Joinville
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Terça-feira, 04 de outubro de 2005
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Santa Catarina - Brasil
ANotícia
G E R A L
Proposta ação contra
fundo para bombeiros
Ministério
Público diz que lei criada pelo município para
favorecer corporação é ilegal
Caçador
- Já está no Tribunal de Justiça de Santa
Catarina a ação direta de inconstitucionalidade
(Adin) proposta pelo ministério público contra
a lei que estabelece normas de segurança para sinistros
em edificações, em Caçador, Meio-oeste catarinense,
e conseqüente cobrança de taxas. A Lei Municipal
481/1991 criou uma conta especial vinculada, onde são
depositados estes recursos para reequipar o Corpo de Bombeiros
Voluntários do município. Estas duas proposições,
segundo o MP, violam a Constituição Estadual.
O promotor de Justiça Rodrigo Silveira de Souza acredita
que a atividade dos bombeiros é de segurança pública.
A lei impugnada viola também, segundo ele, o princípio
da competência normativa estabelecido no artigo 108 da
Constituição catarinense, que diz que cabe ao Estado
instituir fundos relativos a órgãos integrantes
da administração estadual e que estão diretamente
subordinados ao governador, como a Polícia Militar e o
Corpo de Bombeiros.
Segundo Souza, a Procuradoria-geral de Justiça em Florianópolis
tem o Centro de Apoio Operacional do Controle da Constitucionalidade
(Ceccon). Este centro de apoio visa oferecer suporte e atuação
conjunta com os promotores de Justiça de todo o Estado
para que se possa combater toda e qualquer lei que afronte a
Constituição. "Foi assim que o Ceccon instituiu,
em nível estadual, o Programa de Combate à Criação
Ilegal do Funrebom, que objetiva combater leis municipais que
criem taxas para sustentar atividade que é tipicamente
de segurança pública", justifica.
O promotor explica, ainda, que o objetivo da Adin não
é combater os bombeiros voluntários, tampouco promover
a vinda de bombeiros militares. "O que se deseja é
desonerar os contribuintes de Caçador do recolhimento
de alta taxa, que consideramos inconstitucional". Caso a
corporação fosse militar, ele garante que o procedimento
seria o mesmo. "A ajuda aos bombeiros deve ser espontânea
e não obrigatória, como acontece hoje".
A inexistência dos bombeiros militares em Caçador,
para o promotor, é muito cômoda para o Estado, que
se desonera de tal obrigação, transferindo para
a sociedade caçadorense a obrigação de sustentar
o serviço público de bombeiros. "O que a sociedade
caçadorense deveria reivindicar, é que o Estado
assuma suas obrigações", finaliza.
Corporação
contesta MP
O presidente dos Bombeiros Voluntários de Caçador,
Renato Vogel, contesta as declarações do promotor
Rodrigo de Souza. Segundo ele, a derrubada da lei representa,
na prática, o fim do Fundo de Reaparelhamento do Corpo
de Bombeiros (Funrebom) que garante 25% da receita mensal da
corporação. "A Constituição
Federal concede ao município o poder de legislar sobre
interesses locais e o fundo é um interesse local",
salienta.
O segundo ponto levantado pelo presidente dos Bombeiros Voluntários
é com relação a possível desoneração
dos contribuintes. "A ação foi impetrada porque
as vistorias devem ser feitas sem cobrança de taxas, como
alega o promotor, mas isso é desmentido pela nota do próprio
comando militar. É uma inverdade", rebate. De acordo
com Vogel, se houver queda na lei que mantém o fundo de
arrecadação dos bombeiros, o dinheiro recolhido
pelas taxas de vistoria não terá mais um destino
certo.
Vogel sugere que antes de levar o assunto adiante, a população
deve ser ouvida. "A população precisa opinar
sobre isso. Ela precisa ver se quer que o dinheiro fique aqui
ou vá para fora". Para finalizar, Vogel diz que a
Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a lei
municipal que autoriza o funcionamento do Funrebom é,
na verdade, uma manobra para desarticular e enfraquecer os bombeiros
voluntários para os militares assumirem o comando. "Isso
é um pano de fundo para algo maior, visando garantir status
aos bombeiros militares", encerra.
Promotora busca confirmar
fraude do DPVAT no Sul
Urussanga - A promotora da comarca de Urussanga, no Sul do
Estado, Cristine Angulski da Luz, encaminhou ontem um pedido
ao juiz Ricardo Machado de Andrade solicitando novas investigações
para tentar confirmar a denúncia de fraude contra o Seguro
de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores (DPVAT)
que estaria sendo praticada no Hospital São Roque, em
Morro da Fumaça. Antes de concluir o inquérito,
o Ministério Público pretende avaliar ainda o prontuário
médico de dois pacientes que teriam feito a denúncia.
O objetivo é descobrir o tipo de atendimento prestado
a estas pessoas e de que forma foi efetuado o pagamento.
A expectativa é de que estes procedimentos sejam concluídos
em dez dias. "O pedido deve chegar nos próximos dias
nas mãos do juiz. Acredito que se já ocorreu com
duas pessoas, possa acontecer com mais", argumenta a promotora,
que ainda considera prematuro fazer qualquer avaliação.
"Estamos apurando o caso. Ainda é cedo dizer que
as fraudes existiram de fato", destaca. De acordo com as
informações repassadas, as vítimas de acidentes
que chegavam no hospital para receber atendimento eram obrigadas
a assinar um documento em branco. "Ao assinar este documento,
a pessoa estaria abrindo mão do dinheiro referente ao
seguro e repassando todo o valor para o hospital", explica
a promotora. Desde a efetivação da denúncia,
registrada em julho deste ano, a direção do hospital
se nega a falar sobre o assunto. Mas caso o fato se confirme,
os envolvidos irão responder criminalmente.
O DPVAT, seguro obrigatório pago pelo proprietário
do veículo junto com o licenciamento anual, garante indenização
às vítimas de acidentes de trânsito. Para
receber um reembolso das despesas com assistência médica
e hospitalar, a vítima de acidente precisa apenas apresentar
uma comprovação assinada por um médico.
Já o pagamento de indenização pode ser solicitado
por meio de um boletim de ocorrência que comprove o acidente
e o danos materiais.
Cidades podem ganhar verba
para cozinha comunitária
Brasília - O Ministério do Desenvolvimento Social
e Combate à Fome (MDS) aprovou cinco projetos para implantação
de cozinhas comunitárias em Santa Catarina. Em todo País,
foram 105 propostas habilitadas. Os cinco projetos ficam em Blumenau,
Joinville, Lages, Riqueza e Chapecó. Para receber os recursos
da União, as prefeituras precisam encaminhar vários
documentos para o MDS e estarem enquadradas na instrução
normativa que libera o dinheiro.
Os principais critérios de avaliação para
a habilitação final são: índice de
vulnerabilidade social da população, percentual
de famílias atendidas pelo Programa Bolsa-família,
parceria com o MDS para a implantação do Programa
de Aquisição de Alimentos (PAA), espaço
disponível para instalação das Cozinhas
Comunitárias em condições adequadas, entre
outros. A assessoria do ministério disse que ainda não
foi fixada uma data para a análise desses critérios,
mas o dinheiro deve ser aplicado ainda este ano.
Capacitação
As propostas habilitadas deverão se enquadrar em parâmetros
financeiros também. Nos municípios com até
20 mil habitantes, o MDS pretende aplicar até R$ 21 mil
para implantar uma cozinha comunitária e outros R$ 9 mil
para desenvolver atividades de capacitação profissional
que possa gerar empregos. Cidades com população
entre 20 mil e 500 mil habitantes podem receber até R$
60 mil para implantação de três cozinhas
comunitárias e o MDS pode liberar outros R$ 25 mil para
capacitação profissional. Em municípios
com mais de 500 mil habitantes, o ministério vai liberar
no máximo R$ 200 mil para investimento em dez cozinhas.
Outros R$ 80 mil podem ser liberados para capacitação.
Criciúma discute imigração
ilegal em audiência hoje
Criciúma - Criciúma recebe nesta quinta-feira
a visita de integrantes da CPI Mista da Imigração
Ilegal. Durante audiência, serão discutidos processos
migratórios de brasileiros, principalmente os que estão
na ilegalidade em outros países. Os direitos humanos e
informações que possam auxiliar na identificação
de atravessadores e coiotes também estarão em pauta.A
audiência será comandada pelos senadores Marcelo
Crivela (PMR/RJ) e Leonel Pavan (PSDB). A CPI mista também
pretende comprovar a necessidade de atualizar a legislação
e criar mecanismos que possam auxiliar as pessoas que desejam
trabalhar fora do Brasil. "Juntos estes brasileiros injetam
na economia mais recursos que muitas multinacionais, o que demonstra
a necessidade de uma atenção especial do governo",
destaca Pavan. Em Criciúma, essa mão-de-obra representa
uma movimentação mensal de R$ 35 milhões.
São recursos produzidos pelos cerca de 30 mil sulcatarinenses
que vivem fora do País, a grande maioria de forma ilegal.
Frente fria traz
chuva e granizo
Oeste e o Meio-oeste
do Estado devem ser as regiões mais afetadas com mudança
no clima
Luiz Augusto
Especial para A Notícia
São Joaquim - Após uma segunda-feira de sol
em praticamente todas as regiões de Santa Catarina, hoje
a chegada de uma nova frente fria muda completamente o clima
no Estado. Chuvas fortes, granizo e ventos de até 75 quilômetros
por hora podem ocorrer em pontos isolados. O alerta é
da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério
da Integração Nacional, e confirmada tanto pela
Climaterra Assessoria e Planejamento em Meteorologia e Agronomia
como pelo Centro de Informações Ambientais e de
Hidrometeorologia (Ciram/Epagri).
As análises meteorológicas realizadas ontem indicam
que as regiões mais propensas a terem chuvas fortes e
granizo isolado são o Oeste e o Meio-oeste. De acordo
com os meteorologistas do Ciram/Epagri, há condições
de chuva forte e descarga elétrica do Oeste ao Sul catarinense.
Para amanhã, a frente fria se desloca por Santa Catarina,
mantendo as condições de chuva no Estado, especialmente
entre Florianópolis e o Norte catarinense. Nas demais
regiões, presença de sol à tarde. Já
a temperatura, que hoje deve atingir a máxima de 28 °C
no Litoral Norte, Médio Vale do Rio Itajaí e Litoral
Sul, entra em declínio no fim do dia de amanhã.
Alerta
Segundo o agrônomo da Climaterra, Ronaldo Coutinho do
Prado, em pontos isolados do Estado, especialmente nas áreas
de divisa com o Rio Grande do Sul, o volume previsto de chuvas
para hoje podem ocasionar alguns problemas. Com relação
à temperatura, Coutinho explica que ela deve entrar em
declínio lento a partir de quarta-feira, mas não
deve cair muito, ficando apenas um pouco abaixo do normal para
esta época do ano. "O friozinho deve se prolongar
até o próximo final de semana", conta o agrônomo.
Vale do Itajaí busca solução
para prevenir cheias
Com o sistema precário
de alerta no rio Itajaí-açu, população
fica apreensiva a cada chuva forte
Blumenau - No Vale do Itajaí, principalmente em Blumenau,
basta chover uma semana para que parte da população
fique em estado de alerta. Por isso, os moradores da região
cobram uma solução definitiva para o problema.
Com as barragens do Alto Vale comprometidas e o sistema de alerta
funcionando precariamente, a comunidade fica apreensiva a cada
chuva mais forte e não sabe reagir adequadamente em caso
de enchente.
Em mais uma tentativa de resolver a questão, será
realizado hoje e amanhã um encontro técnico para
definir de forma integrada as competências pelo gerenciamento
do sistema de previsão, controle, prevenção
e alerta contra cheias da Bacia do Rio Itajaí. Há
possibilidade de transferência da administração
das barragens do Alto Vale e das estações telemétricas
da União para o Estado, com o repasse de recursos do Ministério
da Integração Nacional.
"A meta é que as instituições envolvidas
estabeleçam neste encontro uma agenda de trabalho com
as prioridades técnicas, jurídicas e financeiras
para o gerenciamento integrado destes sistemas", diz a secretária-executiva
do Comitê do Itajaí, Beate Frank. A ativação
do sistema de alerta, segundo ela, é uma das prioridades.
Atualmente, das 12 estações telemétricas
instaladas no Vale do Itajaí, apenas quatro estão
operando em tempo real, com transmissão de dados on line.
O prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing, propõe
a criação de um consórcio de municípios
da região para administrar as barragens e o sistema de
prevenção.
SC e Argentina se unem para
executar obra de saneamento
Chapecó - Em uma parceria inédita, Santa Catarina
e a Argentina pretendem executar uma obra internacional para
beneficiar catarinenses, paranaenses e argentinos com água
e saneamento básico. No lado brasileiro, a Casan vai investir
R$ 12,5 milhões na implantação e ampliação
do sistema de abastecimento de água e esgoto em três
cidades da fronteira. O anúncio foi feito ontem pelo superintendente
da Casan no Oeste, Milton Sander.
O novo sistema vai beneficiar as cidades de Dionísio Cerqueira
(SC), Barracão (PR) e Bernardo de Irigoyen (Argentina).
O projeto de engenharia está pronto e o financiamento
assegurado pelo Fundo de Desenvolvimento do Rio da Prata (Funplata).
A instituição possui sede em Assunción (Paraguai)
e é mantida pelos países que integram o Mercosul.
Na semana passada, Sander apresentou o projeto ao Funplata e
obteve garantia de financiamento com carência de sete anos
e 25 anos de prazo a juros de 2,25% ao ano. O fundo não
ofereceu restrição ao empréstimo porque
o projeto é auto-sustentável. O prazo para execução
da obra será de quatro anos. "A partir de agora,
o governo de Santa Catarina irá formalizar o pedido de
financiamento junto ao governo federal e até março
de 2006 o governador Luiz Henrique poderá assinar o contrato
de financiamento", acredita Sander.
Dionísio Cerqueira e Barracão têm apenas
água tratada, mas não o suficiente para atender
a demanda. Bernardo de Irigoyen não tem água nem
esgoto. O projeto tem capacidade para atender 38 mil pessoas.
Atualmente, a população dos três municípios
chega a 23 mil habitantes. O novo sistema terá capacidade
para atendimento dos três municípios para os próximos
20 anos.
Canto para resgatar
o gosto pela música
Professor espera
estimular a valorização de costumes em aulas para
mais de 600 crianças no Meio-oeste
Videira O professor de canto Sérgio Carlesso
acredita que a música pode ser responsável pela
reintrodução dos costumes e se propõe a
usar esta ferramenta como forma de propagá-los. Ele tem
cerca de 600 alunos que recebem uma aula por semana em cinco
cidades da região. Formado em conservatório e com
passagem em oficinas de música em diferentes regiões
do País, ele acredita que o interesse por este tipo de
arte está voltando agora para ficar.
Para apresentar conceitos aos alunos, Serginho criou uma tática
diferente e que tem dado resultados. "Eu pego uma música
destas que estão na televisão e peço que
eles criem paródias. É uma forma de contentá-los
e ao mesmo tempo introduzir aquilo que eu acho necessário
que eles saibam", justifica. Nesta base do ceder para conquistar,
tem visto o canto ser procurado cada vez mais.
"Hoje há uma procura maior do que alguns anos atrás
e isso é fruto de todo um trabalho que foi desenvolvido",
acredita. Para introduzir musicalização e canto
nos estudantes cujas idades variam de 6 a 14 anos, ele busca
atrativos variados. "Não basta simplesmente passar
a teoria e fazê-los cantar. É preciso que percebam
a magia da música. Quando isso acontece, o crescimento
é natural", explica. Aos poucos, os estabelecimentos
de ensino também vão se adequando e fazem dela
uma disciplina na sua grade.
O despertar de valores se dá na medida em que os estudantes
cantam músicas que trazem profundidade nas suas letras,
destaca Carlesso. É uma forma diferente de ensinar sobre
o amor, a paz e família. "Nossas crianças
hoje estão muito expostas às influências
externas e isso tem seu lado ruim. Por isso acho que o canto
e a música também têm o dever de mostrar
que existem muitos valores a serem preservados".
Não é fácil ir contra aos modismos e o professor
sabe disso. Às vezes, ele cede e acaba ensinando alguma
dessas músicas. Mas, em seguida, coloca peças,
que falam de amor e temas mais singelos. "O que fazemos
é modificar as letras, fazendo paródias que tragam
alguma mensagem mais útil", conta. Geralmente, a
iniciação musical que ele passa aos seus alunos
torna-se determinante para o futuro deles.
Em alguns casos, tornam-se cantores de bandas, solistas ou mesmo
músicos gabaritados. "Existem muitos talentos escondidos
que acabam sendo despertados pelo trabalho que realizo nas escolas.
O gosto pela música e pelo canto já existe e é
incentivado durante as aulas".
Andressa já teve poesia
publicada:
"Não tem estímulo melhor"
Poesias viram livros
em projeto em Pinheiro Preto
Pinheiro Preto Poesias feitas por alunos de todas as
séries da Escola de Educação Básica
Professora Maura de Senna Pereira, de Pinheiro Preto, estão
deixando as contra-capas dos cadernos para virar livros. O projeto
Poetas Rumo ao Novo Milênio começou a ser desenvolvido
em 1999. Desde então, já foram publicadas cinco
edições.
A proposta é despertar nos estudantes o gosto pela poesia,
além de oportunizar a descoberta e desenvolvimento de
talentos reclusos, limitados a um pequeno grupo. Segundo o diretor
da escola, Ademilson Einsweiler, a idéia é socializar
a produção literária dos estudantes, abrindo
novas fronteiras do conhecimento e incentivando-os a desenvolver
poesias.
Os trabalhos são realizados ao longo do ano e depois submetidos
a uma comissão julgadora que elege as melhores produções,
observando critérios previamente definidos, como criatividade,
seqüência lógica e clareza na mensagem. "As
poesias também precisam ser inéditas. Cada um dos
participantes pode ter até três trabalhos publicados
no livro", explica Ademilson Einsweiler.
Atualmente, a escola trabalha na divulgação da
quinta edição do livro. Também foi feita
a entrega dos novos trabalhos que deverão ser selecionados
para compor a próxima publicação. Os estudantes
autores das duas melhores poesias escolhidas por categoria recebem
ainda um prêmio como reconhecimento.
As categorias são divididas em: 1ª a 4ª séries,
5ª a 8ª, ensino médio e Livre. Esta última
permite que professores e pessoas da comunidade tenham suas poesias
publicadas nos livros. "Temos uma produção
muito grande e isso mostra o interesse de todos pela poesia,
e contribui para o seu desenvolvimento, ano após ano",
enfatiza o diretor.
Criação aprimorada
a cada ano
Pinheiro Preto As poesias são produzidas em diferentes
momentos dentro da grade curricular da Escola de Educação
Básica Professora Maura de Senna Pereira. Segundo a professora
de literatura Marilene Bee, todos os anos mais de 400 peças
chegam até a comissão julgadora, que seleciona
270 textos para a publicação. Ela garante que o
gosto pela poesia e pela leitura cresceu entre os estudantes
após o projeto.
"Eles se interessam mais por literatura e quando lêem
uma poesia prestam atenção na sua concepção,
na forma como ela foi construída", explica. Assuntos
do cotidiano são trabalhados pelos estudantes de forma
a se tornarem poesias inéditas e, a partir daí,
galgar um lugar na publicação. "O maior incentivo
para eles é ver o texto publicado no livro e, para que
isso aconteça, não medem esforços".
Todas as poesias são feitas em sala de aula, com acompanhamento
do professor. Para viabilizar a publicação, a escola
conta com apoio da Prefeitura de Pinheiro Preto e da Secretaria
de Estado da Educação e Inovação,
que financiam o livro.
"São poesias muito boas, de qualidade, que se não
fosse o projeto continuariam escondidas", avalia. A publicação
tem sido um incentivo tão grande que alguns dos participantes
estão migrando para a publicação própria
de suas obras. Foi o que aconteceu com a professora Denise Ceccato
Bee e mais dois alunos que estão tentando viabilizar suas
publicações. "Isso só está acontecendo
porque se viram motivados com o livro produzido pela escola,
o que vem a comprovar seu objetivo e importância",
afirma.
A estudante Andressa Dal Bosco, que tem textos publicados, acha
que o livro é o reconhecimento pela dedicação
na elaboração das poesias. "Não tem
estímulo melhor", assegura.
Mais vagas para
educação infantil
Caçador - Mesmo com abertura de 300 novas vagas em
educação infantil, o déficit no município
de Caçador, no Médio-oeste catarinense, é
considerado grande. De acordo com dados da Secretaria Municipal
de Educação, ainda são necessárias
mais de seis mil vagas para atender a demanda.
As novas vagas foram abertas nos bairros Bonsucesso, Nossa Senhora
Salete, Taquara Verde, Cohab 2, Tabajara e Santa Clara. "Essas
novas vagas foram abertas graças a ampliações
de espaço físico nesses centros de educação
infantil", informa a professora Odete Xavier, coordenadora
da área na secretaria.
A Prefeitura conta com cinco centros de educação
infantil e um em parceria com a empresa Madecal. Atualmente,
apenas 2.561 crianças são atendidas e, de acordo
com o censo, o número de crianças com idade de
zero a 6 anos passa de oito mil. "A educação
infantil, diferente do ensino fundamental, não é
subsidiada pelo governo, sendo bancada em sua totalidade pelo
município", explica Odete.
De acordo com ela, a abertura de novas vagas está nos
planos da atual administração. "Estamos buscando
novas parcerias com empresas e planejando a construção
de mais um centro de educação infantil no bairro
Martello", informa.
Mudanças no trânsito
provocam transtornos
Prefeitura pede
que motoristas evitem as ruas centrais de São Bento até
quinta-feira
São Bento do Sul - A falta de orientação
de que as ruas do anel central de São Bento do Sul estariam
fechadas para obras de reformulação do trânsito
causaram protestos dos motoristas. Ontem ao meio-dia, as principais
ruas permaneceram interditadas, formando congestionamentos em
vias secundárias. A maior reclamação ficou
por conta da falta de sinalização para indicar
desvio. Desde o final da semana passada uma empreiteira trabalha
na colocação de nova camada asfáltica nas
ruas centrais. Até sexta-feira as obras foram realizadas
durante a noite, e desde domingo passaram a ocorrer durante o
dia.
Um dos problemas mais sérios do trânsito de São
Bento do Sul, segundo o secretário municipal de Planejamento,
arquiteto Rubén Pereyra, é a obrigação
que os motoristas têm em circular por três ruas do
anel central para ir de um lado a outro do município.
O secretário disse ainda que as obras atrasaram devido
às chuvas. Por conta disso é necessário
que a empreiteira trabalhe durante o dia. Hoje as obras devem
seguir para a avenida Argolo, principal acesso ao centro. Para
evitar problemas, Pereyra pede para que os motoristas evitem
a via. "Queremos ver se até quinta-feira terminamos
as obras do centro", disse.
São nas ruas interditadas que se concentram praticamente
todas as agências bancárias e a Prefeitura, além
de supermercados e restaurantes. Segundo o tenente José
Luiz Cavasin, comandante de trânsito da PM de São
Bento do Sul, as obras estavam previstas há bastante tempo,
e viaturas permaneceram durante a tarde sinalizando aos motoristas
para que evitassem a região central.
No início da tarde nova reunião foi realizada,
com objetivo de analisar o impacto das obras no fluxo dos veículos.
Isso porque até mesmo o acesso ao Hospital Sagrada Família,
único do município, ficou comprometido, bem como
ao posto de saúde do centro. Para fugir das filas, motoristas
optaram por seguir na contra-mão. "Foi imprudência
de quem não soube compreender que as obras vão
trazer benefícios", disse Fabiano Adriano, diretor
do Departamento de Trânsito.
Segurança de ponte será
reforçada após tragédia
Blumenau - Palco de cinco mortes em dois anos e seis meses,
a ponte Adolfo Konder, que faz a travessia da avenida Beira-rio
com o bairro Ponta Aguda, no centro de Blumenau, construída
em 1957, terá a segurança reforçada em 15
dias. A decisão foi tomada ontem pela manhã, em
reunião entre a presidência do Serviço de
Terminais e Transportes Urbanos de Blumenau (Seterb) e os engenheiros
da Secretaria de Obras da Prefeitura. No último sábado,
quatro pessoas morreram na queda de automóvel da ponte.
Para o sargento Rubens Spengler, que comandou a operação
resgate durante a tragédia de sábado, o acidente
foi somatória da imprudência do motorista do Vectra,
"que entrou na ponte em alta velocidade e a falta de proteção
da grade, que não resiste o impacto de veículos,
problema que o departamento de Obras da Prefeitura deveria ter
observado".
O diretor-presidente do Seterb, Olímpico Menestrina, observa
que de acordo com as circunstâncias em que ocorreu o acidente
não haveria obstáculo que impediria a queda do
automóvel. Mas para garantir maior segurança para
veículos e pedestres, serão realizadas em 15 dias
obras de reforço na segurança da travessia. "Vamos
implantar defensa metálica, com capacidade para absorver
impacto", disse.
O gerente do Golden Bingo de Blumenau Wanderson Luis Bianchi,
29 anos, dirigia o Vectra CIN 2397, de São José,
por volta das 8h20 de sábado, na saída de uma noite
de trabalho. De acordo com testemunhas, ele entrou em alta velocidade
na ponte, invadiu a pista contrária e colidiu com o Scort
BRI 8375, dirigido por Paulo Agnaldo Gonçalves, 32. O
Vectra desgovernou-se, subiu o meio fio de 20 cm, derrubou a
mureta de proteção e caiu a 15 metros, com teto
para baixo na plataforma de concreto que protege a margem do
rio Itajaí-açu. Ele, a operadora de caixa Vandernice
Halla, 25, que estava no banco da frente, e o chefe de mesa Daniel
Teixeira Mendonça, 34, morreram na hora. O garçom
Cristiano Correa, 25, morreu uma hora depois no Hospital Santa
Isabel. O acidente provocou engarrafamentos por todo o centro
e reuniu um grande número de curiosos sobre a ponte e
as duas margens do rio Itajaí-açu, numa delicada
operação de resgate.
Este foi o segundo acidente fatal ocorrido na ponte Adolfo Konder.
O primeiro aconteceu em março de 2003, quando Sandro Widermann
de Lima, 19, perdeu a vida ao cair com a caminhonete AKK 0096,
de Blumenau, após invadir a pista contrária e colidir
contra o Gol MCA 4062, conduzido por Leandro Luiz Fandaruff,
19, que saiu ileso.