Aumento dos ataques
via Internet torna vitalo uso de arsenal para defender dados
no PC
Como
transformar seu computador numa fortaleza quase inexpugnável?
O "quase" vai por conta da afirmação
que todo perito em segurança de TI conhece: não
existe software perfeito. Dito isso, consultamos Alexandre Freire,
especialista em segurança sênior da Schlumberger
Information Solutions, para saber como se preparar antes de mergulhar
de cabeça na rede.
"No ambiente Windows XP, o mais usado atualmente, o usuário
deve ativar todas as ferramentas de segurança que vêm
nativas no sistema operacional", diz Alexandre. "Primeiro,
o update automático deve ser ativado, para que o sistema
se conecte ao site do Windows Update e atualize todos os patches
("remendos") de segurança".
Além disso, o Windows possui um firewall pessoal, o Internet
Connection Firewall, que trabalha com filtro de pacotes. "Por
default, ele já vem com tudo bloqueado, e o usuário
precisa especificar os tipos de serviço que deseja aceitar,
como usar POP3 para verificar e-mail, utilizar FTP para transferência
de arquivos e assim por diante", diz Freire.
Além disso, todas as configurações de segurança
que ficam no Painel de Controle (System Security) devem ser levadas
em conta. A personalização de senhas e contas é
um bom exemplo. "Em geral, as pessoas nem usam senha no
PC de casa, mas isso deve ser feito".
Freire diz que todos os membros da família devem ter seus
perfis definidos no sistema, com logon e senha. Também
é importante desabilitar as contas "guest" e
"administrador" do sistema operacional, as mais exploradas
em tentativas de invasão (justamente por serem comuns
em todos os tipos de sistemas).
É preciso ainda ativar a característica do sistema
que lhe permite criticar uma senha fraca criada pelo usuário
(com poucos caracteres, fácil de deduzir, e assim por
diante). E configurar o Windows para aceitar senhas com um número
mínimo de oito caracteres (com números e letras
misturados, de preferência).
"É fundamental trocar de senha periodicamente. Tem
de haver um prazo. Ninguém gosta, mas é preciso.
De preferência, 30 dias. No máximo, 60 dias",
diz Freire.
Outra boa dica é manter ativa a função Unique
Passwords, em que o Windows lembra as últimas senhas utilizadas
e não deixa o usuário bolar uma nova parecida com
elas. Freire lembra ainda que nunca, jamais, em tempo algum se
deve usar a mesma senha para PC, programas, web mail, logon no
trabalho... É um tiro no próprio pé. E,
se você trabalha numa máquina em rede, compartilhada,
e está na internet, dê uma olhada nos logs do sistema
para ver se há tentativas de invasão.
"De repente, o usuário encontra uma conta 'joãodasilva'
com diversas tentativas de logon bloqueadas. Isso quer dizer
que alguém está tentando entrar no sistema com
essa conta, cuja existência dentro da máquina foi
detectada por elementos externos. O passo seguinte é desabilitar
tal conta".
Existem ainda programas que, instalados no micro, deixam suas
próprias contas de sistema dando sopa. "Muitas vezes
alguém instala, digamos, um web server pessoal e mais
tarde, ao desinstalá-lo, a conta do software permanece
no PC, na lista de usuários. Ela deve ser desabilitada,
pois é um tipo de conta conhecida e visada. Quando alguém
quer atacar o sistema, procura logo as contas usuais do próprio
sistema operacional ou de aplicações. Olho vivo,
pois".
Desabilitar tudo
o que não é usado
Deve-se igualmente desabilitar o que não se usa. Há
vários programas rodando num sistema. Se você não
tiver impressora, para que manter funcionando os serviços
de impressão? Quem não tem compartilhamento de
arquivos numa rede local não precisa se valer do NetBIOS;
assim não se permite o serviço browser que acessa
dados compartilhados.
"Esses serviços que não estão sendo
usados expõem a máquina desnecessariamente"
diz Alexandre Freire, especialista em segurança sênior
da Schlumberger Information Solutions. Poucos são os usuários
de PCs conectados a banda larga que mudam as permissões
de acesso aos arquivos. É preciso remover aquela permissão
default de "controle para todo mundo". Pelo menos nos
arquivos de trabalho e mais pessoais, deve-se controlar o acesso
ao diretório onde tais arquivos se encontram.
Também é uma boa idéia criptografar arquivos.
Ou usando o próprio encriptador do Windows, o EFS, ou
o PGP, que trabalha com chave pública e privada. O Cypher,
da Oasys, também é ótima pedida.
"Eu criptografo todos os meus arquivos confidenciais no
notebook com ele", diz Freire. "A chave pública
fica no computador e a privada, num token. Um documento .doc
ganha extensão .doc.pgp, e eu apago o arquivo original
de minha máquina. Uso PGP igualmente no e-mail, para autenticar
e garantir a integridade dos dados".
Segundo o especialista, o PGP também oferece a possibilidade
de criar um volume virtual criptografado, via PGP Disk. Com uma
fast frase (código especial), o usuário pode montar,
quando o sistema operacional é inicializado, um disco
virtual onde podem ser armazenados com segurança arquivos
com informações delicadas.
Os passos aqui descritos representam um primeiro nível
de segurança em sua fortaleza virtual. A cereja do bolo,
aqui, é testar a segurança do sistema com o MS
Baseline Security Analyzer, que vale a pena baixar, especialmente
se há PCs em rede em casa. Com ela, faz-se um scan periódico
nos micros e apontam-se as vulnerabilidades dos usuários
presentes na rede local e os controles/patches ainda não
aplicados.
Antivírus
Depois da camada de segurança no sistema operacional,
vem a camada dos aplicativos. Entra aí o antivírus
- na verdade, segundo Freire, hoje uma verdadeira suíte
com o software contra códigos maliciosos propriamente
dito, firewall, filtros de conteúdo, entre outras coisas.
Ele usa a Internet Security Suite da McAfee e diz que ela se
porta muitíssimo bem, mas recomenda o ZoneAlarm, cuja
softwarehouse foi recentemente adquirida pela Checkpoint. A suíte
de segurança ZoneAlarm tem, segundo Freire, três
características muito interessantes. 1) Um antispam muito
eficiente, que bloqueia até phishing (aqueles e-mails
que chamam o usuário, por exemplo, a inserir dados bancários
para "recadastramento" e os levam a sites de crackers),
enviando os e-mails indesejados para uma pasta à parte
e comparando-os com os que chegam para fisgar os mais suspeitos.
2) Um filtro de conteúdo da camada de aplicações
baseado no Firewall 1 da Checkpoint, que faz uma inspeção
completíssima. E 3) capacidades de proteção
a conteúdo e comunicação através
de um plugin simulando uma VPN e criptografando até instant
messaging (em diferentes serviços).
As mensagens instantâneas estão entre os tráfegos
mais farejados pelos crackers na rede, daí a importância
desta característica. Por fim, o consultor alerta para
os perigos da própria navegação. Cuidado
com aqueles sites com "trocentos" popups - no meio
deles pode haver um em que o usuário clique desavisadamente
e pronto, entra um spyware na máquina.
Produtos &
Negócios
Câmera
digital
A Clone, empresas que comercializa acessórios para informática,
está lançando a DigiCam, uma câmera digital
que conta com recursos como visor LCD, zoom digital e com uma
resolução de 2.0 megapixel. Além da função
de câmera digital, o aparelho pode gravar pequenos filmes,
quando ajustada à função filmadora digital
ou ser utilizada como web cam, em chats, cursos ou vídeo
conferências. A DigiCam vem acompanhada por quatro softwares
que auxiliam na edição, visualização
e organização das imagens. O preço sugerido
é de R$ 720,00. Compatível com Windows 98/98SE/2000/ME/XP,
o modelo exige computador com porta USB.
Tocador
de MP3
A BenQ Corporation, desenvolvedora de equipamentos de tecnologia,
lança no Brasil um mix de gravador de áudio MP3
e acessório de moda, o Joybee 102R. O equipamento é
redondo, com 4,1 cm de altura e de largura, 8 mm de espessura
e 16 gramas, podendo ser usado como pingente de colar, ornando
cintos entre outras opções. Vem nas cores púrpura,
verde ou laranja. O Joybee 102R reproduz música digital
nos formatos MP3/WMA/WAV em até 10 horas contínuas.
Utiliza memória flash para armazenar dados e música.
O modelo que chega ao Brasil traz 128 MB de memória e
sua alimentação de dados com PC ou notebook é
via cabo USB 2.0. Com o software BenQ,s QMusic, escolhe-se ou
edita-se a seleção de músicas de forma rápida
e simples. O 102R também traz o software Windows Media
para baixar músicas sem problemas de portais autorizados.
O preço sugerido ao usuário final no Brasil é
de R$ 550,00.
Praias catarinenses
Para quem pretende viajar por Santa Catarina e desfrutar das
suas praias, o site www.qlitoral.com.br
é um instrumento de ajuda que pode tornar sua viagem mais
tranqüila e segura. São mais de 200 praias catalogadas,
com informações sobre localização,
vias de acesso, infra-estrutura, condições de balneabilidade,
comércio, vida noturna, eventos e outros atrativos. As
informações abrangem hotelaria, pousadas e meios
de hospedagem alternativos, além de restaurantes, bares
e serviços como saúde, segurança e transportes.
Drive
portátil
Para simplificar o transporte de conteúdo digital, a Western
Digital lança os discos rígidos USB Portáteis
WD Passport. Disponíveis nas capacidades de 40 ou 80 GB
os modelos são equipados com discos rígidos Eide
da WD Scorpio com 2,5 polegadas. Os WD Passport foram projetados
para funcionar como uma pasta digital de arquivos, permitindo
ampliar o armazenamento, fazer um backup do notebook, compartilhar
arquivos entre computadores. Um drive WD Passport de 80 GB pode
armazenar aproximadamente 20 filmes com qualidade de DVD de 2
horas ou mais de 1.300 horas de música. A sugestão
de preço no varejo para o drive com capacidade de 40 GB
é de R$ 999,00. O de 60 GB custa R$ 1.250,00. Outras informações
em www.hitech.com.br.
Jogo
Vengeance
Uma saga em ambiente medieval na qual os personagens que comandam
o espetáculo são duas princesas, Victoria e Julia,
respectivamente mãe e filha. Esse é o diferencial
de Tribes: Vengeance, jogo da Vivendi Universal Games (VUG).
A narrativa é um dos pontos altos do lançamento.
O jogador é envolvido em uma trama em que vivencia o ponto
de vista de seis personagens em diferentes momentos. No presente,
ele assume a personalidade da princesa Julia, que quer entender
sua origem e o que aconteceu com seus pais, a princesa Victoria,
filha do imperador, e Daniel, chefe do clã Phoenix. No
decorrer do jogo, porém, o usuário muda de perspectiva,
atuando como Victoria 20 anos antes e também como Daniel
e três outros personagens, incluindo um caçador
de prêmios, em uma série de conflitos. Os requisitos
mínimos de sistema são processador de 1,3 GHz com
256 MB de memória RAM, placa de vídeo 3D com 64
MB, placa de som compatível com DirectX, 3 GB de espaço
no HD, Windows 98/ME/2000 ou XP. O preço sugerido é
de R$ 89,90. Outras informações em www.tribesvengeance.com.
Game
Dawn of War
A Moving Imagem e Editora anunciou que trará para o Brasil
o jogo de estratégia em tempo real Warhammer 40,000: Dawn
of War, inspirado em um jogo de tabuleiro de mesmo nome. Ambientado
em um universo pós-apocalíptico, a história
do game ocorre em um futuro distante. O jogador controla uma
das quatro raças disponíveis - marines (humanos),
orcs, eldar e chaos - cada uma com habilidades e características
próprias. O objetivo é construir bases e conquistar
pontos estratégicos. Quanto mais pontos estratégicos
conquistados, mais unidades o exército terá para
enfrentar os inimigos e vencer a disputa. As unidades, assim
como no jogo de tabuleiro, podem ser pintadas. O lançamento
está previsto para janeiro de 2005.