Joinville         -         Terça-feira, 04 de outubro de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Proposta ação contra
fundo para bombeiros

Ministério Público diz que lei criada pelo município para favorecer corporação é ilegal

Caçador - Já está no Tribunal de Justiça de Santa Catarina a ação direta de inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo ministério público contra a lei que estabelece normas de segurança para sinistros em edificações, em Caçador, Meio-oeste catarinense, e conseqüente cobrança de taxas. A Lei Municipal 481/1991 criou uma conta especial vinculada, onde são depositados estes recursos para reequipar o Corpo de Bombeiros Voluntários do município. Estas duas proposições, segundo o MP, violam a Constituição Estadual.
O promotor de Justiça Rodrigo Silveira de Souza acredita que a atividade dos bombeiros é de segurança pública. A lei impugnada viola também, segundo ele, o princípio da competência normativa estabelecido no artigo 108 da Constituição catarinense, que diz que cabe ao Estado instituir fundos relativos a órgãos integrantes da administração estadual e que estão diretamente subordinados ao governador, como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.
Segundo Souza, a Procuradoria-geral de Justiça em Florianópolis tem o Centro de Apoio Operacional do Controle da Constitucionalidade (Ceccon). Este centro de apoio visa oferecer suporte e atuação conjunta com os promotores de Justiça de todo o Estado para que se possa combater toda e qualquer lei que afronte a Constituição. "Foi assim que o Ceccon instituiu, em nível estadual, o Programa de Combate à Criação Ilegal do Funrebom, que objetiva combater leis municipais que criem taxas para sustentar atividade que é tipicamente de segurança pública", justifica.
O promotor explica, ainda, que o objetivo da Adin não é combater os bombeiros voluntários, tampouco promover a vinda de bombeiros militares. "O que se deseja é desonerar os contribuintes de Caçador do recolhimento de alta taxa, que consideramos inconstitucional". Caso a corporação fosse militar, ele garante que o procedimento seria o mesmo. "A ajuda aos bombeiros deve ser espontânea e não obrigatória, como acontece hoje".
A inexistência dos bombeiros militares em Caçador, para o promotor, é muito cômoda para o Estado, que se desonera de tal obrigação, transferindo para a sociedade caçadorense a obrigação de sustentar o serviço público de bombeiros. "O que a sociedade caçadorense deveria reivindicar, é que o Estado assuma suas obrigações", finaliza.


Corporação
contesta MP

O presidente dos Bombeiros Voluntários de Caçador, Renato Vogel, contesta as declarações do promotor Rodrigo de Souza. Segundo ele, a derrubada da lei representa, na prática, o fim do Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom) que garante 25% da receita mensal da corporação. "A Constituição Federal concede ao município o poder de legislar sobre interesses locais e o fundo é um interesse local", salienta.
O segundo ponto levantado pelo presidente dos Bombeiros Voluntários é com relação a possível desoneração dos contribuintes. "A ação foi impetrada porque as vistorias devem ser feitas sem cobrança de taxas, como alega o promotor, mas isso é desmentido pela nota do próprio comando militar. É uma inverdade", rebate. De acordo com Vogel, se houver queda na lei que mantém o fundo de arrecadação dos bombeiros, o dinheiro recolhido pelas taxas de vistoria não terá mais um destino certo.
Vogel sugere que antes de levar o assunto adiante, a população deve ser ouvida. "A população precisa opinar sobre isso. Ela precisa ver se quer que o dinheiro fique aqui ou vá para fora". Para finalizar, Vogel diz que a Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei municipal que autoriza o funcionamento do Funrebom é, na verdade, uma manobra para desarticular e enfraquecer os bombeiros voluntários para os militares assumirem o comando. "Isso é um pano de fundo para algo maior, visando garantir status aos bombeiros militares", encerra.


Promotora busca confirmar
fraude do DPVAT no Sul

Urussanga - A promotora da comarca de Urussanga, no Sul do Estado, Cristine Angulski da Luz, encaminhou ontem um pedido ao juiz Ricardo Machado de Andrade solicitando novas investigações para tentar confirmar a denúncia de fraude contra o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT) que estaria sendo praticada no Hospital São Roque, em Morro da Fumaça. Antes de concluir o inquérito, o Ministério Público pretende avaliar ainda o prontuário médico de dois pacientes que teriam feito a denúncia. O objetivo é descobrir o tipo de atendimento prestado a estas pessoas e de que forma foi efetuado o pagamento.
A expectativa é de que estes procedimentos sejam concluídos em dez dias. "O pedido deve chegar nos próximos dias nas mãos do juiz. Acredito que se já ocorreu com duas pessoas, possa acontecer com mais", argumenta a promotora, que ainda considera prematuro fazer qualquer avaliação. "Estamos apurando o caso. Ainda é cedo dizer que as fraudes existiram de fato", destaca. De acordo com as informações repassadas, as vítimas de acidentes que chegavam no hospital para receber atendimento eram obrigadas a assinar um documento em branco. "Ao assinar este documento, a pessoa estaria abrindo mão do dinheiro referente ao seguro e repassando todo o valor para o hospital", explica a promotora. Desde a efetivação da denúncia, registrada em julho deste ano, a direção do hospital se nega a falar sobre o assunto. Mas caso o fato se confirme, os envolvidos irão responder criminalmente.
O DPVAT, seguro obrigatório pago pelo proprietário do veículo junto com o licenciamento anual, garante indenização às vítimas de acidentes de trânsito. Para receber um reembolso das despesas com assistência médica e hospitalar, a vítima de acidente precisa apenas apresentar uma comprovação assinada por um médico. Já o pagamento de indenização pode ser solicitado por meio de um boletim de ocorrência que comprove o acidente e o danos materiais.


Cidades podem ganhar verba
para cozinha comunitária

Brasília - O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) aprovou cinco projetos para implantação de cozinhas comunitárias em Santa Catarina. Em todo País, foram 105 propostas habilitadas. Os cinco projetos ficam em Blumenau, Joinville, Lages, Riqueza e Chapecó. Para receber os recursos da União, as prefeituras precisam encaminhar vários documentos para o MDS e estarem enquadradas na instrução normativa que libera o dinheiro.
Os principais critérios de avaliação para a habilitação final são: índice de vulnerabilidade social da população, percentual de famílias atendidas pelo Programa Bolsa-família, parceria com o MDS para a implantação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), espaço disponível para instalação das Cozinhas Comunitárias em condições adequadas, entre outros. A assessoria do ministério disse que ainda não foi fixada uma data para a análise desses critérios, mas o dinheiro deve ser aplicado ainda este ano.

Capacitação

As propostas habilitadas deverão se enquadrar em parâmetros financeiros também. Nos municípios com até 20 mil habitantes, o MDS pretende aplicar até R$ 21 mil para implantar uma cozinha comunitária e outros R$ 9 mil para desenvolver atividades de capacitação profissional que possa gerar empregos. Cidades com população entre 20 mil e 500 mil habitantes podem receber até R$ 60 mil para implantação de três cozinhas comunitárias e o MDS pode liberar outros R$ 25 mil para capacitação profissional. Em municípios com mais de 500 mil habitantes, o ministério vai liberar no máximo R$ 200 mil para investimento em dez cozinhas. Outros R$ 80 mil podem ser liberados para capacitação.


Criciúma discute imigração
ilegal em audiência hoje

Criciúma - Criciúma recebe nesta quinta-feira a visita de integrantes da CPI Mista da Imigração Ilegal. Durante audiência, serão discutidos processos migratórios de brasileiros, principalmente os que estão na ilegalidade em outros países. Os direitos humanos e informações que possam auxiliar na identificação de atravessadores e coiotes também estarão em pauta.A audiência será comandada pelos senadores Marcelo Crivela (PMR/RJ) e Leonel Pavan (PSDB). A CPI mista também pretende comprovar a necessidade de atualizar a legislação e criar mecanismos que possam auxiliar as pessoas que desejam trabalhar fora do Brasil. "Juntos estes brasileiros injetam na economia mais recursos que muitas multinacionais, o que demonstra a necessidade de uma atenção especial do governo", destaca Pavan. Em Criciúma, essa mão-de-obra representa uma movimentação mensal de R$ 35 milhões. São recursos produzidos pelos cerca de 30 mil sulcatarinenses que vivem fora do País, a grande maioria de forma ilegal.


Frente fria traz
chuva e granizo

Oeste e o Meio-oeste do Estado devem ser as regiões mais afetadas com mudança no clima

Luiz Augusto
Especial para A Notícia

São Joaquim - Após uma segunda-feira de sol em praticamente todas as regiões de Santa Catarina, hoje a chegada de uma nova frente fria muda completamente o clima no Estado. Chuvas fortes, granizo e ventos de até 75 quilômetros por hora podem ocorrer em pontos isolados. O alerta é da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, e confirmada tanto pela Climaterra Assessoria e Planejamento em Meteorologia e Agronomia como pelo Centro de Informações Ambientais e de Hidrometeorologia (Ciram/Epagri).
As análises meteorológicas realizadas ontem indicam que as regiões mais propensas a terem chuvas fortes e granizo isolado são o Oeste e o Meio-oeste. De acordo com os meteorologistas do Ciram/Epagri, há condições de chuva forte e descarga elétrica do Oeste ao Sul catarinense. Para amanhã, a frente fria se desloca por Santa Catarina, mantendo as condições de chuva no Estado, especialmente entre Florianópolis e o Norte catarinense. Nas demais regiões, presença de sol à tarde. Já a temperatura, que hoje deve atingir a máxima de 28 °C no Litoral Norte, Médio Vale do Rio Itajaí e Litoral Sul, entra em declínio no fim do dia de amanhã.

Alerta

Segundo o agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho do Prado, em pontos isolados do Estado, especialmente nas áreas de divisa com o Rio Grande do Sul, o volume previsto de chuvas para hoje podem ocasionar alguns problemas. Com relação à temperatura, Coutinho explica que ela deve entrar em declínio lento a partir de quarta-feira, mas não deve cair muito, ficando apenas um pouco abaixo do normal para esta época do ano. "O friozinho deve se prolongar até o próximo final de semana", conta o agrônomo.


Vale do Itajaí busca solução
para prevenir cheias

Com o sistema precário de alerta no rio Itajaí-açu, população fica apreensiva a cada chuva forte

Blumenau - No Vale do Itajaí, principalmente em Blumenau, basta chover uma semana para que parte da população fique em estado de alerta. Por isso, os moradores da região cobram uma solução definitiva para o problema. Com as barragens do Alto Vale comprometidas e o sistema de alerta funcionando precariamente, a comunidade fica apreensiva a cada chuva mais forte e não sabe reagir adequadamente em caso de enchente.
Em mais uma tentativa de resolver a questão, será realizado hoje e amanhã um encontro técnico para definir de forma integrada as competências pelo gerenciamento do sistema de previsão, controle, prevenção e alerta contra cheias da Bacia do Rio Itajaí. Há possibilidade de transferência da administração das barragens do Alto Vale e das estações telemétricas da União para o Estado, com o repasse de recursos do Ministério da Integração Nacional.
"A meta é que as instituições envolvidas estabeleçam neste encontro uma agenda de trabalho com as prioridades técnicas, jurídicas e financeiras para o gerenciamento integrado destes sistemas", diz a secretária-executiva do Comitê do Itajaí, Beate Frank. A ativação do sistema de alerta, segundo ela, é uma das prioridades. Atualmente, das 12 estações telemétricas instaladas no Vale do Itajaí, apenas quatro estão operando em tempo real, com transmissão de dados on line. O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, propõe a criação de um consórcio de municípios da região para administrar as barragens e o sistema de prevenção.


SC e Argentina se unem para
executar obra de saneamento

Chapecó - Em uma parceria inédita, Santa Catarina e a Argentina pretendem executar uma obra internacional para beneficiar catarinenses, paranaenses e argentinos com água e saneamento básico. No lado brasileiro, a Casan vai investir R$ 12,5 milhões na implantação e ampliação do sistema de abastecimento de água e esgoto em três cidades da fronteira. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente da Casan no Oeste, Milton Sander.
O novo sistema vai beneficiar as cidades de Dionísio Cerqueira (SC), Barracão (PR) e Bernardo de Irigoyen (Argentina). O projeto de engenharia está pronto e o financiamento assegurado pelo Fundo de Desenvolvimento do Rio da Prata (Funplata). A instituição possui sede em Assunción (Paraguai) e é mantida pelos países que integram o Mercosul.
Na semana passada, Sander apresentou o projeto ao Funplata e obteve garantia de financiamento com carência de sete anos e 25 anos de prazo a juros de 2,25% ao ano. O fundo não ofereceu restrição ao empréstimo porque o projeto é auto-sustentável. O prazo para execução da obra será de quatro anos. "A partir de agora, o governo de Santa Catarina irá formalizar o pedido de financiamento junto ao governo federal e até março de 2006 o governador Luiz Henrique poderá assinar o contrato de financiamento", acredita Sander.
Dionísio Cerqueira e Barracão têm apenas água tratada, mas não o suficiente para atender a demanda. Bernardo de Irigoyen não tem água nem esgoto. O projeto tem capacidade para atender 38 mil pessoas. Atualmente, a população dos três municípios chega a 23 mil habitantes. O novo sistema terá capacidade para atendimento dos três municípios para os próximos 20 anos.


Canto para resgatar
o gosto pela música

Professor espera estimular a valorização de costumes em aulas para mais de 600 crianças no Meio-oeste

Videira ­ O professor de canto Sérgio Carlesso acredita que a música pode ser responsável pela reintrodução dos costumes e se propõe a usar esta ferramenta como forma de propagá-los. Ele tem cerca de 600 alunos que recebem uma aula por semana em cinco cidades da região. Formado em conservatório e com passagem em oficinas de música em diferentes regiões do País, ele acredita que o interesse por este tipo de arte está voltando agora para ficar.
Para apresentar conceitos aos alunos, Serginho criou uma tática diferente e que tem dado resultados. "Eu pego uma música destas que estão na televisão e peço que eles criem paródias. É uma forma de contentá-los e ao mesmo tempo introduzir aquilo que eu acho necessário que eles saibam", justifica. Nesta base do ceder para conquistar, tem visto o canto ser procurado cada vez mais.
"Hoje há uma procura maior do que alguns anos atrás e isso é fruto de todo um trabalho que foi desenvolvido", acredita. Para introduzir musicalização e canto nos estudantes cujas idades variam de 6 a 14 anos, ele busca atrativos variados. "Não basta simplesmente passar a teoria e fazê-los cantar. É preciso que percebam a magia da música. Quando isso acontece, o crescimento é natural", explica. Aos poucos, os estabelecimentos de ensino também vão se adequando e fazem dela uma disciplina na sua grade.
O despertar de valores se dá na medida em que os estudantes cantam músicas que trazem profundidade nas suas letras, destaca Carlesso. É uma forma diferente de ensinar sobre o amor, a paz e família. "Nossas crianças hoje estão muito expostas às influências externas e isso tem seu lado ruim. Por isso acho que o canto e a música também têm o dever de mostrar que existem muitos valores a serem preservados".
Não é fácil ir contra aos modismos e o professor sabe disso. Às vezes, ele cede e acaba ensinando alguma dessas músicas. Mas, em seguida, coloca peças, que falam de amor e temas mais singelos. "O que fazemos é modificar as letras, fazendo paródias que tragam alguma mensagem mais útil", conta. Geralmente, a iniciação musical que ele passa aos seus alunos torna-se determinante para o futuro deles.
Em alguns casos, tornam-se cantores de bandas, solistas ou mesmo músicos gabaritados. "Existem muitos talentos escondidos que acabam sendo despertados pelo trabalho que realizo nas escolas. O gosto pela música e pelo canto já existe e é incentivado durante as aulas".

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Andressa já teve poesia publicada:
"Não tem estímulo melhor"

Poesias viram livros em projeto em Pinheiro Preto

Pinheiro Preto ­ Poesias feitas por alunos de todas as séries da Escola de Educação Básica Professora Maura de Senna Pereira, de Pinheiro Preto, estão deixando as contra-capas dos cadernos para virar livros. O projeto Poetas Rumo ao Novo Milênio começou a ser desenvolvido em 1999. Desde então, já foram publicadas cinco edições.
A proposta é despertar nos estudantes o gosto pela poesia, além de oportunizar a descoberta e desenvolvimento de talentos reclusos, limitados a um pequeno grupo. Segundo o diretor da escola, Ademilson Einsweiler, a idéia é socializar a produção literária dos estudantes, abrindo novas fronteiras do conhecimento e incentivando-os a desenvolver poesias.
Os trabalhos são realizados ao longo do ano e depois submetidos a uma comissão julgadora que elege as melhores produções, observando critérios previamente definidos, como criatividade, seqüência lógica e clareza na mensagem. "As poesias também precisam ser inéditas. Cada um dos participantes pode ter até três trabalhos publicados no livro", explica Ademilson Einsweiler.
Atualmente, a escola trabalha na divulgação da quinta edição do livro. Também foi feita a entrega dos novos trabalhos que deverão ser selecionados para compor a próxima publicação. Os estudantes autores das duas melhores poesias escolhidas por categoria recebem ainda um prêmio como reconhecimento.
As categorias são divididas em: 1ª a 4ª séries, 5ª a 8ª, ensino médio e Livre. Esta última permite que professores e pessoas da comunidade tenham suas poesias publicadas nos livros. "Temos uma produção muito grande e isso mostra o interesse de todos pela poesia, e contribui para o seu desenvolvimento, ano após ano", enfatiza o diretor.


Criação aprimorada
a cada ano

Pinheiro Preto ­ As poesias são produzidas em diferentes momentos dentro da grade curricular da Escola de Educação Básica Professora Maura de Senna Pereira. Segundo a professora de literatura Marilene Bee, todos os anos mais de 400 peças chegam até a comissão julgadora, que seleciona 270 textos para a publicação. Ela garante que o gosto pela poesia e pela leitura cresceu entre os estudantes após o projeto.
"Eles se interessam mais por literatura e quando lêem uma poesia prestam atenção na sua concepção, na forma como ela foi construída", explica. Assuntos do cotidiano são trabalhados pelos estudantes de forma a se tornarem poesias inéditas e, a partir daí, galgar um lugar na publicação. "O maior incentivo para eles é ver o texto publicado no livro e, para que isso aconteça, não medem esforços".
Todas as poesias são feitas em sala de aula, com acompanhamento do professor. Para viabilizar a publicação, a escola conta com apoio da Prefeitura de Pinheiro Preto e da Secretaria de Estado da Educação e Inovação, que financiam o livro.
"São poesias muito boas, de qualidade, que se não fosse o projeto continuariam escondidas", avalia. A publicação tem sido um incentivo tão grande que alguns dos participantes estão migrando para a publicação própria de suas obras. Foi o que aconteceu com a professora Denise Ceccato Bee e mais dois alunos que estão tentando viabilizar suas publicações. "Isso só está acontecendo porque se viram motivados com o livro produzido pela escola, o que vem a comprovar seu objetivo e importância", afirma.
A estudante Andressa Dal Bosco, que tem textos publicados, acha que o livro é o reconhecimento pela dedicação na elaboração das poesias. "Não tem estímulo melhor", assegura.


Mais vagas para
educação infantil

Caçador - Mesmo com abertura de 300 novas vagas em educação infantil, o déficit no município de Caçador, no Médio-oeste catarinense, é considerado grande. De acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação, ainda são necessárias mais de seis mil vagas para atender a demanda.
As novas vagas foram abertas nos bairros Bonsucesso, Nossa Senhora Salete, Taquara Verde, Cohab 2, Tabajara e Santa Clara. "Essas novas vagas foram abertas graças a ampliações de espaço físico nesses centros de educação infantil", informa a professora Odete Xavier, coordenadora da área na secretaria.
A Prefeitura conta com cinco centros de educação infantil e um em parceria com a empresa Madecal. Atualmente, apenas 2.561 crianças são atendidas e, de acordo com o censo, o número de crianças com idade de zero a 6 anos passa de oito mil. "A educação infantil, diferente do ensino fundamental, não é subsidiada pelo governo, sendo bancada em sua totalidade pelo município", explica Odete.
De acordo com ela, a abertura de novas vagas está nos planos da atual administração. "Estamos buscando novas parcerias com empresas e planejando a construção de mais um centro de educação infantil no bairro Martello", informa.


Mudanças no trânsito
provocam transtornos

Prefeitura pede que motoristas evitem as ruas centrais de São Bento até quinta-feira

São Bento do Sul - A falta de orientação de que as ruas do anel central de São Bento do Sul estariam fechadas para obras de reformulação do trânsito causaram protestos dos motoristas. Ontem ao meio-dia, as principais ruas permaneceram interditadas, formando congestionamentos em vias secundárias. A maior reclamação ficou por conta da falta de sinalização para indicar desvio. Desde o final da semana passada uma empreiteira trabalha na colocação de nova camada asfáltica nas ruas centrais. Até sexta-feira as obras foram realizadas durante a noite, e desde domingo passaram a ocorrer durante o dia.
Um dos problemas mais sérios do trânsito de São Bento do Sul, segundo o secretário municipal de Planejamento, arquiteto Rubén Pereyra, é a obrigação que os motoristas têm em circular por três ruas do anel central para ir de um lado a outro do município. O secretário disse ainda que as obras atrasaram devido às chuvas. Por conta disso é necessário que a empreiteira trabalhe durante o dia. Hoje as obras devem seguir para a avenida Argolo, principal acesso ao centro. Para evitar problemas, Pereyra pede para que os motoristas evitem a via. "Queremos ver se até quinta-feira terminamos as obras do centro", disse.
São nas ruas interditadas que se concentram praticamente todas as agências bancárias e a Prefeitura, além de supermercados e restaurantes. Segundo o tenente José Luiz Cavasin, comandante de trânsito da PM de São Bento do Sul, as obras estavam previstas há bastante tempo, e viaturas permaneceram durante a tarde sinalizando aos motoristas para que evitassem a região central.
No início da tarde nova reunião foi realizada, com objetivo de analisar o impacto das obras no fluxo dos veículos. Isso porque até mesmo o acesso ao Hospital Sagrada Família, único do município, ficou comprometido, bem como ao posto de saúde do centro. Para fugir das filas, motoristas optaram por seguir na contra-mão. "Foi imprudência de quem não soube compreender que as obras vão trazer benefícios", disse Fabiano Adriano, diretor do Departamento de Trânsito.


Segurança de ponte será
reforçada após tragédia

Blumenau - Palco de cinco mortes em dois anos e seis meses, a ponte Adolfo Konder, que faz a travessia da avenida Beira-rio com o bairro Ponta Aguda, no centro de Blumenau, construída em 1957, terá a segurança reforçada em 15 dias. A decisão foi tomada ontem pela manhã, em reunião entre a presidência do Serviço de Terminais e Transportes Urbanos de Blumenau (Seterb) e os engenheiros da Secretaria de Obras da Prefeitura. No último sábado, quatro pessoas morreram na queda de automóvel da ponte.
Para o sargento Rubens Spengler, que comandou a operação resgate durante a tragédia de sábado, o acidente foi somatória da imprudência do motorista do Vectra, "que entrou na ponte em alta velocidade e a falta de proteção da grade, que não resiste o impacto de veículos, problema que o departamento de Obras da Prefeitura deveria ter observado".
O diretor-presidente do Seterb, Olímpico Menestrina, observa que de acordo com as circunstâncias em que ocorreu o acidente não haveria obstáculo que impediria a queda do automóvel. Mas para garantir maior segurança para veículos e pedestres, serão realizadas em 15 dias obras de reforço na segurança da travessia. "Vamos implantar defensa metálica, com capacidade para absorver impacto", disse.
O gerente do Golden Bingo de Blumenau Wanderson Luis Bianchi, 29 anos, dirigia o Vectra CIN 2397, de São José, por volta das 8h20 de sábado, na saída de uma noite de trabalho. De acordo com testemunhas, ele entrou em alta velocidade na ponte, invadiu a pista contrária e colidiu com o Scort BRI 8375, dirigido por Paulo Agnaldo Gonçalves, 32. O Vectra desgovernou-se, subiu o meio fio de 20 cm, derrubou a mureta de proteção e caiu a 15 metros, com teto para baixo na plataforma de concreto que protege a margem do rio Itajaí-açu. Ele, a operadora de caixa Vandernice Halla, 25, que estava no banco da frente, e o chefe de mesa Daniel Teixeira Mendonça, 34, morreram na hora. O garçom Cristiano Correa, 25, morreu uma hora depois no Hospital Santa Isabel. O acidente provocou engarrafamentos por todo o centro e reuniu um grande número de curiosos sobre a ponte e as duas margens do rio Itajaí-açu, numa delicada operação de resgate.
Este foi o segundo acidente fatal ocorrido na ponte Adolfo Konder. O primeiro aconteceu em março de 2003, quando Sandro Widermann de Lima, 19, perdeu a vida ao cair com a caminhonete AKK 0096, de Blumenau, após invadir a pista contrária e colidir contra o Gol MCA 4062, conduzido por Leandro Luiz Fandaruff, 19, que saiu ileso.

 

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