Joinville         -         Terça-feira, 14 de dezembro de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Moradores do Sul da Ilha
reclamam do transporte

Usuários desaprovam mudanças nas linhas

Moradores do Sul da Ilha discordam da visão da Prefeitura e do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano (Setuf) sobre as mudanças no transporte coletivo da região. Muitos estão insatisfeitos com as modificações, consideradas positivas pela secretário municipal de Transportes, Norberto Stroisch, e pelo presidente do Setuf, Valdir Gomes da Silva. Com o objetivo de discutir prós e contras da alteração, entidades comunitárias do Sul da Ilha reuniram-se ontem à noite, no Conselho Comunitário Baldicero Filomeno, do Alto Ribeirão.
Na semana passada, a Secretaria de Transportes se reuniu com a comunidade do Sul da Ilha para informar sobre as mudanças. "Eles vieram só para comunicar, e não para perguntar o que a comunidade realmente necessitava", afirma o presidente da União Florianopolitana de Entidades Comunitárias (Ufeco), Modesto Azevedo, que critica a falta de abertura para diálogo da parte da administração municipal.
A Ufeco tem direito a duas cadeiras no Conselho Municipal de Transportes, mas, segundo Modesto, o conselho não tem sido utilizado para discutir políticas de transporte e alterações como a efetuada no Sul da Ilha na semana passada. "Tudo que se faz é revogação de multa", diz ele.
Morador do Campeche, o professor Guilherme Betiollo reclama que, depois das modificações, a quantidade de horários disponíveis caiu de 86 para 45. Isso aconteceu devido à mudança de itinerário da linha Porto da Lagoa-Rio Tavares, que antes passava pela avenida Campeche. Agora o único ônibus que passa pela avenida é o Campeche. A linha não mudou apenas de itinerário, mas perdeu também alguns horários: de 43, o número caiu para 28, informa Guilherme.
O professor, que também estuda na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), reclama ainda da extensão do itinerário da linha, que agora passa pelo centro da cidade antes de ir para a universidade. Segundo ele, havia mais vantagem na linha anterior, que por ser direta - sem paradas - e não passar pelo Centro, era muito mais rápida para quem voltava da UFSC. "Não há necessidade de passar pelo Centro, pois lá já tem muito ônibus que vai para o bairro", diz.
No Ribeirão da Ilha, os moradores também reclamam da diminuição de horários. Somando-se as linhas que abastecem Alto Ribeirão, Freguesia do Ribeirão e Caieira da Barra do Sul, são 14 horários a menos. "As pessoas têm que esparar muito mais tempo na parada de ônibus", diz Ivânio Alves da Luz, segundo-tesoureiro da Ufeco. A sinalização inadequada também é motivo de reclamação. Segundo a presidente do Conselho Comunitário Baldicero Filomeno, Cláudia Francisco, apenas um papel colado na dianteira do ônibus avisa qual é a linha. "Uma senhora ontem pegou o ônibus errado e teve que descer e pagar outra passagem", conta.
Outra preocupação das entidades comunitárias com o número de horários se deve à aproximação da temporada. Com o final de ano, há um incremento no número de horários disponíveis. "A população só vai sentir mesmo as mudanças quando acabar o verão, e os horários forem diminuídos", diz o presidente da Ufeco.


Balneários receberão
chuveiros públicos

Uma parceria entre a Prefeitura da Capital e a Innova Tecnologia garantirá a instalação de 17 novos chuveiros nas praias da cidade. No total, serão 37 chuveiros funcionando em 15 praias entre o dia 23 de dezembro e o final de março. O turista poderá utilizar o aparelho por um minuto, ao custo de R$ 1,50. A arrecadação é destinada à empresa contratada para exploração do serviço.
O presidente da Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap), José Nilton Alexandre, diz que o município oferecia a base para instalação de 20 chuveiros e a empresa garantirá a implantação dos outros 17. No total, a Innova estará investindo, segundo dados da Comcap, cerca de R$ 200 mil.
Como em outros verões, os banhistas terão duchas na Daniela, Jurerê Internacional, Jurerê, Canasvieiras, Ponta das Canas, Praia Brava, Ingleses, Santinho, Barra da Lagoa e Campeche. As praias do Forte, Cachoeira do Bom Jesus, Lagoinha, Joaquina e Armação, que não estavam contempladas, passam agora a contar também com o serviço. Os chuveiros serão acionados por meio de fichas, que poderão ser adquiridas ao preço de R$ 1,50 em quiosques e barracas instaladas nas imediações das praias.
A empresa conta com convênio com a Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e a Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc). A água utilizada no serviço é encaminhada para um sumidouro. Como nos banhos não devem ser utilizados produtos como sabonete e xampu, a água não agride o meio ambiente. Mas, uma vez por mês, o local é limpo devido à presença de areia na água. Cada pessoa ao sair da praia deixa no banho aproximadamente 300 gramas de areia.


Boxes do Mercado
vão ter licitação

Liminar da Justiça atende pedido do Ministério Público Estadual para reocupação de ala norte incendiada

Carlito Costa

A Justiça Estadual determinou ontem que a Prefeitura de Florianópolis faça licitação para reocupação dos boxes do Mercado Público e impeça o retorno dos comerciantes instalados provisoriamente no Largo da Alfândega depois de reconstruída a ala norte, atingida por um incêndio em agosto. A decisão liminar do juiz Domingos Paludo, da 2a Vara da Fazenda Pública da Capital, também suspende o decreto municipal assinado em novembro do ano passado pela então prefeita Angela Amin, que permitia a permanência de todos os atuais ocupantes do Mercado Público, sem licitação, por dez anos, prorrogáveis por mais dez.
O juiz acatou integralmente o pedido de liminar da ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Estado (MPSC). De acordo com o promotor de justiça Alexandre Herculano de Abreu, um dos responsáveis pela ação, a suspensão do decreto municipal 2.767/2004 "deixa todos os atuais ocupantes do Mercado sem qualquer base legal para permanecer no local." A liminar saiu um dia depois de Abreu ter proposto um acordo com os comerciantes, que adiaria por dois anos a saída dos comerciantes. "Com a decisão da Justiça, isso não cabe mais a mim, agora eles precisam se entender com o juiz", disse o promotor.
O presidente da Associação dos Comerciantes e Varejistas do Mercado Público de Florianópolis, Orestes Mello, disse que a entidade vai recorrer contra a liminar. "Temos uma reunião com o advogado amanhã (hoje) onde vamos tratar disso", disse Mello. "E mais, queremos também ajuizar uma ação contra a prefeitura, por querer alterar o mix do Mercado, obrigando muitos comerciantes a mudar de função", acrescentou.
A ação proposta pelo MPSC argumenta com base nas constituições federal e estadual e na lei federal 8.666/1993, que determinam a obrigatoriedade de licitação em "alienações, concessões, permissões e locações da Administração Pública". Já a associação de comerciantes defende que os contratos são anteriores à Constituição Federal de 1988 e, não tendo sido renovados desde 1986, permanecem valendo as disposições antigas.
O procurador-geral do município, Jaime de Souza, e o prefeito Dário Berger não foram localizados ontem para comentar a decisão liminar. Mas Berger já havia declarado que acataria a decisão da Justiça, fazendo uma licitação para um Mercado Público em novos moldes.


Comércio faz horário
especial no fim de ano

São José - Os lojistas da região metropolitana de Florianópolis, conforme acordo fechado com o sindicato dos comerciários da região, podem manter seus estabelecimentos abertos por mais tempo durante as festas de fim de ano, segundo orientação que está sendo repassada a seus associados pela Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de São José. O horário livre de funcionamento do comércio é permitido pela lei municipal número 2.929, desde que exista demanda de clientes.
Com base no que tem ocorrido nos anos anteriores, a expectativa da CDL São José é que a ampliação do horário de atendimento será um atrativo a mais para que os consumidores procurem o comércio da cidade para as últimas compras. A mudança, entretanto, deve seguir o que prevê a convenção coletiva de trabalho assinada com os comerciários.
Pelo acordo, deve ser fornecida refeição gratuita no valor de R$ 7,00 nos dias de prorrogação da jornada de trabalho. Além disso, a hora extraordinária terá que ser acrescida de 75% até o limite de duas horas excedentes, e as que ultrapassarem esse limite serão acrescidas em 100%.


FCEE contesta
reclamações de servidores

A direção da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) divulgou ontem nota de esclarecimento na qual questiona reivindicações de servidores da entidade. Na sexta-feira, dia 9, integrantes da Associação dos Servidores da FCEE (ASFCEE) se uniram a pais de alunos para protestar contra a política salarial do governo, que deixaria de fora os funcionários da educação especial. Segundo a direção da FCEE, a política de valorização salarial do governo do Estado beneficiou, sim, cerca de 3 mil educadores, pertencentes ao quadro de magistério da fundação.
Quem não foi beneficiado pela política, segundo a FCEE, foram os 303 servidores da instituição pertencentes ao quadro civil do Estado. Sobre os abonos salariais, mencionados pelos servidores como concedidos apenas aos professores da rede regular de ensino, a direção diz que foram igualmente distribuídos entre os professores da rede especial.
Entre as críticas dos servidores estava um possível preconceito contra o ensino mespecial. A presidente da ASFCEE, Elizete da Costa Vieira afirmou ter mandado carta para o ministério público e para vários deputados, além de ter solicitado audiência com o governador, sem ter obtido qualquer resultado. Na nota divulgada pela direção da FCEE, o presidente do órgão, Pedro de Souza, afirma estar à disposição dos servidores para que, juntos, tentem melhorar a situação dos integrantes do quadro civil.
A nota da fundação nada diz sobre a crítica dos servidores de que estariam sendo repassados para a educação especial apenas 3% do orçamento da Secretaria da Educação, em vez dos 8% que seriam obrigatórios por lei. A FCEE atende cerca de 800 alunos e cede professores para instituições conveniadas para atendimento de 15,5 mil alunos especiais, além de assessorar a rede regular de ensino em todas as regiões do Estado.


Postos de saúde passam
a funcionar 24 horas

Horário será estendido nas unidades do Campeche e da Barra da Lagoa a partir do dia 20

Os postos de saúde da Barra da Lagoa e do Campeche começam a funcionar durante 24 horas, a partir do próximo dia 20, inclusive aos sábados e domingos, permanecendo assim até o dia 2 de março. O esquema especial foi montado pela Prefeitura tendo em vista a temporada de verão que está começando.
Normalmente, as unidades funcionam das 7 às 19 horas, entre segunda e sexta-feira, mas devido ao grande fluxo de turistas o esquema de assistência médica nas regiões Sul e Leste foi reforçado. Além disso, o posto de saúde de Canasvieiras, que já opera das 7 às 22 horas, passa a contar com o serviço de Pronto Atendimento (PA), a exemplo das unidades do Campeche e Barra da Lagoa.
A partir do dia 2 de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde vai instalar quatro tendas fixas nas praias de Ingleses, Canasvieiras, Barra da Lagoa e Campeche. A partir dessa data, um trailler estará acompanhando o roteiro dos eventos esportivos e culturais promovidos pelo município.
Os postos do Campeche e Barra da Lagoa vão contar com um médico, um enfermeiro e um técnico em enfermagem após às 19 horas ao longo da semana, e durante todo o dia aos sábados e domingos. A equipe estará em condições de atender pessoas com ferimentos leves, febre, diarréia, vômito e queimadura de sol, além de casos de convulsão ou parada cardíaca.
Segundo o chefe do Departamento de Saúde da Prefeitura, Ramon Tartari, "para os casos mais graves contamos com o que chamamos de suporte básico de vida. Ou seja com equipamentos de oxigênio e entubação, entre outros, além de medicamentos específicos para as diversas ocorrências", salienta.
As tendas fixas e o trailler da Secretaria de Saúde vão estar em atividade entre 2 de janeiro e 2 de março. Todas as unidades contarão com um médico, um enfermeiro e um técnico de enfermagem, mais colchonetes e macas para o conforto dos pacientes. As tendas estarão localizadas em Ingleses, Canasvieiras, Barra da Lagoa e Campeche.
A região de Ingleses já possui o seu Pronto Atendimento com funcionamento ininterrupto, equipado com uma UTI móvel, caso seja necessário o deslocamento de pacientes para algum hospital da Grande Florianópolis.


Infantil inaugura nova
unidade de internação

O Hospital Infantil Joana de Gusmão inaugurou ontem a nova estrutura da Unidade D de Internação. O espaço é de 600 metros quadrados e tem a capacidade de atender 28 crianças em quatro especialidades médicas: nefrologia, pneumologia, endocrinologia e clínica médica.
As novas instalações são uma remodelação completa da antiga unidade, que foi demolida em maio deste ano. "Ela estava deteriorada devido aos 26 anos de uso. Os conceitos eram antigos e prejudicavam a humanização do ambiente", comenta Maurício Laerte Silva, diretor-geral do hospital. Segundo ele, durante o planejamento houve uma preocupação com a funcionalidade do ambiente, do bem-estar e da distribuição interna dos pacientes, além da qualidade dos serviços prestados nas instalações.
A reconstrução da unidade custou cerca de R$ 1 milhão, mas todo o dinheiro veio do trabalho da Assossiação de Voluntários de Saúde (Avos) que atua no Hospital Infantil há mais de 25 anos. "Fizemos três bazares com produtos doados pela Receita Federal. O valor foi repassado para o planejamento e execução da obra, além da aquisição das mobílias necessárias", explica Maria Gertrudes da Luz Gomes, presidente da Avos. Hoje, mais de 80 voluntários trabalham nas dependências do hospital.
A unidade de internação atende pacientes a partir dos 30 dias de vida até 15 anos. Os atendimentos são intermediários e mínimos, o que libera da necessidade de equipamentos pesados e muito caros. "Fizemos um trabalho em conjunto com o voluntariado. Com os recursos conquistados pela Avos, as novas dependências estão completas, com tudo o que precisam", fala Maurício. Foram compradas camas para visitantes, frigobar, armários e equipamentos médicos.
Com as novas instalações, o número de leitos aumentou em 40%, o que corresponde a oito vagas. A previsão é de que elas sejam ocupadas em pouco tempo, devido ao grande volume na procura por tratamento infantil de saúde. "Somos um hospital referência no Estado nas quatro áreas médicas da nova unidade, isso atrai muita gente", explica Maria Gertrudes.
Outra melhoria foi a criação das salas para crianças que precisam ficar isoladas por problemas respiratórios causados por infecções, como pneumonia. Cerca de 20 funcionários trabalham no setor.


Ilha terá gás veicular em junho de 2006

Implantação da rede de distribuição chega à ponte Pedro Ivo e deve se estender até a Beira-mar Norte

Celso Martins

O primeiro posto de abastecimento de combustíveis com gás veicular da Ilha de Santa Catarina começa a operar em junho de 2006, segundo cálculos da estatal SC-Gás, que executa a rede através da ponte Pedro Ivo Campos. Ainda não está definido o local da venda do produto, mas a empresa está mantendo contatos com empresários interessados na revenda.
A canalização com o gás boliviano já está na cabeceira continental da ponte Pedro Ivo e deve ser assentada na passarela desativada até chegar à parte insular da Capital. O gás vai estar disponível a postos de combustíveis, hotéis e restaurantes entre a região central da Capital e as imediações do Beiramar Shopping.
O produto será transportado através de tubos de aço de grande resistência e durabilidade, com revestimento anticorrosivo, soldados e enterrados a uma profundidade de aproximadamente um metro. Quando chegar na ponte ele não poderá ser enterrado e, por isso, os cuidados com sua manutenção terão que ser redobrados.
Como acontece em todas as regiões urbanas, os tubos que são enterrados ganham placas de concreto a cerca de 50 centímetros acima dos mesmos, como precaução contra acidentes. Todos eles recebem faixas plásticas amarelas que indicam a existência da rede de distribuição enterrada.
Num primeiro momento vão ser atendidos apenas grandes clientes, existindo projeto para que o gás chegue até as residências da Capital, para uso em cozinhas e aquecimento interno, embora não exista previsão de quando isso vai acontecer. A canalização que será instalada na ponte Pedro Ivo, será suficiente para abastecer toda a Ilha, mas também neste caso não existe cronograma estabelecido.
A partir de São Pedro de Alcântara, o assentamento das tubulações acompanha o traçado de rodovias e quando em áreas urbanas é instalado nas ruas, a distâncias seguras dos limites de propriedades e de redes de água, esgoto, telefone, energia elétrica e outras. Para estender o gasoduto até a Ilha de Santa Catarina, a empresa SC-Gás está investindo cerca de R$ 4 milhões.


Obras de instalação dos
canos causam problemas

Outra obra que está sendo executada pela SC-Gás provoca grandes congestionamentos ao longo da rua Gaspar Dutra, no bairro Estreito, irritando motoristas e outros usuários da via. A canalização visa atender a um posto de abastecimento de combustíveis no bairro, que passará a comercializar o gás veicular a partir de fevereiro de 2006.
Em outros pontos do Continente existem problemas semelhantes, onde a SC-Gás executa serviços para levar o gás até seus clientes, principalmente postos de abastecimento, restaurantes e hotéis. Essas obras também estão dificultando o fluxo do trânsito, especialmente para os motoristas que tentam escapar dos congestionamentos matinais que tomam conta da Via Expressa (BR-282), principal acesso a Florianópolis.
As obras na rua Gaspar Dutra, segundo a SC-Gás, vão prosseguir até o início de janeiro do próximo ano. Atualmente, na região metropolitana de Florianópolis, o gás veicular é comercializado apenas em postos localizados no município de São José (Roçado e Campinas). (CM)


Pólo tecnológico comemora 20 anos

CD-Rom lançado ontem conta a história do setor, que reúne hoje cerca de 300 empresas

Descrever a história, a evolução e o estágio atual do desenvolvimento tecnológico na Grande Florianópolis é um dos principais objetivos do CD-Rom "20 Anos do Pólo Tecnológico da Grande Florianópolis - 1985-2005", trabalho lançado na tarde de ontem no ParqTec Alfa. A pesquisa buscou situar a região um pouco além do turismo e do lazer, mapeando assim o seu setor de tecnologia, que reúne cerca de 300 empresas e fatura mais de R$ 400 milhões por ano. O projeto é promoção da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), com apoio oficial da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Secretaria de Estado do Planejamento. Para 2006, está previsto ainda o lançamento de uma edição do CD-Rom na Internet [www.polo20anos.com.br] e de uma versão impressa, em forma de livro.
O idealizador e editor geral do projeto, Mário Xavier, define a obra como um trabalho de jornalismo científico a serviço da sociedade, da cultura, da tecnologia e da inclusão social e digital. "Ele cumpre não apenas uma convencional dimensão informativa, mas se propõe também a contribuir como um documento de referência, pesquisa e reflexão nos campos histórico, técnico-científico e educacional", afirmou. O presidente da Associação Catarinense das Empresas de Tecnologia (Acate) e também da Câmara de Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Alexandre d'Ávila da Cunha, destacou que o resgate destas informações é uma iniciativa inédita. "Será de grande valia para os setores de ensino, iniciativa privada e para os agentes governamentais e públicos envolvidos promoção de ciência, tecnologia e inovação", disse.
Na ocasião também foram oficialmente criadas duas entidades para o setor, uma privada e outra governamental - o Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação de Santa Catarina (Cetic) e a Câmara Setorial de Tecnologia da Informação de Santa Catarina, no âmbito do Conselho Estadual de Desenvolvimento (Desenvesc). Entre os objetivos do primeiro está o fomento das discussões sobre tecnologia de informação e comunicação, além de representar seus membros em questões de âmbito municipal, estadual, nacional e internacional, perante os poderes públicos, órgãos e instituições, ressaltando os direitos, interesses e aspirações comuns.
A câmara setorial, lançada pelo secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão, Armando Hess, pretende criar ações compartilhadas por diversos agentes responsáveis pelo setor, em sinergia com as diretrizes governamentais, potencializando interseções sem existência de tendências predominantes. Também promete orientar os municípios em ações locais que desenvolvam o setor em segmentos produtivos que atendam as demandas; apoiar e opinar sobre projetos de lei estadual e municipal que digam respeito aos interesses do setor, principalmente questões tributárias e fiscais.


Cronologia traça cenário que contribuiu para consolidar parque

Não faltou no projeto uma parte dedicada ao resgate histórico - denominado no CD-Rom como "Linha do Tempo - Cronologia e Antecedentes" - com uma panorâmica das principais ações em quase um século de história que contribuíram para o surgimento e consolidação do atual Pólo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) na Capital.
Entre os destaques, está o ofício de José Cândido da Silva, datado de 5 de janeiro de 1910, comunica ao então governador do Estado de Santa Catarina, Gustavo Richard, a posse do primeiro diretor da Escola de Aprendizes Artífices de Florianópolis, embrião da futura Escola Técnica Federal e do atual Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-SC). Não foi esquecida a ação em que o presidente Juscelino Kubitschek, em 1957, ainda no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro, assina a nomeação dos primeiros diretores de faculdades que viriam a compor a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 1960.
Já em 1985, uniram-se os esforços acadêmicos, públicos e privados para materializar o embrião da primeira Incubadora Empresarial Tecnológica e do primeiro Condomínio Industrial de Informática da região, em Florianópolis, no bairro universitário da Trindade, ambos inaugurados em 1986.


Polícia

Assaltantes atacam na Beira-mar Norte

Bando invade restaurante, faz reféns e troca tiros com policiais militares que atenderam ocorrência

Natália Viana

Dois assaltos movimentaram a polícia durante a noite de segunda-feira, em Florianópolis. Na ocorrência mais grave, houve reféns e troca de tiros entre assaltantes e policiais em uma das vias mais movimentadas e nobres da Capital, a avenida Beira-mar Norte, no bairro Agronômica. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu, por volta das 22 horas, a informação de um assalto a um restaurante localizado nas proximidades da Casa D'Agronômica, residência oficial do governador do Estado.
Duas viaturas seguiram para o local, onde constataram a presença de homens armados e reféns dentro do estabelecimento. Os policiais conseguiram retirar as vítimas de dentro do restaurante. Quando os assaltantes perceberam a presença das guarnições, dispararam contra os policiais, que revidaram. Mais de 30 tiros foram efetuados naquele momento. Os policiais conseguiram entrar no restaurante, onde prenderam José Luiz Rodrigues de Souza, 22 anos, sendo que os outros três assaltantes conseguiram fugir.
Neste momento, com a chegada das outras viaturas policiais em apoio, uma guarnição perseguiu um dos criminosos e, novamente, houve troca de tiros. Bruno da Silva Rio Novo, 21 anos, foi detido nas proximidades de um campo de futebol. Ele portava, segundo os policiais, um revólver Taurus, calibre 38, com três munições deflagradas e duas intactas.
A perseguição continuou e as guarnições receberam a informação de que um homem havia pulado o muro da Escola Padre Anchieta. Everson Cristian dos Santos, 23 anos, foi detido no local. Ele estava desarmado e disse ter jogado a arma em um matagal. No entanto, os policiais realizaram buscas pelas redondezas e nada foi encontrado. O quarto assaltante não foi localizado, mas a polícia já tem informações sobre ele. De acordo com a PM, nada chegou a ser levado do restaurante. Os três detidos foram levados para a Central de Polícia de Florianópolis, onde ainda permaneciam detidos ontem pela manhã.
Outro assalto ocorreu em um hotel no bairro João Paulo, também em Florianópolis. Segundo funcionários, por volta das 21h30, três homens entraram na recepção e anunciaram o assalto. Eles disseram que queriam um automóvel e abordaram um hóspede que se encontrava no local, que entregou as chaves. Os assaltantes ainda teriam levado todo o dinheiro do caixa, cerca de R$ 1,3 mil, e fugido em uma Parati, com placa de São Paulo, roubada do hóspede abordado na portaria do hotel. O veículo foi recuperado pela polícia, ainda durante a noite, abandonado em Santo Antônio de Lisboa, no Norte da IIha, mas os assaltantes não foram mais localizados. Segundo informações da Central de Polícia da Capital, a equipe de investigação já tem pistas dos autores do assalto.


Mais um adolescente é executado a tiros em Palhoça

Um adolescente de 14 anos foi executado, no início da noite de segunda-feira, no bairro Brejaru, em Palhoça. Ronaldo Soares foi encontrado já sem vida em um terreno ao lado de um bar, na comunidade Frei Damião, uma das localidades mais empobrecidas da Grande Florianópolis. Se-gundo a mulher de Ronaldo, uma garota de 15 anos, um pouco antes do crime ele estava acompanhado de outro rapaz, que ela acredita também ter sido assassinado. No entanto, ainda não há confirmação do fato, pois nenhum outro corpo foi localizado.
O homicídio ocorreu por volta das 19h30, sendo que o adolescente apresentava ferimentos na cabeça provocados por quatro disparos de arma de fogo. Segundo peritos do Instituto Médico Legal (IML), a causa da morte foi traumatismo crânio-encefálico. O corpo foi reconhecido pela mãe e esposa da vítima. Segundo depoimentos, a execução teria sido praticada por três homens, um deles morador do morro do Avaí, em São José, e os outros dois da comunidade Frei Damião. Ontem pela manhã, a equipe de investigação da Delegacia de Palhoça já trabalhava na tentativa de localização dos suspeitos e também para confirmar o que houve com o rapaz que acompanhava Ronaldo.
Três suspeitos do assassinato do rapaz foram presos na tarde de ontem: Leandro Felau Vieira, 26 anos, que era fugitivo da Penitenciária de Florianópolis, Ezequiel da Cruz Modesto e Fabrício Rodrigues, os dois com 16. Com o trio foram encontradas 42 pedras de crack, uma pistola, um revólver calibre 38 e dois coletes à prova de balas da Polícia Militar.


Fiscais apreendem
20 mil CDs e DVDs

Produtos foram confiscados em apenas quatro lojas do camelódromo do aterro da baía Sul, em Florianópolis

Ainá Vietro

Um total de 20 mil CDs e DVDs foram apreendidos, na tarde de ontem, no camelódromo do aterro da baía Sul, que fica entre o Direto do Campo e o Terminal Cidade de Florianópolis, na Capital. Foram confiscados 12.100 CDs de diferentes autores e 6.230 DVDs de variados filmes em apenas quatro lojas do local. A operação foi realizada por três agentes do grupo de combate ostensivo ao contrabando, falsificação e pirataria da divisão de Tributação da Secretaria de Estado da Fazenda. Cinco policiais militares auxiliaram os fiscais na ação, que durou cerca de duas horas.
De acordo com o coordenador da equipe, Humberto Santana dos Santos, uma das proprietárias dos quatro estabelecimentos verificados fugiu do local quando percebeu que seria fiscalizada. Humberto conta que em conversa com empregados das cerca de 50 lojas do camelódromo, alguns deles afirmaram que 90% dos boxes estão sem o alvará de funcionamento da Prefeitura de Florianópolis. "Nas quatro que inspecionamos, apenas uma possuía inscrição estadual junto à Secretaria da Fazenda", ressalta.
Será realizado um termo de apreensão da mercadoria, que será encaminhada para a Receita Federal. Os infratores receberão um auto de infração por manter em estoque produtos para revenda sem documento fiscal e por funcionar sem a inscrição estadual. A multa é equivalente a 30% do valor total da mercadoria - R$ 5,00 no caso dos CDs e R$ 10,00 para os DVDs.
O chefe da divisão de fiscalização de serviços públicos da Secretaria de Urbanismo e Serviços Públicos (Susp), Aloisio Chierighini, afirma que todas as lojas do camelódromo têm permissão da Prefeitura para funcionar. Aloisio explica que o local é uma área pertencente à União, mas que existe uma disputa entre a Prefeitura e o Ministério Público para saber quem vai ficar com o local.
A Prefeitura tem o intuito de construir além de sua sede, a Câmara de Vereadores da Capital no local. O Ministério Público (MP) também construiria um prédio para seu funcionamento. "O vereador João da Bega fez uma minuta, ainda na gestão passada, autorizando a construção do camelódromo e permitindo o funcionamento", relembrou. Depois disso, os lojistas protocolaram um processo solicitando o alvará, que somente não foi cedido por conta da disputa.


Dupla armada ataca motoboy

Dois homens foram presos em flagrante, na tarde de ontem, depois de praticarem um assalto na região continental da Capital. Rafael Machado, 20 anos, e Eduardo Brum Braga, 18, estavam com uma moto azul no estacionamento da Loja Millium, no bairro Estreito, observando as pessoas que entravam e saíam dos bancos próximos ao local. A vítima, Laudir Querino dos Santos, 35, que trabalha como motoboy na empresa Infocompany, estava fazendo pagamentos. Ele entrou em uma das agências e retirou a quantia de R$ 6.900,00. Depois entrou no Sudameris, onde efetuou um pagamento e saiu com R$ 1.200,00. Foi nesse momento que a dupla entrou em ação.
Enquanto Rafael dirigia a moto, Eduardo apontou um revólver calibre 38 para Laudir. O assaltante ficou com o dinheiro, algumas folhas de cheque, uma corrente, um celular e os documentos da vítima. No entanto, a policia perseguiu os ladrões, que passaram por diversos sinais vermelhos e lombadas eletrônicas em alta velocidade. Os dois foram capturados na rua Papa João 23, em Coqueiros. O revólver, que tinha a numeração raspada, estava carregado de munição. Rafael e Eduardo foram encaminhados para a Central de Polícia de Florianópolis, onde continuam detidos.


Guarda Municipal reforça patrulhamento

Pessoas acostumadas a praticar caminhadas, corridas ou andar de bicicleta na ciclovia da avenida Beira-mar Norte, contarão, a partir de amanhã, com patrulhamento do local. As rondas serão realizadas por quatro guardas municipais femininas, que farão o trajeto da ponte Hercílo Luz até o elevado do Centro Integrado de Cultura (CIC) em bicicletas do tipo Mountain Bike. O serviço, que inicia às 8 horas e vai até às 20 horas todos os dias, será realizado em dupla, com revezamento a cada 12 horas.
Será prestado atendimento primário de primeiros socorros, patrulhamento preventivo e, no caso de acidentes de trânsito, socorro rápido com objetivo de liberar a via. De acordo com o comandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Maycon Rodrigo Baldessari, as mulheres foram escolhidas porque têm mais facilidade em se relacionar e são mais acessíveis ao público.
A operação se estende até o dia 2 de março, quando os resultados serão avaliados. Somente depois disso, segundo o comandante, será decidido se o serviço será ampliado ou não.

Manchetes ANC
Das últimas edições de Geral
13/12 - MP propõe acordo para manter comerciantes
12/12 - O homem que acendeu a luz do Ribeirão
10/12 - Procon apreende duas toneladas de mercadorias
09/12 - Fonplata fiscaliza obras na Capital
08/12 - MP pede licitação para boxes do Mercado Público
07/12 - Palhoça ganha novo mapeamento
06/12 - Gapa critica transferência de pacientes do Regional

Política

Câmara de Palhoça
tenta limpar pauta

Vereadores querem votar 34 projetos até a próxima semana para evitar convocação de sessões extraordinárias

Palhoça - A pauta da Câmara de Vereadores de Palhoça deve ser apertada para cumprir a programação sem convocação extraordinária. Ontem, os vereadores se reuniram para fazer mutirão e aprovar 34 matérias até a próxima semana. Pelo calendário, os parlamentares têm apenas mais quatro sessões para votar projetos importantes como o orçamento de 2006 e os reajustes nas taxas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de iluminação pública e de coleta de lixo. Segundo o presidente do Legislativo, vereador Otávio Martins Filho (PMDB), o cronograma está mantido até segunda ordem. Apenas seria prorrogado caso a Prefeitura encaminhasse alguma matéria urgente. "Estive com os vereadores e estamos fazendo esforço para não ter extraordinária. Creio que vamos limpá-la até o dim deste ano", explica. Martins Filho afirma que, até o momento, foram aprovados 298 projetos na casa.
O orçamento deve ser votado até o próximo dia 22. A previsão orçamentária para 2006 é de R$ 92 milhões, um aumento de 70% em relação ao projeto previsto para este ano, que foi de R$ 54 milhões. O incremento na peça é justificado pelo reajuste do IPTU, que também vai à votação até o fim do mês. Caso aprovado, a Prefeitura emitirá 90 mil carnês em janeiro. Metade é destinada a contribuintes proprietários de imóveis avaliados entre R$ 30 mil até R$ 60 mil, que pagarão a taxa 16% mais cara. Proprietários de construções de alto padrão terão até 200% de aumento no IPTU. A Prefeitura explica que os novos valores têm objetivo de garantir mais justiça fiscal e têm relação com um recadastramento imobiliário. Apenas oito contribuintes, segundo a administração municipal, terão reajuste de 200% no IPTU.
Outra taxa em votação é a de coleta de lixo. O reajuste aumenta a cobrança em 16%. Os números da atualização da tabela de imposto sobre a iluminação pública foram enviados ontem à Câmara e não há ainda estimativa de majoração.


CPI faz denúncia de boicote

Vereadores dizem não ter acesso a documentos

Biguaçu - O Legislativo de Biguaçu encerrou ontem os trabalhos do ano com uma entrevista coletiva sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada para averiguar irregularidades na abertura de ruas e na concessão de autorizações para loteamentos. Presidente e relator reclamam falta de acesso a documentos para averiguar a acusação de que donos de terrenos particulares teriam feito loteamentos irregulares a partir de 2001. A CPI dos Loteamentos é presidida pelo vereador Ademir Corrêa (PSDB) e é integrada pelo relator Luiz Carlos Rocha (PP) e pelo representante da oposição João Domingos Zimmerman (PMDB). A comissão analisa mais de cem empreendimentos.
O relator explica que pela lei a gleba que tiver mais de dez terrenos tem que dispor 35% de seu total para de área verde e institucional, para praças, quadras de esporte, parques e ruas. Alguns empresários estariam dividindo essas propriedades por vias públicas, diminuindo o número de lotes e escapando da obrigação de disponibilizar os 35% de área para a Prefeitura. Em um dos casos, uma área sofreu dois desmembramentos com esta receita simples. Para dar viabilidade, um empresário pediu denominação da rua Benta Muniz Soares, que não existe no local, e fez abaixo-assinado com 34 assinaturas falsas para que o nome fosse votado na Câmara. "Não mora ninguém no loteamento", ressalta Rocha. Dominada a rua, o loteamento pôde ser dividido sem disponibilizar a área verde. "Não estamos aqui para caçar bruxas, mas para fazer a lei ser cumprida", fala Rocha.
Uma das reclamações do relator e do presidente da CPI é a falta de colaboração do Executivo. "Temos dificuldade em ter documentos para analisar, inclusive por parte da Prefeitura. Fizemos pedido, mas foram alegadas dificuldades e alto custo para tirar cópias", acusa Rocha. Da bancada governista, Zimmerman afirma que os documentos têm custo sim, mas serão enviados. Os trabalhos da CPI e da Câmara se encerraram ontem. A comissão volta a funcionar no dia 15 de fevereiro, quando reabrirem os trabalhos do Legislativo.


Sepultado na Capital ex-presidente da Apufsc

Foi sepultado ontem, no cemitério Jardim da Paz, em Florianópolis, o professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Osvaldo Maciel. Vítima de câncer, o professor faleceu na noite de segunda-feira. Maciel foi presidente da Associação dos Professores da UFSC (Apufsc) e primeiro presidente da então Associação Nacional dos Docentes do Ensino Superior, hoje sindicato nacional da categoria (Andes). Em 1992 concorreu a uma cadeira na Câmara de Vereadores, ficando como primeiro suplente da bancada do PT, assumindo o cargo em em março de 1995, onde permaneceu por apenas um mês. O professor também atuou como secretário municipal da Educação durante a gestão do ex-prefeito Sérgio Grando (PPS).
Antigo militante petista, suas últimas declarações mostravam o descontentamento com o partido depois que chegou à presidência da República, principalmente durante a apresentação da reforma previdenciária. "Ao eleger, mais uma vez, os servidores civis como grandes vilões do rombo da Previdência, o governo Lula repete, medíocre e melancolicamente, os passos do governo FHC", disse ele em agosto de 2003 ao jornalista Moacir Pereira, colunista de A Notícia.


Orçamento de São José
tem aumento de 9,61%

Projeto da Prefeitura foi aprovado pela Câmara

São José - O município de São José terá mais de R$ 200 milhões disponíveis ao orçamento do próximo ano. O projeto da peça orçamentária para 2006 foi aprovada no início do mês, mesmo com manifestação contrária de dois vereadores. O valor disponível para o Executivo é 9,61% mais alto. Os orçamentos das pastas da Segurança Pública, da Saúde e do Meio Ambiente tiveram aumentos significativos. Para a Segurança Pública o orçamento pulou de R$ 50 mil, neste ano, para R$ 1,6 milhões, em 2006.
A Secretaria de Saúde terá quase R$ 29 milhões, contra R$ 22 milhões deste ano. Para a de Meio Ambiente, estão previstos cerca de R$ 2,3 milhões - um aumento de 176,66% em relação à receita deste ano, que foi de pouco mais de R$ 844 mil.
As principais quedas na previsão orçamentária estão nas áreas de habitação e assistência social. Para a Fundação Municipal de Habitação, estão previstos R$ 1,85 milhão, que representa baixa de 78,81% em relação aos R$ 8,733 milhões dispostos para este ano. Na Fundação Municipal de Assistência Social, a verba disponível deverá ser de R$ 4,689 milhões, contra R$ 5,662 milhões deste ano, o que representa queda de 17,18%.
A votação da peça orçamentária ocorreu nos dias 5 e 6. Votaram contra os vereadores Antônio Battisti (PT) e Adeliana Dal Pont (PPS). A reclamação foi a mesma registrada nos municípios de Palhoça e Florianópolis: falta especificidade à peça. Ou seja, obras, locais e valores não estão determinadas. "O Orçamento não nos permite localizar quais obras estão previstas. É uma peça de ficção. A comunidade reivindica e pelo orçamento não tem como saber se vai ser contemplada ou não", exemplifica Battisti.
Segundo o vereador oposicionista, o texto deixava os vereadores reféns e não conseguiam realizar emendas, pois não se saberia se as obras que os parlamentares teriam a sugerir estariam contempladas ou não na peça. O secretário de Finanças, Alexandre Melquíades Elias, não foi encontrado para rebater as informações.


Pedro Uczai afirma que PT "cresceu com a crise"

A crença de que a crise envolvendo o PT significaria uma debandada em massa de filiados não vem se confirmando, segundo o presidente estadual do partido, Pedro Uczai, que ontem fez um balanço de 2005 e falou sobre as perspectivas para o próximo ano. Durante dois dias, o diretório estadual reuniu-se para fazer um planejamento, quando foi apresentada a lista dos novos filiados que procuraram o partido no último semestre. Nesta primeira avaliação, ficou constatado que em apenas 25 municípios de Santa Catarina, 513 pessoas procuram os diretórios municipais para aderirem à sigla. Somente na Capital, são 23 novos filiados. Para o presidente estadual do PT, Pedro Uczai, os números mostram que a crise não afetou as estruturas do partido e que o PT "cresceu com a crise", já que a quantidade de desfiliações é, de acordo com ele, menor que as filiações. Neste mesmo período, a sigla perdeu pouco mais de cem filiados.
Durante o encontro de planejamento, ficou decidido também que no dia 26 de fevereiro de 2006, o PT define o nome do candidato do partido que vai concorrer ao governo do Estado. Até o momento estão na disputa a senadora Ideli Salvatti e o ministro José Fritsch. A idéia, assegura o presidente, é que o partido entre em consenso. Neste dia também serão definidos os nomes para candidato a vice-governador e ao Senado.


 

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