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ontem e hoje
Rua Dr. João Colin, uma das primeiras vias de ligação do centro com a zona Norte

A nova Joinville

Cidade cresce e se
transforma
a cada ano, modernizando-se
mas mantendo viva a
história escrita
por seus moradores

Acompanhar um passeio pelo passado de 15 cidadãos que, de uma maneira ou de outra, ajudaram a construir a história de Joinville foi a forma que A Notícia planejou para homenagear os 146 anos de fundação da cidade.

Com a autoridade de quem testemunhou mais da metade da trajetória de desenvolvimento do município, eles relatam fragmentos da história que ajudam a compreender a Joinville de hoje. A ocupação urbana, o surgimento de indústrias, a vida política, a garra dos agricultores, a bravura dos bombeiros, o anonimato dos primeiros socorristas na área da saúde, a vida que fluía do rio Cachoeira e do porto do Bucarein, a tradição do esporte são alguns dos aspectos revisitados pelos personagens deste caderno especial.

Relembre também a seqüência de fatos que resultaram na fundação de Joinville, em 1851, uma história que vai desde a realeza dos então proprietários da terra onde hoje está localizada a cidade até a coragem e determinação dos primeiros imigrantes.

Confira ainda uma análise de um dos principais problemas que ameaçam Joinville hoje, o desemprego, e entrevistas exclusivas com o prefeito e com o presidente da Câmara de Vereadores sobre os caminhos que podem levar à melhoria da qualidade de vida dos habitantes do município.

Por fim, divirta-se com um ensaio humorístico dos chargistas Geraldo Poerner, Carlos Horn e Sandro sobre o aniversário da cidade.

REFERENCIAIS
Destaque nos esportes, vida noturna agitada e patrimônio preservado: mudança na terra das bicicletas

Nova Joinville Crescimento Esporte
Ensino Serviços Empresas
Voltar 146 Anos Próxima

Surge um
novo perfil

Joinville festeja hoje seu 147º aniversário de fundação. Às vésperas da virada do milênio e do sesquicentenário da cidade, é o momento de nos quedarmos sobre o exemplo, a coragem, a determinação e o denodo dos pioneiros. E de retirarmos da história que eles escreveram os ensinamentos e a ousadia necessária para realizarmos as mudanças urgentes e inadiáveis. Como toda alteração de rumo, esta também exige a dose certa de serenidade e inflexibilidade da parte daqueles chamados ou engajados na condução processo.

As lideranças da Joinville de hoje, de certa forma, vivem a mesma encruzilhada, o dilema e a inevitabilidade imposta aos primeiros imigrantes. Era então uma terra estranha, inóspita para os padrões europeus. Enfrentavam clima insalubre, índios ferozes, animais bravios e doenças tropicais. Mas tinham deixado tudo para trás em busca do sonho de construir um mundo melhor. A meta era vencer e vencer, porque a alternativa era sucumbir.

Contrariando até as previsões que se faziam na Europa, os imigrantes construíram uma sociedade perfeitamente afinada com o seu tempo. Mesmo com todas as dificuldades de comunicações, conseguiram se manterem atualizados tecnologicamente a ponto de erguerem um parque industrial a fazer produtos competitivos internacionalmente.

Joinville só chegou a este estágio de maior cidade catarinense, com economia líder e indústrias de ponta, porque os pioneiros estavam sintonizados e qualificados para se prepararem para um mundo novo, em que a agricultura e o mercantilismo cediam lugar para a industrialização como principal empregador e mola geradora de progresso e desenvolvimento.

Quase 150 anos depois, os descendentes destes pioneiros e os milhares de outros que vieram para Joinville em busca do sonho de um futuro melhor se deparam com nova encruzilhada. As indústrias que enviavam emissários para recrutar mão-de-obra em outras cidades e mesmo nos Estados vizinhos estão agora gerando o que os especialistas chamam eufemisticamente de desemprego tecnológico. O que significa dizer que as empresas continuam crescendo, só que o homem perdeu espaço para as máquinas na estrutura de produção.

É neste momento de crise que aparece o setor de serviços como a atividade do futuro, mas que tem vários dos aspectos do pioneirismo do passado. O homem criativo planeja uma nova atividade e se torna seu próprio patrão. Basta capacidade de trabalho, soluções inventivas e preço competitivo do produto. O leque das possibilidade vai do pequeno empreendedor que compra um furgão e sai vendendo cachorro-quente ao professor de educação física que se torna personal treiner de executivos atarefados. Tudo que facilitar a vida e proporcionar comodidade às pessoas pode resultar em negócio de sucesso. Basta crer. Ousar. O joinvilense percebeu claramente a mudança no eixo da economia mundial e rapidamente busca se adequar a estes novos tempos. A prova está em que o setor de serviços já encosta na indústria como principal empregador.

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