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AN Especial  149 anos - De Joinville para o mundo

E S P O R T E

Carlos Roberto Sestrem

Determinação de atleta com deficiência visual é premiada com conquistas no mundo

A medalha de bronze obtida na Paraolimpíadas de 1988 foi um prêmio para a determinação incomum do joinvilense Carlos Roberto Sestrem. Apaixonado pelo atletismo desde criança, quando realizava suas primeiras corridas no Caxias, Sestrem jamais se incomodou com a deficiência visual. "Não vi nenhum motivo para parar", resume Sestrem, que começou a perder a visão no início da década de 80. Agora, o fundista mantém a disposição de viver novamente o sonho olímpico, mas ainda depende de patrocínio e de alcançar o índice técnico.
A história desse joinvilense com destaque no exterior começou com o primeiro lugar no salto em distância nos Joguinhos Escolares Municipais de Joinville, em 1975. Sestrem, integrante de uma família de praticantes do atletismo, tinha 13 anos de idade. No início de carreira, o jovem se dedicou a várias modalidades do atletismo, desde 800 a 1.500 metros rasos até revezamento 5 x 1.500 metros. Em 1978, disputaria a primeira competição fora do Estado, em Apucarana. O garoto obteve um modestíssimo 200º lugar. Não desanimou. No ano seguinte, pularia para a 64ª colocação na mesma prova.
Na década de 80, os problemas na retina se acentuaram e a visão ficou totalmente comprometida. Sestrem se viu obrigado a desistir das competições convencionais. 1984 seria o ano em que o corredor começava sua participação na Associação Joinvilense para Integração dos Deficientes Visuais (Ajidevi). No mesmo ano, o atleta chegaria a conquistar o segundo lugar na modalidade 800 metros nos Jogos Nacionais dos Deficientes Visuais, disputados no Rio de Janeiro. Sestrem começava a chamar a atenção fora dos limites de Santa Catarina. "É claro que eu jamais chegaria a lugar algum se não fosse a ajuda dos amigos e familiares.
Com dezenas de vitórias em competições nacionais, estava pavimentado o caminho para as Paraolimpíadas de Seul, em 1988. Pouco antes de obter a terceira colocação na maratona disputada na capital sul-coreana, Sestrem teve sua primeira experiência internacional, em Cádiz, na Espanha. Em 1992, compensou a frustração de não correr em Barcelona com a vitória na Maratona Miyazaki, no Japão.
Na carreira internacional, Sestrem também colecionou episódios inusitados. Em 1987, teve de ficar escondido em um ginásio na República Dominicana. A viagem ao país da América Central foi inútil. "O país enfrentava uma guerra civil e não foi possível realizar a prova", lembra o atleta.
Agora, Sestrem treina diariamente na pista da Universidade da Região de Joinville (Univille) para tentar obter o índice técnico para participar das Olimpíadas de Sidney. O atleta tem duas chances nas maratonas de Porto Alegre e do Rio de Janeiro. Para reforçar o treinamentos, Sestrem corre atrás de patrocínio para a compra de uma esteira profissional avaliada em R$ 1,9 mil. "Diminui a dependência, posso treinar em casa", explica o atleta.
Apesar do sucesso nas competições, Sestrem não conseguiu sobreviver apenas do atletismo. O fundista trabalha há 18 anos como auxiliar de produção na Multibrás, uma empresa que já patrocinou algumas viagens e apóia a carreira do funcionário. "Sempre fui liberado para os treinamentos", diz ele.
Apesar da paixão pela cidade, Sestrem reconhece as dificuldades para os deficientes visuais. "Ainda existem muitas barreiras, mas, de qualquer forma, posso garantir que nunca enfrentei preconceitos", alega. Aos 37 anos de idade, o atleta sonha com a participação nas Paraolimpíadas de Sidney para quem sabe encerrar a carreira com chave de ouro. (GR)

Local e data de nascimento: Joinville, em 26 de abril de 1962
Onde passou a infância: bairro Atiradores, Joinville
Lugares que freqüentou: Pistas do Caxias e Univille
Momento inesquecível: Participação na Paraolimpíadas de Seul, em 1988
Onde atua hoje: Trabalha na Multibrás e sonha com Sydney


Eduardo Fischer

Revelação joinvilense da natação está de olho nas piscinas australianas

A trajetória do nadador Eduardo Fischer, 19 anos, é marcada por vitórias e recordes. Os títulos e a participação em competições fora do Brasil não fizeram, porém, com que ele esquecesse a cidade natal. Pelo contrário. Eduardo garante que adora Joinville e não tem planos de mudança. "Sou caseiro e tenho uma forte ligação com a família, mas lamento que, influenciado pela colonização germânica, o povo seja tão fechado."
Nadando nas piscinas do Joinville Tênis Clube todos os dias pela manhã e à tarde, Eduardo incrementou o treinamento com sessões de musculação. Tanto esforço e empenho não poderiam ter outro objetivo: o atleta é um dos oito nadadores brasileiros com chances reais de conseguir o índice para representar o País nas Olimpíadas. "Só tenho pensado nisso e até minha vida social foi deixada de lado", conta o estudante do terceiro ano da Faculdade de Direito de Joinville.
Eduardo Fischer começou a nadar aos seis anos, influenciado pelo irmão mais velho. "Entrei na escolinha por causa dele e, aos poucos, os resultados começaram a aparecer." Atleta dedicado, não demorou muito tempo para que o nadador começasse a despontar. Aos 12 anos, estreou em provas estaduais e três anos mais tarde conquistou a primeira medalha de ouro em um campeonato brasileiro.
Em 1996, nos Jogos Abertos de Santa Catarina, em São Bento do Sul, Fischer quebrou recordes e trouxe para casa duas medalhas de ouro. "Desde então, comecei a intensificar os treinamentos, bati mais recordes e conquistei novos títulos", lembra, satisfeito. Um ano depois, em março, ele não desperdiçou a chance de mostrar seu talento. Nas piscinas do Complexo Esportivo do Sesi, Fischer competiu com atletas de renome como Josh Davis - campeão olímpico - Fernando Scherer, Rogério Romero e André Cordeiro.
Não fez feio e acentuou ainda mais sua ascensão. "O desafio foi transmitido ao vivo no Esporte Espetacular, programa da Rede Globo. Além de divulgar o esporte, eles mostraram um pouco da cidade e tornaram Joinville mais conhecida." Em 1998, na Dinamarca, Eduardo Fischer garantiu à Seleção Brasileira de Juniores uma medalha de ouro e outra de bronze e, no ano passado, participou do Mundial de Universitários, na Espanha.
"Nos outros países, a maioria dos atletas faz faculdade. Aqui, se conseguir o índice para as Olimpíadas, vou trancar a matrícula", lamenta. Contratado pelo Vasco da Gama em janeiro deste ano, Fischer está satisfeito com a carreira, embora tenha muito trabalho pela frente. "Estou otimista, mas sei que obter o índice para os jogos olímpicos é uma tarefa difícil, principalmente na prova de 100 metros peito", admite.
Apesar de já ter se destacado em provas fora do País, Fischer encontrou dificuldades para conseguir patrocínio e não disfarça o ressentimento que tem das empresas locais. "Todos os patrocinadores que já tive foram de outros Estados. Além da Fundação Municipal de Esportes, nunca fui valorizado pelos empresários joinvilenses", reclama. Segundo ele, há atletas com talento no município que acabam esbarrando na falta de apoio da iniciativa privada.
Mesmo implacável nas críticas, o nadador se mostra apaixonado pela cidade e garante que tem divulgado a terra natal por onde passa. "Há algum tempo, ninguém conhecia Joinville. Nem o Festival de Dança era referência. Hoje, as pessoas já identificam a cidade", conta o atleta que, em abril, viaja para a Argentina e disputa a seletiva para as Olimpíadas. (GL)

Rua/bairro/maternidade onde nasceu: não recorda. Lembra apenas que a família morava nas proximidades do Hotel Tannenhof.
Rua e bairro onde passou a infância: Rua Campos Salles, 92, bairro Glória
Escola onde estudou: da pré-escola à 7ª série, estudou no Colégio Bom Jesus e, depois, passou a estudar no Positivo. Atualmente, freqüenta o 3º ano da Faculdade de Direito de Joinville.
Local que costuma freqüentar: por causa do treinamento intensivo, não tem saído. Nos finais de semana de folga descansa na praia.
Momento inesquecível: quando venceu Fernando Scherer, em março de 1997, no desafio proposto pelo Esporte Espetacular.
Onde mora atualmente: Rua Campos Salles, 92, bairro Glória.


Maurício Gugelmin

Piloto mostra arrojo e competência nas diferentes categorias do automobilismo

A 20 de abril de 1963 nascia em Joinville o menino que iria se transformar no mais talentoso piloto que a cidade já exportou. Maurício Gugelmin parecia destinado ao sucesso nas pistas. Bisneto de imigrantes italianos, sempre preferiu as máquinas aos livros, apesar de nunca ter sido mau aluno. Seu pai, Alceu Gugelmin, industrial da madeira no Paraná, dirigia a filial de exportação de sua empresa em Santa Catarina quando Maurício nasceu. Logo em seguida, voltou a Curitiba, onde a família mora até hoje.
O pai, colecionador de automóveis antigos, transmitiu aos filhos o gosto pelas máquinas e pela velocidade. Quando seu filho Alceu Júnior ganhou um minicarro, na verdade um "minifórmula", Maurício logo interessou-se em pilotar a novidade.
Quando o irmão mais velho passou para o kart, Maurício herdou o minifórmula, com rodas de lambreta e motor de 4 HPs. No kartódromo de São José dos Pinhais ele disputou sua primeira corrida de minicarros em 1971, aos oito anos de idade, e foi logo vencendo na estréia. No campeonato curitibano da categoria, foi tetracampeão entre 1971 e 1974.
Em 1975, estreou no kart aos 12 anos em 1976. Na estréia com o kart, na categoria júnior mais uma vitória. O campeonato local e estadual da categoria foram conquistados no primeiro ano. Outros campeonatos locais provocaram a ascensão para a principal categoria do kart em 79, aos 16 anos. Ele venceu o campeonato local e estadual da categoria 125cc. Em 1980 o maior título: campeão brasileiro. Maurício deixou o kart aos 17 anos com cinco títulos locais, três estaduais e um brasileiro em cinco anos de atividades.
Falando muito pouco inglês, Gugelmin desembarcou nas portas da equipe Van Diemen em 1982 para disputar a Fórmula Ford, início da imensa maioria dos pilotos que aspiram chegar à Fórmula 1. No final do ano o saldo foi muito positivo: 13 vitórias em 28 provas, o título de campeão Inglês de Fórmula Ford e a eleição de o melhor piloto da Copa Mundial de F-Ford.
Maurício disputa o campeonato Inglês de Fórmula 3 em 1985. Sua fama de grande acertador de carros se espalha quando ele descobre um erro no projeto do carro e consegue vencer cinco das 20 corridas disputadas, conquistando o título de campeão Inglês de Fórmula 3. No final do ano, em sua primeira corrida de rua, Gugelmin, vence as duas baterias e conquista a Copa Mundial de Fórmula 3 em Macau, despertando a atenção dos chefes de equipe de Fórmula 1. A Lotus surge com a melhor oferta, e tenta convencer seus patrocinadores a permitirem dois brasileiros na mesma equipe, mas cede à pressão destes.
Ele passa a correr a Formula 3000 pela mesma equipe que disputou a Formula 3. O ano complicado é compensado pelo segundo lugar em Macau. A equipe Ralt/Honda contratou-o para disputar a F-3000 em 87.
Os testes realizados com o carro da March, da Fórmula 1, foram tão positivos que os integrantes da equipe fizeram tudo para ter Maurício na equipe em 1988. A Leyton House, gigantesco grupo japonês da área imobiliária e de confecções resolve apostar no piloto joinvilense.
Em 1993, Gugelmin mudou-se para os Estados Unidos e passou a correr na Fórmula Indy. Estreou pela equipe Dick Simon e sempre correu com regularidade, apesar de não conquistar nenhum título. Neste ano, com grandes chances de ser campeão, o piloto irá representar a PacWest, uma das mais forte da Fórmula Indy. (LFA)

Rua, bairro e hospital onde nasceu: não informou o endereço. Por ter deixado a cidade na infância, Maurício não chegou a freqüentar escolas, bares ou clubes em Joinville.
Onde mora atualmente: Coral Gables (Estados Unidos)


Márcia Narloch

Correndo pelo mundo em busca do sonho de conquistar uma medalha olímpica

Os passeios de bicicleta pelas ruas do bairro Atiradores, nas proximidades do terminal rodoviário, ainda hoje fazem parte das lembranças de infância da maratonista Márcia Narloch, 29 anos. Nascida em Joinville, a atleta deixou a cidade aos sete anos para morar em Blumenau e, mais tarde, Florianópolis. Há uma década, mudou para o Rio de Janeiro onde intensificou os treinamentos.
Com todas as atenções e esforços voltados para as Olimpíadas, a maratonista está em fase de fortalecimento para a nova temporada. O objetivo é conquistar o índice que vai lhe garantir uma vaga em Sydney, na Austrália. Em 1992, ela trouxe para casa o 16º lugar na maratona das Olimpíadas de Barcelona, na Espanha. "Estou otimista este ano", resume. Apesar da distância e das mudanças em sua vida, Márcia garante que é impossível não sentir saudades da terra natal.
"Ficaram boas lembranças e sempre que volto para Santa Catarina, passo em Joinville. Meus familiares nem moram mais na cidade, mas não importa. As boas lembranças são eternas", continua a atleta que, nas folgas, aproveita para rever os amigos e resgatar os laços com o passado. "O Rio de Janeiro é muito agitado e sinto falta do estilo de vida catarinense."
Durante as férias de janeiro deste ano, Márcia esteve em Joinville e conta que preferia a cidade de 20 anos atrás. "A cidade cresceu muito, mas continua bonita. Só lamento que tenha perdido um pouco da tranqüilidade e do charme de antigamente", diz. No currículo, a maratonista acumula títulos importantes. Entre eles, o segundo lugar na maratona de Hamburgo e o primeiro lugar em Berlim, em 1990.
Nos Estados Unidos, a joinvilense garantiu o segundo lugar na maratona de Los Angeles, em 91, o quarto lugar em Nova York, em 93, e foi a sexta colocada na maratona de Houston, em 95. Em 96, Márcia conquistou o décimo lugar na maratona de Boston. No Brasil, as conquistas incluem o primeiro lugar na Maratona Internacional de São Paulo, quinto lugar na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, primeiro lugar nos Jogos Abertos de Santa Catarina e primeiro lugar na Maratona de Porto Alegre. "A temporada foi boa e mostra que estou preparada para enfrentar os desafios internacionais", avisa. (GL)

Rua, bairro e hospital onde nasceu: não recorda o endereço. Sabe apenas que nasceu na Maternidade Dona Helena. Por ter deixado a cidade aos sete anos, Márcia não chegou a freqüentar escolas, bares ou clubes em Joinville.
Momento inesquecível: passeios de bicicleta pela cidade.
Onde mora atualmente: Rio de Janeiro

AN Especial

149 anos - De Joinville para o mundo
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Negócios, Solidariedade, Futuro
Entrevista / Luiz Henrique da Silveira
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Ricardo Schlachter

Tenista encontra em Joinville o lugar de descanso da sua peregrinação mundial

Joinville, para o tenista Ricardo Schlachter, 22 anos, é sinônimo de descanso. Sempre que consegue uma folga entre as competições e treinamentos, ele corre para a casa dos pais, na rua Orestes Guimarães, no centro. Apegado à família, Rico, como é chamado pelos amigos, não pensa em partir definitivamente. A permanência em Novo Hamburgo, no Rio Grando do Sul, é dedicada exclusivamente ao treinamento diário de 4 a 5 horas.
"O restante do dia aproveito para descansar porque o ritmo é desgastante. A noite saímos sempre para jantar já que a maioria dos atletas não tem família na cidade onde treina. Sempre que tenho uma folguinha de alguns dias, estou em Joinville para curtir a família, amigos e a namorada", anuncia o tenista, que atualmente treina com os irmãos João e Carlos Zwetsch. "Uma coisa que sinto muita falta é da minha casa e da mordomia de ter a mãe para me paparicar."
Marcelo Schlachter, irmão do tenista, diz que Rico se obriga a viajar para suprir a necessidade que tem de treinar fora. No ano passado, os irmãos Schlachter tentaram fazer um trabalho em conjunto mas o desgaste fez com que mudassem de idéia. "Na verdade, ele adora Joinville e não pensa em sair daqui, mas é obrigado a treinar no Rio Grande do Sul", garante. Segundo Ricardo um dos seus maiores desejos era ter a família sempre perto. "Seria demais tê-los comigo durante as viagens", confessa.
Na avaliação do tenista, Joinville pode ser comparada a cidades da Europa e Estados Unidos. "Além de limpa, é muito aconchegante, mas já escutei pessoas dizendo que o povo é muito fechado e, como joinvilense, não gostei de escutar isso. Acho também que o atendimento em alguns locais públicos deveria melhorar", comenta. Para este ano, a meta de Ricardo Schlachter é estar entre os 200 melhores tenistas do mundo.
Enquanto não chega lá, comemora a vitória na primeira etapa do Circuito Satélite Cuba-México, realizado em fevereiro. No ano passado, o tenista também mostrou bom desempenho. No Future Uruguai e no Challenger BH Open ele foi vice-campeão, assim como no Future Niterói. No início de 98, marcou presença em torneios na África, Filipinas e Japão. Em abril, alcançou o que considera seu maior feito na carreira: venceu o catarinense Gustavo Kuerten no Campeonato Brasileiro de Profissionais.
Ainda em abril, na Argentina, conquistou seu primeiro torneio profissional com pontuação para o ranking mundial e se consagrou como um dos oito melhores tenistas do Brasil. Mas as conquistas não param aí e começaram bem antes de 1998. Influenciado pelos pais e pelo irmão, que sempre praticaram tênis, Rico Schlachter aderiu ao esporte aos seis anos. Desde então, nunca mais deixou de lado as raquetes.
As primeiras partidas foram na quadra poliesportiva de uma empresa instalada na cidade, perto da casa onde a família morava. "Ele sempre foi determinado e não demorou para participar de torneios", revela Marcelo. Para Ricardo, o irmão tem servido de inspiração. "O Marcelo nunca me deixou desistir dos ideais e isso me faz ter um enorme respeito por ele", revela. "A cada dia que passa tenho a certeza que meus pais me guiaram por um caminho que dificilmente me arrependerei de ter seguido", continua o tenista, que em 1996 iniciou na categoria profissional.
Em 1994, Rico foi vice-campeão do Torneio Internacional de Caracas em duplas, jogando com Gustavo Kuerten. Com Vladimir Platenik, conquistou o vice-campeonato de duplas em Wimbledon. Um ano mais tarde, na Colômbia, ele não fez feio e foi o vice-campeão de duplas com Daniel Melo. No sul-americano, foi semifinalista em simples, vice-campeão em duplas com Rodrigo Ribeiro e campeão por equipes pelo Brasil, além de chegar às oitavas de final em Wimbledon. (GL)

Rua e bairro onde nasceu: Rua Chapecó, 114, Saguaçu.
Rua e bairro onde passou a infância: Até os nove anos, Rico morou na rua Chapecó.
Escola onde estudou: Colégio Bom Jesus
Clube/bar/boate que freqüenta: Dartagnan.
Momento inesquecível: participação no primeiro torneio profissional, em 1995, aos 17 anos
Onde mora ou atua hoje: rua Orestes Guimarães, 538, ao lado do Centreventos Cau Hansen. Durante a semana, quando não está participando de campeonatos, Ricardo treina em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul

 

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Por: Torque Comunicação e Internet - Autoria: Avelar Lívio dos Santos, jornalista, RP MTr/PR 890