Joinville         -         Quinta-feira, 01 de dezembro de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANcapital  

G  
E  
R  
A  
L  














Deficientes discutem inclusão

Problemas de acesso são enfrentados diariamente

Jeanne Callegari

"Preso em casa como presidiário." É assim que José Roberto Leal, presidente da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef), descreve a situação de muitos portadores de deficiência. A realidade para eles, muitas vezes, é essa: com barreiras arquitetônicas que impedem o acesso à maioria dos lugares, falta de sinalização sonora para os cegos e de intérpretes e fontes de informação apropriadas para os surdos, os portadores de deficiência acabam, muitas vezes, se resignando a permanecer em casa, excluídos da sociedade. Para marcar o Dia Nacional do Portador de Deficiência, comemorado sábado, dia 3 de dezembro, dois eventos acontecem esta semana em Florianópolis, com a proposta de discutir e encontrar soluções para os problemas de acessibilidade encontrados pelos deficientes.
Ontem, dia 30, ocorreu o 1o Fórum Municipal para Inclusão das Pessoas com Deficiência de Florianópolis. Pela manhã, houve palestra com a Secretária Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da cidade de São Paulo, Mara Gabrilli. À tarde, grupos de trabalho discutiram as condições gerais da implementação da acessibilidade arquitetônica, urbana e de transportes. Outro evento pretende marcar o Dia do Deficiente Físico: é o Floripa Acessível, que acontece de hoje a sábado. A proposta do evento é despertar na população a compreensão das questões relativas à deficiência.
São problemas como os enfrentados por José Roberto Leal, presidente da Aflodef. Deficiente físico, suas principais dificuldades são de locomoção. A maioria dos prédios não é adaptada para pessoas com mobilidade reduzida, assim como os ônibus e as escolas. "Muitos deficientes não podem ter atividades de lazer, às vezes nem constituir família, porque não conseguem trabalhar e sustentar seus dependentes", diz Leal.
A contratação de portadores de deficiência é garantida por lei federal. As cotas prevêem que de 2% a 5% dos contratados das empresas com mais de 100 funcionários sejam portadores de deficiência. O principal problema da inserção dos deficientes no mercado não é, no entanto, uma questão de vagas. Além das barreiras arquitetônicas, que impedem o acesso das pessoas com cadeira de rodas, por exemplo, o que se percebe é a falta de capacitação dos deficientes. "Como não puderam freqüentar a escola, as pessoas acabam não tendo formação suficiente para ocupar os cargos", diz Leal.


Falta estrutura nas escolas para receber alunos surdos

No caso dos surdos, a dificuldade de ensino também existe. Conforme Sandra Amorim, presidente da Associação dos Surdos da Grande Florianópolis (ASGF), as escolas não têm estrutura para receber alunos com deficiência auditiva. "Os professores não sabem a língua dos sinais, e a metodologia não é adequada", diz. Sandra reclama da dificuldade que tem sempre que precisa viajar ou ir a algum lugar diferente, onde não há intérpretes para lhe traduzir as informações de que precisa. Ela pede que haja letreiros com horários dos ônibus, por exemplo, e nos programas de TV o quadrinho com a tradução do intérprete. "As legendas nem sempre funcionam, porque o surdo fala outra língua, a língua dos sinais, que é muito diferente do português", explica ela.
Adilson Ventura é presidente da Associação Catarinense para Integração do Cego (Acic). Ele chama a atenção para a falta de sinaleiras sonoras nos semáforos e nas faixas de segurança. As próprias calçadas para cegos, que existem em Florianópolis e estão colocadas no meio-fio, deveriam ser colocadas também, segundo Ventura, no meio da calçada. "Assim serviria como guia, não só como alerta", diz ele. (JC)


Psicóloga
dirige ONG

A palestrante do 1o Fórum Municipal para Inclusão das Pessoas com Deficiência de Florianópolis foi Mara Gabrilli, secretária especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida da cidade de São Paulo. Mara sofreu um acidente de carro que a deixou tetraplégica, em 1994. Três anos depois, a psicóloga e publicitária criou o Projeto Próximo Passo (PPP), uma ONG que reúne mais de 50 atletas com limitações.
Mara foi candidata a vereadora em São Paulo nas últimas eleições. Foi a mulher mais votada do PSDB, assumindo, aos 37 anos, a Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, criada pelo prefeito José Serra. Uma das primeiras medidas de Mara ao assumir o cargo foivisitar pessoalmente os outros secretários. O constrangimento de alguns foi enorme, conta ela. As secretarias não estavam adaptadas para portadores de deficiências.
Na palestra de ontem, Mara falou um pouco dos vários tipos de deficiências. Lembrou a existência dos surdos-cegos, uma modalidade de deficiência muito delicada, por dificultar demais a comunicação dos portadores. Falou também da condição dos anões, entre os quais o número de suicídios é bastante alto. "Nada é projetado para eles", diz. Assim como não é para obesos e idosos, além de cegos, surdos, paraplégicos.
Segundo Mara, o conceito discutido hoje na questão da acessibilidade é o de "desenho universal". Em um hotel, por exemplo, em vez de um número de quartos reservados para deficientes, o ideal é que todos possuam adaptações que permitam abrigar portadores de deficiências. Para incentivar essa prática, a secretaria criou dois selos: de habitação universal e habitação visitável. Quando o projeto for implementado, quem tiver adaptações na sala, cozinha, banheiro e entrada da casa para receber deficientes, ganha selo de adaptação visitável. Para ganhar o selo universal, a casa toda deve poder abrigar um portador de deficiência. (JC)


Saúde terá rigor
contra cão na praia

Lei prevê multa para proprietário flagrado

As placas avisam: é proibido levar animais para as praias. A partir do dia 15 de dezembro, quando começa a Operação Verão 2006 da Vigilância Sanitária, quem não seguir a proibição vai levar multa. A ação atende determinação da lei municipal 094/2001. De acordo com a legislação em vigor, as multas podem chegar a R$ 530,00. Também serão multados proprietários de animais perigosos que estejam sem focinheiras ou estejam sendo conduzidos por pessoas sem força física suficiente para controlá-los. As raças de cães consideradas perigosas são pitbull, rottweiler, pastor alemão, mastim napolitano, fila, dobermann, dogo argentino, dogue alemão e cane corso, segundo a lei municipal.
"Pedimos que as pessoas não levem seus animais às praias, até para evitar o constrangimento de pedidos para que sejam retirados", diz a coordenadora de Defesa Animal da Prefeitura, Maria da Graça Dutra. Segundo ela, é sabido que os animais transmitem uma quantidade inumerável de doenças, e que por isso sua presença deve ser evitada nas areias.
A conscientização dos proprietários é importante, mas não resolve o problema dos animais abandonados e sem dono. Em Florianópolis, existem cerca de 10 mil animais abandonados. O abrigo da Coordenadoria de Defesa Animal tem capacidade para guardar apenas 30 indivíduos. "Nem com um supercentro de zoonoses seria possível recolher todos", diz Maria da Graça. "O problema vem de décadas, e não conseguiremos resolver em um verão", constata.
A principal medida tomada pela coordenadoria para reverter a situação é a esterilização dos animais. De agosto a novembro de 2005, foram esterilizados cerca de 1,6 mil cães. Esse número significa que, no próximo ano, deixarão de nascer 45 mil novos animais, e nove toneladas de detritos deixarão de ser depositadas nas ruas. "Não se recolhe animais sadios para matar", diz Maria da Graça. "A eutanásia só é aplicada em cães atropelados ou doentes terminais."
Outras medidas previstas na lei 094 não puderam ainda ser implementadas, como o registro obrigatório dos animais com donos e a vacina gratuita contra a raiva. "Existem problemas mais urgentes, como o controle de natalidade", explica Maria da Graça. A construção do centro de zoonoses da Vargem Grande também está parada: moradores da região entraram com ação na justiça, através do ministério público, para impedir a obra.


Vigilância Sanitária divulga ações

Ontem, 30 de novembro, foi dia da Vigilância Sanitária. Para celebrar a data, a direção do órgão em Florianópolis organizou um painel na Assembléia Legislativa. Segundo a presidente da Vigilância Sanitária municipal, Raquel Ribeiro Bittencourt, o objetivo do evento é tornar pública a relevância social da área, divulgando ações que têm conseqüência direta na saúde da população. Outra finalidade do evento foi divulgar a assinatura de convênio realizado entre a Secretaria de Saúde e a Caixa Econômica Federal, que prevê a abertura de linha de crédito para micro e pequenas empresas de alimentos do Estado.
A linha de crédito permitá fazer a adequação dos estabelecimentos segundo as novas regras adotadas para todos os serviços relacionados a alimentos, como lanchonetes, restaurantes e padarias. "Os grandes empresários geralmente têm condições de fazer as adequações, mas os micro e pequenos têm dificuldades", diz Raquel.
Além de divulgar a assinatura do termo de cooperação, a Vigilância quis aproveitar o espaço da Assembléia para explicar aos deputados o funcionamento do órgão. "A Vigilância Sanitária é um órgão totalmente público", diz Raquel. "Nenhuma função aqui dentro pode ser delegada para a iniciativa privada." Segundo ela, muitos deputados ainda não conheciam a natureza do trabalho, que, pelos constantes conflitos entre a esfera pública e privada, gera muitas polêmicas. "Às vezes, temos que tomar medidas duras, fazer apreensões, aplicar multas, fechar estabelecimentos", diz Raquel.


Casa tem horário ampliado

Visitação pode ser feita até as 21 horas

A Casa do Papai Noel, instalada pela Prefeitura de Florianópolis na antiga sede da Câmara de Vereadores, na praça 15 de Novembro, ampliou o horário de funcionamento. Cerca de 70 pessoas, entre funcionários e voluntários, já estão se revezando para manter o espaço aberto durante 12 horas por dia, tempo que será estendido em uma hora a partir da semana que vem. A estimativa dos coordenadores é de que já tenham passado pelo local cerca de 40 mil pessoas desde que a casa foi aberta, na terça-feira da semana passada.
Até sexta-feira, a Casa do Papai Noel vai estar aberta à visitação das 9 às 21 horas. A partir da próxima segunda-feira, esse horário vai ser ampliado até as 22 horas, nos dias úteis. Nos sábados, o espaço abre das 9 às 18 horas, com apresentação de coral, às 11 horas. A casa também passar a abrir aos domingos, das 13 às 18 horas, com apresentação de coral às 16 horas. No dia 18, domingo, haverá um plantão especial, das 9 às 21 horas, para atender as pessoas que forem às compras de Natal no Centro. A casa continua aberta à visitação até o dia 24, véspera de Natal.
A iniciativa também tem o objetivo de proporcionar um Natal um pouco mais feliz a crianças sem condições de ganhar um presente. O ingresso para a Casa do Papai Noel é um brinquedo em bom estado, que será doado a crianças de comunidades carentes da Capital. Durante a visita, as crianças podem deixar cartinhas com pedidos de Natal ou ainda conversar com o Papai Noel, numa sala reservada. Empresários e outras pessoas interessadas em adotar um pedido de Natal podem ir até o local ou entrar em contato pelo telefone (48) 3224-3288.
Uma das atrações da casa é a cozinha da Mamãe Noel, onde um grupo de doceiras está produzindo doces para abastecer a Fábrica de Bolachas Natalinas. Além de poderem observar as cozinheiras trabalhando, os visitantes terão a opção de comprar os biscoitos produzidos, ao custo de R$ 2,00 o pacote. Toda a renda obtida com a venda dos biscoitos vai ser revertida para a compra de brinquedos a serem doados na campanha Natal Solidário.


Setor tecnológico
quer manter imposto

Proposta é prorrogar lei que reduz alíquota

Jefe Cioatto

Empresários do setor de tecnologia da Capital tentam negociar com a Prefeitura a manutenção da alíquota de 2% que recolhem de Imposto Sobre Serviços (ISS) e que originalmente seria de 5%, mas que desde 2000, em função da lei municipal 057/00, foi fixada em percentual mais baixo. "Estamos aguardando um posicionamento do prefeito sobre o assunto. Nossa expectativa é de que consigamos prorrogar por mais dois anos este benefício", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Informática e Processamento de Dados da Região da Grande Florianópolis (SEDP), Carlos Augusto de Matos. O prazo da lei expira em 31 de dezembro.
Segundo Matos, a redução do percentual de recolhimento foi uma das razões que fizeram com que o setor de tecnologia se desenvolvesse na cidade, e a não continuidade do benefício poderia resultar em uma migração das empresas florianopolitanas. Elas faturam cerca de R$ 200 milhões ano. "Municípios próximos como São José e Palhoça oferecem a redução do imposto e, para uma empresa de tecnologia da informação, a mobilidade é grande", afirmou.
O secretário municipal da Receita, Carlos Roberto De Roholt, informou que nos próximos dias a Prefeitura enviará à Câmara Municipal de Florianópolis um projeto de lei para a continuidade do abatimento no ISS em 2006. "Já houve conversa com os empresários do setor e nossa intenção é montar um planejamento global para a área de tecnologia, não apenas conceder descontos nos impostos", disse o secretário.
A lei complementar 057/00 foi sancionada com o objetivo de estimular a instalação de novas empresas de base tecnológica em Florianópolis. Ela prevê uma série de benefícios além da redução da alíquota do ISS. As empresas de tecnologia da informação, por exemplo, têm desconto de 80% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de imóveis localizados em condomínios específicos para empreendimentos do setor.


Atividades marcam hoje
o Dia de Luta Contra a Aids

A Secretaria da Saúde da Capital promove hoje uma série de atividades para marcar o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. O objetivo é alertar as pessoas para a necessidade da prevenção, considerada a forma mais eficaz para se reduzir os riscos de contágio. Entre os anos de 1980 e 2004 foram registrados mais de 360 mil casos da doença no País. E até 2003, mais de 160 mil pessoas morreram em conseqüência da infecção.
Segundo o secretário Walter da Luz, todos os postos de saúde da Capital estarão mobilizando a comunidade através de oficinas e de um concurso de redação envolvendo os alunos da rede de ensino. Além disso, estarão sendo realizadas apresentações de teatro, oficinas em empresas e distribuição de material informativo.
Durante todo o dia, os motoristas e cobradores do transporte coletivo e as equipes de varrição da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) usarão camisetas com o símbolo do evento. A Fundação Açoriana para o Controle da Aids (Faça), em parceria com o Sindicato das Empresas de Construção Civil (Sinduscon), promoverá visitas a alguns canteiros de obras para a realização de palestras educativas.
Com visitas a 33 canteiros de obras em Florianópolis e São José, o sistema Sinduscon, através do Serviço Social da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis, está lançando uma campanha para marcar o Dia Internacional de Prevenção e Combate à Aids. As palestras têm como público-alvo cerca de 1,8 mil trabalhadores de 20 construtoras associadas. A iniciativa faz parte da programação do Projeto Datas Comemorativas, promovido pela entidade do setor da construção civil.
Pela abrangência do projeto trata-se de uma iniciativa inédita. A abordagem não pretende ficar apenas na distribuição de preservativos, mas tratar da questão de uma forma que amplie o grau de conscientização para os cuidados que são necessários para evitar o contágio. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, os dados recentes mostram que foram registrados, entre os anos de 1986 a julho de 2005, 2,7 mil casos da doença em Florianópolis, entre adultos e crianças.


Estudantes
voltam a pedir passe livre

Cerca de 150 estudantes protestaram ontem, no centro da Capital, contra a anulação da lei que determinava o passe livre no transporte coletivo para os estudantes da cidade. A passeata parou em frente à Prefeitura e em seguida se dirigiu até o Terminal de Integração do Centro (Ticen). "Estamos aqui para denunciar o caráter dos juízes que determinaram o fim de uma conquista popular fruto de seis anos de luta", disse um dos líderes do Movimento Passe Livre (MPL), Marcelo Pomar.
Os estudantes pretendem forçar a administração municipal encaminhar um novo projeto à Câmara de Vereadores. Eles querem que a Prefeitura adote, a partir de 2006, o passe livre parcial e que no ano seguinte o benefício seja estendido a todos os estudantes. "Nosso foco é fazer com que o prefeito cumpra o que vinha dizendo, que era isentar, a partir do ano que vem, os estudantes da tarifa."
Em setembro, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ingressou no Tribunal de Justiça com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei municipal no 1.137/ 2004, de autoria da Câmara de Vereadores, que instituiu o passe livre na Capital. Segundo o procurador Gilberto Callado de Oliveira e a promotora Vanessa Wendhausen Gomes, autores da petição, a lei teria vício de origem por se tratar de iniciativa exclusiva do Executivo segundo o art. 61, inciso I, da Constituição Federal, e o art. 52, inciso I, da Constituição Estadual.
No dia 16 deste mês o pleno do Tribunal de Justiça acatou os argumentos do ministério público e anulou a lei. Ontem, temendo ações mais radicais por parte dos manifestantes, o presidente do TJ, Jorge Mussi, determinou o encerramento mais cedo do expediente. Às 16 horas os funcionários foram dispensados, ficando no prédio do tribunal apenas um grupo de policiais.


Mutirão faz limpeza no canal da Barra

Poluição por esgoto preocupa moradores

Celso Martins

"Ainda não é possível dizer que vencemos", diz o presidente do Fórum da Barra da Lagoa, Ivonildo Florindo, ao fazer um balanço parcial do 10o mutirão de limpeza do canal entre o mar e a Lagoa da Conceição, realizado ontem de manhã, reunindo aproximadamente 60 voluntários. "Tive a sensação de que não vencemos devido à situação do lugar chamado Enceara nas margens do canal, onde antigamente os peixes, crustáceos e camarões se reproduziam", assinala.
Esse ponto do canal, situado em frente à sede do Centro Comunitário da Barra da Lagoa, "está tomado pelo esgoto e cerca de 95% complementa poluído", salienta Ivonildo, olhando o local onde desemboca um pequeno curso d'água. Os trabalhos do mutirão começaram às 9h30, com duas turmas: uma que iniciou a coleta a partir da ponte pênsil e outro que partiu das imediações da Fortaleza da Barra.
Os serviços realizados por voluntários tiveram o apoio direto de funcionários da Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap) e o respaldo da organização não-governamental Comuna Visual, Fórum da Barra, diversos comerciantes e integrantes do Núcleo de Antropologia Visual da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Foram encontrados muitos pneus, plásticos, vasilhas de óleo combustível (diesel) e muitos vidros, entre outros tipos de lixo.
Tudo isso foi retirado por mergulhadores profissionais, estudantes de várias idades, ambientalistas e moradores, sendo colocados em sacos plásticos e levados até a praia da Barra para pesagem - um total de 350 quilos. Comparado com os mutirões anteriores, a quantidade foi menor, embora isso não signifique que o canal esteja isento de poluentes.


Volume recolhido diminui

"Na primeira limpeza que fizemos em 1995, foram retiradas cerca de quatro toneladas dentro do canal e nas margens", explica o diretor social do Fórum da Barra, Jaime João da Rosa. Nesse primeiro trabalho foram encontrados dezenas de pneus e até mesmo um fogão, além dos tradicionais pneus. No mutirão de 1997, a diminuição foi sensível, com um total de 1,5 tonelada, serviço que prosseguiu entre 2000 e 2003. Nesse último ano, a coleta foi de 614 quilos.
Apesar da sensível diminuição no volume de lixo, Ivonildo Florindo não vê motivos para comemorar, "pois apesar de todos os nossos esforços, ainda tem gente que não se conscientizou". Os participantes do mutirão usaram caiaques, canoas, bateiras e uma lancha, percorrendo o canal e as margens em busca de lixo.
À parte foram realizados concursos de desenho e redação sobre o canal, com a participação de alunos da 1ª à 8ª série da escola Acácio Garibaldi S. Thiago, nas imediações da ponte pênsil da Barra. "Essa atividade visa conscientizar as crianças sobre a importância de manter o canal sempre limpo", explica Ivonildo. No final, as crianças que venceram os dois concursos receberam brindes doados por comerciantes locais. (CM)


Ação reuniu voluntários de todas as idades

Entre os voluntários na limpeza do canal da Barra estava Daniel Freta, 9 anos, natural de Tubarão e filho de comerciantes estabelecidos no bairro há vários anos.
"Estou aqui para não deixar que o lixo fique depositado na natureza", explica, en-quanto caminha pela margem do canal coletando plásticos e outros lixos. Integrante do projeto Canoagem e aluno da escola Acácio Garibaldi S. Thiago, Daniel acompanhou os adultos no mutirão, sem reclamar da lama que cobria as pernas.
Perto dele estava Johny Correia Gomes, 27 anos, aluno de administração e formando em desenho industrial pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). "O ser humano precisa se integrar ao meio ambiente, precisa se conscientizar", diz, comparando o adulto a uma criança que ainda não sabe de limpar. "Depois que ela aprende, acaba se limpando sozinha, e o ser humano deve saber limpar sua própria sujeira", salienta.
O mutirão foi acompanhado por integrantes do Núcleo de Antropologia Visual da UFSC, que filmaram as atividades para realizar um documentário sobre a atividade, usando três câmeras. "Através da imagem a pessoa pode se distanciar da realidade em que vive e dar a ela um novo significado", explica Matias Godio. O documentário com cerca de 25 minutos será projetado para os moradores da Barra ao longo da temporada. (CM)


Pavimentação de ruas dificulta circulação de veículos no balneário

A Operação Tapete Preto que está em andamento na Barra da Lagoa tumultuou o trânsito nas principais vias do bairro, além de dificultar o deslocamento das pessoas. O problemas, entretanto, não preocupam Jaime João da Rosa, diretor social do Fórum da Barra. "Infelizmente deixaram para fazer isso bem na entrada do verão, como quase sempre acontece em Florianópolis", assinala.
"Embora muitos motadores estejam irritados com as obras nesse momento, eu particularmente não posso reclamar, pois vai ser uma melhoria para a Barra", argumenta Rosa. A reivindicação de asfaltamento das principais vias internas da Barra é antiga e "foi encaminhada por entidades locais e por esse motivo nem esperávamos que ela fosse ser atendida agora", acrescenta.
Máquinas, caminhões e outros equipamentos pesados se encontram no local, sendo operados por dezenas de operários e técnicos de uma empresa contrata pela Prefeitura de Florianópolis para realizar o serviço. Além da região central da Barra (rua Amaro Coelho), estão recebendo uma camada asfáltica as ruas Angelina dos Santos e Orlando Chaplin.
Na pracinha da Barra, onde se reúnem os pescadores e demais moradores em seus momentos de folga, a principal reclamação é com a falta de segurança da ponte pênsil sobre o canal. "O pessoal já pediu que fosse feita uma manutenção decente, mas até agora ninguém atendeu", reclama um morador enquanto embaralha as peças do dominó e observa as embarcações transitando pelo canal. (CM)


Polícia

Presos autores de execução na Trindade

Vítima foi atingida por tiros na cabeça e costas feitos com uma pistola em plena via pública

Gisa Frantz

Com a prisão de Samuel Costa dos Santos, 21 anos, morador do bairro Pantanal, e de um adolescente de 16 anos, conhecido como "Calcinha", a equipe de investigação da Central de Polícia da Capital, comandada pelo delegado Acioni Souza Filho, esclareceu o assassinato de Rodrigo Gevaerd, o "Amendoim", ocorrido em 26 de outubro, na rua Lauro Linhares, bairro Trindade, em Florianópolis. A vítima foi executada, por volta das 18h30, com diversos disparos de pistola calibre 38, em plena via pública. O formato audacioso do crime trouxe pânico à comunidade local.
Os assassinos foram detidos na tarde de ontem, ocasião em que o adolescente confessou a autoria dos disparos. Ele alegou estar sendo ameaçado de morte, juntamente com Samuel, pela vítima. Disse ainda que Rodrigo havia prometido um automóvel como prêmio a quem executasse seus dois desafetos. Samuel confirmou a versão de que seu comparsa e confessou ter conseguido a arma para o garoto executar a vítima em defesa dos dois.
Durante a prisão do adolescente, na região conhecida como morro do Neném, na Costeira, não houve qualquer imprevisto. Já Samuel, portava um revólver calibre 38, inoxidado, carregado com seis munições intactas. Conforme consulta ao sistema Informações de Segurança (Infoseg), a arma fora furtada em maio deste ano, em São José. O acusado foi autuado também em flagrante pelo porte ilegal de arma.
Conforme relato das testemunhas na época, o assassinato de Rodrigo Gevaerd lembrou os filmes do diretor americano Quentin Tarantino, conhecido pelas cenas de violência hiperrealistas. Até o momento do crime, a vítima estava sentada em uma mureta no posto Texaco, localizado na frente da servidão Costa, a uma distância de 350 metros da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Quando menos esperava, surgiram dois rapazes em uma motocicleta. O carona sacou uma arma e atirou duas vezes contra a cabeça dele. Para não ser atingido na face, Rodrigo ainda levou as mãos ao rosto. Um dos tiros atingiu uma parede do posto e um segundo disparo quase decepou um de seus dedos. Ao ser ferido, ele atravessou a rua correndo e recebeu quatro tiros na costas. Ao cair no início da servidão Costa, ao lado do Chaveiro da Trindade, foi finalmente executado. Depois de assassinar o rapaz, os dois acusados fugiram na direção da UFSC.
Rodrigo era solteiro e possuía antecedentes criminais por furto e tráfico. Antes de sua morte, ele já havia sofrido duas tentativas de homicídio. Um dos atentados ocorreu durante a Festa da Laranja, na praça Santos Dumont, junto à UFSC, quando Rodrigo também foi preso por porte ilegal de armas. A outra tentativa de homicídio aconteceu no bairro Coqueiros.


Detido suspeito de assassinar jovem na Pinheira

Policiais da Delegacia de Polícia (DP) da Pinheira encontraram o principal suspeito de ter assassinado Crhistofer Rice de Souza, 19 anos, natural de Otacílio Costa. O garoto foi morto durante o feriado de Finados, quando visitava a mãe, que mora na praia da Pinheira, em Palhoça. A principal pista que levou os policiais até o suspeito Massao Coimbra Fukuda, 22, natural de São Paulo, foi um corte de cabelo.
De acordo com o delegado Alber Rosa de Figueiredo, da delegacia de Palhoça, que está responsável pelo caso, na época do crime o suposto autor estava com cabelos longos, mas cortou alguns dias depois do homicídio. Fukuda já foi preso há cerca de dez dias, quando a mãe da vítima, Tânia Aparecida Espíndola de Souza, 38 anos, o reconheceu parado em uma rua da Pinheira. O rapaz está preso preventivamente em Palhoça e a captura foi divulgada somente na terça-feira. Fukuda, que nega ser o autor dos disparos, morava na Pinheira há dois meses.
Filho de pais separados, Crhistofer morava com o pai, Ozair Coelho de Souza, em Otacílio Costa. Como não via a mãe há muito tempo, resolveu viajar até a Pinheira para visitá-la no feriado do dia 2 de novembro. No dia do homicídio, o garoto passeava pela praia com a mãe e uma amiga, Solange Stromoski Calgaro, 42 anos, quando ouviu alguém supostamente chamar por ele. Ao se virar para atender o chamado, foi alvejado nas costas. A mãe e a amiga não esperavam que o barulho fosse de um tiro, mas ouviram o rapaz dizer que tinha sido atingido.
O rapaz que efetuou o disparo ainda foi na direção de Christofer e atirou contra sua cabeça. Solange tentou separar o garoto, mas acabou alvejada por dois tiros no braço. Ao perceber a tentativa de fuga do menino, a mãe de Crhistofer foi atrás dele, que disparou novamente e a bala acertou de raspão na cabeça dela. O suspeito também tentou atirar contra a cabeça de Tânia, mas o revólver já estava sem munição. Os três foram encaminhados para o Hospital Regional, mas Crhistofer não resistiu e acabou morrendo.


Investigados assaltos a postos da Ilha

Ocorrências registradas em período de três horas leva a polícia a acreditar em ações da mesma gangue

Ainá Vietro

Os assaltos a três postos de combustível, dois na SC-401 e outro na Barra da Lagoa, que ocorreram em um período de três horas, na madrugada de terça-feira, continuam sendo investigados em parceria entra a Central de Polícia da Capital e a 10a Delegacia de Polícia
(Lagoa da Conceição). De acordo com o delegado da 10a DP, Jeferson Ávila, existe grande possibilidade de que a ocorrência no Posto Galo, da Barra da Lagoa, tenha sido realizada pelos mesmos ladrões que assaltaram o local em outras duas ocasiões, há menos de 25 dias.
As informações sobre os assaltos ao Posto Divelin, na Vargem Pequena e Shell, no Saco Grande, serão encaminhadas ainda hoje para a Central de Polícia, onde junto com o delegado Acioni de Souza Filho serão confrontadas. O objetivo, segundo Ávila, é verificar se os ataques foram realizados pela mesma quadrilha. O delegado acredita que um dos assaltantes é adolescente e o outro já adulto. "Os homens chegam a pé, armados, rendem os frentistas e depois de roubar fogem com auxílio de um carro, que fica sempre esperando por eles", diz Ávila. O delegado Acioni explica que aparentemente a mesma quadrilha teria praticado os assaltos, pois a "área escolhida e a forma de abordagem são muito semelhantes".
O primeiro assalto ocorreu por volta de 3h40 de terça-feira. Dois homens armados com pistolas renderam os frentistas do Posto Divelin, nas margens da SC-401, na Vargem Grande, e os obrigaram a deitar atrás do balcão. A dupla chegou em um automóvel branco, que segundo as vítimas pode ser um Celta ou um Corsa e fugiu levando R$ 100,00.
Já na Barra da Lagoa, dois assaltantes aramados chegaram por volta das 4 horas. Eles trancaram os funcionários no banheiro e fugiram com auxílio de um Celta, levando R$ 250,00. O último assalto foi praticado às 5 horas, também na SC-401, no Saco Grande. Dois homens pediram para utilizar o banheiro no Posto Shell. Sacaram as armas, renderam o frentista, anunciaram o assalto e depois fugiram com um relógio, barras de chocolate e R$ 300,00 em dinheiro.


Arma e 29 pedras de crack são apreendidas em São José

Apreensão de armas e drogas, assalto e acidente com morte foram as ocorrências mais importantes atendidas pela Polícia Militar (PM), entre a manhã de terça e a madrugada de ontem. Por volta das 18 horas, Reginaldo Viana Esteves, 27 anos, conhecido como "Carioca", e um adolescente de 17, foram detidos na rua João Isidoro de Souza, bairro Serraria, em São José, portando 29 pedras de crack e uma pistola Taurus 38. Os acusados foram localizados por meio de uma denúncia anônima. Depois de vistoriar uma casa, os policiais encontraram a droga e o revólver cromado, municiado e com capacidade para 16 tiros. Ele foram presos no interior da residência e encaminhados à Central de Polícia de São José.
Já na rua Silva Jardim, 509, na área central de Florianópolis, às 14h30 de terça-feira, Luciano da Silva, 33 anos, assaltou uma loja de confecções levando R$ 700,00 em dinheiro e dois cheques, um do Banco do Brasil (BB), no valor R$ 600,00 e outro do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), de R$ 90,00. O ladrão ameaçou a proprietária da loja, Ana Paola Prazeres Sereta, 29 anos, com um revólver, fazendo-a sentar no chão. Após o furto, Luciano foi perseguido pelo irmão da vítima e, em seguida, detido pelo tenente Vinícius, que fazia policiamento próximo ao local. O produto do roubo foi recuperado, mas a arma não foi encontrada.
Na manhã de terça-feira, em torno de 7h30, a colisão entre o ônibus da empresa Estrela MDW-5102 (Florianópolis), e a Honda CG 150, Titan KS, cor azul, MCR-3226 (São José), ocasionou a morte da caroneira da motocicleta, Sabrina Paolo Busseno Dias, 23 anos. O acidente ocorreu na rua José Gonzaga Lima, bairro Kobrasol, em São José. A vítima foi encaminhada pela Polícia Militar ao Hospital Regional, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo ainda no setor de emergência. 

Manchetes ANC
Das últimas edições de Geral
29/11 - Extração de areia prejudica agricultura
28/11 - Governo vai captar recursos
26/11 - Governo vai captar recursos
25/11 - Acesso à Tapera será reconstruído
24/11 - Obra causa transtorno na SC-401
23/11 - Greve prejudica comércio na vizinhança da UFSC
22/11 - Acesso ao novo aeroporto é estudado

Política

Reajuste de 200% pega 8 contribuintes, diz Executivo

Metade dos imóveis de Palhoça terá alta de 16%

Luiz Christiano

Palhoça - A partir de janeiro, a Prefeitura de Palhoça emitirá 90 mil carnês com o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para 2006. Desses, metade é destinada a contribuintes proprietários de imóveis avaliados entre R$ 30 mil até R$ 60 mil, que pagarão a taxa 16% mais cara, caso a Câmara de Vereadores aprove a nova tabela do imposto. O reajuste encaminhado pela Prefeitura ao Legislativo obedece a um recadastramento imobiliário de toda a área de 354 quilômetros do município, feito entre agosto e outubro. A Prefeitura estima, segundo informações da assessoria de imprensa, que apenas oito contribuintes, donos de construções de alto padrão, terão 200% de aumento nos seus carnês de IPTU.
O recadastramento vai implicar em incremento de 30 mil novos imóveis na planilha de cobrança do município, que foi dividido em 70 zonas com diferentes padrões de construção. Segundo a diretoria de Finanças de Palhoça, o estudo constatou que, em muitos casos, moradores de regiões mais carentes pagavam o mesmo IPTU de proprietários de imóveis em bairros nobres, como no loteamento Pedra Branca. Pela pesquisa, foram recadastradas 40 mil unidades habitacionais.
O estudo foi realizado a partir de visitas técnicas, análises documentais, base cartográfica, mapa de zoneamento do Plano Diretor e boletins de cadastro imobiliário e de logradouro. A pesquisa de campo foi feita por 45 estudantes dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e das engenharias ambiental e civil da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
Na Grande Florianópolis, esse tipo de pesquisa é novidade. Em Florianópolis, o gerente de arrecadação da Prefeitura, Ricardo de Luca, antecipa que novo cadastramento deve ser feito no próximo ano. "Ingleses teve mais de cem prédios construídos em 4 anos. Se não atualizarmos nosso estudo, que já tem uns dois ou três anos, perderemos muito dinheiro", explica.
As prefeituras de São José e Biguaçu não têm estudos semelhantes, apesar de a primeira estar realizando o recadastramento por sua própria estrutura - isto é, sem contratação externa do serviço. A administração municipal de Biguaçu cogitou fazer um recadastramento imobiliário, suspenso por problemas de licitação.


Entidades fazem protesto na segunda

Representantes de entidades, conselhos e centros comunitários da Capital programaram para segunda-feira uma bem-humorada manifestação para criticar a falta de participação popular na confecção do orçamento municipal para 2006 e reclamar de desrespeito ao meio ambiente na realização de obras na cidade. A manifestação, que terá música e teatro, será iniciada às 14 horas na frente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Depois, o cortejo vai à Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) e à Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram). Em cada parada, o responsável pela instituição será "agraciado" com um prêmio, que pode ser óculos de grau ou despertador.
A programação continua em frente à Câmara de Vereadores, onde será entregue carta aberta aos parlamentares pedindo que reenviem a peça orçamentária ao Executivo, e fecha com um ato maior, na Catedral. A redação da carta deve ser concluída hoje, em reunião às 17 horas, na Câmara. O projeto é organizado pela ONG Aliança Nativa, pela Associação de Amigos do Parque da Luz, pelo Instituto para o Desenvimento da Mentalidade Marinha (Immar) e pela União Floriapolitana das Entidades Comunitárias (Ufeco).
Segundo Alexandre Lemos, da ONG Aliança Nativa, o protesto é em defesa de uma gestão democrática da cidade e contra o que chama de "licenciamento criminoso de obras" por parte da Fatma, Ibama e Floram e da fiscalização ineficiente. "A Operação Tapete Preto é um crime ambiental, pois impermeabiliza o solo do modo como se faz, sem critério de drenagem, rede de esgoto ou estudo de impacto ambiental", acusa. Em relação ao orçamento, Lemos reclama a falta de especificidade de cada obra, local e custo e a desconsideração do diálogo com entidades e conselhos municipais. "O Executivo quer um cheque em branco assinado", afirma Alexandre.


Projeto cria frentes parlamentares municipais

Proposta, aprovada na sessão de segunda-feira, estimula discussão de problemas específicos

CLODOALDO VOLPATO

Com o objetivo de apoiar, incentivar e assistir ações relativas a temas de interesse social, cultural, esportivo, econômico e político, a Câmara de Vereadores da Capital aprovou na sessão da última terça-feira um projeto de resolução criando as Frentes Parlamentares no âmbito do Legislativo municipal. A proposta foi apresentada pelos vereadores Ptolomeu Bittencourt (PFL) e Angela Albino (PCdoB) e aprovada por unanimidade. "O projeto nasce de situações conjunturais que extrapolam os limites dos interesses ideológicos partidários, visando identificar as dificuldades de determinado setor e somar forças para solucionar seus problemas, sem interferir, contudo, no trabalho das Comissões Permanentes, que possuem em sua composição um número limitado de participantes e têm um espectro maior de abrangência", justificam os autores.
A Frente Parlamentar atuaria na assistência dos estudos e discussões de assuntos específicos, contribuindo técnica e politicamente para resolver os problemas enfrentados pelos diversos setores da sociedade. As frentes serão constituídas por ato do presidente da Câmara, mediante requerimento subscrito por, no mínimo, um décimo dos parlamentares e será pluripartidária, ficando assegurado a todos os vereadores o direito de integrá-las. Elas terão prazo de duração indeterminado e se extinguirão com o término da legislatura na qual foram constituídas ou quando requerido ao presidente da casa.
A idéia agradou a todos os vereadores presentes na sessão e pelo menos três frentes devem ser instaladaa logo. A primeira, sugerida pela vereadora Angela Albino, deve ser pela não violência contra a mulher. O vereador Ptolomeu Bittencourt sugeriu a criação da Frente Parlamentar do Esporte. Já o presidente da Câmara, vereador Marcílio Ávila (PSDB), sugeriu a criação da Frente Parlamentar contra o abuso sexual de menores. No final dos trabalhos de cada frente, será elaborado um relatório que será entregue ao presidente do Legislativo, que tomará as providencias cabíveis.


 

Copyright © 2000 AN Capital - Fone/fax: 055-0xx48 224 7788 e 224 2638 - Rua Leoberto Leal, 4 - Centro - CEP 88.015-080 - Florianópolis - SC - BRASIL -
 
Por:Torque Comunicação e Internet