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A floresta
por um fio

AGONIA DA NATUREZA: Mata atlântica está ameaçada
no Sul (Foto: Carlos Alberto)
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A mata atlântica hoje é
considerada um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. |
Mata atlântica
agoniza no Sul do Brasil
Maior devastação
de florestas ocorreu no Rio Grande do Sul, reduzindo a cobertura vegetal
para só 2,6%
A forma de ocupação do solo e o uso das florestas nativas
estão vinculados ao processo de desenvolvimento de Santa Catarina
ao longo dos últimos cinco séculos. A utilização
desordenada destes recursos, porém, deixou seqüelas. Enquanto
em 1500 as florestas ocupavam 81,5% da área total do Estado, hoje,
embora os números sejam divergentes, sabe-se que a cobertura vegetal
é reduzida.
O mapeamento da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) concluído
em 1996 mostra que o Estado conserva 29,14% de cobertura vegetal em relação
a sua área, um percentual até positivo se comparado com os
demais Estados do Sul do País que abrigam a mata atlântica.
Os números da Fatma englobam toda formação vegetal
acima do solo, não diferenciando os tipos de floresta e os estágios
de regeneração e incluem a área total do Estado que,
a partir do decreto 750/93, passou a ser considerada de Mata Atlântica,
independente da formação fitogeográfica.
Há, entretanto, quem afirme que a situação é
pior que a diagnosticada pela Fatma. Dados da Organização
Não-governamental SOS Mata Atlântica, que levam em conta as
áreas de regeneração em estágio médio
e avançado (excluindo os estágios iniciais), mostram que Santa
Catarina apresenta 17,41% de cobertura florestal natural. Deste total, segundo
o biólogo Ademir Reis, responsável pelo Laboratório
de Ecologia Floresta da Universidade Federal de Santa Catarina, apenas 4%
corresponde à vegetação primária (o que não
quer mais dizer floresta virgem, já que não se pode garantir
que o homem nunca entrou em contato com estas áreas).
O ponto positivo é que o rigor da legislação ambiental
e o aumento da consciência ecológica em todo o mundo provocaram
a redução do ritmo de devastação, ao mesmo tempo
em que incentivaram a regeneração. Levantamento do SOS Mata
Atlântica conclui que os estados do Paraná e Santa Catarina
foram os que mais reduziram o ritmo de desmatamento: 50% e 30%, respectivamente,
embora as regiões devastadas ainda sejam grandes.
O diretor de Estudos Ambientais da Fatma, David Vieira Fernandes, também
constata a desaceleração do desmatamento. "Não
quer dizer que está bom, mas somos um dos que menos degrada",
destaca. O mapeamento da cobertura vegetal realizado pela Fatma constatou,
ainda, que 4,14% da área de Santa Catarina está recoberta
por reflorestamentos, principalmente pinus e eucalipto.
Tabuleiro e
Joinville preservados
O diretor de Estudos Ambientais da Fatma, David Vieira Fernandes, afirma
que atualmente as áreas mais preservadas em Santa Catarina são
as microrregiões do Tabuleiro e de Joinville, com 66% e 63% de cobertura
vegetal primária e secundária, respectivamente. Em contrapartida,
no Oeste, Extremo-oeste e na região conhecida como Alto Uruguai estão
os trechos com menor cobertura vegetal. A microrregião do Tabuleiro
engloba os municípios de Águas Mornas, Alfredo Wagner, Anitápolis,
Rancho Queimado e São Bonifácio e apresenta apenas 1% de áreas
destinadas a reflorestamentos.
Vale lembrar, entretanto, que o levantamento da Fatma não diferencia
os tipos de floresta, e soma toda a formação vegetal acima
do solo. Já a microrregião de Joinville abrange os municípios
de Araquari, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá
do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul e Schroeder
e 3% de área de reflorestamento . Uma das razões apresentadas
por Fernandes, para isso, é o difícil acesso a algumas regiões
- como a Serra Dona Francisca, por exemplo - e a atuação da
Polícia Ambiental nos últimos anos.
Satélites ajudam
no mapeamento
Lançado em 1996, o mapeamento da cobertura vegetal de Santa Catarina
foi o resultado de três anos de pesquisas realizadas pela Fatma. Tudo
foi reunido em um atlas, na forma de CD, concluído em 1996. Para
chegar aos dados, foram utilizadas imagens de satélites fornecidas
pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) da região de
Santa Catarina. David explica que em um primeiro momento as imagens foram
interpretadas no escritório e, a partir daí, partiu-se para
as pesquisas de campo. Com isso, garantiu-se a exatidão do mapeamento.
O índice de 29,14% encontrado pela Fatma no mapeamento não
está distante dos 33,4% de vegetação registrados pelo
último inventário florestal nacional, em 1982. Porém
,não se pode afirmar que houve uma redução de 4,26
pontos percentuais da cobertura vegetal, já que foram usados parâmetros
diferentes. O inventário levou em conta áreas de campo, ou
savanas, que foram excluídas da pesquisa realizada pela Fatma. O
índice também é próximo do encontrado pelo projeto
Radam-Brasil, em 1986. O projeto constatou que as áreas com conservação
maior da vegetação secundária situam-se na região
da vertente atlântica e coincidem com os locais que, no levantamento
da Fatma, obtiveram percentual superior a 50%.
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Cronologia |
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Degradação da cobertura vegetal em SC |
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Ano |
Área |
Cobertura |
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1500 |
7.768.440 |
81,5% |
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1912 |
7.498.690 |
78,67% |
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1959 |
2.859.550 |
30% |
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1985 |
1.831.950 |
19,14% |
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1990 |
1.725.638 |
18,03% |
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1995 |
1.666.241 |
17,41% |
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Remanescentes florestais no Sul do País |
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Cobertura em relação à área total
- Paraná: 8,93%
- Santa Catarina: 17,41%
- Rio Grande do Sul: 2,69%
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A área original de domínio
da mata atlântica no País era de 1,2 milhões de quilômetros
quadrados em 17 Estados. Hoje, resta menos de 8% do total. |
Comunidades ajudam
no diagnóstico verde
Setores público e
privado têm em quatro mil famílias forte aliado na gestão
do Consórcio Ambiental Quiriri
São Bento do Sul - Preservar áreas de mata nativa e nascentes,
dar destino adequado ao lixo e facilitar a comercialização
de produtos vegetais de modo a fixar o homem ao campo. Estas são
as três ações básicas do Consórcio Ambiental
Quiriri, criado em setembro de 1997. Em dois anos as ações
tomaram corpo, foram ampliadas, chegando à pesquisa científica
e o Quiriri ganhando mais adeptos. No dia 3 de setembro, Corupá passou
a integrar o consórcio do qual já participam São Bento
do Sul, Campo Alegre e Rio Negrinho. Quem apontou os principais problemas
ambientais a serem resolvidos foi a própria comunidade, através
de um diagnóstico participativo coordenado pelo ambientalista chileno
Pedro Hidalgo.
Quatro mil famílias foram ouvidas. O lixo infectante ou hospitalar
dos municípios integrantes do Quiriri é incinerado no aterro
sanitário de São Bento do Sul e não mais misturado
ao lixo doméstico. A coleta seletiva de lixo já foi implantada
nos quatro municípios. A conscientização e adaptação
da população e administrações municipais ao
novo sistema não ocorre do dia para noite. Por isso, o trabalho é
de insistência. Campo Alegre, a primeira cidade do consórcio
a selecionar o lixo, recicla 40% de seu lixo seco e cerca de 30 toneladas/mês
deixam de ir para o lixão.
Em Rio Negrinho o trabalho está sendo retomado e a secretaria
de meio ambiente do município prepara uma campanha de mobilização
da comunidade. Nas duas cidades, a interrupção de serviços
de uma empresa coletora acabou prejudicando o andamento do processo. "Não
tem problema, começamos tudo de novo", afirma o coordenador
do Quiriri, Magno Bollmann. Em São Bento do Sul cerca de 50% do lixo
seco, algo em torno de de 300 toneladas, é reciclado graças
ao trabalho da iniciativa privada. Três empresas trabalham com a compra
e venda do lixo.
A Transmozer recolhe cerca de 200 toneladas /mês, a Funka outras
100 toneladas e a Matos, que trabalha com sucata de ferro, recolhe 120 toneladas
mensais. Mais novo integrante do consórcio, Corupá, também
já adotou a coleta seletiva em 60% do município. O lixo gera
cerca de 40 empregos em São Bento do Sul e criou pelo menos quatro
empresas. A Quimatra Indústria e Comércio de Produtos Químicos
é um exemplo de como a preservação do meio ambiente
pode gerar lucro. Mensalmente, a empresa recicla 10 mil litros de solventes
químicos, utilizados em cabines de pinturas da indústria moveleira.
São Bento do Sul monta
seu processo de reciclagem
Outros quatro projetos para expandir a reciclagem começam a ser
colocados em prática. A Câmara de Vereadores já aprovou
a instalação de um condomínio de empresas de reciclagem,
que funcionará no aterro sanitário de São Bento do
Sul. Outro projeto é a parceria entre o Quiriri, postos de combustíveis,
Apae e empresas de reciclagem. A idéia é habituar as pessoas
a levarem o lixo reciclável aos postos, com parte do dinheiro arrecadado
pela recicladora revertido em favor da Apae. Outro projeto prevê a
instalação de postos de coleta do material reciclável
nas indústrias.
O programa de reciclagem de embalagens agrotóxicas é um
dos mais importantes na opinião de Bollman. As prefeituras de 14
municípios da região Norte comprometem-se a recolher o material
na zona rural, previamente lavado pelo agricultor. Uma unidade instalada
em Mafra concentrará o volume arrecadado e venderá para uma
empresa especializada na reciclagem deste material, considerado poluente
perigoso.
Pesquisas com dados precisos
O Quiriri atraiu a atenção da pesquisa centífica.
Dois mestrados na área ambiental são desenvolvidos por professoras
da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc). Até mesmo imagens
de satélite das APAs foram feitas para o estudo que resultará
numa avaliação do projeto. "Vamos saber onde estamos
acertando e onde estamos errando". A Univille também firmou
convênio de cooperação técnica com o Quiriri.
No final de outubro inicia a construção do Centro de Pesquisas
Ambientais (Cepa), que conta com a colaboração de uma universidade
alemã. Análises de água e efluentes, da flora e fauna,
serão desenvolvidos nos laboratórios do CEPA.
O Quiriri também está sendo utilizado como modelo para
implantação de mais três consórcios que congregam
sete municípios no Oeste, quatro na região de Itapema e outros
cinco na região de Timbó. O Sistema Autônomo Municipal
de Água e Esgoto (Samae) contribui para o consórcio com R$0,01
por metro cúbico de água consumida em São Bento do
Sul e Rio Negrinho. Isso garante ao Quiriri um orçamento de R$ 30
mil/ano. Outra forma estudada pelo consórcio para garantir sua sustentabilidade
econômica é a cooperação com empresas que buscam
a ISO 14000. "Nós trabalhamos com a orientação
de funcionários e as empresas nos repassam um auxílio. Isso
ainda está em estudo", diz Magno. Para os integrantes do consórcio,
é um trabalho que apenas começou e que nunca terá fim.
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O ritmo de devastação
da Mata Atlêntica tem sido de um campo de futebol a cada quatro minutos,
16 por hora, 390 por dia |
Natureza é agredida
pelo lixo humano
De cadam 100 quilos de lixo,
63 são atirados em rios e córregos, poluindo cursos d'água
Um dos fatos mais curiosos na natureza é que ela cuida de limpar
todos os lixos que produz. Pode-se dizer que a "casa natureza"
está sempre limpa ou em processo de limpeza. O fato é que
todas as coisas na natureza estão em seu lugar e retornam para o
local de origem. A folha que cai da árvore, por exemplo, permanece
no chão por algum tempo, mas logo vai se decompor, transformando-se
em húmus, ou seja, material de que se alimenta as plantas. A natureza
tem seus próprios coveiros, como o urubu, que se encarrega de remover
os cadáveres e o mau-cheiro. Ela recicla por conta própria
todo lixo que produz. Somente o homem, que também provem da natureza,
não cuida bem do seu próprio lixo.
Pouca gente se dá conta de que, jogando um papel no chão,
um pedaço de plástico na estrada ou uma lata de cerveja vazia
na praia, o lixo vai ficar lá, às vezes por décadas.
Nesses casos, nem mesmo a natureza sabe processar todo tipo de material
que o homem converte em resíduo. É assim, por causa desse
descaso e desrespeito à natureza, que nossas cidades estão
cada vez mais poluídas e inabitáveis.
Observe a quantidade de lixo produzida em sua casa, some-a com o lixo
dos vizinhos e tente imaginar a montanha de resíduos que o mundo
inteiro produz. Um estudo do IBGE, feito em 1980, calculava que cada morador
urbano produzia, em média, 220 quilos de lixo domiciliar por ano.
Hoje, calcula-se que cada um dos brasileiros que moram nas áreas
urbanas, produzem um quilo de lixo por dia, ou seja, mais de 350 quilos
em um ano.
Dia da Árvore
com atividades
A Fundação Municipal do Meio Ambiente (Fundema) preparou
várias atividades em comemoração a este Dia da Árvore.
No sábado, em parceria com a Momento Engenharia, a Fundema promoveu
a distribuição de mudas de árvores frutíferas,
ornamentais e floríferas, em troca de alimentos não perecíveis.
No domingo começaram as visitações das escolas rurais
ao viveiro de produção de mudas nativas do programa SOS Nascentes,
na Fundação 25 de Julho. Ontem, houve jantar de diplomação
com o "Mérito Verde" às empresas que participaram
do projeto "Parceria Verde", além de assinaturas de novas
parcerias.
Hoje, lançamento do projeto de arborização da Avenida
Getúlio Vargas, às 9 horas, em parceria com Associação
dos Loteadores de Joinville.E o início do plantio de árvores
na Escola Municipal Dr. Ruben Roberto Schmidlin, às 14h30, que é
integrante do programa Arborização nas Escolas.
Amanhã: visitação de lideranças comunitárias,
a partir das 9 horas, às áreas de Proteção Ambiental
(APAs) e ao viveiro de mudas nativos do programa SOS Nascentes. Quinta-feira:
troca de alimentos não perecíveis, por mudas de flores, no
Shopping Müller, das 10 às 17 horas.
Sexta-feira: passeio ciclístico ecológico, na rua Ministro
Calógeras, às 9 horas.
Saúde ameçada por
falta de aterros adequados
E para onde vai todo este lixo? Um dos maiores problemas enfrentados
pelas grandes cidades, hoje, é não é mais encontrar
lugares disponíveis para recolher esta espantosa produção.
O que é recolhido significa muito pouco em relação
ao que não é. Sessenta e três quilos de cada 100 são
jogados nos córregos e rios, 34 atirados em terrenos baldios e apenas
três quilos em cada 100 são levados pelos serviços de
limpeza e depositados em lugares adequados. Pode-se até achar este
número um absurdo, principalmente para quem mora nos municípios
da região Sul do País, porém quando se dá uma
boa olhada no território nacional com um todo, ou nas favelas, percebe-se
o tamanho da realidade.
O lixo fora de lugar torna-se um grande perigo para a saúde. procriam-se
ratos, escorpiões, baratas e outros animais transmissores de doenças.
Com as chuvas ele é levado pelas águas que acabam se transformando
em criadouros de mosquitos e malária. Ou, então, as águas
poluídas penetram no solo e vão contaminar o lençol
freático.
O que fazer com o lixo ,então? A resposta é dada pela natureza:
reciclá-lo. Grande parte do lixo poderia ser reaproveitada, diminuindo
as agressões pelo homem contra natureza. Um exemplo é o papel.
Se a edição dominical de A Notícia fosse impressa toda
em papel reciclado, como está sendo feito com esse exemplar , seriam
economizadas, mais de 130 árvores. Se todos os jornais de São
Paulo, diariamente, fossem produzidos em material reciclado, pouparia-se
1.700 árvores. No final do ano teríamos uma floresta inteira
salva. O papel pode ser reciclado até doze vezes. A mesma coisa pode
ser feita com outros resíduos, como vidro, metais e restos de alimentos,
que podem ser transformados em adubo para a agricultura.
A maior dificuldade em reciclar o lixo é que ele é coletado
todo misturado. O ideal é separá-lo. Se as famílias
se dispusessem a fazer isso em casa, o que não é difícil,
o lixo poderia ser reutilizado diretamente pelo indústria. Os moradores
de algumas cidades brasileiras, como Curitiba e Porto Alegre, estão
investindo nesta fórmula e têm obtido excelentes resultados.
A poluição e o excedente de lixo não param por aí.
Os resíduos industriais também preocupam. Muitas indústrias,
durante longos anos, d descarregaram seus lixos diretamente nos rios, sem
nenhum tipo de tratamento. Nos últimos anos, tem se notado uma preocupação
muito maior com investimentos em estações de tratamento de
efluentes e implantação de sistemas de gestão ambiental.
Mas, ainda não é o bastante.
Saiba mais
A decomposição dos resíduos
- Papel: 3 a 6 meses
- Jornal: 6 meses
- Palito de madeira: 6 meses
- Toco de cigarro: 20 meses
- Nylon: mais de 30 anos
- Chicletes: 5 anos
- Pedaços de pano: 6 meses a 1 ano
- Fralda descartável biodegradável: 1 ano
- Fralda descartável comum: 450 anos
- Lata e copos de plástico: 50 anos
- Lata de aço: 10 anos
- Tampas de garrafa: 150 anos
- Isopor: 8 anos
- Plástico: 100 anos
- Garrafa plástica: 400 anos
- Pneus: 600 anos
- Vidro: 4.000 anos
Produção de lixo domiciliar por país (kg/dia)
- Estados Unidos: 3,2
- Itália: 1,5
- Holanda: 1,3
- Japão: 1,1
- Brasil : 1
- Grécia: 0,8
- Portugal: 0,6
Em Santa Catarina
- 1.333.595 domicílios
- 1.016.980 com coleta direta de lixo
- 44 municípios apresentam iniciativa de coleta seletiva de lixo,
entre 293 municípios
- 80% do lixo coleta no Estado vai para lixões a céu aberto
- A coleta de lixo em zona urbana no Estado atinge 90%
Modelos em Coleta Seletiva
Porto Alegre
- O serviço de coleta seletiva de Porto Alegre atende 97% da população
e está implantado em 100% da cidade
- São recolhidas, em Porto Alegre, através da coleta seletiva
de lixo, 60 toneladas de lixo seco por dia. A coleta é prevista
pela lei complementar 234, de 1990.
- A cidade gera, diariamente, 1,5 mil toneladas de lixo.
- Disso, 300 toneladas/dia são potencialmente recicláveis.
Curitiba
- A Capital paranaense faz coleta seletiva de lixo de 20% do total de
lixo produzido na cidade
- Cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos são criados através
da coleta seletiva de lixo e reciclagem de materiais na cidade
- A prefeitura de Curitiba também faz coleta de lixo tóxico
desde setembro de 1998 e já recolheu 4,5 mil quilos de pilhas, restos
de tinta e solventes, embalagens de inseticidas, lâmpadas fluorescentes
e medicamentos vencidos

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Tecnologia |
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Centro de reciclagem de águas
Florianópolis - O presidente do Sistema Federação
das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), José Fernando Xavier
Faraco, autorizou o Serviço Nacional da Indústia (Senai) a
darem início aos estudos para a implantação do Centro
de Reciclagem de Águas Industriais. O novo empreendimento, que deve
ser implantado no Senai/Blumenau, onde já funciona o Centro Ambiental
da instituição, vai aproveitar a experiência adquirida
no Ecogoman, um projeto voltado ao tratamento de efluentes da indústria
têxtil, cujos resultados foram apresentados em seminário na
sede da Fiesc.
A idéia de criação do Centro de Águas foi
apresentada por técnicos do IEL e do Senai e pelos empresários
Udo Döhler, presidente da Döhler e do Consórcio de Empresas
do Ecogoman, e Hans Prayon, presidente da Associação Comercial
e Industrial de Blumenau ­ Acib e diretor da Hering Têxtil, além
do superintendente de Cooperação Internacional do CNPq, Carlos
Roberto de Faria e Souza, durante a realização do Seminário
Brasil-Alemanha de Tratamento de Efluentes Têxteis, realizado hoje,
na Fiesc. O seminário apresentou os resultados do projeto desenvolvido
ao longo dos últimos cinco anos, aproveitando a experiência
da Alemanha na reciclagem da goma utilizada na indústria têxtil.
O Centro de Águas deverá oferecer consultoria e desenvolver
tecnologias para a reciclagem de águas utilizadas pelas indústrias
de todo o País. A preocupação do Sistema Fiesc é
evitar o desperdício de água. Hoje, os estudos apontam que
em algumas cidades, como o Rio de Janeiro, as indústrias gastam,
para cada metro cúbico R$ 5,00 para captar e mais R$ 5,00 para repor
o produto tratado no meio ambiente. A indústria têxtil é
uma das maiores consumidoras de água, em torno de 120 litros de água
por metro de tecido produzido, totalizando, em alguns casos, 230 mil litros
por hora.
Educando
Clube de Árvore já plantou 12
milhões de espécies nativas
A educação ambiental deixou de ser um conteúdo opcional
no currículo das escolas, para se tornar uma matéria obrigatória.
Conscientizar os futuros cidadãos pode lhes garantir um mundo com
melhor qualidade de vida e até mesmo reverter alguns processos de
destruição do planeta. Um dos principais parceiros nesta empreitada
tem sido a iniciativa privada. Atualmente, já é comum ver
empresas de porte nacional destinando verbas anuais para programas ambientais
em parceria com as escolas.
Aproximação
A crescente preocupação com o meio ambiente e a busca por
um conceito melhor junto a sociedade, tem induzido essas empresas a uma
maior aproximação com a populaçãoß. As
escolas são um caminho bastante propício para estes fins.
Uma das ações interessantes desenvolvidas pela iniciativa
privada em parceria com a sociedade é o programa "Clube da Árvore"
patrocinado pela Souza Cruz. Em vigor desde 1982, o programa já ajudou
a plantar 12 milhões de árvores nativas, exóticas,
frutíferas e ornamentais. "O início do programa foi basicamente
no meio rural", comenta o coordenador do programa, engenheiro agrônomo
Saul Bianco.
Um projeto que começou pequeno, pois eram apenas sete escolas
envolvidas, em quatro municípios, num total de 630 alunos. A idéia
foi ganhando força e, quatro anos mais tarde, o Clube da Árvore
já trabalhava com 350 escolas e 15 mil alunos de 170 municípios.
Hoje, 17 anos depois, o programa já atingiu números muito
mais expressivos e provoca sérias mudanças na sociedade dos
municípios que têm escolas cadastradas. Um batalhão
de 50 mil alunos e 2,5 mil professores fazem parte dos 1.100 Clubes da Árvore,
distribuídos em 400 cidades da região Sul do Brasil.
Teoria e Prática
O programa procura aliar os ensinos teóricos e práticos.
Ao mesmo tempo em que a escola cadastrada recebe o material didático
sobre o tema do ano, são convidadas a colocar os ensinamentos em
prática. Os alunos participam de atividades como coletas de sementes,
concursos de redação e de colagens. Isso ajuda a deixar mais
atrativas todas as disciplinas, conscientizando para a preservação
do meio ambiente. Desde1982, os alunos já aprenderam muito sobre
animais em extinção, aves, frutas nativas, preservação
da água e do solo, entre outros.
Para participar das atividades, os clubes precisam responder a uma carta-convite
que é enviada pela coordenação no início de
cada ano letivo. Depois, é só esperar a chegada do kit de
materiais, que incluem folders, livretos, cartela com sementes, saquinhos
plásticos, cartaz, fita demarcadora, adesivos, atlas do meio ambiente,
fita de vídeo, entre outros. Todos os custos de postagem ficam por
conta da Souza Cruz.
Os clubes produzem anualmente milhares de mudas. São elas que
vão embelezar e arborizar as ruas, praças e jardins das cidades
onde as escolas estão situadas. Além disso, a Souza Cruz promove,
como forma de reconhecimento e incentivo, concursos anuais e premia os melhores
trabalhos de cada colégio com jogos educativos, que podem ser compartilhados
pelo grupo. Este investimento tem dado ótimos resultados ao longo
desses 17 anos, afinal, são mais árvores, mais consciência
ecológica e, por consequência, um mundo mais bonito e melhor
de se viver.
AN Especial
Publicação de A Notícia S.A Empresa
Jornalística
Departamento de Comercialização e Marketing
Coordenação/Roberto Ravali
Edição/Celso Machado
Textos/Luís Fernando Assunção, Jefferson
Ribeiro, Maria Cristina Dias, Ula Weiss, Orlando Pereira, Loreno Siega
Programação visual/Jaime de Borba
Artes/ Luís Gustavo Meneguin
Tratamento de fotos/ Odair Jaroczinsk |
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