Joinville - Santa Catarina - Brasil
 
 
























ANotícia  
Noticiário
Capa
Opinião
Esporte
Economia
Política
País
Mundo
Polícia
Geral
Fórmula 1
Fórmula Indy
Colunas
Alça de Mira
Moacir Pereira
Informal
Raul Sartori
Livre Mercado
Espaço Virtual
Canal Aberto
Joelmir Beting
Na Grande Área
Cadernos
Anexo
AN Cidade
AN Informática
AN Economia
AN Veículos
AN Tevê
AN Turismo
AN Verão
Especiais
AN Verde
Grandes Entrevistas
Cruz e Sousa
Joinville 148 anos
Festival de Dança
Recicle
Meio Ambiente
Ecologia
Anita Garibaldi
Serviços
AN Pergunta
AN Pesquisa
Como anunciar
Classificados
Assinatura
Mensagem
Loterias
Cinema
Edições 2000
Edições 1999
Edições 1998
Edições 1997
Info
Índice
Expediente
Institucional
AN Capital
Capa
Geral
Última Página
Fala Mané
Ricardinho Machado
StarMedia
E-mail grátis
Bate-papo
Forum
Notícias

AN Especial  149 anos - De Joinville para o mundo

C I Ê N C I A
E
T E C N O L O G I A

Maternidade
Darci Vargas

Primeiro estabelecimento brasileiro do setor a ganhar prêmio do Unicef exibe índices de países desenvolvidos

A primeira maternidade pública do País a ganhar do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) o título de Maternidade Segura, ainda em outubro de 1996, foi a Darci Vargas de Joinville. Para receber o título a maternidade foi avaliada por técnicos do Ministério da Saúde, que levam em consideração oito passos básicos que devem ser seguidos pelos funcionários da instituição no tratamento das futuras mamães.
No Brasil, as mulheres em idade reprodutiva representam 25% da população geral. O risco reprodutivo é 30 vezes maior do que nos países desenvolvidos, e a taxa de mortalidade materna no país corresponde a 134 mortes para cada 100 mil nascidos vivos. Isto significa que a cada duas horas uma mulher morre no Brasil devido a complicações decorrentes da gravidez, parto ou pós-parto. Em Joinville a taxa de mortalidade materna é de apenas 24,2 para cada 100 mil nascidos vivos e na Darci Vargas são atendidas a maioria das parturientes.
O objetivo do projeto Maternidade Segura é, através de um conjunto de critérios e procedimentos técnicos, mobilizar profissionais que atuam direta ou indiretamente nos cuidados da mulher, relacionados à saúde reprodutiva e, por conseqüência, na assistência à criança. O administrador da maternidade, Ilson José Vitório, acredita que este prêmio foi um complemento ao título Hospital Amigo da Criança, conseguido em setembro de 1994 e que tem como enfoque central o incentivo e consolidação do aleitamento materno.
A referência mundial de mortalidade neonatal precoce é de dez mortes a cada mil nascidos vivos. Na Darci Vargas, a mortalidade é de 7,9 mortes para cada mil nascidos vivos. E a sua taxa de mortalidade neonatal precoce em crianças com peso inferior a 2,5 quilos é de 73,4 mortes para cada mil nascidos vivos, um índice também inferior à referência mundial, que é de 120 mortes para cada mil nascidos vivos.
O projeto Maternidade Segura faz parte do esforço do Ministério da Saúde, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, do Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef), da Organização Pan-americana da Saúde (Opas/OMS) e do Fundo de População das Nações Unidas. Este ano a Maternidade completa 53 anos de atendimentos à comunidade e acumula um série de títulos que reconhecem as inovações no atendimento humanizado à mulher e ao recém-nascido.
A maternidade também concorreu ao prêmio Galba de Araújo. Foram escolhidos cinco estabelecimentos no país que atendem pelo SUS e desenvolvem programas específicos, voltados a mulher, ao recém-nascido e ao incentivo de parto normal e aleitamento materno. O índice de cesarianas aceitável pelo Ministério de Saúde é de 40%. A Darci Vargas faz a intervenção cirúrgica em apenas 26% dos casos e sua meta é baixar para 20%. Em 93 o índice era de 40% de cesárias . Hoje, a cada mês são mais de 600 nascimentos e somente em 156 casos são realizadas cesarianas. "No caso do título Maternidade Segura, cada um dos oito passos requer uma série de programas internos e externos e muita compreensão dos funcionários", frisa Ilson. (GR)

Endereço: Rua Miguel Couto, no bairro Anita Garibaldi.
Data de fundação: 16 de abril de 1947.
Prêmios de expressão no exterior: em setembro de 1994 recebeu o título de Hospital Amigo da Criança; em outubro de 1996, ganhou o título de Maternidade Segura, dado pelo Unicef.
Números de hoje: 6,5 mil atendimentos ambulatoriais por mês e 830 internações, com índices de qualidade acima da média mundial.


Cleusa Coral-Ghanem

Médica é uma das autoridades mundiais em oftalmologia e atua nas principais entidades
internacionais do setor

Determinação para superar desafios e uma incessante busca por novos conhecimentos. Com estas características, uma jovem saiu do interior de Nova Veneza, no Sul do Estado, para completar os estudos, formar-se em medicina em Florianópolis e, recém-formada e recém-casada, chegar a Joinville para construir uma sólida carreira. Passados quase 30 anos, o trabalho desenvolvido pela equipe da doutora Cleusa Coral-Ghanem na oftalmologia (principalmente na área de doenças externas, que envolvem córnea e adaptação a lentes de contato) extrapolou as fronteiras de Santa Catarina e do País, conquistando o reconhecimento no meio médico-científico mundial.
Hoje, Cleusa Coral acumula a chefia do Departamento de Lentes de Contato do Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, em Joinvile, com a missão de ser representante internacional da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e Córnea (Soblec) - da qual já foi presidente - e membro da diretoria do International Contact Lens Society of Ophthalmolgist (ICLSO), que reúne a cúpula da oftalmologia mundial na área de doenças externas. "Isto me permite saber o que está sendo fabricado ou estudado para ser lançado. Eu sei que não posso resolver tudo, mas se tiver alguma possibilidade de resolver o problema do meu paciente eu sei até para onde indicar", diz a médica.
O caminho percorrido até obter o reconhecimento profissional não foi simples e muitos obstáculos tiveram que superados. Cleusa Coral lembra que em Nova Veneza a família morava em um local onde não havia sequer energia elétrica. "Eu estudava à luz de velas", recorda. Porém, a mãe (a professora Hilda Coral) era uma mulher com grande curiosidade intelectual e estimulou a filha desde pequena a ler, a viajar, a buscar o máximo de conhecimentos possível.
O interesse pela medicina vem desde menina, talvez inspirada no exemplo da tia Maria Coral, que era parteira prática em Siderópolis e depois fez enfermagem. "Também ela optou por ir embora, romper com as raízes para poder crescer", diz.
A vocação aflorou cedo e ainda adolescente Cleusa rumou para Florianópolis em busca da formação profissional. Na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Santa Catarina ela conheceu o futuro marido, Emir Ghanem - na época também estudante - e descobriu os fascínios da especialidade à qual se dedicaria em sua carreira profissional: a oftalmologia. "O sentido da visão é quase um milagre, envolvendo processos extremamente complexos e elaborados", explica, comentando que a paixão pela oftalmologia é compartilhada por toda a família. "Há de ter um componente genético, pois nossos dois filhos, ambos médicos, também serão oftalmologistas", diz, ressaltando ainda o trabalho do sogro, também oftalmo, Sadalla Amin Ghanem.
A chegada a Joinville ocorreu com o casamento com Emir, que era joinvilense e já trabalhava na cidade. "Ele me ensinou muita coisa. Mas o resto foi autodidata. Aproveitei todos os cursos e simpósios que tinha para evoluir", revela, ressaltando que com a mudança para Joinville a descontração da vida acadêmica foi deixada de lado, cedendo espaço para uma rotina de muito trabalho e seriedade.
A dedicação joinvilense ao trabalho influenciou no desenvolvimento da carreira. "Você entra em um ritmo de muito trabalho. Acredito que evoluí muito em minha profissão até pelo meio em que estava vivendo", constata a médica.
A trajetória rumo ao cenário internacional começou em 1993, quando a equipe de Cleusa Coral-Ghanem organizou, em Joinville, o Simpósio Internacional de Lentes de Contato e Córnea. Com um relacionamento bom com as empresas, na época, solicitou à Johnson & Johnson que trouxesse o presidente da Sociedade Americana de Lentes de Contato para o evento. "E eles trouxeram", conta, lembrando que veio também o presidente internacional da empresa. Ainda em 1993, Cleusa Coral assumiu a presidência da Soblec, projetando no mundo o trabalho realizado no Brasil e aumentando a credibilidade para o País.
No simpósio internacional da Sociedade Americana de Lentes de Contato, em janeiro de 1994, em Las Vegas, já a convidaram para dar palestras e para compor a mesa diretora, junto com o presidente. "Eles começaram a me olhar de outra forma". Daí para frente o entrosamento com os especialistas norte-americanos foi aumentando.
Na ocasião, Cleusa Coral foi convidada para assistir à criação de uma sociedade que reunisse a cúpula da oftalmologia mundial. Única mulher presente na solenidade de fundação, ela detalhou o que era a Soblec e o trabalho realizado no Brasil. "Eles ficaram surpresos e suspenderam a fundação. Aguardaram eu mandar todos os papéis para a Soblec integrar a sociedade", relata, referindo-se à International Contact Lens Society of Ophthalmolgist, entidade que hoje tem o poder de negociar com as grandes empresas fabricantes. Pertence à sociedade o Canadá, os EUA, o bloco europeu, a Índia, o Japão e o Brasil, único representante da América Latina.
"Abriram as portas para a gente e foram surgindo convites para fazer trabalhos conjuntos", conta, exemplificando que hoje está escrevendo o livro "Lentes de Contato, do Básico ao Avançado" (em fascículos) em conjunto com o professor Stein - profissional renomado no Canadá, com mais de 15 livros publicados - e o professor Freemann, que é presidente de todas as residências em oftalmologia nos EUA. (MCD)

Onde nasceu: Nova Veneza, no Sul de Santa Catarina.
Bairros onde viveu: Glória e Atiradores.
Lugares que freqüenta: Harmonia-Lyra, restaurante do Prinz e o Sopp
Um momento inesquecível: "A ampliação do centro oftalmológico da então Clínica Sadalla Amin Ghanem, com a inauguração do Centro de Diagnóstico, em 1992. Foi a base para a criação do Hospital de Olhos."
Onde atua: trabalha em Joinville, mas atua no mundo inteiro como representante da Soblec, como integrante da International Contact Lens Society of Ophthalmolgist e como representante do Brasil na International Association on Contact Lens Educators, com sede na Austrália.

AN Especial

149 anos - De Joinville para o mundo
Apresentação
História, Editorial
Artes e espetáculos
Ciência e tecnologia
Esporte
Economia
Economia (cont.)
Negócios, Solidariedade, Futuro
Entrevista / Luiz Henrique da Silveira
Imagens

Leia também

Museu de Sambaqui

Acervo do Masj é referência para a comunidade científica mundial e atrai pesquisadores das grandes universidades

Criado oficialmente em 22 de dezembro de 1969 para abrigar o material coletado pelo pesquisador amador Guilherme Tiburtius, o Museu Arqueológico de Sambaqui de Joinville foi inaugurado em 14 de outubro de 1972, chegando aos dias de hoje como ponto de referência cada vez mais respeitado pela comunidade científica mundial quando o assunto são pesquisas sobre o homem da antigüidade, seus hábitos, costumes e atividades. Às vésperas de completar 30 anos de atividade, o Masj trilha simultaneamente duas linhas de atuação que podem parecer contraditórias à primeira vista mas, se analisadas com atenção, revelam uma instituição de perfil abrangente.
A primeira destas linhas aponta para um aprofundamento ainda maior das pesquisas sobre o homem de sambaqui, seu nível de conhecimento tecnológico e seus primeiros contatos com o colonizador europeu. Descobertas recentes de estruturas vegetais e vestígios cerâmicos nos sítios arqueológicos próximos à foz do rio Cubatão têm alimentado teses bastante interessantes sobre a vida dos primeiros habitantes da região de Joinville mas, se por enquanto se resumem apenas a suposições à espera de confirmação, já confirmam publicamente a intenção das equipes do Masj de mergulhar em direção às origens dos movimentos de ocupação destas redondezas: um atestado de preocupação científica com a comunidade que cerca o museu.
A segunda linha de atuação faz o caminho contrário da primeira: abre o olhar em direção ao ambiente internacional da pesquisa e da ciência e moderniza-se à medida que cresce em reconhecimento fora do País. Os últimos investimentos feitos pela Vitae/Fundação Lampadia (com sede em Liechtenstein) e pela Fundação Cultural de Joinville estão dinamizando a rotina de trabalho dos pesquisadores e melhorando as condições de acomodação do acervo lítico, ósseo humano e faunístico, tornando o Museu de Sambaqui de Joinville ainda mais atrativo para cientistas de outras parte do Brasil e, como vem acontecendo com relativa freqüência, de outros países.
O acervo que deu origem ao Masj tem aproximadamente 12 mil peças e foi reunido por Tiburtius em locações do litoral Sul do Paraná e do Norte de Santa Catarina entre as décadas de 50 e 60. Mesmo sendo um arqueólogo diletante, Tiburtius acompanhou o desmonte de diversos sambaquis, fez pesquisas em alguns deles e, além de registrar metodicamente estas informações, publicou muitas de suas observações na revista alemã "Anthropos". Com a inauguração do Masj e a transferância deste acervo do Museu Nacional de Imigração e Colonização para o novo prédio, pesquisadores brasileiros e estrangeiros têm acessado o material e desenvolvido pesquisas - muitas delas publicadas em periódicos internacionais.
Dentre estas visitas científicas, destaca-se a do arqueólogo francês André Prous. Em 1970, antes mesmo da inauguração do museu, o acervo do Masj foi alvo da análise do pesquisador que, baseado nos estudos de zoólitos (minerais esculpidos à forma de animais) brasileiros - especialmente os catarinenses - construiu sua tese de doutorado na França. Hoje, Prous trabalha no Museu de História Natural da UFMG, em Belo Horizonte, e presta assessoria para o Museu do Homem, em Paris. Treze anos depois, a professora alemã Anne Charlotte Stark desenvolveu estudos científicos com o material de sambaqui coletado na ilha de Espinheiros 2.
Outra visita relevante foi a do odontólogo e professor Cleber Pereira, da UFRGS, que teve acesso ao acervo esqueletal do Masj para análises dentárias. Pereira desenvolvia projetos com pesquisadores brasileiros e canadenses e é autor de um manual de craniometria usado no Brasil inteiro. O professor Walter Neves, pesquisador do Centro de Estudos Evolutivos Humanos da USP, veio ao Museu de Sambaqui investigar a paleogenética dos grupos pré-históricos do litoral Sul do Brasil, sua subsistência, atividades econômicas e sua organização para o trabalho. Famoso por trabalhar com o crânio de Luzia (peça que possui a mais antiga datação registrada no Brasil: 11 mil anos), Neves tem trabalhado em cooperação com cientistas argentinos e chilenos e publicado suas pesquisas em revistas norte-americanas de antropologia. Hoje, com grupos americanos e australianos, Neves discute variantes para as teses que tentam reconstituir as rotas migratórias dos primeiros homens americanos, lançando mão de muitas informações obtidas no Masj.
A estreita relação entre o Masj e a USP tem favorecido a imagem do museu de Joinville no exterior. A visita de pesquisadores do Arizona State Museum, em 1990, rendeu um pedido de doação de material audiovisual para divulgação do Masj nos EUA e seus pesquisadores, surpreendidos com a estrutura, com a organização e com os trabalhos do museu, definiram a instituição joinvilense como exemplar em uma conferência realizada posteriormente no Rio de Janeiro. Do Arizona State Museum, o Masj recebeu recentemente o pedido para acesso da pesquisadora Teresa Cadiente ao acervo, um interesse que nasceu da recomendação da pesquisadora do Instituto de Biociências da USP, Sabine Eggers.
O Museu de Sambaqui também está avaliando a solicitação de acesso ao acervo do doutor José Cocilovo, da Universidad Nacional de Rio Cuervo, na Argentina. Cocilovo, que também trabalha no Sul do Chile com antropologia física, tem interesse em trabalhar com a coleção esqueletal do Masj. (GP)

 

A Notícia: Capa | Opinião | Esporte | Economia | Política | País | Mundo | Polícia | Geral | Fórmula 1 | Fórmula Indy | Colunas: Alça de Mira | Moacir Pereira | Informal | Raul Sartori | Livre Mercado | Espaço Virtual | Canal Aberto | Joelmir Beting | Na Grande Área | Cadernos: Anexo | AN Cidade | AN Informática | AN Economia | AN Veículos | AN Tevê | AN Turismo | AN Verão | Especiais: AN Verde | Grandes Entrevistas | Cruz e Sousa | Joinville 148 anos | Festival de Dança | Recicle | Meio Ambiente | Ecologia | Anita Garibaldi | Serviços: AN Pergunta | AN Pesquisa | Como anunciar | Classificados | Assinatura | Mensagem | Loterias | Cinema | Edições 2000 | Edições 1999 | Edições 1998 | Edições 1997 | Info: Índice | Expediente | Institucional | AN Capital: Capa | Geral | Última Página | Fala Mané | Ricardinho Machado | StarMedia: E-mail grátis | Bate-papo | Forum | Notícias
Copyright © 2000 A Notícia - Fone: 055-0xx47 431 9000 - Fax: 055-0xx47 431 9100 - Rua Caçador, 112 - CEP 89203-610 - C. Postal: 2 - 89201-972 - Joinville - SC - BRASIL - EXPEDIENTE - Redação: anoticia@an.com.br - Fotografia: foto@an.com.br - Classificados: ancla@an.com.br - Comercial: anuncio@an.com.br - Circulação: assinatura@an.com.br
 

Por: Torque Comunicação e Internet - Autoria: Avelar Lívio dos Santos, jornalista, RP MTr/PR 890