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Brasileiros jogaram no lixo R$ 4,6 bilhões
em materiais recicláveis só em 1996, o equivalente a 433 mil
carros populares |
Rohden quer
certificação das florestas
Empresa exporta artefatos
de madeira para países como Inglaterra e Alemanha
Salete - Depois da conquista da ISO 14001, a Rohden Artefatos de Madeira
Ltda. busca agora a certificação das florestas próprias
de onde provém a sua matéria-prima para atender as exigências
de seus clientes do mercado externo, principalmente da Inglaterra, Alemanha,
Holanda e Bélgica. Localizada em Salete, na região do Alto
Vale do Itajaí, a empresa atua na fabricação de compensados
sarrafeado, painéis e batentes, tendo como carro-chefe a produção
de portas de pinus, destinadas a exportação. Para obter a
ISO 14001 a Rohden investiu numa primeira etapa em torno de R$ 300 mil,
conseguindo eliminar a poluição provocada pela fumaça
oriunda da má queima das caldeiras, resíduos como cinzas e
a poeira da serragem, que atingia principalmente o centro da cidade.
O diretor presidente Lino Rohden explicou que diante da necessidade da
certificação das florestas, exigida pelos clientes de vários
países europeus, a empresa está se adequando para obter o
Forest Stewarship Council (FSC). Observou que, por enquanto, a ISO 14001
vem sendo aceita. A princípio, a Rohden Artefatos está aguardando
um relatório sobre a auditoria realizada. "Recebemos a garantia
que não existem problemas para conseguirmos dentro do novo sistema",
assinalou. Lino Rohden adianta que a certificação é
feita com base nos reflorestamentos da empresa, que ainda não dão
sustentação a produção. A área própria,
hoje, é de aproximadamente 1,5 mil hectares, abrangendo vários
municípios da região e também do Planalto Norte.
A preocupação em
recuperar áreas degradadas
começa no pátio da empresa
A serragem é transportada por esteira até num depósito,
onde pode ser retirada pelos agricultores, que utilizam como adubação
nas lavoura. Para evitar que os caminhões que transportam as toras
de pinus poluam as ruas da cidade e rodovias, a empresa exige que os motoristas,
depois do descarregamento, façam a varrição das cascas
em local adequado.
Brocardo destaca que a existe preocupação com a recuperação
das áreas degradadas, inclusive no próprio pátio da
indústria e das margens dos rios. A coleta seletiva de lixo também
foi implantada. "Este processo acabou sendo levado às escolas
de Salete e pelos próprios funcionários às suas casas",
assinalou. O carro-chefe da Rohden Artefatos de Madeira é a porta
de pinus, com o mercado externo absorvendo 90% da produção.
Com a desvalorização do real, no início do ano, o volume
de vendas aumentou consideravelmente, inclusive para outros países.
O mesmo acontece com os painéis, batentes e molduras e, em menor
escala, com o compensado sarrafeado. A empresa implantou em janeiro, em
Pouso Redondo, a Rohden Portas e Painéis para quem serra a madeira
utilizada. O faturamento médio da unidade de Salete é de US$
700 mil.
Um ano e meio
de muito esforço
O trabalho de preparação até a certificação
levou em torno de um ano e meio e envolveu todos os cerca de 470 funcionários
, que passou a dar muito mais atenção às questões
ambientais, deixando praticamente de causar a poluição. "Recebemos
todo o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)",
ressaltou Lino, observando que a base de tudo é a conscientização
e o estabelecimento de diretrizes e procedimentos dentro da indústria
para que as normais ambientais sejam mantidas. "A própria política
de qualidade e produtividade praticada desde a década de 90 contribuiu
também para conseguirmos a IS0 14001, assim como a organização
interna e a limpeza, garantindo o mercado lá fora", acrescentou.
A principal vantagem para a população saletense proveniente
com a certificação, foi a eliminação da fumaça
provocada em razão da má queima das caldeiras. O engenheiro
florestal Adroaldo Brocardo explica que o controle é feito a partir
da definição do tipo de material a ser queimado, se cavaco
úmido ou seco. O operador coloca um filtro próximo da chaminé,
que é verificado a cada oito horas.
"Depois é feita uma comparação, tomando por
base a mesma escala usada para medir a poluição causada pelos
automóveis", acrescentou. Dependendo do nível, além
da própria observação visual, se for consecutivamente
três vezes o tipo três, o funcionário comunica ao encarregado
do setor para saber que tipo de procedimento será tomado. Os dentes
de 4,5 milímetros foram mudados pela espessura de 3,8. A mudança
causou a redução da quantidade de serragem, além de
aumentar o aproveitamento da madeira em 5%. Todas as serras possuem filtros,
que contribuem com a limpeza permanente das instalações.
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Para saciar a sede do ser humano, hoje
já são dessalinizados cerca de 5,5 bilhões de metros
cúbicos de água por ano. A escassez de água pode atingir,
já nos próximos 30 anos, mais de 50 países e cerca
de três bilhões de pessoas. |
Fazendas orgânicas
sem adubos químicos
Os agrotóxicos também
foram eliminados na produção de alimentos livres de muitas
impurezas
Joinville - A tendência mundial por uma tecnologia mais limpa,
por produtos puros e em direção a cultivos ecologicamente
corretos traz uma nova realidade à agricultura mundial. Na Inglaterra,
já são comuns as chamadas fazendas orgânicas, onde o
cultivo é feito sem nenhum auxílio de produtos químicos
. O consumidor está exigindo produtos livres de agrotóxicos,
num momento em que as indústrias de adubos químicos perdem
fôlego no mundo inteiro. Em Joinville, um projeto coordenado pela
Fundação Municipal 25 de Julho já organizou 15 agricultores
que devem, em breve, adotar a agricultura orgânica. "É
um caminho natural. Há uma exigência do consumidor em direção
à preservação ambiental", aposta o engenheiro
agrônomo da Fundação Salvino Antônio da Silva.
As vantagens de uma alimentação à base de produtos
orgânicos é comprovada. Os alimentos são melhores para
a saúde humana. Os agricultores convencionais utilizam agrotóxicos
(venenos) nas verduras e hortaliças, que permanecem nos alimentos
mesmo após serem lavados, descascados e cozidos. Quando os antecessores
dos atuais agricultores cultivavam produtos puros, com defesas naturais,
doenças como alergias, câncer e degenerações
genéticas - causadas por produtos químicos contidos nos alimentos
- ainda não fazia parte do dia-a-dia das pessoas. Há um refluxo
de cultura em direção ao produto natural, puxado principalmente
pelos países europeus. São muitas as diferenças entre
a agricultura orgânica e a convencional. Os produtos orgânicos
são produzidos com adubos naturais (pó de rochas, farelo de
algodão e mamona, composto de palha curtida com cama de animais,
conchas moídas, etc.), enquanto os produtos convencionais crescem
à base de adubos químicos.
Por isso o alimento orgânico é mais saudável e equilibrado,
proporcionando melhor qualidade de vida. Os agricultores orgânicos
preservam a natureza, a vegetação nativa e cuidam das nascentes
de água, já que o produto orgânico é irrigado
com água pura proveniente de minas. Nada de inseticidas, fungicidas,
herbicidas ou adubos químicos que contaminam o solo e os rios, destruindo
as florestas e matando os animais.
É lento o processo de
mudança da cultura de
lavoura convencional
"É um processo que deve levar ainda algum tempo para se instalar
em Joinville. É preciso que os agricultores modifiquem uma cultura
de lavoura convencional", admite o engenheiro agrônomo Salvino
Silva. É como se os agricultores de hoje, em Joinville, retrocedessem
algumas décadas no tempo. Na sua maioria descendentes de alemães
ou italianos, esses mesmo agricultores cresceram cultivando sem a ajuda
de adubos ou agrotóxicos. Os primeiros agricultores da região
de Joinville enfrentavam as ervas e pestes sempre com defesas naturais.
Hoje, já é possível incorporar, pela tecnologia, essas
defesas naturais aliadas ao aumento de produção no campo.
A agricultura orgânica, entretanto, exige cuidados especiais. Há
necessidade de mais mão-de-obra, os adubos naturais são mais
caros e perde-se no campo as plantas consumidas pelos insetos que não
são mais combatidos com venenos. Comprando produtos orgânicos,
o consumidor, agora, tem a consciência de que está ajudando
os agricultores que preservam a natureza, além de cuidar da própria
saúde. É uma grande colaboração pela preservação
do planeta, com o consumo de produtos que não poluem o ambiente.
"No início, o agricultor vai gastar um pouco em mão-de-obra,
mas depois os custos da agricultura orgânica caem. É uma prática
bastante viável", acrescenta Silva.
Diversidade evitava
as pragas e doenças
Antigamente, as plantações eram mais diversificadas e,
por isso, a prática das grandes monoculturas artificiais era reduzida,
com incidência de pragas e doenças bem menor. Em parte, isso
ocorria porque ainda não se utilizavam intensamente os adubos químicos.
Na verdade, o uso de agrotóxicos é conseqüência
direta da utilização dos fertilizantes sintéticos e
do uso dos próprios agrotóxicos.
Os adubos químicos, além de atuarem como biocidas, destruindo
a vida do solo, enfraquecem os vegetais (aumentando o seu tamanho e o seu
teor de água) tornando-os um "prato" para as pragas e doenças.
Até pouco tempo, considerava-se que as chamadas pragas nada mais
eram do que um aumento brusco de um determinado tipo de indivíduo
fitófago, em virtude da extinção de seu predador -
fato geralmente causado pelo uso de agrotóxicos.
A partir de pesquisas em diversas universidade no mundo, compreendeu-se
que a suscetibilidade da planta à pragas e doenças também
é uma questão de nutrição ou de intoxicação.
A planta equilibrada em crescimento vigoroso ou em descanso não é
nutritiva para as pragas. Estas não têm capacidade de fazer
proteólise, não tendo condições de decompor
proteínas estranhas, só sabendo fazer proteossíntese.
A praga necessita encontrar na planta hospedeira alimentos como aminoácidos,
açúcares e minerais solúveis - ainda não incorporados
em macromoléculas insolúveis. Isto ocorre quando há
inibição da proteossíntese ou quando há excesso
de produção de aminoácidos - o que freqüentemente
ocorre com o excesso de adubos nitrogenados.
A inibição da proteossíntese pode ser conseqüência
do uso de agrotóxicos ou de desequilíbrio nutricional da planta.
Constatou-se que o uso de agrotóxicos para debelar algum mal acarretava,
depois, um ressurgimento piorado do mal. Os agrotóxicos provocam
modificações no metabolismo das plantas, gerando um enriquecimento
dos líquidos celulares ou circulantes em açucares solúveis
e aminoácidos livres, que, em excesso, não são normalmente
incorporados na proteossíntese.
Agrotóxico é um nome genérico dado aos venenos utilizados
na agricultura sob o pretexto de exterminar pragas e doenças. Existe
o eufemismo "defensivo" utilizado pelos produtores que, longe
de defender, envenenam e poluem o meio-ambiente. Os agrotóxicos podem
ser: pesticidas (ou praguicidas), fungicidas e herbicidas. Os pesticidas,
mais especificamente, subdividem-se em: aficida, ovicida, larvicida, raticida,
formicida, acaricida, etc. Quanto à maneira de agir: de ingestão,
de contato, microbiano, fumigante. Podem ser inorgânicos e orgânicos.
Técnicas inadequadas
afetam todo o processo
Da terra à mesa, os alimentos passam por uma via crucis: sofrem
a natureza, os agricultores e os consumidores. A natureza, pela forma como
o solo é manejado e pelo sem-número de venenos químicos
que são utilizados nas diversas fases do processo de produção;
os agricultores, pela constante falta de política agrícola
e pela cultura de agrotóxicos existente; e os consumidores, com os
preços advindos do alto custo de produção.
O problema já começa na própria concepção
de agricultura, oscilando entre o modelo predatório que era utilizado
pelos indígenas antes da chegada de Cabral, onde o agricultor desmata,
queima, planta por alguns poucos anos, e depois deixa a mata se recompor
ou faz pastagens, e o modelo da agroindústria onde imperam as grandes
monoculturas, geralmente para exportação.
Os dois modelos são ecologicamente prejudiciais. O primeiro não
causava danos maiores ao ambiente, pois eram poucos os índios em
relação ao tamanho do território. Mas, de lá
para cá, milhões são os agricultores que têm
utilizado a fórmula "desmata-queima-planta-abandona", promovendo
intensamente a devastação e a erosão. Os desmatamentos
e as queimadas degradam o solo, deixando-o exposto a ação
do sol, dos ventos e da chuva.
O segundo modelo trouxe intenso desmatamento, mecanizações
pesadas que pulverizam e compactam o solo (também acarretando sua
erosão e conseqüente esterilização), uso maciço
e abusivo dos adubos químicos e dos agrotóxicos que envenenam
a terra, seus frutos e os seres vivos, e as grandes monoculturas que tornam
os sistemas ecológicos estéreis, favorecendo o aparecimento
de pragas e doenças.
Diversas áreas no Brasil, onde antes existiram terras férteis,
hoje são desertos, frutos de um modelo de manejo do solo inadequado
ao clima tropical. Arações profundas, solo descoberto e exposto,
capinas freqüentes, são técnicas apropriadas para países
de clima temperado, e não para países com alta insolação
e fortes chuvas. A "Revolução Verde", que deu o
Prêmio Nobel ao pesquisador Norman Borlaugh, em 1970, foi concebida
sob o discurso de que se objetivava propiciar aos países pobres melhores
condições de alimentar sua população.
Na verdade, o que se conseguiu foi torná-los quase que completamente
dependentes das multinacionais que vendem sementes híbridas/adubos
sintéticos/agrotóxicos, além de destruir boa parte
do seu capital genético.
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Segundo o Bird, para evitar a crise
de água no século 21, serão necessários US$
800 bilhões em investimentos, O banco dispõe de apenas 5%
desse valor para financiar projetos afins. |
Sementes híbridas
reduzem as variedades
Frutas pré-amadurecidas
perdem o sabor natural em câmaras de maturação que usam
sistema de gases
Países tradicionalmente agrícolas como a Índia,
com milhares de variedades de arroz, hoje está reduzida a algumas
centenas, em função da introdução das sementes
híbridas. A China, que há 5.000 anos faz sua tradicional rotação
soja/arroz e que tinha uma invejável tecnologia de aproveitamento
de matéria orgânica (fezes humanas, esgotos de cidades, lixo,
nada era perdido), está hoje em plena era química imposta
sob o rótulo de "agricultura moderna".
No Paquistão, o arroz milagroso da "Revolução
Verde", acarretou numa praga nunca vista de gafanhotos, enquanto que
na Indonésia o uso desvairado de agrotóxicos contaminou rios
e lagos, matando os peixes e criando uma onda de fome sem precedentes. Estes
adubos, entre outros males, produzem frutos enormes porém insossos
(veja a diferença de sabor entre o cenourão do mercado e a
cenoura da horta caseira), mais pobres em nutrientes e mais perecíveis.
As multinacionais dos venenos souberam fazer um bom marketing subliminar,
manipulando os critérios de qualidade do consumidor: bom é
o que é enorme, e tudo igualzinho.
No caso das frutas, estes insípidos produtos da agricultura convencional
são em sua maior parte pré-amadurecidos artificialmente (o
que mata mais ainda o seu sabor) em câmaras de maturação
que utilizam gases (geralmente acetileno). Muitas vezes ficam meses em frigoríficos
aguardando a entresafra. E o consumidor acaba tendo que ingerir um alimento
contaminado.
Associação persegue
técnicas modernas
Fundada em 1989, a Associação de Agricultura Orgânica
(AAO) reúne, hoje, mais de 1.400 associados entre agricultores, agrônomos,
profissionais liberais e consumidores. Seu principal objetivo é a
busca de medidas que estimulem a produção de alimentos sadios,
com técnicas que não agridam o meio ambiente, e a inclusão
desse produtor no mercado.
Internacional
Essa associação tem reconhecimento internacional e é
uma das maiores da América Latina, com participação
na Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica,
com sede em Tholey-Theley, Alemanha. A produção de alimentos
saudáveis sem prejuízos ao meio-ambiente encontra-se em franco
desenvolvimento no mundo inteiro. Multiplicam-se, em âmbitos nacional
e internacional, os congressos que discutem novas técnicas de produção
e modernas formas de comercialização.
A demanda pela formação técnica na produção
orgânica é crescente. Para atender aos interessados é
oferecida uma variedade de cursos. Aos produtores que utilizam técnicas
convencionais de produção (com adubos químicos e agrotóxicos),
a AAO busca convênios com instituições para aplicação
de projetos. Na busca de aproximar o produtor orgânico do mercado
consumidor, uma das primeiras ações foi a criação
de feiras semanais de alimentos produzidos sem agrotóxicos, adubos
químicos ou conservantes. Desde 1996, com o lançamento do
selo de qualidade, o consumidor pode encontrar os produtos da AAO em redes
supermercados na região metropolitana de São Paulo.
Curiosidades
Em 1978 foi feito pelo Instituto Biológico de São Paulo
um monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos produtos hortícolas.
O trabalho indicou, na época, que 7% das frutas e 13% das hortaliças
apresentavam resíduos acima do permitido. Outro estudo feito em 1985
mostrou que o teor de resíduos tinha aumentado para 13% nas frutas.
Em 1984 o ITAL de Campinas fez uma pesquisa sobre a contaminação
em alimentos industrializados, e os resultados mostraram que 41% das 1.176
amostras analisadas continham quantidade de resíduos de agrotóxicos
maiores que o permitido.
"Dirty Dozen" ou "Doze Sujos" (ou ainda "Dúzia
Suja"), foi como ficaram sendo mundialmente conhecidos os agrotóxicos
mais nocivos, que são: o DDT, os "Drins" (Endrin, Aldrin
e Dieldrin), Clordane e Heptacloro, Lindane, Gama BHC, Parathion, os monocrótofos
(Azodrin, Nuvacron), Aldicarb (Temik), Clordimeform (Gelecron, Fundal),
o 2-4-3T (o "Agente Laranja"), o EDB, o DBCP, Paraquat e os fungicidas
à base de mercúrio. Até meados de 1985 já estavam
proibidos em mais de 50 países.
Venenos do século
- Contato
Caracteriza o modo de ação de um pesticida que age e
é absorvido pela pele (tegumento) do inseto.
- Ingestão
Caracteriza o modo de ação de um pesticida que age e penetra
no organismo por via oral.
- Profundidade
Caracteriza o modo de atuação de um inseticida que tem ação
translaminar, ou seja, que aplicado na face de uma folha, exerce sua toxidez
contra insetos alojados inclusive na outra face da folha. Esta ação
também pode ser observada nos frutos, quando o pesticida atinge
o interior dos mesmos por translocação, destruindo as larvas
das moscas-da-fruta.
- Fumigante
Caracteriza o modo de ação de um pesticida que age penetrando
no inseto na forma de vapor através de suas vias respiratórias.
- Sistêmica
Ação que é exercida por um pesticida que é
absorvido por uma planta e translocado em quantidades suficientes para
tornar o local de translocação tóxico para os insetos
por um tempo ilimitado.
- Inorgânicos
Os pesticidas inorgânicos foram muito utilizados no passado, mas
atualmente não representam 10% do total de pesticidas em uso. São
eles os produtos arsenicais, os fluorados e os compostos minerais que agem
por contato matando a praga por asfixia. A substituição dos
arsenicais pelo DDT no tratamento de pomares e vinhas na Europa e EUA,
acarretou em uma super-infestação de insetos fitófagos
até então inofensivos.
A vantagem dos produtos que agem por ingestão, é que apenas
a praga em questão é afetada, porém a desvantagem
está em que estes produtos se acumulam nos tecidos orgânicos
e são de longa persistência no ambiente. Os pesticidas orgânicos
compreendem os de origem vegetal e os organo-sintéticos. Os primeiros,
também muito utilizados no passado, são de baixa toxidade
e de curta permanência no ambiente (como p.ex. o piretro e a rotenona).
Classificação toxicológica
dos venenos agrícolas
- Classe toxicológica I (Rótulo Vermelho): Veneno
no qual se encontram substâncias ou compostos químicos considerados
"altamente tóxicos" para o ser humano.
- Classe toxicológica II (Rótulo Amarelo): Veneno
considerado "medianamente tóxico" para o ser humano.
- Classe toxicológica III (Rótulo Azul): Veneno
considerado "pouco tóxico" para o ser humano.
- Classe toxicológica IV (Rótulo Verde): Veneno
considerado "praticamente não-tóxico" para o ser
humano.
Os organo-sintéticos se subdividem em clorados, cloro-fosforados,
fosforados, carbamatos e fumigantes:
- Clorados (ou Organoclorados): Grupo químico dos agrotóxicos
compostos por um hidrocarboneto clorado que possui um ou mais anéis
aromáticos, ou mesmo cíclico saturado. Em relação
aos outros organo-sintéticos, os clorados são menos tóxicos
(em termos de toxidade aguda), mas são também mais persistentes
no corpo e no meio-ambiente, podendo causar efeitos patológicos
à longo prazo.
- Cloro-fosforados: Grupo químico dos venenos compostos
por um éstere de ácido fosfórico (ou tionofosfórico),ditiofosfórico
e fosfônico (ou tionofosfônico), que em um dos radicais esterificados
possui um ou mais átomos de cloro. Possuem toxidez aguda semelhante
à dos fosforados em geral, sendo, como éster, degradados
rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos.
- Fosforados (ou Organofosforados): Grupo químico dos venenos
compostos por em éstere de ácido fosfórico (ou tionofosfórico),
tiolofosfórico, ditiofosfórico, fosfônico, tionofosfônico
(ou ditiofosfônico). Em relação aos agrotóxicos
clorados e carbamatos, os organofosforados são mais tóxicos
(em termos de toxidade aguda), mas são degradados mais rapidamente
e não se acumulam nos tecidos gordurosos.
- Carbamatos: Grupo químico dos venenos compostos por ésteres
de ácido metilcarbônico ou dimetilcarbônico. Em relação
aos pesticidas organoclorados e organofosforados, os carbamatos são
considerados de toxidade aguda média, sendo degradados rapidamente
e não se acumulando nos tecidos gordurosos.

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Aterro |

Três anos de pesquisas e consultas e R$ 3 milhões de investimentos
garantem total segurança
(Foto: Gilberto Viegas)
Momento tem projeto modelo
no País
Aterro pode atender cidades
de todo o Vale do Itajaí e Norte
Blumenau - Um total de 2.200 toneladas/mês de detritos industriais
estão sendo depositadas desde janeiro num aterro inaugurado pela
Momento Engenharia ,em Blumenau, um projeto que é considerado modelo
no Brasil. Há oito anos que a empresa presta serviços na coleta
e disposição de resíduos, apesar de sua vocação
inicial ter sido no setor de construção civil, e mais tarde
em obras rodoviárias e urbanas. Em meados de 1995, porém,
identificou um novo nicho de investimento, o de tratamento do lixo. Assim
surgiu o Aterro Industrial e Sanitário de Blumenau, resultado de
um investimento que já soma R$ 3 milhões, e cujo perfil é
de atender não só o município onde se localiza, mas
também cidades de todo Vale do Itajaí e Norte do Estado.
De acordo com o diretor administrativo Lauro Vianna, entre a idealização
do projeto e a inauguração decorreram três anos. Destes,
dois anos foi o tempo que tomou o processo de licenciamento, que obteve
parecer favorável de todas entidades ambientais constituídas.
A implantação foi executada em 12 meses numa área no
bairro Itoupava Central, onde a Momento atualmente opera um sistema que
"é o único de Santa Catarina onde o problema da disposição
segura dos resíduos industriais classe II está resolvido",
destaca o diretor.
A confiabilidade do aterro pode ser demonstrada através dos clientes
que atende. Nada menos que as maiores indústrias têxteis do
pólo de Blumenau, exportadoras que entre as exigências de seus
clientes estrangeiros têm que comprovar que não poluem o meio
para conseguir fechar contratos de venda. Isso apenas para citar um segmento,
porque das 85 empresas que são atendidas, destaca o diretor de operações
Álvaro Gugelmin Pereira Jorge, 20% são do setor comercial.
Quando conquista um novo cliente para o aterro, explica Pereira Jorge,
o primeiro passo é a análise prévia do resíduo
que ele gera para avaliação do tratamento que será
necessário. Caso seja do tipo compactável, dentro de uma escala
de tolerância técnica, é enviado a um módulo
do aterro dotado de drenagem monitorada, impermeabilizado, com tanques de
equalização e armazenamento para períodos de chuvas.
Já os resíduos provenientes de estações de tratamentos
de efluentes dos clientes (que é o caso das têxteis) vão
para uma usina de solidificação de lodos.
Este lodo que resulta do tratamento aplicado pelas indústrias
nas suas estações, passa por um setor quarentena, onde após
várias etapas de processamento, é compactado. Há, também,
uma estação para lodos ativados, que antes da secagem, como
o outro, passa por um processo apurado que elimina os elementos poluentes.
Só então a água resultante vai para a bacia pluvial,
mas com grau de pureza que não agride a natureza.
Ainda segundo o diretor técnico, o aterro possui um laboratório
integrado por profissionais da área de química e engenharia
química para análise dos efluentes da estação
de tratamento dos lodos ativados, e mais 19 pontos de coleta e monitoramento
na bacia pluvial. Fora os testes efetuados em seu próprio laboratório,
a Momento gasta mais de R$ 5 mil por mês para ensaios realizados no
Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Furb. "Isso tudo para
garantir que o aterro está funcionando dentro de padrões de
qualidade", salienta Pereira Jorge.
Com toda essa estrutura, a Momento pode ser definida como uma empresa
de vanguarda.
Empresa garante 22 empregos diretos no aterro
Dos resíduos industriais, que na verdade são o "lixo"
resultante da atividade de empresas que geram a riqueza de Santa Catarina,
tira um faturamento que mantém 22 empregos diretos e mais dezenas
de indiretos. E com previsões de em breve ver esses números
incrementados.
É que o aterro da Momento em Blumenau foi projetado para 15 anos
de atividades. Sua capacidade total é de 2,5 milhões de metros
cúbicos. Portanto, observa o diretor Lauro Vianna, ainda há
condições de receber resíduos de muitos novos clientes,
que agora estão sendo captados em cidades como Jaraguá do
Sul e Joinville, além de Blumenau.
Para se ter uma idéia da importância para Blumenau, basta
dizer que a Prefeitura já anunciou que no início de 2000,
é para lá que pretende destinar as 4 mil toneladas/mês
de resíduos domésticos gerados pela população,
já que o aterro municipal será fechado por esgotamento.
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O Brasil tem 1,8% de sua extensão
em unidades de conservação. O total da área protegida
é de 3,7% de sua superfície. Em Santa Catarina, existem dois
parques estaduais e um nacional. |
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