Jaraguá do Sul         -          Quarta-feira, 29 de Janeiro de 2003         -          Santa Catarina - Brasil
 
 

ANjaraguá  

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Acusado
Ribeiro Neto (D) foi preso na semana passada quando almoçava em um restaurante de Guaramirim
Foto: Lúcio Sassi

Falso médico
responderá a termo
circunstanciado

Como não houve flagrante sobre estelionato ou prática ilegal da medicina, Alcides Paulo Ribeiro Neto vai continuar em liberdade

Peterson Izidoro

Jaraguá do Sul/Guaramirim - As tentativas frustradas do ex-detento Alcides Paulo Ribeiro Neto, de 49 anos, em adquirir móveis e jóias de vários estabelecimentos da região, e uma casa no valor de R$ 200 mil, podem beneficiá-lo diante da justiça. Como não houve nenhum prejuízo contra os comerciantes, segundo o delegado titular da delegacia de Jaraguá do Sul, Ilson José da Silva, Ribeiro Neto responderá apenas a um termo circunstanciado de tentativa de estelionato.
A polícia ainda investiga se o acusado se apresentava como médico, o que poderá resultar num inquérito policial por falsidade ideológica. Ontem, o ex-detento esteve na delegacia de Guaramirim para pegar todo o material apreendido pelos policiais - cartões bancários; faturas telefônicas e documento de dois veículos, totalizando uma lista de nomes de sete pessoas diferentes, além de seringas, medicamentos, luvas descartáveis e recipientes para coleta de sangue.

Condenações

Ao ser detido no interior de um restaurante no centro de Guaramirim, na quarta-feira da semana passada, Ribeiro Neto confessou que cumpriu 19 anos de prisão em várias cadeias e penintenciárias do Estado de São Paulo por falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e furto. A farsa começou a ser desvendada quando um corretor de uma imobiliária de Jaraguá do Sul suspeitou de sua identidade - ele se identificou como Paulo Ricardo Fernandes Varella, "amigo" de médicos de Jaraguá do Sul. A Associação Médica Jaraguaense soliticou informações no Conselho Regional de Medicina sobre o registro apresentado pelo ex-detento, pertencente a uma médica do Rio Grande do Sul, e descobriu a fraude.

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Tacógrafos estão na mira
de quadrilhas especializadas

O delegado titular da delegacia de comarca de Jaraguá do Sul, Ilson José da Silva, e a delegada de Guaramirim, Jurema Wulf, investigam uma suposta quadrilha especializada em furto de tacógrafos que está agindo nos dois municípios. Há suspeita, inclusive, da participação de oficinas mecânicas no esquema, já que a retirada e a instalação do equipamento nos caminhões exige conhecimento profissional.
Os tacógrafos são usados para controlar a velocidade e é obrigatório em caminhões acima de 4,5 toneladas, fabricados a partir de 1991, e em ônibus ou veículos de transporte escolar com capacidade mínima de nove lugares. O equipamento novo custa de R$ 800,00 a R$ 1 mil, mas o aparelho furtado está sendo vendido no mercado clandestino por R$ 200,00, de acordo com o delegado de Jaraguá do Sul.
A polícia realizou levantamento parcial nos locais onde houve registros de furtos do equipamento e obteve informações importantes. A quadrilha que está agindo na região pode ter ramificações em pelo menos outras duas cidades catarinenses - Joinville e Lages. Os policiais passaram a suspeitar do grande volume de ocorrências deste gênero a partir de dezembro do ano passado. "Constatamos que houve uma intensidade maior de furtos desta natureza", afirmou Silva.
Como a lei não obriga o motorista a apresentar a nota fiscal do equipamento durante uma blitz, é quase impossível identificar um aparelho furtado reinstalado em outro veículo, segundo uma fonte da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A maioria dos furtos ocorrem em caminhões fabricados até 1999, já que os veículos, a partir deste ano trazem tacógrafos originais de fábrica. (PI)


Depoimento
Delegado interrogou o acusado na segunda-feira
Foto: Amarildo Forte

Ação de PMs poderá
beneficiar mecânico

Jaraguá do Sul/ Corupá - A detenção do mecânico Everson Maicon Gumz, de 20 anos, efetuada por policiais militares por volta das 22 horas de domingo, dentro de sua casa, logo após ele ter atropelado a dona de casa Dirce Nass, de 37 anos, no centro de Corupá, violou a lei e pode abrir um precedente para os advogados de defesa no inquérito que apura a responsabilidade do acidente, segundo o delegado Ilson José da Silva, titular da Delegacia da Comarca de Jaraguá do Sul. Gumz, que sofre de deficiência auditiva, atropelou a mulher e fugiu do local sem prestar socorro. Dirce está internada no Hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, com morte cerebral decretada.
Como não houve perseguição ao acusado e a PM não tinha ordem judicial para entrar na residência, o mecânico poderia permanecer no interior da casa até às 6 horas do dia seguinte, conforme prevê a lei. Gumz foi detido depois que os policiais encontraram um pedaço do pára-choque do carro no local do acidente e constaram que a peça pertencia ao Corcel II LWV-3435 (Rodeio) dirigido por ele. O exame de alcoolimia revelou que o mecânico ingeriu duas vezes mais a quantidade de bebida alcóolica permitida, o que aponta embriaguez.
Em seu depoimento ao delegado Ilson José da Silva, segunda-feira de manhã, Gumz contou que a mulher estava no meio da pista no momento do acidente e que não conseguiu evitar o atropelamento. Testemunhas confirmam a versão do motorista, de acordo com o delegado.

Perícia

Silva pedirá nos próximos dias a perícia no veículo que vai apontar se o carro está ou não equipado com a identificação obrigatória em veículos conduzidos por deficientes auditivos. Por lei, os veículos conduzidos por deficientes auditivos precisam trazer uma placa ou um adesivo, na cor verde e com uma faixa em vermelho.
Gumz foi indiciado por homicídio culposo com a agravante de ter fugido do local sem prestar socorro à vítima. "As investigação vão apurar se houve negligência, imprudência e imperícia do motorista e isso pode condená-lo", ressaltou o delegado.


Engepasa moderniza frota

A Engepasa Ambiental, empresa terceirizada para o serviço de coleta de lixo em Jaraguá do Sul, comprou quatro novos caminhões que já está utilizando desde ontem. Os novos veículos, que custaram à empresa R$ 546 mil, são da marca Mercedes Benz e contam com tecnologia de última geração, que permite a compactação do lixo com a redução de até 50% do ruído. "Fizemos uma pesquisa entre a população e apesar de 98% de aprovação do serviço, o barulho da compactação ainda era um problema", diz o engenheiro Holdemar Alves, gerente regional da Engepasa.

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