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ANcapital
G E R A L
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Deficientes discutem inclusão
Problemas de acesso
são enfrentados diariamente
Jeanne Callegari
"Preso em casa
como presidiário." É assim que José
Roberto Leal, presidente da Associação Florianopolitana
de Deficientes Físicos (Aflodef), descreve a situação
de muitos portadores de deficiência. A realidade para eles,
muitas vezes, é essa: com barreiras arquitetônicas
que impedem o acesso à maioria dos lugares, falta de sinalização
sonora para os cegos e de intérpretes e fontes de informação
apropriadas para os surdos, os portadores de deficiência
acabam, muitas vezes, se resignando a permanecer em casa, excluídos
da sociedade. Para marcar o Dia Nacional do Portador de Deficiência,
comemorado sábado, dia 3 de dezembro, dois eventos acontecem
esta semana em Florianópolis, com a proposta de discutir
e encontrar soluções para os problemas de acessibilidade
encontrados pelos deficientes.
Ontem, dia 30, ocorreu o 1o Fórum Municipal para Inclusão
das Pessoas com Deficiência de Florianópolis. Pela
manhã, houve palestra com a Secretária Especial
da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da cidade
de São Paulo, Mara Gabrilli. À tarde, grupos de
trabalho discutiram as condições gerais da implementação
da acessibilidade arquitetônica, urbana e de transportes.
Outro evento pretende marcar o Dia do Deficiente Físico:
é o Floripa Acessível, que acontece de hoje a sábado.
A proposta do evento é despertar na população
a compreensão das questões relativas à deficiência.
São problemas como os enfrentados por José Roberto
Leal, presidente da Aflodef. Deficiente físico, suas principais
dificuldades são de locomoção. A maioria
dos prédios não é adaptada para pessoas
com mobilidade reduzida, assim como os ônibus e as escolas.
"Muitos deficientes não podem ter atividades de lazer,
às vezes nem constituir família, porque não
conseguem trabalhar e sustentar seus dependentes", diz Leal.
A contratação de portadores de deficiência
é garantida por lei federal. As cotas prevêem que
de 2% a 5% dos contratados das empresas com mais de 100 funcionários
sejam portadores de deficiência. O principal problema da
inserção dos deficientes no mercado não
é, no entanto, uma questão de vagas. Além
das barreiras arquitetônicas, que impedem o acesso das
pessoas com cadeira de rodas, por exemplo, o que se percebe é
a falta de capacitação dos deficientes. "Como
não puderam freqüentar a escola, as pessoas acabam
não tendo formação suficiente para ocupar
os cargos", diz Leal.
Falta estrutura nas escolas para
receber alunos surdos
No caso dos surdos, a dificuldade de ensino também
existe. Conforme Sandra Amorim, presidente da Associação
dos Surdos da Grande Florianópolis (ASGF), as escolas
não têm estrutura para receber alunos com deficiência
auditiva. "Os professores não sabem a língua
dos sinais, e a metodologia não é adequada",
diz. Sandra reclama da dificuldade que tem sempre que precisa
viajar ou ir a algum lugar diferente, onde não há
intérpretes para lhe traduzir as informações
de que precisa. Ela pede que haja letreiros com horários
dos ônibus, por exemplo, e nos programas de TV o quadrinho
com a tradução do intérprete. "As legendas
nem sempre funcionam, porque o surdo fala outra língua,
a língua dos sinais, que é muito diferente do português",
explica ela.
Adilson Ventura é presidente da Associação
Catarinense para Integração do Cego (Acic). Ele
chama a atenção para a falta de sinaleiras sonoras
nos semáforos e nas faixas de segurança. As próprias
calçadas para cegos, que existem em Florianópolis
e estão colocadas no meio-fio, deveriam ser colocadas
também, segundo Ventura, no meio da calçada. "Assim
serviria como guia, não só como alerta", diz
ele. (JC)
Psicóloga
dirige ONG
A palestrante do 1o Fórum Municipal para Inclusão
das Pessoas com Deficiência de Florianópolis foi
Mara Gabrilli, secretária especial da Pessoa com Deficiência
e Mobilidade Reduzida da cidade de São Paulo. Mara sofreu
um acidente de carro que a deixou tetraplégica, em 1994.
Três anos depois, a psicóloga e publicitária
criou o Projeto Próximo Passo (PPP), uma ONG que reúne
mais de 50 atletas com limitações.
Mara foi candidata a vereadora em São Paulo nas últimas
eleições. Foi a mulher mais votada do PSDB, assumindo,
aos 37 anos, a Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência
e Mobilidade Reduzida, criada pelo prefeito José Serra.
Uma das primeiras medidas de Mara ao assumir o cargo foivisitar
pessoalmente os outros secretários. O constrangimento
de alguns foi enorme, conta ela. As secretarias não estavam
adaptadas para portadores de deficiências.
Na palestra de ontem, Mara falou um pouco dos vários tipos
de deficiências. Lembrou a existência dos surdos-cegos,
uma modalidade de deficiência muito delicada, por dificultar
demais a comunicação dos portadores. Falou também
da condição dos anões, entre os quais o
número de suicídios é bastante alto. "Nada
é projetado para eles", diz. Assim como não
é para obesos e idosos, além de cegos, surdos,
paraplégicos.
Segundo Mara, o conceito discutido hoje na questão da
acessibilidade é o de "desenho universal". Em
um hotel, por exemplo, em vez de um número de quartos
reservados para deficientes, o ideal é que todos possuam
adaptações que permitam abrigar portadores de deficiências.
Para incentivar essa prática, a secretaria criou dois
selos: de habitação universal e habitação
visitável. Quando o projeto for implementado, quem tiver
adaptações na sala, cozinha, banheiro e entrada
da casa para receber deficientes, ganha selo de adaptação
visitável. Para ganhar o selo universal, a casa toda deve
poder abrigar um portador de deficiência. (JC)
Saúde terá rigor
contra cão na praia
Lei prevê
multa para proprietário flagrado
As placas avisam: é proibido levar animais para as
praias. A partir do dia 15 de dezembro, quando começa
a Operação Verão 2006 da Vigilância
Sanitária, quem não seguir a proibição
vai levar multa. A ação atende determinação
da lei municipal 094/2001. De acordo com a legislação
em vigor, as multas podem chegar a R$ 530,00. Também serão
multados proprietários de animais perigosos que estejam
sem focinheiras ou estejam sendo conduzidos por pessoas sem força
física suficiente para controlá-los. As raças
de cães consideradas perigosas são pitbull, rottweiler,
pastor alemão, mastim napolitano, fila, dobermann, dogo
argentino, dogue alemão e cane corso, segundo a lei municipal.
"Pedimos que as pessoas não levem seus animais às
praias, até para evitar o constrangimento de pedidos para
que sejam retirados", diz a coordenadora de Defesa Animal
da Prefeitura, Maria da Graça Dutra. Segundo ela, é
sabido que os animais transmitem uma quantidade inumerável
de doenças, e que por isso sua presença deve ser
evitada nas areias.
A conscientização dos proprietários é
importante, mas não resolve o problema dos animais abandonados
e sem dono. Em Florianópolis, existem cerca de 10 mil
animais abandonados. O abrigo da Coordenadoria de Defesa Animal
tem capacidade para guardar apenas 30 indivíduos. "Nem
com um supercentro de zoonoses seria possível recolher
todos", diz Maria da Graça. "O problema vem
de décadas, e não conseguiremos resolver em um
verão", constata.
A principal medida tomada pela coordenadoria para reverter a
situação é a esterilização
dos animais. De agosto a novembro de 2005, foram esterilizados
cerca de 1,6 mil cães. Esse número significa que,
no próximo ano, deixarão de nascer 45 mil novos
animais, e nove toneladas de detritos deixarão de ser
depositadas nas ruas. "Não se recolhe animais sadios
para matar", diz Maria da Graça. "A eutanásia
só é aplicada em cães atropelados ou doentes
terminais."
Outras medidas previstas na lei 094 não puderam ainda
ser implementadas, como o registro obrigatório dos animais
com donos e a vacina gratuita contra a raiva. "Existem problemas
mais urgentes, como o controle de natalidade", explica Maria
da Graça. A construção do centro de zoonoses
da Vargem Grande também está parada: moradores
da região entraram com ação na justiça,
através do ministério público, para impedir
a obra.
Vigilância Sanitária
divulga ações
Ontem, 30 de novembro, foi dia da Vigilância Sanitária.
Para celebrar a data, a direção do órgão
em Florianópolis organizou um painel na Assembléia
Legislativa. Segundo a presidente da Vigilância Sanitária
municipal, Raquel Ribeiro Bittencourt, o objetivo do evento é
tornar pública a relevância social da área,
divulgando ações que têm conseqüência
direta na saúde da população. Outra finalidade
do evento foi divulgar a assinatura de convênio realizado
entre a Secretaria de Saúde e a Caixa Econômica
Federal, que prevê a abertura de linha de crédito
para micro e pequenas empresas de alimentos do Estado.
A linha de crédito permitá fazer a adequação
dos estabelecimentos segundo as novas regras adotadas para todos
os serviços relacionados a alimentos, como lanchonetes,
restaurantes e padarias. "Os grandes empresários
geralmente têm condições de fazer as adequações,
mas os micro e pequenos têm dificuldades", diz Raquel.
Além de divulgar a assinatura do termo de cooperação,
a Vigilância quis aproveitar o espaço da Assembléia
para explicar aos deputados o funcionamento do órgão.
"A Vigilância Sanitária é um órgão
totalmente público", diz Raquel. "Nenhuma função
aqui dentro pode ser delegada para a iniciativa privada."
Segundo ela, muitos deputados ainda não conheciam a natureza
do trabalho, que, pelos constantes conflitos entre a esfera pública
e privada, gera muitas polêmicas. "Às vezes,
temos que tomar medidas duras, fazer apreensões, aplicar
multas, fechar estabelecimentos", diz Raquel.
Casa tem horário ampliado
Visitação
pode ser feita até as 21 horas
A Casa do Papai Noel, instalada pela Prefeitura de Florianópolis
na antiga sede da Câmara de Vereadores, na praça
15 de Novembro, ampliou o horário de funcionamento. Cerca
de 70 pessoas, entre funcionários e voluntários,
já estão se revezando para manter o espaço
aberto durante 12 horas por dia, tempo que será estendido
em uma hora a partir da semana que vem. A estimativa dos coordenadores
é de que já tenham passado pelo local cerca de
40 mil pessoas desde que a casa foi aberta, na terça-feira
da semana passada.
Até sexta-feira, a Casa do Papai Noel vai estar aberta
à visitação das 9 às 21 horas. A
partir da próxima segunda-feira, esse horário vai
ser ampliado até as 22 horas, nos dias úteis. Nos
sábados, o espaço abre das 9 às 18 horas,
com apresentação de coral, às 11 horas.
A casa também passar a abrir aos domingos, das 13 às
18 horas, com apresentação de coral às 16
horas. No dia 18, domingo, haverá um plantão especial,
das 9 às 21 horas, para atender as pessoas que forem às
compras de Natal no Centro. A casa continua aberta à visitação
até o dia 24, véspera de Natal.
A iniciativa também tem o objetivo de proporcionar um
Natal um pouco mais feliz a crianças sem condições
de ganhar um presente. O ingresso para a Casa do Papai Noel é
um brinquedo em bom estado, que será doado a crianças
de comunidades carentes da Capital. Durante a visita, as crianças
podem deixar cartinhas com pedidos de Natal ou ainda conversar
com o Papai Noel, numa sala reservada. Empresários e outras
pessoas interessadas em adotar um pedido de Natal podem ir até
o local ou entrar em contato pelo telefone (48) 3224-3288.
Uma das atrações da casa é a cozinha da
Mamãe Noel, onde um grupo de doceiras está produzindo
doces para abastecer a Fábrica de Bolachas Natalinas.
Além de poderem observar as cozinheiras trabalhando, os
visitantes terão a opção de comprar os biscoitos
produzidos, ao custo de R$ 2,00 o pacote. Toda a renda obtida
com a venda dos biscoitos vai ser revertida para a compra de
brinquedos a serem doados na campanha Natal Solidário.
Setor tecnológico
quer manter imposto
Proposta é
prorrogar lei que reduz alíquota
Jefe Cioatto
Empresários do setor de tecnologia da Capital tentam
negociar com a Prefeitura a manutenção da alíquota
de 2% que recolhem de Imposto Sobre Serviços (ISS) e que
originalmente seria de 5%, mas que desde 2000, em função
da lei municipal 057/00, foi fixada em percentual mais baixo.
"Estamos aguardando um posicionamento do prefeito sobre
o assunto. Nossa expectativa é de que consigamos prorrogar
por mais dois anos este benefício", disse o presidente
do Sindicato das Empresas de Informática e Processamento
de Dados da Região da Grande Florianópolis (SEDP),
Carlos Augusto de Matos. O prazo da lei expira em 31 de dezembro.
Segundo Matos, a redução do percentual de recolhimento
foi uma das razões que fizeram com que o setor de tecnologia
se desenvolvesse na cidade, e a não continuidade do benefício
poderia resultar em uma migração das empresas florianopolitanas.
Elas faturam cerca de R$ 200 milhões ano. "Municípios
próximos como São José e Palhoça
oferecem a redução do imposto e, para uma empresa
de tecnologia da informação, a mobilidade é
grande", afirmou.
O secretário municipal da Receita, Carlos Roberto De Roholt,
informou que nos próximos dias a Prefeitura enviará
à Câmara Municipal de Florianópolis um projeto
de lei para a continuidade do abatimento no ISS em 2006. "Já
houve conversa com os empresários do setor e nossa intenção
é montar um planejamento global para a área de
tecnologia, não apenas conceder descontos nos impostos",
disse o secretário.
A lei complementar 057/00 foi sancionada com o objetivo de estimular
a instalação de novas empresas de base tecnológica
em Florianópolis. Ela prevê uma série de
benefícios além da redução da alíquota
do ISS. As empresas de tecnologia da informação,
por exemplo, têm desconto de 80% do Imposto Predial e Territorial
Urbano (IPTU) de imóveis localizados em condomínios
específicos para empreendimentos do setor.
Atividades marcam hoje
o Dia de Luta Contra a Aids
A Secretaria da Saúde da Capital promove hoje uma série
de atividades para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids.
O objetivo é alertar as pessoas para a necessidade da
prevenção, considerada a forma mais eficaz para
se reduzir os riscos de contágio. Entre os anos de 1980
e 2004 foram registrados mais de 360 mil casos da doença
no País. E até 2003, mais de 160 mil pessoas morreram
em conseqüência da infecção.
Segundo o secretário Walter da Luz, todos os postos de
saúde da Capital estarão mobilizando a comunidade
através de oficinas e de um concurso de redação
envolvendo os alunos da rede de ensino. Além disso, estarão
sendo realizadas apresentações de teatro, oficinas
em empresas e distribuição de material informativo.
Durante todo o dia, os motoristas e cobradores do transporte
coletivo e as equipes de varrição da Companhia
de Melhoramentos da Capital (Comcap) usarão camisetas
com o símbolo do evento. A Fundação Açoriana
para o Controle da Aids (Faça), em parceria com o Sindicato
das Empresas de Construção Civil (Sinduscon), promoverá
visitas a alguns canteiros de obras para a realização
de palestras educativas.
Com visitas a 33 canteiros de obras em Florianópolis e
São José, o sistema Sinduscon, através do
Serviço Social da Indústria da Construção
Civil da Grande Florianópolis, está lançando
uma campanha para marcar o Dia Internacional de Prevenção
e Combate à Aids. As palestras têm como público-alvo
cerca de 1,8 mil trabalhadores de 20 construtoras associadas.
A iniciativa faz parte da programação do Projeto
Datas Comemorativas, promovido pela entidade do setor da construção
civil.
Pela abrangência do projeto trata-se de uma iniciativa
inédita. A abordagem não pretende ficar apenas
na distribuição de preservativos, mas tratar da
questão de uma forma que amplie o grau de conscientização
para os cuidados que são necessários para evitar
o contágio. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde,
os dados recentes mostram que foram registrados, entre os anos
de 1986 a julho de 2005, 2,7 mil casos da doença em Florianópolis,
entre adultos e crianças.
Estudantes
voltam a pedir passe livre
Cerca de 150 estudantes protestaram ontem, no centro da Capital,
contra a anulação da lei que determinava o passe
livre no transporte coletivo para os estudantes da cidade. A
passeata parou em frente à Prefeitura e em seguida se
dirigiu até o Terminal de Integração do
Centro (Ticen). "Estamos aqui para denunciar o caráter
dos juízes que determinaram o fim de uma conquista popular
fruto de seis anos de luta", disse um dos líderes
do Movimento Passe Livre (MPL), Marcelo Pomar.
Os estudantes pretendem forçar a administração
municipal encaminhar um novo projeto à Câmara de
Vereadores. Eles querem que a Prefeitura adote, a partir de 2006,
o passe livre parcial e que no ano seguinte o benefício
seja estendido a todos os estudantes. "Nosso foco é
fazer com que o prefeito cumpra o que vinha dizendo, que era
isentar, a partir do ano que vem, os estudantes da tarifa."
Em setembro, o Ministério Público de Santa Catarina
(MPSC) ingressou no Tribunal de Justiça com Ação
Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei municipal
no 1.137/ 2004, de autoria da Câmara de Vereadores, que
instituiu o passe livre na Capital. Segundo o procurador Gilberto
Callado de Oliveira e a promotora Vanessa Wendhausen Gomes, autores
da petição, a lei teria vício de origem
por se tratar de iniciativa exclusiva do Executivo segundo o
art. 61, inciso I, da Constituição Federal, e o
art. 52, inciso I, da Constituição Estadual.
No dia 16 deste mês o pleno do Tribunal de Justiça
acatou os argumentos do ministério público e anulou
a lei. Ontem, temendo ações mais radicais por parte
dos manifestantes, o presidente do TJ, Jorge Mussi, determinou
o encerramento mais cedo do expediente. Às 16 horas os
funcionários foram dispensados, ficando no prédio
do tribunal apenas um grupo de policiais.
Mutirão faz limpeza no canal
da Barra
Poluição
por esgoto preocupa moradores
Celso Martins
"Ainda não é possível dizer que
vencemos", diz o presidente do Fórum da Barra da
Lagoa, Ivonildo Florindo, ao fazer um balanço parcial
do 10o mutirão de limpeza do canal entre o mar e a Lagoa
da Conceição, realizado ontem de manhã,
reunindo aproximadamente 60 voluntários. "Tive a
sensação de que não vencemos devido à
situação do lugar chamado Enceara nas margens do
canal, onde antigamente os peixes, crustáceos e camarões
se reproduziam", assinala.
Esse ponto do canal, situado em frente à sede do Centro
Comunitário da Barra da Lagoa, "está tomado
pelo esgoto e cerca de 95% complementa poluído",
salienta Ivonildo, olhando o local onde desemboca um pequeno
curso d'água. Os trabalhos do mutirão começaram
às 9h30, com duas turmas: uma que iniciou a coleta a partir
da ponte pênsil e outro que partiu das imediações
da Fortaleza da Barra.
Os serviços realizados por voluntários tiveram
o apoio direto de funcionários da Companhia de Melhoramentos
da Capital (Comcap) e o respaldo da organização
não-governamental Comuna Visual, Fórum da Barra,
diversos comerciantes e integrantes do Núcleo de Antropologia
Visual da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foram
encontrados muitos pneus, plásticos, vasilhas de óleo
combustível (diesel) e muitos vidros, entre outros tipos
de lixo.
Tudo isso foi retirado por mergulhadores profissionais, estudantes
de várias idades, ambientalistas e moradores, sendo colocados
em sacos plásticos e levados até a praia da Barra
para pesagem - um total de 350 quilos. Comparado com os mutirões
anteriores, a quantidade foi menor, embora isso não signifique
que o canal esteja isento de poluentes.
Volume recolhido diminui
"Na primeira limpeza que fizemos em 1995, foram retiradas
cerca de quatro toneladas dentro do canal e nas margens",
explica o diretor social do Fórum da Barra, Jaime João
da Rosa. Nesse primeiro trabalho foram encontrados dezenas de
pneus e até mesmo um fogão, além dos tradicionais
pneus. No mutirão de 1997, a diminuição
foi sensível, com um total de 1,5 tonelada, serviço
que prosseguiu entre 2000 e 2003. Nesse último ano, a
coleta foi de 614 quilos.
Apesar da sensível diminuição no volume
de lixo, Ivonildo Florindo não vê motivos para comemorar,
"pois apesar de todos os nossos esforços, ainda tem
gente que não se conscientizou". Os participantes
do mutirão usaram caiaques, canoas, bateiras e uma lancha,
percorrendo o canal e as margens em busca de lixo.
À parte foram realizados concursos de desenho e redação
sobre o canal, com a participação de alunos da
1ª à 8ª série da escola Acácio
Garibaldi S. Thiago, nas imediações da ponte pênsil
da Barra. "Essa atividade visa conscientizar as crianças
sobre a importância de manter o canal sempre limpo",
explica Ivonildo. No final, as crianças que venceram os
dois concursos receberam brindes doados por comerciantes locais.
(CM)
Ação reuniu voluntários
de todas as idades
Entre os voluntários na limpeza do canal da Barra estava
Daniel Freta, 9 anos, natural de Tubarão e filho de comerciantes
estabelecidos no bairro há vários anos.
"Estou aqui para não deixar que o lixo fique depositado
na natureza", explica, en-quanto caminha pela margem do
canal coletando plásticos e outros lixos. Integrante do
projeto Canoagem e aluno da escola Acácio Garibaldi S.
Thiago, Daniel acompanhou os adultos no mutirão, sem reclamar
da lama que cobria as pernas.
Perto dele estava Johny Correia Gomes, 27 anos, aluno de administração
e formando em desenho industrial pela Universidade do Estado
de Santa Catarina (Udesc). "O ser humano precisa se integrar
ao meio ambiente, precisa se conscientizar", diz, comparando
o adulto a uma criança que ainda não sabe de limpar.
"Depois que ela aprende, acaba se limpando sozinha, e o
ser humano deve saber limpar sua própria sujeira",
salienta.
O mutirão foi acompanhado por integrantes do Núcleo
de Antropologia Visual da UFSC, que filmaram as atividades para
realizar um documentário sobre a atividade, usando três
câmeras. "Através da imagem a pessoa pode se
distanciar da realidade em que vive e dar a ela um novo significado",
explica Matias Godio. O documentário com cerca de 25 minutos
será projetado para os moradores da Barra ao longo da
temporada. (CM)
Pavimentação de ruas
dificulta circulação de veículos no balneário
A Operação Tapete Preto que está em andamento
na Barra da Lagoa tumultuou o trânsito nas principais vias
do bairro, além de dificultar o deslocamento das pessoas.
O problemas, entretanto, não preocupam Jaime João
da Rosa, diretor social do Fórum da Barra. "Infelizmente
deixaram para fazer isso bem na entrada do verão, como
quase sempre acontece em Florianópolis", assinala.
"Embora muitos motadores estejam irritados com as obras
nesse momento, eu particularmente não posso reclamar,
pois vai ser uma melhoria para a Barra", argumenta Rosa.
A reivindicação de asfaltamento das principais
vias internas da Barra é antiga e "foi encaminhada
por entidades locais e por esse motivo nem esperávamos
que ela fosse ser atendida agora", acrescenta.
Máquinas, caminhões e outros equipamentos pesados
se encontram no local, sendo operados por dezenas de operários
e técnicos de uma empresa contrata pela Prefeitura de
Florianópolis para realizar o serviço. Além
da região central da Barra (rua Amaro Coelho), estão
recebendo uma camada asfáltica as ruas Angelina dos Santos
e Orlando Chaplin.
Na pracinha da Barra, onde se reúnem os pescadores e demais
moradores em seus momentos de folga, a principal reclamação
é com a falta de segurança da ponte pênsil
sobre o canal. "O pessoal já pediu que fosse feita
uma manutenção decente, mas até agora ninguém
atendeu", reclama um morador enquanto embaralha as peças
do dominó e observa as embarcações transitando
pelo canal. (CM)
Polícia
Presos autores de execução
na Trindade
Vítima foi
atingida por tiros na cabeça e costas feitos com uma pistola
em plena via pública
Gisa Frantz
Com a prisão de Samuel Costa dos Santos, 21 anos, morador
do bairro Pantanal, e de um adolescente de 16 anos, conhecido
como "Calcinha", a equipe de investigação
da Central de Polícia da Capital, comandada pelo delegado
Acioni Souza Filho, esclareceu o assassinato de Rodrigo Gevaerd,
o "Amendoim", ocorrido em 26 de outubro, na rua Lauro
Linhares, bairro Trindade, em Florianópolis. A vítima
foi executada, por volta das 18h30, com diversos disparos de
pistola calibre 38, em plena via pública. O formato audacioso
do crime trouxe pânico à comunidade local.
Os assassinos foram detidos na tarde de ontem, ocasião
em que o adolescente confessou a autoria dos disparos. Ele alegou
estar sendo ameaçado de morte, juntamente com Samuel,
pela vítima. Disse ainda que Rodrigo havia prometido um
automóvel como prêmio a quem executasse seus dois
desafetos. Samuel confirmou a versão de que seu comparsa
e confessou ter conseguido a arma para o garoto executar a vítima
em defesa dos dois.
Durante a prisão do adolescente, na região conhecida
como morro do Neném, na Costeira, não houve qualquer
imprevisto. Já Samuel, portava um revólver calibre
38, inoxidado, carregado com seis munições intactas.
Conforme consulta ao sistema Informações de Segurança
(Infoseg), a arma fora furtada em maio deste ano, em São
José. O acusado foi autuado também em flagrante
pelo porte ilegal de arma.
Conforme relato das testemunhas na época, o assassinato
de Rodrigo Gevaerd lembrou os filmes do diretor americano Quentin
Tarantino, conhecido pelas cenas de violência hiperrealistas.
Até o momento do crime, a vítima estava sentada
em uma mureta no posto Texaco, localizado na frente da servidão
Costa, a uma distância de 350 metros da Universidade Federal
de Santa Catarina (UFSC). Quando menos esperava, surgiram dois
rapazes em uma motocicleta. O carona sacou uma arma e atirou
duas vezes contra a cabeça dele. Para não ser atingido
na face, Rodrigo ainda levou as mãos ao rosto. Um dos
tiros atingiu uma parede do posto e um segundo disparo quase
decepou um de seus dedos. Ao ser ferido, ele atravessou a rua
correndo e recebeu quatro tiros na costas. Ao cair no início
da servidão Costa, ao lado do Chaveiro da Trindade, foi
finalmente executado. Depois de assassinar o rapaz, os dois acusados
fugiram na direção da UFSC.
Rodrigo era solteiro e possuía antecedentes criminais
por furto e tráfico. Antes de sua morte, ele já
havia sofrido duas tentativas de homicídio. Um dos atentados
ocorreu durante a Festa da Laranja, na praça Santos Dumont,
junto à UFSC, quando Rodrigo também foi preso por
porte ilegal de armas. A outra tentativa de homicídio
aconteceu no bairro Coqueiros.
Detido suspeito de assassinar jovem
na Pinheira
Policiais da Delegacia de Polícia (DP) da Pinheira
encontraram o principal suspeito de ter assassinado Crhistofer
Rice de Souza, 19 anos, natural de Otacílio Costa. O garoto
foi morto durante o feriado de Finados, quando visitava a mãe,
que mora na praia da Pinheira, em Palhoça. A principal
pista que levou os policiais até o suspeito Massao Coimbra
Fukuda, 22, natural de São Paulo, foi um corte de cabelo.
De acordo com o delegado Alber Rosa de Figueiredo, da delegacia
de Palhoça, que está responsável pelo caso,
na época do crime o suposto autor estava com cabelos longos,
mas cortou alguns dias depois do homicídio. Fukuda já
foi preso há cerca de dez dias, quando a mãe da
vítima, Tânia Aparecida Espíndola de Souza,
38 anos, o reconheceu parado em uma rua da Pinheira. O rapaz
está preso preventivamente em Palhoça e a captura
foi divulgada somente na terça-feira. Fukuda, que nega
ser o autor dos disparos, morava na Pinheira há dois meses.
Filho de pais separados, Crhistofer morava com o pai, Ozair Coelho
de Souza, em Otacílio Costa. Como não via a mãe
há muito tempo, resolveu viajar até a Pinheira
para visitá-la no feriado do dia 2 de novembro. No dia
do homicídio, o garoto passeava pela praia com a mãe
e uma amiga, Solange Stromoski Calgaro, 42 anos, quando ouviu
alguém supostamente chamar por ele. Ao se virar para atender
o chamado, foi alvejado nas costas. A mãe e a amiga não
esperavam que o barulho fosse de um tiro, mas ouviram o rapaz
dizer que tinha sido atingido.
O rapaz que efetuou o disparo ainda foi na direção
de Christofer e atirou contra sua cabeça. Solange tentou
separar o garoto, mas acabou alvejada por dois tiros no braço.
Ao perceber a tentativa de fuga do menino, a mãe de Crhistofer
foi atrás dele, que disparou novamente e a bala acertou
de raspão na cabeça dela. O suspeito também
tentou atirar contra a cabeça de Tânia, mas o revólver
já estava sem munição. Os três foram
encaminhados para o Hospital Regional, mas Crhistofer não
resistiu e acabou morrendo.
Investigados assaltos a postos
da Ilha
Ocorrências
registradas em período de três horas leva a polícia
a acreditar em ações da mesma gangue
Ainá Vietro
Os assaltos a três postos de combustível, dois
na SC-401 e outro na Barra da Lagoa, que ocorreram em um período
de três horas, na madrugada de terça-feira, continuam
sendo investigados em parceria entra a Central de Polícia
da Capital e a 10a Delegacia de Polícia
(Lagoa da Conceição). De acordo com o delegado
da 10a DP, Jeferson Ávila, existe grande possibilidade
de que a ocorrência no Posto Galo, da Barra da Lagoa, tenha
sido realizada pelos mesmos ladrões que assaltaram o local
em outras duas ocasiões, há menos de 25 dias.
As informações sobre os assaltos ao Posto Divelin,
na Vargem Pequena e Shell, no Saco Grande, serão encaminhadas
ainda hoje para a Central de Polícia, onde junto com o
delegado Acioni de Souza Filho serão confrontadas. O objetivo,
segundo Ávila, é verificar se os ataques foram
realizados pela mesma quadrilha. O delegado acredita que um dos
assaltantes é adolescente e o outro já adulto.
"Os homens chegam a pé, armados, rendem os frentistas
e depois de roubar fogem com auxílio de um carro, que
fica sempre esperando por eles", diz Ávila. O delegado
Acioni explica que aparentemente a mesma quadrilha teria praticado
os assaltos, pois a "área escolhida e a forma de
abordagem são muito semelhantes".
O primeiro assalto ocorreu por volta de 3h40 de terça-feira.
Dois homens armados com pistolas renderam os frentistas do Posto
Divelin, nas margens da SC-401, na Vargem Grande, e os obrigaram
a deitar atrás do balcão. A dupla chegou em um
automóvel branco, que segundo as vítimas pode ser
um Celta ou um Corsa e fugiu levando R$ 100,00.
Já na Barra da Lagoa, dois assaltantes aramados chegaram
por volta das 4 horas. Eles trancaram os funcionários
no banheiro e fugiram com auxílio de um Celta, levando
R$ 250,00. O último assalto foi praticado às 5
horas, também na SC-401, no Saco Grande. Dois homens pediram
para utilizar o banheiro no Posto Shell. Sacaram as armas, renderam
o frentista, anunciaram o assalto e depois fugiram com um relógio,
barras de chocolate e R$ 300,00 em dinheiro.
Arma e 29 pedras de crack são
apreendidas em São José
Apreensão de armas e drogas, assalto e acidente com
morte foram as ocorrências mais importantes atendidas pela
Polícia Militar (PM), entre a manhã de terça
e a madrugada de ontem. Por volta das 18 horas, Reginaldo Viana
Esteves, 27 anos, conhecido como "Carioca", e um adolescente
de 17, foram detidos na rua João Isidoro de Souza, bairro
Serraria, em São José, portando 29 pedras de crack
e uma pistola Taurus 38. Os acusados foram localizados por meio
de uma denúncia anônima. Depois de vistoriar uma
casa, os policiais encontraram a droga e o revólver cromado,
municiado e com capacidade para 16 tiros. Ele foram presos no
interior da residência e encaminhados à Central
de Polícia de São José.
Já na rua Silva Jardim, 509, na área central de
Florianópolis, às 14h30 de terça-feira,
Luciano da Silva, 33 anos, assaltou uma loja de confecções
levando R$ 700,00 em dinheiro e dois cheques, um do Banco do
Brasil (BB), no valor R$ 600,00 e outro do Banco do Estado de
Santa Catarina (Besc), de R$ 90,00. O ladrão ameaçou
a proprietária da loja, Ana Paola Prazeres Sereta, 29
anos, com um revólver, fazendo-a sentar no chão.
Após o furto, Luciano foi perseguido pelo irmão
da vítima e, em seguida, detido pelo tenente Vinícius,
que fazia policiamento próximo ao local. O produto do
roubo foi recuperado, mas a arma não foi encontrada.
Na manhã de terça-feira, em torno de 7h30, a colisão
entre o ônibus da empresa Estrela MDW-5102 (Florianópolis),
e a Honda CG 150, Titan KS, cor azul, MCR-3226 (São José),
ocasionou a morte da caroneira da motocicleta, Sabrina Paolo
Busseno Dias, 23 anos. O acidente ocorreu na rua José
Gonzaga Lima, bairro Kobrasol, em São José. A vítima
foi encaminhada pela Polícia Militar ao Hospital Regional,
mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo ainda
no setor de emergência.
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Reajuste de 200% pega 8 contribuintes,
diz Executivo
Metade dos imóveis
de Palhoça terá alta de 16%
Luiz Christiano
Palhoça - A partir de janeiro, a Prefeitura de Palhoça
emitirá 90 mil carnês com o reajuste do Imposto
Predial e Territorial Urbano (IPTU) para 2006. Desses, metade
é destinada a contribuintes proprietários de imóveis
avaliados entre R$ 30 mil até R$ 60 mil, que pagarão
a taxa 16% mais cara, caso a Câmara de Vereadores aprove
a nova tabela do imposto. O reajuste encaminhado pela Prefeitura
ao Legislativo obedece a um recadastramento imobiliário
de toda a área de 354 quilômetros do município,
feito entre agosto e outubro. A Prefeitura estima, segundo informações
da assessoria de imprensa, que apenas oito contribuintes, donos
de construções de alto padrão, terão
200% de aumento nos seus carnês de IPTU.
O recadastramento vai implicar em incremento de 30 mil novos
imóveis na planilha de cobrança do município,
que foi dividido em 70 zonas com diferentes padrões de
construção. Segundo a diretoria de Finanças
de Palhoça, o estudo constatou que, em muitos casos, moradores
de regiões mais carentes pagavam o mesmo IPTU de proprietários
de imóveis em bairros nobres, como no loteamento Pedra
Branca. Pela pesquisa, foram recadastradas 40 mil unidades habitacionais.
O estudo foi realizado a partir de visitas técnicas, análises
documentais, base cartográfica, mapa de zoneamento do
Plano Diretor e boletins de cadastro imobiliário e de
logradouro. A pesquisa de campo foi feita por 45 estudantes dos
cursos de Arquitetura e Urbanismo e das engenharias ambiental
e civil da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
Na Grande Florianópolis, esse tipo de pesquisa é
novidade. Em Florianópolis, o gerente de arrecadação
da Prefeitura, Ricardo de Luca, antecipa que novo cadastramento
deve ser feito no próximo ano. "Ingleses teve mais
de cem prédios construídos em 4 anos. Se não
atualizarmos nosso estudo, que já tem uns dois ou três
anos, perderemos muito dinheiro", explica.
As prefeituras de São José e Biguaçu não
têm estudos semelhantes, apesar de a primeira estar realizando
o recadastramento por sua própria estrutura - isto é,
sem contratação externa do serviço. A administração
municipal de Biguaçu cogitou fazer um recadastramento
imobiliário, suspenso por problemas de licitação.
Entidades fazem protesto na segunda
Representantes de entidades, conselhos e centros comunitários
da Capital programaram para segunda-feira uma bem-humorada manifestação
para criticar a falta de participação popular na
confecção do orçamento municipal para 2006
e reclamar de desrespeito ao meio ambiente na realização
de obras na cidade. A manifestação, que terá
música e teatro, será iniciada às 14 horas
na frente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos
Renováveis (Ibama). Depois, o cortejo vai à Fundação
Estadual do Meio Ambiente (Fatma) e à Fundação
Municipal do Meio Ambiente (Floram). Em cada parada, o responsável
pela instituição será "agraciado"
com um prêmio, que pode ser óculos de grau ou despertador.
A programação continua em frente à Câmara
de Vereadores, onde será entregue carta aberta aos parlamentares
pedindo que reenviem a peça orçamentária
ao Executivo, e fecha com um ato maior, na Catedral. A redação
da carta deve ser concluída hoje, em reunião às
17 horas, na Câmara. O projeto é organizado pela
ONG Aliança Nativa, pela Associação de Amigos
do Parque da Luz, pelo Instituto para o Desenvimento da Mentalidade
Marinha (Immar) e pela União Floriapolitana das Entidades
Comunitárias (Ufeco).
Segundo Alexandre Lemos, da ONG Aliança Nativa, o protesto
é em defesa de uma gestão democrática da
cidade e contra o que chama de "licenciamento criminoso
de obras" por parte da Fatma, Ibama e Floram e da fiscalização
ineficiente. "A Operação Tapete Preto é
um crime ambiental, pois impermeabiliza o solo do modo como se
faz, sem critério de drenagem, rede de esgoto ou estudo
de impacto ambiental", acusa. Em relação ao
orçamento, Lemos reclama a falta de especificidade de
cada obra, local e custo e a desconsideração do
diálogo com entidades e conselhos municipais. "O
Executivo quer um cheque em branco assinado", afirma Alexandre.
Projeto cria frentes parlamentares
municipais
Proposta, aprovada
na sessão de segunda-feira, estimula discussão
de problemas específicos
CLODOALDO VOLPATO
Com o objetivo de apoiar, incentivar e assistir ações
relativas a temas de interesse social, cultural, esportivo, econômico
e político, a Câmara de Vereadores da Capital aprovou
na sessão da última terça-feira um projeto
de resolução criando as Frentes Parlamentares no
âmbito do Legislativo municipal. A proposta foi apresentada
pelos vereadores Ptolomeu Bittencourt (PFL) e Angela Albino (PCdoB)
e aprovada por unanimidade. "O projeto nasce de situações
conjunturais que extrapolam os limites dos interesses ideológicos
partidários, visando identificar as dificuldades de determinado
setor e somar forças para solucionar seus problemas, sem
interferir, contudo, no trabalho das Comissões Permanentes,
que possuem em sua composição um número
limitado de participantes e têm um espectro maior de abrangência",
justificam os autores.
A Frente Parlamentar atuaria na assistência dos estudos
e discussões de assuntos específicos, contribuindo
técnica e politicamente para resolver os problemas enfrentados
pelos diversos setores da sociedade. As frentes serão
constituídas por ato do presidente da Câmara, mediante
requerimento subscrito por, no mínimo, um décimo
dos parlamentares e será pluripartidária, ficando
assegurado a todos os vereadores o direito de integrá-las.
Elas terão prazo de duração indeterminado
e se extinguirão com o término da legislatura na
qual foram constituídas ou quando requerido ao presidente
da casa.
A idéia agradou a todos os vereadores presentes na sessão
e pelo menos três frentes devem ser instaladaa logo. A
primeira, sugerida pela vereadora Angela Albino, deve ser pela
não violência contra a mulher. O vereador Ptolomeu
Bittencourt sugeriu a criação da Frente Parlamentar
do Esporte. Já o presidente da Câmara, vereador
Marcílio Ávila (PSDB), sugeriu a criação
da Frente Parlamentar contra o abuso sexual de menores. No final
dos trabalhos de cada frente, será elaborado um relatório
que será entregue ao presidente do Legislativo, que tomará
as providencias cabíveis.
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