Joinville         -         Sábado, 10 de dezembro de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Procon apreende duas
toneladas de mercadorias

Blitz inspeciona produtos à venda

André Lückman

Em pouco mais de um mês realizando a "Operação Verão", a equipe de fiscalização do Programa Estadual de Defesa do Consumidor de Santa Catarina (Procon) já apreendeu cerca de duas toneladas de mercadorias irregulares em estabelecimentos comerciais de Florianópolis. A blitz não inspeciona apenas material alimentício, mas tudo o que está à venda nas lojas - produtos sem procedência ou com validade vencida respondem pela maior parte das irregularidades encontradas até agora.
Na fiscalização ocorrida na noite de quinta-feira, em um único supermercado na Vargem Pequena foram confiscados 350 quilos de produtos variados. "Eram alimentos, materiais de limpeza, comida para cães e gatos que em sua maioria estavam fora do prazo de validade, ou até mesmo não tinham uma data especificada. Era tanto material que tivemos que pedir apoio de outra viatura para confiscar tudo", conta a coordenadora de fiscalização do Procon estadual, Zoraide Pures Alves.
A principal recomendação do Procon aos consumidores durante a temporada - e por isso o motivo da "operação verão" - é tomar cuidado com a qualidade dos produtos que compra, especialmente em estabelecimentos de praia, que têm menor rotatividade e podem estar com estoques velhos nas prateleiras. "É ilusão achar que só se encontra produtos vencidos em comércios pequenos, como armazéns e mercearias, porque eles também estão em grandes supermercados", alerta a coordenadora.
Apesar de ser muito comum encontrar alimentos de fábricas pequenas sem procedência, isto também acontece com multinacionais. "Pequenas produtoras de doces, por exemplo, enviam uma caixa do produto à loja e a data de validade fica no papelão da caixa, e não na unidade do produto, que é a que o consumidor vai efetivamente comprar e deve consultar. Isto é proibido", afirma. Ela ressalta que os ingredientes e informações nutricionais do alimento também devem estar discriminados. "Do outro lado, também há produtos de grandes empresas que têm espaço para a data de validade, mas chegam à prateleira em branco. Já apreendemos produtos da Coca-Cola, Nestlé, Sadia e algumas cervejas, só para citar alguns", disse.
Os estabelecimentos que são flagrados vendendo produtos de maneira que agrida o Código de Defesa do Consumidor estão sujeitos à perda imediata dos seus produtos irregulares, e recebem um auto de infração, quendo têm 10 dias para apresentar sua defesa, se houver. A multa para o estabelecimento pode ter uma série de agravantes, e o faturamento bruto anual é uma das informações que são levadas em consideração. As multas podem variar entre R$ 200 e R$ 3 milhões.


Vigilância fiscaliza caldo de cana

O caldo de cana e outras bebidas vegetais são os alvos principais da operação Alimento Saudável, que será lançada segunda-feira, no auditório da Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí, em Itajaí, numa iniciativa das diretorias de Vigilância Sanitária e Vigiliancia Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde. No lançamento da operação será apresentado o Plano para a Implementação da Resolução RDC 218/2005, que regulamenta o comércio de caldo de cana e outras bebidas vegetais no litoral de Santa Catarina. Entre os principais objetivos da iniciativa está o de capacitar as vigilâncias sanitárias municipais para a fiscalização dos estabelecimentos do ramo.
A iniciativa também vai envolver e subsidiar as gerências de saúde das regiões de abrangência nas operações, coordenar e supervisionar as ações de fiscalização nos municípios envolvidos e, por último, estabelecer metas de fiscalização e cobrar o cumprimento das mesmas.
No período da tarde de segunda-feira, os técnicos da Vigilância Sanitária vão realizar vistorias em estabelecimentos localizados às margens da BR-101, incluindo os locais onde no início do ano foram registrados casos de ingestão de caldo de cana contaminado pelo parasita causador da doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi. Serão avaliados a procedência da matéria-prima, as instalações físicas, as condições dos manipuladores de alimentos e o destino dado ao lixo.
Depois de Itajaí, a operação será apresentada nos municípios de Florianópolis e Criciúma.


Catarinense
celebra aniversário

O Colégio Catarinense realizou ontem, dia 9, o seu último evento em comemoração ao centenário da instituição. Durante a noite, foi inaugurada a nova iluminação de Natal, que deve permanecer até metade de janeiro, além do show de fogos de artifícios e da banda Dazaranha, tradicional grupo de rock de Florianópolis.
Foram convidados para o evento os mais de três mil estudantes, além dos pais e toda a vizinhança do colégio. "Fazemos parte da comunidade há um século e resolvemos convidar os vizinhos. Antes, eles iriam ver apenas o show pirotécnico, mas agora terão acesso também a parte musical", comenta Vitorino Serafin, diretor acadêmico da instituição. Na comemoração, a fachada clássica do prédio recebeu tratamento especial de iluminação e os presentes assistiram a um vídeo com a restrospectiva do ano do centenário.
Em 2005, a instituição realizou eventos mensais para comemorar o século de vida. "Foi um ano em que agregamos muitos valores. Depois de celebrar este aniversário, continuamos a renovação daquele compromisso assumido, de continuar educando através de valores humanos e cristãos", comenta diretor geral do colégio, padre João Claudio Rhoden, em referência a origem católica-jesuíta da escola.
O colégio encerrou suas comemorações, mas ainda receberá homenagens para o centenário. A mais esperada é o enredo da escola de samba Protegidos da Princesa, que levará para a avenida a história dos 100 anos de vida da instituição, durante o carnaval da Capital, em 2006. "Eles se interessaram pelo tema, procuraram a gente e, em seguida, o historiador da escola de samba fez uma pesquisa para ver a relevância do tema. A conclusão foi de que o assunto do centenário é rico e importante para Florianópolis", comenta Serafin.


Estado decreta emergência no Regional

Sobrecarga no atendimento do setor motiva medida, que deve agilizar verba para ampliações e reformas

Jeanne Callegari

São José - A Secretaria da Saúde do Estado de Santa Catarina decretou ontem situação de emergência no Hospital Regional de São José (HRSJ) e no Instituto de Cardiologia (IC). A medida foi tomada em virtude da sobrecarga no atendimento ambulatorial e na emergência, causada pelo aumento da procura pelos serviços do hospital. Apesar do decreto, todos os serviços continuam funcionando normalmente.
O objetivo da medida, segundo o secretário estadual da saúde, Dado Cherem, é agilizar ampliações e reformas no hospital, além da compra de equipamentos. "É uma resposta a quem vinha cobrando de nós uma atitude", diz o secretário. Ainda não se sabe quanto será investido na reforma do hospital. "O que for preciso gastar, gastaremos", diz Cherem. "Vida não tem preço."
O decreto é válido por 180 dias. Nesse tempo, devem ser sanadas as deficiências do hospital. "Chegamos à conclusão de que não dava mais para esperar", afirma o secretário. Estão previstas a ampliação de 40 novos leitos no ambulatório, 12 leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a construção de uma emergência separada para o Instituto de Cardiologia. De acordo com o secretário, a emergência estava sobrecarregada, atendendo o hospital e o instituto ao mesmo tempo. Também deve ocorrer a aquisição de móveis e equipamentos e a contratação de médicos e outros profissionais de saúde.
A sobrecarga do Hospital Regional começou com a greve dos servidores públicos federais, em junho deste ano. Parte dos funcionários do Hospital Florianópolis, localizado no Continente, são servidores federais e aderiram à greve. Com isso, os atendimentos no hospital diminuíram, e os pacientes passaram a procurar o Hospital Regional. "Desde então, o número de atendimentos aumentou excessivamente", afirma o secretário.
Outro motivo que levou à superlotação do hospital foi a situação dos postos de saúde dos municípios da Grande Florianópolis. Por causa da falta de estrutura de muitos deles, casos simples acabam indo parar no Hospital Regional. "O que acontece aí é que vemos uma dor de garganta ou de ouvido disputando atendimento com um infartado", exemplifica Cherem. A prioridade de atendimento é sempre para os casos mais urgentes, o que leva os pacientes com problemas simples a esperarem várias horas na fila. "Vamos conversar com os secretários de saúde dos municípios para ver o que pode ser feito nesse sentido", diz Cherem.
Também com o intuito de desafogar o hospital, o atendimento no setor de infectologia já havia sido transferido para o Hospital Nereu Ramos. "O Hospital Nereu Ramos é referência estadual no tratamento de doenças infecto-contagiosas", diz o secretário. "Não tem sentido ocupar leitos no Regional quando um hospital especializado está a apenas 20 minutos de distância", avalia.


Bazar arrecada recursos para ampliar unidade do Infantil

Começa hoje em Florianópolis o 3º Bazar do Bem, evento que pretende arrecadar fundos para financiar a reconstrução da unidade D do Hospital Infantil Joana de Gusmão. Estarão disponíveis para compra produtos doados pela Receita Federal, como eletro-eletrônicos, roupas, perfumaria, brinquedos e material escolar. "A variedade é tanta que todo mundo que for vai encontrar alguma coisinha para comprar", diz a presidente da Associação de Voluntários de Saúde do Hospital Infantil (Avos), entidade responsável pelo evento, Maria Gertrudes Gomes.
Os recursos levantados pelos dois primeiros bazares permitiram a ampliação da unidade D do Hospital Infantil, que compreende os setores de nefrologia, clínica geral, endocrinologia e pneumologia. "Como se trata de um hospital infantil, queremos sempre deixar mais bonito, mais colorido, para que as crianças não sintam que estão entrando em um hospital", diz Maria Gertrudes. Até agora, foram investidos cerca de R$ 600 mil na ampliação da unidade.
As reformas compreendem a ampliação da área em cerca de 600 metros quadrados, além da aquisição de móveis como camas adaptáveis ao tamanho de cada criança, guarda-roupas e cadeiras para acompanhantes. Foram adquiridos também carros de primeiros-socorros e equipamento para a sala de reuniões dos médicos da unidade. Com a duração de dois dias, o bazar acontece na rua Tenente Silveira, na Primeira Igreja Batista de Florianópolis, no Centro. A nova unidade do Hospital Infantil deve ser inaugurada no dia 13 de dezembro, às 16h30.


Moradores reclamam de
atendimento precário

Conselho do Campeche faz manifestação para cobrar melhorias na estrutura da Unidade Local de Saúde

Daniel Cardoso

O Conselho de Saúde do Campeche promoveu ontem uma manifestação para cobrar medidas urgentes em relação à Unidade Local de Saúde. Os moradores reivindicam a construção de um novo posto e reclamam do precário atendimento que recebem atualmente. "A situação é crítica. Falta material para curativos, luvas e remédios, mas o principal é a carência de funcionários", fala Regina Magaldi, integrante do Conselho de Saúde do Campeche. Ela afirma ainda que existe apenas um médico e que ele, muitas vezes, fica sem o apoio de uma enfermeira.
A manifestação iniciou às 17 horas e reuniu cerca de 50 pessoas na frente da Unidade de Saúde. Eles entregaram folhetos explicativos, levaram faixas de protestos e tentaram chamar a atenção das autoridades municipais para a situação. Os moradores afirmam que a região cresceu muito nos últimos anos e, hoje, existem 4,6 mil famílias cadastradas. O número, segundo o conselho, deixa clara a necessidade de melhorias no atendimento.
Segundo Regina Magaldi, a situação do posto só não foi resolvida por mudanças feitas inexplicavelmente. A conselheira fala que uma verba de R$ 900 mil foi reservada para a construção de um novo posto, em 2005. "O dinheiro foi separado mas não chegou até aqui. A verba existe, mas deve ter sido utilizada em algum outro lugar", reclama.
O secretário municipal de Saúde, Walter da Luz, não foi encontrado ontem para comentar o assunto. Em reportagem do AN Capital publicada na última quinta-feira, ele admite que a unidade é acanhada e precária. O secretário também afirmou que as medidas para a construção de uma nova sede já estão sendo tomadas. Segundo ele, será uma das prioridades para 2006.
Os problemas no desentendimento entre a comunidade do Campeche e o poder público ainda têm outros desdobramentos. Os moradores questionam a construção da policlínica da região. Para eles, se não há verbas para o posto também não pode haver para a nova construção. "Precisamos de um local para os tratamentos simples, a policlínica é para procedimentos mais refinados. Não seria certo centralizar todos os atendimentos no mesmo local. Também queremos esta clínica, mas deve ser pensado antes no posto", finaliza Regina.


Reforma na SC-401 pode
acabar antes do prazo

As obras de recapeamento da rodovia SC-401, acesso aos balneários do Norte da Ilha, estão adiantadas e devem ser concluídas até quatro dias antes do esperado, se o tempo ajudar. A previsão inicial era de que a primeira etapa da obra, com a execução de remendos profundos, ficasse pronta até o dia 15 (quinta-feira), mas é possível que o trabalho termine no domingo. De acordo com o presidente do Departamento Estadual de Infra-estrutura (Deinfra), no entanto, o mais provável é que o trabalho termine na segunda ou terça-feira.
A demora para a liberação do início das obras de recuperação da rodovia, por razões burocráticas e de disponibilidade de recursos, fez com que o trabalho começasse junto com o início da temporada de verão. O resultado foi a coexistência de máquinas na pista com o trânsito intenso entre a região central de Florianópolis e o Norte da Ilha, e uma enxurrada de reclamações de motoristas presos em engarrafamentos quilométricos sob o sol forte.
As críticas fizeram com que o Deinfra deixasse para 2006 (durante a baixa temporada) a segunda e a terceira etapas da repavimentação da SC-401. "Nossa situação é complicada, porque estamos cumprindo nossa obrigação e recebemos críticas de todos os lados, mas compreendo que isso também faz parte do nosso trabalho", disse França. Na atual etapa, estão sendo resolvidos os problemas mais graves da rodovia, os chamados remendos profundos. De acordo com França, o trabalho feito agora deixará a estrada boa por três ou quatro anos.
O trabalho precisa ser completado, no entanto, para garantir uma durabilidade maior (cinco anos). "Esse é o tempo médio recomendado para se fazer uma manutenção preventiva, o que infelizmente não é feito, por falta de recursos", diz França. Na segunda etapa, será aplicado um reforço, com a estabilização dos remendos e a revitalização do pavimento, com a aplicação de mais uma camada.


HU recebe verba para
equipamentos e obras

O Hospital Universitário (HU) de Florianópolis recebe R$ 1,8 milhão do Ministério da Saúde para executar novas obras e comprar equipamentos. O destino da verba foi apresentado ontem pelo diretor-geral do HU, Carlos Alberto Silva. As melhorias visam consolidar o HU como referência no Estado, tanto no atendimento quanto na pesquisa e no ensino. Da quantia repassada pelo Ministério da Saúde, R$ 1 milhão será destinado à aquisição de equipamentos, e R$ 800 mil às reformas.
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) deve aumentar de seis para 20 leitos. Somados os sete leitos da UTI infantil, a unidade será a maior do Estado. Segundo Silva, muitas cirurgias graves têm de ser canceladas ou remarcadas por falta de vaga na UTI. O aumento de leitos deve permitir também o reativamento do setor de transplantes, atualmente parado por falta de vagas na terapia intensiva.
Outra reforma é a ampliação da emergência, que atende cerca de 140 mil pacientes por ano. A área deve ser aumentada em 900 metros quadrados.
Entre os novos equipamentos estão os de hemodinâmica, aparelhos de última geração importados da Alemanha que permitirão melhorar o procedimento das cirurgias cardio-vasculares. Segundo Carlos Alberto, os pacientes não precisarão mais ficar internados de 10 a 15 dias depois das cirurgias. "Poucas horas depois já poderão voltar pra casa andando", diz. Máquinas para a realização de cirurgias bariátricas também estarão entre as aquisições.
Para realizar tantas melhorias, porém, apenas o dinheiro do ministério não seria suficiente. Cerca de R$ 1,8 milhão virá do próprio HU, e mais R$ 2,5 milhões do governo estadual, destinados à compra de equipamentos. No total, cerca de R$ 6,1 milhões serão investidos.


Capital diz adeus ao irreverente Bonson

Chargista, quadrinista e artista plástico foi sepultado ontem no cemitério do Itacorubi

Jéferson Lima

Doce e rude, engraçado e mal-humorado, genioso e debochado. O chargista Sérgio Bonson alterava estes comportamentos e às vezes surpreendia as pessoas, especialmente as que não o conheciam. Costumava falar alto, mas no final de quinta-feira, um câncer calou sua voz. Estava internado há duas semanas no Hospital Universitário, desde que foi diagnosticado um câncer no pulmão, que chegou rapidamente ao fígado e à medula.
Sérgio Luiz de Castro Bonson nasceu em Florianópolis há 56 anos, e foi sepultado na manhã de ontem no cemitério São Francisco de Assis, no Itacorubi, na presença de amigos e parentes.
Primordialmente exerceu a charge, atividade que desenvolveu durante mais de 30 anos, com passagens pelos jornais "O Estado", "Jornal de Santa Catarina", "Diarinho do Litoral", A Notícia, "Folha de São Paulo" e "Estado de São Paulo". Publicou também nos jornais alternativos "Afinal" e "Bernunça", de Florianópolis.
Mas por trás do chargista, que demonstrava preferência pelos temas políticos, havia também um talentoso criador de personagens de histórias em quadrinhos. Dois deles, a empregada doméstica Waldirene AM e o locutor Soiza FM são os mais notórios e foram publicados nas páginas do jornal "O Estado" e depois em livro.
A principal diversão de Waldirene era sacanear sua patroa, para quem só cozinhava arroz com ovo. Adorava beber uísque Dimple e comer palmito em conserva. Era fã dos cantores Amado Batista e Wando. Já o locutor Soiza era radialista e vereador, e qualquer semelhança com uma figura da política catarinense não é mera coincidência.
Nas charges publicadas ontem em A Notícia e no "Diário Catarinense", os chargistas Frank Maia e Zé Dassilva, respectivamente, prestam homenagem ao artista. Frank o conheceu na redação do jornal "O Estado", quando começou a admirar a genialidade do traço simples de Bonson.
No final da tarde de ontem, o ex-governador do Estado, Esperidião Amin, em viagem pelo extremo Sul do Estado, lamentou a perda do chargista. "Perdemos o Bonson", disse por telefone. Esperidião era personagem recorrente nos traços diários do artista. Amin disse que o chargista combinava genialidade e irreverência na concepção de suas charges.
Sempre que o chargista e o político se encontravam, havia um assunto recorrente. Bonson falava para o ex-governador que tinha pavor dos carros com alto-falantes que circulavam pela cidade. E Esperidião, por sua vez, dizia que um dia seria produtor cultural de Bonson, para levar a arte produzida por ele para outros países do mundo.
Formado em história, Bonson participou do movimento estudantil e tinha intimidade com a história da arte. Era um boêmio inveterado e só diminuiu a bebida há dez anos, quando descobriu uma pancreatite. Namorou muitas mulheres, mas não teve filhos. Deixa dois irmãos e a mãe. Seu pai havia morrido há dois anos.


Ruas da cidade viraram ateliê

Desde meados da década de 90, Bonson adquiriu o hábito de transformar as ruas do Centro da Capital em seu ateliê público. Era comum ver o artista sentado em um banquinho retratando uma cena. Escolhia tanto os prédios históricos como os modernos. "Pinto um prédio conhecido e altero o cenário, coloco postes, tiro lixeiras, incluo orelhões e vice-versa. Me pauto na infidelidade", dizia.
O conjunto de aquarelas e desenhos sobre o Centro de Florianópolis foi transformado na exposição "Cenas Urbanas", com a produção de camisetas estampadas com a obra do artista. Nestas seqüências, Bonson faz um passeio pelo antigo cine Ritz, hoje transformado numa igreja evangélica, pelo museu Vitor Meireles, Faculdade de Educação, sobrados da praça 15, ruas Conselheiro Mafra e Saldanha Marinho, só para citar alguns locais. Em sua visão não há só a perspectiva material, mas um envolvimento emocionado, que descreve nas linhas uma percepção poética dos caminhos do Centro, com seus prédios, ruas e cruzamentos.
Na produção das aquarelas, Bonson era rigoroso e usava papel francês, produzido desde 1492, e tinta inglesa com uma qualidade comprovada desde a metade do século 19. Costumava ensinar quem se aproximava dele que o ideal era misturar à tinta uma quantidade de 10% de formol para evitar fungos. Mesmo assim, ele sabia que as pessoas dão pouco crédito à arte sobre papel e, ultimamente, estava animado com a experimentação de tinta acrílica sobre tela.
Em 1992, o chargista expôs seus desenhos e aquarelas na Village de Bonson - cidade do mesmo nome do artista e localizada perto de Nice, no Sul da França. Em 1995, obteve uma bolsa da British Council, e passou dois meses em Londres, convivendo com cartunistas e aquarelistas ingleses. (JL)


Polícia

Mulher de traficante morta com 9 tiros

Menino foi atingido durante tiroteio

Natália Viana

Uma mulher foi executada com nove tiros, na noite de quinta-feira, em um bar na favela Ilha-Continente, nas proximidades da avenida Ivo Silveira, região continental de Florianópolis. Mais de 15 tiros foram disparados dentro do bar, por volta das 21h30, e, segundo testemunhas, os autores só não continuaram a atirar, pois terminou a munição. Carmen Vanusa Leopoldina dos Santos, 35 anos, foi atingida por nove disparos, entre tórax e cabeça. Além dela, um menino de 9 anos, filho da proprietária do bar, também foi ferido com um tiro no tornozelo direito. Os dois foram levados para o Hospital Florianópolis, mas Carmem não resistiu aos ferimentos e morreu ao dar entrada no hospital.
O caso está sendo investigado pela Central de Polícia. Segundo moradores, a vítima era mulher de Giovane Veloso, o "Geléia", que está preso acusado por tráfico de drogas. A principal suspeita é de que Carmem tenha sido morta como queima de arquivo. Segundo informações do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), ela tinha seis passagens pela polícia por furto, já havia cumprido pena no Presídio Feminino de Florianópolis e estava em liberdade provisório do Presídio de Itajaí.
Este foi o quinto homicídio com características de execução registrado somente nesta semana na região da Grande Florianópolis. Na manhã da última segunda-feira, dois adolescente e um homem foram encontrados mortos em São José. Os corpos dos dois adolescentes foram localizados num matagal atrás da igreja do loteamento Dona Vanda. Emerson Francisco Vieira Sarneto, 17 anos, foi atingido por um tiro na testa, sendo que estava com os pés e mãos amarrados. Alessandro da Luz Hinckel, conhecido como "Lelê", também 17 anos, foi assassinado com um tiro no rosto. De acordo com a perícia, os dois estavam sem tênis, com as roupas sujas de mato e terra.
No mesmo dia, os policiais encontraram o corpo de Amarildo Schimtz, 26 anos, dentro de sua casa, no bairro Jardim Solemar. O paranaense também foi morto com um tiro na cabeça, sendo que no local ainda havia uma moto desmanchada, sem o chassi e alguns objetos, provavelmente, furtados. As investigações apontam que Schimtz estava envolvido em furtos realizados na região e também com a receptação de peças de motos. Acredita-se que ele pode ter sido morto em um acerto de contas. A ficha criminal da vítima era extensa, com diversas passagens por furto. Os casos são investigados pela Central de Polícia de São José e, por enquanto, as informações estão sendo mantidas em sigilo para não atrapalhar os trabalhos.
Outra execução ocorreu na quarta-feira. O corpo de Ricardo Alves de Lima, 26 anos, estava jogado entre as pedras de um riacho, no loteamento Vila Cachoeira. Ele foi assassinado com cinco tiros, todos disparados contra a cabeça. A linha de investigação aponta que o crime possa ter envolvimento com o tráfico, já que Lima seria usuário de drogas.


Decretada prisão preventiva de mãe acusada de matar filho

O juiz Ezequiel Rodrigo Garcia, da 1a Vara Criminal de Florianópolis, decretou a prisão preventiva da dona de casa Michele Iracema Martins, 24 anos, que confessou a morte do filho de dois meses e meio. Michele já está presa, desde o início da semana, no Presídio Feminino da Capital, onde deve permanecer até o julgamento. A dona de casa deve ir a júri popular acusada de homicídio qualificado.
A descoberta da autoria da morte do bebê, ocorrida no dia 3 de setembro, chocou a população do bairro Carianos. Na noite do crime, Michele e o marido, Cristian Pacheco, 29 anos, chamaram a polícia, dizendo que o filho havia sido seqüestrado. Foram iniciadas buscas e o corpo da criança foi encontrado em uma vala no entroncamento das ruas Adílio Maria Firmino com a rua do Aviador. Na ocasião, a mãe contou que dois homens armados invadiram a casa, levando o bebê. No entanto, nos depoimentos, pai e mãe caíram em contradição, sendo que Michele confessou o crime.
Segundo seu relato, ela encheu a banheira com cinco centímetros de água, virou o filho de bruços e o segurou até que ele morresse. Pacheco encontrava-se no quarto fazendo o outro filho do casal dormir. A dona de casa então vestiu a criança e depois saiu com o marido para abandonar o corpo na vala, em um lugar ermo e com pouca iluminação. No depoimento, Michele afirmou que tomou a atitude para "dar um fim na criança", pois não teria condições de criar dois filhos. Ela teria tido uma gravidez complicada e a criança apresentava problemas de saúde.
Michele foi indiciada por homicídio qualificado. O marido, Cristian Pacheco, responde em liberdade a processo por ocultação de cadáver e falsa comunicação à polícia.


Garotos são apreendidos
portando entorpecentes

Cinco adolescentes foram flagrados com crack em em diferentes pontos da Grande Florianópolis

Ainá Vietro

Somente na madrugada desta sexta-feira foram detidos cinco adolescentes, em pontos diferentes da Grande Florianópolis, envolvidos com o tráfico de drogas. Todos comercializavam crack e foram apreendidas um total de 141 pedras. A maior quantidade, 101 pedras, estava com um casal que foi abordado em Barreiros, bairro localizado em São José. Os outros três jovens foram encontrados em Florianópolis. Dois deles na comunidade Chico Mendes, na área continental, e outro no morro do Mocotó, na Ilha.
De acordo com informações da Central de Polícia de São José, Priscila Patrícia Gonçalvez, 18 anos, natural de São José, agia com o namorado, um adolescente de 17 anos. A Polícia Militar entrou na residência dos dois com um mandado de busca e apreensão, por volta das 6 horas. O casal teria comercializado a droga durante toda a madrugada e voltado para a casa, que fica no Beco do Camacho, próximo ao Sesi, pela manhã. No local, os agentes encontraram, além das 101 pedras, uma peteca de cocaína e cerca de R$ 100,00 em dinheiro.
Em depoimento prestado na Central de Polícia do município, para onde foram encaminhados, os dois afirmaram que o entorpecente era para consumo próprio. A garota deve ficar detida no Presídio Feminino, em Florianópolis. O adolescente foi levado para a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, onde será aplicada a medida sócio-educativa.
Outros dois jovens foram detidos por volta da 1 hora, na rua dos Ipês, na Comunidade Chico Mendes, próximo a Capoeiras. Ao abordar um garoto de 16 anos, os policiais militares encontraram 18 pedras de crack, uma bucha de maconha e R$ 10,00. Com uma menina, que tem 15 anos, foram achadas 13 pedras de crack e R$ 35,00. Os dois foram para a Delegacia de Proteção à Mulher, à Criança e ao Adolescente (6ª DP).
No morro do Mocotó foram apreendidas nove pedras de crack com Leonardo Marcelo Rodrigues, 18 anos. Ele estava na rua Treze de Maio, por volta das 7 horas, quando policiais militares que faziam uma ronda o abordaram em atitude suspeita. Leonardo foi encaminhado para a Central de Polícia da Capital, onde deve ficar detido.


Segue investigação de
máquinas caça-níqueis

A empresa proprietária dos caça-níqueis apreendidos pela Polícia Federal (PF), na manhã de quinta-feira, na estrada geral do Rio Tavares, mantém cerca de 400 máquinas em funcionamento em todo o Estado. Municípios como Balneário Camboriú, Blumenau, Itajaí e Joinville são alguns dos que contam com o produto. No entanto, de acordo com o delegado federal Ildo Rosa, o inquérito será concentrada nas 240, número final de máquinas que foram encontradas no depósito.
Ildo explica que, depois de verificada a situação da empresa matriz, localizada em Blumenau, foi analisado que está tudo em ordem. O estranhamento está na filial em que foram encontrados os caça-níqueis, segundo Ildo um galpão que não tinha nenhuma placa ou indicativo de identificação externa. O delegado reconhece que falta uma legislação que afirme como deve funcionar esse tipo serviço complica. "O Estado divulga leis sem ter competência para isso, pois a questão dos jogos de azar está muito bem definida pela Constituição Federal", reafirma.
Durante a tarde de ontem, a Receita Federal expediu um auto de infração e termo de guarda fiscal, o que poderá levar a empresa a perder as máquinas, explica o delegado. Para verificar se a empresa funciona dentro da lei, haverá uma investigação mais a fundo. No local onde as máquinas estavam armazenadas, também era feito o conserto e troca dos softwares utilizados para o equipamento funcionar.

Manchetes ANC
Das últimas edições de Geral
09/12 - Fonplata fiscaliza obras na Capital
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Política

Prefeito define
novos secretários

Ipuf, Saúde, Igeof e Continente têm titulares

CLODOALDO VOLPATO

A reforma do colegiado da Prefeitura da Capital ainda está sendo mantido em segredo pelo prefeito Dário Berger (PSDB), mas o AN Capital teve acesso ontem aos primeiros nomes que devem ser divulgados oficialmente somente na próxima semana. O Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) deve ficar com o ex-secretário da Casa Civil, Danilo Cunha (PMDB). Para comandar a Secretaria da Saúde, Berger convidou o ex-secretário de Estado, João Candido da Silva. O ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Alaor Tissot, vai comandar o Instituto de Geração e Oportunidade de Florianópolis (Igeof).
As mudanças não devem parar por aí. Com a reforma, o atual secretário da Saúde, Walter da Luz (PSDB), volta para a Câmara de Vereadores. Mas isto não significa que os suplentes devam deixar o Legislativo. Berger está encontrando uma forma para evitar este tipo de desgaste. O mais provável é que Gean Loureiro (PSDB) deixe a Secretaria do Continente, abrindo a vaga para o vereador Deglaber Goulart (PSDB). Com isto, Loureiro, que acumula várias pastas, deverá ficar somente com a Secretaria de Governo. Esta medida pode gerar conflito, já que Gean lutou muito para ficar com o comando da Secretaria do Continente.Toda essa manobra seria para preservar a permanência de Aurélio Remor (PSDB) na Câmara, onde atua como líder do governo. Outra pasta que já está definida é a do Turismo, que será comandada pelo ex-deputado Mário Cavalazzi (PSDB). A posse está marcada para o dia 16, quando deverá ser anunciada, oficialmente, os outros nomes. O atual secretário, Luiz Ferreira, afirmou Berger esta semana, deve continuar trabalhando na secretaria.
Mesmo que alguns nomes escolhidos integrem a cota pessoal do prefeito, algumas pastas tiveram que seguir as determinações dos partidos que o apóiam.


Dário Berger faz balanço de viagem aos EUA

O prefeito Dário Berger (PSDB) participou ontem da entrevista coletiva concedida pelo governador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) sobre a viagem aos Estados Unidos. A Capital é o foco dos contratos assinados na área de turismo e de tecnologia. Via governo, o acordo para trazer a empresa californiana Sun Microsystems para Florianópolis é um dos destaques. Foi estabelecido contrato de aproximação para instalação do centro de desenvolvimento de softwares no Sapiens Park, parque tecnológico que se projeta implementar na Capital.
No segmento do turismo, a Capital está inclusa na assinatura de acordos de três anos de troca de informações, de inclusão de Santa Catarina em pacotes turísticos e de confecção e distribuição de material de divulgação sobre o Estado com sete empresas da área. O Estado recebeu diploma de cliente preferencial do Esemble Travel Group, que reúne mais de um mil atendentes de viagem dos EUA. "De fato, o exterior conhece muito pouco o Sul, muito menos Florianópolis. Mas quando passamos nosso DVD, viu-se um encantamento muito forte."
Com o secretário estadual de articulação internacional, Roberto Colin, o prefeito fez em contatos para realizar protocolo de cidades-irmãs entre Florianópolis e San Francisco. "Tivemos encontro também com a empresa Cisco, de San Francisco, através do Sapiens Park, e com representantes da Universidade do Estado da Califórnia no sentido de aproximar o pólo tecnológico extremamente avançado de lá com o de Florianópolis, que hoje já se configura com nossa principal fonte de arrecadação", explana. Berger também registrou a preocupação com a debandada da cidade de empresas de tecnologia "em busca de locais mais acessíveis para executar suas atividades".
Na sede da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Dário foi discutir a instituição de Florianópolis como a reserva da biosfera humana. "Recebemos uma proposta preliminar para dar encaminhamento, vamos fazer estudos e tomara que sejamos reconhecidos", explica. Em tom de brincadeira, Berger reclamou por não conseguir ir ao centro da cidade de Los Angeles, pois a agenda não permitiu. "Por pouco, não aconteceu isso também em San Francisco. Mas consegui enganar o governador e ir. Não poderia perder esta oportunidade." (Luiz Christiano)


Fecam incentiva o
pregão eletrônico

Modalidade de licitação é exigida para contratação de bens e serviços que tenham recursos federais

CLODOALDO VOLPATO

A Federação Catarinense de Municípios (Fe-cam) está incentivando as prefeituras do Estado a utilizarem a Internet como ferramenta para contratação de bens e serviços comuns, através da modalidade de licitação - Pregão Eletrônico. Para isto, promove, em parceria com a Associação de Municípios do Extremo Sul Catarinense (Amesc) um treinamento para a utilização do sistema de Pregão Eletrônico Cidadecompras, desenvolvido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) e pela própria Fecam.
Como existe uma determinação, através do Decreto no 5.504, que obriga o uso do pregão eletrônico para a contratações de bens e serviços realizadas com recursos federais, a federação aproveita o encontro para auxiliar os servidores municipais no cumprimento da norma. Segundo o assessor jurídico da Fecam, Edinando Brustolin, a obrigatoriedade do uso do pregão vale para os novos convênios a serem celebrados com a União para as renovações e para os convênios que forem aditados. Além disso, o pregão eletrônico deve ser utilizado, preferencialmente, ao presencial, sendo permitida a realização deste apenas quando o pregão eletrônico for inviável, mediante justificação da autoridade competente.
No curso de terça-feira, os profissionais do setor de compras dos municípios participam de uma simulação de pregão eletrônico, com presença de fornecedores. Brustolin também apresentará as vantagens dos sistema. No mês de janeiro de 2006, a Fecam promove um seminário sobre licitações públicas, que abordará o pregão presencial e o eletrônico. O encontro acontece em Florianópolis.


TCE permite continuidade
de licitação para elevados

A Prefeitura de Florianópolis poderá dar continuidade aos processos licitatórios dos elevados de Capoeiras e do Itacorubi, que haviam sido suspensos pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em setembro por apresentarem irregularidades. Na sessão do pleno, na última quarta-feira, o órgão considerou os novos editais, "excepcionalmente", em consonância com a Lei de Licitações, mas, as decisões aprovadas condicionam a legitimidade do procedimento ao cumprimento das determinações apontadas quando da análise dos editais, nestas licitações e em futuras.
A contratação das empresas para a construção dos dois elevados está estimada em R$ 11,8 mi-lhões. Ao analisar os processos, o TCE determinou a sustação dos editais em virtude das 11 ilegalidades constatadas nas concorrências. Ao invés de corrigir as irregularidades, o Executivo municipal preferiu, no dia 10 de novembro, anulá-los, lançando, em seguida, novos procedimentos licitatórios. Apesar dos novos processos que tratam dos elevados terem sido considerados adequados às normas legais vigentes, o TCE resolveu fazer cinco determinações à Prefeitura em cada um dos editais de concorrência pública, entre elas está a não proibição do consórcio, para ampliar a participação. Também não devem constar as exigências de experiências na execução de superestrutura em caixão alveolar e na execução de barreiras de segurança em concreto New Jersey. Ainda de acordo com o tribunal, os editais não devem exigir do licitante ser proprietário de usina de asfalto na região ou ter compromisso de fornecimento de terceiro de materiais.


PL reúne
presidentes municipais

O Partido Liberal (PL) realiza segunda-feira, em Florianópolis, encontro com os presidentes municipais da legenda. A intenção é avaliar o comportamento da sigla neste ano e traçar a linha de trabalho para o próximo ano, quando a presidente estadual, deputada Odete de Jesus (PL), tentará reeleição, e o vice, o vereador da Capital Alceu Nieckarz (PL), pleiteará vaga na Câmara Federal. São esperados cerca de 30 dos cerca de 120 presidentes municipais do PL. O encontro ocorre na sede da Associação de Servidores da Assembléia Legislativa (Assalesc) e será utilizado também para distribuir certificados a 20 integrantes do partido que se submeteram a curso de formação política."Foi um ano bom. Estamos nos preparando para as próximas eleições, analisando coligações", avalia Nieckarz. Atualmente, o PL possui representação na AL, as prefeituras de Jaraguá do Sul, Itaiópolis e Ipuaçu e vereadores em cerca de 30 municípios.


 

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