Joinville         -         Sexta-feira, 16 de dezembro de 2005        -          Santa Catarina - Brasil
 
 

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Motoristas e cobradores
podem parar novamente

Atraso no pagamento dos salários causa reação da categoria, que avalia hoje proposta de paralisação

Celso Martins

Os motoristas e cobradores do transporte coletivo da região metropolitana de Florianópolis definem hoje, durante assembléia geral, se realizam ou não a sétima paralisação do ano, devido ao atraso no pagamento dos salários. Segundo a convenção coletiva assinada com o Sindicato das Empresas de Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Setuf), 40% dos salários devem ser pagos até o dia 15 de cada mês e os 60% restantes no quinto dia últil (60%).
"Pagaram o 13o salário mas não depositaram os 40% do salário", diz o assessor do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano da Grande Florianópolis (Sintraturb), Ricardo Freitas. A assembléia geral acontece às 9 horas, no aterro da baía Sul, e a disposição da categoria é de "entrar em greve", segundo Freitas. "O pessoal não está aceitando que o pagamento integral" seja feito no dia 6 de janeiro de 2006 - quinto dia útil do mês.
Segundo o presidente do Setuf, Valdir Gomes da Silva, foi preciso obter empréstimo bancário para garantir o pagamento do 13o salário, sendo deixados como garantias alguns ônibus e residências particulares de direitores da entidade. "Pedimos aos motoristas e cobradores que aceitassem receber o pagamento integral no dia 6 de janeiro, e por isso eles realizam a assembléia para decidir se aceitam ou não a proposta", explica Valdir.
Ele confirma que as empresas estão operando com um déficit mensal de aproximadamente R$ 2,2 milhões e "nos esforçamos para tirar de onde é possível, pois estamos sem reajuste há vários anos", assinala. A despesa mensal das empresas do sistema de transporte coletivo da região da Capital é cerca de R$ 10,5 milhões mensais, frente a uma receita de R$ 8,3 milhões.
Se os motoristas e cobradores confirmarem a paralisação, que pode ocorrer a partir de segunda-feira, ela será a sétima do ano. As anteriores foram realizadas nos dias 29 de abril, 13 de maio, 6 de junho, 5, 6 e 28 de setembro. A assembléia de hoje já estava marcada para discutir o preenchimento de cargos vagos na diretoria do Sintraturb, tendo sido incluído outro ponto na pauta.


Tarifa única será
implantada em janeiro

A tarifa única no sistema de transporte coletivo de Florianópolis será implantada em janeiro, segundo o secretário municipal de Transportes e Terminais, Norberto Stroisch, uma alternativa para que as empresas superem as dificuldades atuais e saiam do vermelho. "O valor será anunciado pelo prefeito Dário Berger e não posso antecipar o valor", argumenta Stroisch.
O presidente do Setuf, Valdir Gomes da Silva, acha que a iniciativa pode acabar com o déficit das empresas, mas a tarifa única precisaria ser estabelecida em R$ 2,42, "segundo o cálculo que está sendo feito", observa. O valor deve ser anunciado oficialmente no início de janeiro e, segundo um assessor do prefeito Dário Berger, a tarifa única deve ficar na faixa de R$ 2,00 - um pouco mais ou menos. Atualmente, a tarifa mais cara em Florianópolis é de R$ 2,75 (bairros do Norte e Sul da Ilha de Santa Catarina), e a mais barata, R$ 1,05 (tarifa social).
O secretário Norberto Stroisch, por outro lado, não acredita que os motoristas e cobradores realizem uma nova paralisação dos serviços e defende a adoção de medidas por parte do governo federal para solucionar os problemas do transporte coletivo em todo o Brasil. "É preciso desonerar a carga tributária", reivindica, lembrando os reajustes de insumos ocorridos ao longo de 2005, como do óleo diesel, na faixa de 32%.
"O governo federal pode isentar as empresas de transporte coletivo do pagamento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), por exemplo, como acontece com os táxis, que custam cerca de 40% mais barato", destaca Stroisch. Além disso, ocorreram aumentos na energia elétrica, água e gás de cozinha, afetando as empresas, além da ampliação em 8% no valor da folha de pagamento dos funcionários. (CM)


Órgãos fazem operação conjunta

Plano Verão visa melhorar o trânsito nas rodovias

Uma articulação entre os diversos órgãos ligados à segurança do trânsito em Santa Catarina viabilizam a execução conjunta do Plano Verão 2005/2006, lançado oficialmente ontem de manhã, no posto da Polícia Militar Rodoviária (PMR) na SC-401 (Ratones), e à tarde, no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Palhoça, na BR-101.
Entre as várias medidas para tentar melhorar o fluxo de veículos está a mudança no uso do trevo de Santo Amaro da Imperatriz, no quilômetro 216 da BR-101, onde termina a duplicação: ele poderá ser fechado para cruzamentos às sextas-feiras após as 18 horas, e nos domingos à tarde.
Outra iniciativa é a mudança no local de funcionamento do posto de fiscalização da Secretaria da Fazenda, em Palhoça, para o posto da PRF em Biguaçu, todos os domingos, das 14 às 22 horas. A terceira medida visando a agilidade do tráfego de veículos é a suspensão das detonações de rochas para as obras de duplicação da BR-101 aos sábados.
O Fórum Catarinense pela Preservação da Vida no Trânsito, o Fórum das Rodovias, o Fórum de Segurança nas Obras e Trânsito da BR-101 Sul e várias instituições públicas e privadas estão se empenhando nas medidas preventivas. Isso inclui a realização de campanhas educativas Viaje Bien, o Programa Pare (Ministério dos Transportes), dirigida aos turistas de língua espanhola, e a Duplique sua Atenção, específica do DNIT/ESGA.
A idéia é reforçar a necessidade de maior atenção por parte dos usuários durante as obras de duplicação no trecho sul da BR-101, entre Palhoça e Osório (RS). Por outro lado, a PRF e PMR estarão com policiamento reforçado na temporada de verão. A orientação das autoridades de trânsito é para que os motoristas evitem os horários de pico, às sextas-feiras, das 18 às 20 horas, e o período da tarde e início da noite dos domingos.
Durante a temporada, no trecho não duplicado da SC-401, o acostamento nivelado com a pista poderá ser liberado para o trânsito, monitorado pela PMR, nos momentos de grande fluxo de veículos. É recomendado aos motoristas que utilizem os faróis acesos durante o dia quando estiverem transitando em rodovias.


Capital terá
novo bispo auxiliar

A partir de março, o padre italiano José Negri será o novo bispo auxiliar de Florianópolis, ajudando no trabalho do arcebispo dom Murilo Sebastião Ramos Krieger. A nomeação foi feita pelo papa Bento 16 em resposta ao pedido da arquidiocese da Capital. A ordenação está agendada para 5 de março, na Igreja Matriz de Brusque, onde hoje padre Negri administra a paróquia São Judas Tadeu. A cerimônia será presidida por dom Murilo.
Desde março de 2003, a Capital está oficialmente sem bispo auxiliar. Sem substituto, dom Vito Shlinckmann, que está aposentado, vem exercendo a função. Com a vinda do novo padre, dom Vito deve continuar participando dos trabalhos na paróquia, mas como colaborador voluntário. Padre Negri nasceu em 1959, em Milão, na Itália, e em 1987 veio para o Brasil. Ele se formou em magistério em Milão, onde também estudou filosofia e teologia. Obteve licenciatura em psicologia na Universidade Gregoriana em Roma. Desde 1980, faz parte do Pontifício Instituto das Missões e foi ordenado sacerdote na catedral de Milão em 1986, pelo cardeal Carlo Maria Martini.
No Brasil, em 1987, iniciou suas atividades na paróquia Nossa Senhora do Carmo em Frutal (MG). Ainda no mesmo ano, assumiu a paróquia São Judas Tadeu e São João Batista, em Palhoça. Entre 2003 e 2005 foi professor do Curso de Pós-graduação de Aconselhamento Formativo, em São Paulo. E desde o início do ano é o pároco da comunidade São Judas Tadeu, em Brusque.
Padre Negri é também representante do Pontífice Instituto Missões Exteriores (Pime), instituto criado na Itália que busca incentivar o movimento missionário pelo mundo. O grupo hoje, além da Itália e do Brasil, conta com membros em países como Filipinas, Estados Unidos e Índia. Entre as ações do missionários, está garantir assistência aos membros idosos e doentes.


Aflodef quer erguer centro recreativo

Projeto foi apresentado ao governo do Estado

Alexandre Lenzi

A diretoria da Associação Florianopolitana dos Deficientes Físicos (Aflodef) entregou ontem ao secretário de Estado de Administração, Marcos Luiz Vieira, um pré-projeto para um centro de recreação para os portadores necessidades especiais da região. A entidade pede a doação de um terreno para a construção do complexo, que contaria com estrutura para prática de esportes e atividades de lazer. O secretário ficou de apresentar a proposta ao governador Luiz Henrique da Silveira.
A Aflodef conta hoje com cerca de 2,4 mil membros cadastrados na Capital. Mas o presidente da entidade, José Roberto Leal, diz que são mais de 12 mil portadores de deficiência física na cidade. "E são pessoas que não saem de casa diante das dificuldades", explica, lembrando que o centro seria um importante meio para a socialização dos deficientes físicos.
A elaboração do pré-projeto foi comandada pelo engenheiro Fernando Ferreira da Silva. A entidade pede um terreno com cerca de 20 mil metros quadrados de área total e prevê a construção de uma estrutura com 3,6 mil metros quadrados. São 1,7 mil metros quadrados de ginásio, 1,2 mil metros para a piscina coberta, 300 metros para a área administrativa, 200 metros para um auditório com capacidade para 100 pessoas e 200 metros para sede das oficinas de artes e de conserto de cadeiras de roda.
A área total de 20 mil metros quadrados foi solicitada, segundo Silva, prevendo uma ampliação que garantiria a construção de um campo de futebol, de uma pista de atletismo e de uma área de preservação ambiental. Toda a estrutura seria devidamente adaptada para os portadores de necessidades especiais. Silva diz que ainda não foi elaborado o orçamento do projeto. "Com a definição sobre o terreno, partimos para esta etapa, avaliando o tipo de material a ser usado em cada área. E vamos discutir as opções para obtenção de recursos, que podem ser tanto públicos como privados", afirma. Hoje, a Aflodef utiliza como sede uma sala alugada no Centro da cidade. Os treinos esportivos são realizados nas dependências da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).


Prefeitura anuncia Réveillon

Show com 13 bandas locais e 15 minutos de queima de fogos serão as atrações do Réveillon Mágico 2006, festa organizada pela Prefeitura de Florianópolis para comemorar a virada do ano. A expectativa da administração municipal é de que mais de 100 mil pessoas apreciem o show pirotécnico e as apresentações musicais na avenida Beira-mar Norte na virada do dia 31 de dezembro de 2005 para 1o de janeiro de 2006.
De acordo com o presidente da comissão organizadora da festa, Ariel Bottaro Filho, a proposta é oferecer uma alternativa para as famílias, mantendo a marca da tranqüilidade que deu ao evento de fim de ano em Florianópolis o título de mais seguro do Brasil. "Pretendemos levar encantamento às pessoas, criando um clima de paz, com um show pirotécnico mais bonito, um número maior de fogos e melhor qualidade de efeitos, além de cinco minutos a mais de espetáculo em relação ao ano passado", afirma.
As seis balsas que serão utilizadas no Réveillon Mágico estarão distribuídas na orla marítima, entre as avenidas Gama D'Eça e Mauro Ramos, proporcionando um efeito de cortina, encobrindo o público durante a queima dos fogos. Para isso, serão utilizadas 4,5 toneladas de equipamentos, entre material pirotécnico e estruturas de suporte. As bombas vão proporcionar mais de 13,5 mil disparos, com efeitos luminosos em forma de cascatas, palmeiras, estrelas diversas, entre outros modelos. Outra novidade são os fogos em estilo traçante que vão se cruzar a 45 graus. Todo o material já está sendo preparado em Minas Gerais e deve chegar a Florianópolis dentro de dez dias.
Entre as atrações musicais, já foram confirmadas as participações das bandas Missiva, Aerocirco, Iriê, Swing Maneiro, Sensatez, Quarteto Banho de Lua, Compasso, Dazaranha, Ilha de Nós, Salamantra e Samambaia. A banda Calibra vai se apresentar com as escolas de samba da Capital, que vão mostrar os sambas-enredo para o Carnaval de 2006.
O planejamento da estrutura de atendimento nos setores de saúde, segurança, desenvolvimento social, transporte coletivo e fiscalização ainda está sendo desenvolvido. Também estão sendo definidas as alterações necessárias para o trânsito durante as comemorações.


Comerciantes vão recorrer

Lojistas querem voltar aos boxes do Mercado

Os comerciantes impedidos pela Justiça de retornar à ala norte do Mercado Público de Florianópolis vão recorrer da decisão. Na quarta-feira, o juiz Domingos Paludo, da 2a Vara da Fazenda Pública da Capital, aceitou pedido de liminar do Ministério Público do Estado (MPSC), determinando que a Prefeitura faça uma licitação para reocupar todos os boxes do Mercado, inclusive os da ala sul. De acordo com o vice-presidente da Associação dos Comerciantes e Varejistas do Mercado Público de Florianópolis (Acovemapuf), Carlos Pereira, os comerciantes se reúnem com um advogado hoje pela manhã para tratar do recurso.
O MPSC ajuizou ação civil pública pedindo a anulação do decreto municipal 2.767/2004, assinado pela então prefeita Angela Amin, que autorizou os comerciantes a permanecerem no Mercado por dez anos, prorrogáveis por mais dez, sem licitação. Para os promotores, o decreto fere as constituições estadual e federal, além da lei federal 8.666/1993 (lei das licitacões), já que o Mercado é um bem público. Já os comerciantes, que nunca passaram por uma concorrência pública para alugar os boxes do Mercado, alegam que os contratos são anteriores à Constituição de 1988 e não foram revogados por ela.
Outro foco de preocupação dos comerciantes é a proposta de alteração do mix de atividades do Mercado, que obrigaria alguns a mudar de ramo. "Nosso foco no momento é voltar ao Mercado, mas depois vamos discutir esse problema", disse Pereira. Ele afirma que a pesquisa feita pelo Instituto Mapa Marketing em parceria com a Prefeitura reforça a tese de que o Mercado deve ficar como está.
O Mapa perguntou aos 405 entrevistados "o que deveria continuar na ala que pegou fogo". Os itens mais citados foram lojas de calçados (71%), aviamentos e acessórios de costura (70%) e lojas de roupas (67%). Na pergunta "quanto à ocupação da ala que pegou fogo, seria importante que tivesse", a maioria dos entrevistados escolheu como "muito importante" lojas de artesanato (75%), de renda de bilro (71%) e de cestaria e palhas (66%).


Comunidade conhece projeto de parque

Área pública de lazer no bairro Monte Cristo já tem verba para implantação prevista no orçamento

Jeanne Callegari

O projeto do Parque Metropolitano da Grande Florianópolis, elaborado por professores do curso de arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), vai ser apresentado hoje, às 19 horas, na Escola de Educação Básica João Dutra Machado, no bairro do Monte Cristo. O projeto, premiado na Bienal de Arquitetura, em São Paulo, é uma vitória da comunidade do Monte Cristo, que há anos reivindicava uma área de lazer para a região.
Graças a uma emenda coletiva no Orçamento da União para 2006, o projeto deve começar a ser executado no ano que vem. A bancada federal de Santa Catarina apoiou o projeto, apresentado pelo deputado federal Mauro Passos (PT). A emenda aprovada garante R$ 10 milhões para a construção do parque, R$ 6 milhões a mais do que o previsto no orçamento inicial do projeto.
O sonho da comunidade de ter um espaço para lazer chegou perto de não ser realizado. A área pertencia à Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina (Cohab), que pretendia privatizá-lo para cobrir dívidas da entidade, informa o professor Lino Peres, do curso de arquitetura da UFSC, responsável pelo projeto do parque. No local, seria construído um conjunto habitacional para a classe média. Os moradores, contrários a esse projeto, decidiram pressionar o governo para transformar o espaço em uma área de lazer. Em 2004, conseguiram uma audiência com o governador Luiz Henrique da Silveira, que atendeu a reivindicação.
O passo seguinte foi a elaboração do projeto arquitetônico. Para Lino Peres, aí entra um grande diferencial dessa proposta. "Tudo foi elaborado com a participação da comunidade, a partir de suas necessidades e anseios", diz ele. "É um projeto que nasce de baixo para cima", afirma. Segundo Lino, os arquitetos e os estudantes participantes têm muito a aprender com os habitantes da região e com os operários que vão trabalhar na obra. Esse modelo de gestão é inspirado no Estatuto da Cidade, lei federal calcada nos princípios de regularização e desenvolvimento sustentáveis, diz Lino.
Quadras poliesportivas, pista de skate, praça, ciclovias, tudo foi sendo elaborado de acordo com as necessidades da população local. Haverá ainda uma instalação coberta, que deve abrigar uma quadra esportiva, um auditório, salas de aula e um centro comunitário. A comunidade pediu ainda a construção de espaços para a realização de oficinas, com ateliês para as aulas e lojas para a venda dos produtos obtidos. A maior parte do terreno, porém, deve ser de área verde.


Inclusão social das crianças é um dos objetivos

Todas essas idéias servem a um único propósito: promover a inclusão social no bairro Monte Cristo, diz o presidente do Conselho das Associações da Região do Monte Cristo (Carmocris) Jair Alves. "Das crianças aos idosos, todos vão ter um espaço no parque", diz ele. A Carmocris é uma das nove entidades comunitárias da região a participar ativamente da elaboração do projeto.
"A idéia é fazer do parque um antídoto contra a violência", diz Lino Peres. A preocupação em fazer do parque um local de recuperação e integração social não é sem motivo. Cerca de 50% das crianças de rua da Grande Florianópolis são do Monte Cristo. Da população local, de cerca de 26 mil habitantes, aproximadamente 40% são crianças, adolescentes e jovens de até 21 anos.
Para os professores e estudantes de arquitetura envolvidos na elaboração do parque, o projeto tem um objetivo especial. "A gente aproveita para rever a prática do ensino de arquitetura", diz ele, lembrando que o projeto é, além de tudo, pedagógico. Através de alto-falantes em carros, os moradores da comunidade foram convidados a participar da apresentação do projeto. Na ocasião, todos poderão dar a sua opinião para enriquecer a proposta. "Idéias serão bem-vindas", diz Jair Alves. Até fevereiro, o projeto deve estar completamente finalizado, para que as obras de construção do parque possam começar. (JC)


Aproveitamento da área é preocupação

Além da preocupação com o lúdico, os estudantes tinham como princípio aproveitar a conformação do terreno para valorizar o parquinho. A área, de 115 metros quadrados, fica nos fundos da Casa São José, no morro da Serrinha. Bem no meio do pátio, uma pedra de cerca de seis metros de altura serve de brinquedo para as crianças, que a escalam todo dia, apesar do perigo. Uma vista bonita da cidade, segundo Milena, fica oculta por um muro.
A questão da vista foi resolvida com alguns buracos no muro. Para a pedra, foram planejados vários acessos, com plataformas e cordas auxiliando e tornando mais segura a subida. E, para atender os pedidos das crianças, foi construída uma casinha de bonecas, cujo telhado funcionará como tablado para as meninas que gostam de dançar. "O projeto foi feito com base no que as crianças queriam", diz a orientadora pedagógica da creche, Marilena Bacianoski. O parque foi planejado para ser construído com materiais de baixo custo, como madeira, cordas e e pneus.
Estudantes de vários cursos da universidade fazem trabalhos na Casa São José. Para Milena, o projeto do parquinho é uma maneira de a universidade retribuir a ONG pelo apoio em todos esses trabalhos. Os moradores da Serrinha contam com poucos espaços de lazer, diz Marilena. "O parquinho será bom porque também vai poder ser utilizado pela comunidade", diz ela. Quem quiser contribuir para a construção do parque, pode fazer depósitos na conta 131043-5, agência 1668, do Unibanco, ou entrar em contato através do e-mail petarq@gmail.com. (JC)


Entidade
busca apoio

Estudantes de Arquitetura da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) desenvolveram projeto de espaço de lazer para a Casa São José, na Serrinha. Além de fornecer alimentação, a casa desenvolve atividades recreativas e reforço escolar para as crianças. Com o projeto do parquinho pronto, os estudantes e a entidade procuram patrocínio para implementá-lo. Entre R$ 12 mil e R$ 15 mil devem ser suficientes para construir o parquinho.
A idéia de construir um espaço de lazer para as crianças da entidade partiu, inicialmente, do aluno de educação física da UFSC Vítor Carneiro. O estudante já desenvolvia atividades de recreação infantil na Casa São José, e procurou os estudantes de arquitetura por acreditar que as crianças precisavam de um lugar melhor para brincarem. Vítor, integrante do Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de educação física, contatou os alunos do PET do curso de arquitetura.
Durante seis meses, os 12 alunos integrantes do PET trabalharam na elaboração do projeto. Com o curso de arquitetura totalmente parado, em função da greve de professores e servidores da universidade, os alunos tiveram bastante tempo para se dedicar à proposta. Ele visitaram a casa para estudar o espaço e conversar com as crianças para ver o que, realmente, elas queriam, e do que necessitavam.
Além da própria creche, os alunos do PET visitaram vários parquinhos, para estudar como eram feitos. Também foi necessário fazer pesquisas na área de pedagogia, segundo a estudante da sétima fase do curso de arquitetura e integrante do PET Milena Brandão. Chegaram à conclusão de que os brinquedos têm que ser lúdicos, deixar espaço para a imaginação das crianças funcionar. "O brinquedo tem que ser algo que um dia possa ser uma casinha, no outro um trem, no outro outra coisa ainda", diz ela. (JC)


Polícia

Presos cinco suspeitos de assassinato

Operação da Polícia Civil foi deflagrada no morro do Mangueirão, no Pantanal, determinada pela Justiça

Natália Viana

Cinco pessoas suspeitas de envolvimento na morte do gaúcho Maurício de Souza Alves foram detidas em uma diligência realizada, na manhã de ontem, no morro do Mangueirão, no bairro Pantanal. O corpo da vítima ainda não foi localizado, mas a Justiça decretou a prisão temporária dos suspeitos com base nos depoimentos de testemunhas. Segundo a delegada Sandra Mara Pereira, da Central de Polícia da Capital, o motivo do crime ainda está sendo investigado, mas acredita-se que esteja ligado a um acerto de contas com o tráfico de drogas.
A delegada conta que a operação foi realizada para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão. No morro, foram detidas cinco pessoas, quatro homens e uma mulher. A identidade deles está sendo mantida em sigilo, pois todos são apenas suspeitos. Com o grupo, também foi apreendida uma pistola 9 milímetros. Sandra Mara explica que, embora o corpo ainda não tenha sido encontrado, a prisão temporária foi decretada devido aos depoimentos colhidos. "Te-mos depoimentos de testemunhas que viram o crime. Nenhum juiz decretaria prisão temporária de 30 dias sem indícios muitos fortes", destaca a delegada. O pedido de prisão poderá ainda ser prorrogado por mais 30 dias.
Com a detenção dos suspeitos, a polícia pretende esclarecer o crime. A localização da vítima ainda é um mistério. "O corpo está lá (no morro do Mangueirão), mas infelizmente ainda não conseguimos localiza-lo", afirma Sandra Mara. No dia 24 de novembro, a equipe Fox da Central de Polícia, coordenada pelas delegadas Sandra Mara e Ester Fernanda Coelho, já havia realizado uma operação de busca na tentativa de localizar o cadáver. A suspeita da morte de Alves surgiu há mais de um mês, quando familiares da vítima foram até a Central da Capital para registrar o desaparecimento do rapaz. Alves, natural de Sarandi, no Rio Grande do Sul, estava foragido da penintenciária daquele município, onde cumpria pena há cinco meses e usava o nome falso de Alex Vasconcelos.
A delegada Ester Coelho contou que os parentes relataram que Alves já estaria morto e enterrado. Na segunda quinzena no mês passado, as suspeitas começaram a se confirmar com os depoimentos colhidos e as investigações realizadas no local. Além disso, a polícia também recebeu informações por meio do disque-denúncia. As investigações apontam que Alves foi assassinado no início do mês de novembro, com quatro tiros, por volta das 8 horas. Os disparos foram ouvidos por moradores da comunidade.
Durante a operação de busca no final do mês passado, os policiais encontraram apenas uma calça, um moleton queimado e uma mochila que pertenciam à vítima. "Acredito que eles queimaram as coisas do Maurício para não deixar indícios da morte dele", disse a delegada Ester Coelho na ocasião.


Deic ainda trabalha para prender oito estelionatários

A equipe da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) ainda trabalha para cumprir os oito mandados de prisão restantes da Operação Proteus, deflagrada na quarta-feira pela manhã. No total, foram expedidos 27 mandados, destes 19 pessoas já estão presas. A quadrilha especializada em estelionato, com base na Grande Florianópolis, também tinha ramificações em Balneário Camboriú e Curitiba (PR). Segundo o diretor-adjunto da Deic, delegado Luiz Vanderlei Sala, somente nos últimos dois meses o grupo movimentou mais de R$ 500 mil.
A ação partia da falsificação de documentos, como carteiras de identidade e CPF, com os quais os integrantes abriam contas em bancos. Ostentando riqueza, eles realizavam compras de alto valor, financiavam veículos, conseguiam talões de cheques, empréstimos e desbloqueio de cartões de crédito. Todo este material era depois revendido para terceiros. Durante a operação na quarta-feira, foi encontrada uma grande quantidade de mercadoria comprada a partir de documentação fria em Florianópolis, São José e Palhoça. O montante foi levado para a sede da Deic em dois caminhões fechados, entre eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e computadores.
O delegado Sala explica que a partir de ontem os policiais iniciaram o trabalho para identificação dos receptadores e também das vítimas. "Várias empresas e lojas que caíram no golpe já nos procuraram. Todas prestarão esclarecimentos e, comprovando a posse da mercadoria com nota fiscal, tudo será devolvido. Os materiais que não tiverem comprovação de propriedade, serão colocados à disposição da Justiça", afirma. O delegado informa ainda que algumas empresas de cartões de crédito também já contataram a Deic e serão ouvidas.
Entre os detidos, está um policial civil lotado na Capital. Ele é suspeito de repassar para a quadrilha os dados de pessoas cadastradas nos sistemas da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Com estes dados, os estelionatários conseguiam falsificar as carteiras de identidade. As investigações ainda apontam a participação de um funcionário da Receita Federal do Paraná no esquema. Ele também repassaria informações sigilosas dos arquivos da Receita, como fornecimento de CPFs, juntamente com um policial civil paranaense.
"Nas buscas realizadas em Curitiba encontramos alguns objetos, como espelhos de carteiras de identidade, documentos e computadores, que serão trazidos para a Deic para a gente fazer o cruzamento com o material apreendido aqui", conta Sala. Durante a ação iniciada na quarta-feira, os policiais recolheram documentos em branco, como carteiras de identidade (que a quadrilha utilizava para fazer a documentação fria), dinheiro falso, notas fiscais frias, cheques sem fundos, talões de cheques e cartões de crédito clonados.


Duas queimadas atingem Capital

Focos são registrados no Norte da Ilha e morro

Ainá Vietro

Na tarde de quarta-feira, duas queimadas atingiram a Capital. Uma delas ocorreu na Cachoeira do Bom Jesus, região Norte da Ilha. A outra, que inicialmente foi contida, mas recomeçou alguns minutos depois com dois focos, foi no Maciço do Morro da Cruz, na área Central de Florianópolis. Ainda não se sabe o que teria causado os pontos de fogo, no entanto, de acordo com o Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina
(Ciram/Epagri) essa é uma das épocas do ano mais favoráveis para a propagação das queimadas, pois o clima está seco.
Na Cachoeira do Bom Jesus, o fogo começou por volta das 13 horas. O local atingido, entre a rótula de Canasvieiras e a antiga Colônia Penal, era de vegetação composta apenas de pínus. Cerca de 50 mil metros quadrados foram devastados. Nenhuma residência próxima ao lugar foi atingida e também ninguém ficou ferido. As chamas só foram contidas por volta das 19h30. O Corpo de Bombeiros, que acionou dois caminhões autobomba e oito soldados para apagar o incêndio, precisou do auxílio do helicóptero Águia, da Polícia Militar (PM), para a atender a ocorrência.
Já no Morro da Cruz, apenas um caminhão autobomba e quatro bombeiros foram destacados, mas os focos foram extintos com batedores de borracha, objetos semelhantes a vassouras, utilizados para abafar as chamas. O fogo começou por volta das 17h30, logo abaixo do heliponto da Polícia Militar e a fumaça podia ser vista ao longe. Parecia estar contido às 19 horas, mas os bombeiros precisaram retornar ao local, pois o incêndio havia recomeçado minutos depois, com um segundo foco. O incêndio foi extinto aproximadamente às 23h30 e um total de 800 metros quadrados de vegetação foi queimado.
Queimadas costumam ocorrer com mais freqüência nos meses que compreendem as estações de outono e inverno. "Principalmente nos meses de abril, maio, novembro e dezembro é que acontecem mais queimadas, pois além do solo seco, a vegetação e o ar também ficam mais secos. O fogo acaba sendo um agente que propaga a queimada", explica o meteorologista do Ciram, Maureci Monteiro. O meteorologista diz ainda que, na maioria das vezes, as causas das queimadas são tocos de cigarro ou fogo em lixo ou pastagens. Maureci alerta para que se evite jogar os cigarros pela janela de veículos, pois podem ser arrastadas pelo vento, e para o cuidado com as fogueiras.
Segundo dados do setor, o mês de novembro e os primeiros 15 dias de dezembro deste ano estão mais secos do que é verificado normalmente. Em novembro foram sete dias de chuva, e em dezembro dois. No mês de novembro foram 89 ml de chuva, 60% da média usual, que é de 145 ml. Nos primeiros dias de dezembro, o total é de 26 ml de chuva, o que equivale a 15% do total, que é de 170 ml.


Corpo de rapaz
é procurado por bombeiros

Soldados do Corpo de Bombeiros realizaram buscas durante toda a tarde de ontem no rio Imaruim, onde poderia estar o rapaz desaparecido no fim da noite de segunda-feira, que acompanhava o adolescente Ronaldo Soares, 14 anos, no momento em que foi executado. De acordo com o comandante de área, tenente Marco Aurélio Gonçalvez, apenas dois homens foram acionados para a operação, pois o acesso ao rio é estreito e somente embarcações de pequeno porte passam pelo local, que tem muitas pedras.
Ainda segundo Marco Aurélio, também foi realizada busca a um terceiro homem que estaria desaparecido e que pode ter relação com o mesmo caso. Depois de seis horas de procura nenhum corpo foi encontrado. Hoje os bombeiros realizam novas incursões em busca dos corpos.
O homicídio de Ronaldo ocorreu no por volta das 19 horas de segunda-feira. O rapaz foi encontrado já sem vida, atingido por quatro disparos em um terreno na comunidade Frei Damião, em Palhoça. A informação de que Ronaldo estaria com outro rapaz no momento do crime partiu da mulher dele, uma garota de 15 anos. A partir os depoimentos tomados, acredita-se que três homens teriam praticado a ação, dois moradores da comunidade e um do morro do Avaí, em São José.
Na tarde de terça-feira três suspeitos de estar envolvidos foram presos. Um deles, Leandro Felau Vieira, 26, estava foragido da Penitenciária de Florianópolis. Além dele, outros dois adolescentes de 16 anos também foram apreendidos.
No mesmo dia, por volta das 21 horas, outro suspeito foi encontrado por acaso. Um homem, que a polícia preferiu não divulgar o nome para não atrapalhar o andamento das investigações, sofreu um acidente de moto e foi encaminhado para o Hospital Celso Ramos. Quando a Delegacia de Palhoça foi informada do caso, relacionou o rapaz ao homicídio.

Manchetes ANC
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10/12 - Procon apreende duas toneladas de mercadorias
09/12 - Fonplata fiscaliza obras na Capital
08/12 - MP pede licitação para boxes do Mercado Público

Política

Prefeitos retornam sem
reivindicações atendidas

Municípios querem 1% a mais no valor do FPM

CLODOALDO VOLPATO

Mais uma vez os prefeitos catarinense voltam de Brasília sem uma definição sobre a votação da reforma tributária. Durante a semana que passou, uma comitiva de chefes do Executivo municipal do Estado participou de uma mobilização na Capital federal com objetivo de pressionar os deputados para que a votação acontecesse ainda este ano ou, no máximo, durante a convocação extraordinária, mas retornaram de mãos vazias. A principal reivindicação dos prefeitos é em relação ao aumento de um ponto percentual no Fundo de Participação dos Municípios (FPM), previsto no projeto da reforma. Como não obtiveram êxito no pedido, os prefeitos resolveram protestar de forma inusitada. Na quinta-feira sentaram-se em frente à uma das entradas do plenário da Câmara com uma corda no pescoço para simbolizar a maneira com as prefeituras encerrarão o ano.
Os prefeitos da Grande Florianópolis foram representados pelo presidente da Associação dos Municípios da Região (Granfpolis) e prefeito de Biguaçu, Vilmar Tuta de Souza (PMDB), e pelo secretário da associação, Miguel Faraco. Ao contrário da maioria das prefeituras catarinenses, que estão encontrando dificuldades para o pagamento da folha de pessoal e o 13o salário, na região, afirma Faraco, a situação é um pouco mais confortável e quase todas as prefeituras estão honrando seus compromissos com o funcionalismo. "A associação já vinha alertando os prefeitos desde o início do ano que a votação da reforma tributária seria difícil acontecer ainda este ano e pedimos a eles cuidados nos gastos para que não ocorresse os tradicionais apertos no final do ano", afirma o secretário.
Além da votação da reforma tributária, a mobilização em Brasília também foi para pedir mais discussão do projeto que cria o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) que, de acordo com Faraco, tem criado muita polêmica entre os prefeitos. Eles também reivindicam a aprovação de um projeto que regulamenta a aplicação em Saúde. Hoje, afirma o secretário, os municípios entram com 15% da receita, os estados com 12% e a União tem repassado muito pouco recursos para o setor. Os prefeito querem que este projeto entre na pauta da convocação extraordinária. Hoje, a Granfpolis realiza a última assembléia ordinária do ano. O encontro, que começa às 9h30, acontece no município de Canelinha.


Prefeitura da Capital decreta turno único para servidores

O prefeito Dário Berger (PSDB) e o secretário da Administração, Filipe Mello (PSDB), assinaram decreto instituindo turno único das 13 horas às 19 horas para os servidores da Capital. O horário especial começa a vigorar no dia 2 de janeiro e se estenderá até o dia 28 de fevereiro. Segundo a Prefeitura, a medida visa gerar economia para a administração e não atinge setores essenciais, como o da saúde. A decisão, conforme o secretário Filipe Mello, deve permitir uma economia para os cofres públicos de cerca de R$ 500 mil. Com o turno único, o secretário prevê uma contenção de gastos em eletricidade, telefone, água, combustível, impressão de material de informática e também em horas extras.
Do dia 2 de janeiro até o final de fevereiro todos os órgãos da Prefeitura irão cumprir expediente único, no período da tarde, à exceção dos setores da saúde e do Pró-Cidadão. Também alguns setores da educação, juntamente com a Guarda Municipal, que precisam necessariamente trabalhar oito horas ou mais, estão fora da medida tomada pelo Executivo. Nesta quinta-feira, os 5 mil servidores da Prefeitura de Florianópolis receberam a segunda parte do 13o salário, já que a primeira parcela foi paga no mês de maio. O salário de dezembro, informou ontem o secretário da Administração, foi antecipado para o próximo dia 22. O valor seria depositado apenas no último dia do mês, como é de costume. A Prefeitura da Capital não terá feriadão no final do ano. A administração municipal decretará ponto facultativo em duas datas: nos dias 23 e 30 de dezembro, sextas-feiras que antecedem as festas natalinas e o Revéillon.


Movimento negro quer
permanência de secretário

Gabinete de vereador e representantes de entidades fazem hoje ato público em defesa do titular da saúde

CLODOALDO VOLPATO

A iminente saída do vereador Walter da Luz (PSDB), o Dr Juca, da Secretaria da Saúde de Florianópolis está gerando polêmica. Hoje, o gabinete do vereador Márcio de Souza (PT) e setores ligados ao movimento negro do município realizam ato em defesa da permanência do tucano no comando da pasta. O protesto acontece às 16 horas, no plenário da Câmara de Vereadores da Capital.
A mudança na Secretaria da Saúde foi uma das primeiras anunciadas pelo prefeito Dário Berger (PSDB), mas até hoje não se concretizou. Os problemas com a falta de remédios nos postos de saúde do município foram apontados como pivô da saída do secretário, além de problemas administrativos detectados. O vereador Márcio de Souza considera muito importante a permanência do secretário, já que é o único negro no primeiro escalão da administração municipal. Para o petista, existe um boicote por parte da Prefeitura para prejudicar o trabalho desenvolvido por Walter da Luz na secretaria, forçando, desta forma, sua saída. O vereador afirma ainda que o secretário é um importante representante da raça negra e "não merece o tratamento que vem recebendo".
A data para a saída de Luz da secretaria ainda não foi anunciada pela Prefeitura, mas, no entanto, é considerada certa. No lugar dele deve assumir o ex-secretário da Saúde do ex-governador Esperidião Amin (PP), João Cândido da Silva. Hoje, o prefeito Berger começa a reforma no colegiado, quando dará posse ao novo secretário de Turismo, Mário Cavallazzi (PSDB). A cerimônia acontece às 14h30, no gabinete do prefeito.


P-SOL faz nova campanha de filiação

O P-SOL da região da Grande Florianópolis vai começar uma nova campanha de filiação. O partido está buscando pessoas que se identifiquem "com o programa da sigla, com o socialismo, com a necessidade de colaborar na construção e recuperação da identidade da esquerda no Brasil". Os socialistas também definiram que o P-SOL não deve fazer alianças eleitorais com o PT e os partidos que dão sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na semana passada, filiados e dirigentes municipais e estaduais do PSOL estiveram reunidos para discutir os caminhos do partido em Santa Catarina. No encontro foi aprovado o documento "Uma Frente Única Social e Política no Brasil" que, de acordo com os socialistas, "é um marco político na construção partidária ao lado dos movimentos sociais". Foi neste mesmo encontro que ficou constatada a necessidade de buscar novos filiados. Para ser integrar ao partido, os dirigentes afirmam que é necessário concordar com o projeto político da sigla; estar disposto a militar regularmente e consolidar núcleos de base; contribuir financeiramente para a manutenção do partido; participar da construção do P-SOL e participar das lutas e das atividades propostas pela agremiação. "O filiado deve estar consciente do passo que está dando na sua vida política. Ele é responsável por um partido sadio e éticos", registra o documento.


 

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