatro Pé de Vento dá seqüência ao projeto Pé de Vento Repertório Cinco Anos, que celebra o aniversário de meia década do grupo. Em cartaz, pela segunda semana, Pepe Nuñez encarna dois palhaços: um para o público adulto, em "Pic-nic", e outro para crianças, em "Bom Apetite".
Em Blumenau e Itajaí, o Grupo de Experimentação Cênica (GpoEx) apresenta a peça "Casamento Aberto, mas nem Tanto", tradução do texto original italiano "Coppia Aperta", escrito em 1983, pelos italianos Dário Fo e Franca Rame. O espetáculo tem como pano de fundo o comportamento da sociedade da década de 1970, na qual os homens buscavam na mulher uma figura maternal e em outras mulheres, o desejo sexual.
O humorista Geraldo Magela é a atração de amanhã no Teatro Juarez Machado, em Joinville. Domingo, ele segue para Jaraguá do Sul, onde realiza única apresentação no Teatro do Centro Cultural da Sociedade Cultura Artística (Scar). Em "Ceguinho Chutando o Balde", Magela deixa ao público uma mensagem de otimismo com base em sua experiência de deficiente visual.

O QUÊ: Peça O TRUÃO PANFALÃO. QUANDO: Hoje, amanhã e domingo, 20h. ONDE: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), rua Marechal Guilherme, praça Pereira Oliveira, 26, centro, Florianópolis, tel.: (48) 212-2356. QUANTO: R$ 5,00 (antecipado)/R$ 10,00 (na hora).

O QUÊ: Peça PIC-NIC. QUANDO: Hoje, amanhã e domingo, 20h. ONDE: Teatro da Igrejinha da UFSC, Praça Santos Dumont, 117, Campus Universitário UFSC, Trindade, tel.: (48) 331-9348. QUANTO: R$ 15,00.

O QUÊ: Peça BOM APETITE. QUANDO: Amanhã e domingo, 16h. ONDE: Teatro da Igrejinha da UFSC. QUANTO: R$ 12,00.

O QUÊ: Peça CASAMENTO ABERTO, MAS NEM TANTO. QUANDO: Amanhã, 20h30. ONDE: Teatro Municipal de Itajaí, rua Gregório Chaves, 11, Fazenda, tel.: (47) 349-6447. QUANTO: R$ 10,00/R$ 5,00 (estudantes e idosos).

O QUÊ: Peça CASAMENTO ABERTO, MAS NEM TANTO. QUANDO: Domingo, 20h. ONDE: Teatro Carlos Gomes, rua 15 de Novembro, 1.181, centro, Blumenau, tel.: (47) 326-7166. QUANTO: R$ 10,00/R$ 5,00 (estudantes e idosos).

O QUÊ: Humorístico CEGUINHO CHUTANDO O BALDE, com Geraldo Magela. QUANDO: Amanhã, 20h. ONDE: Teatro Juarez Machado, anexo ao Centreventos Cau Hansen, av. José Vieira (Beira-rio), 315, centro, Joinville, tel.: (47) 423-3790. QUANTO: R$ 20,00 (antecipados)/R$ 25,00 (na hora).

O QUÊ: Humorístico CEGUINHO CHUTANDO O BALDE. QUANDO: Domingo, 19h. ONDE: Teatro da Sociedade Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz, 160, Jaraguá do Sul, tel.: (47) 275-2477. QUANTO: R$ 20,00 (antecipado)/R$ 25,00 (na hora).


Zé Ramalho: apresentação inspirada na última trilogia do músico
Foto: Arquivo AN 17/4/2002

Flávio Venturini
e Zé Ramalho se apresetam no Estado

Brusque - O cantor e compositor mineiro Flávio Venturini se apresenta, domingo, no Teatro da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com o show "Porque não Tínhamos Bicicleta", com repertório do seu último CD, lançado este ano. A promoção, da Univali e Associação das Voluntárias pela Infância Saudável (Avisa) terá renda revertida para o Hospital Universitário Pequeno Anjo. O Quinteto de Metais da Banda Sinfônica Univali abre o show.
Venturini resgata memórias do seu tempo de infância, em Minas Gerais, com a experiência de vida dos seus 55 anos de idade. Novas canções como "Céu de Santo Amaro", tema da novela global Cabocla, "Trator", escrita em parceria com Fernando Brandt, "Alma de Balada" e "Sonhos e Pedras", de Murilo Antunes, fazem parte do espetáculo. Antigos sucessos como "Todo Azul do Mar", Mais uma Vez", "Uma Velha Canção Rock'n'roll", "Noites com Sol" e "Espanhola", do início de sua carreira, junto ao 14 Bis, também integram a apresentação.

Zé Ramalho

Em Rio do Sul, Zé Ramalho volta a fazer show em solo catarinense com "Estação Brasil", álbum que fecha a trilogia iniciada em 1997, com "Antologia Acústica", seguida por "Nação Nordestina". A apresentação, inspirada nos três álbuns, faz uma releitura dos últimos 50 anos de música brasileira. As canções foram escolhidas a partir da influência que tiveram sobre a carreira do cantor e compositor. No repertório, Ramalho traz 15 clássicos, entre eles "Águas de Março", de Tom Jobim, "Tempos Modernos", de Lulu Santos, e "O que É o que É", de Gonzaguinha.

O QUÊ: Show com FLÁVIO VENTURINI. Quando: Domingo, 20h. Onde: Teatro da Univali. Rua Uruguai, 458, Itajaí. Quanto: Antecipados a R$ 15,00 (Lanchonete Pedro, Associação dos Funcionários da Univali (Afuvi) e Associação dos Professores do Ensino Superior de Itajaí (Apesi), no campus da Univali em Itajaí; loja CD Company, no Itajaí Shopping Center; livraria Casa Aberta, Posto Fazendão e Casa da Cultura Dide Brandão. Em Balneário Camboriú, no Portal Univali, no Atlântico Shopping, e na Agência Acadêmica de Turismo (Acatur), no campus da Univali. Em Blumenau, na Burnetti Discos. Informações: (47) 341-7580 e (47) 341-7978.

O QUÊ: Show de ZÉ RAMALHO. QUANDO: Amanhã, 22h. ONDE: Centro de Eventos Hermann H. Purnhagen, rua Wenceslau Borini, 2950, Canta Galo, Rio do Sul. QUANTO: Não divulgado


Salada sonora com rock,
pop e clássicos românticos

Florianópolis - Uma verdadeira salada musical está preparada para o fim de semana no Estado. Na Capital, hoje, a Bandit estende o projeto 12:30 e toca no interior da Ilha. À noite, tem música instrumental em São José, que domingo recebe um grupo vocal. Amanhã, Jaraguá do Sul é o itinerário do espetáculo "Unforgettable", com Jeff Keller e Márcia Méll.
Projeto que ocorre tradicionalmente na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na Capital, o 12:30 vira Intercâmbio Catarinense: Circuito Grande Florianópolis. Na estréia do novo formato, o grupo Bandit toca na Escola Básica Estadual Dom Jaime Câmara, no Ribeirão da Ilha. No show, estarão músicas próprias e releituras de Os Mutantes, Barão Vermelho, Caetano Veloso, James Brown e Jamiroquai, entre outros.
Em São José, à noite, o grupo instrumental Brasil Papaya volta à cena, com um show no qual grava a canção "Kichute", ao vivo no Teatro Adolpho Mello, que integra o álbum que a banda lança até o fim deste ano. A apresentação especial terá como convidados Marcos Gaitero, na gaita de oito baixos, e Andrey Garcia, nos teclados.
Também amanhã, os cantores Jeff Keller e Márcia Méll dão seqüência à segunda turnê do espetáculo "Unforgettable", na Sociedade Cultura Artística (Scar), em Jaraguá do Sul. No palco, o duo interpreta músicas que alcançaram a fama pelas telas do cinema, acompanhado da Phanton Band.
No domingo, ao invés de canções de cinema, clássicos da música nacional serão interpretados pelos 15 integrantes do grupo Vozes de Dom Orione, em duas apresentações, em São José. Serão interpretadas 18 canções, entre as quais sucessos como "Brincar de Viver", "Sal da Terra" e "Todo Azul do Mar".
O QUÊ: Show de BANDIT. QUANDO: Hoje, 13h30. ONDE: Escola Básica Estadual Dom Jaime Câmara, rod. Baldicero Filomeno, 7.821, Ribeirão da Ilha, Florianópolis, tel.: (48) 337-5097. QUANTO: Gratuito.

O QUÊ: Show de BRASIL PAPAYA. QUANDO: Amanhã, 21h. ONDE: Teatro Adolpho Mello, praça Hercílio Luz, centro histórico, São José. QUANTO: R$ 15,00 (somente antecipados, nas lojas Roots Records e Arsenal CDteca).

O QUÊ: Show UNFORGETTABLE, com Jeff Keller, Márcia Méll e Phanton Band. QUANDO: Amanhã, 21h. ONDE: Teatro da Sociedade Cultura Artística (Scar), rua Jorge Czerniewicz, 170, Jaraguá do Sul, tel.: (47) 275-2477. QUANTO: R$ 30,00/R$ 15,00 (para quem doar um quilo de alimento ou um agasalho).

O QUÊ: Show do grupo vocal VOZES DE DOM ORIONE. QUANDO: Domingo, 18h30 e 21h. ONDE: Teatro Adolpho Mello. QUANTO: R$ 5,00, mais um quilo de alimento não-perecível).


Festas no Vale e na
Ilha esquentam sexta e sábado

Florianópolis - Duas grandes festas estão programadas entre o Vale do Itajaí e a Capital, hoje e amanhã. Em Blumenau, nesta noite, a Rivage lança a programação do fim de semana com uma festa que prevê desde show ao vivo à discotecagem de som eletrônico e pagode. Em Floripa, a tradicional Choppada da Esag muda de sede e reúne três bandas na X Music Hall. Na Rivage, a barulheira inicia-se às 23 horas, com a festa de comemoração aos quatro anos do site Agitos.com e o show da banda Estatura Mediana, na pista Dreams. Volnei Souza e Marky Gy serão os mestres de cerimônia, esquentando a pista com uma mistura de ritmos. Na pista Sky, estarão os DJs Fuse e Brothers, e na pista Emotion, os grupos Toque de Simplicidade e Sem Abuso tocam pagode.
Na Capital, a edição de amanhã da Choppada da Esag ocorre fora do campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), sua antiga sede. Na X Music Hall, a programação prevê a apresentação das bandas Willy Trip, Sallamantra e Ipsis Litteris. Fora do espaço de shows, o grupo Katendê desfila seu repertório de pagode na creperia, enquanto os DJs Ely e Rolf Krueger tocam techouse na pista principal.

O QUÊ: Festa com ESTATURA MEDIANA. QUANDO: Hoje, 23h. ONDE: Rivage, rua 25 de julho, 907, Itoupava Norte, Blumenau, tel.: (47) 323-2296. QUANTO: R$ 8,00.

O QUÊ: CHOPPADA DA ESAG. QUANDO: Amanhã, 22h. ONDE: X Music Hall, rod. Maurício Sirotsky Sobrinho, km 1,5, Jurerê (próximo ao elevado da SC-401), tel.: (48) 282-2054. QUANTO: R$ 10,00 (primeiros mil ingressos masc. antecipados)/R$ 15,00 (seqüentes masc.)/R$ 20,00 (masc., na hora)/ Gratuito (fem., até 1h)/R$ 10,00 (após 1h).
Manchetes AN

 Das últimas edições de Anexo
26/08 - Sons do vale
25/08 - O brilhantismo de Truman Capote
24/08 - Teatro de papel
23/08 - "Vida de Menina" faz a festa em Gramado
22/08 - Nos trilhos da história
21/08 - Corpos ao sol

Leia também

ZAP

SEM HUMOR
Em "Começar de Novo", Vladimir Brichta viverá personagem sério
Foto: Carta Z Notícias/Jorge Rodrigues Jorge

Fase dramática

Vladimir Brichta teve seu desejo atendido em "Começar de Novo", nova novela das sete da Globo que estréia na próxima segunda. O ator não queria continuar fazendo apenas humor na TV, mesmo tendo se destacado no gênero em "Coração de Estudante" e "Kubanacan". Na trama de Antônio Calmon, ele vive um personagem heróico, mas sério. Pedro tem uma relação conflituosa com a família, principalmente com o pai, Anselmo, vivido por Werner Schünemann. "Estava me sentindo limitado na TV. Além do mais, a comédia não é a minha praia. Sempre fiz porque ator que não tem humor, principalmente no teatro, fica capenga", justifica.

Foi bem
A atuação de Leandro Firmino em "A Diarista", como Figueira, o dono da agência de empregos na qual Marinete, a protagonista vivida por Cláudia Rodrigues, consegue suas diárias. O estilo debochado de falar do ator deixa qualquer cena engraçada.

Foi mal
O tom de barraco que sempre impera nos debates promovidos pelo "Superpop", da Rede TV!. É desagradável ouvir tanta falação, gritaria e troca de acusações.

"Sem medo, a vida seria chata. Deus é absoluto, mas deve ser um entediado."
Reginaldo Farias
, o Joaquim de "Cabocla"

Registro
Em comemoração ao aniversário de 35 anos do "Jornal Nacional", que ocorre em 1o de setembro, a Globo Vídeo, em parceria com a Som Livre, vai lançar um DVD. No disco, estarão 14 séries especiais exibidas desde 2001 e 63 reportagens que marcaram a história do País. Além disso, haverá imagens da primeira edição do "JN", apresentada por Cid Moreira e Hilton Gomes. Mas o DVD não vai se focar apenas no passado. Também serão mostradas cenas de bastidores do telejornal, desde a chegada do apresentador e editor-chefe, William Bonner, na emissora, até a reunião de pauta e a correria para colocar o jornal no ar.

Fim de ciclo
Está quase chegando ao fim o reinado de Sérgio Hondjakoff em "Malhação". Depois de quase cinco anos interpretando o descolado Cabeção, o ator deixará o "folheteen" da Globo no final desta temporada, em dezembro. Sérgio, que andou fazendo reportagens para o "Vídeo Show", está confirmado no elenco do longa "Guerra dos Sexos", baseado na novela homônima de Sílvio de Abreu exibida em 1983.

Rápidas

LONGA JORNADA - O tour pela Europa que Priscila Fantin está fazendo para gravar o programa "Mundo Afora OI", do GNT, continua a todo vapor. A atriz e agora apresentadora, que já passou por Portugal e Espanha, está na Grécia. Em seguida, ainda vai passar por mais quatro países. A estréia de "Mundo Afora OI" está prevista para outubro.

FUNÇÃO - Leonor Corrêa, diretora do "Boa Noite Brasil", da Band, pretende assumir também o "Sabadaço", ambos apresentados por Gilberto Barros. A intenção é diferenciar bastante um programa do outro.

SUCESSO - Depois de 20 anos de transmissão no Brasil pelo SBT, o seriado mexicano "Chaves" vai ser tema de um livro, escrito pelos jornalistas e fãs Luís Joly, Fernando Thuler e Paulo Franco. "Chaves: Foi sem Querer Querendo" conta a curiosa história de um programa simples que conquistou milhares de admiradores.

RELIGIOSA - A exemplo de Deborah Secco, já escalada para viver a protagonista de "América", Juliana Paes também volta ao batente na trama de Glória Perez. Na próxima novela das oito da Globo, interpretará uma evangélica. Em "O Clone", também de Glória Perez, Juliana foi Karla, uma moça interesseira de São Cristóvão que aplicou o golpe da barriga em Otávio, personagem de Victor Fasano.



TRABALHO
Além de "Senhora do Destino", ator vai fazer teatro
Foto: Carta Z Notícias/Luiza Dantas

O lado
bom de ser mau

Papel de Josivaldo foi escrito para José de Abreu

Rio de Janeiro - Até bem pouco tempo, José de Abreu tinha uma galeria de personagens formada quase na totalidade por tipos simpáticos, como o locutor Tonhão, de "Bebê a Bordo", ou o médico Daniel, de "História de Amor". A partir do capataz Eriberto, de "Porto dos Milagres", tudo mudou. Depois, o ator foi designado para viver o obcecado Bruno Vargas, de "Desejos de Mulher", e agora é a vez do interesseiro Josivaldo, de "Senhora do Destino". Mas o marido ausente de Maria do Carmo, papel de Suzana Vieira, é o primeiro escrito realmente para ele. "O Eriberto era do Kadu Moliterno e o Bruno, do Marcos Paulo. E os dois sobraram para mim", esquiva-se o ator.
Apesar de emendar personagens "do mal", o público aparentemente continua vendo José com muito bons olhos. Ele não sabe dizer se é pelo histórico de papéis bonzinhos ou pelo estilo brincalhão, mas o fato é que nunca foi maltratado nas ruas. "As pessoas dividem bem as coisas. Dizem: 'Seu personagem é muito ruim, odeio quando ele aparece, mas sei que o senhor não é assim'", arremeda, orgulhoso. A mesma pontinha de vaidade aparece quando José de Abreu conta que o autor Aguinaldo Silva e o diretor Wolf Maya esperam dele um "vilão gato". "Eles querem o Josivaldo como uma possibilidade de desenvolver relações amorosas na trama, inclusive com mulheres mais jovens", gaba-se.
Aos 58 anos, José de Abreu usa a própria fama de namorador como anedotário. E pretende até transformar as histórias em espetáculo. Ainda durante a novela, ele pretende montar a stand-up comedy "Amestrando Orgasmos". O texto, de Nelson Motta inspirado em textos de Ruy Castro, mistura ficção e realidade ao falar de sexo. "Tem tudo a ver com meu jeitão", reconhece, entre risos. Enquanto isso, o ator pretende exercitar bastante a maldade na TV. "É muito fácil fazer o galã. Basta decorar o texto, chegar lá e fazer cara de zen. Zen eu já sou por natureza", jura, com seu habitual jeito escrachado.
Quando colocou a cara na telinha, em 1980, José de Abreu já tinha 13 anos de teatro. Paulista, o ator morava no Rio Grande do Sul e garante que passaria o resto da vida lá, fazendo teatro e cinema, não fosse o prêmio como melhor ator no Festival de Gramado de 1980. A atuação no longa-metragem "A Intrusa", do argentino Carlos Hugo Christensen, rendeu-lhe, além de reconhecimento, a admiração do diretor Roberto Talma, que o levou para a Globo. "Esse prêmio mudou minha vida, foi muito importante na minha chegada ao Rio", avalia o ator, que, à exceção de dois anos na Manchete, fez toda sua carreira televisiva na Globo. Entre seus personagens, ele destaca o Major Dorneles, de "Anos Dourados" - "O melhor papel da minha vida" - e o vilão Eriberto, de "Porto dos Milagres", além dos hilários Chico, de "Tititi", e Motinha, de "A Indomada". "Você começa a embarcar, esquenta a máquina e de repente ela anda sozinha. Às vezes, ria de mim mesmo, sem saber de onde tinha tirado aquilo", lembra. (TV Press)

Trajetória
"As Três Marias", 1980.
"Terras do Sem-Fim", 1981.
"Sétimo Sentido", 1982.
"Quem Ama não Mata", 1982.
"Parabéns pra Você", 1983.
"Transas e Caretas", 1984.
"Corpo a Corpo", 1984.
"Anarquistas, Graças a Deus", 1984.
"O Tempo e o Vento", 1985, Juvenal Terra.
"Tititi", 1985, Chico.
"Anos Dourados", 1986, Major Dorneles.
"O Outro", 1987, Genésio.
"Bebê a Bordo", 1988, Tonhão.
"O Primo Basílio", 1988, Julião.
"Tieta", 1989, Mascate.
"Pantanal", 1990, Manchete, Renato.
"O Canto das Sereias", 1990, Manchete.
"A História de Ana Raio e Zé Trovão", 1990, Manchete, Roberto.
"Amazônia", 1991, Manchete, Marcelo.
"Na Rede de Intrigas", 1991, Manchete, Artur.
"Renascer", 1993, Egberto.
"Sonho Meu", 1993, Geraldo.
"História de Amor", 1995, Daniel.
"A Indomada", 1997, Motinha.
"Corpo Dourado", 1998, Renato.
"Força de um Desejo", 1999, Pereira.
"Vila Madalena", 1999, Viriato.
"A Muralha", 2000, Inquisidor.
"Porto dos Milagres", 2001, Eriberto.
"Desejos de Mulher", 2002, Bruno.
"A Casa das Sete Mulheres", 2003, Onofre.
"Malhação", 2003, Paulo.

 

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