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ANcapital
G E R A L
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MP propõe acordo para
manter comerciantes
Lojistas poderão
voltar para o Mercado
Os
comerciantes da ala norte do Mercado Público de Florianópolis
podem permecer nos seus boxes por mais dois anos. Passado esse
prazo, eles terão que enfrentar uma licitação
para definir se continuam ou não na atividade. A proposta
foi apresentada ontem à tarde pelo promotor de Justiça
Alexandre Herculano Abreu, durante reunião com os comerciantes,
iniciativa que visa "amenizar os danos sociais que uma iniciativa
imediata poderia provocar", explica.
O acordo poderá ser feito através de um Termo de
Ajustamento de Conduta (TAC) judicial, "onde deverá
existir uma cláusula prevendo o pagamento de multa diária
caso o comerciante não deixe o local em que se encontra
sem passar por uma licitação, dentro de prazo",
acrescenta Abreu. O recuo do Ministério Púlico
Estadual (MPE) vai depender dos próprios comerciantes,
"pois a alternativa terá seguimento caso todos eles
aceitem a proposta que estamos fazendo", salienta.
Para os lojistas, a iniciativa do MPE foi um alívio, "pois
não estamos em condições financeiras de
enfrentar uma licitação nesse momento, já
que muitos perderam os estoques durante o incêndio e possuem
dívidas na praça", destaca Carlos Pereira,
vice-presidente da Associação dos Comerciantes
do Mercado Público. O acordo, que começou a ser
discutido ontem, deve ser fechado ao longo da semana, "antes
que a ala queimada seja reinaugurada", salienta Abreu.
A informação do MPE, entretanto, não foi
suficiente para acalmar completamente os ânimos dos comerciantes.
"Estamos todos apreensivos", salienta Pereira. "Ainda
procuramos o diálogo e a conversa e as formas legais de
reivindicação, por acreditarmos na palavra do prefeito
Dário Berger, que garantiu o retorno de todos nós
aos boxes que ocupávamos antes do incêndio."
No entanto, caso esse caminho não resulte em ganhos, eles
estão dispostos a buscar alternativas "para garantir
nossos direitos". Ou seja, "estamos estudando formas
radicais de protestos que podem movimentar toda a cidade",
diz Pereira, sem entrar em detalhes. A única dica que
ele dá sobre o pode ser feito é um cálculo:
os cerca de 120 comerciantes do Mercado têm condições
de mobilizar até 6 mil pessoas para uma eventual manifestação.
"O Mercado não pode ser reinaugurado no dia 15, como
está previsto, sem a nossa presença lá dentro.
Se nós não estivermos lá, pode ser que a
reinauguração nem aconteça", antecipa.
Outra preocupação de Pereira é com o pagamento
do aluguel da estrutura provisória no largo da Alfândega.
"A parte da Prefeitura, no valor de R$ 99.466,00 ainda não
foi repassada", complementa Pereira.
Aumentam denúncias de
envenenamento de cães
Uma audiência judicial realizada ontem no Fórum
do Norte da Ilha, no campus da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC), tratou de um crime contra animais comum em Florianópolis.
Um morador do Rio Vermelho, Norte da Ilha, envenenou e matou
cinco cachorros de um vizinho, que o levou à Justiça.
O dono dos cães mortos não aceitou o acordo proposto
pela juiz e o caso segue. De acordo com a coordenadora do Bem-Estar
Animal da Prefeitura de Florianópolis, Maria da Graça
Dutra, esse tipo de denúncia é cada vez mais comum.
"Já temos cerca de 15 processos prontos para serem
encaminhados ao fórum", explica Maria da Graça.
A Coordenadoria do Bem-Estar Animal orienta e assessora pessoas
dispostas a denunciar esse tipo de crime. Para isso é
preciso primeiro procurar a delegacia de polícia mais
próxima e registrar um boletim de ocorrência. De
posse do BO, o denunciante deve procurar a coordenadoria, no
período da tarde. Os telefones do órgão
são (48) 3239-1538 e 3239-1578. De acordo com Maria da
Graça, a Polícia Civil tem colaborado muito com
a responsabilização dos acusados por esse tipo
de crime. "Já há uma nova cultura nesse sentido
na cidade", comemora. No caso do sujeito acusado de envenenar
os cães, a pena é de um a três anos de prisão.
"Antes não havia uma política pública
para controle da população de cães e gatos,
como estamos fazendo, por meio de esterilização,
por isso esses animais acabavam mortos por envenenamento, atropelamento,
doenças ou eutanásia", conta a coordenadora.
Desde que foi criada, em março, a coordenadoria já
realizou mais de 1,8 mil esterilizações de animais
pertencentes a famílias de baixa renda, que não
têm condições de pagar uma clínica
veterinária. Foram recolhidos ao canil municipal 115 cachorros
doentes ou feridos, que foram tratados ou receberam eutanásia
em casos terminais. Também foram atendidos 18 casos de
abandono e maus tratos de cavalos.
Mudanças no transporte
têm avaliação positiva
Linhas do Sul da
Ilha tiveram alterações
Embora ainda sejam necessárias pequenas correções,
a avaliação da Prefeitura e do Sindicato das Empresas
de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf) sobre as
mudanças efetuadas no transporte coletivo do Sul da Ilha
é positiva. As alterações tinham por objetivo
aumentar a oferta do serviço e ligar as pessoas a seu
destino final com o menor número de transbordos possível.
"Com os novos serviços, esperamos aumento da demanda
pelos serviços", diz o secretário municipal
de Transportes, Norberto Stroisch.
Receosa a princípio, a população da região
já começa a perceber os benefícios trazidos
pelas mudanças. É o que diz o presidente do Sindicato
das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf),
Valdir Gomes da Silva. "Toda mudança mexe com a vida
das pessoas", diz ele. "Mas quem reclamou na semana
passada já não está reclamando essa semana,
porque já se acostumou."
Uma das alterações foi efetuada na linha que liga
o Rio Tavares ao Terminal de Integração da Trindade
(Titri). Essa linha havia sido criada há alguns meses,
para que os usuários de transporte coletivo do bairro
não precisassem mais fazer transbordo no terminal do Saco
dos Limões para chegar até a Trindade. Com a modificação
efetuada na semana passada, a linha foi estendida do terminal
da Trindade até o Centro. "A idéia era que
o bairro tivesse ligação direta com o centro da
cidade", explica o secretário Stroisch.
No Ribeirão da Ilha, também houve modificações.
Como o bairro é muito extenso, foi efetuada uma subdivisão
das linhas. Uma atende a região central e a outra atende
a Caieira da Barra do Sul. A linha da Caieira faz parte do trajeto
pela estrada Manuel Aparício Cordeiro, evitando a rua
Baldicero Filomeno na altura do Alto Ribeirão. A linha
passa também pela José Olímpio da Silva,
estrada onde fica o Centro de Formação e Aperfeiçoamento
da Celesc (Cefa). Com o novo trajeto, a economia de tempo gira
em torno de 10 a 15 minutos.
Outras modificações ocorreram, como na linha que
liga a Tapera à Trindade. O trajeto foi modificado para
que os ônibus de ida e volta não se cruzassem em
ruas estreitas, o que forçava os veículos a subirem
nas calçadas. Com a mudança, o itinerário
passa a ser diferente para os carros que estão chegando
e saindo do bairro, e o transtorno é evitado.
Além das modificações principais, pequenas
correções continuam sendo feitas para adequar o
sistema às necessidades da população. Segundo
o secretário de Transportes, nessa época do ano
acontecem mudanças na demanda pelas linhas, causadas pela
chegada de turistas e pela modificação nos horários
do comércio, que passa a funcionar até mais tarde
na época de Natal. "Ajustes precisam ser feitos a
todo momento", diz ele.
CEF realiza
feira com 472 imóveis
A Caixa Econômica Federal (CEF) iniciou ontem o último
feirão de imóveis do ano. O evento acontece até
sexta-feira, dia 16, na agência Anita Garibaldi, no edifício
ARS, no centro da Capital. A expectativa é que mais de
5 mil pessoas circulem pelos corredores do evento durante a semana.
No feirão, 402 apartamentos e 70 casas vão estar
em oferta. Todos os imóveis são em Florianópolis,
São José e Palhoça, a maioria nos bairros
do Estreito e Barreiros. "O grande objetivo é divulgar
e viabilizar todos os projetos. É uma excelente oportunidade
de colocar comprador e construtor frente a frente", explica
Marcelo Luiz Moser, gerente de mercado de desenvolvimento urbano.
A maior parte dos imóveis é de apartamentos de
dois dormitórios, com entre 80 e 90 metros quadrados e
valor aproximado de R$ 70 mil.
A expectativa é que 60% das ofertas sejam negociadas,
o que corresponde a cerca de R$ 20 milhões. Os imóveis
de até R$ 80 mil são todos financiados pela CEF
com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço
(FGTS), destinado para a população com renda bruta
de no máximo R$ 4,9 mil.
A taxa de juros varia de acordo com a renda familiar do comprador.
Para quem ganha até R$ 1,5 mil, a taxa é de 6%
ao ano. O financiamento aumenta para 8,16% para rendas de até
R$ 3,9 mil e chega a 10,16% para quem ganha no máximo
R$ 4,9 mil. "O público principal do feirão
é de famílias que estão comprando o seu
primeiro imóvel. Os casais jovens também aparecem
bastante", afirma Marcelo. A presença de investidores
é tímida, mas existe. "Comprar imóveis
na planta costuma ser mais barato", avalia o gerente. O
sucesso nas vendas e na execução destes projetos
significa crescimento na oferta de empregos. A previsão
é de que 3 mil vagas sejam abertas.
Os interessados na compra dos imóveis devem procurar a
agência da Caixa Econômica do edifício ARS,
das 17 às 22 horas.
Faltam selos
comemorativos na Capital
A Associação Filatélica e Numismática,
que reúne cerca de 1,5 mil colecionadores de selos em
Florianópolis, reclama da falta de acesso a selos comemorativos
na Capital. Segundo o diretor de sede da Capital, Ademar Goeldner,
a dificuldade em adquirir as unidades comemorativas já
existe há mais de quatro anos e vê a situação
piorar. "O pessoal de Santa Catarina é obrigado a
encomendar com amigos e clubes de colecionadores em outros Estados,
principalmente em São Paulo", comenta o diretor.
Do outro lado da discussão estão os Correios, que
negam o problema e afirmam que os selos comemorativos chegam
sempre ao Estado e são facilmente adquiridos por quem
estiver interessado. Segundo o coordenador regional de negócios
de Santa Catarina, José Aparecido Canassa, a produção
das unidades especiais continua em ritmo normal e de acordo com
o planejamento da empresa. "Para o Natal, fizemos uma edição
especial com 150 mil unidades. Em dez dias, ela praticamente
está esgotada", afirma o diretor.
A reclamação dos filatélicos atinge também
o atendimento nas agências dos Correios. Goeldner afirma
que muitos funcionários receberam treinamento especializado
para atender os interessados em selos especiais, mas foram transferidos
para outros setores. A diretoria dos Correios rebate novamente
as acusações. Afirma possuir unidades comemorativas
em todas a sua rede, além de oferecer uma loja dentro
da agência central apenas para a filatelia.
As edições comemorativas representam um bom investimento
para os Correios, seja vendendendo para colecionadores, seja
para usuários comuns. Os selos costumam abordar assuntos
variados. Alguns são temáticos (automóveis,
aviões, fauna e flora), outros são retratos de
celebridades históricas importantes e ainda os selos que
comemoram datas marcantes para o Brasil.
Inserção no mercado
é vitória dos cegos
Aumenta número
de deficientes com emprego
Jeanne Callegari
Apesar dos avanços, ainda falta muito para o ideal,
diz a Associação Catarinense de Integração
do Cego (Acic) sobre a situação dos portadores
de deficiência visual em Florianópolis. Hoje, 13
de dezembro, quando se comemora o Dia do Cego, reivindicações
simples continuam sem ser atendidas, ao mesmo tempo em que aumenta
o número de deficientes visuais inseridos no mercado de
trabalho.
Para a diretora técnica da Acic, Maristela Bianchi, muitos
avanços têm acontecido nos últimos anos,
especialmente em 2005, quando a situação do cego
foi discutida em novela da Rede Globo. "Aumentou o interesse
das pessoas pela deficiência, não só visual,
mas por todos os tipos de deficiência", diz ela. "As
pessoas querem saber a maneira mais adequada de ajudar",
constata.
Algumas leis também têm colaborado com a inclusão
social do cego. "Antigamente era raro o cego ir à
escola", diz Maristela. Com a Lei de Diretrizes e Bases
da Educação (LDB), de 1996, a vaga na escola fica
garantida para crianças de 7 a 14 anos, o que facilita
a entrada das pessoas cegas e com baixa visão no ensino
básico. A Lei de Acessibilidade também ajuda, pois
busca garantir o direito de ir e vir dos deficientes físicos,
através da adaptação de espaços públicos,
edifícios e meios de transporte.
Uma questão muito trabalhada pela Acic é a da em-pregabilidade.
A entidade promove a capacitação dos deficientes
visuais para que eles consigam encontrar colocações
no mercado de trabalho. "Buscamos a independência
do cego, para que ele possa executar suas tarefas no dia-a-dia",
diz Maristela. Algumas empresas de Florianópolis já
contratam deficientes visuais, como a Softway, por exemplo. Na
empresa, três pessoas com baixa visão trabalham
como operadores de telemarketing. "Basta que os computadores
tenham os softwares adequados para que os deficientes visuais
possam utilizá-los", conta a coordenadora de profissionalização
da Acic, Denise Pacheco.
Segundo Denise, o principal problema para a inserção
dos deficientes visuais no mercado de trabalho é o desconhecimento
das empresas, já que as adaptações necessárias
não são difíceis de se realizar, como a
instalação dos softwares, por exemplo. "Um
cego não pode ser médico, mas pode operar a câmara
escura do raio-X", diz ela. "Podem ser advogados, psicólogos,
pedagogos, professores, telefonistas, uma infinidade de tarefas",
diz ela.
Estrutura da cidade ainda é
inadequada
Mesmo com as recentes conquistas, a situação
dos cegos ainda tem muito a melhorar. A Acic reivindica a colocação
adequada do piso-guia e do piso-alerta nas calçadas da
cidade, por exemplo. Atitudes simples também podem ajudar,
como, ao ver um cego na rua e querer prestar auxílio,
perguntar aonde ele quer ir, em vez de simplesmente puxar a pessoa.
Muita gente também erra quando, ao conversar com um cego,
dirige-se ao acompanhante.
A Acic existe há 28 anos. Em 1986, com o aumento da procura
pela entidade, foi criado o Centro de Reabilitação,
Profissionalização e Convivência (CRPC),
que visa ajudar os deficientes visuais a conquistarem sua independência.
O centro desenvolve atividades para inserir o cego e a pessoa
de baixa visão na sociedade, tais como a orientação
para o uso da bengala, dos softwares para cegos, do sistema braile
e do soromã, aparelho de rascunho usado para cálculos
matemáticos. Há também preparação
e educação dos deficientes para o trabalho, orientação,
encaminhamento e acompanhamento profissional. (JC)
Sesc apresenta balanço do
Mesa Brasil
Alimentos arrecadados
chegaram a 230 toneladas em 2005
O programa Mesa Brasil do Serviço Social do Comérci
(Sesc) apresentou ontem o balanço de suas atividades em
2005. Houve um aumento de mais de 300% na quantidade de alimentos
arrecadados, chegando a 230 toneladas. O número de instituições
atendidas na Grande Florianópolis aumentou de 54 para
85. No mesmo período, a participação das
empresas cresceu 74%. Hoje, mais de 60 empresários contribuem.
Um dos principais motivos para o crescimento dos donativos é
resultado do trabalho realizado "porta a porta". Segundo
Luciana Azevedo do Nascimento, técnica responsável
pelo programa no Estado, bater em todas as portas significa "receber
mais não do que sim, mas com avanço constante",
fala.
Para o diretor regional do Sesc, Robson da Costa Rosa, o crescimento
é fruto de um trabalho lento. "Nós já
estamos com o programa há três anos. O resultado
positivo de 2005 aconteceu graças à conscientização
cada vez maior da sociedade e da credibilidade que o programa
conquistou."
Em Santa Catarina, o Mesa Brasil também consegue alimentos
de parcerias com vários segmentos da sociedade. Neste
ano, foram realizadas atividades conjuntas com produtores culturais,
cobrando alimentos na entrada de espetáculos, além
da participação de pequenos agricultores da Grande
Florianópolis.
O balanço das atividades de 2005 foi apresentado durante
o 3o Encontro Anual, que aconteceu ontem, no auditório
da Fecomércio. Durante o evento, foi assinado um novo
acordo de cooperação com a Fundação
Nutrir, que atua junto à Central de Abastecimento de Santa
Catarina (Ceasa), em São José, para arrecadar mais
três toneladas por semana.
Em 2006, o grande objetivo do Mesa Brasil é iniciar uma
rede de solidariedade entre as instituições atendidas
para promover a troca de alimentos entre elas.
Praças do Centro não
têm manutenção
Parque infantil
da praça Getúlio Vargas tem brinquedos quebrados
e sujeira acumulada
Celso Martins
Pelo menos uma vez por semana, as professoras Hélia
Regina Medeiros e Elaine Bernardes, do Jardim Girassol, levam
seus alunos até o Parque Infantil Dona Tilinha, na praça
Getúlio Vargas, mas trocariam de local se existisse outro
espaço público nas imediações. Motivo:
as condições do parque e da praça, com equipamentos
quebrados ou enferrujados, alambrado danificado em vários
pontos e muito lixo espalhado nos locais onde as crianças
costumam brincar.
"Os problemas começam com o portão que não
fecha como deveria fechar e terminam com o lixo espalhado por
tudo", reclama Hélia Medeiros. "É preciso
tomar cuidado para que as crianças não se machuquem
nos equipamentos que estão deteriorados", acrescenta
Elaine Bernardes. As duas constatam que em virtude da situação
do parque - o primeiro de Florianópolis - a freqüência
tem diminuído cada vez mais.
Quem também não gostou da situação
do local foi Pamela Cristini Floriano, 14 anos, residente na
avenida Mauro Ramos. "Estão fazendo faxina lá
em casa e eu trouxe os meus irmãos para brincarem aqui
enquanto dura o serviço", diz. "O que me chamou
a atenção quando cheguei foi a situação
dos alambrados, o portão difícil de abrir e o lixo",
salienta, destacando que "a sujeira é culpa de quem
freqüenta, pois existem lixeiras por todos os cantos",
complementa.
Mas não é só o parque Dona Tilinha que está
abandonado. A própria praça Getúlio Vargas
continua sem manutenção, inclusive o antigo chafariz,
cujo motor que acionava a água desapareceu. "Não
sei se levaram para consertar ou foi roubado, mas o fato é
que não está mais na caixa onde devia estar",
explica um funcionário da Fundação Municipal
do Meio Ambiente (Floram) que atua no local.
"Eu e outro funcionário somos responsáveis
por cuidar dos quatro chafarizes nas praças do Centro
e não damos conta", reconhece o servidor da Floram.
Segundo ele, os chafarizes do largo da Alfândega Dakir
Polidoro, centro cívico Tancredo Naves e praça
Getúlio Vargas estão com os mesmos problemas: os
motores que movimentam as águas não funcionam e
os sistemas de escoamento estão entupidos.
No largo da Alfândega, por exemplo, as águas paradas
escondem desde sacolas com cabeças de peixes até
plásticos, calçados descartados e preservativos
usados. "O pior de tudo é estamos sem cloro para
manter a água limpa", salienta o mesmo funcionário,
que já chegou a comprar água sanitária para
colocar no chafariz do Centro Cívico Tancredo Neves.
Comunidade pede revitalização
da Celso Ramos
Com 12.493 metros quadrados e dividida em dois setores, a
praça Celso Ramos também está abandonada
e se tornou o alvo de uma campanha de revitalização
desenvolvida pelo Conselho Comunitário da Agronômica.
"Já iniciamos um abaixo-assinado que vai ser entregue
ao prefeito Dário Berger pedindo melhorias na praça",
informa João Batista Santos, presidente do conselho.
O setor um, com 8.335 metros quadrados, abriga um parque infantil
e uma quadra de futebol de areia, sujeitos a constantes inundações.
Na tentativa de resolver o problema, a área ganhou sucessivos
aterros e nenhum sistema de drenagem. Devido a isso, os bancos
estão semi-enterrados e a água das chuvas continua
a se acumular, inviabilizando seu uso e se tornando uma ameaça
à saúde pública.
"Muitos moradores das imediações trazem os
seus cães até a praça para eles façam
as necessidades fisiológicas", denuncia Santos. "Muitas
famílias deixaram de freqüentar a praça com
medo de pegar bicho-do-pé, bicho-geográfico e outras
coisas. Como os bancos não são lavados, o fungo
se acumula, provocando micoses e outras doenças",
salienta. Com os brinquedos para as crianças a situação
não é diferente. Os balanços estão
quebrados - um deles desde meados do ano passado - ou inutilizados
para que não sejam usados.
No setor dois, com seus 4.157 metros quadrados, os problemas
são parecidos, principalmente a presença de cães
de estimação levados por seus donos para fazer
as necessidades fisiológicas no mesmo local onde acontece
uma feira livre toda sexta-feira. O mato também está
crescido e os bancos semi-enterrados no chão. "Sem
contar que em toda a praça não existe sequer um
sanitário", salienta João Batista.
O problema é confirmado pelo guardador de carros Nelson
Gonçalves, que atua no local há vários anos.
"Hoje mesmo apareceu uma turista procurando um banheiro,
pois ela estava apurada. Todo dia acontece a mesma coisa e a
gente nem sabe o que dizer, ainda mais que vivemos numa cidade
turística que recebe visitantes de vários lugares
o ano todo", destaca.
Quando forem entregar o abaixo-assinado do SOS Praça Celso
Ramos, as lideranças comunitárias da Agronômica
vão apresentar o projeto de revitalização
da praça, elaborado em 2001 pelo Instituto de Planejamento
Urbano de Florianópolis (Ipuf). "Não podemos
acusar a atual administração pelo descaso, pois
as gestões vão se sucedendo e ninguém toma
uma providência", reclama Santos.
Segundo o projeto do Ipuf, a área vai ser reurbanizada,
com a execução de drenagem e melhorias dos bancos,
necessitando de mais espaços de convívio. Isso
inclui intervenções no piso, mobiliário
urbano, paisagismo e iluminação. No setor dois
será criado um mapa da Ilha de Santa Catarina com petit-pavet
"para ser visitado pelas escolas por seu caráter
educativo", explica João Batista.
A estátua de Celso Ramos vai ganhar acessos próprios
- "hoje o pessoal tem que pisar na grama para ver a estátua
de perto". Dos três conjuntos de mesas com bancos
restam apenas dois e "isso precisa ser refeito". A
praça Celso Ramos foi criada em meados da década
de 1960, com aterro retirado da cabeceira insular da ponte Hercílio
Luz, onde existiu o antigo cemitério de Florianópolis,
através da lei número 580/63, sancionada pelo prefeito
Waldemar Vieira. (CM)
Floram reconhece problema
O superintendente da Floram, Francisco Rzatki, reconheceu
ontem a existência de diversos problemas nas praças
e outros espaços públicos de Florianópolis.
Segundo ele, não foi previsto nenhum recurso no orçamento
deste ano para a manutenção dos chafarizes de Florianópolis
e "esperamos fazer isso logo nas primeiras semanas de 2006",
salienta.
Em relação à manutenção das
praças na área central, Rzatki lamenta que a Floram
continue "com o mesmo pessoal do ano passado". Além
disso, os poucos funcionários do setor foram deslocados
para o plantio de mudas de flores em 36 rótulas de acessos
a diversas praias de Florianópolis e bairros do interior
da Ilha.
"Temos informações de que falta manutenção
em quatro praças no Centro da cidade", diz. "Vamos
procurar a Companhia de Melhoramentos da Capital (Comcap), para
solicitar que eles façam o serviço de roçada
nesses locais". Rzatki também ficou de procurar a
Secretaria de Obras, responsável pela manutenção
dos equipamentos das praças, inclusive os brinquedos usados
pelas crianças. (CM)
Polícia
Traficantes recebem policiais com
tiros
PM fazia uma incursão
no morro da Serrinha e foi surpreendida por disparos efetuados
da parte alta
Natália Viana
Policiais militares e traficantes trocaram tiros, durante
a noite de domingo, no morro da Serrinha, nas proximidades da
rua Capitão Romualdo de Barros, no bairro Carvoeira, em
Florianópolis. Segundo relato dos policiais, por volta
das 22 horas, eles realizaram uma incursão no morro com
objetivo de promover uma blitz em pontos-de- venda de drogas
que seriam controlados por um homem conhecido como Jairo, quando
foram recebidos com tiros. Os disparos foram devolvidos e houve
perseguição.
Dois homens e um adolescente de 17 anos foram detidos e levados
para a Central de Polícia da Capital para o registro do
flagrante. Com David Santos Ribeiro, 21 anos, os policiais encontraram
um revólver Taurus calibre 38, oxidado, com cano médio,
capacidade para seis tiros e três munições
deflagradas. O adolescente portava uma pistola calibre ponto
380, que estava com a numeração raspada, com quatro
cartuchos no carregador e um projétil deflagrado. Ainda
foi detido Leandro Silveira dos Santos, 19 anos. Não foram
encontradas drogas com nenhum deles.
Ainda no domingo, a Polícia Militar de Tijucas encontrou
o corpo de um homem na região de Rancho Rural. O cadáver
estava em um local de difícil acesso, nas proximidades
da P-4. Segundo informações do Instituto Médico
Legal (IML) de Balneário Camboriú, para onde o
corpo foi levado, a vítima é Antônio José
Nunes, 51 anos, que estava desaparecido desde o último
dia 6. De acordo com os peritos, o mais provável é
que Nunes tenha morrido de causas naturais, mas o laudo ainda
não é definitivo.
Na madrugada do mesmo dia, um homem de 35 anos foi baleado, por
volta das 2 horas, na praia da Joaquina, região Leste
de Florianópolis. Testemunhas relataram que ouviram os
disparos e perceberam que três homens fugiram em um Opala
azul de teto branco, em direção ao distrito do
Rio Vermelho. A vítima foi encontrada pelos policiais
caída da rua e levada imediatamente para o Hospital Governador
Celso Ramos. O homem foi transferido para outro hospital da cidade,
onde continua internado. Segundo a mulher da vítima, que
não quis informar detalhes sobre o ocorrido, temendo represálias,
os sujeitos que atiraram contra o homem estavam visivelmente
drogados. Os disparos acertaram o tórax, quebraram uma
costela e um deles se instalou na coluna do homem baleado.
Outro homem foi ferido por tiros, desta vez na madrugada de sábado,
no bairro Morro do Viveiro, em São José. O caso
ocorreu por volta da 1 hora, quando o vigia U.J.O, 46 anos, fazia
ronda pela rua José R. Coelho. Um homem que estava em
uma motocicleta, teria passado pelo local e atirado contra o
vigia. A vítima foi atingida de raspão na altura
da cintura, sendo levada para ser socorrida por médicos
do Hospital Regional de São José.
Investigada execução
de garoto na Vargem Grande
A equipe de investigação da 7ª Delegacia
de Polícia, de Canasvieiras, trabalha para identificar
a autoria dos disparos que mataram Gabriel Ivo Pereira, 17 anos,
na madrugada do último sábado. A vítima
se encontrava no bar X-Band, na Vargem Grande, no Norte da Ilha,
onde estava sendo realizado um festival de funk e hip-hop. Por
volta das 4 horas, quando Gabriel deixava o bar, foi atingido
por dois tiros de pistola, um na têmpora e outro no olho
direito. Cinco adolescentes foram detidos e levados para a Central
de Polícia da Capital.
Segundo o delegado Márcio Fortkamp, que atendeu o caso,
os adolescentes foram liberados, pois não havia indícios
contra eles. Os policiais ouviram três testemunhas oculares,
que no horário do crime estavam em pontos diferentes,
sendo que a descrição física que estas passaram
não batiam com as características dos jovens detidos.
No entanto, de acordo com informações de um policial,
um dos adolescentes levados para a Central já é
conhecido na região, sendo suspeito de envolvimento na
morte de Wellington José da Silva, 21 anos, conhecido
como "Baianinho", no último dia 2, em Ingleses.
Para Márcio Fortkamp, Gabriel pode ter sido morto por
vingança ou por uma rixa entre gangues de comunidades
diferentes. O adolescente morava na Vila União, um conjunto
habitacional da Prefeitura de Florianópolis, localizado
próximo do local do crime. O delegado afirma que o caso
foi repassado para a equipe da 7ª DP, que assumiu as investigações.
Este foi o sexto homicídio registrado em um período
de sete dias na região da Grande Florianópolis.
Todos os casos apresentam características de execução,
nos quais as vítimas foram assassinadas com tiros na cabeça.
Fogo destrói parte
da lavanderia do HU
Incêndio
ocorreu na noite de domingo
A sala onde são guardadas as roupas da lavanderia do
Hospital Universitário foi totalmente destruída
por um incêndio, no início da noite de domingo.
O fogo teria iniciado por volta das 19 horas, sendo que a situação
só não se tornou mais dramática, devido
a ação rápida do Corpo de Bombeiros. O diretor-geral
do HU, Carlos Alberto Justo, explica que o hospital trabalha
com dois conjuntos de roupas: as que estão em uso e as
que estão sendo lavadas. Todas as roupas, entre lençóis
e toalhas, que haviam sido limpas foram perdidas. Ninguém
ficou ferido.
O diretor conta que na hora do incêndio uma funcionária
que estava de plantão trabalhava no local. Por volta das
19 horas, ela fazia a reposição dos lençóis
nos andares superiores, quando sentiu cheiro de fumaça.
Ela desceu até a lavanderia, mas não viu nada e
retornou às suas atividades. Quando voltou ao setor, o
fogo já havia queimado toda a sala e os bombeiros trabalhavam
no combate ao incêndio. O socorro foi facilitado pelo fato
da unidade do Corpo de Bombeiros estar localizada próxima
ao campus da UFSC.
Ainda não se sabe a causa do incêndio, o que deve
ser esclarecido somente com o laudo dos bombeiros. Até
o final da manhã, a direção do HU aguardava
os peritos realizarem a vistoria. Para tentar manter o atendimento,
foi montada uma linha de produção de emergência
para a lavagem das roupas que estavam em uso. "Estamos fazendo
o levantamento em cada setor para saber a extensão do
problema", diz Justo. O diretor afirma que foram perdidas
cerca de 1,1 mil toalhas e 500 lençóis. No entanto,
o setor de maquinário não foi atingido. O maior
problema é que o hospital está lotado e não
há roupas suficientes para fazer a troca. Devido a esta
situação, cirurgias eletivas foram canceladas e
pacientes que chegavam ao setor de emergência foram transferidos
para outros hospitais.
O diretor explica que a situação mais complicada
é com relação ao centro cirúrgico,
onde são utilizados tecidos especiais com capacidade para
resistir as altas temperaturas do processo de esterilização.
Por enquanto, a direção do HU faz um apelo para
a população para receber doações
de toalhas e lençóis. "Há ainda a possibilidade
de doação de tecidos, pois temos um setor de confecção
que faz a costura dos lençóis", completa Justo.
Este foi o segundo incêndio a atingir um prédio
da universidade neste ano. No dia 4 de outubro, as salas do terceiro
pavimento do edifício da Editora da UFSC também
foram destruídas pelo fogo. O incêndio começou
no setor de almoxarifado da Pró-reitoria de Cultura e
Extensão, destruindo equipamentos e material promocional.
Os andares inferiores, onde está instalada a editora,
não foram atingidos. O laudo do Corpo de Bombeiros apontou
que o incêndio foi causado por ação humana,
"através do contato direto de chama ou brasa com
os materiais combustíveis dentro da zona de origem".
Mas não se sabe se este ocorreu de forma acidental ou
intencional. (Natália Viana)
Assalto em loja de shopping é
apurado
A Central de Polícia da Capital investiga o assalto
ocorrido na Lojas Renner do Beiramar Shopping, neste fim de semana.
O crime aconteceu por volta das 23h30 de sábado, quando
quatro funcionários finalizavam o expediente. Dois homens,
um adolescente e outro adulto, entraram na loja, renderam e amarraram
os empregados e levaram R$ 100 mil em dinheiro e cheques, além
de celulares e jóias que pertenciam aos trabalhadores.
Os assaltantes tiveram acesso à loja pela porta dos fundos,
por onde somente os funcionários são autorizados
a entrar ou sair. De acordo com o delegado responsável
pelo caso, Acioni Souza Filho, nenhum deles sabia dizer quem
teria aberto a porta aos assaltantes. A dupla conseguiu entrar
com a desculpa de que teria esquecido um celular na Renner. Quando
os empregados afirmaram que ninguém passar por ali, os
ladrões sacaram as armas e anunciaram a ação.
Enquanto perguntavam onde estava o cofre da empresa, os dois
homens amarraram os quatro trabalhadores com cordas e fita crepe.
De acordo com os depoimentos colhidos ontem, um deles atendia
pelo nome de Fernando, e o outro era chamado de "Di Menor".
Depois de conseguir acesso ao cofre da empresa, levaram R$ 60
mil em dinheiro e R$ 40 mil em cheques. Acioni explica que não
há como identificar os ladrões, pois eles retiraram
o lacre do sistema de câmeras internas da loja e levaram
o CD onde as imagens estavam gravadas.
A ação durou cerca de dez minutos, e os assaltantes
fugiram por uma porta externa do shopping, utilizada como saída
de segurança. Antes da fuga, a dupla deu coronhadas na
cabeça das vítimas, alertando que não chamassem
a polícia, caso contrário seriam mortos. Como os
ladrões conheciam bem a situação operacional
do lugar, o delegado acredita que pode existir algum informante.
Ontem os empregados da empresa prestaram depoimento.
Também no sábado, um casal tentou aplicar um golpe
nas Lojas Colombo por duas vezes. A primeira aconteceu no início
da manhã, numa revendedora localizada no município
de Palhoça. Segundo o delegado Júlio Arantes, que
cuida do caso, os dois teriam tentado comprar mercadorias no
local. Como a compra seria realizada no prazo, no momento em
que o vendedor solicitou a documentação dos dois,
eles fugiram. Pouco tempo depois, por volta das 10 horas, o casal
voltou a tentar aplicar o golpe na loja do Centro da Capital.
Na hora em que o vendedor solicitou a documentação,
os dois fugiram novamente. Entre as pistas que a polícia
tem, a respeito dos possíveis golpistas, é de que
teriam uma caminhonete Ford Ranger. No entanto, ao analisar a
placa, foi descoberta que ela está em uma motocicleta
localizada no Mato Grosso.
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Entidades cobram verbas de emendas
Comissão
de Orçamento da Câmara realiza audiência pública
sobre repasse das propostas parlamentares
CLODOALDO VOLPATO
A Comissão de Orçamento da Câmara de Vereadores
da Capital realizou ontem uma audiência para debater o
repasse das emendas parlamentares aprovadas no orçamento
para o exercício financeiro de 2005 que ainda não
foram contempladas pelo Executivo. O encontro foi solicitado
pelo vereador Márcio de Souza (PT) que, segundo ele, vem
recebendo muitas reclamações das entidades comunitárias
que ainda não receberam as subvenções sociais
destinadas através das sugestões apresentadas pelos
vereadores durante a aprovação do projeto do orçamento
no ano passado.
A audiência reuniu representantes da Prefeitura, do Legislativo
e das entidades comunitárias. Durante a votação
do orçamento deste ano, cada um dos então 16 vereadores
pôde apresentar emendas, entre obras e subvenção
social, que atingisse um montante de R$ 300 mil. No mês
de outubro, quando comandou o Executivo por 12 dias, o presidente
da Câmara, Marcílio Ávila (PSDB), chegou
a liberar as emendas, mas, de acordo com Márcio de Souza,
muito pouco dos recursos foram disponibilizados. "Das minhas
emendas,apenas 15% foram liberadas", disse o petista. Como
não conseguiram receber a maioria dos recursos destinados
a elas, as entidades comunitárias afirmam que estão
passando por dificuldades financeiras.
É o caso do Grupo de Apoio e Preservação
a Aids (Gapa). Segundo a presidente da entidade, Helena Lima
Pires, até agora o Gapa recebeu apenas R$ 1,5 mil. Ela
não soube informar quanto a entidade tem a receber, mas
lembra que vários vereadores apresentaram emendas disponibilizando
recursos para a entidade. "Mesmo assim, este dinheiro só
foi liberado quando o Marcílio estava na Prefeitura, depois
disso ninguém falou mais nada. O Gapa tem um gasto muito
elevado com medicamentos e comida", reclama Helena. O presidente
do Conselho Comunitário da Agronômica, João
Batista, também reclamou. Segundo ele, a administração
municipal não ouve as reivindicações das
comunidades. "As idéias sugeridas pelas comunidades
são riquíssimas. Elas sabem o que é bom
para os moradores", disse ele. De acordo com Batista, há
mais de 45 dias vem tentando uma audiência com o prefeito
Dário Berger (PSDB) para apresentar alguns projetos para
a comunidade.
A Prefeitura foi representada na audiência pelo secretário
de Governo, Gean Loureiro (PSDB). Segundo ele, algumas emendas
ainda não foram liberadas por falta de recursos, mas que
até o final da ano vai encontrar uma forma para liberar
o maior número possível.
"Vamos ver o que é possível liberar ainda
este ano, mas isto depende das verbas", afirmou ele.
Prefeito nega saída de Gean
A assessoria de imprensa da Prefeitura da Capital informou
ontem que a reforma do colegiado, prevista para ser anunciada
nos próximos dias, não deve mexer com a Secretaria
do Continente, comandada pelo vereador Gean Loureiro (PSDB).
Segundo o assessor Ariel Bottaro, o prefeito Dário Berger
(PSDB) nega que vá substituir Gean pelo também
vereador Deglaber Goulart (PSDB). "Gean é imexível",
afirmou. De acordo com ele, o único nome confirmado é
do ex-deputado Mário Cavallazzi para o Turismo. Na reforma,
Berger deve mexer, pelo menos, na Saúde, no Instituto
de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf) e Instituto
de Geração e Oportunidade
(Igeof). Para os cargos, estão cotados, respectivamente,
o ex-secretário estadual da Saúde, João
Candido da Silva, o ex-titular da Casa Civi estaduall, Danilo
Cunha, e o ex-presidente da Associação Comercial
de Industrial (Acif), Alaor Tissot.
TCE aprova contas de 2004
O Tribunal de Contas do Estado (TCE), dando continuidade a
apreciação das contas das prefeituras do exercício
financeiro de 2004, deu parecer pela aprovação
de mais duas prefeituras da região da Grande Florianópolis.
Durante a sessão de ontem, foram apreciadas as contas
dos municípios de São Bonifácio e Águas
Mornas. Até o momento, nenhuma prefeitura da região
teve as contas rejeitadas pelo tribunal. Na sessão de
ontem, foram analisadas as contas de 36 prefeituras.
De acordo com o TCE, a análise preliminar do balanço
de todos os municípios catarinenses já foi concluída
pela Diretoria de Controle dos Municípios. As contas precisam
ser apreciadas até o final do ano. A expectativa maior
é com relação as contas de Florianópolis,
que vem gerando muita polêmica. A apreciação
está marcada para acontecer no próximo dia 19.
PP quer presidir Legislativo de
Tijucas
Partido pede cumprimento
de acordo fechado no início do ano
JONAS HAMES
Tijucas - As disputas pela presidência das câmaras
de vereadores no Vale do Rio Tijucas continuam. Acordos, rompimentos
e trocas de acusações marcam o processo. No início
do ano um acordo para eleição da mesa diretora
do Legislativo de Tijucas foi firmado entre o PFL, PP e Edson
Souza (PMDB). Na época, Edson foi eleito presidente contrariando
as expectativas do partido que tinha outro candidato. A votação
que irá apontar a nova mesa diretora acontece na quinta-feira.
O acordo determinava um cronograma para os quatro anos. Ficou
decidido que no primeiro ano, a presidência ficaria com
o PMDB. No segundo ano, sem especificar nomes, seria a vez do
PFL ou PP. Em 2007 retornaria Edson Souza, e 2008 seria disputado
entre PFL e PP. A idéia inicial seria distribuir dois
anos para cada segmento de coligação.
Ontem, PFL e PP se reuniram para determinar quem será
o candidato para 2006. Apesar das discussões, o Partido
Progressista deverá comandar o Legislativo no próximo
ano. O vereador Sérgio Cordeiro (PP), e virtual candidato,
garante que o acordo será cumprido. "Temos a consciência
que temos que cumprir nossos acordos, ou não sobreviveremos
na política". Sérgio afirma que a negociação
é pública e foi assinada pelos vereadores. Apesar
do ofício assinado pelos parlamentares não ter
valor legal, o vereador diz que é legítimo.
Municípios
têm gestão estratégica
Tijucas - As prefeituras de Tijucas e Governador Celso Ramos
trabalham na implantação da 2a fase do Programa
de Gestão Estratégica Municipal (Pegem), com apoio
do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas
Empresas (Sebrae). Hoje a Prefeitura de Tijucas e o Sebrae entregam
o plano de Desenvolvimento Estratégico do Município
aos demais integrantes do Vale do Rio Tijucas e Costa Esmeralda.
O plano foi elaborado em parceria com o Sebrae.
Os secretários municipais levantaram suas prioridades
administrativas. Estão previstas uma série de ações
para garantir maior eficiência, integração
e profissionalização dentro da administração.
Foi elaborado um diagnóstico identificando os setores
e problemas prioritários. Além disso, foram definidos
objetivos estratégicos, planos de ação,
sistemas de gestão integrada e monitoramento de projetos.
O Pegem é a oportunidade das prefeituras aprimorarem seus
sistemas de gestão administrativa, executiva e operacional.
Controlar despesas e acompanhar através de indicadores
claros e bem definidos, tarefas e responsabilidades de cada setor
passam a ser ferramentas fundamentais. "Estamos contribuindo
para o aprimoramento técnico e profissional de cada administração,s
auxiliando para um desenvolvimento seguro", afirma Sérgio
Cardoso, agente de articulação do Sebrae
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