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Esporte leva nome de Joinville ao País





Equipes de basquete e
vôlei participam de ligas
nacionais e destacam
cidade na mídia

 

O esporte ajudou a mudar a cara de Joinville. Antes só levada para fora através do Joinville Esporte Clube, com o futebol, hoje a cidade conta com outra forte ferramenta de marketing esportivo. Joinville pode ser vista em transmissões de televisão e ao vivo em mais de 20 cidades, através do Campeonato Nacional de Basquete ou pela Superliga Feminina de Vôlei, com seus representantes. E o retorno tem sido acima do esperado. Na temporada 96/97, a equipe de basquete da Associação de Basquetebol de Joinville (Abaj) foi a campeã da mídia impressa - a que mais apareceu -, com 4,715 cm/col, na frente do Franca/Cougar e do Corinthians/Pony.

O levantamento feito pela Confederação Brasileira de Basquete mostra ainda outros destaques para o esporte de Joinville. Segundo a pesquisa, a Abaj foi a marca que mais apareceu, num total de 522 vezes, superando o Corinthians/Pony e o Franca/Cougar. A equipe de Joinville foi a terceira equipe que mais teve jogos transmitidos pela televisão em rede nacional, com total de três horas de transmissão. Só com a mídia espontânea, a Abaj teve um retorno avaliado em R$ 465.566,00. O retorno total da mídia eletrônica e impressa chega a impressionantes R$ 5,3 milhões, três vezes mais do que a temporada passada.

No vôlei, mesmo com a ausência de pesquisas, a situação não é muito diferente. Apesar de não ter ainda uma equipe de ponta, o Joinville está enfrentando os melhores times do País e do mundo num certame considerado dos mais difíceis do planeta. O retorno com o nome de Joinville quando a equipe joga contra os grandes times, principalmente na mídia impressa, também é alto. E tudo isso com pouco investimento, no caso do vôlei. Apesar de tanto retorno da mídia, a equipe de vôlei é a que mais sofre com a falta de patrocínio. Está sendo bancada nesta temporada pela Fundação Municipal de Esportes e pode não resistir até o ano que vem.

Renovação

"É, sem dúvida, uma maneira de mostrar Joinville para o Brasil. Além disso, serve para realizar a renovação nos esportes", acredita o presidente da Fundação Municipal de Esportes, Fausi José Miguel. Para o dirigente, nos três anos em que as equipes de vôlei e de basquete participam dos campeonatos nacionais, o perfil do esporte na cidade tem mudado a cada ano. "Tanto o esporte em Joinville quanto o de Santa Catarina evoluíram muito nesses últimos tempos. E isso serve como incentivo para o atleta novo, que está começando", aposta Miguel. "E não foi só no basquete ou no vôlei. Temos atletas despontando no Brasil inteiro, como os três que estão treinando para os Jogos Mundiais da Juventude, em Moscou", completa o dirigente.

O esporte de Joinville cresceu e mudou costumes. Desde a hegemonia conquistada nos joguinhos do Estado, as equipes de vôlei e de basquete da cidade conquistaram também um público cativo interno. Nos jogos da Abaj, por exemplo, a participação da torcida tem chamado a atenção. No levantamento realizado pela Confederação Brasileira de Basquete, houve um crescimento da temporada de 96 para a de 97. Em 96, foram 14 mil pessoas que assistiram os jogos, enquanto que um ano depois esse número cresceu para mais de 26 mil.

Mas não foi só em números que a participação do basquete e do esporte de Joinville tem sido positiva em campeonatos nacionais. Em conjunto com o Sesi, a Abaj está desenvolvendo projetos como o Programa de Apoio e Incentivo ao Esporte Educacional ou campanhas de doação de sangue. Na primeira iniciativa, o Sesi e a Abaj desenvolvem um trabalho nas escolas públicas envolvendo diretamente 10 mil e indiretamente 80 mil crianças. Foi realizada a mostra de Dança e Ecologia, que reciclou 85 toneladas de lixo. Houve crescimento também na doação de sangue. Em 1996 foram 168 doadores. Um ano depois, o número passou para 368. O doador ganhou ingressos para os jogos.

Abaj desenvolve projetos paralelos

Para o presidente da Abaj, Antonio Carlos Poletini, o sucesso se dá justamente porque a atuação não fica restrita apenas dentro das quadras. Os projetos paralelos, a organização, a infra-estrutura, serviram para o reconhecimento nacional do basquete da cidade, hoje considerado modelo. "São fatores que estão ligados. Não estamos preocupados apenas com o esporte de alto nível, mas também com as questões de cidadania, boa imagem para os jovens, atividades que venham em benefício da comunidade", afirma. E nesse processo, a apoio do Sesi tem sido fundamental. Toda a estrutura oferecida ao time vem da entidade.

Com tanto destaque, não poderia faltar apoio ao basquete de Joinville. Neste ano a Abaj fechou acordo com a empresa têxtil Douat, que patrocina a equipe. Com aporte financeiro razoável -ainda abaixo das principais forças nacionais - a Abaj conseguiu manter uma boa base nesses três anos de disputas. Os certames estaduais estão todos nas mãos do basquete da cidade. "Falta agora um destaque maior nas quadras brasileiras", reconhece Poletini. A organização é outro ponto forte da Abaj. "Com três anos conseguimos o que as equipes de São Paulo levam seis ou sete anos para conquistar", conclui Poletini..

REFERENCIAIS
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Hemodiálise passou a ser pública

Com unidade no São José, Prefeitura assume controle do serviço na cidade

A hemodiálise de Joinville começou a ser estatizada a partir da inauguração da Unidade Renal do Hospital São José, no ano passado. Foi uma das vitórias da saúde pública na cidade. Antes exclusivamente nas mãos de empresas privadas, hoje os serviços de hemodiálise no hospital são geridos pela própria direção da instituição. A unidade foi resultado de um convênio entre o Fundação Municipal de Saúde, Hospital São José e Prefeitura de Joinville, que resultou em investimentos de R$ 250 mil na adequação da sala e compra de quatro máquinas. "Com a unidade o poder público passa a ter controle da hemodiálise", definiu, na época, o secretário da Saúde, Iberê Condeixa.

A questão de hemodiálise na cidade sempre foi considerada nebulosa pela classe médica local. A terceirização dos serviços nos Hospitais São José e Regional Hans Dieter Schmidt tirou da Prefeitura e da Secretaria de Saúde o senso dos custos do serviço prestado pela iniciativa privada. As empresas que emprestavam o equipamento e gastavam dinheiro com a hemodiálise tinham seus motivos. O SUS remunera bem os serviços que apresentam alta tecnologia, caso da hemodiálise, que trabalha com equipamentos caros - normalmente importados - e com condições melhores de tratamento ao paciente.

Esse filé mignon ainda não estava ao alcance do poder público até o Fundo Municipal de Saúde, a Prefeitura e o Hospital São José realizarem a inauguração da Unidade Renal. A partir de agora o município terá como mensurar os gastos dos serviços de hemodiálise, balizar a terceirização que continua sendo feita no Hospital Regional e reduzir custos com o serviço. Além disso boa parte dos R$ 200 mil gastos com hemodiálise por mês irão parar nos cofres do Fundo Municipal de Saúde, que poderá investir em outras áreas onde o SUS não paga tão bem e, por conseguinte, a iniciativa privada anda distante.

Controle

A direção do Hospital São José consegue com o investimento a sua própria unidade renal, os seus próprios equipamentos e, assim, controlar com mais rigor os seus custos. Segundo o diretor do hospital, o ex-secretário de Saúde Edson Campos, a intenção da instituição é desativar a outra ala que também realiza hemodiálise, só que com equipamentos terceirizados. Com as quatro máquinas adquiridas depois do convênio, o hospital poderá realizar com folga o tratamento dos 46 doentes renais crônicos cadastrados. "O que muda é que a unidade oferecerá um serviço de melhor qualidade", acrescentou Campos.

O São José ganhou uma unidade modelo para hemodiálise em doentes renais crônicos. Além das acomodações seguirem as determinações do Ministério da Saúde, as quatro máquinas são o que há de melhor em tecnologia no mundo. Importadas da Argentina com isenção de tarifas e impostos, as máquinas podem atender, cada uma, a dois pacientes por sessão. Além das máquinas, a água receberá tratamento purificador em sistema de osmose reversa. A pureza, nesse sistema, atinge 99,99%, aumentando a segurança para o paciente.

Dona Helena cresce e busca certificado de qualidade dos serviços

Mas se Joinville não tem muito o que comemorar com sua saúde pública, pelo menos na rede privada pode ser considerada referência. O Hospital Dona Helena conseguiu, ao longo dos anos, tornar-se um dos mais importantes e bem equipamentos do Estado. Desde 1916, quando Helena Dorothea Trinks Lepper, imigrante da Saxônia, reuniu um grupo de mulhere para fundar a Associação de Socorro às Senhoras Evangélicas, o hospital não parou de crescer. Mas foi em 1989 que a direção da instituição deu início à primeira de uma série de ações. Através de um plano diretor, unificou objetivos e integrou projetos que proporcionaram a ampliação e otimização de seus espaços físicos ao mesmo tempo em que investiu em pesquisa, tecnologia e aperfeiçoamento do corpo clínico.

Nesse ano de 1989, o Dona Helena tinha por meta adequar-se aos novos padrões de atendimento hospitalar estabelecidos no mundo inteiro. As mudanças tinham como espinha dorsal a qualidade total de atendimento, serviços, pesquisas, corpo clínico. Em novembro deste ano, o hospital deve receber as auditorias finais para, finalmente, atingir mais um passo importante em sua trajetória: a certificação ISO 9002 de todos os serviços do hospital. Trabalhando em ritmo acelerado na implantação e padronização de procedimentos tenta mais do que um simples certificado. "Queremos o bem-estar interno e do paciente. E só se consegue isso melhorando sempre nossos serviços". admite o consultor Ivan Ricardo Piccolo, um dos coordenadores do projeto.

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