Joinville         -         Terça-feira, 13 de dezembro de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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MP propõe acordo para
manter comerciantes

Lojistas poderão voltar para o Mercado

Os comerciantes da ala norte do Mercado Público de Florianópolis podem permecer nos seus boxes por mais dois anos. Passado esse prazo, eles terão que enfrentar uma licitação para definir se continuam ou não na atividade. A proposta foi apresentada ontem à tarde pelo promotor de Justiça Alexandre Herculano Abreu, durante reunião com os comerciantes, iniciativa que visa "amenizar os danos sociais que uma iniciativa imediata poderia provocar", explica.
O acordo poderá ser feito através de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) judicial, "onde deverá existir uma cláusula prevendo o pagamento de multa diária caso o comerciante não deixe o local em que se encontra sem passar por uma licitação, dentro de prazo", acrescenta Abreu. O recuo do Ministério Púlico Estadual (MPE) vai depender dos próprios comerciantes, "pois a alternativa terá seguimento caso todos eles aceitem a proposta que estamos fazendo", salienta.
Para os lojistas, a iniciativa do MPE foi um alívio, "pois não estamos em condições financeiras de enfrentar uma licitação nesse momento, já que muitos perderam os estoques durante o incêndio e possuem dívidas na praça", destaca Carlos Pereira, vice-presidente da Associação dos Comerciantes do Mercado Público. O acordo, que começou a ser discutido ontem, deve ser fechado ao longo da semana, "antes que a ala queimada seja reinaugurada", salienta Abreu.
A informação do MPE, entretanto, não foi suficiente para acalmar completamente os ânimos dos comerciantes. "Estamos todos apreensivos", salienta Pereira. "Ainda procuramos o diálogo e a conversa e as formas legais de reivindicação, por acreditarmos na palavra do prefeito Dário Berger, que garantiu o retorno de todos nós aos boxes que ocupávamos antes do incêndio."
No entanto, caso esse caminho não resulte em ganhos, eles estão dispostos a buscar alternativas "para garantir nossos direitos". Ou seja, "estamos estudando formas radicais de protestos que podem movimentar toda a cidade", diz Pereira, sem entrar em detalhes. A única dica que ele dá sobre o pode ser feito é um cálculo: os cerca de 120 comerciantes do Mercado têm condições de mobilizar até 6 mil pessoas para uma eventual manifestação.
"O Mercado não pode ser reinaugurado no dia 15, como está previsto, sem a nossa presença lá dentro. Se nós não estivermos lá, pode ser que a reinauguração nem aconteça", antecipa. Outra preocupação de Pereira é com o pagamento do aluguel da estrutura provisória no largo da Alfândega. "A parte da Prefeitura, no valor de R$ 99.466,00 ainda não foi repassada", complementa Pereira.


Aumentam denúncias de
envenenamento de cães

Uma audiência judicial realizada ontem no Fórum do Norte da Ilha, no campus da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tratou de um crime contra animais comum em Florianópolis. Um morador do Rio Vermelho, Norte da Ilha, envenenou e matou cinco cachorros de um vizinho, que o levou à Justiça. O dono dos cães mortos não aceitou o acordo proposto pela juiz e o caso segue. De acordo com a coordenadora do Bem-Estar Animal da Prefeitura de Florianópolis, Maria da Graça Dutra, esse tipo de denúncia é cada vez mais comum. "Já temos cerca de 15 processos prontos para serem encaminhados ao fórum", explica Maria da Graça.
A Coordenadoria do Bem-Estar Animal orienta e assessora pessoas dispostas a denunciar esse tipo de crime. Para isso é preciso primeiro procurar a delegacia de polícia mais próxima e registrar um boletim de ocorrência. De posse do BO, o denunciante deve procurar a coordenadoria, no período da tarde. Os telefones do órgão são (48) 3239-1538 e 3239-1578. De acordo com Maria da Graça, a Polícia Civil tem colaborado muito com a responsabilização dos acusados por esse tipo de crime. "Já há uma nova cultura nesse sentido na cidade", comemora. No caso do sujeito acusado de envenenar os cães, a pena é de um a três anos de prisão. "Antes não havia uma política pública para controle da população de cães e gatos, como estamos fazendo, por meio de esterilização, por isso esses animais acabavam mortos por envenenamento, atropelamento, doenças ou eutanásia", conta a coordenadora.
Desde que foi criada, em março, a coordenadoria já realizou mais de 1,8 mil esterilizações de animais pertencentes a famílias de baixa renda, que não têm condições de pagar uma clínica veterinária. Foram recolhidos ao canil municipal 115 cachorros doentes ou feridos, que foram tratados ou receberam eutanásia em casos terminais. Também foram atendidos 18 casos de abandono e maus tratos de cavalos.


Mudanças no transporte
têm avaliação positiva

Linhas do Sul da Ilha tiveram alterações

Embora ainda sejam necessárias pequenas correções, a avaliação da Prefeitura e do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf) sobre as mudanças efetuadas no transporte coletivo do Sul da Ilha é positiva. As alterações tinham por objetivo aumentar a oferta do serviço e ligar as pessoas a seu destino final com o menor número de transbordos possível. "Com os novos serviços, esperamos aumento da demanda pelos serviços", diz o secretário municipal de Transportes, Norberto Stroisch.
Receosa a princípio, a população da região já começa a perceber os benefícios trazidos pelas mudanças. É o que diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf), Valdir Gomes da Silva. "Toda mudança mexe com a vida das pessoas", diz ele. "Mas quem reclamou na semana passada já não está reclamando essa semana, porque já se acostumou."
Uma das alterações foi efetuada na linha que liga o Rio Tavares ao Terminal de Integração da Trindade (Titri). Essa linha havia sido criada há alguns meses, para que os usuários de transporte coletivo do bairro não precisassem mais fazer transbordo no terminal do Saco dos Limões para chegar até a Trindade. Com a modificação efetuada na semana passada, a linha foi estendida do terminal da Trindade até o Centro. "A idéia era que o bairro tivesse ligação direta com o centro da cidade", explica o secretário Stroisch.
No Ribeirão da Ilha, também houve modificações. Como o bairro é muito extenso, foi efetuada uma subdivisão das linhas. Uma atende a região central e a outra atende a Caieira da Barra do Sul. A linha da Caieira faz parte do trajeto pela estrada Manuel Aparício Cordeiro, evitando a rua Baldicero Filomeno na altura do Alto Ribeirão. A linha passa também pela José Olímpio da Silva, estrada onde fica o Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Celesc (Cefa). Com o novo trajeto, a economia de tempo gira em torno de 10 a 15 minutos.
Outras modificações ocorreram, como na linha que liga a Tapera à Trindade. O trajeto foi modificado para que os ônibus de ida e volta não se cruzassem em ruas estreitas, o que forçava os veículos a subirem nas calçadas. Com a mudança, o itinerário passa a ser diferente para os carros que estão chegando e saindo do bairro, e o transtorno é evitado.
Além das modificações principais, pequenas correções continuam sendo feitas para adequar o sistema às necessidades da população. Segundo o secretário de Transportes, nessa época do ano acontecem mudanças na demanda pelas linhas, causadas pela chegada de turistas e pela modificação nos horários do comércio, que passa a funcionar até mais tarde na época de Natal. "Ajustes precisam ser feitos a todo momento", diz ele.


CEF realiza
feira com 472 imóveis

A Caixa Econômica Federal (CEF) iniciou ontem o último feirão de imóveis do ano. O evento acontece até sexta-feira, dia 16, na agência Anita Garibaldi, no edifício ARS, no centro da Capital. A expectativa é que mais de 5 mil pessoas circulem pelos corredores do evento durante a semana.
No feirão, 402 apartamentos e 70 casas vão estar em oferta. Todos os imóveis são em Florianópolis, São José e Palhoça, a maioria nos bairros do Estreito e Barreiros. "O grande objetivo é divulgar e viabilizar todos os projetos. É uma excelente oportunidade de colocar comprador e construtor frente a frente", explica Marcelo Luiz Moser, gerente de mercado de desenvolvimento urbano. A maior parte dos imóveis é de apartamentos de dois dormitórios, com entre 80 e 90 metros quadrados e valor aproximado de R$ 70 mil.
A expectativa é que 60% das ofertas sejam negociadas, o que corresponde a cerca de R$ 20 milhões. Os imóveis de até R$ 80 mil são todos financiados pela CEF com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), destinado para a população com renda bruta de no máximo R$ 4,9 mil.
A taxa de juros varia de acordo com a renda familiar do comprador. Para quem ganha até R$ 1,5 mil, a taxa é de 6% ao ano. O financiamento aumenta para 8,16% para rendas de até R$ 3,9 mil e chega a 10,16% para quem ganha no máximo R$ 4,9 mil. "O público principal do feirão é de famílias que estão comprando o seu primeiro imóvel. Os casais jovens também aparecem bastante", afirma Marcelo. A presença de investidores é tímida, mas existe. "Comprar imóveis na planta costuma ser mais barato", avalia o gerente. O sucesso nas vendas e na execução destes projetos significa crescimento na oferta de empregos. A previsão é de que 3 mil vagas sejam abertas.
Os interessados na compra dos imóveis devem procurar a agência da Caixa Econômica do edifício ARS, das 17 às 22 horas.


Faltam selos
comemorativos na Capital

A Associação Filatélica e Numismática, que reúne cerca de 1,5 mil colecionadores de selos em Florianópolis, reclama da falta de acesso a selos comemorativos na Capital. Segundo o diretor de sede da Capital, Ademar Goeldner, a dificuldade em adquirir as unidades comemorativas já existe há mais de quatro anos e vê a situação piorar. "O pessoal de Santa Catarina é obrigado a encomendar com amigos e clubes de colecionadores em outros Estados, principalmente em São Paulo", comenta o diretor.
Do outro lado da discussão estão os Correios, que negam o problema e afirmam que os selos comemorativos chegam sempre ao Estado e são facilmente adquiridos por quem estiver interessado. Segundo o coordenador regional de negócios de Santa Catarina, José Aparecido Canassa, a produção das unidades especiais continua em ritmo normal e de acordo com o planejamento da empresa. "Para o Natal, fizemos uma edição especial com 150 mil unidades. Em dez dias, ela praticamente está esgotada", afirma o diretor.
A reclamação dos filatélicos atinge também o atendimento nas agências dos Correios. Goeldner afirma que muitos funcionários receberam treinamento especializado para atender os interessados em selos especiais, mas foram transferidos para outros setores. A diretoria dos Correios rebate novamente as acusações. Afirma possuir unidades comemorativas em todas a sua rede, além de oferecer uma loja dentro da agência central apenas para a filatelia.
As edições comemorativas representam um bom investimento para os Correios, seja vendendendo para colecionadores, seja para usuários comuns. Os selos costumam abordar assuntos variados. Alguns são temáticos (automóveis, aviões, fauna e flora), outros são retratos de celebridades históricas importantes e ainda os selos que comemoram datas marcantes para o Brasil.


Inserção no mercado
é vitória dos cegos

Aumenta número de deficientes com emprego

Jeanne Callegari

Apesar dos avanços, ainda falta muito para o ideal, diz a Associação Catarinense de Integração do Cego (Acic) sobre a situação dos portadores de deficiência visual em Florianópolis. Hoje, 13 de dezembro, quando se comemora o Dia do Cego, reivindicações simples continuam sem ser atendidas, ao mesmo tempo em que aumenta o número de deficientes visuais inseridos no mercado de trabalho.
Para a diretora técnica da Acic, Maristela Bianchi, muitos avanços têm acontecido nos últimos anos, especialmente em 2005, quando a situação do cego foi discutida em novela da Rede Globo. "Aumentou o interesse das pessoas pela deficiência, não só visual, mas por todos os tipos de deficiência", diz ela. "As pessoas querem saber a maneira mais adequada de ajudar", constata.
Algumas leis também têm colaborado com a inclusão social do cego. "Antigamente era raro o cego ir à escola", diz Maristela. Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, a vaga na escola fica garantida para crianças de 7 a 14 anos, o que facilita a entrada das pessoas cegas e com baixa visão no ensino básico. A Lei de Acessibilidade também ajuda, pois busca garantir o direito de ir e vir dos deficientes físicos, através da adaptação de espaços públicos, edifícios e meios de transporte.
Uma questão muito trabalhada pela Acic é a da em-pregabilidade. A entidade promove a capacitação dos deficientes visuais para que eles consigam encontrar colocações no mercado de trabalho. "Buscamos a independência do cego, para que ele possa executar suas tarefas no dia-a-dia", diz Maristela. Algumas empresas de Florianópolis já contratam deficientes visuais, como a Softway, por exemplo. Na empresa, três pessoas com baixa visão trabalham como operadores de telemarketing. "Basta que os computadores tenham os softwares adequados para que os deficientes visuais possam utilizá-los", conta a coordenadora de profissionalização da Acic, Denise Pacheco.
Segundo Denise, o principal problema para a inserção dos deficientes visuais no mercado de trabalho é o desconhecimento das empresas, já que as adaptações necessárias não são difíceis de se realizar, como a instalação dos softwares, por exemplo. "Um cego não pode ser médico, mas pode operar a câmara escura do raio-X", diz ela. "Podem ser advogados, psicólogos, pedagogos, professores, telefonistas, uma infinidade de tarefas", diz ela.


Estrutura da cidade ainda é inadequada

Mesmo com as recentes conquistas, a situação dos cegos ainda tem muito a melhorar. A Acic reivindica a colocação adequada do piso-guia e do piso-alerta nas calçadas da cidade, por exemplo. Atitudes simples também podem ajudar, como, ao ver um cego na rua e querer prestar auxílio, perguntar aonde ele quer ir, em vez de simplesmente puxar a pessoa. Muita gente também erra quando, ao conversar com um cego, dirige-se ao acompanhante.
A Acic existe há 28 anos. Em 1986, com o aumento da procura pela entidade, foi criado o Centro de Reabilitação, Profissionalização e Convivência (CRPC), que visa ajudar os deficientes visuais a conquistarem sua independência. O centro desenvolve atividades para inserir o cego e a pessoa de baixa visão na sociedade, tais como a orientação para o uso da bengala, dos softwares para cegos, do sistema braile e do soromã, aparelho de rascunho usado para cálculos matemáticos. Há também preparação e educação dos deficientes para o trabalho, orientação, encaminhamento e acompanhamento profissional. (JC)


Sesc apresenta balanço do Mesa Brasil

Alimentos arrecadados chegaram a 230 toneladas em 2005

O programa Mesa Brasil do Serviço Social do Comérci (Sesc) apresentou ontem o balanço de suas atividades em 2005. Houve um aumento de mais de 300% na quantidade de alimentos arrecadados, chegando a 230 toneladas. O número de instituições atendidas na Grande Florianópolis aumentou de 54 para 85. No mesmo período, a participação das empresas cresceu 74%. Hoje, mais de 60 empresários contribuem.
Um dos principais motivos para o crescimento dos donativos é resultado do trabalho realizado "porta a porta". Segundo Luciana Azevedo do Nascimento, técnica responsável pelo programa no Estado, bater em todas as portas significa "receber mais não do que sim, mas com avanço constante", fala.
Para o diretor regional do Sesc, Robson da Costa Rosa, o crescimento é fruto de um trabalho lento. "Nós já estamos com o programa há três anos. O resultado positivo de 2005 aconteceu graças à conscientização cada vez maior da sociedade e da credibilidade que o programa conquistou."
Em Santa Catarina, o Mesa Brasil também consegue alimentos de parcerias com vários segmentos da sociedade. Neste ano, foram realizadas atividades conjuntas com produtores culturais, cobrando alimentos na entrada de espetáculos, além da participação de pequenos agricultores da Grande Florianópolis.
O balanço das atividades de 2005 foi apresentado durante o 3o Encontro Anual, que aconteceu ontem, no auditório da Fecomércio. Durante o evento, foi assinado um novo acordo de cooperação com a Fundação Nutrir, que atua junto à Central de Abastecimento de Santa Catarina (Ceasa), em São José, para arrecadar mais três toneladas por semana.
Em 2006, o grande objetivo do Mesa Brasil é iniciar uma rede de solidariedade entre as instituições atendidas para promover a troca de alimentos entre elas.


Praças do Centro não têm manutenção

Parque infantil da praça Getúlio Vargas tem brinquedos quebrados e sujeira acumulada

Celso Martins

Pelo menos uma vez por semana, as professoras Hélia Regina Medeiros e Elaine Bernardes, do Jardim Girassol, levam seus alunos até o Parque Infantil Dona Tilinha, na praça Getúlio Vargas, mas trocariam de local se existisse outro espaço público nas imediações. Motivo: as condições do parque e da praça, com equipamentos quebrados ou enferrujados, alambrado danificado em vários pontos e muito lixo espalhado nos locais onde as crianças costumam brincar.
"Os problemas começam com o portão que não fecha como deveria fechar e terminam com o lixo espalhado por tudo", reclama Hélia Medeiros. "É preciso tomar cuidado para que as crianças não se machuquem nos equipamentos que estão deteriorados", acrescenta Elaine Bernardes. As duas constatam que em virtude da situação do parque - o primeiro de Florianópolis - a freqüência tem diminuído cada vez mais.
Quem também não gostou da situação do local foi Pamela Cristini Floriano, 14 anos, residente na avenida Mauro Ramos. "Estão fazendo faxina lá em casa e eu trouxe os meus irmãos para brincarem aqui enquanto dura o serviço", diz. "O que me chamou a atenção quando cheguei foi a situação dos alambrados, o portão difícil de abrir e o lixo", salienta, destacando que "a sujeira é culpa de quem freqüenta, pois existem lixeiras por todos os cantos", complementa.
Mas não é só o parque Dona Tilinha que está abandonado. A própria praça Getúlio Vargas continua sem manutenção, inclusive o antigo chafariz, cujo motor que acionava a água desapareceu. "Não sei se levaram para consertar ou foi roubado, mas o fato é que não está mais na caixa onde devia estar", explica um funcionário da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) que atua no local.
"Eu e outro funcionário somos responsáveis por cuidar dos quatro chafarizes nas praças do Centro e não damos conta", reconhece o servidor da Floram. Segundo ele, os chafarizes do largo da Alfândega Dakir Polidoro, centro cívico Tancredo Naves e praça Getúlio Vargas estão com os mesmos problemas: os motores que movimentam as águas não funcionam e os sistemas de escoamento estão entupidos.
No largo da Alfândega, por exemplo, as águas paradas escondem desde sacolas com cabeças de peixes até plásticos, calçados descartados e preservativos usados. "O pior de tudo é estamos sem cloro para manter a água limpa", salienta o mesmo funcionário, que já chegou a comprar água sanitária para colocar no chafariz do Centro Cívico Tancredo Neves.


Comunidade pede revitalização da Celso Ramos

Com 12.493 metros quadrados e dividida em dois setores, a praça Celso Ramos também está abandonada e se tornou o alvo de uma campanha de revitalização desenvolvida pelo Conselho Comunitário da Agronômica. "Já iniciamos um abaixo-assinado que vai ser entregue ao prefeito Dário Berger pedindo melhorias na praça", informa João Batista Santos, presidente do conselho.
O setor um, com 8.335 metros quadrados, abriga um parque infantil e uma quadra de futebol de areia, sujeitos a constantes inundações. Na tentativa de resolver o problema, a área ganhou sucessivos aterros e nenhum sistema de drenagem. Devido a isso, os bancos estão semi-enterrados e a água das chuvas continua a se acumular, inviabilizando seu uso e se tornando uma ameaça à saúde pública.
"Muitos moradores das imediações trazem os seus cães até a praça para eles façam as necessidades fisiológicas", denuncia Santos. "Muitas famílias deixaram de freqüentar a praça com medo de pegar bicho-do-pé, bicho-geográfico e outras coisas. Como os bancos não são lavados, o fungo se acumula, provocando micoses e outras doenças", salienta. Com os brinquedos para as crianças a situação não é diferente. Os balanços estão quebrados - um deles desde meados do ano passado - ou inutilizados para que não sejam usados.
No setor dois, com seus 4.157 metros quadrados, os problemas são parecidos, principalmente a presença de cães de estimação levados por seus donos para fazer as necessidades fisiológicas no mesmo local onde acontece uma feira livre toda sexta-feira. O mato também está crescido e os bancos semi-enterrados no chão. "Sem contar que em toda a praça não existe sequer um sanitário", salienta João Batista.
O problema é confirmado pelo guardador de carros Nelson Gonçalves, que atua no local há vários anos. "Hoje mesmo apareceu uma turista procurando um banheiro, pois ela estava apurada. Todo dia acontece a mesma coisa e a gente nem sabe o que dizer, ainda mais que vivemos numa cidade turística que recebe visitantes de vários lugares o ano todo", destaca.
Quando forem entregar o abaixo-assinado do SOS Praça Celso Ramos, as lideranças comunitárias da Agronômica vão apresentar o projeto de revitalização da praça, elaborado em 2001 pelo Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf). "Não podemos acusar a atual administração pelo descaso, pois as gestões vão se sucedendo e ninguém toma uma providência", reclama Santos.
Segundo o projeto do Ipuf, a área vai ser reurbanizada, com a execução de drenagem e melhorias dos bancos, necessitando de mais espaços de convívio. Isso inclui intervenções no piso, mobiliário urbano, paisagismo e iluminação. No setor dois será criado um mapa da Ilha de Santa Catarina com petit-pavet "para ser visitado pelas escolas por seu caráter educativo", explica João Batista.
A estátua de Celso Ramos vai ganhar acessos próprios - "hoje o pessoal tem que pisar na grama para ver a estátua de perto". Dos três conjuntos de mesas com bancos restam apenas dois e "isso precisa ser refeito". A praça Celso Ramos foi criada em meados da década de 1960, com aterro retirado da cabeceira insular da ponte Hercílio Luz, onde existiu o antigo cemitério de Florianópolis, através da lei número 580/63, sancionada pelo prefeito Waldemar Vieira. (CM)


Floram reconhece problema

O superintendente da Floram, Francisco Rzatki, reconheceu ontem a existência de diversos problemas nas praças e outros espaços públicos de Florianópolis. Segundo ele, não foi previsto nenhum recurso no orçamento deste ano para a manutenção dos chafarizes de Florianópolis e "esperamos fazer isso logo nas primeiras semanas de 2006", salienta.
Em relação à manutenção das praças na área central, Rzatki lamenta que a Floram continue "com o mesmo pessoal do ano passado". Além disso, os poucos funcionários do setor foram deslocados para o plantio de mudas de flores em 36 rótulas de acessos a diversas praias de Florianópolis e bairros do interior da Ilha.
"Temos informações de que falta manutenção em quatro praças no Centro da cidade", diz. "Vamos procurar a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), para solicitar que eles façam o serviço de roçada nesses locais". Rzatki também ficou de procurar a Secretaria de Obras, responsável pela manutenção dos equipamentos das praças, inclusive os brinquedos usados pelas crianças. (CM)


Polícia

Traficantes recebem policiais com tiros

PM fazia uma incursão no morro da Serrinha e foi surpreendida por disparos efetuados da parte alta

Natália Viana

Policiais militares e traficantes trocaram tiros, durante a noite de domingo, no morro da Serrinha, nas proximidades da rua Capitão Romualdo de Barros, no bairro Carvoeira, em Florianópolis. Segundo relato dos policiais, por volta das 22 horas, eles realizaram uma incursão no morro com objetivo de promover uma blitz em pontos-de- venda de drogas que seriam controlados por um homem conhecido como Jairo, quando foram recebidos com tiros. Os disparos foram devolvidos e houve perseguição.
Dois homens e um adolescente de 17 anos foram detidos e levados para a Central de Polícia da Capital para o registro do flagrante. Com David Santos Ribeiro, 21 anos, os policiais encontraram um revólver Taurus calibre 38, oxidado, com cano médio, capacidade para seis tiros e três munições deflagradas. O adolescente portava uma pistola calibre ponto 380, que estava com a numeração raspada, com quatro cartuchos no carregador e um projétil deflagrado. Ainda foi detido Leandro Silveira dos Santos, 19 anos. Não foram encontradas drogas com nenhum deles.
Ainda no domingo, a Polícia Militar de Tijucas encontrou o corpo de um homem na região de Rancho Rural. O cadáver estava em um local de difícil acesso, nas proximidades da P-4. Segundo informações do Instituto Médico Legal (IML) de Balneário Camboriú, para onde o corpo foi levado, a vítima é Antônio José Nunes, 51 anos, que estava desaparecido desde o último dia 6. De acordo com os peritos, o mais provável é que Nunes tenha morrido de causas naturais, mas o laudo ainda não é definitivo.
Na madrugada do mesmo dia, um homem de 35 anos foi baleado, por volta das 2 horas, na praia da Joaquina, região Leste de Florianópolis. Testemunhas relataram que ouviram os disparos e perceberam que três homens fugiram em um Opala azul de teto branco, em direção ao distrito do Rio Vermelho. A vítima foi encontrada pelos policiais caída da rua e levada imediatamente para o Hospital Governador Celso Ramos. O homem foi transferido para outro hospital da cidade, onde continua internado. Segundo a mulher da vítima, que não quis informar detalhes sobre o ocorrido, temendo represálias, os sujeitos que atiraram contra o homem estavam visivelmente drogados. Os disparos acertaram o tórax, quebraram uma costela e um deles se instalou na coluna do homem baleado.
Outro homem foi ferido por tiros, desta vez na madrugada de sábado, no bairro Morro do Viveiro, em São José. O caso ocorreu por volta da 1 hora, quando o vigia U.J.O, 46 anos, fazia ronda pela rua José R. Coelho. Um homem que estava em uma motocicleta, teria passado pelo local e atirado contra o vigia. A vítima foi atingida de raspão na altura da cintura, sendo levada para ser socorrida por médicos do Hospital Regional de São José.


Investigada execução de garoto na Vargem Grande

A equipe de investigação da 7ª Delegacia de Polícia, de Canasvieiras, trabalha para identificar a autoria dos disparos que mataram Gabriel Ivo Pereira, 17 anos, na madrugada do último sábado. A vítima se encontrava no bar X-Band, na Vargem Grande, no Norte da Ilha, onde estava sendo realizado um festival de funk e hip-hop. Por volta das 4 horas, quando Gabriel deixava o bar, foi atingido por dois tiros de pistola, um na têmpora e outro no olho direito. Cinco adolescentes foram detidos e levados para a Central de Polícia da Capital.
Segundo o delegado Márcio Fortkamp, que atendeu o caso, os adolescentes foram liberados, pois não havia indícios contra eles. Os policiais ouviram três testemunhas oculares, que no horário do crime estavam em pontos diferentes, sendo que a descrição física que estas passaram não batiam com as características dos jovens detidos. No entanto, de acordo com informações de um policial, um dos adolescentes levados para a Central já é conhecido na região, sendo suspeito de envolvimento na morte de Wellington José da Silva, 21 anos, conhecido como "Baianinho", no último dia 2, em Ingleses.
Para Márcio Fortkamp, Gabriel pode ter sido morto por vingança ou por uma rixa entre gangues de comunidades diferentes. O adolescente morava na Vila União, um conjunto habitacional da Prefeitura de Florianópolis, localizado próximo do local do crime. O delegado afirma que o caso foi repassado para a equipe da 7ª DP, que assumiu as investigações. Este foi o sexto homicídio registrado em um período de sete dias na região da Grande Florianópolis. Todos os casos apresentam características de execução, nos quais as vítimas foram assassinadas com tiros na cabeça.


Fogo destrói parte
da lavanderia do HU

Incêndio ocorreu na noite de domingo

A sala onde são guardadas as roupas da lavanderia do Hospital Universitário foi totalmente destruída por um incêndio, no início da noite de domingo. O fogo teria iniciado por volta das 19 horas, sendo que a situação só não se tornou mais dramática, devido a ação rápida do Corpo de Bombeiros. O diretor-geral do HU, Carlos Alberto Justo, explica que o hospital trabalha com dois conjuntos de roupas: as que estão em uso e as que estão sendo lavadas. Todas as roupas, entre lençóis e toalhas, que haviam sido limpas foram perdidas. Ninguém ficou ferido.
O diretor conta que na hora do incêndio uma funcionária que estava de plantão trabalhava no local. Por volta das 19 horas, ela fazia a reposição dos lençóis nos andares superiores, quando sentiu cheiro de fumaça. Ela desceu até a lavanderia, mas não viu nada e retornou às suas atividades. Quando voltou ao setor, o fogo já havia queimado toda a sala e os bombeiros trabalhavam no combate ao incêndio. O socorro foi facilitado pelo fato da unidade do Corpo de Bombeiros estar localizada próxima ao campus da UFSC.
Ainda não se sabe a causa do incêndio, o que deve ser esclarecido somente com o laudo dos bombeiros. Até o final da manhã, a direção do HU aguardava os peritos realizarem a vistoria. Para tentar manter o atendimento, foi montada uma linha de produção de emergência para a lavagem das roupas que estavam em uso. "Estamos fazendo o levantamento em cada setor para saber a extensão do problema", diz Justo. O diretor afirma que foram perdidas cerca de 1,1 mil toalhas e 500 lençóis. No entanto, o setor de maquinário não foi atingido. O maior problema é que o hospital está lotado e não há roupas suficientes para fazer a troca. Devido a esta situação, cirurgias eletivas foram canceladas e pacientes que chegavam ao setor de emergência foram transferidos para outros hospitais.
O diretor explica que a situação mais complicada é com relação ao centro cirúrgico, onde são utilizados tecidos especiais com capacidade para resistir as altas temperaturas do processo de esterilização. Por enquanto, a direção do HU faz um apelo para a população para receber doações de toalhas e lençóis. "Há ainda a possibilidade de doação de tecidos, pois temos um setor de confecção que faz a costura dos lençóis", completa Justo.
Este foi o segundo incêndio a atingir um prédio da universidade neste ano. No dia 4 de outubro, as salas do terceiro pavimento do edifício da Editora da UFSC também foram destruídas pelo fogo. O incêndio começou no setor de almoxarifado da Pró-reitoria de Cultura e Extensão, destruindo equipamentos e material promocional. Os andares inferiores, onde está instalada a editora, não foram atingidos. O laudo do Corpo de Bombeiros apontou que o incêndio foi causado por ação humana, "através do contato direto de chama ou brasa com os materiais combustíveis dentro da zona de origem". Mas não se sabe se este ocorreu de forma acidental ou intencional. (Natália Viana)


Assalto em loja de shopping é apurado

A Central de Polícia da Capital investiga o assalto ocorrido na Lojas Renner do Beiramar Shopping, neste fim de semana. O crime aconteceu por volta das 23h30 de sábado, quando quatro funcionários finalizavam o expediente. Dois homens, um adolescente e outro adulto, entraram na loja, renderam e amarraram os empregados e levaram R$ 100 mil em dinheiro e cheques, além de celulares e jóias que pertenciam aos trabalhadores.
Os assaltantes tiveram acesso à loja pela porta dos fundos, por onde somente os funcionários são autorizados a entrar ou sair. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Acioni Souza Filho, nenhum deles sabia dizer quem teria aberto a porta aos assaltantes. A dupla conseguiu entrar com a desculpa de que teria esquecido um celular na Renner. Quando os empregados afirmaram que ninguém passar por ali, os ladrões sacaram as armas e anunciaram a ação.
Enquanto perguntavam onde estava o cofre da empresa, os dois homens amarraram os quatro trabalhadores com cordas e fita crepe. De acordo com os depoimentos colhidos ontem, um deles atendia pelo nome de Fernando, e o outro era chamado de "Di Menor". Depois de conseguir acesso ao cofre da empresa, levaram R$ 60 mil em dinheiro e R$ 40 mil em cheques. Acioni explica que não há como identificar os ladrões, pois eles retiraram o lacre do sistema de câmeras internas da loja e levaram o CD onde as imagens estavam gravadas.
A ação durou cerca de dez minutos, e os assaltantes fugiram por uma porta externa do shopping, utilizada como saída de segurança. Antes da fuga, a dupla deu coronhadas na cabeça das vítimas, alertando que não chamassem a polícia, caso contrário seriam mortos. Como os ladrões conheciam bem a situação operacional do lugar, o delegado acredita que pode existir algum informante. Ontem os empregados da empresa prestaram depoimento.
Também no sábado, um casal tentou aplicar um golpe nas Lojas Colombo por duas vezes. A primeira aconteceu no início da manhã, numa revendedora localizada no município de Palhoça. Segundo o delegado Júlio Arantes, que cuida do caso, os dois teriam tentado comprar mercadorias no local. Como a compra seria realizada no prazo, no momento em que o vendedor solicitou a documentação dos dois, eles fugiram. Pouco tempo depois, por volta das 10 horas, o casal voltou a tentar aplicar o golpe na loja do Centro da Capital. Na hora em que o vendedor solicitou a documentação, os dois fugiram novamente. Entre as pistas que a polícia tem, a respeito dos possíveis golpistas, é de que teriam uma caminhonete Ford Ranger. No entanto, ao analisar a placa, foi descoberta que ela está em uma motocicleta localizada no Mato Grosso.

Manchetes ANC
Das últimas edições de Geral
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Política

Entidades cobram verbas de emendas

Comissão de Orçamento da Câmara realiza audiência pública sobre repasse das propostas parlamentares

CLODOALDO VOLPATO

A Comissão de Orçamento da Câmara de Vereadores da Capital realizou ontem uma audiência para debater o repasse das emendas parlamentares aprovadas no orçamento para o exercício financeiro de 2005 que ainda não foram contempladas pelo Executivo. O encontro foi solicitado pelo vereador Márcio de Souza (PT) que, segundo ele, vem recebendo muitas reclamações das entidades comunitárias que ainda não receberam as subvenções sociais destinadas através das sugestões apresentadas pelos vereadores durante a aprovação do projeto do orçamento no ano passado.
A audiência reuniu representantes da Prefeitura, do Legislativo e das entidades comunitárias. Durante a votação do orçamento deste ano, cada um dos então 16 vereadores pôde apresentar emendas, entre obras e subvenção social, que atingisse um montante de R$ 300 mil. No mês de outubro, quando comandou o Executivo por 12 dias, o presidente da Câmara, Marcílio Ávila (PSDB), chegou a liberar as emendas, mas, de acordo com Márcio de Souza, muito pouco dos recursos foram disponibilizados. "Das minhas emendas,apenas 15% foram liberadas", disse o petista. Como não conseguiram receber a maioria dos recursos destinados a elas, as entidades comunitárias afirmam que estão passando por dificuldades financeiras.
É o caso do Grupo de Apoio e Preservação a Aids (Gapa). Segundo a presidente da entidade, Helena Lima Pires, até agora o Gapa recebeu apenas R$ 1,5 mil. Ela não soube informar quanto a entidade tem a receber, mas lembra que vários vereadores apresentaram emendas disponibilizando recursos para a entidade. "Mesmo assim, este dinheiro só foi liberado quando o Marcílio estava na Prefeitura, depois disso ninguém falou mais nada. O Gapa tem um gasto muito elevado com medicamentos e comida", reclama Helena. O presidente do Conselho Comunitário da Agronômica, João Batista, também reclamou. Segundo ele, a administração municipal não ouve as reivindicações das comunidades. "As idéias sugeridas pelas comunidades são riquíssimas. Elas sabem o que é bom para os moradores", disse ele. De acordo com Batista, há mais de 45 dias vem tentando uma audiência com o prefeito Dário Berger (PSDB) para apresentar alguns projetos para a comunidade.
A Prefeitura foi representada na audiência pelo secretário de Governo, Gean Loureiro (PSDB). Segundo ele, algumas emendas ainda não foram liberadas por falta de recursos, mas que até o final da ano vai encontrar uma forma para liberar o maior número possível.
"Vamos ver o que é possível liberar ainda este ano, mas isto depende das verbas", afirmou ele.


Prefeito nega saída de Gean

A assessoria de imprensa da Prefeitura da Capital informou ontem que a reforma do colegiado, prevista para ser anunciada nos próximos dias, não deve mexer com a Secretaria do Continente, comandada pelo vereador Gean Loureiro (PSDB). Segundo o assessor Ariel Bottaro, o prefeito Dário Berger (PSDB) nega que vá substituir Gean pelo também vereador Deglaber Goulart (PSDB). "Gean é imexível", afirmou. De acordo com ele, o único nome confirmado é do ex-deputado Mário Cavallazzi para o Turismo. Na reforma, Berger deve mexer, pelo menos, na Saúde, no Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) e Instituto de Geração e Oportunidade
(Igeof). Para os cargos, estão cotados, respectivamente, o ex-secretário estadual da Saúde, João Candido da Silva, o ex-titular da Casa Civi estaduall, Danilo Cunha, e o ex-presidente da Associação Comercial de Industrial (Acif), Alaor Tissot.


TCE aprova contas de 2004

O Tribunal de Contas do Estado (TCE), dando continuidade a apreciação das contas das prefeituras do exercício financeiro de 2004, deu parecer pela aprovação de mais duas prefeituras da região da Grande Florianópolis. Durante a sessão de ontem, foram apreciadas as contas dos municípios de São Bonifácio e Águas Mornas. Até o momento, nenhuma prefeitura da região teve as contas rejeitadas pelo tribunal. Na sessão de ontem, foram analisadas as contas de 36 prefeituras.
De acordo com o TCE, a análise preliminar do balanço de todos os municípios catarinenses já foi concluída pela Diretoria de Controle dos Municípios. As contas precisam ser apreciadas até o final do ano. A expectativa maior é com relação as contas de Florianópolis, que vem gerando muita polêmica. A apreciação está marcada para acontecer no próximo dia 19.


PP quer presidir Legislativo de Tijucas

Partido pede cumprimento de acordo fechado no início do ano

JONAS HAMES

Tijucas - As disputas pela presidência das câmaras de vereadores no Vale do Rio Tijucas continuam. Acordos, rompimentos e trocas de acusações marcam o processo. No início do ano um acordo para eleição da mesa diretora do Legislativo de Tijucas foi firmado entre o PFL, PP e Edson Souza (PMDB). Na época, Edson foi eleito presidente contrariando as expectativas do partido que tinha outro candidato. A votação que irá apontar a nova mesa diretora acontece na quinta-feira. O acordo determinava um cronograma para os quatro anos. Ficou decidido que no primeiro ano, a presidência ficaria com o PMDB. No segundo ano, sem especificar nomes, seria a vez do PFL ou PP. Em 2007 retornaria Edson Souza, e 2008 seria disputado entre PFL e PP. A idéia inicial seria distribuir dois anos para cada segmento de coligação.
Ontem, PFL e PP se reuniram para determinar quem será o candidato para 2006. Apesar das discussões, o Partido Progressista deverá comandar o Legislativo no próximo ano. O vereador Sérgio Cordeiro (PP), e virtual candidato, garante que o acordo será cumprido. "Temos a consciência que temos que cumprir nossos acordos, ou não sobreviveremos na política". Sérgio afirma que a negociação é pública e foi assinada pelos vereadores. Apesar do ofício assinado pelos parlamentares não ter valor legal, o vereador diz que é legítimo.


Municípios
têm gestão estratégica

Tijucas - As prefeituras de Tijucas e Governador Celso Ramos trabalham na implantação da 2a fase do Programa de Gestão Estratégica Municipal (Pegem), com apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Hoje a Prefeitura de Tijucas e o Sebrae entregam o plano de Desenvolvimento Estratégico do Município aos demais integrantes do Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda. O plano foi elaborado em parceria com o Sebrae.
Os secretários municipais levantaram suas prioridades administrativas. Estão previstas uma série de ações para garantir maior eficiência, integração e profissionalização dentro da administração. Foi elaborado um diagnóstico identificando os setores e problemas prioritários. Além disso, foram definidos objetivos estratégicos, planos de ação, sistemas de gestão integrada e monitoramento de projetos. O Pegem é a oportunidade das prefeituras aprimorarem seus sistemas de gestão administrativa, executiva e operacional. Controlar despesas e acompanhar através de indicadores claros e bem definidos, tarefas e responsabilidades de cada setor passam a ser ferramentas fundamentais. "Estamos contribuindo para o aprimoramento técnico e profissional de cada administração,s auxiliando para um desenvolvimento seguro", afirma Sérgio Cardoso, agente de articulação do Sebrae


 

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