..
Ź NOSSOS ANUNCIANTES SĢO A GARANTIA DE CONTEņDO SEMPRE MELHOR E GRATUITO
AN Especial Semana do Meio Ambiente 21 de setembro de 1999















A Notícia
NOTICIÁRIO
Capa
Opinião

Economia
Política
País
Mundo
Polícia
Geral
Esporte
Fórmula 1
Fórmula Indy
COLUNAS
Alça de Mira
Informal
Moacir Pereira
Raul Sartori
Espaço Virtual
AN Brasília
Cláudio Prisco

Livre Mercado
CADERNOS
Anexo
Cinema
AN Cidade
AN Informática
AN Veículos
AN Economia
AN Tevê
AN Turismo
ESPECIAIS
Copa 98
Grandes Entrevistas
Cruz e Sousa
Joinville 148 anos
Festival de Dança
Recicle
SERVIÇOS
AN Pergunta
AN Pesquisa
Como anunciar
Classificados

Assinatura
Mensagem
Edições 1999

Edições 1998
Edições 1997
AN Chat
Loterias
INFO
Índice
Expediente
Institucional
AN Capital
NOTICIÁRIO
Capa
Geral
Última Página
COLUNAS
Ricardinho Machado
Fala Mané

A floresta
por um fio


AGONIA DA NATUREZA: Mata atlântica está ameaçada no Sul (Foto: Carlos Alberto)


A mata atlântica hoje é considerada um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo.

Mata atlântica
agoniza no Sul do Brasil

Maior devastação de florestas ocorreu no Rio Grande do Sul, reduzindo a cobertura vegetal para só 2,6%

A forma de ocupação do solo e o uso das florestas nativas estão vinculados ao processo de desenvolvimento de Santa Catarina ao longo dos últimos cinco séculos. A utilização desordenada destes recursos, porém, deixou seqüelas. Enquanto em 1500 as florestas ocupavam 81,5% da área total do Estado, hoje, embora os números sejam divergentes, sabe-se que a cobertura vegetal é reduzida.

O mapeamento da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) concluído em 1996 mostra que o Estado conserva 29,14% de cobertura vegetal em relação a sua área, um percentual até positivo se comparado com os demais Estados do Sul do País que abrigam a mata atlântica. Os números da Fatma englobam toda formação vegetal acima do solo, não diferenciando os tipos de floresta e os estágios de regeneração e incluem a área total do Estado que, a partir do decreto 750/93, passou a ser considerada de Mata Atlântica, independente da formação fitogeográfica.

Há, entretanto, quem afirme que a situação é pior que a diagnosticada pela Fatma. Dados da Organização Não-governamental SOS Mata Atlântica, que levam em conta as áreas de regeneração em estágio médio e avançado (excluindo os estágios iniciais), mostram que Santa Catarina apresenta 17,41% de cobertura florestal natural. Deste total, segundo o biólogo Ademir Reis, responsável pelo Laboratório de Ecologia Floresta da Universidade Federal de Santa Catarina, apenas 4% corresponde à vegetação primária (o que não quer mais dizer floresta virgem, já que não se pode garantir que o homem nunca entrou em contato com estas áreas).

O ponto positivo é que o rigor da legislação ambiental e o aumento da consciência ecológica em todo o mundo provocaram a redução do ritmo de devastação, ao mesmo tempo em que incentivaram a regeneração. Levantamento do SOS Mata Atlântica conclui que os estados do Paraná e Santa Catarina foram os que mais reduziram o ritmo de desmatamento: 50% e 30%, respectivamente, embora as regiões devastadas ainda sejam grandes.

O diretor de Estudos Ambientais da Fatma, David Vieira Fernandes, também constata a desaceleração do desmatamento. "Não quer dizer que está bom, mas somos um dos que menos degrada", destaca. O mapeamento da cobertura vegetal realizado pela Fatma constatou, ainda, que 4,14% da área de Santa Catarina está recoberta por reflorestamentos, principalmente pinus e eucalipto.

Tabuleiro e
Joinville preservados

O diretor de Estudos Ambientais da Fatma, David Vieira Fernandes, afirma que atualmente as áreas mais preservadas em Santa Catarina são as microrregiões do Tabuleiro e de Joinville, com 66% e 63% de cobertura vegetal primária e secundária, respectivamente. Em contrapartida, no Oeste, Extremo-oeste e na região conhecida como Alto Uruguai estão os trechos com menor cobertura vegetal. A microrregião do Tabuleiro engloba os municípios de Águas Mornas, Alfredo Wagner, Anitápolis, Rancho Queimado e São Bonifácio e apresenta apenas 1% de áreas destinadas a reflorestamentos.

Vale lembrar, entretanto, que o levantamento da Fatma não diferencia os tipos de floresta, e soma toda a formação vegetal acima do solo. Já a microrregião de Joinville abrange os municípios de Araquari, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul e Schroeder e 3% de área de reflorestamento . Uma das razões apresentadas por Fernandes, para isso, é o difícil acesso a algumas regiões - como a Serra Dona Francisca, por exemplo - e a atuação da Polícia Ambiental nos últimos anos.

Satélites ajudam
no mapeamento

Lançado em 1996, o mapeamento da cobertura vegetal de Santa Catarina foi o resultado de três anos de pesquisas realizadas pela Fatma. Tudo foi reunido em um atlas, na forma de CD, concluído em 1996. Para chegar aos dados, foram utilizadas imagens de satélites fornecidas pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) da região de Santa Catarina. David explica que em um primeiro momento as imagens foram interpretadas no escritório e, a partir daí, partiu-se para as pesquisas de campo. Com isso, garantiu-se a exatidão do mapeamento.

O índice de 29,14% encontrado pela Fatma no mapeamento não está distante dos 33,4% de vegetação registrados pelo último inventário florestal nacional, em 1982. Porém ,não se pode afirmar que houve uma redução de 4,26 pontos percentuais da cobertura vegetal, já que foram usados parâmetros diferentes. O inventário levou em conta áreas de campo, ou savanas, que foram excluídas da pesquisa realizada pela Fatma. O índice também é próximo do encontrado pelo projeto Radam-Brasil, em 1986. O projeto constatou que as áreas com conservação maior da vegetação secundária situam-se na região da vertente atlântica e coincidem com os locais que, no levantamento da Fatma, obtiveram percentual superior a 50%.

Cronologia
Degradação da cobertura vegetal em SC
Ano Área Cobertura
1500 7.768.440 81,5%
1912 7.498.690 78,67%
1959 2.859.550 30%
1985 1.831.950 19,14%
1990 1.725.638 18,03%
1995 1.666.241 17,41%
     
Remanescentes florestais no Sul do País

Cobertura em relação à área total

  • Paraná: 8,93%
  • Santa Catarina: 17,41%
  • Rio Grande do Sul: 2,69%


A área original de domínio da mata atlântica no País era de 1,2 milhões de quilômetros quadrados em 17 Estados. Hoje, resta menos de 8% do total.

Comunidades ajudam
no diagnóstico verde

Setores público e privado têm em quatro mil famílias forte aliado na gestão do Consórcio Ambiental Quiriri

São Bento do Sul - Preservar áreas de mata nativa e nascentes, dar destino adequado ao lixo e facilitar a comercialização de produtos vegetais de modo a fixar o homem ao campo. Estas são as três ações básicas do Consórcio Ambiental Quiriri, criado em setembro de 1997. Em dois anos as ações tomaram corpo, foram ampliadas, chegando à pesquisa científica e o Quiriri ganhando mais adeptos. No dia 3 de setembro, Corupá passou a integrar o consórcio do qual já participam São Bento do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. Quem apontou os principais problemas ambientais a serem resolvidos foi a própria comunidade, através de um diagnóstico participativo coordenado pelo ambientalista chileno Pedro Hidalgo.

Quatro mil famílias foram ouvidas. O lixo infectante ou hospitalar dos municípios integrantes do Quiriri é incinerado no aterro sanitário de São Bento do Sul e não mais misturado ao lixo doméstico. A coleta seletiva de lixo já foi implantada nos quatro municípios. A conscientização e adaptação da população e administrações municipais ao novo sistema não ocorre do dia para noite. Por isso, o trabalho é de insistência. Campo Alegre, a primeira cidade do consórcio a selecionar o lixo, recicla 40% de seu lixo seco e cerca de 30 toneladas/mês deixam de ir para o lixão.

Em Rio Negrinho o trabalho está sendo retomado e a secretaria de meio ambiente do município prepara uma campanha de mobilização da comunidade. Nas duas cidades, a interrupção de serviços de uma empresa coletora acabou prejudicando o andamento do processo. "Não tem problema, começamos tudo de novo", afirma o coordenador do Quiriri, Magno Bollmann. Em São Bento do Sul cerca de 50% do lixo seco, algo em torno de de 300 toneladas, é reciclado graças ao trabalho da iniciativa privada. Três empresas trabalham com a compra e venda do lixo.

A Transmozer recolhe cerca de 200 toneladas /mês, a Funka outras 100 toneladas e a Matos, que trabalha com sucata de ferro, recolhe 120 toneladas mensais. Mais novo integrante do consórcio, Corupá, também já adotou a coleta seletiva em 60% do município. O lixo gera cerca de 40 empregos em São Bento do Sul e criou pelo menos quatro empresas. A Quimatra Indústria e Comércio de Produtos Químicos é um exemplo de como a preservação do meio ambiente pode gerar lucro. Mensalmente, a empresa recicla 10 mil litros de solventes químicos, utilizados em cabines de pinturas da indústria moveleira.

São Bento do Sul monta
seu processo de reciclagem

Outros quatro projetos para expandir a reciclagem começam a ser colocados em prática. A Câmara de Vereadores já aprovou a instalação de um condomínio de empresas de reciclagem, que funcionará no aterro sanitário de São Bento do Sul. Outro projeto é a parceria entre o Quiriri, postos de combustíveis, Apae e empresas de reciclagem. A idéia é habituar as pessoas a levarem o lixo reciclável aos postos, com parte do dinheiro arrecadado pela recicladora revertido em favor da Apae. Outro projeto prevê a instalação de postos de coleta do material reciclável nas indústrias.

O programa de reciclagem de embalagens agrotóxicas é um dos mais importantes na opinião de Bollman. As prefeituras de 14 municípios da região Norte comprometem-se a recolher o material na zona rural, previamente lavado pelo agricultor. Uma unidade instalada em Mafra concentrará o volume arrecadado e venderá para uma empresa especializada na reciclagem deste material, considerado poluente perigoso.

Pesquisas com dados precisos

O Quiriri atraiu a atenção da pesquisa centífica. Dois mestrados na área ambiental são desenvolvidos por professoras da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). Até mesmo imagens de satélite das APAs foram feitas para o estudo que resultará numa avaliação do projeto. "Vamos saber onde estamos acertando e onde estamos errando". A Univille também firmou convênio de cooperação técnica com o Quiriri. No final de outubro inicia a construção do Centro de Pesquisas Ambientais (Cepa), que conta com a colaboração de uma universidade alemã. Análises de água e efluentes, da flora e fauna, serão desenvolvidos nos laboratórios do CEPA.

O Quiriri também está sendo utilizado como modelo para implantação de mais três consórcios que congregam sete municípios no Oeste, quatro na região de Itapema e outros cinco na região de Timbó. O Sistema Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) contribui para o consórcio com R$0,01 por metro cúbico de água consumida em São Bento do Sul e Rio Negrinho. Isso garante ao Quiriri um orçamento de R$ 30 mil/ano. Outra forma estudada pelo consórcio para garantir sua sustentabilidade econômica é a cooperação com empresas que buscam a ISO 14000. "Nós trabalhamos com a orientação de funcionários e as empresas nos repassam um auxílio. Isso ainda está em estudo", diz Magno. Para os integrantes do consórcio, é um trabalho que apenas começou e que nunca terá fim.


O ritmo de devastação da Mata Atlêntica tem sido de um campo de futebol a cada quatro minutos, 16 por hora, 390 por dia

Natureza é agredida
pelo lixo humano

De cadam 100 quilos de lixo, 63 são atirados em rios e córregos, poluindo cursos d'água

Um dos fatos mais curiosos na natureza é que ela cuida de limpar todos os lixos que produz. Pode-se dizer que a "casa natureza" está sempre limpa ou em processo de limpeza. O fato é que todas as coisas na natureza estão em seu lugar e retornam para o local de origem. A folha que cai da árvore, por exemplo, permanece no chão por algum tempo, mas logo vai se decompor, transformando-se em húmus, ou seja, material de que se alimenta as plantas. A natureza tem seus próprios coveiros, como o urubu, que se encarrega de remover os cadáveres e o mau-cheiro. Ela recicla por conta própria todo lixo que produz. Somente o homem, que também provem da natureza, não cuida bem do seu próprio lixo.

Pouca gente se dá conta de que, jogando um papel no chão, um pedaço de plástico na estrada ou uma lata de cerveja vazia na praia, o lixo vai ficar lá, às vezes por décadas. Nesses casos, nem mesmo a natureza sabe processar todo tipo de material que o homem converte em resíduo. É assim, por causa desse descaso e desrespeito à natureza, que nossas cidades estão cada vez mais poluídas e inabitáveis.

Observe a quantidade de lixo produzida em sua casa, some-a com o lixo dos vizinhos e tente imaginar a montanha de resíduos que o mundo inteiro produz. Um estudo do IBGE, feito em 1980, calculava que cada morador urbano produzia, em média, 220 quilos de lixo domiciliar por ano. Hoje, calcula-se que cada um dos brasileiros que moram nas áreas urbanas, produzem um quilo de lixo por dia, ou seja, mais de 350 quilos em um ano.

Dia da Árvore
com atividades

A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) preparou várias atividades em comemoração a este Dia da Árvore. No sábado, em parceria com a Momento Engenharia, a Fundema promoveu a distribuição de mudas de árvores frutíferas, ornamentais e floríferas, em troca de alimentos não perecíveis.

No domingo começaram as visitações das escolas rurais ao viveiro de produção de mudas nativas do programa SOS Nascentes, na Fundação 25 de Julho. Ontem, houve jantar de diplomação com o "Mérito Verde" às empresas que participaram do projeto "Parceria Verde", além de assinaturas de novas parcerias.

Hoje, lançamento do projeto de arborização da Avenida Getúlio Vargas, às 9 horas, em parceria com Associação dos Loteadores de Joinville.E o início do plantio de árvores na Escola Municipal Dr. Ruben Roberto Schmidlin, às 14h30, que é integrante do programa Arborização nas Escolas.

Amanhã: visitação de lideranças comunitárias, a partir das 9 horas, às áreas de Proteção Ambiental (APAs) e ao viveiro de mudas nativos do programa SOS Nascentes. Quinta-feira: troca de alimentos não perecíveis, por mudas de flores, no Shopping Müller, das 10 às 17 horas.

Sexta-feira: passeio ciclístico ecológico, na rua Ministro Calógeras, às 9 horas.

Saúde ameçada por
falta de aterros adequados

E para onde vai todo este lixo? Um dos maiores problemas enfrentados pelas grandes cidades, hoje, é não é mais encontrar lugares disponíveis para recolher esta espantosa produção. O que é recolhido significa muito pouco em relação ao que não é. Sessenta e três quilos de cada 100 são jogados nos córregos e rios, 34 atirados em terrenos baldios e apenas três quilos em cada 100 são levados pelos serviços de limpeza e depositados em lugares adequados. Pode-se até achar este número um absurdo, principalmente para quem mora nos municípios da região Sul do País, porém quando se dá uma boa olhada no território nacional com um todo, ou nas favelas, percebe-se o tamanho da realidade.

O lixo fora de lugar torna-se um grande perigo para a saúde. procriam-se ratos, escorpiões, baratas e outros animais transmissores de doenças. Com as chuvas ele é levado pelas águas que acabam se transformando em criadouros de mosquitos e malária. Ou, então, as águas poluídas penetram no solo e vão contaminar o lençol freático.

O que fazer com o lixo ,então? A resposta é dada pela natureza: reciclá-lo. Grande parte do lixo poderia ser reaproveitada, diminuindo as agressões pelo homem contra natureza. Um exemplo é o papel. Se a edição dominical de A Notícia fosse impressa toda em papel reciclado, como está sendo feito com esse exemplar , seriam economizadas, mais de 130 árvores. Se todos os jornais de São Paulo, diariamente, fossem produzidos em material reciclado, pouparia-se 1.700 árvores. No final do ano teríamos uma floresta inteira salva. O papel pode ser reciclado até doze vezes. A mesma coisa pode ser feita com outros resíduos, como vidro, metais e restos de alimentos, que podem ser transformados em adubo para a agricultura.

A maior dificuldade em reciclar o lixo é que ele é coletado todo misturado. O ideal é separá-lo. Se as famílias se dispusessem a fazer isso em casa, o que não é difícil, o lixo poderia ser reutilizado diretamente pelo indústria. Os moradores de algumas cidades brasileiras, como Curitiba e Porto Alegre, estão investindo nesta fórmula e têm obtido excelentes resultados.

A poluição e o excedente de lixo não param por aí. Os resíduos industriais também preocupam. Muitas indústrias, durante longos anos, d descarregaram seus lixos diretamente nos rios, sem nenhum tipo de tratamento. Nos últimos anos, tem se notado uma preocupação muito maior com investimentos em estações de tratamento de efluentes e implantação de sistemas de gestão ambiental. Mas, ainda não é o bastante.

Saiba mais

A decomposição dos resíduos

  • Papel: 3 a 6 meses
  • Jornal: 6 meses
  • Palito de madeira: 6 meses
  • Toco de cigarro: 20 meses
  • Nylon: mais de 30 anos
  • Chicletes: 5 anos
  • Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
  • Fralda descartável biodegradável: 1 ano
  • Fralda descartável comum: 450 anos
  • Lata e copos de plástico: 50 anos
  • Lata de aço: 10 anos
  • Tampas de garrafa: 150 anos
  • Isopor: 8 anos
  • Plástico: 100 anos
  • Garrafa plástica: 400 anos
  • Pneus: 600 anos
  • Vidro: 4.000 anos

Produção de lixo domiciliar por país (kg/dia)

  • Estados Unidos: 3,2
  • Itália: 1,5
  • Holanda: 1,3
  • Japão: 1,1
  • Brasil : 1
  • Grécia: 0,8
  • Portugal: 0,6

Em Santa Catarina

  • 1.333.595 domicílios
  • 1.016.980 com coleta direta de lixo
  • 44 municípios apresentam iniciativa de coleta seletiva de lixo, entre 293 municípios
  • 80% do lixo coleta no Estado vai para lixões a céu aberto
  • A coleta de lixo em zona urbana no Estado atinge 90%

Modelos em Coleta Seletiva

Porto Alegre

  • O serviço de coleta seletiva de Porto Alegre atende 97% da população e está implantado em 100% da cidade
  • São recolhidas, em Porto Alegre, através da coleta seletiva de lixo, 60 toneladas de lixo seco por dia. A coleta é prevista pela lei complementar 234, de 1990.
  • A cidade gera, diariamente, 1,5 mil toneladas de lixo.
  • Disso, 300 toneladas/dia são potencialmente recicláveis.

Curitiba

  • A Capital paranaense faz coleta seletiva de lixo de 20% do total de lixo produzido na cidade
  • Cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos são criados através da coleta seletiva de lixo e reciclagem de materiais na cidade
  • A prefeitura de Curitiba também faz coleta de lixo tóxico desde setembro de 1998 e já recolheu 4,5 mil quilos de pilhas, restos de tinta e solventes, embalagens de inseticidas, lâmpadas fluorescentes e medicamentos vencidos

Leia também

Especial Semana do Meio Ambiente
Mata atlântica agoniza no Sul do Brasil
Comunidades ajudam no diagnóstico verde
Natureza é agredida pelo lixo humano
A riqueza do lixo virou um bom negócio
A Döhler coleciona prêmios ambientais
O despertar para as questões ambientais
Água, ar e solo ganham mais qualidade
Rohden quer certificação das florestas
Fazendas orgânicas sem adubos químicos
Sementes híbridas reduzem as variedades
Momento tem projeto modelo no País

Tecnologia

Centro de reciclagem de águas

Florianópolis - O presidente do Sistema Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), José Fernando Xavier Faraco, autorizou o Serviço Nacional da Indústia (Senai) a darem início aos estudos para a implantação do Centro de Reciclagem de Águas Industriais. O novo empreendimento, que deve ser implantado no Senai/Blumenau, onde já funciona o Centro Ambiental da instituição, vai aproveitar a experiência adquirida no Ecogoman, um projeto voltado ao tratamento de efluentes da indústria têxtil, cujos resultados foram apresentados em seminário na sede da Fiesc.

A idéia de criação do Centro de Águas foi apresentada por técnicos do IEL e do Senai e pelos empresários Udo Döhler, presidente da Döhler e do Consórcio de Empresas do Ecogoman, e Hans Prayon, presidente da Associação Comercial e Industrial de Blumenau ­ Acib e diretor da Hering Têxtil, além do superintendente de Cooperação Internacional do CNPq, Carlos Roberto de Faria e Souza, durante a realização do Seminário Brasil-Alemanha de Tratamento de Efluentes Têxteis, realizado hoje, na Fiesc. O seminário apresentou os resultados do projeto desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos, aproveitando a experiência da Alemanha na reciclagem da goma utilizada na indústria têxtil.

O Centro de Águas deverá oferecer consultoria e desenvolver tecnologias para a reciclagem de águas utilizadas pelas indústrias de todo o País. A preocupação do Sistema Fiesc é evitar o desperdício de água. Hoje, os estudos apontam que em algumas cidades, como o Rio de Janeiro, as indústrias gastam, para cada metro cúbico R$ 5,00 para captar e mais R$ 5,00 para repor o produto tratado no meio ambiente. A indústria têxtil é uma das maiores consumidoras de água, em torno de 120 litros de água por metro de tecido produzido, totalizando, em alguns casos, 230 mil litros por hora.


Educando

Clube de Árvore já plantou 12 milhões de espécies nativas

A educação ambiental deixou de ser um conteúdo opcional no currículo das escolas, para se tornar uma matéria obrigatória. Conscientizar os futuros cidadãos pode lhes garantir um mundo com melhor qualidade de vida e até mesmo reverter alguns processos de destruição do planeta. Um dos principais parceiros nesta empreitada tem sido a iniciativa privada. Atualmente, já é comum ver empresas de porte nacional destinando verbas anuais para programas ambientais em parceria com as escolas.

Aproximação

A crescente preocupação com o meio ambiente e a busca por um conceito melhor junto a sociedade, tem induzido essas empresas a uma maior aproximação com a populaçãoß. As escolas são um caminho bastante propício para estes fins.

Uma das ações interessantes desenvolvidas pela iniciativa privada em parceria com a sociedade é o programa "Clube da Árvore" patrocinado pela Souza Cruz. Em vigor desde 1982, o programa já ajudou a plantar 12 milhões de árvores nativas, exóticas, frutíferas e ornamentais. "O início do programa foi basicamente no meio rural", comenta o coordenador do programa, engenheiro agrônomo Saul Bianco.

Um projeto que começou pequeno, pois eram apenas sete escolas envolvidas, em quatro municípios, num total de 630 alunos. A idéia foi ganhando força e, quatro anos mais tarde, o Clube da Árvore já trabalhava com 350 escolas e 15 mil alunos de 170 municípios. Hoje, 17 anos depois, o programa já atingiu números muito mais expressivos e provoca sérias mudanças na sociedade dos municípios que têm escolas cadastradas. Um batalhão de 50 mil alunos e 2,5 mil professores fazem parte dos 1.100 Clubes da Árvore, distribuídos em 400 cidades da região Sul do Brasil.

Teoria e Prática

O programa procura aliar os ensinos teóricos e práticos. Ao mesmo tempo em que a escola cadastrada recebe o material didático sobre o tema do ano, são convidadas a colocar os ensinamentos em prática. Os alunos participam de atividades como coletas de sementes, concursos de redação e de colagens. Isso ajuda a deixar mais atrativas todas as disciplinas, conscientizando para a preservação do meio ambiente. Desde1982, os alunos já aprenderam muito sobre animais em extinção, aves, frutas nativas, preservação da água e do solo, entre outros.

Para participar das atividades, os clubes precisam responder a uma carta-convite que é enviada pela coordenação no início de cada ano letivo. Depois, é só esperar a chegada do kit de materiais, que incluem folders, livretos, cartela com sementes, saquinhos plásticos, cartaz, fita demarcadora, adesivos, atlas do meio ambiente, fita de vídeo, entre outros. Todos os custos de postagem ficam por conta da Souza Cruz.

Os clubes produzem anualmente milhares de mudas. São elas que vão embelezar e arborizar as ruas, praças e jardins das cidades onde as escolas estão situadas. Além disso, a Souza Cruz promove, como forma de reconhecimento e incentivo, concursos anuais e premia os melhores trabalhos de cada colégio com jogos educativos, que podem ser compartilhados pelo grupo. Este investimento tem dado ótimos resultados ao longo desses 17 anos, afinal, são mais árvores, mais consciência ecológica e, por consequência, um mundo mais bonito e melhor de se viver.


AN Especial

Publicação de A Notícia S.A Empresa Jornalística

Departamento de Comercialização e Marketing

Coordenação/Roberto Ravali

Edição/Celso Machado

Textos/Luís Fernando Assunção, Jefferson Ribeiro, Maria Cristina Dias, Ula Weiss, Orlando Pereira, Loreno Siega

Programação visual/Jaime de Borba

Artes/ Luís Gustavo Meneguin

Tratamento de fotos/ Odair Jaroczinsk

AN Manchetes



A Notícia: Capa | Opinião | Economia | Política | País | Mundo | Polícia | Geral | Esporte | Fórmula 1 | Fórmula Indy | Alça de Mira | Informal | Moacir Pereira | Raul Sartori | Espaço Virtual | AN Brasília | Cláudio Prisco | Livre Mercado | Anexo | Cinema | AN Cidade | AN Informática | AN Veículos | AN Economia | AN Tevê | AN Turismo | Copa 98 | Grandes Entrevistas | Cruz e Sousa | Joinville 148 anos | Festival de Dança | Recicle | AN Pergunta | AN Pesquisa | Como anunciar | Classificados | Assinatura | Mensagem | Edições 1999 | Edições 1998 | Edições 1997 | AN Chat | Loterias | Índice | Expediente | Institucional
AN Capital: Capa | Geral | Última Página | Ricardinho Machado | Fala Mané

Copyright © 1998 A Notícia - Todos os direitos reservados - Telefone: 055-047 431 9000 - Fax: 055-047 431 9100
Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - Caixa Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - Santa Catarina - BRASIL
..
. Autoria: Torque Comunicação e Internet - Projeto: Avelar Lívio dos Santos, jornalista, RP MTr/PR 890 .