Joinville         -         Sábado, 14 de maio de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANotícia  




 




ESTILO


Na concepção da grife, as adolescentes ganham jeito irreverente com estampas de oncinha, renda, capuz, babados e botas
Fotos: Divulgação/Marco Dutra

O xodó
das meninas

Grife catarinense aposta com sucesso no público feminino adolescente

Néri Pedroso

Florianópolis - É o maior xodó das meninas que, em recente evento de moda na Capital, ficaram histéricas na tentativa de entrar na sala de desfiles, na qual a grife catarinense Boby Blues iria apresentar a coleção outono-inverno da temporada. Entre mortas e feridas, salvaram-se todas, que saíram felizes com a proposta criada por Edna Siemsen e Lígia Ramos. Viagens pelo mundo, férias no campo e lembranças do passado compõem o visual da proposta que investe na cena urbana e retrô.
As jovens garotas ganham jeito irreverente. Tem oncinha, renda, babados, capuz, muito vestidinho, muita bota. Um ar romântico, que remete ao tempo da vovó, revela sintonia com os ditames nacional e internacional. O resgate de chapéus, broches e casacos de crochê está em alta. Detalhes feitos à mão, fitas e flores são puro mimo. As estilistas sugerem descontração e ousadia, mesclando achados recolhidos em passeios pelo mundo: jeans retos com lavagens sujas e aparência de empoeirados, camisetas estampadas, moletons, micro blasers e jaquetas ajustadas.
Um dos pontos fortes é o resultado de uma parceria estabelecida com as tricoteiras e crocheteiras do Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, que desenvolveram casaquinhos muito, muito românticos. Para alcançar um tom nostálgico e sensação de aconchego, algumas roupas ganharam tingimentos artesanais e banhos de chá. Os acessórios têm um tom envelhecido em cobre que carregam flores e o brilho dos cristais.
O catálogo, também bem elaborado, traz as modelos Cíntia Tenfen, Bruna Hort e Lais Friccia fotografadas por Fábio Cabral. A direção de arte leva a assinatura de Pedro Franz e o make-up foi assinado por Cirio Sens. Grife de sucesso, quase um ícone na cabecinha das adolescentes, Edna Siemsen conta o segredo da fórmula: na hora da criação, ela pensa como se tivesse 15 anos. "Visualizo uma peruinha mais despojada, prática, alguém que tem sede de vestir algo diferente, mas que seja confortável, uma roupa que seja ao mesmo tempo graciosa e moderna sem dar aquele ar de perua embonecada". Nada muito largado ou muito street, mas, sim, o meio termo disto.

MODELAGEM

O grande trunfo? Fundamental é manter o shape da roupa, a modelagem. É o que faz toda a diferença, segundo as estilistas. Fora isso, a sensibilidade para criar algo vendável, criando um conceito de marketing capaz de agradar as meninas consumidoras. A caixa registradora pelo jeito comprova o acerto. Neste mês, a grife abriu a sua quarta loja no mercado paranaense. Além da mais recente instalada no ParkShopping Barigüi, outras duas já existiam em Curitiba e uma está em Londrina. Os planos e o trabalho está sendo conduzido para conquistar o mercado nacional.
A modelo Marina Dias foi a estrela do desfile da Boby Blues na Capital. Com cabelos pretos contrastando com a pele pálida, cerca de 25 tatuagens e quatro piercings espalhados pelo corpo, a paranaense foi a grande atração.


Hora dos noivos

Joinville - Do branco e longo básico, a modelitos coloridos e um pouco mais chamativos. Esses são alguns dos atrativos do 2o Salão Noivas e Festas que Joinville sedia amanhã, na Praça de Eventos do Shopping Cidade das Flores. A programação inicia com a exposição de produtos e serviços, seguida de desfiles. O primeiro, marcado para as 16 horas, apresenta a nova linha de lingerie para noite de núpcias da Bella Íntima. Na seqüência, tops levam à passarela trajes de festa e modelos para noivas e noivos. O evento reúne 25 profissionais especializados em serviços e produtos voltados para o segmento e promete sortear um casamento completo para até cem pessoas entre as noivas e demais inscritos (para festas de 15 anos e bodas) presentes, além de distribuir um kit contendo revistas, guias e informações. A maior parte dos expositores é formada por profissionais catarinenses, embora o desfile de trajes seja responsabilidade da Maison Veridiane, de Curitiba.
O acesso é gratuito e para participar do sorteio é necessário o preenchimento de cupom, mediante a doação de 1 kg de alimento não-perecível ou produto de higiene. A arrecadação será doada ao Ancionato Bethesda.

O QUÊ: 2º SALÃO NOIVAS & FESTAS. QUANDO: Amanhã, 10 às 22h. ONDE: Praça de eventos do Shopping Cidade das Flores, rua Mario Lobo, centro, Joinville, tel.: (47) 427-2902/427-6669. QUANTO: Gratuito.


Moda e cultura
Uma aposta na cultura regional. É o que decidiu fazer a marca catarinense de jeanswear Damyller, que fechou parceria com a Festa do Pinhão de Lages. Anualmente o evento, que ocorrerá entre 20 e 29 de maio no Parque de Exposições Conta Dinheiro, recebe cerca de 300 mil visitantes. A grife é uma das co-patrocinadoras. Os ingressos que garantem acesso aos shows podem ser encontrados em todas as lojas Damyller do Estado de Santa Catarina a partir de R$ 20,00.

Noivas
O estilista Juarez Fernandes e Samara Noivas estarão lançando sua coleção 2006 em São Bento do Sul, no Shopping Zipperer, no próximo dia 20, às 19 horas. Fernandes, que contabiliza 15 anos de profissão, tem trabalhos publicados em diversas revistas especializadas.

Indaial
O Teatro Da Vinci, da Uniasselvi, de Indaial, sedia de 17 a 19 de maio a 6a Semana de Moda. O evento, aberto gratuitamente à comunidade, prevê durante os três dias palestras, debates, exposições e desfiles, tudo organizado pelos acadêmicos. Para o coordenador do curso de design de moda, professor Guilherme Meyer, as palestras nas diversas áreas da moda farão com que os acadêmicos enriqueçam a sua formação. Entre os palestrantes, o destaque fica por conta da estilista Gisele Nasser, que já trabalhou com Icarius de Menezes e a Ellus e agora tem grife própria; a especialista têxtil Maria Lúcia Rezende, do Instituto de Design do Senai, e a coordenadora de Moda da Abit, Julieta Prata. Durante os desfiles serão mostrados, na passarela, projetos desenvolvidos pelos acadêmicos do curso de design de moda, que acaba de ser reconhecido oficialmente pelo MEC.

Galdino
A mostra com cerca de 80 peças assinadas pelo estilista Galdino Lenzi (foto) estende-se no Espaço Lindolf Bell, no Centro Integrado de CUltura (CIC), na Capital, só até o dia 23. Por falta de segurança no espaço, os organizadores decidiram retirar antecipadamente a exposição.


Reunião sobre
Funcultural vira palco para críticas

Encontro na FCC expõe falta de consenso

REGIS MALLMANN

Florianópolis - Um evidente distancimento entre o desejo da classe cultural catarinense e o que propõe o governo para o setor marcou reunião ocorrida na última quinta-feira, na sede da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), na Capital. Com a metade do auditório de cerca de 130 lugares ocupado, o encontro acabou servindo como palanque para as críticas dirigidas pelos produtores e artistas ao modelo de distribuição de recursos do Fundo Cultural (Funcultural), o qual, a partir deste ano, passa a ser a maior fonte de recursos oficiais para a realização de projetos da área no Estado.
Convocada pela Secretaria de Estado da Cultura, Turismo e Esporte, a reunião tinha por objetivo atrair para um mesmo fórum de debates técnicos da secretaria responsáveis pela estruturação das mudanças em curso - o secretário Gilmar Knaesel abriu a conversa, mas ficou pouco tempo no local -, representantes da classe cultural e da FCC e integrantes do Conselho Estadual de Cultura (CEC), que avaliarão os cerca de 700 projetos encaminhados até agora e que buscam recursos do bolo destinado para produção - R$ 7,5 milhões de R$ 25 milhões previstos este ano para o setor. O que ocorreu, no entanto, foi um embate no qual ambos - o governo de um lado e a classe de outro - quiseram manter seus pontos de vista a respeito das grandes transformações em curso.
Como numa aula de chinês em que muitos alunos desconhecem a maioria dos ideogramas que compõem o vocabulário da complicada língua oriental, vários pontos das mudanças propostas pela secretaria não estão muito claros para as partes interessadas. Os que dizem respeito aos editais de apoio e a composição do CEC despertaram as mais acaloradas discussões. As dúvidas com relação ao primeiro referem-se ao fato de a redação - pelo menos o esboço apresentado no encontro de quinta-feira - não contemplar várias áreas da cultura - de um total de 13 - mas incluir, por exemplo, a Comissão Catarinense do Livro (Cocali), que já existe na forma de lei e por isso não poderia estar ali incluída.
A composição do CEC, que deve passar a ser paritária, com número igual de conselheiros indicados pelo Executivo e pela sociedade civil, também rendeu faíscas. O atual formato - 21 membros, 13 do governo e oito de outros setores - é criticado porque, segundo produtores e artistas, projetos de interesse oficial podem vir a ter prioridade na hora da aprovação.
As queixas se sustentam no fato de, pelo que havia sido anunciado anteriormente pela secretaria, a mudança no CEC era uma das premissas para a implantação do Funcultural. Como isso não ocorreu ainda, artistas e produtores decidiram, pela intensificação dos instrumentos de pressão para que o CEC seja reformulado o mais breve possível. Ficou acertado ainda que, enquanto isso não ocorre, o processo de avaliação dos projetos recebidos este ano não será suspenso, como chegou a ser aventado, o que colocaria em risco eventos marcadas para os próximos meses.


Livro registra
história do Abraçando a Vida

Florianópolis - O livro "Tempo de Abraçar" (Editora Cidade Futura), da professora de Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Maristela Fantin, conta a história do movimento Abraçando a Vida, programa que propõe arte e educação para comunidades da Capital. Mais uma sessão de autógrafos ocorre amanhã, no Parque da Luz.
Nos últimos sete anos, o movimento Abraçando a Vida levou esses conceitos de cidadania, educação, arte e cultura popular para o cotidiano da população da Capital. De 1998 até o ano passado, diretores de escolas, professores, integrantes de organizações não-governamentais (ONGs) e associações de bairro, representantes de igrejas e sindicatos, crianças e a comunidade em geral se encontraram aos sábados, em diferentes localidades, para discutir sobre a cidade e seus problemas.
A ação do movimento foi retratada no livro com 192 páginas. O projeto nasceu como veículo de denúncia da violência infanto-juvenil, mas acabou dando voz para a população questionar outros aspectos sobre o contexto urbano. As crianças enviaram correspondências para autoridades, denunciando as más condições em que viviam.
O movimento também engloba arte. No Projeto Brincação Fotográfica, 52 crianças fotografaram o cotidiano da cidade em 2001. Os trabalhos foram vistos por cerca de 5 mil pessoas, em exposição nos mais diversos pontos da Capital. Também foram produzidos murais, pandorgas, pinturas, mosaicos e azulejos artesanais, cirandas, boi-de-mamão e outras brincadeiras.
Maristela Fantin é professora do departamento de educação da UFSC. Doutora pela PUC/SP e pós-doutora pela Universidade Federal Fluminense na área de educação popular e arte, ela também é autora de "Pandorgas Partidas" (2000) e "Construindo Cidadania e Dignidade" (1997). Durante o lançamento, ocorre o primeiro dia de oficinas do projeto Arte do Parque, promovido pela UFSC para a restauração do Parque da Luz.

O QUÊ: SESSÃO DE AUTÓGRAFOS DO LIVRO TEMPO DE ABRAÇAR. QUANDO: Amanhã, 9h. ONDE: Parque da Luz (cabeceira da ponte Hercílio Luz), Florianópolis. QUANTO: R$ 20,00.


Orquestra de São
Bento apresenta-se na Capital

São Bento do Sul - O segundo concerto comemorativo ao cinqüentenário da Orquestra de Câmara de São Bento do Sul ocorre hoje, no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), em Florianópolis. A entrada é franca, mas é necessário retirar os convites com antecedência. Sob a regência do maestro Frank Graf, o grupo são-bentense executará cinco peças. No programa estão músicas de Arcangelo Corelli, Bach, Handel, Haydn, Carl von Weber, Carl Boehm e Strauss, além de Amazing Grace, peça do folclore escocês, com arranjo de Edeltraut Rueckl.
O concerto terá como solistas Josiane Bayerl, Luís Carlos Grossl e a Spalla Christa Weiss, que atua há 50 anos na orquestra integrada por 31 componentes, que têm outros quatro concertos agendados para este ano. Em junho, o grupo apresenta-se em Canoinhas; em agosto vai a Pomerode. Em São Bento do Sul, o concerto ocorre em setembro e, em Witmarsum, no mês de outubro. O patrocínio cultural é da Tuper.
Fundada em 1955 pelo maestro Donaldo Ritzmann, a orquestra teve como primeiro regente o tcheco Edy Gloz. Atualmente, 90% dos músicos são de São Bento do Sul, ex-alunos ou profesosres da Escola de Música Donaldo Ritzmann.

O QUÊ: CONCERTO DA ORQUESTRA DE CÂMARA DE SÃO BENTO DO SUL. QUANDO: Hoje, 20h30. ONDE: Teatro Álvaro de Carvalho, Florianólolis. QUANTO: Gratuito (retirar convite antecipadamente na bilheteria).


Crônica

M. de Silva e Silva - Especial para A Notícia

Gato por lebre

Para um inconformado nunca é demais ressaltar o seu inconformismo. A redundância às vezes é necessária para que possamos perceber o erro. Começo este texto, extraído da minha mais profunda reclusão, como um perfeccionista pianista, que vive apertando a mesma tecla para extrair dela a sonoridade perfeita, o compasso mais harmonioso. Dada a explicação, volto a ater-me nos falatórios políticos, nas propagandas enganosas, na capacidade que alguns têm de incutir ignorância, nos que, como eu, julgavam tê-la sepultado e, naqueles que sabem habitá-la.
Através de uma poderosa campanha de marketing, passamos senão acreditar, pelo menos a olhar com simpatia alguns absurdos, quando assistimos comerciais de cerveja e vimos mulheres deslumbrantes nunca contaminadas pelas barriguinhas que parecem atingir apenas os espectadores; quando vimos prestações diminutas em números gigantescos descritos nos comerciais das lojas de departamentos e lá em cima, bem pequenininho, o número de parcelas do financiamento; as charmosas campanhas dos bancos, que descobriram o filão das aposentadorias, e através de seus jurinhos suntuosos, iludem a classe sexagenária com o grande mote "a melhor idade", slogan claro, muito bem visto no assistencialismo europeu, onde a palavra assistencialismo sabe seu significado.
A mídia em todas as suas adjacências aprendeu a subsistir de falsos oásis, criando outros, representados por meio de pseudopersonalidades que se julgam notáveis ao tirar a roupa, ao cruzarem pernas, ao leiloariam a virgindade ou mesmo, a prostituírem a imagem, o caráter e a pensar que o fato de assumirem uma falsa ética, estão sendo verdadeiros, e isso apaga qualquer outro resquício do que, querendo ou não, nossa sociedade conhece por respeito.
Em meio a tantos problemas de ordem mundial, alheios aos problemas da violência no trânsito e nas cidades como um rastro, ao referendo sobre a proibição do comércio de armas ou a possíveis acordos na cúpula político-comercial vista em Brasília, é particularmente tragicômico, que a notícia bomba desta semana seja a separação do que intitularam fenômeno. Troca-se de canal e lá está a notícia. Na casa do vizinho está esta notícia.
No "Jornal Nacional" está esta notícia. Compramos gato por lebre. Votamos em políticos que precisam de hábeas corpus para poderem exercer o seu mandato, sob os olhares ferrenhos da dúvida, de pessoas que assim como eu, ali quis ver a confiança. Até que provem o contrário, tudo efeito do marketing. Por isso o salvemos. Como não poderíamos deixar de fazê-lo? Rendemo-nos a ele.
Afinal, até mesmo a revista de maior peso político neste País - se você ainda não viu, então veja -, na edição de duas semanas atrás veio recheada com 201 páginas e, se não me falha a memória, dentre estas, 97 eram de publicidade. Impossível resistir não é. No meio de tantas notícias, é impossível não deixar-se contaminar por esta febre.

M. de Silva e Silva, escritor.


Múltiplas

Demonstração

A Fundação Cultural de Blumenau promove, hoje, uma demonstração do que é produzido nas oficinas de capoeira, desenho, pintura, tecelagem e quilling. A mostra ao público ocorre das 9 às 12 horas, na praça João Mosimann. Quem gostar e quiser participar das aulas poder fazer inscrição na Casa das Oficinas, que fica na rua Alwin Schrader, 44. São 22 diferentes tipos de cursos ministrados. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (47) 340-4271. Em frente ao Castelinho do Turismo, rua 15 de Novembro.

3ª Mottab
Foi prorrogado até o dia 19 o prazo para inscrições à 3a Mostra de Talentos em Teatro Amador de Blumenau (Mottab), que ocorre entre 24 e 26 de junho. O evento é aberto a estudantes, atores independentes e demais interessados, que morem em Blumenau e com idade mínima de 13 anos.
A finalidade da promoção é fomentar a produção teatral amadora na cidade. As inscrições são gratuitas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (47) 326-6874 ou pela página www.fcblu.com.br.

Festa do Pinhão
Uma prévia da Festa Nacional do Pinhão, que ocorre entre os dias 20 e 29 deste mês, é realizada, a partir de hoje, em Lages. A abertura ocorre às 11 horas, com show de Pedro Valdéras. Em seguida, a programação reserva apresentações artísticas, às 15 horas, e os shows de Nayara Ventura, às 17h30, Gian e Giraia, às 18h30, e Giancarlo Orsoletta, às 19h30. Os shows nacionais ocorrem a partir do dia 20, data em que Chitãozinho & Xororó sobem ao palco da festa. Depois, estão agendados shows de Sandy & Júnior, dia 21, Bruno & Marrone, dia 25, Nenhum de Nós, dia 26, Capital Inicial, dia 27, Zeca Pagodinho, dia 28, e Os Serranos, dia 29.

Fernando Morais
O escritor, jornalista e ex-deputado Fernando Morais reclamou de falta de liberdade de imprensa ao comentar a decisão imposta pela Justiça de Goiânia que o proíbe de fazer dar declarações a respeito do recolhimento de seu recém-lançado livro "Na Toca dos Leões". Morais disse isso numa entrevista em Paris, esta semana. Pela ordem judicial, o autor terá de pagar R$ 5 mil cada vez que comentar sobre a publicação, por ter citado na obra que o deputado federal Ronaldo Caiado (PFL-GO) teria um projeto de "esterilização das mulheres como solução da superpopulação dos estratos sociais inferiores, os nordestinos".



Consistência e variação do molho reforçam sabor do tradicional macarrão
Foto: Edelcio Lopes

Curinga à mesa

Macarrão é a salvação na hora de preparar comida de última hora para visita inesperada

EDELCIO LOPES
ESPECIAL PARA A NOTÍCIA

Videira - Chegou visita de última hora para o jantar e você não preparou nada em especial? Situação corriqueira, ela pode ser contornada com uma boa dose de criatividade, usando o santo macarrão como base. Assim, será possível ir do trivial a um prato renovado em questão de minutos, aliando à massa, um providencial molho com bacon em cubinhos.
Como num passe de mágica, o que era para ser um prato convencional, rápido, se transforma em uma boa pedida à mesa, encantando os olhos e privilegiando o paladar. A receita é simples e rapidadamente - pouco mais de 20 minutos - está pronta para servir, tirando a dona-de-casa de qualquer aperto.
Com poucos ingredientes, o Macarrão com Bacon é também uma comida barata. O prato pronto, sai por cerca de R$ 10,00 e é suficiente para bem alimentar pelo menos quatro pessoas adultas. Escolha uma massa de enrolar, como o espaguete ou o talharim. Os dois se prestam bem na adesão ao molho, na hora de comer.
Além disso, é preciso escolher bem o bacon a ser utilizado. A melhor indicação é para peças com pouca gordura e sem couro. Caso seja necessário, retire esses excessos em casa, antes de começar o preparo do prato. Se a opção for por incrementar ainda mais, use creme de leite e obtenha um Macarrão ao Bacon e Molho Branco.
A troca é simples. Basta substituir o colorau, que é usado na receita oficial, pelo creme de leite. Também é preciso dar uma pitada a mais de sal, para que o adocicado dele não predomine, na hora de servir. A bebida de acompanhamento para este tipo de prato está diretamente relacionada à época do ano.
Como agora, em pleno outono e noites frias, opte pelo vinho tinto, de uma variedade encorpada. Nos dias mais quentes, bebidas geladas como a cerveja formam um belo par com o macarrão. Prefira também as saladas verdes, como alface, agrião e rúcula, banhadas em vinagre branco de limão, maçã ou uva.

FAÇA EM CASA

Macarão com Bacon

Ingredientes
(quatro pessoas)
500g de macarrão espaguete ou talharim - 300g de bacom em cubinhos - 1 cubo de caldo de bacon - 1 cebola pequena picada - 1 colher (chá) de azeite - 1 colher (chá) de colorau - 30ml de água - 1 tablete de caldo de bacon - sal.

Modo de preparar
Cozinhe o macarrão com água, um fio de óleo e sal a gosto. Enquanto isso, prepare, à parte, o bacon em cubinhos pequenos, retirando os excessos de gordura. Coloque para fritar.
Quando estiver quase no ponto, adicione a cebola picada e mexa até dourar. Adicione a água e o caldo de bacon. Em seguida, coloque o colorau e deixe levantar breve fervura. Tire do fogo e separe. Cozinhe o macarrão até que esteja al dente, escorra e recoloque na panela. Jogue o molho por cima, mexendo até dar boa mistura. Salpique com queijo ralado e sirva.

Macarrão com Bacon e Molho Branco

Ingredientes
500g de macarrão espaguete ou talharim - 1 lata de creme de leite - 300g de bacon picado em cubinhos - 1 cubo de caldo de bacon - 1 cebola pequena picada - 1 colher (chá) de azeite - sal - 200g de queijo ralado.

Modo de preparar
Cozinhe o macarrão com água, um fio de óleo e sal a gosto. Enquanto isso, frite o bacon no azeite. Quando estiver quase no ponto, adicione a cebola picada e mexa. Adicione a água e o caldo de bacon. Em seguida, adicione o creme de leite. Quando começar a levantar fervura, coloque o queijo ralado. Tire do fogo e separe. Cozinhe o macarrão estiver al dente, escorra e coloque em uma travessa. Despeje o molho por cima, sem misturar, e sirva.



Com recheios salgados ou doces, incluindo frutas como morango, crepe agrada paladares distintos
Foto: Joaquim Padilha

Crepe no
cardápio do dia

Festival em Canoinhas vai oferecer novas versões e combinações

JOAQUIM PADILHA
ESPECIAL PARA A NOTÍCIA

Canoinhas - Apesar da origem antiga, reivindicada por diferentes países, as panquecas ou crepes estão sempre em alta graças à capacidade de se renovar, incorporando novos ingredientes - doces ou salgados. O prato, simples de fazer, agrada gente de todas as idades e pode ser servido em qualquer ocasião. Para valorizar e destacar as qualidades dessa iguaria da culinária européia, a Casa de Café Colonial e Restaurante Doces & Fricotes, em Canoinhas, promove, na próxima quarta-feira, o 1o Festival da Panqueca.
Doces, salgadas, quentes, frias, dobradas, enroladas, abertas ou sobrepostas e com os mais variados recheios, elas serão servidas num bufê que deve agradar gostos variados. Segundo as proprietárias da casa, Helga e Júceia Bach, por agradar a grande maioria das pessoas o evento promete ser um sucesso. No 1o Festival da Panqueca, os clientes poderão degustá-las com recheios de camarão, frango, carne e legumes, variando com outras misturas e molhos.
Além da massa tradicional feita com farinha, ovos, leite e água, Helga diz que pretende inovar acrescentando outros ingredientes à massa, como espinafre, cenoura e chocolate. Como sobremesa, os participantes do festival terão à disposição panquecas com recheios de morango com creme, goiabada com queijo, maçã, entre outras delícias de dar água na boca.
O nome em francês, crêpe, deriva do termo crispus, em latim, que significa crespo. Refere-se à textura encrespada que a finíssima massa, feita com farinha, ovos, leite e água, adquire durante a rápida passagem pela chapa quente untada com manteiga. Em italiano, são chamadas de crespelle, pelo mesmo motivo. Originalmente, eram assadas em pedra quente, e mais tarde passaram a ser preparadas em chapa redonda de ferro sobre o fogo.
Há indícios de que suas raízes estejam no pão indiano chapati e nas panquecas chinesas. Mas os primeiros registros de crepes foram feitos no século 1, pelo gastrônomo romano Apicius, autor do receituário "De Re Coquinaria". Ali se descobre que já naquele tempo as panquecas eram feitas com a mistura de leite, água, ovos e um pouco de farinha. Cozidas no ferro quente, iam à mesa com mel e pimenta. Os franceses, porém, garantem que a receita nasceu em sua pátria, mais exatamente na Bretanha, no Oeste do país. A região pode não ser o berço das crepes, mas é certamente o lugar onde melhor são preparadas.
As incontáveis creperies se espalham pelas cidades bretãs, impregnando o ar com um aroma doce e delicado. As finíssimas panquecas são habilmente feitas sobre chapas de metal. A receita doce combina farinha de trigo integral, ovos, leite e água, açúcar e baunilha. É servida com geléia, chocolate ou purê de maçã ácida, fruta abundante ali. A salgada, chamada de galette, é o prato de resistência no almoço bretão, acompanhada de leite desnatado, cerveja ou cidra.

O QUÊ: 1º FESTIVAL DA PANQUECA. QUANDO: 18/5 (quarta-feira), a partir das 19h. ONDE: Casa de Café Colonial Doces & Fricotes, rua Francisco de Paula Pereira, 624, centro, Canoinhas. QUANTO: R$ 12,90, por pessoa. INFORMAÇÕES: (47) 622-3225.

FAÇA EM CASA

Massa básica de crepe

Ingredientes
2 ovos - 1/2 litro de leite - 1 copo de água - 1 colher (chá) de sal - 1 xícara (chá) de óleo - farinha de trigo até dar o ponto (cerca de 15 colheres).

Modo de preparar
Bata todos os ingredientes no liqüidificador e reserve. Unte uma frigideira e leve
ao fogo. Quando estiver quente, coloque meia concha da massa e espalhe, girando bem a frigideira. Repita até terminar a massa. Reserve.


Amor em pedaços

JOCE PEREIRA
ESPECIAL PARA A NOTÍCIA

Joaçaba - Adoçar a vida de quem se ama com deliciosos pratos e, ao mesmo tempo, dedicar preciosos momentos a uma verdadeira terapia. É o que costuma fazer, nos finais de semana ou em datas festivas e comemorativas, a dona-de-casa joaçabense Ione Franco Pereira. Quando ela vai para a cozinha, está sempre determinada a preparar deliciosos e belos pratos para a sobremesa em família.
Apesar dos três cursos de culinária que fez, Ione não segue um padrão tradicional ao criar suas receitas. Ela costuma misturá-las e acrescentar ingredientes que, sabe, irão dar um sabor diferente aos doces. Mas, além do gosto, a doceira também se preocupa com a aparência das guloseimas. "Eu costumo dizer que a primeira impressão é a que vale e isso se estende principalmente para a culinária, se a 'cara' do prato é boa, a vontade de comer fica ainda maior", ensina.
Ione não gosta de fazer apenas uma sobremesa, investindo sempre em duas opções, para equilibrar os sabores: algo doce servido com outra delícia menos adocicada, como o Bolo Recheado Prestígio acompanhado do Musse de Maracujá. "O sabor azedinho da fruta é perfeito para acompanhar o chocolate, que é extremamente doce", explica. A dona-de-casa indica um bom chá de ervas para acompanhar as iguarias, ou, para gostos mais requintados, uma taça de vinho branco seco.

Musse de Maracujá

Ingredientes
1 lata de creme de leite - 1 lata de leite condensado - a mesma medida de suco de maracujá puro - 1 pacote de gelatina em pó sem sabor - 2 maracujás.

Modo de preparar
Dissolva a gelatina em cerca de 120ml de água morna e retire o soro do creme de leite.Junte todos os ingredientes, com exceção do maracujá, e bata no liqüidificador por cerca de três a quatro minutos, até a mistura engrossar. Depois despeje o musse em uma travessa de vidro decore com a polpa dos dois maracujás e leve para gelar.


FAÇA EM CASA

Bolo Recheado Prestígio

Ingredientes para a massa
4 ovos - 2 xícaras (chá) de açúcar - 2 xícaras (chá) de farinha de trigo - 1 xícara (chá) de leite quente - 4 colheres (sopa) de achocolatado- 1 colher de (chá) de fermento em pó.

Modo de preparar
Bater bem as gemas com o açúcar até fazer bolhas, depois acrescentar os outros ingredientes e, por último, as claras batidas em ponto de neve. Colocar a massa em uma forma untada com manteiga e polvilhada com farinha de trigo e levá-la ao forno convencional para ser assada a uma temperatura de 220 graus, por cerca de 35 minutos. Depois de assado, o bolo deve ficar no forno já desligado por mais 15 minutos, para a massa não desandar. Depois, retirá-la e deixar esfriar para, então, cortá-la ao meio, no sentido horizontal.

Ingredientes para o recheio
1/2 lata de leite condensado - 1 xícara (chá) de água fria - 6 colheres (sopa) de açúcar - 1 pacote de 100g de coco ralado.

Modo de preparar
Junte todos os ingredientes em uma panela e leve ao fogo médio para serem cozidos por cerca de seis minutos. Mexa sempre e cuidadosamente com uma colher de pau para não grudar no fundo.

Ingredientes para a cobertura
1/2 lata de leite condensado - 2 colheres (chá) de manteiga - 5 colheres (sopa) de açúcar - 2 colheres (sopa) de achocolatado.

Modo de preparar
Junte todos os ingredientes e leve-os ao fogo médio sempre mexendo com colher de pau para não grudar. O ponto certo é quando levantar a fervura.

Finalizando
Na parte inferior da massa já cortada e fria acrescente o recheio, coloque a parte de cima e cubra delicadamente com a cobertura; a dica também é decorar o bolo com pequenos brigadeiros de chocolate e bala de confeiteiro.


Novo layout
Com a proposta de conquistar o consumidor pelo appetit appeal, o design dos rótulos dos molhos prontos Mamma, nova linha de produtos Premium da Cepêra, foi remodelada, ganhando lay out de efeito quadriculado que remete às tradicionais toalhas de cantinas italianas. Cada molho possui um rótulo diferente, de acordo com o sabor: alcaparras - verde escuro; ao sugo - vermelho; azeitonas - verde claro; bolonhesa - azul; e champignon - laranja. O toque personalizado de cada produto facilita sua identificação no ponto de venda. Para completar esta identificação, foram desenvolvidas "gravatas" promocionais, que serão comercializadas nos primeiros produtos que chegarem ao mercado. A Cepêra está no mercado alimentício há mais de 50 anos, oferecendo ampla linha de alimentos para quem quer rapidez no preparo de suas refeições.

Pescados
A Marcomar, uma das principais importadoras e distribuidoras de pescados do País, apresentou novidades na Seafood, feira de pesca, aqüicultura e frutos do mar que encerrou esta semana, em São Paulo.
Uma delas são os enlatados de salmão da marca, que já começam a aparecer nas gôndolas das principais redes de supermercados brasileiras. Outra novidade é o lançamento da linha Premium de porcionados de pescados nobres, tais como salmão, robalo, pescada amarela e outros, que serão vendidos para restaurantes, cozinhas industriais, rede de hotéis, redes de fast food, etc. O novo conceito pretende oferecer um aumento de rentabilidade e qualidade de produto, já que o alimento terá porções padronizadas em tamanho e qualidade, significando economia de mão-de-obra, de tempo de processamento, reduzindo desperdícios e maximizando o trabalho nas cozinhas.

Sem fumaça
Nada mais desagradável quando se prepara uma carne assada em locais fechados do que a fumaça. Para acabar com esse problema, chegou ao mercado a Marc Grill, primeira churrasqueira a carvão do mercado que não enfumaça os ambientes, graças a um inédito sistema vertical de caixa de gordura que não permite que ela caia no carvão. O dispositivo também garante a limpeza do equipamente, já que as cinzas ficam concentradas em uma bandeja removível. Adaptável a qualquer ambiente, o invento é dirigido aos consumidores que moram em apartamentos ou casas sem quintal, além de não fazer mal às pessoas que têm bronquite ou que são alérgicas à fumaça. Com capacidade para churrascos para até 15 pessoas, consome um quilo de carvão, além de ter como vantagem em relação às elétricas a fidelidade do sabor e a rapidez.


Papo de gourmet

Culinária profissional

THERENCE MIR

Quando falamos a palavra hotel, a primeira coisa que vem às nossas mentes é dormir. E as outras são as mordomias, o conforto e não precisar se preocupar com nada. Mas, atualmente, significa muito mais do que isto. As grandes redes desse tipo de negócio implantaram novidades e propostas diferentes, com serviços agregados para cativar os hóspedes. A que mais surpreende, sem dúvida, é a culinária profissional. Todas as bandeiras estão respeitando muito esse tipo de serviço, investindo em ótimos ambientes, com tecnologia de ponta na retaguarda, mão-de-obra treinada e especializada e, o mais importante, trazendo para a cozinha um chefe. Isso com o objetivo, entre outros, de incorporar ao cardápio pratos resgatados da cozinha regional de onde o empreendimento estiver implantado. Assim, algo especial pode estar surgindo a qualquer hora. Outra possibilidade são os cardápios temáticos. É muito comum encontrarmos, aos sábados, a famosa feijoada do tal chefe em tal hotel. Ou a noite de massas nobres naquele outro. Cafés coloniais nas tarde de quarta-feira. E sanduíches especiais em todos os finais de tarde no velho hotel da esquina. Pois os antigos charmosos e familiares hotéis, por força maior, também tiveram que entrar no esquema. Muitos, inclusive, terceirizam seus espaços gastronômicos. Os resultados têm se mostrado positivos.
Outro aspecto importante é a especialidade que cada um apresenta. Em Joinville, existem restaurantes de hotel que propõem rissoteria, carnes grelhadas, frutos do mar, cozinha francesa, feijoadas, festivais de morango e outras frutas da época, sopas, almoços executivos temáticos, etc... Em Florianópolis, não dá nem para citar, senão poderia ser injusto esquecendo algum, já que as opções são fantásticas. Outras cidades do Estado estão mostrando muita maturidade e apresentam curiosidades para seus visitantes. Podemos destacar Balneário Camboriú e Blumenau, sem falar no mérito dos hotéis de fazenda e outros tantos espalhados pelo interior catarinense. O importante é saber que a nossa arte, a nossa paixão pela comida, está sendo compreendida por quase todos os investidores do setor de serviços. E sempre esperamos que novos conceitos possam trazer mais e melhores opções para o paladar. Sem perder o charme de cada casa.

MINHA RECEITA

Frutos do Mar à Moda de Itajaí

Cesta de ingredientes
1kg de vôngole com a concha - 2 dentes de alho picados - 1/2 de xícara (chá) de azeite de oliva - 500g de mexilhão com a meia concha - 300 g de vieira sem a concha - 1/2 xícara (chá) de vinho branco seco - 1/2 xícara (chá) de salsinha picada - 1/2 colher (chá) de pimenta calabresa em flocos.

Modo de preparar
Lave bem os vôngoles e descarte os que estivem abertos. Reserve. Numa frigideira grande, em fogo alto, refogue o alho no azeite de oliva, mexendo de vez em quando com uma colher de pau, até ficar macio (aproximadamente dois minutos). Junte os frutos do mar, regue com o vinho, reduza o fogo e tampe a frigideira. Cozinhe até os vôngoles se abrirem (cerca de dez minutos). Polvilhe com a salsinha e a pimenta calabresa e misture cuidadosamente. Transfira para uma travessa e sirva a seguir. Acompanhe com arroz branco e batatas assadas. Deguste com vinho branco seco.

Manchetes AN

 Das últimas edições de Anexo
13/05 - A longa noite de Chet Baker
12/05 - Quinta de todos os sons
11/05 - O aniversário do mestre
10/05 - O público em primeiro lugar
09/05 - Tudo transforma
08/05 - Como gente grande
07/05 - O número um


Leia também

ZAP

REALIZADA
Como Malva, de "Floribella", na Band, Suzy Rêgo volta à TV
Foto: Carta Z Notícias

Estilo cruel

Depois de ficar quatro anos longe da TV, Suzy Rêgo não esconde a empolgação com o trabalho em "Floribella". Também pudera. Além de voltar para o vídeo, a atriz faz a grande vilã da novela. Como tinha no currículo apenas uma antagonista, a Carla de "Top Model", de 1989, ela conta que há anos esperava ansiosa pele momento de fazer novamente a "megera" de uma trama. Outro ponto positivo foi a oportunidade de trabalhar, pela primeira vez, para o público infanto-juvenil. "Me encantei com esse tom de conto de fadas. Mas quero deixar claro que sou má só na novela. Fora de lá, adoro crianças", afirma. E a forma que encontrou para não ser tão odiada foi dar uma pitada de humor nas cenas de Malva. Até porque a vilã faz uma maldade aqui, outra ali, mas depois de duas horas já está se dando mal, bem no estilo de produções infantis. Outra tática da atriz - que aos 38 anos acumula 16 de carreira - é banalizar todas as palavras cruéis da personagem. "Imprimo essa coisa da comédia porque seria muito duro dizer com verdade as atrocidades que ela fala", explica.

"Muita gente que nem sabia o meu nome já está conhecendo o meu trabalho."
Fernanda Lima
, sobre a função de apresentação do "Video Show".

No clima
Empolgado com seu personagem em "América", o cego Jatobá, Marcos Frota vai dirigir um espetáculo encenado por deficientes. No dia 3 de dezembro, Dia Internacional dos Deficientes Físicos, o ator estréia a peça "Somos Todos Brasileiros", encenada por surdos, cegos e paraplégicos. "Esse projeto reflete o desenvolvimento artístico dos deficientes físicos, porque somos todos iguais na essência e capazes de exercer várias funções", explica Frota.

Na floresta
O Canal Futura estréia amanhã, às 15h30, a série "Tom da Amazônia", que desvenda as riquezas da maior floresta tropical do mundo. Que a floresta amazônica é um patrimônio mundial, todo mundo sabe. Porém, pouca gente conhece o que, exatamente, faz parte deste ecossistema. Comandado pelo cantor e compositor paraense, Almir Gabriel, cada programa revela um aspecto da Amazônia. Ao todo, são 12 episódios - de 30 minutos - que vão falar de geografia, águas, ecologia dos ecossistemas, história da ocupação, Cultura, povos indígenas e comunidades tradicionais, Amazônia urbana, desenvolvimento sustentável, áreas legalmente protegidas e economia.

Inocente
O ex-Big Brother Brasil, Edílson Buba, conhecido como Buba, foi inocentado da acusação de tráfico de drogas, sendo classificado somente como usuário, segundo o site "Tudo Paraná". Buba foi preso no dia 26 de abril do ano passado com 18 comprimidos de ecstasy e cinco gramas de maconha. Ele passou 95 dias na prisão acusado de tráfico de drogas. A decisão foi do juiz Eduardo Fagundes da 2a Vara Criminal de São José dos Pinhais na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Como usuário, o ex-BBB deve ser citado pelo juizado especial para cumprir uma pena alternativa.

Foi bem
A atuação de Zezeh Barbosa e Mary Sheila como as tresloucadas Latoya e Whitney em "A Lua Me Disse". As atrizes correspondem ao perfil bem construído das personagens, que não aceitam o fato de serem negras e são ambiciosas a ponto de cometer qualquer loucura. O elenco da novela, vale ressaltar, foi muito bem escalado.

Foi mal
O "Programa Piloto", da MTV. A idéia de colocar um grupo de jovens para realizar um programa de TV é boa. O problema é que eles não conseguem mostrar nada interessante ou criativo.

Rápidas

ESTRÉIA - O novo programa de Marcos Mion na MTV, "The Nadas", estréia hoje, às 22 horas.

ENSAIO - Nesta semana, foram realizados ensaios e testes de luz no cenário do programa sobre relacionamentos amorosos que Eliana comandará na Record. Agora, os ensaios terão a participação da platéia.

HISTÓRIA - Marília Gabriela está firme e forte na carreira de atriz. Depois de atuar em "Senhora do Destino", ela vai integrar o elenco da minissérie sobre Juscelino Kubitschek que a Globo vai exibir em janeiro de 2006.

IBOPE - Depois de uma liminar concedida pela Justiça, a Record exibiu na última quarta uma reprise do "Show do Tom", com os quadros "Bar do Canabrava" e "Tom Soares" no lugar do quadro "Jogo da Música", sátira do programa "Qual É a Música", do SBT. Mesmo assim, o programa continuou em segundo lugar, com média de sete pontos.
No mesmo horário, o SBT registrou 6,5 pontos de audiência.

EM PÊLO - Bruno Gagliasso, que interpreta Júnior, um personagem homossexual em "América", foi convidado para posar nu para a "G Magazine". Segundo o jornal "O Globo", o ator recusou a proposta.

CARNE NOVA - Marcelo Mansfield, que integra o time de atores do bem-sucedido espetáculo de humor "Terça Insana", vai entrar em "A Lua me Disse". Ele interpretará o investigador Lobo, que chega para desvendar roubos na mansão da falecida Regina, personagem de Maitê Proença. As primeiras cenas de Marcelo vão ao ar na próxima terça.


ELENCO

Arlete Salles (E) é uma das personagens principais de "A Lua Me Disse", na Globo
Foto: Divulgação

Fase crescente

"A Lua me Disse" começa a recuperar o ibope, mas ainda escorrega no excesso de humor

Rio de Janeiro - Agora a Globo já pode respirar um pouco mais aliviada. Com o término de "A Escrava Isaura", no dia 29 de abril, a emissora voltou a conseguir consideráveis índices de audiência no horário das sete. Isso porque a novela da Record "roubou" preciosos pontos de "Começar de Novo" - o que não foi muito difícil, pois a trama deixou muito a desejar - e atrapalhou o Ibope dos primeiros capítulos de "A Lua me Disse".
Escrita por Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, a nova novela das sete estreou, em 18 de abril, com 32 pontos. Nos dias seguintes, desceu a ladeira e chegou a registrar ingratos 29. Mas bastou "Escrava" dar lugar a "Essas Mulheres" para a audiência de "A Lua me Disse" subir para 38 pontos e se manter nesse patamar. Esse aumento, no entanto, está longe de significar que a trama seja impecável. A novela dá suas escorregadas e a principal delas é justamente usar e abusar da comédia.
Não há duvidas de que a "praia" de Miguel e Maria Carmem é o humor. Mas mergulhar de cabeça num mar de piadas e tentar fazer rir a todo custo é desnecessário. Não que tentar "pegar" os telespectadores pelo riso não seja uma boa estratégia. O problema, no entanto, é que o limite entre o engraçado e o bobo pode se tornar muito tênue. Os autores carregaram nas tintas e os personagens cômicos estão totalmente over. Um nítido exemplo disso é a família da empresária Ademilde, de Arlete Salles, formada pelos acomodados irmãos Adilson, Adalgisa e Adail, vividos respectivamente por José Dartagnan, Stella Miranda e Bia Nunes, pela adoentada mãe Dona Gôndola, de Thelma Reston, e pelos jovens Julieta, Soraya e Adonias, personagens de Fernanda Rodrigues, Juliana Baroni e Paulo Vilhena. O que incomoda nesse núcleo é que a algazarra criada por esses parentes - que vivem às custas de Ademilde e moram todos na mesma casa - é tanta que as inúmeras cenas em que eles aparecem transcorrem no tradicional estilo pastelão e não têm a menor graça.
Quem também exagera no tom cômico são as atrizes Zezé Barbosa e Mary Sheila, que interpretam as irmãs Latoya e Whitney. Elas passam o tempo todo tentando ser divertidas, mas são tão escrachadas que, muitas vezes, descambam para a bobeira e para a caricatura. Além disso, se metem em situações que de tão manjadas na TV - já não arrancam risadas, como jogar ovos e tomates nas pessoas, no caso, em Naíde, de Maria Gladys. Piadas totalmente forçadas e sem graça também não faltam em "A Lua me Disse". Um bom exemplo foi a dita por Zelândia, personagem de Maria Zilda, ao se apresentar para Ivan, de Cláudio Marzo: "Muito prazer, Zelândia. Não tão nova, mas ainda um continente". Os autores parecem mesmo determinados a fazer "gracinhas" com cada frase do texto. mesmo que elas sejam tolas e, portanto, pouco funcionais.
Mas não são apenas o desfile de personagens cômicos e o tom exagerado de cada um deles que incomodam. Um dos maiores problemas de "A Lua me Disse" é inserir humor em situações para lá de inoportunas. Ao contrário do que possa parecer, a trama não é exclusivamente cômica. Possui momentos dramáticos, núcleos sérios bem desenvolvidos e até uma vilã digna de nota, Ester, interpretada por Zezé Polessa. O que é um total despropósito é colocar "piadinhas" em cenas densas. A "saia justa" em que ficam os atores ao dizerem essas "gracinhas" é indisfarçável. Uns optam pelo tom cômico, deixando as cenas sem pé nem cabeça. Outros preferem dar seqüência à linha séria e comprovam a total incoerência desse tipo de diálogo num contexto dramático.
É uma pena que Miguel e Maria Carmem insistam em forçar a barra para tentar gerar humor em "A Lua me Disse". Afinal, uma novela leve e divertida cai muito bem no horário das sete. O que não dá é apelar para um humor bobo, que de tão forçado não consegue sequer provocar sorrisos discretos. O humor pode até ser um ótimo "remédio" para atrair a audiência mas, com certeza, não é o único. Esse exagero compromete tanto os núcleos cômicos, que têm a sua graça esvaziada, quanto os personagens sérios. Não é porque "A Escrava Isaura" acabou que a Globo pode descuidar e começar a achar que vai repetir facilmente o sucesso de "Da Cor do Pecado", que não raro atingia os 40 pontos. Humor é bom, mas na dose certa.(TV Press)


 

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