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1968
Vista do Instituto Estadual de Educação (IEE)
Foto: Acervo Carlos Damião
1925
Fachada do prédio principal do quartel
Foto: Acervo Adolfo Nicolich/reproduções
Osvaldo Nocetti
1928
Integrantes dos setor de artilharia
Foto: Acervo Adolfo Nicolich/reproduções
Osvaldo Nocetti
Década
de 30
Campo do Manejo e obras do aterro da praça Tancredo Neves
Foto: Acervo Adolfo Nicolich/reproduções
Osvaldo Nocetti
Estudantes soldados
Terreno do atual
Instituto Estadual de Educação já abrigou
quartel do Exército
JEFERSON LIMA
A
área de 20 mil metros quadrados onde está instalado
o Instituto Estadual de Educação (IEE), entre as
avenidas Mauro Ramos e Hercílio Luz, serviu durante mais
de 150 anos de campo de manejo do exército. De 1781 a
1935 funcionou ali o 14º Batalhão de Caçadores
(14º BC). A sede do IEE foi construída em 1964. Segundo
recorda o memorialista Adolfo Nicolich, entre 1935 e 1964 o local
serviu para travessia de pedestres e animais e para sediar os
circos que passavam pela cidade.
Segundo a arquiteta Eliane Veras da Veiga, no livro "Memória
de Florianópolis", publicado pela Editora da Universidade
Federal de Santa Catarina (EdUFSC) e Fundação Franklin
Cascaes (FFC), o prédio do quartel do Campo do Manejo
é de 1781 e era dividido em dez partes iguais para abrigar
as companhias existentes na época. O quartel contava com
quartos para hospedagem dos soldados, ambulatório médico,
depósito de materiais, prisão e cozinha. O edificio
desapareceu somente no século 20, mas o muro lateral permaneceu
durante longo tempo. O local também foi sede, junto ao
IEE, da Federação Atlética Catarinense (FAC).
"As fortificações, quartéis, hospitais
e enfermarias militares, entre outros edifícios que abrigavam
os serviços de apoio à defesa, tiveram grande influência
na origem das cidades brasileiras", escreve a historiadora.
A finalidade do aparato militar servia para proteger a população
e especialmente para impedir a invasão de intrusos. Em
1777 a Ilha havia sido invadida e dominada pelos espanhóis
durante um ano, mesmo com todas as fortalezas edificadas na segunda
metade do século 18.
O historiador Oswaldo Rodrigues Cabral, no livro "Nossa
Senhora do Desterro - Memória", publicado pela editora
Lunardelli, relata que alguns oficiais eram enviados para Florianópolis
por castigo. O historiador cita uma matéria do jornal
"O Mensageiro", de 22 de março de 1857, com
referência a um oficial "que não cuidava muito
da aparência" e circulava com um chapéu de
sol, com a sobrecasaca desabotoada, colete que não era
do uniforme e o colarinho três ou mais dedos salientes
sobre a gravata, além dos cabelos longos.
INSTITUTO
Antes de ser instalado definitivamente no Campo do Manejo,
em 1964, o Instituto Estadual de Educação esteve
em várias sedes. O IEE foi criado em 1892 como Escola
Normal Catarinense e funcionava nos porões do palácio
do governo, atual Museu Histórico Santa Catarina/Palácio
Cruz e Sousa. O objetivo inicial era formar professores, desenvolver
técnicas de pedagogia e criar novas escolas. Nos anos
20, a professora Antonieta de Barros, e mais tarde a primeira
deputada catarinense, instala o curso primário.
Em 1926, ano de inauguração da ponte Hercílio
Luz, a escola ganha o suntuoso prédio na rua Saldanha
Marinho, hoje Faculdade de Educação (Faed). Outras
mudanças viriam nos anos 30, durante o governo Getúlio
Vargas. A Escola passa a ser denominada Instituto Estadual de
Educação de Florianópolis e junto ao prédio
foi criado o Grupo Escolar Dias Velho, que funcionava como escola
experimental.
Em 1947, depois da 2ª Guerra Mundial, passa a chamar-se
Instituto de Educação Dias Velho, mas sem modificações
estruturais. Na década de 50, a instituição
possuía escola normal, escola experimental e grupo escolar,
entre outras. O prédio da Saldanha Marinho ficou pequeno
para as dimensões do complexo educacional e é construída
a nova sede no campo do Manejo (praça General Osório)
ao estilo do governo Juscelino Kubitschek, que havia inaugurado
Brasília em 1960. Em 1966 a escola ganha o nome que possui
hoje.
O IEE possui 7.400 alunos distribuídos em três turnos
e matriculados no ensino básico, fundamental e médio,
incluindo o curso de magistério. São 350 professores
e 100 funcionários. É a maior escola pública
do Estado.
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