Joinville         -         Terça-feira, 19 de julho de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Revenda de colchão
acusada de golpe

Pessoas que procuram emprego teriam sido induzidas a comprar produto difícil de vender

Florianópolis - Cinco pessoas estiveram ontem na Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), na Capital, prestando depoimento no inquérito que apura o envolvimento de empresa paranaense acusada de sonegação fiscal, crime contra a economia popular e contra a ordem tributária. As vítimas acusam a rede Nippomag, de Maringá, de induzi-las a comprar colchões (que variam entre R$ 3 mil e R$ 45 mil) para, em troca, virar funcionário e revender a mercadoria. A pessoa acusada de capitanear os negócios da empresa na Grande Florianópolis, Alberto Jorge Brand Gomes, tem o papel de convencer os futuros funcionários de que eles "precisam conhecer bem o produto para poder vendê-lo com mais facilidade".
Por conta do alto valor do produto, no entanto, os vendedores acabam tendo dificuldade para repassar a mercadoria adiante e acabam arcando com prejuízos. As primeiras informações da existência do golpe surgiram há cerca de um mês e o caso também está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE). De acordo com o advogado das vítimas, Rogério Viceconti, o presidente da empresa se apresenta com dois nomes diferentes: Levi Alves Guimarães e Levi Moreira Alves, e está sob a mira da Receita Federal. "Foi dada busca na casa do presidente da empresa e foram encontrados indícios de sonegação fiscal", ressalta o advogado das vítimas em Santa Catarina.
A loja não tem espaço físico fixo e a pessoa acusada de coordenar o esquema na região também será chamado a depor. Alberto mora no bairro Estreito e sua casa, localizada em área nobre do continente, também é utilizada, segundo o advogado, como "chamarisco": "As pessoas são seduzidas por alguém com alto poder de persuasão, que diz que se venderem os colchões elas conseguirão viajar para o exterior, comprar carros caros, essas coisas", descreve o responsável pela defesa legal das pessoas que estiveram ontem na Deic.



Representante
nega nota fiscal


Segundo a denúncia, os revendedores são convencidos a comprar a mercadoria para testá-la, como recomenda Alberto, mas não recebem nota fiscal da compra. Ele se recusa a dar nota e exige cheque pré-datado no nome do portador, porque tem que repassar o valor em moeda corrente para a empresa. Desta forma, o dinheiro não passa pelo fluxo de caixa, é trocado e enviado direto para a Nippomag.
Ainda de acordo com o advogado, o empresário pede mais dinheiro aos novos funcionários com o pretexto de que a empresa precisa de capital de giro: "Propositalmente, já contacta pessoas com necessidade de arrumar um emprego e que, por causa da necessidade, acabam aceitando participar deste esquema de pirâmide. Há pessoas que perderam muito dinheiro e acreditamos que há mais vítimas em todo o Brasil".
Como a empresa não funciona num local específico, a polícia investiga a forma como os colchões chegam até as vítimas. Já se sabe que seu representante oficial na Grande Florianópolis realizava reuniões em hotéis. Além de Nippomag, os acusados do golpe utilizam os nomes Nippo Espuma, Nippomag do Brasil e Nippomag Rainbow. "O inquérito foi instalado esta semana e começamos a ouvir as vítimas", comenta o delegado Célio Pinheiro, da Deic.


Policiais presos por extorsão

Em Taubaté (SP) foram 11, em Recife (PE) mais 18

São Paulo - A Justiça de Taubaté decretou ontem a prisão preventiva do delegado Mauro de Almeida, ex-titular da Delegacia de Investigações sobre Extorsões (Dise) de São José dos Campos, além de 11 outros policiais civis e dois advogados - Juliano Modesto de Araújo e Martha Pugliese. Eles são acusados de formação de quadrilha, extorsão mediante seqüestro, concussão, denunciação caluniosa, peculato e tortura. Os crimes foram cometidos em 2003 contra 16 vítimas. Segundo acusação, o grupo exigia dinheiro de traficantes para deixá-los em liberdade após se apossarem das drogas, extorquia presos por meio do seqüestro de parentes, forjava flagrantes e torturava. De acordo com as investigações, os dois advogados negociavam o pagamento das extorsões, servindo de mediadores. O pagamento era dissimulado como "honorários advocatícios".
Os promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para a Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco) do Vale do Paraíba informam que os acusados se aproveitavam da estrutura da Polícia Civil e efetuavam grampeamento de telefones. A maioria dos crimes ocorreu em São José dos Campos.
Valendo-se de informações privilegiadas, os policiais prendiam traficantes na região e exigiam dinheiro. Os que pagavam eram libertados e os demais, autuados em flagrante. Para identificar os traficantes e ampliar a rede, aplicavam torturas que iam de espancamentos a afogamentos em piscinas. As extorsões estendiam-se às pessoas presas no Sistema Penitenciário Paulista, mediante seqüestro dos familiares. A figura chave para os crimes, de acordo com o Ministério Público, era o delegado Mauro Almeida que, valendo-se do cargo, acobertava a quadrilha.
Em Recife (PE), 24 pessoas foram presas, entre elas 18 policiais civis e militares de Sergipe e Alagoas, pela Operação "De Olho na Rota", da Polícia Rodoviária Federal (PRF), quando escoltavam três comboios de sacoleiros que se dirigiam a Caruaru, a 130 km do Recife. A operação, que envolveu cerca de 400 policiais, impediria a entrada de produtos contrabandeados - a exemplo de eletroeletrônicos - vindos de São Paulo e Paraguai para serem vendidos no interior pernambucano.
Os policiais e mais três homens que faziam a segurança do grupo utilizavam sete veículos - dois com placas frias. Entre as armas utilizadas, havia armamentos privativos das polícias. Eles foram detidos por porte ilegal de arma e utilização de placas frias. Além das prisões, a PRF apreendeu 23 armas, oito rádios de comunicação e 350 balas de vários calibres. Os policiais seriam encaminhados ainda ontem para quartéis da PM do Estado. Alguns alegaram os salários irrisórios como justificativa para o trabalho paralelo. Cada passageiro pagou entre R$ 7,00 e R$ 10,00 pela escolta.


Acidente em área central
de Videira mata 2 jovens

Motorista perdeu controle do Gol no trecho mais perigoso da rua 15

Videira - Duas pessoas morreram na tarde de ontem, na rua 15 de Novembro, em Videira, Meio-oeste catarinense. Mara Rosane Batista, 24 anos, e Vanessa Aparecida Amâncio, 22, estavam sentadas no banco de trás do Gol placas LZG 4850 (Salto Veloso), conduzido por Idaiane Aparecida Meneghel, 23. O carro perdeu controle ao fazer uma curva, bateu no meio-fio e acabou chocando-se contra um poste de energia elétrica antes de capotar. As duas morreram na hora com traumatismo craniano. Além delas, estavam no carro mais três ocupantes: Luiz Cristiano Batista, 18, Tatiane Kokovize, 17 e Silvania Raizer Thibes, 21. Todos tiveram ferimentos e foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros Comunitários de Videira (CBCV). Tatiane foi para UTI em Caçador, em estado grave. A condutora do veículo nada sofreu.
Em Tangará, também no Meio-oeste, cinco pessoas ficaram feridas na madrugada de ontem, na SC-303. Maicon Closso, 22 anos, Gliard Zonschacem, 23, Evandro Salvador de Alexandre, 26 e João Ceron, 21, estavam como caroneiros no Astra placas MAO 6322, dirigido por Cleiton Rossato Rossdeutshcer, 23. Todas as vítimas foram removidas para o hospital Divino Salvador, em Videira, e não correm risco de morte. O Astra foi destruído.
Tripla colisão na noite de domingo envolvendo um Fiat Uno com placas frias, um Escort e uma moto resultou na morte do mototaxista João Pedro da Silva, 42 anos e no roubo de um Fiat Siena, na avenida Santa Catarina, em Camboriú, Litoral Norte catarinense. O acidente ocorreu por volta de 21h45 após o condutor do Uno colidir contra o Escort e a motocicleta Yamaha, placa MCG-0525, (Camboriú), nas proximidades da Central de Luto. O motorista do Uno abandonou o veículo e armado com revólver atacou o condutor do Siena, Nélio Natalino Dalponte, 49 anos, que transitava na via, e fugiu com o veículo. O mototaxista foi socorrido pelos bombeiros e encaminhado ao Hospital Santa Inês com a passageira Maria. R. de Souza, 33 anos, mas morreu por volta de 23 horas.

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Ossada humana
encontrada no interior de Caibi

Caibi- Diaristas contratados para cortar erva-mate em Linha Aparecida, interior de Caibi, Extremo-oeste do Estado, encontraram no domingo uma ossada humana que estava às margens da BR-158. Junto com os ossos, os trabalhadores rurais localizaram sacola com roupas íntimas e blusas femininas, o que reforça a tese da polícia de que a ossada pertence a uma mulher. Os ossos foram levados para Chapecó, onde foram submetidos a necropsia no Instituto Médico Legal (IML) e a Polícia Civil de Caibi abriu inquérito.
O comissário Nerci Bergmann informa que a Polícia Civil vai checar os últimos desaparecimentos de pessoas na região para tentar descobrir a identidade da mulher. Um detalhe ganhando atenção dos policiais: junto com os ossos, foram encontradas sandálias populares com numeração e cores diferentes. "Isso pode ajudar na identificação da pessoa. Dá para entender que se tratava de alguém pobre, talvez até de rua. Pode ter sido um homicídio ou até uma morte natural", comenta Bergmann. Segundo ele, a ossada deve ser de uma pessoa com menos de 30 anos e que morreu há um ano.


Criança vítima
de atentado por padrastro

Criciúma - Um homem foi preso em flagrante durante a madrugada de ontem em Criciúma, no Sul do Estado, acusado de atentado violento ao pudor. De acordo com as informações repassadas pela polícia, o acusado estava em casa com a mulher e a enteada de apenas oito anos. Os três resolveram colocar um colchão em frente à televisão para assistir a um filme. Porém, pouco tempo depois, quando a esposa dormiu, C.B.J resolveu atacar a menina. "Ele começou a tocar a menina, mas não chegou a estuprá-la", explica a delegada Madge Branco, que lavrou o flagrante.
Segundo ela, o caso foi descoberto porque a menina assustada acabou gritando e alertando a mãe sobre as intenções do padrasto. "A garotinha ficou assustada e gritou. A mãe da menina acordou e acionou a polícia que deteve o acusado e o encaminhou para o presídio", ressalta.
Em Araranguá, uma mulher de 39 anos foi presa, também durante a madrugada, acusada de maus-tratos. Segundo a polícia, depois de chegar embriagada em casa, a mulher passou a espancar seus dois filhos, um de 10 e um de 14 anos. Denunciada pelos vizinhos, a mulher foi detida e irá responder inquérito. O caso passa a ser acompanhado pelo conselho tutelar.


 

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