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ANcapital
G E R A L
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Sintraturb dá prazo para
Prefeitura
Empresas pediram
empréstimo de R$ 3 milhões ao executivo municipal,
que ainda não liberou recurso
Jeanne Callegari
Se
até terça-feira as empresas não pagarem
a primeira parcela do salário do mês, haverá
paralisação de ônibus em Florianópolis.
Assim decidiram os motoristas e cobradores de ônibus da
cidade, em assembléia realizada ontem, no aterro da Baía
Sul, às 9 horas. A decisão sobre a paralização
recai sobre o prefeito Dário Berger, pois dele depende
a liberação de recursos para as empresas, que alegam
não ter dinheiro para pagar os funcionários.
Motoristas e cobradores das empresas de transporte coletivo recebem
o salário em duas parcelas: 40% até o dia 20 e
60% até o quinto dia útil. Nesse mês, porém,
as empresas alegam não ter dinheiro para pagar a parcela
do dia 20, e propuseram aos funcionários o pagamento integral
no quinto dia útil de janeiro. Na assembléia de
ontem, os trabalhadores optaram por não aceitar a proposta.
"Os funcionários precisam do dinheiro para pa-gar
as despesas de Natal", diz o secretário de Comunicação
do Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano da Grande
Florianópolis (Sintraturb) Marciano Rodolfo da Silva.
Segundo ele, os trabalhadores esperam até a próxima
terça, dia 20, para ver se o pagamento será efetuado.
Se o dinheiro não entrar, motoristas e cobradores devem
paralisar os serviços. "A gente vai parar até
que seja feito o pagamento", explica Marciano.
O secretário municipal de Transportes Norberto Stroisch
está otimista. "Acredito que as empresas vão
encontrar uma maneira de honrar seus compromissos", diz
ele. O secretário admite a existência de um desequilíbrio
nas contas das empresas de ônibus, que vêm trabalhando
no vermelho: dos cerca de R$ 10,5 milhões necessários
para cobrir os gastos mensais das empresas, só estão
sendo arrecadados R$ 8,3 milhões. "Em janeiro a prefeitura
vai se reunir para ver o que pode ser feito a respeito desse
déficit", diz Stroisch. Para o presidente do Sindicato
das Empresas de Transporte Urbano de Florianópolis (Setuf)
Valdir Gomes da Silva, o déficit das empresas é
ainda maior nessa época do ano. "Diminui o número
de passageiros, diminui a receita", explica.
A decisão sobre o pagamento da primeira parcela dos trabalhadores
está nas mãos do prefeito. As empresas de ônibus
entraram com documentação na prefeitura para conseguir
uma antecipação de recursos a título de
empréstimo, com a qual pretendiam honrar os compromissos
de final de ano. O valor emprestado seria de R$ 3 milhões,
e deveria ser devolvido pelas empresas assim que fossem sanadas
as dificuldades financeiras. "Entramos com os documentos,
mas a prefeitura ainda não disse se vai liberar o empréstimo
ou não", diz Valdir. Caso o empréstimo não
aconteça, as empresas não terão como pagar
a primeira parcela dos salários, afirma Valdir. A decisão
sobre a liberação dos recursos cabe exclusimente
ao prefeito, afirma o secretário de Transportes Norberto
Stroisch.
Palhoça terá fórum
sobre lixo urbano
Proposta é
melhorar gestão dos resíduos
Jeanne Callegari
Palhoça - O município de Palhoça deverá
ter fórum municipal para discutir a questão do
lixo. Entidades comunitárias, empresas, alunos e professores
da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) se reuniram
anteontem, dia 15, para formar uma comissão que incentive
a gestão sustentável dos resíduos sólidos
da cidade. Algumas das metas do fórum seriam a erradicação
do trabalho infantil, a destinação adequada dos
resíduos sólidos, a inserção social
dos catadores de lixo e a recuperação de áreas
degradadas.
A Unisul foi escolhida pelos participantes da reunião
para ser responsável pela organização e
criação do Fórum Municipal do Lixo de Palhoça.
"A universidade pode ser parceira na execução
e nas atividades desenvolvidas ao longo do processo", disse
o coordenador do curso de engenharia ambiental, Carlos Henrique
Orssatto. Uma das grandes preocupações do curso
é com o processo avançado de devastação
do manguezal.
A iniciativa de criar um fórum do lixo partiu de Carlos
Rogério da Silva, aluno do curso de engenharia civil da
Unisul. Carlos estava preocupado com a necessidade de discussão
sobre o destino e os grandes problemas do lixo na sua região.
Segundo as entidades participantes, a coleta seletiva reduz o
desperdício do lixo, e conseqüentemente das infâncias
perdidas pelos catadores "mirins", que no Brasil são
mais de 45 mil. Cada pessoa produz, durante toda sua vida, uma
média de 25 toneladas de lixo. Poucos municípios
brasileiros têm sistema oficial de coleta seletiva, e cabe
aos catadores a função da coleta informal, afirmam
os participantes do fórum.
Garopaba tem coleta seletiva
Projeto envolve
trabalho junto às comunidades
Garopaba - Desde o dia 1º de novembro, está em
funcionamento o projeto Recicla Garopaba, parceria entre a prefeitura
e a empresa Proactiva Meio Ambiente Brasil, que recolhe as 10
toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade. As 16 escolas
municipais e as duas estaduais já aderiram ao programa.
"O objetivo do município de Garopaba é se
tornar referência para as demais cidades catarinenses,
que estão submergindo num quadro de colapso e calamidade
pública dos lixões", disse o prefeito municipal de
Garopaba, Luiz Carlos da Silva. Para a Prefeitura, o poder público
deve incentivar a educação ambiental, para assim
evitar a proliferação de doenças, o desgaste
antecipado dos depósitos de lixo e a degradação
da natureza.
O mote do programa é promover a coleta seletiva do lixo.
A execução será dividida em três fases
e deve durar quatro anos. Na primeira fase, o objetivo é
informar a população sobre os benefícios
da coleta seletiva. Nessa fase, serão distribuídos
materiais educativos, além de sacos de lixo e cartazes.
Na fase seguinte, a comunidade deve aprender a separar corretamente
o lixo. Nesse período os estudantes receberão material
didático e brindes relacionados ao programa, além
de participarem de ações educativas sobre a maneira
correta de separar o lixo.
Na fase final, quando a população deverá
estar engajada no programa, deve ser feita a manutenção
da consciência de que a reciclagem é uma vantagem
para o cidadão de Garopaba e para a cidade. O objetivo
é que a população esteja preparada para
auxiliar e engajar os turistas na coleta seletiva. A preocupação
com a vinda dos turistas não é infundada, já
que no verão milhares de pessoas visitam a cidade e a
quantidade de lixo produzida por dia pula para 30 mil toneladas.
Para recolher o lixo reciclável, foi instaurada a Coleta
Ecológica, que consiste em efetuar a coleta comum e a
seletiva nos mesmos dias e horários, em compartimentos
separados do caminhão. Os caminhões serão
preparados especialmente para a função. Com as
duas coletas nos mesmos veículos, a Prefeitura mantém
os mesmos custos no serviço de coleta de lixo.
Encontro avalia projetos científicos
Programa implantado
este ano na rede estadual capacitou professores de cinco escolas na região
Professores de ciências de cinco escolas da rede pública
estadual de Florianópolis e São José participam
na segunda-feira do curso Liderança Curricular nas Escolas,
que vai avaliar os resultados dos projetos desenvolvidos em 2005,
criados especificamente para o programa de liderança curricular.
O encontro acontece a partir das 13h30, na Escola Padre Anchieta,
no bairro Agronômica.
Iniciado em julho deste ano, o curso capacitou na primeira fase
cerca de 30 professores de química, física e biologia.
Fruto de acordo firmado em 2004 entre a Secretaria de Estado
da Educação, Ciência e Tecnologia, Conselho
Nacional de Secretários de Estado da Educação
(Consed) e Conselho Britânico, o projeto de capacitação
será ampliado em 2006 para mais unidades escolares e promoverá
um intercâmbio entre alunos catarinenses e ingleses através
da Internet.
Em 2005 o programa contemplou, na Capital, as escolas Padre Anchieta
(Agronômica), Osmar Cunha (Ca-nasvieiras), Aderbal Ramos
da Silva (Estreito) e Instituto Estadual de Educação
(Centro). Em São José, foi realizado na Escola
Professora Maria José Barbosa Vieira, de São José.
De acordo com a consultora educacional da Diretoria de Ensino
Superior da secretaria, Marlene de Oliveira, o projeto Liderança
Curricular nas Escolas tem entre seus objetivos possibilitar
a professores e alunos do ensino médio experiências
relacionadas à educação científica
contemporânea e ao desenvolvimento de habilidades interculturais.
A formação de professores tem como base a experiência
da School of Education da Roehampeton University e do Programa
de Pós-Graduação Científica e Tecnológica
da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O acordo com
o Conselho Britânico surgiu com a vinda do diretor do Centro
para Pesquisa Internacional em Ciência, Tecnologia e Educação,
Mike Watts, a Santa Catarina para conhecer a realidade do ensino
de ciências nas escolas de educação básica.
Projetos foram elaborados de forma
multidisciplinar
Elaborados de forma multidisciplinar, os projetos têm
enfoque no social. A maioria dos trabalhos trata sobre reeducação
alimentar e utiliza metodologia que envolve questionários
entre os estudantes, pesquisas, exibições de filmes
e seminários. Como exemplo, o Instituto Estadual de Educação,
onde os professores de ciências usaram alguns resultados
do projeto "Alimentos-Saúde e a Química",
de duas alunas contempladas com a Bolsa de Iniciação
Científica. Com mais de 35 mil itens, abordam questões
sobre energia e seres vivos.
Para fundamentar o projeto do IEE, os educadores levaram em conta
dados da Organização Mundial de Saúde (OMS)
revelando que 150 milhões de pessoas passam fome e 3 milhões
acabam morrendo a cada ano de desnutrição, nos
países mais pobres. No Brasil, mais de 25% das crianças
até 5 anos sofrem de desnutrição por falta
de alimentos. Por outro lado, nos países mais ricos existem
300 milhões de obesos, 1 milhão acima do peso,
estimando-se 0,5 milhão por ano de mortes causadas pela
obesidade.
Educação orienta
escolas
As escolas da rede pública estadual estão sendo
orientadas pela Secretaria de Estado da Educação
e pela Fundação Catarinense de Educação
Especial (FCEE) a garantir a inclusão de alunos portadores
de deficiências no ensino regular, no início do
ano letivo. As novas diretrizes da política de educação
especial em Santa Catarina prevêem a inclusão de
cerca de 1,2 mil alunos com deficiência mental, na faixa
etária dos 6 aos 14 anos, além dos 1,6 mil deficientes
auditivos e visuais que já freqüentam as escolas
da rede estadual.
A obrigatoriedade de atendimento dos alunos especiais em classes
comuns foi determinada pelo Ministério da Educação
em 2004, para cumprir a Constituição Federal. A
Secretaria da Educação está planejando a
inclusão de forma gradativa, atendendo no próximo
ano os na faixa etária de 6 a 10 anos; em 2007, de 6 a
11 anos; em 2008, de 6 a 12 anos; em 2009, de 6 a 13 anos e em
2010, de 6 a 14 anos. De acordo com o secretário Diomário
de Queiroz, dessa forma as escolas podem se adaptar à
nova realidade.
Comerciantes querem derrubar liminar
Grupo fez reunião
ontem na Câmara
Os comerciantes da ala norte do Mercado Público de
Florianópolis contrataram o advogado Napoleão Amarante
para tentar derrubar a liminar da Vara de Feitos da Fazenda que
determinou a realização de licitação
para a reocupação dos antigos boxes. O acordo com
o ex-desembargador e presidente do Tribunal de Justiça
do Estado aconteceu ontem de manhã, durante assembléia
realizada na Câmara de Vereadores, com a participação
de dezenas de comerciantes.
"A causa é plenamente defensável", diz
Amarante, sem adiantar mais detalhes do que vai ser feito. "Só
vamos fazer qualquer manifestação após colhermos
os elementos e documentos, para não haver risco de precipitação",
acrescenta. Amarante foi escolhido por unanimidade durante votação
feita para confirmar seu nome. Se conseguirem derrubar a liminar,
os comerciantes vão tratar do problemas dos espaços
que estão sendo destinados a cada um.
"Se a liminar da Justiça da Capital vingar, a Procuradoria
do Município pode querer fazer o mesmo com as funerárias,
os taxistas e o sistema de transporte coletivo", alerta
o presidente da Associação dos Comerciantes do
Mercado, Oreste Mello. "Estão abrindo caminho para
que todos esses setores da sociedade tenham que passar por uma
licitação para a exploração dos serviços
que desenvolvem hoje", salienta.
Entretanto, Oreste tem "fé na Justiça"
e acha que "será possível reverter a situação".
Enquanto isso não acontece, os comerciantes continuam
tensos e nervosos, situação ampliada com a divulgação
de uma pesquisa indicando os produtos que consumidores gostariam
de ver no Mercado. "A pesquisa aponta que 71% dos consumidores
ouvidos disseram que gostam de comprar calçados, roupas
e aviamentos no Mercado, mas isso não está sendo
destacado na divulgação que fazem dela", afirma
Mello.
Segundo os planos da Prefeitura, a ala norte do Mercado terá
"umas 70 lojas de venda de artesanatos, mas eles já
são comercializados no prédio da Alfândega
e não existem tantos consumidores assim para tudo isso",
segundo Oreste. Desde ontem, os comerciantes consideram que tanto
a Prefeitura quanto o governo do Estado estão contra eles
e agem no sentido de prejudicá-los, como foi dito e repetido
durante a assembléia de ontem de manhã na Câmara
de Vereadores.
A liminar é resultado de ação civil pública
movida pelo Ministério Público de Santa Catarina
(MPSC) pedindo a anulação de decreto municipal
assinado pela ex-prefeita Angela Amin em 2004. O decreto 2.767
autoriza os comerciantes a permanecerem no Mercado por dez anos,
prorrogáveis por mais dez, sem licitação.
Para o MPSC, o decreto fere as constituições estadual
e federal, além da lei federal 8.666/1993 (lei das licitações),
já que o Mercado é um bem público.
Falta troco em moedas no comércio
Moedas de R$ 0,01,
R$ 0,05 e R$ 0,10 são raras nos caixas
Consumidores que utilizam o comércio do centro da Capital
têm dificuldade para conseguir troco. Comerciantes avaliam
que a moeda de R$ 0,01 praticamente não é considerada,
e em alguns casos, mesmo troco de R$ 0,05 e R$ 0,10 são
raros.
A atendente de uma cafeteria na rua Vidal Ra-mos, Michele de
Souza, afirma que há um ano escasseiam moedas, e a menor
delas, de R$ 0,01, nem existe no local. "Aqui nem trabalhamos
com ela. A gente equilibrou valores e não houve reclamação
por parte do público, que entendeu a situação",
disse. Uma das estratégias utilizadas pela cafeteria para
obter mais dinheiro trocado é trocar cédulas com
outros comerciantes.
Também no Centro, os caixas de supermercados conseguem
troco com a clientela. A fiscal de caixa Rose Rodrigues é
quem dá a informação: "Não conseguimos
com banco algum e sim com os próprios clientes".
Ela enfatiza que a direção determina que cliente
não deve ficar sem troco de jeito algum. "Por conta
disso às vezes deixamos de cobrar 2 ou 3 centavos de real",
completou.
O Banco do Brasil, que responde pelo Banco Central em Santa Catarina,
afirma desconhecer a falta de moedas. O gerente de logística
do banco, Roberto Almeida, atribui a escassez do troco mais a
uma questão cultural do que de fornecimento dos bancos.
"Pode parecer estranho, mas talvez a população
não queira utilizar, ou não dê valor à
moeda. Mas ela está disponível, sim", afirmou.
De acordo com ele, a demanda maior é pelas moedas de R$
0,05 e R$ 0,10. "A de 10 centavos costuma acabar primeiro
no comércio, porque se não há 50 centavos
de troco, faz-se composição com 10, 5 ou ambas",
completou.
Deinfra conclui
obras na SC-401
Mais da metade
do piso foi recuperada
Carlito Costa
O Departamento de Infra-estrutura do Estado (Deinfra), concluiu
ontem a primeira etapa de recuperação do pavimento
da SC-401, rodovia mais movimentada do Estado e principal acesso
aos balneários do Norte da Ilha. Mais da metade do piso
asfáltico da rodovia necessitava de recuperação.
De acordo com o diretor-geral do Deinfra, Romualdo França,
foram resolvidos os problemas estruturais e recuperados 75% da
área de asfalto danificada. O restante vai ser consertado
quando o movimento da rodovia diminuir, provavelmente depois
do Carnaval.
O diretor do Deinfra rebateu ontem as críticas de que
o órgão estaria improvisando a recuperação
da rodovia, produzindo um remendo paliativo que não resistiria
a um ano de tráfego na SC-401. "O Deinfra jamais
adotaria uma solução que tivesse durabilidade tão
curta", garantiu França. "O que fizemos nessa
etapa foi resolver os problemas estruturais da rodovia, um serviço
que ampliará em 50% a vida útil do pavimento."
A previsão do Deinfra é de que a próxima
manutenção da 401 seja necessária daqui
a cinco anos.
A recuperação foi planejada para ser executada
em duas etapas. A primeira, encerrada ontem, teve um custo aproximado
de R$ 1 milhão e envolveu 13 quilômetros de rodovia
(o trecho duplicado, entre os trevos do Itacorubi e de Jurerê).
De acordo com França, a SC-401 tem 172 mil metros quadrados
de pavimento, dos quais mais da metade (87 mil) estavam danificados.
"Durante essa primeira etapa da obra, foram recuperados
65 mil metros quadrados" (quase 75% da área danificada),
disse o diretor-geral. O Deinfra realizou os chamados remendos
profundos, nos pontos onde a rodovia precisava de reforço
estrutural, além de renovar a sinalização.
Na segunda etapa, a rodovia receberá uma camada de micro-revestimento
asfáltico modificado com pó de borracha.
"Isso é necessário para a impermeabilização
do pavimento, evitando a deterioração de áreas
que hoje ainda não apresentam problemas estruturais",
explica França. O Deinfra deve realizar o serviço
depois do Carnaval, mas se o fluxo de veículos ainda for
intenso nessa época, a obra pode ser adiada, para que
não se repitam os transtornos verificados em dezembro.
Palhoça consegue
empréstimo do Fonplata
Palhoça - O município de Palhoça conseguiu
recursos para asfaltar 18 quilômetros de sua malha viária
em 2006. O dinheiro foi levantado junto ao Fundo Financeiro para
o Desenvolvimento da Bacia do Prata (Fonplata), que financia
obras de infra-estrutura nos municípios. O contrato do
financiamento, no valor de U$ 4 milhões, o equivalente
a R$ 10 milhões, foi assinado esta semana no gabinete
do prefeito Ronério Heiderscheidt.
O projeto apresentado por Palhoça ao Fonplata prevê
a pavimentação de todas as vias da cidade onde
passam ônibus. A liberação dos recursos foi
resultado da parceria entre a Prefeitura de Palhoça e
a empresa de projetos e engenharia Prosul. A empresa já
viabilizara financiamento do Fonplata para a Operação
Tapete Preto, de asfaltamento de vias públicas em Florianópolis.
Com a liberação dos recursos prevista para a metade
de 2006, as obras devem começar no final do ano que vem.
Polícia
Maconha acaba apreendida na Vila
União
Policiais encontram
1,5 quilo da droga
A equipe de investigação da 7a DP (Canasvieiras)
está realizando operações com para conter
o tráfico de drogas na região. Com a chegada da
temporada, traficantes que atuam em outras áreas vão
para o Norte da Ilha de olho nos turistas. Em ação,
na noite de quinta-feira, foram presos dois homens e apreendidos
cerca de 1,5 quilo de maconha no loteamento Vila União.
Segundo o investigador Fernando Pereira, há uma semana
os policiais investigavam um esquema de tráfico na região.
"Ontem recebemos a informação de que a droga
seria distribuída", conta. Na Vila União,
os policias abordaram dois homens num Fiat Uno. Com Rafael Soares,
23 anos, e Maykon Roberto Costa, 24, foram encontrados 1,5 quilo
de maconha e dinheiro.
Pereira conta que as investigações apontam que
a droga saiu do bairro Monte Verde para ser distribuída
nos balneários do Norte da Ilha. "Infelizmente, a
Vila União era o último ponto de entrega, mas continuaremos
trabalhando para identificar os outros locais", comenta
o policial.
Representante da ONU avalia segurança
pública em SC
O secretário da Segurança Pública e Defesa
do Cidadão (SSP), Ronaldo José Benedet, recebeu
ontem em audiência a representante da Secretaria Geral
da Organização das Nações Unidas
(ONU), a magistrada da Suprema Corte do Paquistão e relatora
para defensores dos Direitos Humanos, Hina Jilani. A reunião
ocorreu na sede da Secretaria, em Florianópolis.
Na pauta do encontro entre as duas autoridades, dois assuntos
específicos foram abordados: a situação
atual do acampamento do Movimento dos Atingidos por Barragens
(MAB), montado nas proximidades da barragem da usina hidrelétrica
de Campos Novos, e o Movimento Passe Livre em Florianópolis.
A magistrada paquistanesa ouviu atentamente os relatos do secretário
Ronaldo Benedet, que voltou a negar qualquer tentativa de se
criminalizar os movimentos sociais ocorridos no território
de Santa Catarina. Hina Jilani recebeu um farto material para
consulta. Neste sábado, ela deverá estar no município
de Campos Novos, onde vai fazer uma visita ao acampamento do
Movimento dos Atingidos por Barragens.
Mulher morta a tiros
em beco na Coloninha
Execução
ocorreu na noite de quinta-feira
Ainá Vietro
As execuções estão se tornando cada vez
mais freqüentes na Grande Florianópolis. Na noite
de quinta-feira foi registrada mais uma morte por tiros de arma
de fogo. O assassinato ocorreu por volta das 23h30, na PC-3,
na Coloninha, na área continental da Capital. Andréa
da Silva, 29 anos, estava sentada na frente de sua casa, mas
no outro lado da rua, que fica em um beco próximo à
Mercearia do Leonardo. Os moradores da comunidade ouviram barulho
de disparos, e quando foram verificar, encontraram a moça
baleada na cabeça.
A Polícia Militar foi acionada e Andréa encaminhada
ao Hospital Florianópolis, ainda com vida. No entanto,
quando chegou ao local não resistiu e morreu. De acordo
com o delegado da Central de Polícia da Capital, Ênio
de Oliveira Matos, que foi até o local no momento do crime,
populares não quiseram dar nenhuma informação
adicional, pois prevalece a lei do silêncio. O delegado
disse ainda que, por enquanto, não há suspeitos
da autoria. No entanto, Matos ressalta que existe grande possibilidade
de o homicídio estar relacionado ao tráfico de
drogas. "Andréa estava sentada em frente de um ponto-de-venda
de drogas, que pertence à irmã dela, conhecida
como Veroca", aponta. Andréa foi a oitava vítima
nos últimos 12 dias, na Grande Florianópolis. Assim
como ela, todos os casos registrados foram de homicídios
com tiros na cabeça. Quatro deles ocorreram na Capital,
três em São José e um em Palhoça.
No caso de Palhoça ainda existem dois corpos desaparecidos,
o que pode elevar o índice para 10 mortes.
Os três crimes de São José foram registrados
no dia 5. Dois deles no Loteamento Dona Vanda, onde morreram
Alessandro da Luz Hinckel e Emerson Francisco Vieira Sarnento,
17 anos, e um no Jardim Solemar, em que Amarildo Schimtz, 26,
foi assassinado. No caso de Florianópolis Ricardo Alves
de Lima, 26, foi morto no dia 7, no Saco Grande. Carmen Vanusa
Leopoldina dos Santos, 35, foi executada com 15 tiros, no dia
9, na favela Ilha-Continente, nas proximidades da avenida Ivo
Silveira. No dia 10 ocorreu o homicídio de Gabriel Ivo
Pereira, 17, na Vargem Grande. Em Palhoça, Ronaldo Soares,
14, foi executado no fim da noite do dia 13, na comunidade Frei
Damião. Policiais acreditam que os dois corpos desaparecidos
estejam relacionados com este caso.
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Orçamento é aprovado
sob protestos
Valor previsto
para 2006 é maior da história
CLODOALDO VOLPATO
A votação do projeto do orçamento da
Prefeitura da Capital na sessão de quinta-feira na Câmara
de Vereadores foi bastante tumultuada. Movimentos populares e
do Passe Livre não queriam a aprovação do
projeto, alegando falta de detalhamento nos investimentos previsto
pelo Executivo e provocaram muito confusão, ao ponto de
invadir o plenário. Mas a pressão não surtiu
efeito e a peça foi aprovada por ampla maioria. Com isto,
o prefeito Dário Berger (PSDB) garantiu o maior orçamento
da história de Florianópolis. Ele terá R$
821,9 milhões para investir no município em 2006.
O projeto foi aprovado sem as emendas redacionais apresentadas
pelos vereadores Jaime Tonello (PFL) e Angela Albino (PCdoB).
Momentos antes da votação, o pefelista retirou
suas propostas. Por outro lado, a vereadora, que nas emendas
protocoladas sugeria que o remanejamento de recursos passe pela
autorização do Legislativo, insistiu na aprovação.
Colocadas em votação, as propostas da parlamentar
foram todas rejeitadas. Com isto, apenas as emendas parlamentares
que sugerem obras e a destinação das subvenções
sociais foram aprovadas. Tonello disse que retirou suas emendas
para dar "um voto de confiança ao prefeito".
Para Angela Albino, o projeto deixa muitos
"furos" e não especifica como e onde serão
aplicados os recursos. "Esse projeto não contempla
as reivindicações das comunidades. É um
cheque em branco que estamos dando ao prefeito". Segundo
ela, da forma como foi aprovado, o Legislativo não terá
como fiscalizar a aplicação dos recursos. O vereador
Márcio de Souza (PT) também reclamou da forma como
foi elaborado o projeto e voltou a sugerir a implantação
do Orçamento Regionalizado. "Este orçamento
carece de detalhamento", disse ele. Em defesa do prefeito,
o único parlamentar que ocupou a tribuna foi João
Batista Nunes (PDT). Na visão dele, "ainda é
muito cedo para criticar o prefeito. Nos temos que dar crédito".
Já na bancada do PSDB nenhum vereador se manifestou.
Como não tiveram êxito na manifestação,
os movimentos populares, principalmente os estudantes que integram
o Movimento Passe Livre, começaram a gritar palavras de
ordem contra o prefeito e contra o presidente da Câmara,
Marcílio Ávila (PSDB). O tumulto foi geral quando
os manifestantes invadiram o plenário, que só foi
liberado com a interferência da Polícia Militar.
Para Ávila, houve exagero por parte dos estudantes, já
que o que eles mais querem, que são os recursos para o
Passe Livre, está garantido no projeto. O presidente lembra
ainda que é tradição do Legislativo deixar
cerca de 20% do orçamento para que o prefeito possa fazer
o remanejamento.
Arrecadação tem aumento
de 21,59%
A Prefeitura de Florianópolis divulgou ontem um incremento
de arrecadação de 21,59% neste ano em relação
a 2004. De janeiro a novembro entraram nos cofres do Executivo
mais de R$ 348 milhões, contra os cerca de R$ 286 milhões
do ano passado. Esse crescimento foi obtido, segundo a administração
municipal, pelas medidas adotadas pela Secretaria da Receita,
criada em fevereiro.
O maior crescimento na arrecadação foi registrado
na cobrança da dívida ativa do Imposto Predial
e Territorial Urbano (IPTU), que nos últimos cinco anos
soma mais de R$ 65 mil. Este ano a arrecadação
com o imposto em atraso aumentou em 44,22%, rendendo à
Prefeitura mais de R$ 14 milhões. A Receita agilizou a
cobrança de atrasados desde 2001 enviando 91 mil comunicações
para contribuintes inadimplentes. A medida surtiu efeito e cerca
de 15 mil pessoas quitaram dívidas de IPTU relativas aos
anos de 2001, 2003 e 2004.
Outro tributo que mostrou expressivo aumento na arrecadação
foi a Imposto Sobre Serviços (ISS), que cresceu 19,11%
com a implantação do ISS NET, um sistema de declaração
do imposto pela Internet. A novidade foi disponibilizada no início
do ano. Para o ano de 2006, a Secretaria da Receita planeja implementar
um programa específico para a declaração
de profissionais autônomos, além de mudanças
que facilitem a navegação do usuário.
Com a ajuda de técnicos do Instituto de Planejamento Urbano
de Florianópolis (Ipuf), a Secretaria da Receita vem fazendo
uma atualização cadastral dos proprietários
de imóveis da cidade. Esse trabalho vai atualizar as informações
que servem de base para o cálculo de IPTU e ITBI e outras
taxas imobiliárias. O projeto teve início na Barra
da Lagoa e Lagoa da Conceição, onde foram efetivadas
1.774 alterações cadastrais, com mudanças
em 84% dos dados do IPTU, daquelas regiões.
A Receita também convocou 823 contribuintes para atualizar
os dados junto ao município, obtendo um retorno de quase
20% dos contatados. A comunicação direta com o
contribuinte foi feita ainda com um "call-center",
onde servidores do Pró-cidadão realizam a cobrança
de tributos atrasados pelo telefone. Cerca de 15% dos telefonemas
tiveram retorno até agora.
Posse de Mário Cavallazzi
inicia reforma
Prefeitura tem
novo secretário de turismo
CLODOALDO VOLPATO
O prefeito da Capital, Dário Berger (PSDB), deu início
ontem à mudança do secretariado empossando o novo
secretário do Turismo, Esporte e Cultura, Mário
Roberto Cavallazzi (PSDB). Concorrida, a solenidade reuniu lideranças
de diversos partidos, inclusive de oposição ao
tucano. O novo secretário prometeu promover políticas
para fomentar o turismo na cidade.
Cavallazzi assume a secretaria no lugar de Luiz Ferreira, que
comandou a pasta durante todo o ano. Para o secretário,
a melhoria da infra-estrutura do município é uma
das principais propostas para sua gestão e para isto o
poder público precisa firmar parcerias com a iniciativa
privada. Ele também defende uma melhor qualificação
dos serviços."Precisamos somar esforços para
qualificar as políticas de turismo", disse ele. Outra
meta de Cavallazzi é começar a construir um centro
multiuso no município.
Para o prefeito Dário Berger, com a posse de Cavallazzi,
"começa um novo modelo de gestão no turismo,
esporte e cultura de Florianópolis" e afirmou que
não vai faltar apoio nem recursos para a pasta. Demonstrando
muita confiança no novo secretário, Berger disse
que Cavallazzi "tem uma vida pública extremamente
consagrada e vai emprestar essa capacidade para ajudar a formatar
uma nova política de turismo". Para o prefeito, com
a qualificação do setor, além de aumentar
o número de empregos, vai melhor a qualidade de vida da
população.
O secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis,
Walter Gallina, que representou o governador Luiz Henrique da
Silveira (PMDB), anunciou que o governo do Estado vai entrar
com 50% dos recursos para a construção do centro
multiuso. O presidente da Câmara de Vereadores, Marcílio
Ávila (PSDB), lembrou que Cavallazzi precisa ajudar a
resolver os problemas de acesso ao aeroporto Hercílio
Luz.
Dr.Juca admite movimento para "queimá-lo"
Parlamentares e representantes de entidades sociais reunidos
ontem na Câmara da Capital decidiram realizar um ato público
pedindo a permanência na pasta da Saúde do secretário
Walter da Luz, cotado para ser substituído na reforma
do secretariado. A manifestação ocorrerá
na terça-feira, às 16 horas, em frente à
Prefeitura, e será marcada pela entrega de uma carta aberta
ao prefeito Dário Berger.
O secretário Walter da Luz diz ter ficado lisonjeado com
a idéia, principalmente por ser um grupo "apartidário
preocupado com a cidade". Dr. Juca, como é conhecido,
alega que há um movimento interno que quer "queimá-lo"
politicamente."São outras pessoas de dentro da casa
que querem subir, mas não o prefeito", defende. "Existe
até um freio na liberação de recursos."
O secretário já sabe que Antônio Cândido
da Silva foi chamado para a pasta que ocupa, mas seria uma espécie
de interlocutor para buscar recursos na saúde. "O
prefeito continua dizendo que jamais me substituiria a não
ser que eu pedisse para sair." (Luiz Christiano)
Obra sobre LRF é lançada
Trabalho apresenta
dados atualizados sobre lei
Acontece nesta segunda-feira, no Espaço Cultural do
Conselho Regional de Contabilidade de SC (CRCSC), em Florianópolis,
o lançamento da quinta edição do livro "Lei
de Responsabilidade Fiscal Comentada". Editada pela Atlas,
de São Paulo, a obra foi totalmente atualizada e revisada
e traz como novidade um estudo sobre o comportamento dos Estados
após a entrada em vigor da Lei, em maio de 2000. São
analisados dados referentes a gasto com pessoal e níveis
de endividamento. Embora os seus autores sejam radicados em Florianópolis,
este é o livro mais vendido no Brasil acerca da LRF. Todos
os autores são professores em instituições
de ensino superior da região: Flávio da Cruz (coordenador
da obra), Adauto Vicari Junior, José Osvaldo Glock, Nélio
Herzmann e Rosângela Tremel. A Lei de Responsabilidade
Fiscal estabelece normas de finanças públicas voltadas
para a responsabilidade na gestão fiscal. É o código
de conduta para os administradores públicos que passarão
a estabelecer normas e limites para administrar finanças,
prestando contas de quanto e como gastam os recursos da sociedade.
Municípios têm parcelamento
O governo federal baixou quinta feira uma instrução
normativa regulamentando a Lei 11.196, autorizando o parcelamento
das dívidas dos municípios em até 240 meses.
Os municípios têm até o próximo dia
31 de dezembro para dar entrada no pedido de parcelamento. Os
municípios poderão pedir parcelamento das contribuições
patronais, contribuições de empregados, trabalhadores
avulsos e contribuintes individuais, além de todas as
pendências com a Previdência Social, inclusive de
suas autarquias e fundações públicas. Com
esta medida os municípios inadimplentes que regularizarem
a situação na Previdência poderão
se tornar aptos a buscar recursos federais e aliviar seus caixas
com descontos menores da cota do Fundo de Participação
dos Municípios (FPM) destinada a pagamento das dívidas.
O diretor técnico da Confederação Nacional
dos Municípios (CNM), Augusto Braun, enfatizou que esta
é uma reivindicação antiga dos prefeitos.
"A regulamentação da lei e o prazo de 240
meses para pagar alivia o caixa das prefeituras, ainda mais que
haverá um grande desconto nos juros cobrados no parcelamento
da dívida", afirma Augusto Braun. José do
Carmo, presidente da Associação Brasileira de Municípios,
disse que a dívida é uma sobrecarga muito grande
para as administrações que agora foi retirada,
permitindo regularizar a situação de milhares de
prefeituras que não conseguiam verbas federais por causa
dos débitos.
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