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ANcapital
G E R A L
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Motoristas e cobradores
podem parar novamente
Atraso no pagamento
dos salários causa reação da categoria,
que avalia hoje proposta de paralisação
Celso Martins
Os
motoristas e cobradores do transporte coletivo da região
metropolitana de Florianópolis definem hoje, durante assembléia
geral, se realizam ou não a sétima paralisação
do ano, devido ao atraso no pagamento dos salários. Segundo
a convenção coletiva assinada com o Sindicato das
Empresas de Transporte Urbano da Grande Florianópolis
(Setuf), 40% dos salários devem ser pagos até o
dia 15 de cada mês e os 60% restantes no quinto dia últil
(60%).
"Pagaram o 13o salário mas não depositaram
os 40% do salário", diz o assessor do Sindicato dos
Trabalhadores no Transporte Urbano da Grande Florianópolis
(Sintraturb), Ricardo Freitas. A assembléia geral acontece
às 9 horas, no aterro da baía Sul, e a disposição
da categoria é de "entrar em greve", segundo
Freitas. "O pessoal não está aceitando que
o pagamento integral" seja feito no dia 6 de janeiro de
2006 - quinto dia útil do mês.
Segundo o presidente do Setuf, Valdir Gomes da Silva, foi preciso
obter empréstimo bancário para garantir o pagamento
do 13o salário, sendo deixados como garantias alguns ônibus
e residências particulares de direitores da entidade. "Pedimos
aos motoristas e cobradores que aceitassem receber o pagamento
integral no dia 6 de janeiro, e por isso eles realizam a assembléia
para decidir se aceitam ou não a proposta", explica
Valdir.
Ele confirma que as empresas estão operando com um déficit
mensal de aproximadamente R$ 2,2 milhões e "nos esforçamos
para tirar de onde é possível, pois estamos sem
reajuste há vários anos", assinala. A despesa
mensal das empresas do sistema de transporte coletivo da região
da Capital é cerca de R$ 10,5 milhões mensais,
frente a uma receita de R$ 8,3 milhões.
Se os motoristas e cobradores confirmarem a paralisação,
que pode ocorrer a partir de segunda-feira, ela será a
sétima do ano. As anteriores foram realizadas nos dias
29 de abril, 13 de maio, 6 de junho, 5, 6 e 28 de setembro. A
assembléia de hoje já estava marcada para discutir
o preenchimento de cargos vagos na diretoria do Sintraturb, tendo
sido incluído outro ponto na pauta.
Tarifa única será
implantada em janeiro
A tarifa única no sistema de transporte coletivo de
Florianópolis será implantada em janeiro, segundo
o secretário municipal de Transportes e Terminais, Norberto
Stroisch, uma alternativa para que as empresas superem as dificuldades
atuais e saiam do vermelho. "O valor será anunciado
pelo prefeito Dário Berger e não posso antecipar
o valor", argumenta Stroisch.
O presidente do Setuf, Valdir Gomes da Silva, acha que a iniciativa
pode acabar com o déficit das empresas, mas a tarifa única
precisaria ser estabelecida em R$ 2,42, "segundo o cálculo
que está sendo feito", observa. O valor deve ser
anunciado oficialmente no início de janeiro e, segundo
um assessor do prefeito Dário Berger, a tarifa única
deve ficar na faixa de R$ 2,00 - um pouco mais ou menos. Atualmente,
a tarifa mais cara em Florianópolis é de R$ 2,75
(bairros do Norte e Sul da Ilha de Santa Catarina), e a mais
barata, R$ 1,05 (tarifa social).
O secretário Norberto Stroisch, por outro lado, não
acredita que os motoristas e cobradores realizem uma nova paralisação
dos serviços e defende a adoção de medidas
por parte do governo federal para solucionar os problemas do
transporte coletivo em todo o Brasil. "É preciso
desonerar a carga tributária", reivindica, lembrando
os reajustes de insumos ocorridos ao longo de 2005, como do óleo
diesel, na faixa de 32%.
"O governo federal pode isentar as empresas de transporte
coletivo do pagamento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados),
por exemplo, como acontece com os táxis, que custam cerca
de 40% mais barato", destaca Stroisch. Além disso,
ocorreram aumentos na energia elétrica, água e
gás de cozinha, afetando as empresas, além da ampliação
em 8% no valor da folha de pagamento dos funcionários.
(CM)
Órgãos fazem operação
conjunta
Plano Verão
visa melhorar o trânsito nas rodovias
Uma articulação entre os diversos órgãos
ligados à segurança do trânsito em Santa
Catarina viabilizam a execução conjunta do Plano
Verão 2005/2006, lançado oficialmente ontem de
manhã, no posto da Polícia Militar Rodoviária
(PMR) na SC-401 (Ratones), e à tarde, no posto da Polícia
Rodoviária Federal (PRF) de Palhoça, na BR-101.
Entre as várias medidas para tentar melhorar o fluxo de
veículos está a mudança no uso do trevo
de Santo Amaro da Imperatriz, no quilômetro 216 da BR-101,
onde termina a duplicação: ele poderá ser
fechado para cruzamentos às sextas-feiras após
as 18 horas, e nos domingos à tarde.
Outra iniciativa é a mudança no local de funcionamento
do posto de fiscalização da Secretaria da Fazenda,
em Palhoça, para o posto da PRF em Biguaçu, todos
os domingos, das 14 às 22 horas. A terceira medida visando
a agilidade do tráfego de veículos é a suspensão
das detonações de rochas para as obras de duplicação
da BR-101 aos sábados.
O Fórum Catarinense pela Preservação da
Vida no Trânsito, o Fórum das Rodovias, o Fórum
de Segurança nas Obras e Trânsito da BR-101 Sul
e várias instituições públicas e
privadas estão se empenhando nas medidas preventivas.
Isso inclui a realização de campanhas educativas
Viaje Bien, o Programa Pare (Ministério dos Transportes),
dirigida aos turistas de língua espanhola, e a Duplique
sua Atenção, específica do DNIT/ESGA.
A idéia é reforçar a necessidade de maior
atenção por parte dos usuários durante as
obras de duplicação no trecho sul da BR-101, entre
Palhoça e Osório (RS). Por outro lado, a PRF e
PMR estarão com policiamento reforçado na temporada
de verão. A orientação das autoridades de
trânsito é para que os motoristas evitem os horários
de pico, às sextas-feiras, das 18 às 20 horas,
e o período da tarde e início da noite dos domingos.
Durante a temporada, no trecho não duplicado da SC-401,
o acostamento nivelado com a pista poderá ser liberado
para o trânsito, monitorado pela PMR, nos momentos de grande
fluxo de veículos. É recomendado aos motoristas
que utilizem os faróis acesos durante o dia quando estiverem
transitando em rodovias.
Capital terá
novo bispo auxiliar
A partir de março, o padre italiano José Negri
será o novo bispo auxiliar de Florianópolis, ajudando
no trabalho do arcebispo dom Murilo Sebastião Ramos Krieger.
A nomeação foi feita pelo papa Bento 16 em resposta
ao pedido da arquidiocese da Capital. A ordenação
está agendada para 5 de março, na Igreja Matriz
de Brusque, onde hoje padre Negri administra a paróquia
São Judas Tadeu. A cerimônia será presidida
por dom Murilo.
Desde março de 2003, a Capital está oficialmente
sem bispo auxiliar. Sem substituto, dom Vito Shlinckmann, que
está aposentado, vem exercendo a função.
Com a vinda do novo padre, dom Vito deve continuar participando
dos trabalhos na paróquia, mas como colaborador voluntário.
Padre Negri nasceu em 1959, em Milão, na Itália,
e em 1987 veio para o Brasil. Ele se formou em magistério
em Milão, onde também estudou filosofia e teologia.
Obteve licenciatura em psicologia na Universidade Gregoriana
em Roma. Desde 1980, faz parte do Pontifício Instituto
das Missões e foi ordenado sacerdote na catedral de Milão
em 1986, pelo cardeal Carlo Maria Martini.
No Brasil, em 1987, iniciou suas atividades na paróquia
Nossa Senhora do Carmo em Frutal (MG). Ainda no mesmo ano, assumiu
a paróquia São Judas Tadeu e São João
Batista, em Palhoça. Entre 2003 e 2005 foi professor do
Curso de Pós-graduação de Aconselhamento
Formativo, em São Paulo. E desde o início do ano
é o pároco da comunidade São Judas Tadeu,
em Brusque.
Padre Negri é também representante do Pontífice
Instituto Missões Exteriores (Pime), instituto criado
na Itália que busca incentivar o movimento missionário
pelo mundo. O grupo hoje, além da Itália e do Brasil,
conta com membros em países como Filipinas, Estados Unidos
e Índia. Entre as ações do missionários,
está garantir assistência aos membros idosos e doentes.
Aflodef quer erguer centro recreativo
Projeto foi apresentado
ao governo do Estado
Alexandre Lenzi
A diretoria da Associação Florianopolitana dos
Deficientes Físicos (Aflodef) entregou ontem ao secretário
de Estado de Administração, Marcos Luiz Vieira,
um pré-projeto para um centro de recreação
para os portadores necessidades especiais da região. A
entidade pede a doação de um terreno para a construção
do complexo, que contaria com estrutura para prática de
esportes e atividades de lazer. O secretário ficou de
apresentar a proposta ao governador Luiz Henrique da Silveira.
A Aflodef conta hoje com cerca de 2,4 mil membros cadastrados
na Capital. Mas o presidente da entidade, José Roberto
Leal, diz que são mais de 12 mil portadores de deficiência
física na cidade. "E são pessoas que não
saem de casa diante das dificuldades", explica, lembrando
que o centro seria um importante meio para a socialização
dos deficientes físicos.
A elaboração do pré-projeto foi comandada
pelo engenheiro Fernando Ferreira da Silva. A entidade pede um
terreno com cerca de 20 mil metros quadrados de área total
e prevê a construção de uma estrutura com
3,6 mil metros quadrados. São 1,7 mil metros quadrados
de ginásio, 1,2 mil metros para a piscina coberta, 300
metros para a área administrativa, 200 metros para um
auditório com capacidade para 100 pessoas e 200 metros
para sede das oficinas de artes e de conserto de cadeiras de
roda.
A área total de 20 mil metros quadrados foi solicitada,
segundo Silva, prevendo uma ampliação que garantiria
a construção de um campo de futebol, de uma pista
de atletismo e de uma área de preservação
ambiental. Toda a estrutura seria devidamente adaptada para os
portadores de necessidades especiais. Silva diz que ainda não
foi elaborado o orçamento do projeto. "Com a definição
sobre o terreno, partimos para esta etapa, avaliando o tipo de
material a ser usado em cada área. E vamos discutir as
opções para obtenção de recursos,
que podem ser tanto públicos como privados", afirma.
Hoje, a Aflodef utiliza como sede uma sala alugada no Centro
da cidade. Os treinos esportivos são realizados nas dependências
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade
do Estado de Santa Catarina (Udesc).
Prefeitura anuncia Réveillon
Show com 13 bandas locais e 15 minutos de queima de fogos
serão as atrações do Réveillon Mágico
2006, festa organizada pela Prefeitura de Florianópolis
para comemorar a virada do ano. A expectativa da administração
municipal é de que mais de 100 mil pessoas apreciem o
show pirotécnico e as apresentações musicais
na avenida Beira-mar Norte na virada do dia 31 de dezembro de
2005 para 1o de janeiro de 2006.
De acordo com o presidente da comissão organizadora da
festa, Ariel Bottaro Filho, a proposta é oferecer uma
alternativa para as famílias, mantendo a marca da tranqüilidade
que deu ao evento de fim de ano em Florianópolis o título
de mais seguro do Brasil. "Pretendemos levar encantamento
às pessoas, criando um clima de paz, com um show pirotécnico
mais bonito, um número maior de fogos e melhor qualidade
de efeitos, além de cinco minutos a mais de espetáculo
em relação ao ano passado", afirma.
As seis balsas que serão utilizadas no Réveillon
Mágico estarão distribuídas na orla marítima,
entre as avenidas Gama D'Eça e Mauro Ramos, proporcionando
um efeito de cortina, encobrindo o público durante a queima
dos fogos. Para isso, serão utilizadas 4,5 toneladas de
equipamentos, entre material pirotécnico e estruturas
de suporte. As bombas vão proporcionar mais de 13,5 mil
disparos, com efeitos luminosos em forma de cascatas, palmeiras,
estrelas diversas, entre outros modelos. Outra novidade são
os fogos em estilo traçante que vão se cruzar a
45 graus. Todo o material já está sendo preparado
em Minas Gerais e deve chegar a Florianópolis dentro de
dez dias.
Entre as atrações musicais, já foram confirmadas
as participações das bandas Missiva, Aerocirco,
Iriê, Swing Maneiro, Sensatez, Quarteto Banho de Lua, Compasso,
Dazaranha, Ilha de Nós, Salamantra e Samambaia. A banda
Calibra vai se apresentar com as escolas de samba da Capital,
que vão mostrar os sambas-enredo para o Carnaval de 2006.
O planejamento da estrutura de atendimento nos setores de saúde,
segurança, desenvolvimento social, transporte coletivo
e fiscalização ainda está sendo desenvolvido.
Também estão sendo definidas as alterações
necessárias para o trânsito durante as comemorações.
Comerciantes vão recorrer
Lojistas querem voltar
aos boxes do Mercado
Os comerciantes impedidos pela Justiça de retornar
à ala norte do Mercado Público de Florianópolis
vão recorrer da decisão. Na quarta-feira, o juiz
Domingos Paludo, da 2a Vara da Fazenda Pública da Capital,
aceitou pedido de liminar do Ministério Público
do Estado (MPSC), determinando que a Prefeitura faça uma
licitação para reocupar todos os boxes do Mercado,
inclusive os da ala sul. De acordo com o vice-presidente da Associação
dos Comerciantes e Varejistas do Mercado Público de Florianópolis
(Acovemapuf), Carlos Pereira, os comerciantes se reúnem
com um advogado hoje pela manhã para tratar do recurso.
O MPSC ajuizou ação civil pública pedindo
a anulação do decreto municipal 2.767/2004, assinado
pela então prefeita Angela Amin, que autorizou os comerciantes
a permanecerem no Mercado por dez anos, prorrogáveis por
mais dez, sem licitação. Para os promotores, o
decreto fere as constituições estadual e federal,
além da lei federal 8.666/1993 (lei das licitacões),
já que o Mercado é um bem público. Já
os comerciantes, que nunca passaram por uma concorrência
pública para alugar os boxes do Mercado, alegam que os
contratos são anteriores à Constituição
de 1988 e não foram revogados por ela.
Outro foco de preocupação dos comerciantes é
a proposta de alteração do mix de atividades do
Mercado, que obrigaria alguns a mudar de ramo. "Nosso foco
no momento é voltar ao Mercado, mas depois vamos discutir
esse problema", disse Pereira. Ele afirma que a pesquisa
feita pelo Instituto Mapa Marketing em parceria com a Prefeitura
reforça a tese de que o Mercado deve ficar como está.
O Mapa perguntou aos 405 entrevistados "o que deveria continuar
na ala que pegou fogo". Os itens mais citados foram lojas
de calçados (71%), aviamentos e acessórios de costura
(70%) e lojas de roupas (67%). Na pergunta "quanto à
ocupação da ala que pegou fogo, seria importante
que tivesse", a maioria dos entrevistados escolheu como
"muito importante" lojas de artesanato (75%), de renda
de bilro (71%) e de cestaria e palhas (66%).
Comunidade conhece projeto de parque
Área pública
de lazer no bairro Monte Cristo já tem verba para implantação
prevista no orçamento
Jeanne Callegari
O projeto do Parque Metropolitano da Grande Florianópolis,
elaborado por professores do curso de arquitetura da Universidade
Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade do Sul de
Santa Catarina (Unisul), vai ser apresentado hoje, às
19 horas, na Escola de Educação Básica João
Dutra Machado, no bairro do Monte Cristo. O projeto, premiado
na Bienal de Arquitetura, em São Paulo, é uma vitória
da comunidade do Monte Cristo, que há anos reivindicava
uma área de lazer para a região.
Graças a uma emenda coletiva no Orçamento da União
para 2006, o projeto deve começar a ser executado no ano
que vem. A bancada federal de Santa Catarina apoiou o projeto,
apresentado pelo deputado federal Mauro Passos (PT). A emenda
aprovada garante R$ 10 milhões para a construção
do parque, R$ 6 milhões a mais do que o previsto no orçamento
inicial do projeto.
O sonho da comunidade de ter um espaço para lazer chegou
perto de não ser realizado. A área pertencia à
Companhia de Habitação do Estado de Santa Catarina
(Cohab), que pretendia privatizá-lo para cobrir dívidas
da entidade, informa o professor Lino Peres, do curso de arquitetura
da UFSC, responsável pelo projeto do parque. No local,
seria construído um conjunto habitacional para a classe
média. Os moradores, contrários a esse projeto,
decidiram pressionar o governo para transformar o espaço
em uma área de lazer. Em 2004, conseguiram uma audiência
com o governador Luiz Henrique da Silveira, que atendeu a reivindicação.
O passo seguinte foi a elaboração do projeto arquitetônico.
Para Lino Peres, aí entra um grande diferencial dessa
proposta. "Tudo foi elaborado com a participação
da comunidade, a partir de suas necessidades e anseios",
diz ele. "É um projeto que nasce de baixo para cima",
afirma. Segundo Lino, os arquitetos e os estudantes participantes
têm muito a aprender com os habitantes da região
e com os operários que vão trabalhar na obra. Esse
modelo de gestão é inspirado no Estatuto da Cidade,
lei federal calcada nos princípios de regularização
e desenvolvimento sustentáveis, diz Lino.
Quadras poliesportivas, pista de skate, praça, ciclovias,
tudo foi sendo elaborado de acordo com as necessidades da população
local. Haverá ainda uma instalação coberta,
que deve abrigar uma quadra esportiva, um auditório, salas
de aula e um centro comunitário. A comunidade pediu ainda
a construção de espaços para a realização
de oficinas, com ateliês para as aulas e lojas para a venda
dos produtos obtidos. A maior parte do terreno, porém,
deve ser de área verde.
Inclusão social das crianças
é um dos objetivos
Todas essas idéias servem a um único propósito:
promover a inclusão social no bairro Monte Cristo, diz
o presidente do Conselho das Associações da Região
do Monte Cristo (Carmocris) Jair Alves. "Das crianças
aos idosos, todos vão ter um espaço no parque",
diz ele. A Carmocris é uma das nove entidades comunitárias
da região a participar ativamente da elaboração
do projeto.
"A idéia é fazer do parque um antídoto
contra a violência", diz Lino Peres. A preocupação
em fazer do parque um local de recuperação e integração
social não é sem motivo. Cerca de 50% das crianças
de rua da Grande Florianópolis são do Monte Cristo.
Da população local, de cerca de 26 mil habitantes,
aproximadamente 40% são crianças, adolescentes
e jovens de até 21 anos.
Para os professores e estudantes de arquitetura envolvidos na
elaboração do parque, o projeto tem um objetivo
especial. "A gente aproveita para rever a prática
do ensino de arquitetura", diz ele, lembrando que o projeto
é, além de tudo, pedagógico. Através
de alto-falantes em carros, os moradores da comunidade foram
convidados a participar da apresentação do projeto.
Na ocasião, todos poderão dar a sua opinião
para enriquecer a proposta. "Idéias serão
bem-vindas", diz Jair Alves. Até fevereiro, o projeto
deve estar completamente finalizado, para que as obras de construção
do parque possam começar. (JC)
Aproveitamento da área é
preocupação
Além da preocupação com o lúdico,
os estudantes tinham como princípio aproveitar a conformação
do terreno para valorizar o parquinho. A área, de 115
metros quadrados, fica nos fundos da Casa São José,
no morro da Serrinha. Bem no meio do pátio, uma pedra
de cerca de seis metros de altura serve de brinquedo para as
crianças, que a escalam todo dia, apesar do perigo. Uma
vista bonita da cidade, segundo Milena, fica oculta por um muro.
A questão da vista foi resolvida com alguns buracos no
muro. Para a pedra, foram planejados vários acessos, com
plataformas e cordas auxiliando e tornando mais segura a subida.
E, para atender os pedidos das crianças, foi construída
uma casinha de bonecas, cujo telhado funcionará como tablado
para as meninas que gostam de dançar. "O projeto
foi feito com base no que as crianças queriam", diz
a orientadora pedagógica da creche, Marilena Bacianoski.
O parque foi planejado para ser construído com materiais
de baixo custo, como madeira, cordas e e pneus.
Estudantes de vários cursos da universidade fazem trabalhos
na Casa São José. Para Milena, o projeto do parquinho
é uma maneira de a universidade retribuir a ONG pelo apoio
em todos esses trabalhos. Os moradores da Serrinha contam com
poucos espaços de lazer, diz Marilena. "O parquinho
será bom porque também vai poder ser utilizado
pela comunidade", diz ela. Quem quiser contribuir para a
construção do parque, pode fazer depósitos
na conta 131043-5, agência 1668, do Unibanco, ou entrar
em contato através do e-mail petarq@gmail.com. (JC)
Entidade
busca apoio
Estudantes de Arquitetura da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC) desenvolveram projeto de espaço de lazer
para a Casa São José, na Serrinha. Além
de fornecer alimentação, a casa desenvolve atividades
recreativas e reforço escolar para as crianças.
Com o projeto do parquinho pronto, os estudantes e a entidade
procuram patrocínio para implementá-lo. Entre R$
12 mil e R$ 15 mil devem ser suficientes para construir o parquinho.
A idéia de construir um espaço de lazer para as
crianças da entidade partiu, inicialmente, do aluno de
educação física da UFSC Vítor Carneiro.
O estudante já desenvolvia atividades de recreação
infantil na Casa São José, e procurou os estudantes
de arquitetura por acreditar que as crianças precisavam
de um lugar melhor para brincarem. Vítor, integrante do
Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de
educação física, contatou os alunos do PET
do curso de arquitetura.
Durante seis meses, os 12 alunos integrantes do PET trabalharam
na elaboração do projeto. Com o curso de arquitetura
totalmente parado, em função da greve de professores
e servidores da universidade, os alunos tiveram bastante tempo
para se dedicar à proposta. Ele visitaram a casa para
estudar o espaço e conversar com as crianças para
ver o que, realmente, elas queriam, e do que necessitavam.
Além da própria creche, os alunos do PET visitaram
vários parquinhos, para estudar como eram feitos. Também
foi necessário fazer pesquisas na área de pedagogia,
segundo a estudante da sétima fase do curso de arquitetura
e integrante do PET Milena Brandão. Chegaram à
conclusão de que os brinquedos têm que ser lúdicos,
deixar espaço para a imaginação das crianças
funcionar. "O brinquedo tem que ser algo que um dia possa
ser uma casinha, no outro um trem, no outro outra coisa ainda",
diz ela. (JC)
Polícia
Presos cinco suspeitos de assassinato
Operação
da Polícia Civil foi deflagrada no morro do Mangueirão,
no Pantanal, determinada pela Justiça
Natália Viana
Cinco pessoas suspeitas de envolvimento na morte do gaúcho
Maurício de Souza Alves foram detidas em uma diligência
realizada, na manhã de ontem, no morro do Mangueirão,
no bairro Pantanal. O corpo da vítima ainda não
foi localizado, mas a Justiça decretou a prisão
temporária dos suspeitos com base nos depoimentos de testemunhas.
Segundo a delegada Sandra Mara Pereira, da Central de Polícia
da Capital, o motivo do crime ainda está sendo investigado,
mas acredita-se que esteja ligado a um acerto de contas com o
tráfico de drogas.
A delegada conta que a operação foi realizada para
o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão.
No morro, foram detidas cinco pessoas, quatro homens e uma mulher.
A identidade deles está sendo mantida em sigilo, pois
todos são apenas suspeitos. Com o grupo, também
foi apreendida uma pistola 9 milímetros. Sandra Mara explica
que, embora o corpo ainda não tenha sido encontrado, a
prisão temporária foi decretada devido aos depoimentos
colhidos. "Te-mos depoimentos de testemunhas que viram o
crime. Nenhum juiz decretaria prisão temporária
de 30 dias sem indícios muitos fortes", destaca a
delegada. O pedido de prisão poderá ainda ser prorrogado
por mais 30 dias.
Com a detenção dos suspeitos, a polícia
pretende esclarecer o crime. A localização da vítima
ainda é um mistério. "O corpo está
lá (no morro do Mangueirão), mas infelizmente ainda
não conseguimos localiza-lo", afirma Sandra Mara.
No dia 24 de novembro, a equipe Fox da Central de Polícia,
coordenada pelas delegadas Sandra Mara e Ester Fernanda Coelho,
já havia realizado uma operação de busca
na tentativa de localizar o cadáver. A suspeita da morte
de Alves surgiu há mais de um mês, quando familiares
da vítima foram até a Central da Capital para registrar
o desaparecimento do rapaz. Alves, natural de Sarandi, no Rio
Grande do Sul, estava foragido da penintenciária daquele
município, onde cumpria pena há cinco meses e usava
o nome falso de Alex Vasconcelos.
A delegada Ester Coelho contou que os parentes relataram que
Alves já estaria morto e enterrado. Na segunda quinzena
no mês passado, as suspeitas começaram a se confirmar
com os depoimentos colhidos e as investigações
realizadas no local. Além disso, a polícia também
recebeu informações por meio do disque-denúncia.
As investigações apontam que Alves foi assassinado
no início do mês de novembro, com quatro tiros,
por volta das 8 horas. Os disparos foram ouvidos por moradores
da comunidade.
Durante a operação de busca no final do mês
passado, os policiais encontraram apenas uma calça, um
moleton queimado e uma mochila que pertenciam à vítima.
"Acredito que eles queimaram as coisas do Maurício
para não deixar indícios da morte dele", disse
a delegada Ester Coelho na ocasião.
Deic ainda trabalha para prender
oito estelionatários
A equipe da Diretoria Estadual de Investigações
Criminais (Deic) ainda trabalha para cumprir os oito mandados
de prisão restantes da Operação Proteus,
deflagrada na quarta-feira pela manhã. No total, foram
expedidos 27 mandados, destes 19 pessoas já estão
presas. A quadrilha especializada em estelionato, com base na
Grande Florianópolis, também tinha ramificações
em Balneário Camboriú e Curitiba (PR). Segundo
o diretor-adjunto da Deic, delegado Luiz Vanderlei Sala, somente
nos últimos dois meses o grupo movimentou mais de R$ 500
mil.
A ação partia da falsificação de
documentos, como carteiras de identidade e CPF, com os quais
os integrantes abriam contas em bancos. Ostentando riqueza, eles
realizavam compras de alto valor, financiavam veículos,
conseguiam talões de cheques, empréstimos e desbloqueio
de cartões de crédito. Todo este material era depois
revendido para terceiros. Durante a operação na
quarta-feira, foi encontrada uma grande quantidade de mercadoria
comprada a partir de documentação fria em Florianópolis,
São José e Palhoça. O montante foi levado
para a sede da Deic em dois caminhões fechados, entre
eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos e computadores.
O delegado Sala explica que a partir de ontem os policiais iniciaram
o trabalho para identificação dos receptadores
e também das vítimas. "Várias empresas
e lojas que caíram no golpe já nos procuraram.
Todas prestarão esclarecimentos e, comprovando a posse
da mercadoria com nota fiscal, tudo será devolvido. Os
materiais que não tiverem comprovação de
propriedade, serão colocados à disposição
da Justiça", afirma. O delegado informa ainda que
algumas empresas de cartões de crédito também
já contataram a Deic e serão ouvidas.
Entre os detidos, está um policial civil lotado na Capital.
Ele é suspeito de repassar para a quadrilha os dados de
pessoas cadastradas nos sistemas da Secretaria de Segurança
Pública (SSP). Com estes dados, os estelionatários
conseguiam falsificar as carteiras de identidade. As investigações
ainda apontam a participação de um funcionário
da Receita Federal do Paraná no esquema. Ele também
repassaria informações sigilosas dos arquivos da
Receita, como fornecimento de CPFs, juntamente com um policial
civil paranaense.
"Nas buscas realizadas em Curitiba encontramos alguns objetos,
como espelhos de carteiras de identidade, documentos e computadores,
que serão trazidos para a Deic para a gente fazer o cruzamento
com o material apreendido aqui", conta Sala. Durante a ação
iniciada na quarta-feira, os policiais recolheram documentos
em branco, como carteiras de identidade (que a quadrilha utilizava
para fazer a documentação fria), dinheiro falso,
notas fiscais frias, cheques sem fundos, talões de cheques
e cartões de crédito clonados.
Duas queimadas atingem Capital
Focos são
registrados no Norte da Ilha e morro
Ainá Vietro
Na tarde de quarta-feira, duas queimadas atingiram a Capital.
Uma delas ocorreu na Cachoeira do Bom Jesus, região Norte
da Ilha. A outra, que inicialmente foi contida, mas recomeçou
alguns minutos depois com dois focos, foi no Maciço do
Morro da Cruz, na área Central de Florianópolis.
Ainda não se sabe o que teria causado os pontos de fogo,
no entanto, de acordo com o Centro de Informações
de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia de Santa Catarina
(Ciram/Epagri) essa é uma das épocas do ano mais
favoráveis para a propagação das queimadas,
pois o clima está seco.
Na Cachoeira do Bom Jesus, o fogo começou por volta das
13 horas. O local atingido, entre a rótula de Canasvieiras
e a antiga Colônia Penal, era de vegetação
composta apenas de pínus. Cerca de 50 mil metros quadrados
foram devastados. Nenhuma residência próxima ao
lugar foi atingida e também ninguém ficou ferido.
As chamas só foram contidas por volta das 19h30. O Corpo
de Bombeiros, que acionou dois caminhões autobomba e oito
soldados para apagar o incêndio, precisou do auxílio
do helicóptero Águia, da Polícia Militar
(PM), para a atender a ocorrência.
Já no Morro da Cruz, apenas um caminhão autobomba
e quatro bombeiros foram destacados, mas os focos foram extintos
com batedores de borracha, objetos semelhantes a vassouras, utilizados
para abafar as chamas. O fogo começou por volta das 17h30,
logo abaixo do heliponto da Polícia Militar e a fumaça
podia ser vista ao longe. Parecia estar contido às 19
horas, mas os bombeiros precisaram retornar ao local, pois o
incêndio havia recomeçado minutos depois, com um
segundo foco. O incêndio foi extinto aproximadamente às
23h30 e um total de 800 metros quadrados de vegetação
foi queimado.
Queimadas costumam ocorrer com mais freqüência nos
meses que compreendem as estações de outono e inverno.
"Principalmente nos meses de abril, maio, novembro e dezembro
é que acontecem mais queimadas, pois além do solo
seco, a vegetação e o ar também ficam mais
secos. O fogo acaba sendo um agente que propaga a queimada",
explica o meteorologista do Ciram, Maureci Monteiro. O meteorologista
diz ainda que, na maioria das vezes, as causas das queimadas
são tocos de cigarro ou fogo em lixo ou pastagens. Maureci
alerta para que se evite jogar os cigarros pela janela de veículos,
pois podem ser arrastadas pelo vento, e para o cuidado com as
fogueiras.
Segundo dados do setor, o mês de novembro e os primeiros
15 dias de dezembro deste ano estão mais secos do que
é verificado normalmente. Em novembro foram sete dias
de chuva, e em dezembro dois. No mês de novembro foram
89 ml de chuva, 60% da média usual, que é de 145
ml. Nos primeiros dias de dezembro, o total é de 26 ml
de chuva, o que equivale a 15% do total, que é de 170
ml.
Corpo de rapaz
é procurado por bombeiros
Soldados do Corpo de Bombeiros realizaram buscas durante toda
a tarde de ontem no rio Imaruim, onde poderia estar o rapaz desaparecido
no fim da noite de segunda-feira, que acompanhava o adolescente
Ronaldo Soares, 14 anos, no momento em que foi executado. De
acordo com o comandante de área, tenente Marco Aurélio
Gonçalvez, apenas dois homens foram acionados para a operação,
pois o acesso ao rio é estreito e somente embarcações
de pequeno porte passam pelo local, que tem muitas pedras.
Ainda segundo Marco Aurélio, também foi realizada
busca a um terceiro homem que estaria desaparecido e que pode
ter relação com o mesmo caso. Depois de seis horas
de procura nenhum corpo foi encontrado. Hoje os bombeiros realizam
novas incursões em busca dos corpos.
O homicídio de Ronaldo ocorreu no por volta das 19 horas
de segunda-feira. O rapaz foi encontrado já sem vida,
atingido por quatro disparos em um terreno na comunidade Frei
Damião, em Palhoça. A informação
de que Ronaldo estaria com outro rapaz no momento do crime partiu
da mulher dele, uma garota de 15 anos. A partir os depoimentos
tomados, acredita-se que três homens teriam praticado a
ação, dois moradores da comunidade e um do morro
do Avaí, em São José.
Na tarde de terça-feira três suspeitos de estar
envolvidos foram presos. Um deles, Leandro Felau Vieira, 26,
estava foragido da Penitenciária de Florianópolis.
Além dele, outros dois adolescentes de 16 anos também
foram apreendidos.
No mesmo dia, por volta das 21 horas, outro suspeito foi encontrado
por acaso. Um homem, que a polícia preferiu não
divulgar o nome para não atrapalhar o andamento das investigações,
sofreu um acidente de moto e foi encaminhado para o Hospital
Celso Ramos. Quando a Delegacia de Palhoça foi informada
do caso, relacionou o rapaz ao homicídio.
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Prefeitos retornam sem
reivindicações atendidas
Municípios
querem 1% a mais no valor do FPM
CLODOALDO VOLPATO
Mais uma vez os prefeitos catarinense voltam de Brasília
sem uma definição sobre a votação
da reforma tributária. Durante a semana que passou, uma
comitiva de chefes do Executivo municipal do Estado participou
de uma mobilização na Capital federal com objetivo
de pressionar os deputados para que a votação acontecesse
ainda este ano ou, no máximo, durante a convocação
extraordinária, mas retornaram de mãos vazias.
A principal reivindicação dos prefeitos é
em relação ao aumento de um ponto percentual no
Fundo de Participação dos Municípios (FPM),
previsto no projeto da reforma. Como não obtiveram êxito
no pedido, os prefeitos resolveram protestar de forma inusitada.
Na quinta-feira sentaram-se em frente à uma das entradas
do plenário da Câmara com uma corda no pescoço
para simbolizar a maneira com as prefeituras encerrarão
o ano.
Os prefeitos da Grande Florianópolis foram representados
pelo presidente da Associação dos Municípios
da Região (Granfpolis) e prefeito de Biguaçu, Vilmar
Tuta de Souza (PMDB), e pelo secretário da associação,
Miguel Faraco. Ao contrário da maioria das prefeituras
catarinenses, que estão encontrando dificuldades para
o pagamento da folha de pessoal e o 13o salário, na região,
afirma Faraco, a situação é um pouco mais
confortável e quase todas as prefeituras estão
honrando seus compromissos com o funcionalismo. "A associação
já vinha alertando os prefeitos desde o início
do ano que a votação da reforma tributária
seria difícil acontecer ainda este ano e pedimos a eles
cuidados nos gastos para que não ocorresse os tradicionais
apertos no final do ano", afirma o secretário.
Além da votação da reforma tributária,
a mobilização em Brasília também
foi para pedir mais discussão do projeto que cria o Fundo
de Manutenção e Desenvolvimento da Educação
Básica (Fundeb) que, de acordo com Faraco, tem criado
muita polêmica entre os prefeitos. Eles também reivindicam
a aprovação de um projeto que regulamenta a aplicação
em Saúde. Hoje, afirma o secretário, os municípios
entram com 15% da receita, os estados com 12% e a União
tem repassado muito pouco recursos para o setor. Os prefeito
querem que este projeto entre na pauta da convocação
extraordinária. Hoje, a Granfpolis realiza a última
assembléia ordinária do ano. O encontro, que começa
às 9h30, acontece no município de Canelinha.
Prefeitura da Capital decreta turno
único para servidores
O prefeito Dário Berger (PSDB) e o secretário
da Administração, Filipe Mello (PSDB), assinaram
decreto instituindo turno único das 13 horas às
19 horas para os servidores da Capital. O horário especial
começa a vigorar no dia 2 de janeiro e se estenderá
até o dia 28 de fevereiro. Segundo a Prefeitura, a medida
visa gerar economia para a administração e não
atinge setores essenciais, como o da saúde. A decisão,
conforme o secretário Filipe Mello, deve permitir uma
economia para os cofres públicos de cerca de R$ 500 mil.
Com o turno único, o secretário prevê uma
contenção de gastos em eletricidade, telefone,
água, combustível, impressão de material
de informática e também em horas extras.
Do dia 2 de janeiro até o final de fevereiro todos os
órgãos da Prefeitura irão cumprir expediente
único, no período da tarde, à exceção
dos setores da saúde e do Pró-Cidadão. Também
alguns setores da educação, juntamente com a Guarda
Municipal, que precisam necessariamente trabalhar oito horas
ou mais, estão fora da medida tomada pelo Executivo. Nesta
quinta-feira, os 5 mil servidores da Prefeitura de Florianópolis
receberam a segunda parte do 13o salário, já que
a primeira parcela foi paga no mês de maio. O salário
de dezembro, informou ontem o secretário da Administração,
foi antecipado para o próximo dia 22. O valor seria depositado
apenas no último dia do mês, como é de costume.
A Prefeitura da Capital não terá feriadão
no final do ano. A administração municipal decretará
ponto facultativo em duas datas: nos dias 23 e 30 de dezembro,
sextas-feiras que antecedem as festas natalinas e o Revéillon.
Movimento negro quer
permanência de secretário
Gabinete de vereador
e representantes de entidades fazem hoje ato público em
defesa do titular da saúde
CLODOALDO VOLPATO
A iminente saída do vereador Walter da Luz (PSDB),
o Dr Juca, da Secretaria da Saúde de Florianópolis
está gerando polêmica. Hoje, o gabinete do vereador
Márcio de Souza (PT) e setores ligados ao movimento negro
do município realizam ato em defesa da permanência
do tucano no comando da pasta. O protesto acontece às
16 horas, no plenário da Câmara de Vereadores da
Capital.
A mudança na Secretaria da Saúde foi uma das primeiras
anunciadas pelo prefeito Dário Berger (PSDB), mas até
hoje não se concretizou. Os problemas com a falta de remédios
nos postos de saúde do município foram apontados
como pivô da saída do secretário, além
de problemas administrativos detectados. O vereador Márcio
de Souza considera muito importante a permanência do secretário,
já que é o único negro no primeiro escalão
da administração municipal. Para o petista, existe
um boicote por parte da Prefeitura para prejudicar o trabalho
desenvolvido por Walter da Luz na secretaria, forçando,
desta forma, sua saída. O vereador afirma ainda que o
secretário é um importante representante da raça
negra e "não merece o tratamento que vem recebendo".
A data para a saída de Luz da secretaria ainda não
foi anunciada pela Prefeitura, mas, no entanto, é considerada
certa. No lugar dele deve assumir o ex-secretário da Saúde
do ex-governador Esperidião Amin (PP), João Cândido
da Silva. Hoje, o prefeito Berger começa a reforma no
colegiado, quando dará posse ao novo secretário
de Turismo, Mário Cavallazzi (PSDB). A cerimônia
acontece às 14h30, no gabinete do prefeito.
P-SOL faz nova campanha de filiação
O P-SOL da região da Grande Florianópolis vai
começar uma nova campanha de filiação. O
partido está buscando pessoas que se identifiquem "com
o programa da sigla, com o socialismo, com a necessidade de colaborar
na construção e recuperação da identidade
da esquerda no Brasil". Os socialistas também definiram
que o P-SOL não deve fazer alianças eleitorais
com o PT e os partidos que dão sustentação
ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na semana passada, filiados e dirigentes municipais e estaduais
do PSOL estiveram reunidos para discutir os caminhos do partido
em Santa Catarina. No encontro foi aprovado o documento "Uma
Frente Única Social e Política no Brasil"
que, de acordo com os socialistas, "é um marco político
na construção partidária ao lado dos movimentos
sociais". Foi neste mesmo encontro que ficou constatada
a necessidade de buscar novos filiados. Para ser integrar ao
partido, os dirigentes afirmam que é necessário
concordar com o projeto político da sigla; estar disposto
a militar regularmente e consolidar núcleos de base; contribuir
financeiramente para a manutenção do partido; participar
da construção do P-SOL e participar das lutas e
das atividades propostas pela agremiação. "O
filiado deve estar consciente do passo que está dando
na sua vida política. Ele é responsável
por um partido sadio e éticos", registra o documento.
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