..
Ź NOSSOS ANUNCIANTES SĢO A GARANTIA DE CONTEņDO SEMPRE MELHOR E GRATUITO
AN Especial Semana do Meio Ambiente 21 de setembro de 1999















A Notícia
NOTICIÁRIO
Capa
Opinião

Economia
Política
País
Mundo
Polícia
Geral
Esporte
Fórmula 1
Fórmula Indy
COLUNAS
Alça de Mira
Informal
Moacir Pereira
Raul Sartori
Espaço Virtual
AN Brasília
Cláudio Prisco

Livre Mercado
CADERNOS
Anexo
Cinema
AN Cidade
AN Informática
AN Veículos
AN Economia
AN Tevê
AN Turismo
ESPECIAIS
Copa 98
Grandes Entrevistas
Cruz e Sousa
Joinville 148 anos
Festival de Dança
Recicle
SERVIÇOS
AN Pergunta
AN Pesquisa
Como anunciar
Classificados

Assinatura
Mensagem
Edições 1999

Edições 1998
Edições 1997
AN Chat
Loterias
INFO
Índice
Expediente
Institucional
AN Capital
NOTICIÁRIO
Capa
Geral
Última Página
COLUNAS
Ricardinho Machado
Fala Mané

Brasileiros jogaram no lixo R$ 4,6 bilhões em materiais recicláveis só em 1996, o equivalente a 433 mil carros populares

Rohden quer
certificação das florestas

Empresa exporta artefatos de madeira para países como Inglaterra e Alemanha

Salete - Depois da conquista da ISO 14001, a Rohden Artefatos de Madeira Ltda. busca agora a certificação das florestas próprias de onde provém a sua matéria-prima para atender as exigências de seus clientes do mercado externo, principalmente da Inglaterra, Alemanha, Holanda e Bélgica. Localizada em Salete, na região do Alto Vale do Itajaí, a empresa atua na fabricação de compensados sarrafeado, painéis e batentes, tendo como carro-chefe a produção de portas de pinus, destinadas a exportação. Para obter a ISO 14001 a Rohden investiu numa primeira etapa em torno de R$ 300 mil, conseguindo eliminar a poluição provocada pela fumaça oriunda da má queima das caldeiras, resíduos como cinzas e a poeira da serragem, que atingia principalmente o centro da cidade.

O diretor presidente Lino Rohden explicou que diante da necessidade da certificação das florestas, exigida pelos clientes de vários países europeus, a empresa está se adequando para obter o Forest Stewarship Council (FSC). Observou que, por enquanto, a ISO 14001 vem sendo aceita. A princípio, a Rohden Artefatos está aguardando um relatório sobre a auditoria realizada. "Recebemos a garantia que não existem problemas para conseguirmos dentro do novo sistema", assinalou. Lino Rohden adianta que a certificação é feita com base nos reflorestamentos da empresa, que ainda não dão sustentação a produção. A área própria, hoje, é de aproximadamente 1,5 mil hectares, abrangendo vários municípios da região e também do Planalto Norte.

A preocupação em
recuperar áreas degradadas
começa no pátio da empresa

A serragem é transportada por esteira até num depósito, onde pode ser retirada pelos agricultores, que utilizam como adubação nas lavoura. Para evitar que os caminhões que transportam as toras de pinus poluam as ruas da cidade e rodovias, a empresa exige que os motoristas, depois do descarregamento, façam a varrição das cascas em local adequado.

Brocardo destaca que a existe preocupação com a recuperação das áreas degradadas, inclusive no próprio pátio da indústria e das margens dos rios. A coleta seletiva de lixo também foi implantada. "Este processo acabou sendo levado às escolas de Salete e pelos próprios funcionários às suas casas", assinalou. O carro-chefe da Rohden Artefatos de Madeira é a porta de pinus, com o mercado externo absorvendo 90% da produção. Com a desvalorização do real, no início do ano, o volume de vendas aumentou consideravelmente, inclusive para outros países.

O mesmo acontece com os painéis, batentes e molduras e, em menor escala, com o compensado sarrafeado. A empresa implantou em janeiro, em Pouso Redondo, a Rohden Portas e Painéis para quem serra a madeira utilizada. O faturamento médio da unidade de Salete é de US$ 700 mil.

Um ano e meio
de muito esforço

O trabalho de preparação até a certificação levou em torno de um ano e meio e envolveu todos os cerca de 470 funcionários , que passou a dar muito mais atenção às questões ambientais, deixando praticamente de causar a poluição. "Recebemos todo o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai)", ressaltou Lino, observando que a base de tudo é a conscientização e o estabelecimento de diretrizes e procedimentos dentro da indústria para que as normais ambientais sejam mantidas. "A própria política de qualidade e produtividade praticada desde a década de 90 contribuiu também para conseguirmos a IS0 14001, assim como a organização interna e a limpeza, garantindo o mercado lá fora", acrescentou.

A principal vantagem para a população saletense proveniente com a certificação, foi a eliminação da fumaça provocada em razão da má queima das caldeiras. O engenheiro florestal Adroaldo Brocardo explica que o controle é feito a partir da definição do tipo de material a ser queimado, se cavaco úmido ou seco. O operador coloca um filtro próximo da chaminé, que é verificado a cada oito horas.

"Depois é feita uma comparação, tomando por base a mesma escala usada para medir a poluição causada pelos automóveis", acrescentou. Dependendo do nível, além da própria observação visual, se for consecutivamente três vezes o tipo três, o funcionário comunica ao encarregado do setor para saber que tipo de procedimento será tomado. Os dentes de 4,5 milímetros foram mudados pela espessura de 3,8. A mudança causou a redução da quantidade de serragem, além de aumentar o aproveitamento da madeira em 5%. Todas as serras possuem filtros, que contribuem com a limpeza permanente das instalações.


Para saciar a sede do ser humano, hoje já são dessalinizados cerca de 5,5 bilhões de metros cúbicos de água por ano. A escassez de água pode atingir, já nos próximos 30 anos, mais de 50 países e cerca de três bilhões de pessoas.

Fazendas orgânicas
sem adubos químicos

Os agrotóxicos também foram eliminados na produção de alimentos livres de muitas impurezas

Joinville - A tendência mundial por uma tecnologia mais limpa, por produtos puros e em direção a cultivos ecologicamente corretos traz uma nova realidade à agricultura mundial. Na Inglaterra, já são comuns as chamadas fazendas orgânicas, onde o cultivo é feito sem nenhum auxílio de produtos químicos . O consumidor está exigindo produtos livres de agrotóxicos, num momento em que as indústrias de adubos químicos perdem fôlego no mundo inteiro. Em Joinville, um projeto coordenado pela Fundação Municipal 25 de Julho já organizou 15 agricultores que devem, em breve, adotar a agricultura orgânica. "É um caminho natural. Há uma exigência do consumidor em direção à preservação ambiental", aposta o engenheiro agrônomo da Fundação Salvino Antônio da Silva.

As vantagens de uma alimentação à base de produtos orgânicos é comprovada. Os alimentos são melhores para a saúde humana. Os agricultores convencionais utilizam agrotóxicos (venenos) nas verduras e hortaliças, que permanecem nos alimentos mesmo após serem lavados, descascados e cozidos. Quando os antecessores dos atuais agricultores cultivavam produtos puros, com defesas naturais, doenças como alergias, câncer e degenerações genéticas - causadas por produtos químicos contidos nos alimentos - ainda não fazia parte do dia-a-dia das pessoas. Há um refluxo de cultura em direção ao produto natural, puxado principalmente pelos países europeus. São muitas as diferenças entre a agricultura orgânica e a convencional. Os produtos orgânicos são produzidos com adubos naturais (pó de rochas, farelo de algodão e mamona, composto de palha curtida com cama de animais, conchas moídas, etc.), enquanto os produtos convencionais crescem à base de adubos químicos.

Por isso o alimento orgânico é mais saudável e equilibrado, proporcionando melhor qualidade de vida. Os agricultores orgânicos preservam a natureza, a vegetação nativa e cuidam das nascentes de água, já que o produto orgânico é irrigado com água pura proveniente de minas. Nada de inseticidas, fungicidas, herbicidas ou adubos químicos que contaminam o solo e os rios, destruindo as florestas e matando os animais.

É lento o processo de
mudança da cultura de
lavoura convencional

"É um processo que deve levar ainda algum tempo para se instalar em Joinville. É preciso que os agricultores modifiquem uma cultura de lavoura convencional", admite o engenheiro agrônomo Salvino Silva. É como se os agricultores de hoje, em Joinville, retrocedessem algumas décadas no tempo. Na sua maioria descendentes de alemães ou italianos, esses mesmo agricultores cresceram cultivando sem a ajuda de adubos ou agrotóxicos. Os primeiros agricultores da região de Joinville enfrentavam as ervas e pestes sempre com defesas naturais. Hoje, já é possível incorporar, pela tecnologia, essas defesas naturais aliadas ao aumento de produção no campo.

A agricultura orgânica, entretanto, exige cuidados especiais. Há necessidade de mais mão-de-obra, os adubos naturais são mais caros e perde-se no campo as plantas consumidas pelos insetos que não são mais combatidos com venenos. Comprando produtos orgânicos, o consumidor, agora, tem a consciência de que está ajudando os agricultores que preservam a natureza, além de cuidar da própria saúde. É uma grande colaboração pela preservação do planeta, com o consumo de produtos que não poluem o ambiente. "No início, o agricultor vai gastar um pouco em mão-de-obra, mas depois os custos da agricultura orgânica caem. É uma prática bastante viável", acrescenta Silva.

Diversidade evitava
as pragas e doenças

Antigamente, as plantações eram mais diversificadas e, por isso, a prática das grandes monoculturas artificiais era reduzida, com incidência de pragas e doenças bem menor. Em parte, isso ocorria porque ainda não se utilizavam intensamente os adubos químicos. Na verdade, o uso de agrotóxicos é conseqüência direta da utilização dos fertilizantes sintéticos e do uso dos próprios agrotóxicos.

Os adubos químicos, além de atuarem como biocidas, destruindo a vida do solo, enfraquecem os vegetais (aumentando o seu tamanho e o seu teor de água) tornando-os um "prato" para as pragas e doenças. Até pouco tempo, considerava-se que as chamadas pragas nada mais eram do que um aumento brusco de um determinado tipo de indivíduo fitófago, em virtude da extinção de seu predador - fato geralmente causado pelo uso de agrotóxicos.

A partir de pesquisas em diversas universidade no mundo, compreendeu-se que a suscetibilidade da planta à pragas e doenças também é uma questão de nutrição ou de intoxicação. A planta equilibrada em crescimento vigoroso ou em descanso não é nutritiva para as pragas. Estas não têm capacidade de fazer proteólise, não tendo condições de decompor proteínas estranhas, só sabendo fazer proteossíntese.

A praga necessita encontrar na planta hospedeira alimentos como aminoácidos, açúcares e minerais solúveis - ainda não incorporados em macromoléculas insolúveis. Isto ocorre quando há inibição da proteossíntese ou quando há excesso de produção de aminoácidos - o que freqüentemente ocorre com o excesso de adubos nitrogenados.

A inibição da proteossíntese pode ser conseqüência do uso de agrotóxicos ou de desequilíbrio nutricional da planta. Constatou-se que o uso de agrotóxicos para debelar algum mal acarretava, depois, um ressurgimento piorado do mal. Os agrotóxicos provocam modificações no metabolismo das plantas, gerando um enriquecimento dos líquidos celulares ou circulantes em açucares solúveis e aminoácidos livres, que, em excesso, não são normalmente incorporados na proteossíntese.

Agrotóxico é um nome genérico dado aos venenos utilizados na agricultura sob o pretexto de exterminar pragas e doenças. Existe o eufemismo "defensivo" utilizado pelos produtores que, longe de defender, envenenam e poluem o meio-ambiente. Os agrotóxicos podem ser: pesticidas (ou praguicidas), fungicidas e herbicidas. Os pesticidas, mais especificamente, subdividem-se em: aficida, ovicida, larvicida, raticida, formicida, acaricida, etc. Quanto à maneira de agir: de ingestão, de contato, microbiano, fumigante. Podem ser inorgânicos e orgânicos.

Técnicas inadequadas
afetam todo o processo

Da terra à mesa, os alimentos passam por uma via crucis: sofrem a natureza, os agricultores e os consumidores. A natureza, pela forma como o solo é manejado e pelo sem-número de venenos químicos que são utilizados nas diversas fases do processo de produção; os agricultores, pela constante falta de política agrícola e pela cultura de agrotóxicos existente; e os consumidores, com os preços advindos do alto custo de produção.

O problema já começa na própria concepção de agricultura, oscilando entre o modelo predatório que era utilizado pelos indígenas antes da chegada de Cabral, onde o agricultor desmata, queima, planta por alguns poucos anos, e depois deixa a mata se recompor ou faz pastagens, e o modelo da agroindústria onde imperam as grandes monoculturas, geralmente para exportação.

Os dois modelos são ecologicamente prejudiciais. O primeiro não causava danos maiores ao ambiente, pois eram poucos os índios em relação ao tamanho do território. Mas, de lá para cá, milhões são os agricultores que têm utilizado a fórmula "desmata-queima-planta-abandona", promovendo intensamente a devastação e a erosão. Os desmatamentos e as queimadas degradam o solo, deixando-o exposto a ação do sol, dos ventos e da chuva.

O segundo modelo trouxe intenso desmatamento, mecanizações pesadas que pulverizam e compactam o solo (também acarretando sua erosão e conseqüente esterilização), uso maciço e abusivo dos adubos químicos e dos agrotóxicos que envenenam a terra, seus frutos e os seres vivos, e as grandes monoculturas que tornam os sistemas ecológicos estéreis, favorecendo o aparecimento de pragas e doenças.

Diversas áreas no Brasil, onde antes existiram terras férteis, hoje são desertos, frutos de um modelo de manejo do solo inadequado ao clima tropical. Arações profundas, solo descoberto e exposto, capinas freqüentes, são técnicas apropriadas para países de clima temperado, e não para países com alta insolação e fortes chuvas. A "Revolução Verde", que deu o Prêmio Nobel ao pesquisador Norman Borlaugh, em 1970, foi concebida sob o discurso de que se objetivava propiciar aos países pobres melhores condições de alimentar sua população.

Na verdade, o que se conseguiu foi torná-los quase que completamente dependentes das multinacionais que vendem sementes híbridas/adubos sintéticos/agrotóxicos, além de destruir boa parte do seu capital genético.


Segundo o Bird, para evitar a crise de água no século 21, serão necessários US$ 800 bilhões em investimentos, O banco dispõe de apenas 5% desse valor para financiar projetos afins.

Sementes híbridas
reduzem as variedades

Frutas pré-amadurecidas perdem o sabor natural em câmaras de maturação que usam sistema de gases

Países tradicionalmente agrícolas como a Índia, com milhares de variedades de arroz, hoje está reduzida a algumas centenas, em função da introdução das sementes híbridas. A China, que há 5.000 anos faz sua tradicional rotação soja/arroz e que tinha uma invejável tecnologia de aproveitamento de matéria orgânica (fezes humanas, esgotos de cidades, lixo, nada era perdido), está hoje em plena era química imposta sob o rótulo de "agricultura moderna".

No Paquistão, o arroz milagroso da "Revolução Verde", acarretou numa praga nunca vista de gafanhotos, enquanto que na Indonésia o uso desvairado de agrotóxicos contaminou rios e lagos, matando os peixes e criando uma onda de fome sem precedentes. Estes adubos, entre outros males, produzem frutos enormes porém insossos (veja a diferença de sabor entre o cenourão do mercado e a cenoura da horta caseira), mais pobres em nutrientes e mais perecíveis. As multinacionais dos venenos souberam fazer um bom marketing subliminar, manipulando os critérios de qualidade do consumidor: bom é o que é enorme, e tudo igualzinho.

No caso das frutas, estes insípidos produtos da agricultura convencional são em sua maior parte pré-amadurecidos artificialmente (o que mata mais ainda o seu sabor) em câmaras de maturação que utilizam gases (geralmente acetileno). Muitas vezes ficam meses em frigoríficos aguardando a entresafra. E o consumidor acaba tendo que ingerir um alimento contaminado.

Associação persegue
técnicas modernas

Fundada em 1989, a Associação de Agricultura Orgânica (AAO) reúne, hoje, mais de 1.400 associados entre agricultores, agrônomos, profissionais liberais e consumidores. Seu principal objetivo é a busca de medidas que estimulem a produção de alimentos sadios, com técnicas que não agridam o meio ambiente, e a inclusão desse produtor no mercado.

Internacional

Essa associação tem reconhecimento internacional e é uma das maiores da América Latina, com participação na Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica, com sede em Tholey-Theley, Alemanha. A produção de alimentos saudáveis sem prejuízos ao meio-ambiente encontra-se em franco desenvolvimento no mundo inteiro. Multiplicam-se, em âmbitos nacional e internacional, os congressos que discutem novas técnicas de produção e modernas formas de comercialização.

A demanda pela formação técnica na produção orgânica é crescente. Para atender aos interessados é oferecida uma variedade de cursos. Aos produtores que utilizam técnicas convencionais de produção (com adubos químicos e agrotóxicos), a AAO busca convênios com instituições para aplicação de projetos. Na busca de aproximar o produtor orgânico do mercado consumidor, uma das primeiras ações foi a criação de feiras semanais de alimentos produzidos sem agrotóxicos, adubos químicos ou conservantes. Desde 1996, com o lançamento do selo de qualidade, o consumidor pode encontrar os produtos da AAO em redes supermercados na região metropolitana de São Paulo.

Curiosidades

Em 1978 foi feito pelo Instituto Biológico de São Paulo um monitoramento de resíduos de agrotóxicos nos produtos hortícolas. O trabalho indicou, na época, que 7% das frutas e 13% das hortaliças apresentavam resíduos acima do permitido. Outro estudo feito em 1985 mostrou que o teor de resíduos tinha aumentado para 13% nas frutas.

Em 1984 o ITAL de Campinas fez uma pesquisa sobre a contaminação em alimentos industrializados, e os resultados mostraram que 41% das 1.176 amostras analisadas continham quantidade de resíduos de agrotóxicos maiores que o permitido.

"Dirty Dozen" ou "Doze Sujos" (ou ainda "Dúzia Suja"), foi como ficaram sendo mundialmente conhecidos os agrotóxicos mais nocivos, que são: o DDT, os "Drins" (Endrin, Aldrin e Dieldrin), Clordane e Heptacloro, Lindane, Gama BHC, Parathion, os monocrótofos (Azodrin, Nuvacron), Aldicarb (Temik), Clordimeform (Gelecron, Fundal), o 2-4-3T (o "Agente Laranja"), o EDB, o DBCP, Paraquat e os fungicidas à base de mercúrio. Até meados de 1985 já estavam proibidos em mais de 50 países.

Venenos do século

  • Contato
    Caracteriza o modo de ação de um pesticida que age e é absorvido pela pele (tegumento) do inseto.
  • Ingestão
    Caracteriza o modo de ação de um pesticida que age e penetra no organismo por via oral.
  • Profundidade
    Caracteriza o modo de atuação de um inseticida que tem ação translaminar, ou seja, que aplicado na face de uma folha, exerce sua toxidez contra insetos alojados inclusive na outra face da folha. Esta ação também pode ser observada nos frutos, quando o pesticida atinge o interior dos mesmos por translocação, destruindo as larvas das moscas-da-fruta.
  • Fumigante
    Caracteriza o modo de ação de um pesticida que age penetrando no inseto na forma de vapor através de suas vias respiratórias.
  • Sistêmica
    Ação que é exercida por um pesticida que é absorvido por uma planta e translocado em quantidades suficientes para tornar o local de translocação tóxico para os insetos por um tempo ilimitado.
  • Inorgânicos
    Os pesticidas inorgânicos foram muito utilizados no passado, mas atualmente não representam 10% do total de pesticidas em uso. São eles os produtos arsenicais, os fluorados e os compostos minerais que agem por contato matando a praga por asfixia. A substituição dos arsenicais pelo DDT no tratamento de pomares e vinhas na Europa e EUA, acarretou em uma super-infestação de insetos fitófagos até então inofensivos.
    A vantagem dos produtos que agem por ingestão, é que apenas a praga em questão é afetada, porém a desvantagem está em que estes produtos se acumulam nos tecidos orgânicos e são de longa persistência no ambiente. Os pesticidas orgânicos compreendem os de origem vegetal e os organo-sintéticos. Os primeiros, também muito utilizados no passado, são de baixa toxidade e de curta permanência no ambiente (como p.ex. o piretro e a rotenona).

Classificação toxicológica
dos venenos agrícolas

  • Classe toxicológica I (Rótulo Vermelho): Veneno no qual se encontram substâncias ou compostos químicos considerados "altamente tóxicos" para o ser humano.
  • Classe toxicológica II (Rótulo Amarelo): Veneno considerado "medianamente tóxico" para o ser humano.
  • Classe toxicológica III (Rótulo Azul): Veneno considerado "pouco tóxico" para o ser humano.
  • Classe toxicológica IV (Rótulo Verde): Veneno considerado "praticamente não-tóxico" para o ser humano.

Os organo-sintéticos se subdividem em clorados, cloro-fosforados, fosforados, carbamatos e fumigantes:

  • Clorados (ou Organoclorados): Grupo químico dos agrotóxicos compostos por um hidrocarboneto clorado que possui um ou mais anéis aromáticos, ou mesmo cíclico saturado. Em relação aos outros organo-sintéticos, os clorados são menos tóxicos (em termos de toxidade aguda), mas são também mais persistentes no corpo e no meio-ambiente, podendo causar efeitos patológicos à longo prazo.
  • Cloro-fosforados: Grupo químico dos venenos compostos por um éstere de ácido fosfórico (ou tionofosfórico),ditiofosfórico e fosfônico (ou tionofosfônico), que em um dos radicais esterificados possui um ou mais átomos de cloro. Possuem toxidez aguda semelhante à dos fosforados em geral, sendo, como éster, degradados rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos.
  • Fosforados (ou Organofosforados): Grupo químico dos venenos compostos por em éstere de ácido fosfórico (ou tionofosfórico), tiolofosfórico, ditiofosfórico, fosfônico, tionofosfônico (ou ditiofosfônico). Em relação aos agrotóxicos clorados e carbamatos, os organofosforados são mais tóxicos (em termos de toxidade aguda), mas são degradados mais rapidamente e não se acumulam nos tecidos gordurosos.
  • Carbamatos: Grupo químico dos venenos compostos por ésteres de ácido metilcarbônico ou dimetilcarbônico. Em relação aos pesticidas organoclorados e organofosforados, os carbamatos são considerados de toxidade aguda média, sendo degradados rapidamente e não se acumulando nos tecidos gordurosos.

Leia também

Especial Semana do Meio Ambiente
Mata atlântica agoniza no Sul do Brasil
Comunidades ajudam no diagnóstico verde
Natureza é agredida pelo lixo humano
A riqueza do lixo virou um bom negócio
A Döhler coleciona prêmios ambientais
O despertar para as questões ambientais
Água, ar e solo ganham mais qualidade
Rohden quer certificação das florestas
Fazendas orgânicas sem adubos químicos
Sementes híbridas reduzem as variedades
Momento tem projeto modelo no País

Aterro


Três anos de pesquisas e consultas e R$ 3 milhões de investimentos garantem total segurança
(Foto: Gilberto Viegas)

Momento tem projeto modelo no País

Aterro pode atender cidades de todo o Vale do Itajaí e Norte

Blumenau - Um total de 2.200 toneladas/mês de detritos industriais estão sendo depositadas desde janeiro num aterro inaugurado pela Momento Engenharia ,em Blumenau, um projeto que é considerado modelo no Brasil. Há oito anos que a empresa presta serviços na coleta e disposição de resíduos, apesar de sua vocação inicial ter sido no setor de construção civil, e mais tarde em obras rodoviárias e urbanas. Em meados de 1995, porém, identificou um novo nicho de investimento, o de tratamento do lixo. Assim surgiu o Aterro Industrial e Sanitário de Blumenau, resultado de um investimento que já soma R$ 3 milhões, e cujo perfil é de atender não só o município onde se localiza, mas também cidades de todo Vale do Itajaí e Norte do Estado.

De acordo com o diretor administrativo Lauro Vianna, entre a idealização do projeto e a inauguração decorreram três anos. Destes, dois anos foi o tempo que tomou o processo de licenciamento, que obteve parecer favorável de todas entidades ambientais constituídas. A implantação foi executada em 12 meses numa área no bairro Itoupava Central, onde a Momento atualmente opera um sistema que "é o único de Santa Catarina onde o problema da disposição segura dos resíduos industriais classe II está resolvido", destaca o diretor.

A confiabilidade do aterro pode ser demonstrada através dos clientes que atende. Nada menos que as maiores indústrias têxteis do pólo de Blumenau, exportadoras que entre as exigências de seus clientes estrangeiros têm que comprovar que não poluem o meio para conseguir fechar contratos de venda. Isso apenas para citar um segmento, porque das 85 empresas que são atendidas, destaca o diretor de operações Álvaro Gugelmin Pereira Jorge, 20% são do setor comercial.

Quando conquista um novo cliente para o aterro, explica Pereira Jorge, o primeiro passo é a análise prévia do resíduo que ele gera para avaliação do tratamento que será necessário. Caso seja do tipo compactável, dentro de uma escala de tolerância técnica, é enviado a um módulo do aterro dotado de drenagem monitorada, impermeabilizado, com tanques de equalização e armazenamento para períodos de chuvas. Já os resíduos provenientes de estações de tratamentos de efluentes dos clientes (que é o caso das têxteis) vão para uma usina de solidificação de lodos.

Este lodo que resulta do tratamento aplicado pelas indústrias nas suas estações, passa por um setor quarentena, onde após várias etapas de processamento, é compactado. Há, também, uma estação para lodos ativados, que antes da secagem, como o outro, passa por um processo apurado que elimina os elementos poluentes. Só então a água resultante vai para a bacia pluvial, mas com grau de pureza que não agride a natureza.

Ainda segundo o diretor técnico, o aterro possui um laboratório integrado por profissionais da área de química e engenharia química para análise dos efluentes da estação de tratamento dos lodos ativados, e mais 19 pontos de coleta e monitoramento na bacia pluvial. Fora os testes efetuados em seu próprio laboratório, a Momento gasta mais de R$ 5 mil por mês para ensaios realizados no Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Furb. "Isso tudo para garantir que o aterro está funcionando dentro de padrões de qualidade", salienta Pereira Jorge.

Com toda essa estrutura, a Momento pode ser definida como uma empresa de vanguarda.

Empresa garante 22 empregos diretos no aterro

Dos resíduos industriais, que na verdade são o "lixo" resultante da atividade de empresas que geram a riqueza de Santa Catarina, tira um faturamento que mantém 22 empregos diretos e mais dezenas de indiretos. E com previsões de em breve ver esses números incrementados.

É que o aterro da Momento em Blumenau foi projetado para 15 anos de atividades. Sua capacidade total é de 2,5 milhões de metros cúbicos. Portanto, observa o diretor Lauro Vianna, ainda há condições de receber resíduos de muitos novos clientes, que agora estão sendo captados em cidades como Jaraguá do Sul e Joinville, além de Blumenau.

Para se ter uma idéia da importância para Blumenau, basta dizer que a Prefeitura já anunciou que no início de 2000, é para lá que pretende destinar as 4 mil toneladas/mês de resíduos domésticos gerados pela população, já que o aterro municipal será fechado por esgotamento.

O Brasil tem 1,8% de sua extensão em unidades de conservação. O total da área protegida é de 3,7% de sua superfície. Em Santa Catarina, existem dois parques estaduais e um nacional.

AN Manchetes



A Notícia: Capa | Opinião | Economia | Política | País | Mundo | Polícia | Geral | Esporte | Fórmula 1 | Fórmula Indy | Alça de Mira | Informal | Moacir Pereira | Raul Sartori | Espaço Virtual | AN Brasília | Cláudio Prisco | Livre Mercado | Anexo | Cinema | AN Cidade | AN Informática | AN Veículos | AN Economia | AN Tevê | AN Turismo | Copa 98 | Grandes Entrevistas | Cruz e Sousa | Joinville 148 anos | Festival de Dança | Recicle | AN Pergunta | AN Pesquisa | Como anunciar | Classificados | Assinatura | Mensagem | Edições 1999 | Edições 1998 | Edições 1997 | AN Chat | Loterias | Índice | Expediente | Institucional
AN Capital: Capa | Geral | Última Página | Ricardinho Machado | Fala Mané

Copyright © 1998 A Notícia - Todos os direitos reservados - Telefone: 055-047 431 9000 - Fax: 055-047 431 9100
Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - Caixa Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - Santa Catarina - BRASIL
..
. Autoria: Torque Comunicação e Internet - Projeto: Avelar Lívio dos Santos, jornalista, RP MTr/PR 890 .