Joinville         -         Segunda-feira, 5 de janeiro de 2004        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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O que fazer quando
se perde o emprego

Seguindo dicas de especialistas recolocação pode ser mais rápida

Perder o emprego certamente não é uma experiência das mais agradáveis. Mas, se o trabalhador mantiver a calma e seguir à risca os conselhos dos especialistas em recursos humanos (RH), a recolocação no mercado de trabalho pode ocorrer mais rápido do que se imagina. As principais dicas são investir no chamado networking - rede de relacionamento - e definir os seus objetivos.
Depois de assimilar sua nova situação, o trabalhador deve descobrir qual é o seu perfil profissional. Dessa forma, ele poderá traçar objetivos para conseguir uma vaga. "Não importa qual o ponto fraco de um candidato. É preciso saber mostrar em que setor ele se encaixa", diz a vice-presidente executiva do Grupo Catho, Silvana Case.
Outra recomendação aos desempregados é manter o networking ativo. De acordo com a vice-presidente, a rede de relacionamentos de um trabalhador é um dos principais caminhos para a volta ao mercado de trabalho. "Ligue para amigos, ex-chefes e pessoas com as quais você trabalhou e comente que está à procura de emprego", diz Silvana.
Também é importante fazer networking dirigido, preparando uma lista de empresas em que o candidato gostaria de trabalhar. Descobrir os responsáveis pelos departamentos nos quais o trabalhador poderia atuar e falar diretamente com eles é um caminho aconselhado pelos consultores.
As concorrentes da antiga empresa de um profissional são boas opções para se procurar uma vaga, uma vez que ele já conhece o ramo de atuação. Na internet, não deixe de visitar os sites das empresas para checar se há ofertas de emprego. A maioria tem campos para o trabalhador preencher e enviar seu currículo.
Desde o início da busca, o candidato deve reduzir sua expectativa salarial. Atualmente, diversas empresas estão cortando os altos salários - ainda que tenham experiência - e contratando funcionários mais baratos. "Quem deixou uma empresa e ganhava acima da média para o cargo que ocupava deve ter a consciência de que vai precisar rebaixar seu salário", afirma Silvana.
Ela diz ainda que o profissional deve analisar se está disposto a enfrentar mudanças em sua vida. "Se numa entrevista ele for questionado se aceita mudança de cidade ou de horário, tem de responder que sim", avisa. Todas as formas de procurar emprego devem ser usadas pelo candidato. Além de acionar sua rede de relacionamentos e internet, fique atento a anúncios de jornais. Os especialistas em RH dizem que todas estas buscas devem ser feitas ao mesmo tempo.

Mudar na área de atuação
apresenta dificuldades

Quem perde o emprego pode achar que não há melhor ocasião para deixar a velha função de lado e partir para uma outra área. Mas os profissionais que resolverem tentar a sorte devem estar cientes de que vão enfrentar algumas dificuldades para se recolocar num mercado diferente.A vice-presidente executiva do Grupo Catho, Silvana Case diz que este não é o momento mais adequado para mudanças. "O trabalhador vai deixar a área que domina para apostar num segmento que não conhece. Ele vai partir do zero e terá de disputar espaço com estagiários", explica Silvana.
Além disso, diz ela, o profissional que quiser tentar um outro ramo terá de fazer alguns investimentos, antes de buscar uma vaga. "Isso depende da situação financeira de cada pessoa, mas quem tem família e filhos muitas vezes não pode dispor destes recursos", afirma a vice-presidente. A virada na carreira exige, porém, mais do que cursos e especializações. Para investir num novo rumo profissional, disposição é a palavra-chave.
"Não adianta mudar apenas porque está com vontade. Continuar no mesmo setor pode ser mais fácil para uma recolocação", afirma a consultora de recolocação da Manager, Cristina Maria Reininger. "Quem deseja buscar uma outra área deve fazê-lo com toda a segurança."
Para o professor de gestão estratégica de carreiras, João Florêncio Bastos Filho, a mudança para uma nova carreira pode significar não apenas a realização de um sonho, mas também sucesso profissional. "Tudo depende de como você encara esta transição e de quais são as oportunidades para que ela dê certo" diz Bastos Filho. "De qualquer forma, a mudança não deixa de ser um risco."
O professor também dá algumas dicas para quem deseja tentar. Primeiro, refletir sobre a trajetória profissional até o momento da decisão. "Se você já teve sucesso profissional, a transição pode ser frustrante. Mas se isso ainda não ocorreu, é uma boa oportunidade", explica Bastos Filho. Em seguida, o profissional deve buscar conhecimento e conselhos de profissionais experientes. O último passo é fazer a opção e ser fiel à sua escolha.

DICAS
Como se dar bem nas entrevistas

  • Pontualidade, por exemplo, é algo fundamental. Chegar ao local dez minutos antes do combinado é o ideal. Caso contrário, você pode demonstrar ansiedade, o que não é visto com bons olhos pelas empresas.
  • O atraso deve ser evitado, mas em geral há 15 minutos de tolerância. Caso o candidato tenha um imprevisto e perceba que vai levar mais tempo para chegar ao local, não deve esquecer de avisar o entrevistador - informando também o motivo da demora.
  • O cuidado pessoal é outro item indispensável, que costuma ser avaliado nas entrevistas. A recomendação é usar roupas discretas, com cores sóbrias. A maquiagem deve seguir a mesma linha.
  • Cabelos e unhas também precisam estar em ordem. Tênis, brincos e piercing não causam boa impressão. Para não se correr riscos, o melhor é deixá-los em casa. No caso dos homens, a barba deve estar feita ou aparada.
  • Antes da entrevista, uma boa noite de sono é importante. No dia seguinte, você terá de acordar com disposição e com boa aparência para enfrentar o teste. Evite confusões dentro de casa e mantenha distância das pessoas pessimistas.
  • Durante a conversa, procure sempre olhar nos olhos do entrevistador e tome cuidado para não vacilar no aperto de mão. Ele não pode ser forte, mas também não deve ser fraco. Isso pode ser encarado como falta de firmeza.
  • Posturas e atitudes que puderem ser feitas para não demonstrar medo e insegurança fazem a diferença nesse momento. Chegar ao encontro de cabeça erguida pode até parecer um detalhe mas geralmente é uma atitude notada pelo entrevistador. Não faça gesticulação exagerada e evite repetições. Isso também pode demonstrar insegurança.
  • No primeiro encontro, não ofereça cigarros. Você pode até fumar durante a entrevista, mas o "convite" deve partir do entrevistador.
  • O telefone celular não incomoda apenas durante uma sessão de teatro ao cinema. Numa conversa de emprego, ele deve ficar desligado. Se o celular tocar durante a entrevista, por exemplo, pode não só atrapalhar o entrevistador como o próprio candidato.
  • Saber ouvir é outra recomendação. Só responda às questões que lhe forem formuladas. Esta atitude demonstra respeito e educação. Quanto mais o candidato conhecer o perfil da empresa e as características da vaga oferecida, mais tranqüilo ele estará para responder às perguntas e apresentar sua proposta de trabalho.


Mudanças na
aposentadoria especial

Diminui a burocracia para a concessão do benefício. INSS exige desde 6ª o perfil profissiográfico

São Paulo - O ano começa com novidades para quem for pedir a aposentadoria especial. O trabalhador urbano que estiver exposto a agentes físicos, químicos e biológicos prejudiciais à saúde no exercício de suas funções profissionais está obrigado a apresentar, desde sexta-feira, ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o perfil profissiográfico previdenciário (PPP) no momento de dar entrada com o pedido de aposentadoria especial, concedida com menos tempo de contribuição (15, 20 ou 25 anos). Anteriormente, eram exigidos vários documentos, além do Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho.
Maria Rita da Costa Miranda Andrade, chefe da divisão de benefícios da gerência executiva centro de São Paulo, explica que o PPP é um documento que reúne informações administrativas, ambientais e de monitoramento sobre as condições de trabalho individual de cada funcionário. Esse documento deve ser elaborado por todas as empresas de áreas urbanas que exponham seus empregados a agentes nocivos. Quando houver o desligamento do funcionário, a empresa será obrigada a fornecer a ele uma cópia do PPP. O modelo do formulário está disponível na internet (www.previdenciasocial.gov.br).
Além de tornar mais fácil a concessão da aposentadoria especial, avalia Maria Rita, o PPP vai garantir os direitos dos empregados que estejam expostos aos riscos ambientais, até porque as empresas terão de deixar claras no documento as condições de trabalho que estão oferecendo ao trabalhador.
O advogado especializado em Previdência Social Wladimir Novaes Martinez comenta que a novidade vai restringir bastante a concessão desse tipo de benefício. Ele explica que, a partir da nova exigência do INSS, o trabalhador terá direito à aposentadoria especial apenas se as empresas estiverem descumprindo as normas trabalhistas. E uma empresa que não oferece as condições adequadas de trabalho provavelmente não vai confessar esse fato ao preencher o formulário do PPP, até porque estaria fornecendo informações que poderão ser usadas contra ela conclui.

Tempo de trabalho vai
continuar a ser convertido

Os trabalhadores poderão continuar convertendo o período de trabalho em atividade insalubre para comum para aumentar o tempo de contribuição e, assim, antecipar o pedido de sua aposentadoria ao INSS, de acordo com as normas contidas no decreto 4.827, publicado no Diário Oficial da União de 4 de setembro de 2003.
Mas não é qualquer tempo de trabalho que pode ser convertido. Os períodos e os critérios de conversão dependem da data e da legislação vigente na época que o segurado exerceu a atividade especial. Além disso, trabalhadores expostos a agentes nocivos poderão fazer a conversão dos anos de trabalho em qualquer época. A conversão será feita por meio de fatores (multiplicadores) que vão de 1,20 a 2,33 por ano de trabalho na atividade especial de acordo com o sexo e a categoria profissional.
Vale lembrar que, até 1995, as aposentadorias especiais eram concedidas por categoria profissional. Entre esses profissionais estavam os motoristas de ônibus e de caminhão, petroleiros, médicos e demais profissões incluídas no anexo 3 do decreto 53.831/64.


Ações sociais são
tema-chave para rádio

Emissora de Canoinhas se engaja em projetos de cidadania que valorizam a infância

JOAQUIM PADILHA
Especial para A Notícia

Canoinhas - A responsabilidade social está geralmente associada a grandes empresas. Mas a Rádio Educativa 98 FM de Canoinhas, apesar de ser considerada uma pequena empresa com pouco tempo em atividade, vem se destacando na realização de campanhas e projetos de cunho social. Em apenas dois anos de funcionamento a emissora já conquistou o titulo de "Empresa Amiga da Criança", concedido pela Fundação Abrinq. O selo é uma forma de reconhecimento a empresas com atuação no país que mantêm programas e ações de cidadania em benefício das crianças. A rádio foi a primeira empresa de Canoinhas e a única do Estado a receber uma menção nacional deste gênero.
Atualmente a emissora mantém forte parceria com o Ministério da Educação, levando ao ar todos os dias, vários programas educativos, como os da serie "Radio Escola" e o "Literatura através do Rádio." Por meio destes programas, a emissora procura ajudar professores e alunos na alfabetização, resgatando o folclore brasileiro, difundindo a poesia, na voz de grandes autores e atores brasileiros, e a educação e cultura.
A emissora mantém também parceria com a Oboré Projetos Especiais de São Paulo, transmitindo, diariamente, o programa "Plantão Saúde", com dicas e entrevistas com autoridades ligadas ao assunto, e "A voz da Contag", dirigida aos agricultores. Recentemente a rádio recebeu da Oboré o certificado pelo envolvimento na transmissão da campanha de prevenção às doenças sexualmente transmissíveis.
Recentemente, a rádio implantou, com o apoio do Serviço Social da industria (Sesi), o"Projeto Criança Feliz", beneficiando crianças carentes atendidas por entidades locais e de famílias de baixa renda. Com a idéia de implantar, em Canoinhas e Três Barras, um projeto voltado ao bem estar delas, a empresa resolveu buscar parcerias e unir voluntários, empresas e profissionais de diversas áreas, como dentistas, pediatras, psicólogos, professores de educação física e nutricionistas. Os trabalhos são realizados no Lar de Jesus em Canoinhas e Casa da Criança, de Três Barras


Incentivos ao voluntariado

Dentista Roberto Rosa está dando dicas de higiene bucal a crianças e adolescentes

A nutricionista Karla Martins, o dentista Roberto André Rosa e o fisioterapeuta Joari Stahlschmidt são os primeiros profissionais a aderir ao projeto "Criança Feliz" da rádio 98 FM. Os três dedicam parte de seu tempo para trabalhar voluntariamente no projeto. A nutricionista Karla Martins já havia feito esse tipo de trabalho em creches de Balneário Camboriú e por isso não hesitou em apoiar a iniciativa da rádio. Ela orienta as merendeiras das duas
entidades para elaborar um cardápio saudável e balanceado às crianças.
O dentista Roberto André Rosa realiza exames preventivos nos dentes das crianças e adolescentes das entidades, faz aplicações de flúor e ministra palestras educativas sobre o uso correta da escova dental, bem como dicas para ter uma boa higiene bucal.
Já o fisioterapeuta Joari Stahlschmidt faz duas visitas por mês as duas entidades. Ele realiza avaliações neuropsicomotoras nas crianças, com o objetivo de encontrar problemas de má-formação óssea ou de postura corporal. Segundo ele a fisioterapia vai ajudar na formação e no desenvolvimento
corporal das crianças evitando problemas corporais futuros.
Além de mobilizar voluntários para colaborar nas diversas ações dos seus projetos sociais, a rádio notou que a iniciativa gerou um ambiente de trabalho
melhor. "A consciência de exercer um papel ativo dentro de uma sociedade que luta para reduzir desigualdades melhora a pessoa, e pessoas melhores
trabalham melhor", diz o coordenador de responsabilidade social da rádio, Tato Mansur. (JP)

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Interurbano com celular exige uso de código

São Paulo - Os usuários de telefones celulares que fizerem ligações interurbanas terão de digitar, antes do DDD e do número telefônico de destino, o código da operadora pela qual desejam encaminhar a chamada. A nova determinação está em vigor desde ontem, quando se encerrou o período de transição, durante o qual as ligações puderam ser feitas com ou sem o Código de Seleção da Prestadora (CSP).
O consumidor deve ficar atento à nova exigência, porque as ligações interurbanas não serão mais completadas se o código da operadora não for digitado.
Vale lembrar que essa norma já deveria estar valendo desde novembro. Mas o prazo de transição, período em que o usuário pôde optar por uma das duas formas de fazer a ligação, foi prorrogado por mais 60 dias, até 3 de janeiro. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vem testando esse novo sistema de ligações interurbanas pelo celular, semelhante ao utilizado pelos usuários da telefonia fixa, desde julho.
A dificuldade de completar as ligações é uma das reclamações mais comuns e freqüentes dos usuários de telefonia celular. O problema deve afetar especialmente quem vai curtir as férias de verão na praia.
É nesta época do ano que as cidades litorâneas costumam concentrar maior número de turistas. Com todos querendo fazer ligações ao mesmo tempo, aumenta a possibilidade de congestionamento na rede de telefonia celular. Para evitar que esse tipo de transtorno, provocado pela sobrecarga de ligações interurbanas pelo celular, se repita nesta temporada, as empresas de telefonia celular como a Vivo, TIM e Claro já informaram que estão tomando as providências para aumentar a capacidade de operação no litoral e evitar congestionamento nas redes.


Receita - Em meados de janeiro deverá ser liberado um lote extra de restituições do Imposto de Renda de 2003 (ano-base 2002). O dinheiro será devolvido com correção de 14,71%, referente à variação da taxa Selic até dezembro mais 1% de janeiro de 2004. A Receita deve divulgar ainda nesta semana a data em que os contribuintes poderão fazer a consulta pela internet (receita.fazenda.gov.br) ou pelo Receitafone (0300-780300) para saber se o CPF consta na lista dos que estarão neste lote.

 

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