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ANcapital
G E R A L
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MP pede licitação
para
boxes do Mercado Público
Promotores entram
com ação na Justiça
Carlito Costa
O
Ministério Público do Estado (MPSC) pediu à
Justiça que os comerciantes da ala norte do Mercado Público
de Florianópolis, atingida por um incêndio em agosto,
sejam impedidos de voltar ao local até que seja realizada
uma licitação para ocupação dos boxes.
O pedido de liminar faz parte de uma ação civil
pública ajuizada pelo MPSC na terça-feira. A
ação pede ainda a anulação do decreto
municipal 2.767/2004, que autorizou a permanência dos ocupantes
dos boxes do Mercado Público por dez anos, sem licitação,
com possibilidade de prorrogação por mais dez.
A ação foi protocolada na 2ª Vara da Fazenda
Pública da Capital pelos promotores de justiça
Alexandre Herculano Abreu (Meio Ambiente) e Paulo de Tarso Brandão
(Moralidade Administrativa). Os promotores afirmam que encaminharam
um ofício ao prefeito Dário Berger em 2 de novembro,
alertando-o sobre a necessidade de promover a licitação,
tanto para a ocupação da área atualmente
em obras quanto para os demis boxes, mas até o dia em
que foi ajuizada a acão o município ainda não
havia tomado providências.
"O decreto concede o espaço público para exploração
meramente comercial, em favor de pessoas que têm como única
justificativa serem ocupantes antigos do prédio, como
'detentores de direito adquirido'", explicam os promotores
Abreu e Brandão, que consideram a falta de licitação
um "privilégio injustificável". Ainda
de acordo com os promotores, a exigência de licitação
está nas constituições federal e do Estado,
além da Lei de Licitações (lei federal 8.666/1993).
O processo licitatório é obrigatório em
"alienações, concessões, permissões
e locações da Administração Pública".
O procurador-geral do município, Jaime de Souza, disse
que já está nos planos do prefeito realizar a licitação.
"No meu entender, o Ministério Público tem
total razão ao apontar a necessidade de licitação
para aquele espaço", disse Souza. "Nós
estamos ainda definindo o novo mix de ocupação
do Mercado, que deve ser apresentado no dia 14, e a partir daí
vamos definir a forma jurídica da ocupação
do Mercado. Mas vamos aguardar a manifestação da
Justiça", garantiu o procurador. Segundo Souza, os
atuais ocupantes do Mercado poderão continuar lá,
desde que participem da licitação e consigam obter
a permissão de uso dos boxes.
O presidente da Associação dos Comerciantes e Varejistas
do Mercado Público de Florianópolis, Orestes Mello,
disse estar "supreso" com a iniciativa do Ministério
Público. "Os desembargadores do Tribunal de Justiça
já se pronunciaram sobre a ocupação do Mercado
em 1999", disse Orestes. "Não vai sentido pessoas
que estão ali há mais de 30 anos serem obrigadas
a disputar uma licitação. Os contratos são
anteriores à Constituição", completou.
Mello disse ainda que, caso a Justiça acate o pedido do
MPSC, os comerciantes vão recorrer da decisão.
Prefeitura conclui lote
de 17 ruas em janeiro
A Prefeitura de Florianópolis pretende concluir até
o final de janeiro a restauração e pavimentação
de 17 ruas na área central da cidade, através da
Operação Tapete Preto. A informação
é do engenheiro da Secretaria de Obras que coordena os
trabalhos Antônio Simões Neto, onde estão
sendo investidos cerca de R$ 915 mil. Os trabalhos começaram
no final de novembro, tendo sido concluídas três
vias até o momento - as ruas Álvaro de Carvalho
(entre a Vidal Ramos e a Francisco Tolentino), Jerônimo
Coelho (Osmar Cunha e Felipe Schmidt) e a rua Vidal Ramos (entre
a Jerônimo Coelho e Esteves Júnior). Está
em andamento o serviço de recapeamento asfáltico
da avenida do Antão (Morro da Cruz), que deve estar concluído
em cerca de dez dias, segundo a Secretaria de Obras da Capital.
Com o objetivo de evitar transtornos aos motoristas, as obras
têm sido tocadas durante os finais de semana.
A operação Tapete Preto visa a pavimentação
e drenagem de ruas, que serão trabalhadas à base
de asfalto ou lajota. Na Ilha são 165 vias integradas
ao programa e no Continente mais 31. Até o final de dezembro,
a administração municipal deverá lançar
edital de concorrência para execução de outras
cem ruas.
Campeche realiza manifestação
pela saúde
Comunidade busca
melhorias em unidade
Integrantes do Conselho de Saúde do Campeche realizam
sexta-feira, às 17 horas, uma manifestação
em frente a Unidade Local de Saúde, pedindo melhoria na
infra-estrutura e a construção de novas instalações.
"O imóvel onde funciona a unidade não oferece
condições de segurança e saúde e
só existe uma sala para um médico", justifica
a conselheira Regina Magaldi, uma das organizadoras da manifestação.
O secretário municipal de Saúde Walter da Luz,
concorda que a Unidade do Campeche "é acanhada e
deficitária", mas garante que as providências
para a construção de uma nova sede estão
sendo tomadas. "Deve ser aprovado ainda esta semana o projeto-de-lei
número 11.606, que prevê a liberação
de subvenção para que sejam executadas as obras
de reforma e ampliação nessa unidade", salienta.
A dificuldade é em relação ao terreno para
a nova construção. Segundo Regina Magaldi, "existe
um terreno que foi cedido pelo Ministério da Aeronática,
com três mil m2. Como ele não está sendo
usado pela Prefeitura, pode voltar às mãos da Aeronáutica".
Walter da Luz tem outra versão: o terreno só vai
ser plenamente liberado em dois ou três anos e "não
podemos esperar todo esse tempo".
Segundo ele, "a reforma e ampliação das unidades
do Campeche e da Barra da Lagoa são as nossas prioridades
para o ano de 2006". No caso do Campeche, Luz considera
a manifestação "válida, pois precisamos
de pressão para que o terreno da futura unidade seja adquirido
o quanto antes".
Novo posto começa a funcionar
no bairro Coloninha
O secretário de Saúde anuncia a inauguração
da nova Unidade Local de Saúde da Coloninha (Continente),
funcionando em fase experimental, localizada no final da rua
Aracy Vaz Callado, com atendimentos médico, odontológico,
de enfermagem, vacinação e farmácia, além
de quatro equipes de saúde da família.
Até o final do mês, a unidade atenderá até
às 18 horas e, a partir de janeiro, será implantado
o serviço de emergência médica das 18 às
22 horas. "Isso vai aliviar o atendimento na emergência
do Hospital Florianópolis, que atualmente enfrenta uma
sobrecarga de demanda", observa Luz.
Também no Continente, começou a funcionar o atendimento
ambulatorial especializado para crianças e adolescentes
usuários de álcool e drogas, o Centro de Atenção
Psicossocial, com capacidade de atender até 30 pacientes
por dia usuários de álcool e drogas com menos de
18 anos. A unidade fica no bairro do Estreito e atende menores
de toda a cidade.
Por outro lado, foi assinada a ordem de serviço para a
construção de polínicas em Canasvieiras
e no Rio Tavares, com serviços de radiografia, cardiologia,
urologia, gastroenterologia, neurologia, oftalmologia, odontologia
e outras especialidades. Para facilitar o acesso da população,
a novas unidades serão instaladas ao lado dos terminais
de ônibus de cada região, cujas obras devem iniciar
até o final do mês, devendo estar concluídas
até agosto de 2006.
Casan constrói estação
de esgoto no Saco Grande
A Companhia Catarinense de Aguas e Saneamento
(Casan) vai construir uma estação de tratamento
de esgoto em caráter de urgência no bairro João
Paulo, para atender as necessidades do shopping que está
sendo erguido no bairro Saco Grande. "Será uma estação
compacta", diz o gerente de projetos da empresa Nelson Colossi,
com capacidade para atender até seis mil pessoas.
Numa segunda etapa, sem data prevista ou recursos garantidos,
deverá ser construída outra estação
para receber os esgotos de até 33 mil moradores dos bairros
Saco Grande, Monte Verde e João Paulo. A primeira unidade
vai tratar cerca de 10 litros de esgoto por segundo, cujos dejetos
serão lançados na praia do bairro João Paulo,
próximo ao hotel Maria do Mar.
Quando for construída a segunda estação,
com a desativação da primeira, com capacidade de
tratar aproximadamente 70 litros por segundo, será instalado
um emissário submarino para o lançamento dos dejetos
nas águas da Baía Norte de Florianópolis.
"Vão fazer uma estação de esgotos e
deixar a maioria dos moradores de fora", reclama a presidente
do Conselho Comunitário do bairro João Paulo Aparecida
Rocha Gonçalves.
Além do novo shopping, a estação vai beneficiar
o Centro Administrativo do Governo do Estado e os moradores de
Vila Cachoeira (Saco Grande) e Parque da Figueira (Monte Verde).
O processo de licenciamento está sendo encaminhado à
Fundação de Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma),
tendo sido feitas consultas ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já
que o terreno onde será erguida a unidade de tratamento
de esgotos fica ao lado da Estação Ecológica
de Carijós.
"A única restrição que fizemos foi
quanto a necessidade de uma emissário submarino para efluentes",
diz o chefe da Estação de Carijós Apoena
Figueiroa. "Todos os rios da Ilha são considerados
de classe um, o que não permite o lançamento de
qualquer efluente", salienta. Inicialmente, os dejetos seriam
lançados nos rios Vandik ou Pau do Barco, o que foi desestimulado
pelo Ibama.
As entidades comunitárias dos três bairros estão
se mobilizando para tentar garantir a extensão do benefícios
a toda a região. "Numa primeira etapa vão
beneficiar uns poucos e só num segundo momento o serviço
será estendido aos três bairros", assinala
Aparecida Rocha Gonçalves. "Isso pode acontecer em
cinco ou dez anos ou nem acontecer", teme.
Programa combate maus
tratos contra crianças
Objetivo é
aumentar índice de denúncias
Daniel Cardoso
O combate aos maus tratos contra crianças e adolescentes
ganha novo fôlego em Santa Catarina a partir de amanhã.
Em Biguaçu, será realizado o lançamento
do programa Aviso por Maus Tratos contra Criança e Adolescente
(Apomt), que vai atuar também nos municípios de
Antônio Carlos e Governador Celso Ramos. No total, cerca
de 30 escolas e 22 mil pessoas serão beneficiadas.
O projeto tem como principal objetivo servir como um rápido
e eficiente canal de comunicação entre comunidade
e órgãos competentes, através da distribuição
de questionários para professores, assistentes sociais
e agentes de saúde. "Temos um estudo que mostra que
apenas 10% das ocorrências de maus tratos são registrados.
Este número é muito baixo, por isso estamos trabalhando
para estimular as pessoas a denunciarem os casos que conheçam",
comenta Cristina Bertoncini, promotora de Justiça da Infância
e Juventude.
Os questionários vão permitir que os profissionais
que trabalham diretamente com os jovens denunciem a violência
assim que perceberem que alguma criança está com
problemas. No questionário, estarão os dados do
menor, incluindo os tipos de lesões e por quem vem sendo
agredido. Com as informações em mãos, o
Ministério Público Estadual poderá iniciar
o processo na área criminal e encaminhar o caso para o
Conselho Tutelar. "Estes profissionais estão em permanente
contato com os jovens, o que facilita a percepção
dos casos. Esperamos que em 2006 haja um aumento de 100% no registro
das ocorrências para melhorarmos o combate ao crime",
explica a promotora.
O contra-senso de toda essa história é que a maior
parte das agressões ocorrem dentro de casa. Pais, mães,
parentes e até vizinhos são os maiores autores
da violência, principalmente nos casos de agressão
sexual e corporal. Esse dado mostra a dificuldade em se levar
um caso de agressão às autoridades. O grande desafio
do Apomt é estimular as denúncias, por isso, cada
questionário respondido terá a garantia de anonimato
para quem o preencher.
Nesta sexta-feira, o MP vai explicar detalhadamente o funcionamento
do projeto e o preenchimento das questões. "O trabalho
de conscientização vem sendo feito há muito
tempo, inclusive com programas na rádio local de Biguaçu",
fala a promotora.
Após a comprovação da denúncia, os
órgãos competentes procuram separar a criança
de seu agressor. Na violência familiar, chega-se a tirar
um dos pais de casa. "Os jovens são acompanhados
por psicólgos e assistentes sociais, para restaurar os
danos causados", explica Alexandre Martins de Souza, conselheiro
tutelar.
O programa chega agora em Biguaçu, mas já está
em cerca de 40 comarcas de Santa Catarina. A iniciativa começou
em outubro de 2004. O evento de lançamento será
realizado no Salão Paroquial da Igreja Matriz de Biguaçu.
MP faz alerta sobre gorduras trans
Indústrias
de alimentos terão que informar uso nos rótulos
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)
reuniu empresas produtoras de alimentos da região, representantes
de entidades de classe, órgãos estaduais e municipais,
em audiência pública na tarde de segunda-feira para
alertar sobre a qualidade e as informações nutricionais
nos rótulos de alimentos produzidos em Santa Catarina.
Um dos motivos é a proximidade do prazo estabelecido para
adequação dos rótulos de produtos alimentícios
embalados, estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa), que termina em 31 de julho de 2006.
As empresas devem especificar no rótulo de seus produtos
as informações nutricionais com especificação
do valor energético, carboidratos, proteínas, gorduras
totais, gorduras saturadas, gorduras trans e sódio, além
dos malefícios que podem causar à saúde
do consumidor.
O Centro de Apoio Operacional do Consumidor (CCO) do MPSC orientou
as Promotorias de Justiça do Estado que atuam na área
para que alertem as empresas produtoras de alimentos da obrigatoriedade
da rotulagem nutricional, ou adotem medida alternativa para substituir
a chamada gordura trans (gordura vegetal hidrogenada), apontada
como maléfica à saúde dos consumidores.
No documento enviado às Promotorias de Justiça
o CCO também sugere que sejam feitas recomendações
às secretarias municipais de saúde para que adotem
medidas com a mesma finalidade.
De acordo com o que foi discutido na audiência, a gordura
trans foi criada para dar mais sabor, melhorar a consistência
e prolongar o prazo de validade de diversos alimentos, presente
por exemplo na pipoca de microondas, salgadinhos de pacotes,
sorvetes, margarinas, donuts, biscoitos, bolachas e itens de
fast-food. Esse tipo de gordura é produzida a partir da
transformação da gordura vegetal, que é
líquida, em um ácido graxo sólido, por meio
do processo industrial de hidrogenação parcial.
"Algumas empresas encontraram substituto para a gordura
trans, procedimento que deveria ser recomendado para adoção
por parte das empresas catarinenses, como forma de beneficiar
à saúde da população e de atrair
os consumidores preocupados com sua qualidade de vida",
afirmou o coordenador-geral do CCO, procurador de Justiça
Antenor Chinato Ribeiro.
Empresa ganha prazo
para obter licença
São João Batista - Uma fábrica de solas
de sapatos em São João Batista tem prazo de dez
dias para regularizar sua licença ambiental de operação.
Na sexta-feira, a empresa Palisola chegou a ser interditada pela
Justiça, atendendo pedido do ministério público,
colocando em risco o emprego de cerca de 6 mil funcionários,
mas o juiz substituto Rafael Sândi suspendeu os efeitos
da decisão liminar por um prazo de dez dias.
A Polisola é a maior fabricante de solas, matéria-prima
da fabricação de sapatos, no Vale do Rio Tijucas.
Cerca de 40% das indústrias do município dependem
da empresa. Como se trata de material básico na produção
de calçados, a linha produtiva do município ficou
comprometida. Ainda na sexta-feira, após a interdição,
a Polisola encaminhou ao Sindicato dos Trabalhadores na Indústria
Calçadista os avisos prévios de 200 funcionários.
Com a alta temporada na produção de calçados
em São João Batista, a decisão da justiça
colocou os empresários do setor em alerta. Faltando apenas
15 dias para o período de estagnação, onde
a produção é baixa, as empresas não
teriam tempo hábil para negociar com outros fornecedores.
De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias
Calçadistas, Rosenildo de Amorin, o prejuízo se
estenderia por toda a cadeia produtiva, e já poderia prever
inúmeras demissões.
Valmor Machado, presidente do Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria de Calçados, disse que ficou assustado
quando recebeu os avisos prévios dos funcionários
da Polisola. "O trabalho do ministério público
deve ser respeitado, mas o município não pode parar",
considera.
De acordo com o ministério público, além
de não ter licença ambiental, a empresa está
instalada em local não permitido. A ação
pediu também a demolição do galpão,
mas o juiz Romano Enzweiler considerou que isso acarretaria danos
maiores à economia do município. O advogado Nelson
Zunino Neto, que representa a empresa, deve negociar um termo
de ajustamento de conduta e prazo maior para a adequação
da fábrica às normas ambientais.
Comércio espera fim de ano
lucrativo
Crise não
deve afastar consumidor das compras
Jeanne Callegari
Apesar da crise política, que fragiliza a conjuntura
econômica, as vendas no Natal devem ser altas. Essa é
a expectativa de duas entidades ligadas ao comércio na
Capital, a Câmara de Dirigentes Lojistas da Região
Metropolitana de Florianópolis (CDL) e a Federação
do Comércio do Estado de Santa Catarina (Fecomércio).
Para as entidades, o consumidor está mais cauteloso, porém
não deixará de participar das festividades de final
de ano.
A cautela pode ser percebida na intenção de uma
parcela dos consumidores de poupar parte do 13o salário.
Das 400 pessoas entrevistadas pela Fecomércio para uma
pesquisa, 37% afirmaram que vão guardar o dinheiro. Para
o coordenador de Pesquisas da Fecomércio, Roberto Cardoso,
esse é um diferencial em relação aos anos
anteriores, quando percentuais menores de pessoas mencionavam
a intenção de poupar para o futuro. "O consumidor
está visualizando mais à frente", diz ele.
Para o presidente da CDL, Kissao Thais, a tendência do
consumidor de poupar se registra já há alguns anos.
"Para pagar as dívidas de começo de ano, como
impostos e material escolar", diz. O pagamento da primeira
parcela do 13o já se reflete na economia de duas maneiras,
segundo Kissao. A primeira é que as pessoas estão
aproveitando o dinheiro extra para regularizar pendências
anteriores. Segundo a pesquisa da Fecomércio, 27,2% pretende
usar o dinheiro para saldar dívidas.
O pagamento do 13o se reflete também nas próprias
compras, que já começam a aumentar. "O Natal
é a data principal do comércio", diz Roberto
Cardoso. Ele acredita que a intenção dos consumidores
de poupar não chegará a atrapalhar as vendas nesse
fim de ano. "Acredito que será um período
muito bom de vendas", diz. Kissao Thais concorda: "O
consumidor é otimista e acredita que no fim dessa balbúrdia
as coisas vão dar certo."
A pesquisa da Fecomércio aponta uma intenção
maior dos consumidores em fazer suas compras à vista:
64,1% dos entrevistados afirmou que utilizará essa forma
de pagamento. Para o presidente da CDL, porém, o forte
do período serão mesmo as compras a prazo, realizadas
com crediários, cartões de crédito e cheques.
A média de dinheiro gasta em cada estabelecimento por
consumidor, segundo a CDL, gira em torno de R$ 50,00 e R$ 60,00.
A pesquisa da Fecomércio aferiu que a maioria dos consumidores,
57,4%, pretende gastar entre R$ 200,00 e R$ 399,00 com as compras
de Natal. Outros 13,5% vão gastar menos de R$ 200,00 e
o mesmo percentual deve fazer compras na faixa entre R$ 400,00
e R$ 599,00.
Quanto aos produtos mais procurados, os presentes mais baratos,
as "lembrancinhas", devem ter grande participação.
Segundo Kissao Thais, os eletroeletrônicos, como celulares,
aparelhos de som e de DVDs têm registrado aumento de vendas
durante todo o ano, e devem repetir a performance no Natal.
Casa do Papai Noel é sucesso
de público
Dez mil brinquedos para doação, 3,5 mil visitantes
por dia, bolachinhas esgotadas em menos de uma hora, pedidos
de presente atendidos: a Casa do Papai Noel de Florianópolis,
que funciona no prédio da antiga Câmara de Vereadores,
tem sido um sucesso. A cada dia, a casa recebe a visita de várias
creches e escolas da cidade, além de crianças carentes,
participantes de projetos sociais mantidos pela Prefeitura. Dos
3,5 mil visitantes diários, cerca de 70% são crianças.
Dos 10 mil brinquedos arrecadados, 7,5 mil foram doados pelos
visitantes. A iniciativa é elogiada por Luna Mendes Cardoso,
78 anos. "É uma oportunidade de ajudar os outros",
diz. Luna é uma prova de que o Papai Noel não atrai
só as crianças: avó de 20 netos e bisavó
de 11 bisnetos, não levou nenhum deles para visitar a
casa. Estava acompanhada apenas do marido, Vildomar Cardoso,
80 anos.
Outros 2,5 mil brinquedos foram comprados com o dinheiro da venda
das bolachinhas que um grupo de doceiras fabrica, todos os dias,
na Cozinha da Mamãe Noel. As bolachinhas têm sido
um sucesso: em apenas uma hora após a abertura da casa,
esgotam-se os estoques produzidos pelas doceiras no dia anterior.
À tarde e à noite, saem novas fornadas, que se
esgotam também rapidamente. "Não esperávamos
tanto sucesso", diz o funcionário da Associação
Florianopolitana de Voluntários (Aflov) Marcelo Becker.
Cada pacote de doces natalinos custa R$ 2,00.
As cartinhas para o Papai Noel também têm feito
sucesso entre as crianças. O velhinho passa todo o dia
atendendo os pequenos e recebendo suas cartas. Algumas das cartas
são selecionadas e ficam à disposição
de possíveis padrinhos, pessoas que queiram atender o
pedido da criança da carta. Das cerca de 400 cartas, 100
já encontraram padrinhos. "Os pedidos mais freqüentes
são de bonecas, principalmente Barbies, para as meninas,
e carrinhos tipo Hot Wheel para os meninos", conta Marcelo.
Uma Barbie é o desejo também de Vanessa Cristina
Romão, 6 anos, e de Cherer da Silva. Elas visitaram a
casa em companhia de outros 90 crianças da Creche Conjunto
Habitacional Chico Mendes. Para Vanessa, a parte mais bonita
da casa era o pinheirinho de Natal. Seu colega Guilherme Batista,
também de 6 anos, prefere os pisca-piscas. A Casa do Papai
Noel estendeu seu horário de funcionamento em uma hora,
durante a semana: o local fica aberto das 9 às 22 horas.
Devido ao grande número de pedidos de excursões
e de pais que trabalham durante a semana, a casa também
fica aberta aos domingos, das 13 às 18 horas. (JC)
Palhoça monta estrutura
para celebrar a data
Palhoça - O velhinho mais popular do Natal terá,
pela primeira vez, residência fixa no município
de Palhoça. Na sexta-feira, dia 9, às 20h30, será
inaugurada a Casa do Papai Noel, que vai funcionar provisoriamente
na Escola Profissionalizante Dalva de Oliveira, que fica na avenida
Barão do Rio Branco, 509, no centro da cidade. "A
idéia é envolver toda a comunidade no espírito
natalino", diz a secretária da Ação
Social Dirce Heiderscheidt. Segundo ela, não houve muita
preocupação com a celebração do Natal
em Palhoça nos anos anteriores. "Esse ano nós
tentamos resgatar essa tradições", diz ela.
Algumas apresentações devem animar a inauguração
da casa, toda enfeitada para receber os visitantes. O grupo Filhos
da Terra, da Barra do Aririú, faz uma performance de boi-de-mamão.
"A tradição açoriana casa bem com a
tradição natalina", diz a secretária.
Também deve se apresentar o grupo Chorinho e o coral da
Softway. Com entrada gratuita, a Casa do Papai Noel fica aberta
das 14 às 22 horas.
O evento faz parte da programação do Natal Reluz
de Palhoça, que promove também a apresentação,
no dia 13 de dezembro, às 20 horas, de 12 corais regionais
no palco montado na praça 7 de Setembro. Ao todo, 650
vozes cantam nessa noite. A chegada do Papai Noel, que acontece
no estádio do Guarani, no dia 17 de dezembro, às
16 horas, também deve atrair a comunidade. O velhinho
chegará de helicóptero e distribuirá brinquedos
entre as crianças. (JC)
Polícia
Prisão de suspeito de
morte será prorrogada
Soldado acusado
de matar colunista apresentou contradições em três
depoimentos na polícia
Natália Viana
O delegado Adalberto Safanelli, da Central de Polícia
da Capital, vai pedir prorrogação por mais 30 dias
da prisão temporária do soldado da Base Aérea
S. M, V., 19 anos, suspeito de envolvimento na morte do colunista
social Ricardo Bavasso. Segundo o delegado, a prorrogação
é necessária para que os policiais investiguem
os álibis apresentados por Vieira. Safanelli diz que o
soldado já prestou três depoimentos, sendo que em
todos apresentou contradições.
"Ele prestou três depoimentos com informações
diferentes e em todos conseguimos derrubar as versões.
O suspeito deve prestar novo depoimento na próxima semana",
afirma o delegado. Desta vez, os policiais pretendem questionar
Vieira a respeito de uma nova informação. De acordo
com Safanelli, o soldado sempre disse que não conhecia
o colunista. "Mas com a quebra do sigilo telefônico
da vítima, descobrimos que os dois se falavam até
uma semana antes do crime. Então, não há
mais como ele afirmar que não se conheciam", revela.
Vieira encontra-se detido na Base Aérea, onde presta serviço
militar obrigatório.
A morte do colunista e promotor de festas Ricardo Bavasso da
Silva, 43 anos, no dia 29 de outubro, chocou a cidade. Ele foi
encontrado por um catador de papelão, às 10h30,
na rua Acari Silva, via com poucas edificações
que segue do bairro Santa Mônica em direção
ao Itacorubi. A vítima estava vestida somente com calcinha,
sutiã, blusa curta e sapatos de tecido, pois teria saído
do seu apartamento, em São José, para participar
de uma festa a fantasia. Segundo o laudo do Instituto Médico
Legal (IML), o corpo do colunista já apresentava rigidez
cadavérica quando foi encontrado, sendo que não
havia sinais de violência aparente, a não ser o
tiro no ouvido.
O carro de Bavasso foi encontrado no dia 2 de novembro e encaminhado
para a perícia. Segundo Safanelli existe o forte indício
de que o tiro que matou Bavasso tenha sido disparado quando a
vítima e o suspeito estavam dentro do carro. "O tiro
partiu da direita para a esquerda e acertou o ouvido da vítima,
que provavelmente estava no banco do motorista, enquanto o autor
do disparo estava no assento do carona", aponta.
Policiais promovem
operação em morros
Uma equipe com cerca de 60 homens e dez viaturas das polícias
Civil e Militar realizou uma "operação presença"
em áreas críticas da Capital, durante a tarde de
terça-feira. Das 16 às
19 horas, os policiais estiveram nos morros da Queimada, Mocotó
e Horácio, no Maciço do Morro da Cruz; além
das comunidades Chico Mendes e Monte Cristo, no Continente. Durante
a ação, os policiais checaram pessoas em atitude
suspeita, pontos-de-venda de drogas e bares.
Segundo o delegado da Central de Polícia Ênio de
Oliveira Matos, um dos coordenadores da operação,
o objetivo é intensificar a presença das forças
policiais em áreas de risco. Ele afirma que, embora a
operação realizada na terça-feira não
tenha resultado em nenhuma prisão ou apreensão,
a ação cumpriu o seu papel. Para Matos, este tipo
de ação é muito importante, pois traz mais
segurança a população e preocupação
para os criminosos, que vêem os policiais na rua.
Durante a operação, os policiais checam pessoas
em atitude suspeita, antecedentes criminais, veículos
suspeitos, pontos-de- venda de drogas, além de estabelecimentos
como bares. O delegado afirma que, a partir de agora, as chamadas
"operações presença" serão
intensificadas em Florianópolis. "Já realizávamos
este tipo de operação, que passará a ser
feita com maior freqüência. Em geral, as ações
eram feitas sempre à noite, mas passaremos a realiza-las
também durante o dia, de forma alternada", antecipa.
As operações são de rotina e realizadas
independente da Operação Veraneio, que a Secretaria
Estadual de Segurança Pública lança oficialmente
hoje, a partir das 9h30, no Centro de Ensino da Polícia
Militar, na Trindade. Durante o evento, serão apresentados
os reforços nos efetivos das polícias Civil, Militar
e Corpo de Bombeiros. Durante a Operação, que segue
até abril, os órgãos da Segurança
Pública fazem o remanejamento do efetivo a fim de reforçar
o policiamento nas áreas que concentram maior número
de turistas.
Da parte da Polícia Civil, por exemplo, cerca de 230 homens
devem ser destacados do interior do Estado para trabalharem nas
cidades litorâneas. Já a Polícia Militar
apresentará todo o planejamento para a Operação
e também para eventos como Reveillon, Carnaval e Páscoa,
tanto no que se refere ao policiamento ostensivo da PM, como
a fiscalização nas estradas realizada pela Polícia
Rodoviária Estadual (PRE). O Corpo de Bombeiros contará
com um efetivo de 120 bombeiros militares salva-vidas, além
dos 635 salva-vidas civis contratados para a temporada. Todo
o contingente será distribuído ao longo da faixa
litorânea para garantir a segurança nas praias.
Delegado embriagado é detido
na SC-401
Policial dirigia
um carro oficial na Capital
Ainá Vietro
O delegado de Polícia Ricardo Flares Ferreira, 33 anos,
natural de Quilombo, região Norte catarinense, foi preso
na manhã de ontem, no posto da Polícia Rodoviária
Estadual (PRE), localizado no bairro de Ratones. Ele foi detido
depois de provocar tumulto em um posto de combustível,
deixar o local embriagado e dirigindo um carro oficial da Secretaria
Estadual de Segurança Pública. Segundo informações
extra-oficiais, o delegado teria agredido dois funcionários
do estabelecimento.
Ricardo era delegado em Quilombo e estava em Florianópolis
participando de um curso na Academia de Polícia (Acadepol).
Por volta das 7 horas, ele teria chegado ao posto na avenida
Mauro Ramos, em frente ao Beiramar Shopping, acompanhado de duas
pessoas, uma mulher e um travesti. Ao entrar na loja de conveniências,
ele pegou uma cerveja e abriu. Um funcionário do local
avisou que uma lei proíbe o consumo de bebidas alcoólicas
no interior da loja. O delegado então questionou a lei
e teria batido no funcionário e no segurança. Tudo
foi gravado pelo circuito interno do posto.
Depois da confusão, Ricardo teria entrado no carro, com
algumas garrafas de cerveja, e seguido em direção
ao interior da Ilha, onde foi abordado no posto da PRE, na SC-401.
Preso em flagrante por dirigir alcoolizado, o delegado não
quis fazer o teste do bafômetro e foi então fazer
um exame químico. De acordo com a delegada Sandra Mara
Pereira, o resultado mostra que a saliva apresentava alitose
de álcool e pupilas dilatadas.
A delegada responsável pelo caso, Esther Coelho, explica
que ele está preso na Central de Polícia de Florianópolis
e que foi arbitrada fiança de R$ 1,5 mil. Além
de responder ao processo criminal por embriaguez ao volante,
Ricardo vai responder a um processo administrativo. O chefe de
Polícia, Ilson Silva, determinou ontem a instauração
do ação administrativa, que será conduzido
por três delegados. A mesma portaria prevê o afastamento
do acusado por 30 dias. "Com o resultado do processo será
definido se ele receberá uma suspensão ou será
demitido", afirma Ilson. Ricardo atuava como delegado há
um ano e meio. Ele ainda passava pelo estágio probatório.
Homem executado com
cinco tiros na cabeça
Mais um homicídio com características de execução
foi registrado nessa semana, na Grande Florianópolis.
Dessa vez, o corpo foi encontrado por volta das 17 horas de ontem,
no bairro Saco Grande. Ricardo Alves de Lima, 26 anos, estava
jogado entre as pedras no conjunto Vila Cachoeira. De acordo
com a delegada Esther Coelho, o jovem foi alvejado por cinco
tiros, todos eles na cabeça.
Ainda não se sabe o que teria motivado o assassinato,
nem quem foi o autor dos disparos, mas a delegada acredita que
existe envolvimento com tráfico de drogas. Segundo Esther,
os moradores do local afirmam que não viram nada.
Os outros três homicídios foram registrados na segunda-feira,
em São José. Um deles ocorreu no loteamento Dona
Vanda, onde dois adolescentes de 17 anos, Alessandro da Luz Hinckel
e Emerson Francisco Vieira Sarnento, foram encontrados num terreno
de difícil acesso. Os dois estavam com pés e mãos
amarrados e tiros na cabeça.
O outro homicídio foi do paranaense Amarildo Schimtz,
26 anos. O homem foi encontrado em sua casa, no Jardim Solemar,
com um tiro na cabeça. O delegado Rodolfo Cabral, responsável
pelo caso, acredita que ele tinha envolvimento com desmanche
de motos e o crime teria sido cometido por um comparsa.
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Aloísio Piazza vai deixar
cargo
Titular da Secretaria
de Defesa do Cidadão da Capital alega motivos pessoais
e diz querer retornar ao Legislativo
CLODOALDO VOLPATO
O secretário de Defesa do Cidadão de Florianópolis,
Aloísio Piazza (PMDB), está deixando a pasta. Ele
deve encontrar-se com o prefeito Dário Berger (PSDB) nos
próximos dias para comunicar a decisão. De acordo
com o secretário, os motivos são meramente pessoais
e não tem fatores políticos envolvendo a decisão.
Com a saída de Piazza, a reforma do colegiado, que deve
ser anunciada nos próximos dias, deverá ser maior
que o prefeito havia planejado. Dário retornou ontem de
uma viagem de dez dias aos Estados Unidos (EUA) integrando a
comitiva do governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB).
Está não é a primeira vez que Piazza coloca
o cargo à disposição do prefeito. Logo no
início do ano chegou a comunicar Berger que pretendia
deixar a pasta, mas foi convencido a permanecer. Em junho, novamente
procurou o prefeito e reafirmou sua vontade em sair da secretaria
e foi novamente convencido pelo tucano a continuar. Agora, afirma
ele, a decisão é irrevogável. Segundo ele,
até o PMDB já foi comunicado da decisão.
O secretário não soube informar se a pasta continuará
nas mãos dos pemedebistas. A decisão deve ser discutida
entre o prefeito e cúpula do partido. A vontade de Piazza
é de retornar à Câmara de Vereadores, onde
é o primeiro suplente do PMDB. De acordo com ele, dependendo
da amplitude da reforma que será realizada pelo prefeito,
há a possibilidade dele assumir uma cadeira no Legislativo.
Para isto acontecer, Berger precisaria nomear o vereador João
da Bega, único parlamentar do PMDB, para o primeiro escalão.
Com o retorno do prefeito, agora fica a expectativa com relação
as novas mudanças no secretariado. Ele vem afirmando que
fará alterações há mais de dois meses,
mas até agora, oficialmente, apenas um nome foi confirmado,
o do ex-deputado Mário Cavallazzi (PSDB) para a secretária
de Turismo. De acordo com Berger, a mudança deve ocorrer
em sete secretarias.
TRE mantém
multa de campanha
São João Batista - A tumultuada eleição
municipal de 2004 continua repercutindo. Política e judicialmente.
Conhecida como a mais dramática e agressiva campanha dos
últimos 12 anos, a eleição fez diversas
vítimas e deu a vitória ao Partido Progressista.
Na terça-feira, o pleno do Tribunal Regional Eleitoral
(TRE) manteve sentença, negando o recurso do empresário
de comunicação Silvio Eccel, condenado ao pagamento
de uma multa de 2 mil Ufirs.
De acordo com a assessoria de imprensa do TRE, a condenação
foi imposta pelo fato de o empresário ter utilizado tempo
destinado a direito de resposta da coligação "O
Progresso Continua", dos partidos, PMDB, PT, PSDB, PSDC,
para divulgar informações ofensivas. O relator,
juiz Henry Petry Jr, afirma que o espaço foi utilizado
para críticas ao candidato da coligação.
Dessa forma, a lei eleitoral foi infringida. O presidente do
PMDB, Jaci Silva, informou que ainda não havia conhecimento
do caso. O empresário Silvio Eccel também não
quis se pronunciar.
De todos os problemas nas eleições de 2004, o mais
grave foi o incêndio provocado nos transmissores de uma
emissora local. As investigações ainda não
foram concluídas e os responsáveis ainda não
foram encontrados. Segundo informações da Polícia
Civil, vários nomes foram apresentados como suspeitos,
mas não existem provas para efetuar as prisões.
Secretaria discute projeto
A Secretaria de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis
realiza hoje, dentro das atividades do Projeto Meu Lugar, o Seminário
de Vocação Regional para o Desenvolvimento Econômico
e Tecnológico. Estarão reunidos a partir das 8h30,
no auditório do Centro socioeconômico da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC), representantes dos 13 municípios
da região, iniciativa pública e privada, além
de especialistas e pesquisadores da área econômica,
de desenvolvimento e empreendedorismo.
O evento tem como meta traçar o perfil econômico
da região. "Nossa intenção é
definir ações de governo e as necessárias
parcerias que promovam a economia da região, além
de apontar novos caminhos para o seu desenvolvimento", afirma
Reney Dorow, gerente de planejamento da secretaria. O Projeto
Meu Lugar na Grande Florianópolis conta com apoio dos
pesquisadores do Neitec/UFSC
(Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia), sob coordenação
do professor doutor Sílvio Cario, e está construindo
planos de desenvolvimento nas 30 regionais catarinenses.
Municípios avaliam gestão
para água e saneamento
Direção
da Fecam, que fez reunião ontem na Capital, defende gestão
compartilhada proposto pela Casan
A direção da Federação Catarinense
dos Municípios (Fecam) voltou a defender o Programa da
Gestão Compartilhada proposto pela Companhia Catarinense
de Águas e Saneamento (Ca-san), que prevê racionalização
dos custos nos serviços de água e saneamento entre
municípios, a empresa e o Estado, ontem em encontro do
grupo, na Capital. A idéia é uma resposta à
proposta governamental de municipalizar o saneamento, em matéria
que tramita na Assembléia Legislativa.
Durante o evento, o presidente da Casan, Walmor de Luca, expôs
os exemplos de Braço do Norte e Indaial, que tem sistema
compartilhado e obtiveram vantagens, como a ampliação
da rede de esgoto. "Ficou definido basicamente é
que temos que estudar mais essa proposta e encontrar o melhor
modelo", sintetiza o secretário-executivo da Fecam,
Celso Vedana. "O município sabe o papel dele na distribuição
e saneamento, mas é necessário ter recursos financeiros."
No encontro, os prefeitos aprovaram também o Plano de
Trabalho 2006 e definiram a data das próximas eleições:
31 de janeiro, às 14 horas, na Capital. Caso mantida a
tradição de chapa única, o mandato de um
ano provavelmente será ocupado pelo prefeito de Governador
Celso Ramos, Anísio Soares (PMDB), atual terceiro-vice
da Fecam.
Os prefeitos destacaram ainda as ressalvas à substituição
do Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) pelo
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica
(Fundeb). Por ora, agradou à Fecam a inclusão da
educação infantil e a ampliação do
orçamento no projeto. "Queremos a instituição
de três fundos dentro do Fundeb para ensino médio,
fundamental e pré-escola. Hoje, debatemos pedir a inclusão
da merenda como gasto com a educação", explica
Vedana. Outra defesa da Fecam é em relação
à aprovação da reforma tributária,
que tramita no Congresso Nacional. A matéria inclui o
aumento de 1% no Fundo de Participação dos Municípios
(FPM).
Paralelamente às deliberações da Fecam,
o prefeito de Biguaçu, e presidente da Associação
dos Municípios da Grande Florianópolis (Granfpolis),
Vilmar Astrogildo Tuta de Souza (PMDB), trabalha com outra idéia,
que tramita na Câmara de Vereadores. A proposta dividiria
a arrecadação líquida da Casan em duas partes:
50% iria para a empresa e outros 50% para um fundo exclusivo
de saneamento municipal. "A concessão venceu dia
5 de agosto. Deixei a proposta com representantes da procuradoria,
que foram em Ilhota, onde já existia esse projeto, e constataram
que funciona bem", explica.
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