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ANcapital
G E R A L
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Procon apreende duas
toneladas de mercadorias
Blitz inspeciona
produtos à venda
André Lückman
Em
pouco mais de um mês realizando a "Operação
Verão", a equipe de fiscalização do
Programa Estadual de Defesa do Consumidor de Santa Catarina (Procon)
já apreendeu cerca de duas toneladas de mercadorias irregulares
em estabelecimentos comerciais de Florianópolis. A blitz
não inspeciona apenas material alimentício, mas
tudo o que está à venda nas lojas - produtos
sem procedência ou com validade vencida respondem pela
maior parte das irregularidades encontradas até agora.
Na fiscalização ocorrida na noite de quinta-feira,
em um único supermercado na Vargem Pequena foram confiscados
350 quilos de produtos variados. "Eram alimentos, materiais
de limpeza, comida para cães e gatos que em sua maioria
estavam fora do prazo de validade, ou até mesmo não
tinham uma data especificada. Era tanto material que tivemos
que pedir apoio de outra viatura para confiscar tudo", conta
a coordenadora de fiscalização do Procon estadual,
Zoraide Pures Alves.
A principal recomendação do Procon aos consumidores
durante a temporada - e por isso o motivo da "operação
verão" - é tomar cuidado com a qualidade
dos produtos que compra, especialmente em estabelecimentos de
praia, que têm menor rotatividade e podem estar com estoques
velhos nas prateleiras. "É ilusão achar que
só se encontra produtos vencidos em comércios pequenos,
como armazéns e mercearias, porque eles também
estão em grandes supermercados", alerta a coordenadora.
Apesar de ser muito comum encontrar alimentos de fábricas
pequenas sem procedência, isto também acontece com
multinacionais. "Pequenas produtoras de doces, por exemplo,
enviam uma caixa do produto à loja e a data de validade
fica no papelão da caixa, e não na unidade do produto,
que é a que o consumidor vai efetivamente comprar e deve
consultar. Isto é proibido", afirma. Ela ressalta
que os ingredientes e informações nutricionais
do alimento também devem estar discriminados. "Do
outro lado, também há produtos de grandes empresas
que têm espaço para a data de validade, mas chegam
à prateleira em branco. Já apreendemos produtos
da Coca-Cola, Nestlé, Sadia e algumas cervejas, só
para citar alguns", disse.
Os estabelecimentos que são flagrados vendendo produtos
de maneira que agrida o Código de Defesa do Consumidor
estão sujeitos à perda imediata dos seus produtos
irregulares, e recebem um auto de infração, quendo
têm 10 dias para apresentar sua defesa, se houver. A multa
para o estabelecimento pode ter uma série de agravantes,
e o faturamento bruto anual é uma das informações
que são levadas em consideração. As multas
podem variar entre R$ 200 e R$ 3 milhões.
Vigilância fiscaliza caldo
de cana
O caldo de cana e outras bebidas vegetais são os alvos
principais da operação Alimento Saudável,
que será lançada segunda-feira, no auditório
da Associação dos Municípios da Foz do Rio
Itajaí, em Itajaí, numa iniciativa das diretorias
de Vigilância Sanitária e Vigiliancia Epidemiológica
da Secretaria Estadual de Saúde. No lançamento
da operação será apresentado o Plano para
a Implementação da Resolução RDC
218/2005, que regulamenta o comércio de caldo de cana
e outras bebidas vegetais no litoral de Santa Catarina. Entre
os principais objetivos da iniciativa está o de capacitar
as vigilâncias sanitárias municipais para a fiscalização
dos estabelecimentos do ramo.
A iniciativa também vai envolver e subsidiar as gerências
de saúde das regiões de abrangência nas operações,
coordenar e supervisionar as ações de fiscalização
nos municípios envolvidos e, por último, estabelecer
metas de fiscalização e cobrar o cumprimento das
mesmas.
No período da tarde de segunda-feira, os técnicos
da Vigilância Sanitária vão realizar vistorias
em estabelecimentos localizados às margens da BR-101,
incluindo os locais onde no início do ano foram registrados
casos de ingestão de caldo de cana contaminado pelo parasita
causador da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi. Serão
avaliados a procedência da matéria-prima, as instalações
físicas, as condições dos manipuladores
de alimentos e o destino dado ao lixo.
Depois de Itajaí, a operação será
apresentada nos municípios de Florianópolis e Criciúma.
Catarinense
celebra aniversário
O Colégio Catarinense realizou ontem, dia 9, o seu
último evento em comemoração ao centenário
da instituição. Durante a noite, foi inaugurada
a nova iluminação de Natal, que deve permanecer
até metade de janeiro, além do show de fogos de
artifícios e da banda Dazaranha, tradicional grupo de
rock de Florianópolis.
Foram convidados para o evento os mais de três mil estudantes,
além dos pais e toda a vizinhança do colégio.
"Fazemos parte da comunidade há um século
e resolvemos convidar os vizinhos. Antes, eles iriam ver apenas
o show pirotécnico, mas agora terão acesso também
a parte musical", comenta Vitorino Serafin, diretor acadêmico
da instituição. Na comemoração, a
fachada clássica do prédio recebeu tratamento especial
de iluminação e os presentes assistiram a um vídeo
com a restrospectiva do ano do centenário.
Em 2005, a instituição realizou eventos mensais
para comemorar o século de vida. "Foi um ano em que
agregamos muitos valores. Depois de celebrar este aniversário,
continuamos a renovação daquele compromisso assumido,
de continuar educando através de valores humanos e cristãos",
comenta diretor geral do colégio, padre João Claudio
Rhoden, em referência a origem católica-jesuíta
da escola.
O colégio encerrou suas comemorações, mas
ainda receberá homenagens para o centenário. A
mais esperada é o enredo da escola de samba Protegidos
da Princesa, que levará para a avenida a história
dos 100 anos de vida da instituição, durante o
carnaval da Capital, em 2006. "Eles se interessaram pelo
tema, procuraram a gente e, em seguida, o historiador da escola
de samba fez uma pesquisa para ver a relevância do tema.
A conclusão foi de que o assunto do centenário
é rico e importante para Florianópolis", comenta
Serafin.
Estado decreta emergência
no Regional
Sobrecarga no atendimento
do setor motiva medida, que deve agilizar verba para ampliações
e reformas
Jeanne Callegari
São José - A Secretaria da Saúde do Estado
de Santa Catarina decretou ontem situação de emergência
no Hospital Regional de São José (HRSJ) e no Instituto
de Cardiologia (IC). A medida foi tomada em virtude da sobrecarga
no atendimento ambulatorial e na emergência, causada pelo
aumento da procura pelos serviços do hospital. Apesar
do decreto, todos os serviços continuam funcionando normalmente.
O objetivo da medida, segundo o secretário estadual da
saúde, Dado Cherem, é agilizar ampliações
e reformas no hospital, além da compra de equipamentos.
"É uma resposta a quem vinha cobrando de nós
uma atitude", diz o secretário. Ainda não
se sabe quanto será investido na reforma do hospital.
"O que for preciso gastar, gastaremos", diz Cherem.
"Vida não tem preço."
O decreto é válido por 180 dias. Nesse tempo, devem
ser sanadas as deficiências do hospital. "Chegamos
à conclusão de que não dava mais para esperar",
afirma o secretário. Estão previstas a ampliação
de 40 novos leitos no ambulatório, 12 leitos na Unidade
de Terapia Intensiva (UTI) e a construção de uma
emergência separada para o Instituto de Cardiologia. De
acordo com o secretário, a emergência estava sobrecarregada,
atendendo o hospital e o instituto ao mesmo tempo. Também
deve ocorrer a aquisição de móveis e equipamentos
e a contratação de médicos e outros profissionais
de saúde.
A sobrecarga do Hospital Regional começou com a greve
dos servidores públicos federais, em junho deste ano.
Parte dos funcionários do Hospital Florianópolis,
localizado no Continente, são servidores federais e aderiram
à greve. Com isso, os atendimentos no hospital diminuíram,
e os pacientes passaram a procurar o Hospital Regional. "Desde
então, o número de atendimentos aumentou excessivamente",
afirma o secretário.
Outro motivo que levou à superlotação do
hospital foi a situação dos postos de saúde
dos municípios da Grande Florianópolis. Por causa
da falta de estrutura de muitos deles, casos simples acabam indo
parar no Hospital Regional. "O que acontece aí é
que vemos uma dor de garganta ou de ouvido disputando atendimento
com um infartado", exemplifica Cherem. A prioridade de atendimento
é sempre para os casos mais urgentes, o que leva os pacientes
com problemas simples a esperarem várias horas na fila.
"Vamos conversar com os secretários de saúde
dos municípios para ver o que pode ser feito nesse sentido",
diz Cherem.
Também com o intuito de desafogar o hospital, o atendimento
no setor de infectologia já havia sido transferido para
o Hospital Nereu Ramos. "O Hospital Nereu Ramos é
referência estadual no tratamento de doenças infecto-contagiosas",
diz o secretário. "Não tem sentido ocupar
leitos no Regional quando um hospital especializado está
a apenas 20 minutos de distância", avalia.
Bazar arrecada recursos para ampliar
unidade do Infantil
Começa hoje em Florianópolis o 3º Bazar
do Bem, evento que pretende arrecadar fundos para financiar a
reconstrução da unidade D do Hospital Infantil
Joana de Gusmão. Estarão disponíveis para
compra produtos doados pela Receita Federal, como eletro-eletrônicos,
roupas, perfumaria, brinquedos e material escolar. "A variedade
é tanta que todo mundo que for vai encontrar alguma coisinha
para comprar", diz a presidente da Associação
de Voluntários de Saúde do Hospital Infantil (Avos),
entidade responsável pelo evento, Maria Gertrudes Gomes.
Os recursos levantados pelos dois primeiros bazares permitiram
a ampliação da unidade D do Hospital Infantil,
que compreende os setores de nefrologia, clínica geral,
endocrinologia e pneumologia. "Como se trata de um hospital
infantil, queremos sempre deixar mais bonito, mais colorido,
para que as crianças não sintam que estão
entrando em um hospital", diz Maria Gertrudes. Até
agora, foram investidos cerca de R$ 600 mil na ampliação
da unidade.
As reformas compreendem a ampliação da área
em cerca de 600 metros quadrados, além da aquisição
de móveis como camas adaptáveis ao tamanho de cada
criança, guarda-roupas e cadeiras para acompanhantes.
Foram adquiridos também carros de primeiros-socorros e
equipamento para a sala de reuniões dos médicos
da unidade. Com a duração de dois dias, o bazar
acontece na rua Tenente Silveira, na Primeira Igreja Batista
de Florianópolis, no Centro. A nova unidade do Hospital
Infantil deve ser inaugurada no dia 13 de dezembro, às
16h30.
Moradores reclamam de
atendimento precário
Conselho do Campeche
faz manifestação para cobrar melhorias na estrutura
da Unidade Local de Saúde
Daniel Cardoso
O Conselho de Saúde do Campeche promoveu ontem uma
manifestação para cobrar medidas urgentes em relação
à Unidade Local de Saúde. Os moradores reivindicam
a construção de um novo posto e reclamam do precário
atendimento que recebem atualmente. "A situação
é crítica. Falta material para curativos, luvas
e remédios, mas o principal é a carência
de funcionários", fala Regina Magaldi, integrante
do Conselho de Saúde do Campeche. Ela afirma ainda que
existe apenas um médico e que ele, muitas vezes, fica
sem o apoio de uma enfermeira.
A manifestação iniciou às 17 horas e reuniu
cerca de 50 pessoas na frente da Unidade de Saúde. Eles
entregaram folhetos explicativos, levaram faixas de protestos
e tentaram chamar a atenção das autoridades municipais
para a situação. Os moradores afirmam que a região
cresceu muito nos últimos anos e, hoje, existem 4,6 mil
famílias cadastradas. O número, segundo o conselho,
deixa clara a necessidade de melhorias no atendimento.
Segundo Regina Magaldi, a situação do posto só
não foi resolvida por mudanças feitas inexplicavelmente.
A conselheira fala que uma verba de R$ 900 mil foi reservada
para a construção de um novo posto, em 2005. "O
dinheiro foi separado mas não chegou até aqui.
A verba existe, mas deve ter sido utilizada em algum outro lugar",
reclama.
O secretário municipal de Saúde, Walter da Luz,
não foi encontrado ontem para comentar o assunto. Em reportagem
do AN Capital publicada na última quinta-feira, ele admite
que a unidade é acanhada e precária. O secretário
também afirmou que as medidas para a construção
de uma nova sede já estão sendo tomadas. Segundo
ele, será uma das prioridades para 2006.
Os problemas no desentendimento entre a comunidade do Campeche
e o poder público ainda têm outros desdobramentos.
Os moradores questionam a construção da policlínica
da região. Para eles, se não há verbas para
o posto também não pode haver para a nova construção.
"Precisamos de um local para os tratamentos simples, a policlínica
é para procedimentos mais refinados. Não seria
certo centralizar todos os atendimentos no mesmo local. Também
queremos esta clínica, mas deve ser pensado antes no posto",
finaliza Regina.
Reforma na SC-401 pode
acabar antes do prazo
As obras de recapeamento da rodovia SC-401, acesso aos balneários
do Norte da Ilha, estão adiantadas e devem ser concluídas
até quatro dias antes do esperado, se o tempo ajudar.
A previsão inicial era de que a primeira etapa da obra,
com a execução de remendos profundos, ficasse pronta
até o dia 15 (quinta-feira), mas é possível
que o trabalho termine no domingo. De acordo com o presidente
do Departamento Estadual de Infra-estrutura (Deinfra), no entanto,
o mais provável é que o trabalho termine na segunda
ou terça-feira.
A demora para a liberação do início das
obras de recuperação da rodovia, por razões
burocráticas e de disponibilidade de recursos, fez com
que o trabalho começasse junto com o início da
temporada de verão. O resultado foi a coexistência
de máquinas na pista com o trânsito intenso entre
a região central de Florianópolis e o Norte da
Ilha, e uma enxurrada de reclamações de motoristas
presos em engarrafamentos quilométricos sob o sol forte.
As críticas fizeram com que o Deinfra deixasse para 2006
(durante a baixa temporada) a segunda e a terceira etapas da
repavimentação da SC-401. "Nossa situação
é complicada, porque estamos cumprindo nossa obrigação
e recebemos críticas de todos os lados, mas compreendo
que isso também faz parte do nosso trabalho", disse
França. Na atual etapa, estão sendo resolvidos
os problemas mais graves da rodovia, os chamados remendos profundos.
De acordo com França, o trabalho feito agora deixará
a estrada boa por três ou quatro anos.
O trabalho precisa ser completado, no entanto, para garantir
uma durabilidade maior (cinco anos). "Esse é o tempo
médio recomendado para se fazer uma manutenção
preventiva, o que infelizmente não é feito, por
falta de recursos", diz França. Na segunda etapa,
será aplicado um reforço, com a estabilização
dos remendos e a revitalização do pavimento, com
a aplicação de mais uma camada.
HU recebe verba para
equipamentos e obras
O Hospital Universitário (HU) de Florianópolis
recebe R$ 1,8 milhão do Ministério da Saúde
para executar novas obras e comprar equipamentos. O destino da
verba foi apresentado ontem pelo diretor-geral do HU, Carlos
Alberto Silva. As melhorias visam consolidar o HU como referência
no Estado, tanto no atendimento quanto na pesquisa e no ensino.
Da quantia repassada pelo Ministério da Saúde,
R$ 1 milhão será destinado à aquisição
de equipamentos, e R$ 800 mil às reformas.
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) deve aumentar de seis para
20 leitos. Somados os sete leitos da UTI infantil, a unidade
será a maior do Estado. Segundo Silva, muitas cirurgias
graves têm de ser canceladas ou remarcadas por falta de
vaga na UTI. O aumento de leitos deve permitir também
o reativamento do setor de transplantes, atualmente parado por
falta de vagas na terapia intensiva.
Outra reforma é a ampliação da emergência,
que atende cerca de 140 mil pacientes por ano. A área
deve ser aumentada em 900 metros quadrados.
Entre os novos equipamentos estão os de hemodinâmica,
aparelhos de última geração importados da
Alemanha que permitirão melhorar o procedimento das cirurgias
cardio-vasculares. Segundo Carlos Alberto, os pacientes não
precisarão mais ficar internados de 10 a 15 dias depois
das cirurgias. "Poucas horas depois já poderão
voltar pra casa andando", diz. Máquinas para a realização
de cirurgias bariátricas também estarão
entre as aquisições.
Para realizar tantas melhorias, porém, apenas o dinheiro
do ministério não seria suficiente. Cerca de R$
1,8 milhão virá do próprio HU, e mais R$
2,5 milhões do governo estadual, destinados à compra
de equipamentos. No total, cerca de R$ 6,1 milhões serão
investidos.
Capital diz adeus ao irreverente
Bonson
Chargista, quadrinista
e artista plástico foi sepultado ontem no cemitério
do Itacorubi
Jéferson Lima
Doce e rude, engraçado e mal-humorado, genioso e debochado.
O chargista Sérgio Bonson alterava estes comportamentos
e às vezes surpreendia as pessoas, especialmente as que
não o conheciam. Costumava falar alto, mas no final de
quinta-feira, um câncer calou sua voz. Estava internado
há duas semanas no Hospital Universitário, desde
que foi diagnosticado um câncer no pulmão, que chegou
rapidamente ao fígado e à medula.
Sérgio Luiz de Castro Bonson nasceu em Florianópolis
há 56 anos, e foi sepultado na manhã de ontem no
cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi,
na presença de amigos e parentes.
Primordialmente exerceu a charge, atividade que desenvolveu durante
mais de 30 anos, com passagens pelos jornais "O Estado",
"Jornal de Santa Catarina", "Diarinho do Litoral",
A Notícia, "Folha de São Paulo" e "Estado
de São Paulo". Publicou também nos jornais
alternativos "Afinal" e "Bernunça",
de Florianópolis.
Mas por trás do chargista, que demonstrava preferência
pelos temas políticos, havia também um talentoso
criador de personagens de histórias em quadrinhos. Dois
deles, a empregada doméstica Waldirene AM e o locutor
Soiza FM são os mais notórios e foram publicados
nas páginas do jornal "O Estado" e depois em
livro.
A principal diversão de Waldirene era sacanear sua patroa,
para quem só cozinhava arroz com ovo. Adorava beber uísque
Dimple e comer palmito em conserva. Era fã dos cantores
Amado Batista e Wando. Já o locutor Soiza era radialista
e vereador, e qualquer semelhança com uma figura da política
catarinense não é mera coincidência.
Nas charges publicadas ontem em A Notícia e no "Diário
Catarinense", os chargistas Frank Maia e Zé Dassilva,
respectivamente, prestam homenagem ao artista. Frank o conheceu
na redação do jornal "O Estado", quando
começou a admirar a genialidade do traço simples
de Bonson.
No final da tarde de ontem, o ex-governador do Estado, Esperidião
Amin, em viagem pelo extremo Sul do Estado, lamentou a perda
do chargista. "Perdemos o Bonson", disse por telefone.
Esperidião era personagem recorrente nos traços
diários do artista. Amin disse que o chargista combinava
genialidade e irreverência na concepção de
suas charges.
Sempre que o chargista e o político se encontravam, havia
um assunto recorrente. Bonson falava para o ex-governador que
tinha pavor dos carros com alto-falantes que circulavam pela
cidade. E Esperidião, por sua vez, dizia que um dia seria
produtor cultural de Bonson, para levar a arte produzida por
ele para outros países do mundo.
Formado em história, Bonson participou do movimento estudantil
e tinha intimidade com a história da arte. Era um boêmio
inveterado e só diminuiu a bebida há dez anos,
quando descobriu uma pancreatite. Namorou muitas mulheres, mas
não teve filhos. Deixa dois irmãos e a mãe.
Seu pai havia morrido há dois anos.
Ruas da cidade viraram ateliê
Desde meados da década de 90, Bonson adquiriu o hábito
de transformar as ruas do Centro da Capital em seu ateliê
público. Era comum ver o artista sentado em um banquinho
retratando uma cena. Escolhia tanto os prédios históricos
como os modernos. "Pinto um prédio conhecido e altero
o cenário, coloco postes, tiro lixeiras, incluo orelhões
e vice-versa. Me pauto na infidelidade", dizia.
O conjunto de aquarelas e desenhos sobre o Centro de Florianópolis
foi transformado na exposição "Cenas Urbanas",
com a produção de camisetas estampadas com a obra
do artista. Nestas seqüências, Bonson faz um passeio
pelo antigo cine Ritz, hoje transformado numa igreja evangélica,
pelo museu Vitor Meireles, Faculdade de Educação,
sobrados da praça 15, ruas Conselheiro Mafra e Saldanha
Marinho, só para citar alguns locais. Em sua visão
não há só a perspectiva material, mas um
envolvimento emocionado, que descreve nas linhas uma percepção
poética dos caminhos do Centro, com seus prédios,
ruas e cruzamentos.
Na produção das aquarelas, Bonson era rigoroso
e usava papel francês, produzido desde 1492, e tinta inglesa
com uma qualidade comprovada desde a metade do século
19. Costumava ensinar quem se aproximava dele que o ideal era
misturar à tinta uma quantidade de 10% de formol para
evitar fungos. Mesmo assim, ele sabia que as pessoas dão
pouco crédito à arte sobre papel e, ultimamente,
estava animado com a experimentação de tinta acrílica
sobre tela.
Em 1992, o chargista expôs seus desenhos e aquarelas na
Village de Bonson - cidade do mesmo nome do artista e localizada
perto de Nice, no Sul da França. Em 1995, obteve uma bolsa
da British Council, e passou dois meses em Londres, convivendo
com cartunistas e aquarelistas ingleses. (JL)
Polícia
Mulher de traficante morta com
9 tiros
Menino foi atingido
durante tiroteio
Natália Viana
Uma mulher foi executada com nove tiros, na noite de quinta-feira,
em um bar na favela Ilha-Continente, nas proximidades da avenida
Ivo Silveira, região continental de Florianópolis.
Mais de 15 tiros foram disparados dentro do bar, por volta das
21h30, e, segundo testemunhas, os autores só não
continuaram a atirar, pois terminou a munição.
Carmen Vanusa Leopoldina dos Santos, 35 anos, foi atingida por
nove disparos, entre tórax e cabeça. Além
dela, um menino de 9 anos, filho da proprietária do bar,
também foi ferido com um tiro no tornozelo direito. Os
dois foram levados para o Hospital Florianópolis, mas
Carmem não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada
no hospital.
O caso está sendo investigado pela Central de Polícia.
Segundo moradores, a vítima era mulher de Giovane Veloso,
o "Geléia", que está preso acusado por
tráfico de drogas. A principal suspeita é de que
Carmem tenha sido morta como queima de arquivo. Segundo informações
do Centro de Operações da Polícia Militar
(Copom), ela tinha seis passagens pela polícia por furto,
já havia cumprido pena no Presídio Feminino de
Florianópolis e estava em liberdade provisório
do Presídio de Itajaí.
Este foi o quinto homicídio com características
de execução registrado somente nesta semana na
região da Grande Florianópolis. Na manhã
da última segunda-feira, dois adolescente e um homem foram
encontrados mortos em São José. Os corpos dos dois
adolescentes foram localizados num matagal atrás da igreja
do loteamento Dona Vanda. Emerson Francisco Vieira Sarneto, 17
anos, foi atingido por um tiro na testa, sendo que estava com
os pés e mãos amarrados. Alessandro da Luz Hinckel,
conhecido como "Lelê", também 17 anos,
foi assassinado com um tiro no rosto. De acordo com a perícia,
os dois estavam sem tênis, com as roupas sujas de mato
e terra.
No mesmo dia, os policiais encontraram o corpo de Amarildo Schimtz,
26 anos, dentro de sua casa, no bairro Jardim Solemar. O paranaense
também foi morto com um tiro na cabeça, sendo que
no local ainda havia uma moto desmanchada, sem o chassi e alguns
objetos, provavelmente, furtados. As investigações
apontam que Schimtz estava envolvido em furtos realizados na
região e também com a receptação
de peças de motos. Acredita-se que ele pode ter sido morto
em um acerto de contas. A ficha criminal da vítima era
extensa, com diversas passagens por furto. Os casos são
investigados pela Central de Polícia de São José
e, por enquanto, as informações estão sendo
mantidas em sigilo para não atrapalhar os trabalhos.
Outra execução ocorreu na quarta-feira. O corpo
de Ricardo Alves de Lima, 26 anos, estava jogado entre as pedras
de um riacho, no loteamento Vila Cachoeira. Ele foi assassinado
com cinco tiros, todos disparados contra a cabeça. A linha
de investigação aponta que o crime possa ter envolvimento
com o tráfico, já que Lima seria usuário
de drogas.
Decretada prisão preventiva
de mãe acusada de matar filho
O juiz Ezequiel Rodrigo Garcia, da 1a Vara Criminal de Florianópolis,
decretou a prisão preventiva da dona de casa Michele Iracema
Martins, 24 anos, que confessou a morte do filho de dois meses
e meio. Michele já está presa, desde o início
da semana, no Presídio Feminino da Capital, onde deve
permanecer até o julgamento. A dona de casa deve ir a
júri popular acusada de homicídio qualificado.
A descoberta da autoria da morte do bebê, ocorrida no dia
3 de setembro, chocou a população do bairro Carianos.
Na noite do crime, Michele e o marido, Cristian Pacheco, 29 anos,
chamaram a polícia, dizendo que o filho havia sido seqüestrado.
Foram iniciadas buscas e o corpo da criança foi encontrado
em uma vala no entroncamento das ruas Adílio Maria Firmino
com a rua do Aviador. Na ocasião, a mãe contou
que dois homens armados invadiram a casa, levando o bebê.
No entanto, nos depoimentos, pai e mãe caíram em
contradição, sendo que Michele confessou o crime.
Segundo seu relato, ela encheu a banheira com cinco centímetros
de água, virou o filho de bruços e o segurou até
que ele morresse. Pacheco encontrava-se no quarto fazendo o outro
filho do casal dormir. A dona de casa então vestiu a criança
e depois saiu com o marido para abandonar o corpo na vala, em
um lugar ermo e com pouca iluminação. No depoimento,
Michele afirmou que tomou a atitude para "dar um fim na
criança", pois não teria condições
de criar dois filhos. Ela teria tido uma gravidez complicada
e a criança apresentava problemas de saúde.
Michele foi indiciada por homicídio qualificado. O marido,
Cristian Pacheco, responde em liberdade a processo por ocultação
de cadáver e falsa comunicação à
polícia.
Garotos são apreendidos
portando entorpecentes
Cinco adolescentes
foram flagrados com crack em em diferentes pontos da Grande Florianópolis
Ainá Vietro
Somente na madrugada desta sexta-feira foram detidos cinco
adolescentes, em pontos diferentes da Grande Florianópolis,
envolvidos com o tráfico de drogas. Todos comercializavam
crack e foram apreendidas um total de 141 pedras. A maior quantidade,
101 pedras, estava com um casal que foi abordado em Barreiros,
bairro localizado em São José. Os outros três
jovens foram encontrados em Florianópolis. Dois deles
na comunidade Chico Mendes, na área continental, e outro
no morro do Mocotó, na Ilha.
De acordo com informações da Central de Polícia
de São José, Priscila Patrícia Gonçalvez,
18 anos, natural de São José, agia com o namorado,
um adolescente de 17 anos. A Polícia Militar entrou na
residência dos dois com um mandado de busca e apreensão,
por volta das 6 horas. O casal teria comercializado a droga durante
toda a madrugada e voltado para a casa, que fica no Beco do Camacho,
próximo ao Sesi, pela manhã. No local, os agentes
encontraram, além das 101 pedras, uma peteca de cocaína
e cerca de R$ 100,00 em dinheiro.
Em depoimento prestado na Central de Polícia do município,
para onde foram encaminhados, os dois afirmaram que o entorpecente
era para consumo próprio. A garota deve ficar detida no
Presídio Feminino, em Florianópolis. O adolescente
foi levado para a Promotoria de Justiça da Infância
e Juventude, onde será aplicada a medida sócio-educativa.
Outros dois jovens foram detidos por volta da 1 hora, na rua
dos Ipês, na Comunidade Chico Mendes, próximo a
Capoeiras. Ao abordar um garoto de 16 anos, os policiais militares
encontraram 18 pedras de crack, uma bucha de maconha e R$ 10,00.
Com uma menina, que tem 15 anos, foram achadas 13 pedras de crack
e R$ 35,00. Os dois foram para a Delegacia de Proteção
à Mulher, à Criança e ao Adolescente (6ª
DP).
No morro do Mocotó foram apreendidas nove pedras de crack
com Leonardo Marcelo Rodrigues, 18 anos. Ele estava na rua Treze
de Maio, por volta das 7 horas, quando policiais militares que
faziam uma ronda o abordaram em atitude suspeita. Leonardo foi
encaminhado para a Central de Polícia da Capital, onde
deve ficar detido.
Segue investigação
de
máquinas caça-níqueis
A empresa proprietária dos caça-níqueis
apreendidos pela Polícia Federal (PF), na manhã
de quinta-feira, na estrada geral do Rio Tavares, mantém
cerca de 400 máquinas em funcionamento em todo o Estado.
Municípios como Balneário Camboriú, Blumenau,
Itajaí e Joinville são alguns dos que contam com
o produto. No entanto, de acordo com o delegado federal Ildo
Rosa, o inquérito será concentrada nas 240, número
final de máquinas que foram encontradas no depósito.
Ildo explica que, depois de verificada a situação
da empresa matriz, localizada em Blumenau, foi analisado que
está tudo em ordem. O estranhamento está na filial
em que foram encontrados os caça-níqueis, segundo
Ildo um galpão que não tinha nenhuma placa ou indicativo
de identificação externa. O delegado reconhece
que falta uma legislação que afirme como deve funcionar
esse tipo serviço complica. "O Estado divulga leis
sem ter competência para isso, pois a questão dos
jogos de azar está muito bem definida pela Constituição
Federal", reafirma.
Durante a tarde de ontem, a Receita Federal expediu um auto de
infração e termo de guarda fiscal, o que poderá
levar a empresa a perder as máquinas, explica o delegado.
Para verificar se a empresa funciona dentro da lei, haverá
uma investigação mais a fundo. No local onde as
máquinas estavam armazenadas, também era feito
o conserto e troca dos softwares utilizados para o equipamento
funcionar.
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Prefeito define
novos secretários
Ipuf, Saúde,
Igeof e Continente têm titulares
CLODOALDO VOLPATO
A reforma do colegiado da Prefeitura da Capital ainda está
sendo mantido em segredo pelo prefeito Dário Berger (PSDB),
mas o AN Capital teve acesso ontem aos primeiros nomes que devem
ser divulgados oficialmente somente na próxima semana.
O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf)
deve ficar com o ex-secretário da Casa Civil, Danilo Cunha
(PMDB). Para comandar a Secretaria da Saúde, Berger convidou
o ex-secretário de Estado, João Candido da Silva.
O ex-presidente da Associação Comercial e Industrial
de Florianópolis, Alaor Tissot, vai comandar o Instituto
de Geração e Oportunidade de Florianópolis
(Igeof).
As mudanças não devem parar por aí. Com
a reforma, o atual secretário da Saúde, Walter
da Luz (PSDB), volta para a Câmara de Vereadores. Mas isto
não significa que os suplentes devam deixar o Legislativo.
Berger está encontrando uma forma para evitar este tipo
de desgaste. O mais provável é que Gean Loureiro
(PSDB) deixe a Secretaria do Continente, abrindo a vaga para
o vereador Deglaber Goulart (PSDB). Com isto, Loureiro, que acumula
várias pastas, deverá ficar somente com a Secretaria
de Governo. Esta medida pode gerar conflito, já que Gean
lutou muito para ficar com o comando da Secretaria do Continente.Toda
essa manobra seria para preservar a permanência de Aurélio
Remor (PSDB) na Câmara, onde atua como líder do
governo. Outra pasta que já está definida é
a do Turismo, que será comandada pelo ex-deputado Mário
Cavalazzi (PSDB). A posse está marcada para o dia 16,
quando deverá ser anunciada, oficialmente, os outros nomes.
O atual secretário, Luiz Ferreira, afirmou Berger esta
semana, deve continuar trabalhando na secretaria.
Mesmo que alguns nomes escolhidos integrem a cota pessoal do
prefeito, algumas pastas tiveram que seguir as determinações
dos partidos que o apóiam.
Dário Berger faz balanço
de viagem aos EUA
O prefeito Dário Berger (PSDB) participou ontem da
entrevista coletiva concedida pelo governador Luiz Henrique da
Silveira (PMDB) sobre a viagem aos Estados Unidos. A Capital
é o foco dos contratos assinados na área de turismo
e de tecnologia. Via governo, o acordo para trazer a empresa
californiana Sun Microsystems para Florianópolis é
um dos destaques. Foi estabelecido contrato de aproximação
para instalação do centro de desenvolvimento de
softwares no Sapiens Park, parque tecnológico que se projeta
implementar na Capital.
No segmento do turismo, a Capital está inclusa na assinatura
de acordos de três anos de troca de informações,
de inclusão de Santa Catarina em pacotes turísticos
e de confecção e distribuição de
material de divulgação sobre o Estado com sete
empresas da área. O Estado recebeu diploma de cliente
preferencial do Esemble Travel Group, que reúne mais de
um mil atendentes de viagem dos EUA. "De fato, o exterior
conhece muito pouco o Sul, muito menos Florianópolis.
Mas quando passamos nosso DVD, viu-se um encantamento muito forte."
Com o secretário estadual de articulação
internacional, Roberto Colin, o prefeito fez em contatos para
realizar protocolo de cidades-irmãs entre Florianópolis
e San Francisco. "Tivemos encontro também com a empresa
Cisco, de San Francisco, através do Sapiens Park, e com
representantes da Universidade do Estado da Califórnia
no sentido de aproximar o pólo tecnológico extremamente
avançado de lá com o de Florianópolis, que
hoje já se configura com nossa principal fonte de arrecadação",
explana. Berger também registrou a preocupação
com a debandada da cidade de empresas de tecnologia "em
busca de locais mais acessíveis para executar suas atividades".
Na sede da Organização das Nações
Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco),
Dário foi discutir a instituição de Florianópolis
como a reserva da biosfera humana. "Recebemos uma proposta
preliminar para dar encaminhamento, vamos fazer estudos e tomara
que sejamos reconhecidos", explica. Em tom de brincadeira,
Berger reclamou por não conseguir ir ao centro da cidade
de Los Angeles, pois a agenda não permitiu. "Por
pouco, não aconteceu isso também em San Francisco.
Mas consegui enganar o governador e ir. Não poderia perder
esta oportunidade." (Luiz Christiano)
Fecam incentiva o
pregão eletrônico
Modalidade de licitação
é exigida para contratação de bens e serviços
que tenham recursos federais
CLODOALDO VOLPATO
A Federação Catarinense de Municípios
(Fe-cam) está incentivando as prefeituras do Estado a
utilizarem a Internet como ferramenta para contratação
de bens e serviços comuns, através da modalidade
de licitação - Pregão Eletrônico.
Para isto, promove, em parceria com a Associação
de Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) um treinamento
para a utilização do sistema de Pregão Eletrônico
Cidadecompras, desenvolvido pela Confederação Nacional
de Municípios (CNM) e pela própria Fecam.
Como existe uma determinação, através do
Decreto no 5.504, que obriga o uso do pregão eletrônico
para a contratações de bens e serviços realizadas
com recursos federais, a federação aproveita o
encontro para auxiliar os servidores municipais no cumprimento
da norma. Segundo o assessor jurídico da Fecam, Edinando
Brustolin, a obrigatoriedade do uso do pregão vale para
os novos convênios a serem celebrados com a União
para as renovações e para os convênios que
forem aditados. Além disso, o pregão eletrônico
deve ser utilizado, preferencialmente, ao presencial, sendo permitida
a realização deste apenas quando o pregão
eletrônico for inviável, mediante justificação
da autoridade competente.
No curso de terça-feira, os profissionais do setor de
compras dos municípios participam de uma simulação
de pregão eletrônico, com presença de fornecedores.
Brustolin também apresentará as vantagens dos sistema.
No mês de janeiro de 2006, a Fecam promove um seminário
sobre licitações públicas, que abordará
o pregão presencial e o eletrônico. O encontro acontece
em Florianópolis.
TCE permite continuidade
de licitação para elevados
A Prefeitura de Florianópolis poderá dar continuidade
aos processos licitatórios dos elevados de Capoeiras e
do Itacorubi, que haviam sido suspensos pelo Tribunal de Contas
do Estado (TCE) em setembro por apresentarem irregularidades.
Na sessão do pleno, na última quarta-feira, o órgão
considerou os novos editais, "excepcionalmente", em
consonância com a Lei de Licitações, mas,
as decisões aprovadas condicionam a legitimidade do procedimento
ao cumprimento das determinações apontadas quando
da análise dos editais, nestas licitações
e em futuras.
A contratação das empresas para a construção
dos dois elevados está estimada em R$ 11,8 mi-lhões.
Ao analisar os processos, o TCE determinou a sustação
dos editais em virtude das 11 ilegalidades constatadas nas concorrências.
Ao invés de corrigir as irregularidades, o Executivo municipal
preferiu, no dia 10 de novembro, anulá-los, lançando,
em seguida, novos procedimentos licitatórios. Apesar dos
novos processos que tratam dos elevados terem sido considerados
adequados às normas legais vigentes, o TCE resolveu fazer
cinco determinações à Prefeitura em cada
um dos editais de concorrência pública, entre elas
está a não proibição do consórcio,
para ampliar a participação. Também não
devem constar as exigências de experiências na execução
de superestrutura em caixão alveolar e na execução
de barreiras de segurança em concreto New Jersey. Ainda
de acordo com o tribunal, os editais não devem exigir
do licitante ser proprietário de usina de asfalto na região
ou ter compromisso de fornecimento de terceiro de materiais.
PL reúne
presidentes municipais
O Partido Liberal (PL) realiza segunda-feira, em Florianópolis,
encontro com os presidentes municipais da legenda. A intenção
é avaliar o comportamento da sigla neste ano e traçar
a linha de trabalho para o próximo ano, quando a presidente
estadual, deputada Odete de Jesus (PL), tentará reeleição,
e o vice, o vereador da Capital Alceu Nieckarz (PL), pleiteará
vaga na Câmara Federal. São esperados cerca de 30
dos cerca de 120 presidentes municipais do PL. O encontro ocorre
na sede da Associação de Servidores da Assembléia
Legislativa (Assalesc) e será utilizado também
para distribuir certificados a 20 integrantes do partido que
se submeteram a curso de formação política."Foi
um ano bom. Estamos nos preparando para as próximas eleições,
analisando coligações", avalia Nieckarz. Atualmente,
o PL possui representação na AL, as prefeituras
de Jaraguá do Sul, Itaiópolis e Ipuaçu e
vereadores em cerca de 30 municípios.
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